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Atualizado: 6 minutos 48 segundos atrás

Governo publica edital para formação de agentes comunitários em enfermagem

10 minutos 21 segundos atrás

O Ministério da Saúde pretende qualificar 250 mil agentes comunitários de saúde de todo o país em técnicos em Enfermagem nos próximos dois anos, por meio do Programa de Formação Técnica para Agentes de Saúde (Profags). Nesta segunda-feira (19), o ministério publicou um edital para que instituições de ensino públicas e privadas de todo o país que oferecem o curso se credenciem ao programa.

Ao todo, o Ministério deve investir R$ 1,25 bilhão na formação desses agentes, que poderão fazer o curso sem nenhum custo. Atualmente, segundo o ministério, até 30% dos agentes que atuam no Sistema Único de Saúde já têm a formação em Técnico em Enfermagem. A qualificação de mais profissionais vai ampliar a área de atuação desses agentes. A partir da formação, eles poderão, por exemplo, fazer curativos em domicílio, verificar a pressão arterial e a glicemia, entre outras atribuições que vão levar o atendimento primário à casa do paciente.

“O curso permitirá uma ampliação do acesso à Atenção Básica, levando um atendimento de qualidade e com alta resolutividade à população brasileira, evitando custos desnecessários e assistência mais complexa. Estamos contando com as instituições para que qualifiquem, com o que possuem de melhor, esses agentes de saúde”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, por meio da assessoria de imprensa.

As instituições de ensino interessadas precisam se credenciar e indicar quantas vagas têm disponíveis, por município e por semestre. Além disso, precisam enviar documentos que comprovem habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista, além de qualificação técnica e econômico-financeira. As propostas serão analisadas em 10 dias e, caso a documentação da empresa seja aprovada, o credenciamento será homologado e publicado no Diário Oficial da União.

O objetivo do Ministério é que os agentes comecem o curso a partir de março. Eles terão o prazo de dois anos (1.800 horas/aula) para concluir a formação.

É possível acessar o edital completo no site do Ministério da Saúde ou ir presencialmente ao órgão, que fica na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília.

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Mandados coletivos não serão "carta branca" para Forças Armadas, diz Jungmann

23 minutos 49 segundos atrás

Após reunião dos Conselhos da República e de Defesa Nacional, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro demandará mandados de busca e apreensão coletivos, quando é solicitado à Justiça autorização para aplicação dessas medidas em uma área mais abrangente.

De acordo com Jungmann, este tipo de mandado não restringe a busca a uma área específica, prevendo assim os deslocamentos de criminosos. 

Questionado se a medida não seria uma espécie de “carta branca” para os militares das Forças Armadas que vão atuar na segurança do Rio, o ministro negou. “Não existe carta branca, nem carta negra, nem carta cinza”, disse. Segundo ele, o uso do mandado de busca e apreensão de captura será usado com a “máxima transparência”.

De acordo com o ministro, esse instrumento é mais eficaz para a realidade urbana do Rio de Janeiro onde muitas vezes há a autorização para busca e apreensão de um criminoso em determinado local e ele se desloca.

“Isso é uma ordem judicial que já foi empregada outras vezes no Rio de Janeiro e estamos peticionando que volte a ser utilizada em alguns lugares. Em lugar de você colocar rua tal, quadra tal [no mandado], você vai dizer uma rua inteira, uma área ou um bairro. Em lugar de ser uma casa pode ser uma comunidade, um bairro. Isso tudo com a máxima transparência, com a participação do Ministério Público e obviamente que só podemos fazê-lo se tivermos uma ordem judicial para tanto”, explicou o ministro.

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Morador do DF, Tocantins e de Mato Grosso já pode receber alerta de clima em SMS

55 minutos atrás

Habitantes do Distrito Federal, do Tocantins e de Mato Grosso poderão se cadastrar gratuitamente, a partir de hoje (19), para receber notificações de desastres naturais que envolvem suas regiões. Os alertas são enviados por celular, por meio de mensagens no formato SMS, e transmitem orientações sobre como proceder na ocorrência de fenômenos como deslizamentos, temporais e enchentes.

Os alertas vão ajudar a população a reduzir riscos materiais e de morte. Ludmilla Souza/Agência Brasil

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Integração, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as operadoras de telefonia móvel. O conteúdo oferecido é elaborado pelo Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, subordinada ao ministério, em parceria com os órgãos de Defesa Civil estaduais e municipais.

O sistema, que já roda em nove estados (Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina), foi lançado em fevereiro de 2017 e atinge agora sua penúltima fase. Até o momento, a população das áreas já cobertas pelo serviço foi beneficiada com 1.966 informes, distribuídos em 2,5 milhões de telefones cadastrados. A área de alcance será ampliada na próxima segunda-feira (26), com a implementação da última etapa, no Nordeste e nos demais estados do Norte.

De acordo com o ministério, o projeto-piloto foi desenrolado ao longo de seis meses, em 25 cidades de Santa Catarina e Paraná, onde atendeu a cerca de 500 mil pessoas. A ferramenta teve como inspiração o modelo japonês, criado dez anos atrás. Atualmente, mais de 20 países, entre eles Canadá, Chile, Bélgica e Filipinas, contam com serviços semelhantes.

Como se cadastrar

A partir de hoje, todos os telefones celulares ativos do Tocantins, Distrito Federal e de Mato Grosso receberão a seguinte mensagem: “Defesa Civil Nacional informa. Novo serviço de envio de SMS gratuito com alertas em área de riscos. Para se cadastrar, responda para 40199 com CEP de interesse”. Ao informar o CEP, o usuário já passa a receber os alertas.

É permitido cadastrar mais de um CEP. Caso não receba a mensagem, basta que o usuário siga o procedimento para enviar o código postal ao telefone da Defesa Civil Nacional, o 40199. A qualquer momento, o usuário, se desejar, pode cancelar o serviço.

