Também na Agência Brasil

Subscrever feed Também na Agência Brasil
A Agência Brasil é a agência de notícias da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que distribui gratuitamente informações de interesse público. As notícias podem ser reproduzidas desde que citada a fonte.
Atualizado: 13 minutos 51 segundos atrás

Após jantar com Temer, Dória diz que decisão sobre Aécio foi "serena e soberana"

3 horas 20 minutos atrás

O prefeito de São Paulo, João Dória, jantou na noite desta terça-feira (17) com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. Ocorrida horas antes, a votação no Senado que determinou o retorno de Aécio Neves (PSDB-MG) às atividades na Casa foi um dos assuntos no jantar, segundo admitiu o prefeito. Para Dória, tratou-se de uma decisão “pró-Congresso”.

“Falamos e entendemos que foi uma decisão serena e soberana do Congresso Nacional. Não apenas estabeleceu essa situação em prol do senador Aécio Neves, circunstancialmente do nosso partido, mas também de proteção ao Congresso Nacional. Eu diria que não foi uma decisão pró-Aécio, mas pró-Congresso”, disse Dória, na saída.

O jantar durou cerca de duas horas e o prefeito foi o único convidado de Temer. Segundo Dória, a economia foi o principal tema da noite. O prefeito apresentou dados sobre a economia de São Paulo, afirmou que a cidade vem se recuperando e os índices nos últimos dois meses são “bons de uma forma geral” na indústria, no comércio, setor de serviços e agronegócio.

Ambos confirmaram presença no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O fórum acontecerá entre 23 e 26 de janeiro de 2018. Tanto Temer quanto Dória serão palestrantes e o prefeito se mostrou satisfeito com o evento. “Davos é a maior caixa de ressonância da economia mundial. Eu lá serei palestrante e o presidente Temer também estará lá. O Brasil terá, pela primeira vez nos últimos quatro anos, informações positivas a oferecer aos grandes investidores internacionais”.

O presidente e o prefeito jantaram camarão com mandioquinha, salada e frutas de sobremesa. Embora tenha negado que a votação da denúncia contra presidente na Câmara tenha sido conversada, Dória afirmou que Temer está “tranquilo e sereno”.

“Vi o presidente tranquilo em relação a isso e também bastante sereno em relação a este tema. Acho que o Congresso saberá tomar a decisão que for mais equilibrada, reproduzindo as manifestações dos votos que, a partir de amanhã, serão promulgados pelos parlamentares”.

Compartilhar:    

CCJ conclui primeiro dia de debates sobre denúncia contra Temer

ter, 17/10/2017 - 23:40

O presidente da Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), concluiu há pouco a primeira sessão para discutir o parecer do relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco. Os debates serão retomados nesta quarta-feira (18), às 10h.

Em uma estratégia para acelerar a conclusão da análise da denúncia, diversos parlamentares da base de apoio ao governo abriram mão do tempo de discussão a que têm direito se ausentando da comissão ou fazendo pronunciamentos curtos, aquém do tempo disponível. Dessa forma, a oposição dominou os debates durante a sessão que se estendeu por mais de 10 horas. Até o momento, 47 deputados já se manifestaram a respeito da aceitação ou afastamento da denúncia, sendo que sete deles usaram o tempo pela liderança de partidos. 

Ainda há uma lista de nove nomes, mas outros parlamentares poderão se inscrever para a segunda sessão de discussão do parecer. Após a conclusão dos debates, o relator da denúncia ainda terá mais 20 minutos para se manifestar sobre o parecer. Os advogados dos três denunciados também terão o mesmo tempo para se pronunciar. A expectativa do presidente da comissão é colocar o parecer de Andrada em votação na tarde desta mesma quarta-feira. Dessa forma, o relatório já poderá ser analisado pelo plenário da Câmara na próxima semana.

Primeiro a discursar, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) defendeu a admissão da denúncia pela Câmara. “A primeira solicitação para instauração de processo foi rejeitada por essa Casa. Decisão essa que provocou indignação, e eu diria mesmo revolta, na população brasileira, que hoje apoia, ainda mais do que na votação anterior, a aprovação da instauração de processo contra Michel Temer e seus comparsas nos crimes que vêm praticando contra o país há muitos anos. Essa será, portanto, a oportunidade para essa Casa se reencontrar com o povo brasileiro”