* Com informações do Ministério da Integração Nacional

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Defensoria pública vai vistoriar penitenciária onde ocorreu rebelião em Japeri

55 minutos 34 segundos atrás

Representantes da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro vão vistoriar amanhã (20) a Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense, onde ocorreu uma rebelião noite de ontem (19), que foi controlada na madrugada desta segunda-feira. Três presos foram feridos a bala, mas não houve mortes.

O coordenador do Núcleo do Sistema Penitenciário (Nuspen) da Defensoria Pública, Marlon Barcellos, esteve no local durante a madrugada, acompanhando o processo de negociação para pôr fim ao motim. Segundo ele, não há notícias de vítimas fatais e a situação está controlada.

“Nós ficamos lá de prontidão, à disposição para conversar com os presos, se fosse necessário, para a negociação, mas não nos chamaram. Hoje estamos respeitando o período da geral [de buscas] lá e amanhã vamos visitar para tentar falar com os próprios presos", disse o coordenador, ao comentar o clima na penitenciária, quando deixou o local: "quando a gente saiu, o clima era de calma entre os próprios inspetores. Houve destruição de equipamentos lá dentro, de geladeira, mas a situação estava estabilizada e controlada”.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que três presos ficaram feridos durante a rebelião e foram atendidos por ambulâncias da Defesa Civil. Eles foram encaminhados para o Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, e não correm risco de morrer.

Segundo a Seap, após as negociações comandadas pelos profissionais especializados da Superintendência de Segurança da Secretaria, 18 reféns, sendo oito inspetores e dez internos, foram liberados. Foram apreendidos um revólver, duas pistolas, uma granada de efeito moral e uma lanterna. Os fatos serão apurados pela Seap.

De acordo com Barcellos, os defensores não conseguiram fazer contato com os presos durante a madrugada e só falaram com familiares dos detentos. Barcellos conta que os internos não sofreram agressões físicas. “De um modo geral, os presos estão bem fisicamente, mas devem estar abalados psicologicamente. Quando a gente chegou já tinham sido liberados os reféns feridos. Tinham permanecido os reféns não feridos, que são os inspetores de segurança e os presos de confiança da direção do presídio, que trabalham na condição de faxina”.

Intervenção

Barcellos descartou que a rebelião possa ter sido motivada pelo anúncio da Seap de antecipar medidas de controle nos presídios do Rio, em consequência da intervenção federal na segurança pública do estado. De acordo com ele, tudo indica que o motim foi consequência de uma tentativa de fuga frustrada.

“Tudo o que a gente apurou lá com os familiares e com os próprios inspetores que trabalham lá, foi uma tentativa de fuga frustrada, de umas poucas pessoas, três ou quatro, que até a manhã de hoje não tinham sido identificadas. Eles conseguiram se dirigir até a primeira portaria, a pessoa que estava na segunda portaria percebeu, atirou para dentro e disparou o alarme, conseguindo evitar a fuga”.

O coordenador explica que, com o alarme disparado, os presos que tentavam a fuga conseguiram fazer alguns inspetores reféns e outros aproveitaram a situação. “Como não é uma cadeia de facção, não existe uma liderança. Então, no momento em que as coisas ficam descontroladas e os presos ficam dispersos, fica cada um por si. E nesse momento, em que tinha alguns presos com reféns, outros no fundo acabaram serrando uma grade e foram para o teto. Depois chegaram as polícias todas – Choque, Bope, Bombeiros, forças especiais dentro da própria Seap, não vi Exército – e iniciaram a negociação”.

Marlon Barcellos informou que, por volta das 2h, houve a negociação para a liberação dos reféns. “A principal resistência dos presos em liberar os reféns era o receio de serem 'esculachados', como eles chamam a forma quando eles acabam apanhando desnecessariamente”.

Ele acrescenta que a penitenciária ainda não havia sido liberada pela manhã porque houve divergência entre os dados do sistema e o número de presos, aparecendo dois a mais do que constava na lista, devido a documentos terem sido queimados e os presos que chegaram entre sexta-feira e  no domingo não terem sido inseridos no sistema eletrônico ainda.

A defensoria pública atua para prevenir tratamentos desumanos, degradantes e afins aos detentos, conforme preconizam convenções internacionais, além de ajudar na apuração e ajuizamento de ações quando ocorreram atos que atentam contra os direitos humanos, como tortura. Também atua para garantir a tutela coletiva, como direito à água, ao banho de sol e a não punição coletiva.

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Eunício determina que todas as PECs parem de tramitar no Senado

1 hora 29 minutos atrás

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, fala à imprensa após reunião conjunta dos conselhos da República e do Conselho de Defesa Nacional Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), determinou hoje (19) à Mesa Diretorada Casa que nenhuma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve tramitar, inclusive nas comissões, enquanto vigorar o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. Depois de participar da reunião dos Conselhos de Defesa Nacional e da República, no Palácio da Alvorada, Eunício declarou que obedecerá a legislação que impede os parlamentares de aprovarem emendas constitucionais, inclusive a da reforma da Previdência.

“Nenhuma PEC tramitará, não precisa a oposição entrar com pedido de liminar, absolutamente nada, porque nenhuma PEC tramitará. O mandamento constitucional no Artigo 60, item 1º, determina que, em estado de sítio, em estado de defesa ou em intervenção, nenhuma PEC poderá tramitar, portanto não haverá mudança na Constituição”, explicou Eunício.

O presidente afirmou que o Congresso tem um número alto de quase 190 PECs tramitando e que não há necessidade de se fazer neste momento nenhuma emenda constitucional. Durante a reunião com o presidente Michel Temer, o senador disse que foram levantadas outras pautas, como segurança e microeconomia, que devem ser priorizadas no Congresso.

Questionado se Temer concordou com a suspensão da tramitação de todas as PECS, Eunício disse que o presidente, por ser um constitucionalista, jamais adotaria um posicionamento contrário à Constituição. Logo após assinar do decreto de intervenção, Temer declarou que o suspenderia se a reforma da Previdência reunisse o número mínimo de votos necessários para ser aprovada no Congresso.

“Não há previsão constitucional de suspensão de decreto. Ele pode a qualquer momento suspender o decreto, mas como? Extinguindo a intervenção no Rio de Janeiro. Se for pra fazer uma intervenção, chamar todos nós, fazer a intervenção e daqui a cinco dias dizer que foi um equívoco porque precisa votar matéria A ou matéria B, não teria sentido ter feito a intervenção”, argumentou Eunício.

O presidente do Senado sinalizou ainda que, politicamente, não seria possível revogar o decreto e assinar outro em seguida a fim de beneficiar a aprovação de qualquer matéria no Congresso.

“Nem o presidente Temer nem ninguém fará com que o presidente do Senado e do Congresso Nacional mude a posição por conveniência. (…) Se ele revogasse [o decreto] , extingui-se a intervenção no estado do Rio de Janeiro automaticamente. Aí para fazer uma nova intervenção eu não sei se teria aí a condição política de se fazer, teria que fazer todo o trâmite novamente. Então, o que a sociedade ia dizer, o que iriamos dizer no Conselho? Que não havia a necessidade da intervenção. E ela é necessária.”, completou

Eunício disse que vai pautar o decreto de intervenção na segurança do Rio no dia seguinte em que ele for aprovado na Câmara. A votação pelos deputados está prevista para hoje à noite. O senador disse que a complementação de recursos para realização das ações no Rio, que ainda não foi definida pelo governo, também deve ser aprovada pelos parlamentares por meio de projeto de lei do Congresso Nacional.

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Aprovação da reforma da Previdência é "prioridade número um", diz Meirelles

2 horas 39 minutos atrás

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (19) que a reforma da Previdência é “prioridade número um”, mesmo com a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. “Evidentemente que, se as lideranças do Congresso concluírem que a reforma da Previdência tem voto suficiente para ser aprovada, a ideia, inclusive já anunciada pelo presidente da República, é tomar uma medida que viabilize a votação da Previdência, atendidos todos os requisitos da Constituição”.

Meirelles disse ainda que o governo não trabalha com um plano B. “Acho que antes de se definir o número de votos e se é possível aprovar, acho que não cabe ficarmos discutindo planos B, porque isso serviria evidentemente para desviar a atenção do fundamental que é a aprovação da reforma”.

Assinado na sexta-feira (16) por Temer, o decreto de intervenção na segurança do Rio de Janeiro será votado pelo plenário da Câmara dos Deputados hoje, em sessão deliberativa extraordinária, convocada para as 19h. Caso o Congresso Nacional aprove a intervenção, fica impedido, pela Constituição Federal, de aprovar quaisquer propostas de emenda à Constituição (PEC) – como é o caso da reforma da Previdência – enquanto a intervenção vigorar.

A ideia do governo, conforme explicou Meirelles, é interromper a intervenção federal, substituindo-a por um decreto do governo do estado capaz de manter a estrutura colocada pelo Exército e, após votada a reforma, retomar a intervenção federal.

A reforma propõe a adoção de uma idade mínima para aposentadoria – de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres – e regras de transição com intuito de equilibrar as contas públicas para os próximos anos. Conforme a proposta, trabalhadores do setor privado e servidores públicos deverão seguir as mesmas regras, com um teto de R$ 5,5 mil para se aposentar, e sem a possibilidade de acumular benefícios. Para trabalhadores rurais, idosos e pessoas com deficiência, sem condições de sustento, as regras não sofrerão mudanças.

Por se tratar de uma PEC, para ser aprovada, a reforma da Previdência precisa ter o apoio de três quintos dos 513 deputados, ou seja, 308 votos, em dois turnos de votação.

Crise e segurança

Para o ministro, a crise fiscal pela qual passa o país está relacionada à crise de segurança nos estados. A crise econômica do país levou a um aumento do desemprego e beneficiou o recrutamento de jovens para atividades criminosas. Para Meirelles, uma melhora na economia, portanto, também terá impactos na área de segurança.

"Existem programas sociais que passam a ser melhor financiados na medida em que existe recuperação fiscal e não só do governo federal, com aumento da arredação, com o teto de gastos e com a reforma da Previdência, mas dos estados".

Meirelles citou o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, ao qual o Rio de Janeiro aderiu. O governo do estado recebeu um empréstimo bancário de R$ 2,8 bilhões a partir da penhora de ações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

Segundo o ministro, um novo empréstimo, que tem como garantia royalties do petróleo, está sendo negociado, ainda sem o valor definido. Esse empréstimo já está previsto no âmbito do plano de recuperação. “Agora está se endereçando e sendo enfrentada uma questão crítica, que é a questão da segurança, mas a questão financeira e fiscal como um todo já está sendo enfrentada, estamos no meio do processo”, disse Meirelles.

O ministro comentou ainda o aumento de 1,04% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (19): “confirmando o que temos dito, o país cresceu em 2017 e vai crescer mais”. 

 

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Procuradores-gerais querem mudanças na lei para combater crime organizado

2 horas 51 minutos atrás

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais está preparando sugestões de mudanças legislativas com o objetivo de combater o crime organizado. O grupo, que conta com a participação de chefes dos ministérios públicos estaduais, está reunido hoje (19) em São Paulo, para debater as propostas que serão encaminhadas à Câmara dos Deputados.

“Combatemos o crime organizado, além dos crimes propriamente ditos, sufocando economicamente a lavagem de dinheiro. Então, são medidas que precisam ser tomadas para que seque o dinheiro do crime organizado. E também temos que combater a infiltração do crime organizado nas áreas públicas, com agentes públicos”, disse o procurador-geral de São Paulo, Gianpaolo Smanio, após a primeira sessão de discussões.

Entre as mudanças a serem propostas na lei, estão meios para facilitar a perda de bens utilizados por organizações criminosas. “Podemos ter, por exemplo, uma legislação de perda de bens, para que possamos imediatamente tirar de circulação qualquer bem ligado ao crime organizado”, afirmou Smanio.

Os procuradores querem endurecer o cumprimento da pena de pessoas condenadas por participação no crime organizado, o que pode ser feito dificultando a progressão do regime quando se tratar de crime organizado. "É preciso separar bem o que é crime organizado e o que não é, para que as medidas possam ser as mais duras possíveis”, acrescentou o procurador-geral de São Paulo.

Parte das sugestões será encaminhada hoje à comissão da Câmara dos Deputados responsável por elaborar um anteprojeto de lei para combater o tráfico de drogas e armas no país. O grupo, presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que já foi secretário de Segurança do Estado de São Paulo e ministro da Justiça, vai propor um texto com medidas investigativas, processuais e de regime de cumprimento de pena.

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Brasil e Colômbia firmam acordo bilateral de combate à corrupção

2 horas 54 minutos atrás

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e a Superintendência de Sociedades da República da Colômbia assinaram acordo de cooperação para aprimorar a investigação e a aplicação de sanções administrativas a empresas privadas envolvidas em práticas ilícitas.

De acordo com a CGU, o memorando ratifica que Brasil e Colômbia compartilham interesse referente à adoção de uma política integral para prevenir e combater o suborno de servidores públicos estrangeiros, além de outros atos de corrupção.

“Para tornar a prática viável, as instituições se comprometem a cooperar de forma mútua, pronta e eficaz, mediante o uso dos instrumentos jurídicos vigentes em ambos os países, como a Lei Anticorrupção (12.846/2013), no caso do Brasil”, informou em nota, a CGU.

Com o acordo, Brasil e Colômbia podem trocar dados sobre investigações e processos contra empresas que atuam nos dois países. A cooperação prevê, por exemplo, o fornecimento de informação e documentos relacionados ao pedido de assistência e a obtenção e produção de provas conforme permitidas pelas leis de cada país e que estejam relacionadas com o pedido.

Mediante pedido de assistência, também será possível que uma das partes preste assessoria à outra em assuntos relacionados à prevenção, ao combate e à punição de casos de suborno envolvendo servidores públicos estrangeiros.

Ainda segundo a CGU, a meta do governo brasileiro é assinar, até o fim do ano, acordos bilaterais similares com todos os países da América Latina que têm legislação de responsabilização de empresas e de combate ao suborno transnacional, nos âmbitos civil e administrativo.

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Pezão diz que ainda não foram discutidos recursos para segurança no Rio

3 horas 17 minutos atrás

Rio de Janeiro - O governador Luiz Fernando Pezão participou da cerimônia de reabertura da Biblioteca Parque da Rocinha, no RioTomaz Silva/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (19) que os órgãos de segurança pública do Rio já estão trabalhando em conjunto com as Forças Armadas, mas afirmou que ainda não foi discutida a possibilidade de mais recursos federais acompanharem a intervenção decretada no estado na área de segurança pública.

"Até agora não discutimos nenhum recurso novo para a área de segurança", disse. Afirmou que pretende aguardar a aprovação do decreto pelo Congresso Nacional para discutir o tema com o governo federal. "Vamos esperar", disse.

O decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro foi assinado na última sexta-feira (16) pelo presidente Michel Temer e já está em vigor. Com ele, o general Walter Braga Netto, do Comando Militar do Leste, assumiu o cargo de interventor.

A medida, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e pode ser votada hoje pela Câmara dos Deputados. Segundo Pezão, enquanto a matéria não for votada, as Forças Armadas ainda não podem ser empregadas.

"Enquanto não tiver aprovação no Congresso, o Exército Brasileiro não pode entrar [nas favelas]. Mas isso não tem impedido de estarmos permanentemente nos falando, e as equipes dele [do Exército] todas trabalhando juntas no Centro de Comando e Controle ou no Comando Militar do Leste", disse o governador. "Estamos em uma permanente integração desde quinta-feira", observou.

Violência, tráfico de armas pesadas e estradas

Ele defendeu que, apesar de não ter os maiores índices de violência do país, o Rio de Janeiro tem peculiaridades que motivaram a intervenção, como a quantidade de estradas federais e o tráfico de armas pesadas.

"Fuzil é arma de guerra em qualquer lugar do mundo. Quando um cidadão está portando um fuzil, o que aparece, em qualquer lugar do planeta, são as Forças Armadas para combater, não é a polícia", disse Pezão, que continuou: "Bandido portando fuzil quem tem que cuidar são as Forças Armadas. Não é a Polícia Militar sozinha ou a Polícia Civil que vão resolver esse problema".

Horário integral em escolas pode ser ampliado

Pezão participou hoje (19) da reabertura da Biblioteca Parque da Rocinha, que estava fechada desde dezembro de 2016. Segundo ele, o estado pretende ampliar o horário integral em escolas situadas em favelas do Rio de Janeiro.

Ao discursar na reabertura da biblioteca, o governador afirmou que, se o ensino em tempo integral nos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) tivesse sido mantido desde a década de 80, a situação de violência no estado seria diferente.

"Se tivéssemos acreditado naquele projeto há anos atrás, agora não estaríamos precisando construir mais presídio, mais casa de detenção, mais Degase [Departamento Geral de Ações Socioeducativas] ", finalizou.

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Conselhos aprovam intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

3 horas 41 minutos atrás

A maioria dos integrantes dos conselhos da República e de Defesa Nacional, reunidos hoje (19) no Palácio do Planalto, aprovou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, informou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.  Apenas os líderes da oposição na Câmara e no Senado, que integram o Conselho da República, se abstiveram de votar.

Apesar de os conselhos não terem poder de veto, o presidente Michel Temer decidiu convocá-los para consultar a posição dos integrantes dos dois órgãos. A reunião teve a participação de ministros, parlamentares, militares e integrantes da sociedade civil.

Jungmann relatou que durante a reunião o governo fez uma exposição dos motivos que levaram à intervenção. Entre eles, o ministro citou fatos como a interrupção de aulas nas escolas por causa da violência, o fato de comunidades no estado viverem sob o controle do crime organizado e de milícias e a necessidade de escolta armada para a entrega de encomendas dos Correios em localidades do Rio de Janeiro.

O ministro disse que não se trata de uma intervenção militar, mas federal e civil e que os recursos necessários para a medida estarão disponíveis assim que o general Braga Netto, nomeado interventor, apresentar o planejamento.

Mandado de busca e apreensão

Jungmann explicou que durante a reunião, o comando do Exército observou que devem ser necessárias medidas complementares para a atuação das forças militares no Rio de Janeiro.

Uma ação citada foi a possibilidade de usar o mandado de busca e apreensão de captura coletiva. Ele explicou que se trata de um tipo de mandado mais abrangente que não restringe a busca a uma área específica, prevendo assim os deslocamentos de criminosos.

“Isso é uma ordem judicial que já foi empregada outras vezes no Rio de Janeiro e estamos peticionando que volte a ser utilizada em alguns lugares. Em lugar de você colocar rua tal, quadra tal [no mandado], você vai dizer uma rua inteira, uma área ou um bairro. Em lugar de ser uma casa pode ser uma comunidade, um bairro. Isso tudo com a máxima transparência, com a participação do Ministério Público e obviamente que só podemos fazê-lo se tivermos uma ordem judicial para tanto”, explicou o ministro.

Oposição

Os representantes dos partidos de oposição argumentaram que se abstiveram de votar devido à falta de informações suficientes que justifiquem a intervenção. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), durante a reunião dos conselhos, não foi apresentado nenhum dado consistente sobre o aumento da criminalidade no Rio e nem um planejamento detalhado de como os recursos serão alocados para executar a intervenção.

“Na ausência disso e no fato desse conselho [da República] estar sendo ouvido, inclusive, depois do decreto assinado e publicado, nós consideramos que não seria adequado que votássemos favoravelmente e nós da minoria nos abstivemos. Mais tarde, discutiremos com todos os partidos da oposição o posicionamento final, mas em princípio não há informações que permitam quem quer quer seja fazer uma boa avaliação se essa medida extrema era realmente necessária”, declarou o senador.

O senador considera que a decisão foi baseada em notícias de jornais e “foi tomada muito mais no calor do debate provocado por cenas do carnaval do que efetivamente de uma decisão devidamente balizada”.

O líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também se absteve durante a consulta e avaliou que o decreto “foi um tiro no escuro” que poderá resultar em consequência para a sociedade e para as Forças Armadas. 

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Secretaria confirma identidade de supostos integrantes do PCC mortos no Ceará

3 horas 43 minutos atrás

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou, no início da tarde de hoje (19), a identidade dos dois homens encontrados mortos na sexta-feira (16) em um matagal no município de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza: Rogério Jeremias de Simone, de 41 anos, e Fabiano Alves de Sousa, de 38 anos.

Eles são apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Rogério, conhecido como Gegê do Mangue, seria a liderança do grupo. A identificação foi feita por meio de necropapiloscopia, que é a análise das papilas dérmicas.

Familiares dos dois homens estão em Fortaleza para a liberação dos corpos. A sede da Pefoce recebeu reforço na segurança durante a permanência dos corpos no local. Segundo a secretaria, a medida foi tomada por “precaução”. O órgão também informa que a Polícia Civil está investigando as circunstâncias do crime.

As mortes motivaram o Ministério da Justiça a antecipar o envio de força-tarefa para reforçar as operações de inteligência no combate ao crime organizado no Ceará. Uma equipe de 36 policiais federais e agentes da Força Nacional de Segurança Pública desembarcaram na madrugada de hoje (19) na Base Aérea de Fortaleza e já participaram de reunião com as polícia locais para organizar as demandas.

O envio da força-tarefa já era previsto como parte do compromisso do Ministério da Justiça de apoiar as investigações da chacina que vitimou 14 pessoas no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, e do assassinato de 10 presos em uma cadeia pública do interior do estado. Os crimes teriam sido motivados por um conflito entre facções criminosas.

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Somente 21% dos brasileiros conseguiram guardar dinheiro em dezembro

3 horas 47 minutos atrás

Maioria  dos que conseguem guardar  dinheiro prefere  a  poupança   Arquivo/Agência Brasil

Dois em cada 10 consumidores brasileiros (21%) guardaram dinheiro em dezembro do ano passado, e 71% não conseguiram poupar nada.

Segundo dados do Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 40% justificaram o fato pela renda muito baixa, 17% por não terem nenhuma fonte de renda, 16% por terem sido surpreendidos por algum imprevisto e 13% por não terem controle dos gastos e disciplina para guardar dinheiro.

Os dados mostram ainda que 34% dos entrevistados afirmaram ter o hábito de poupar. Destes, 12% estipulam o valor a ser poupado e 22% guardam o que sobra do orçamento. Pouco mais da metade (51%) das pessoas ouvidas disseram que não têm hábito de poupar, nem têm reserva financeira. Além desses, 7% disseram que não poupam, mas já têm uma quantia reservada. O indicador ainda revela que metade dos brasileiros que dispõem de reserva financeira (49%) tiveram de sacar, em dezembro, parte dos recursos guardados. Os principais motivos foram imprevistos (14%), alguma compra (13%) e pagamento de dívidas (11%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o momento econômico limitou a renda das famílias, tornando a poupança de recursos ainda mais difícil, mas nem tudo deve ser atribuído à crise. “O alto desemprego e a queda da renda de fato pesam, mas também há negligência com as próprias finanças. Um controle adequado do orçamento pode fazer a diferença entre ter e não ter dinheiro sobrando no fim do mês”, afirmou Marcela.

Segundo Marcela, a questão da renda baixa de fato pesa, mas é preciso fazer esforço para poupar, mesmo que pouco por mês. “O hábito de poupar afasta o mau hábito de gastar mais do que se ganha, e assim, aos poucos, o consumidor cria uma reserva de emergência. É necessário fazer uma avaliação do orçamento, identificando o que pode ser cortado. Muito provavelmente, para montar uma reserva financeira, o consumidor terá de abrir mão de algo.”

O levantamento mostrou também quer o principal objetivo de 37% dos brasileiros que poupam é reservar uma parte do salário para lidar com uma eventual doença ou outros problemas do dia a dia. O desejo de garantir um futuro melhor para a família é o motivo de 24%. Em seguida, vêm a vontade de viajar (22%) e de fazer uma reserva para o caso de ficar desempregado (21%). Em média, o valor poupado em dezembro foi de R$ 571,91.

Entre os entrevistados que costumam economizar, 57% colocaram o dinheiro na poupança. Em seguida, vêm aqueles que costumam guardam  o dinheiro em casa (27%) e os 17% que deixam na conta corrente. Outras opções mais rentáveis de investimentos, porém menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (9%), previdência privada (8%), Tesouro Direto (7%), certificados de depósito bancárrio CDBs (5%) e ações (5%).

Marcela Kawauti destacou que as escolhas revelam um perfil conservador e pouco atento à rentabilidade. Ela alertou para a facilidade de transferir o dinheiro da conta corrente para a poupança. “Assim, o consumidor consegue uma rentabilidade que, apesar de pequena, é maior do que zero. A poupança serve a alguns propósitos por ser uma opção com alta liquidez., mas, principalmente para aqueles que têm objetivos de longo prazo, hoje há muitas informações disponíveis sobre modalidades de investimento com rendimento maior, sem grandes riscos.”

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Aportes adicionais para Forças Armadas serão remanejados de outras áreas

3 horas 57 minutos atrás

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Com o Orçamento de 2018 já no limite do teto de gastos, o governo federal terá que remanejar recursos de outras áreas para investir nas Forças Armadas, caso o Exército precise de mais dinheiro para atuar no Rio de Janeiro, de acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Segundo o ministro, o governo está analisando, com o Exército, se há necessidade de aportes adicionais, além dos já previstos no Orçamento deste ano. Esses recursos podem ser usados, por exemplo, para combustível ou armamento. “Certamente, o teto é uma limitação constitucional que será obedecida e as despesas de 2018 já estão no teto. Portanto, qualquer despesa adicional tem que ser remanejada de outra área”, disse após participar, no Palácio da Alvorada, de reunião do Conselho da República e do Conselho da Defesa Nacional, com o presidente Michel Temer.

Perguntado se os cortes serão feitos em investimentos, Meirelles disse que não existe essa definição. “Podemos ser cortes de despesas de outras áreas”. Observou, no entanto, que ainda não há definição da necessidade desse aporte adicional.

O teto de gastos foi estabelecido pela Emenda Constitucional do Teto (EC 95/2016) que estabelece tanto um limite anual de gastos quanto o percentual de realização desse limite ao longo do ano. A emenda estabelece a inflação do ano anterior como limite para o crescimento dos gastos da União no ano vigente. Para 2018, o limite do crescimento em relação a 2017 é de 3%.

Para cumprir a meta do Orçamento para este ano, o governo anunciou um ajuste de R$ 16,2 bilhões. As medidas incluem a suspensão e o contingenciamento (bloqueio temporário) de despesas para cumprir a meta de déficit primário de R$ 159 bilhões para este ano e o teto de gastos.

Assinado na sexta-feira (16) pelo presidente Michel Temer, o decreto de intervenção na segurança do Rio de Janeiro será votado pelo plenário da Câmara dos Deputados hoje (19) em sessão deliberativa extraordinária convocada para as 19h.

 

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Exoneração de secretário de Segurança do Rio é oficializada

4 horas 24 minutos atrás

Roberto Sá comandou a Seseg desde outubro

de 2016   Tânia Rêgo/Arquivo/AAgência Brasil

A exoneração do secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, foi publicada na edição de hoje (19) do Diário Oficial do Estado.

Sá apresentou o pedido de exoneração ao governador Luiz Fernando Pezão na última sexta-feira (16).

O decreto do governador foi assinado na própria sexta-feira. A exoneração do secretário foi solicitada no dia em que o presidente Michel Temer decretou intervenção federal na segurança pública do estado do Rio.

O decreto de intervenção federal ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional, mas já está em vigor. A medida será votada hoje (19) pela Câmara dos Deputados e, em seguida, será encaminhada ao Senado Federal.

Roberto Sá substituiu José Mariano Beltrame na Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio e estava no cargo desde outubro de 2016.

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Cresce o emprego na indústria paulista, o melhor janeiro desde 2012

4 horas 33 minutos atrás

As vagas abertas pela indústria de transformação paulista no primeiro mês deste ano foram quase quatro vezes superiores à média registrada nos meses de janeiro nos cinco anos anteriores. O saldo de admissões somou 10,5 mil empregos, enquanto a média nesse período entre 2005 e 2017 havia atingido 2,8 mil. Esse foi o melhor desempenho já obtido em um mês de janeiro desde 2012, segundo a Pesquisa de Nível de Emprego da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp / Ciesp).

No entanto, comparado a dezembro último, houve pequena elevação de apenas 0,5%. Esse aumento nas contratações foi puxado, principalmente, pelo setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, com a oferta de 2.939 postos, seguido de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 2.123, e produtos de minerais não metálicos, com 1.426. De um total de 22 setores pesquisados, 16 ampliaram o quadro de pessoal.

Entre as empresas que efetuaram cortes estão as dos setores de produtos químicos (694), de produtos de madeira (273) e de impressão e reprodução de gravações (155).

Para o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, esse resultado “demonstra a consistência do processo de crescimento da economia”. Para Roriz Coelho, o desempenho está em sintonia com o aumento da produção, em 2017, que atingiu 3,4%.

A região de São João da Boa Vista foi a que apresentou o maior avanço, de 3.01%, com destaque para o setor de produtos de minerais não metálicos e máquinas e equipamentos. Na sequência da lista de regiões que mais admitiram pessoal aparece Mogi das Cruzes (2,42%), com a melhoria dos setores de produtos têxteis e veículos automotores e autopeças e Araraquara (2,07%), onde as chances de emprego cresceram nas empresas de produtos têxteis e confecção de artigos do vestuário.

 

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ProUni: selecionados em primeira chamada têm até dia 23 para comprovar dados

4 horas 44 minutos atrás

ProUni oferece a alunos bolsas integrais e parciais em  cursos  superiores      Arquivo/Agência  Brasil

Termina nesta sexta-feira (23) o prazo para comprovação dos dados dos candidatos pré-aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). A confirmação das informações é requisito para garantir a vaga e deve ser feita na universidade onde o candidato vai estudar.

Os dados que devem ser comprovadas dizem respeito ao cadastro e à renda, tanto do candidato quanto de seu grupo familiar e prova de residência, entre outros. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os candidatos devem ficar atentos e se informar nas instituições de ensino sobre os documentos, pois informações complementares poderão ser solicitadas.

O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior. Nesta edição, foram ofertadas aproximadamente 243 mil bolsas, sendo 113.863 integrais e 129.124 parciais.

De acordo com o MEC, as bolsas integrais foram destinadas a estudantes com renda per capita de até 1,5 salário mínimo. As  bolsas parciais são para os candidatos cuja renda familiar per capita vai até três salários mínimos. Podem concorrer às bolsas do ProUni brasileiros sem diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017, com nota superior a 450 pontos e que não tenham zerado a prova.

O estudante também deve ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou em instituição privada como bolsista integral, ter alguma deficiência, ser professor da rede pública ou estar enquadrado no perfil de renda exigido pelo programa.

O processo seletivo do ProUni é composto por duas chamadas sucessivas. A segunda chamada está prevista para 2 de março. No mesmo dia tem início o prazo para comprovação de informações da segunda chamada, que vai até 9 de março. Em caso de não aprovação, o prazo para manifestar interesse na lista de espera é de 16 a 19 de março.

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Ministro diz que Brasil mantém portas abertas para receber refugiados

4 horas 54 minutos atrás

Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, reiterou a disposição do Brasil em manter abertas as portas aos refugiados, a exemplo do que fez ao longo de sua história com imigrantes que buscaram acolhimento no país. A declaração foi feita hoje (19) durante a abertura da Reunião de Consulta da América Latina e do Caribe como Contribuição para o Pacto Global sobre Refugiados.

“Vivemos num país construído em grande parte com gente do mundo inteiro. Um país que recebeu e acolheu imigrantes que vieram para o Brasil. Muitos vieram voluntariamente, mas muitos vieram forçados”, disse o ministro, destacando que a presença de estrangeiros enriquece o país.

Para o ministro, a resposta do Brasil ao drama dos refugiados, em especial no caso dos venezuelanos que buscam refúgio no país, tem sido um “estrito cumprimento” das obrigações do país. “O presidente [Michel] Temer, cumprindo a legislação brasileira, vem mobilizando o governo para regularizar a situação dos venezuelanos [que buscam refúgio no Brasil]. Ele reiterou que o Brasil jamais fechará suas portas [aos refugiados venezuelanos]”, disse o ministro, acrescentando que tem como expectativa que as reuniões do grupo contribuam para a definição de um pacto global para lidar com a situação que atinge diversas partes do mundo.

Também presente na abertura do encontro, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Filippo Grandi, defendeu a inclusão de refugiados nos programas sociais desenvolvidos pelos países que integram o grupo. “Todos os dias milhares de pessoas tomam a decisão de abandonar tudo o que é mais caro em busca de seguranças. Essas pessoas são obrigadas [a fazer isso]. E nós temos que responder”, disse Grandi.

“Eu os parabenizo por manterem as fronteiras abertas, e gostaria de incentivá-los a manter. A Acnur está pronta a ajudar esses países e simplificar os procedimentos. Continuem fazendo isso, respeitando as garantias e incluindo o princípio e o direito de solicitar asilo”, acrescentou.

A reunião, iniciada hoje, conta com a participação de representantes de 36 países, e discute a situação dos refugiados na América Latina e no Caribe. O objetivo é avaliar como os países da região têm atuado para garantir a proteção e oferecer apoio a essas pessoas. O debate tem como base o Plano de Ação do Brasil, conjunto de compromissos aprovado por países da América Latina e Caribe em 2014, tendo como foco a assistência a refugiados e apátridas.

O encontro ocorre no momento em que o Brasil vive uma situação complexa de chegada de alto número de cidadãos venezuelanos na Região Norte, em especial no estado de Roraima. Segundo estimativa da prefeitura de Boa Vista, mais de 40 mil pessoas do país vizinho chegaram à cidade, o que corresponde a mais de 10% da população local.

 

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Petrobras anuncia mudanças na divulgação do preço da gasolina e do diesel

5 horas 9 minutos atrás

Para dar mais transparência à composição do preço final dos combustíveis, a partir de hoje (19) a Petrobras passa a divulgar o preço médio do litro da gasolina e do diesel nas refinarias e terminais do Brasil, sem incluir os tributos. Os valores estarão disponíveis no site da estatal.

Com o reajuste previsto para entrar em vigor amanhã (20), o preço médio do litro da gasolina A, comercializado pela empresa, será de R$ 1,5148 e o do litro do diesel A será R$ 1,7369. O valor médio nacional considera os preços à vista, sem encargos, praticados nos diversos pontos de venda em todo território nacional.

Como a legislação garante a liberdade de preços no mercado, as revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, de acordo com os repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis e derivados.

Acumulado

Segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina em outubro de 2016, quando foi adotada a nova política de preços da Petrobras, era de R$ 3,69 por litro. Em fevereiro de 2018, havia subido para R$ 4,23 o litro, uma variação de 54 centavos. Segundo a Petrobras, os ajustes feitos pela empresa respondem por 9 centavos desse total.

No caso do diesel, o preço médio em outubro de 2016 era de R$ 3,05 por litro e agora está em R$ 3,40. Da variação de 35 centavos, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 12 centavos.

A estatal ressalta que não fez alterações na política de preços para diesel e gasolina. “Os preços dos derivados são atrelados aos mercados internacionais e podem variar diariamente, como outras commodities, a exemplo da soja, do trigo e do aço. De acordo com as cotações internacionais, pode haver manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias”, diz a nota da Petrobras.

Gás de cozinha

O site da Petrobras passa a informar também o valor médio do GLP residencial, vendido pela estatal para as distribuidoras que fazem o envase em botijão de gás de cozinha. Atualmente, o preço médio sem tributos equivale a R$ 23,16 por botijão de 13 quilos.

A revisão da política de preços do GLP de uso residencial foi feito em janeiro, para reduzir a volatilidade de preços do produto.

“A revisão alterou a frequência dos reajustes de mensal para trimestral e introduziu um mecanismo de compensação pelas diferenças entre os valores que seriam praticados pela política anterior e aqueles adotados pela metodologia atual, sem, portanto, impactar negativamente o resultado da companhia. A referência continua a ser o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu acrescido de margem de 5%”.

*Com informações da Petrobras

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Força-tarefa chega ao Ceará para reforçar ações contra o crime organizado

5 horas 22 minutos atrás

Os 36 integrantes da força-tarefa enviada ao Ceará pelo Ministério da Justiça (MJ) desembarcaram na madrugada de hoje (19) na Base Aérea de Fortaleza e se unem às forças de segurança locais em ações contra o crime organizado.

O grupo, comandado pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ), é formado por 26 policiais federais e 10 policiais da Força Nacional de Segurança Pública, que atuarão em operações de inteligência. A primeira atividade deles na cidade é uma reunião com as polícias do estado para organizar as demandas.

O envio da força-tarefa já estava previsto desde o início do mês, quando o Ministério da Justiça se comprometeu com o governo do Ceará a apoiar ações de combate ao crime organizado depois da chacina que vitimou 14 pessoas no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, e do assassinato de 10 presos em uma cadeia pública do interior do estado. Os crimes teriam sido motivados por um conflito entre facções criminosas. Segundo o ministério, 50 policiais da Força Nacional estão no estado há três semanas apoiando as forças de segurança locais.

A antecipação da vinda dos policiais para Fortaleza se deve à morte de dois homens. Os corpos foram encontrados em um matagal no município de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza , e encaminhados para a Polícia Forense do Ceará (Pefoce).

A Secretaria da Segurança Pública não confirma a identidade dos dois homens. Em nota, o órgão disse que serão realizados exames de necropapiloscopia ou de DNA para a identificação e que a Polícia Civil realiza diligências para localizar os autores dos crimes.

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TV Brasil estreia hoje nova grade de programação

5 horas 27 minutos atrás

Filmes, séries, desenhos e programas de entrevistas inéditos fazem parte da nova grade da TV Brasil. A programação infantil ganha destaque, com a mudança de horário da TV Brasil Animada. A finalidade é levar ao ar mais de sete horas consecutivas de animações para crianças e jovens, das 10h às 17h15.

Na nova organização da programação, o Sem Censura muda de hora e passa a ser exibido a partir das 17h30. O programa abre a faixa de quase quatro horas de programas ao vivo da emissora. E a partir das 21h15, a TV Brasil exibirá, de segunda a sexta, atrações com uma temática especial para cada dia da semana.

Programação Infantil

A TV Brasil é o primeiro canal aberto a veicular a animação, que tem 52 episódiosGecom EBC

A série O Diário de Mika é uma das atrações mais esperadas da programação infantil. A TV Brasil é o primeiro canal aberto a veicular a animação, que tem 52 episódios. A TV Brasil Animada oferece aos pequenos 40 horas semanais de conteúdo infantil e juvenil educativo, organizado por faixa etária. Além da estreia de O Diário de Mika, a TV Brasil Animada exibirá novos desenhos. É o caso da terceira temporada da série Carrapatos e Catapultas, e dos inéditos Godofredo; Osmar, A Primeira Fatia do Pão de Forma; e As aventuras de Fujiwara Manchester.

Dramaturgia

Com 13 episódios, a segunda temporada a minissérie Natália conta a história da volta ao Brasil da modelo negra, depois de cinco anos de uma carreira no exterior. Ao chegar ao Brasil para lançar sua primeira coleção de roupas, Natália (Angela Peres) é surpreendida com a denúncia contra seu pai Marcelino (Guti Fraga), de envolvimento em um esquema de corrupção em organização para recuperação de dependentes.

Produzida pela Academia de Filmes e dirigida por André Pellenz, a minissérie estreia na quarta-feira (21), às 21h15. Natália irá ao ar sempre às quartas-feiras, com reprise aos domingos, às 18h30.

Entrevistas

O youtuber Alan Ribeiro comanda o Viralizando – programa semanal de entrevistas bem-humoradas com criadores de conteúdo para internet. O Viralizando vai ao ar todas as sextas-feiras, às 21h15.

O programa Antenize busca mostrar os vários sotaques do Brasil, suas representações e tradições. Em cada episódio, dois artistas são entrevistados e convidados a apresentar seus trabalhos. Sob o comando da jornalista Karina Cardoso, o programa vai ao ar aos sábados, às 20h30.

Cinema

Com estreia marcada para hoje (19), a faixa Cine Mundial será exibida de segunda a quinta-feira, partir das 23h45. Nesta segunda, tem Mostra do Cinema Russo. Nesta primeira sessão de longas-metragens serão exibidas produções do diretor Karen Shakhnazarov.

Na terça-feira é a vez do Cine Nacional, com clássicos brasileiros. As quartas-feiras serão dedicadas às comédias do saudoso humorista e diretor Amácio Mazzaropi. Às quintas-feiras, o Cine Ibermedia exibirá filmes premiados da América Latina, Espanha e Portugal.

Regionalismo

A nova grade da TV Brasil também vai destinar duas janelas para as produções das emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública. São programas produzidos pelas emissoras públicas locais de Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, do Rio Grande do Sul e da Bahia. Os programas regionais serão exibidos de segunda a sexta-feira, das 8h às 9h e das 23h15 às 23h45.

Telejornalismo

A partir de hoje, com a nova grade da emissora, os telejornais mudam de horário. O Repórter Brasil será exibido pela manhã, às 9h30, antes da TV Brasil Animada, e à noite, às 20h. O Repórter Local (Rio, São Paulo e Maranhão) vai ao ar às 17h15, antes do programa Sem Censura.

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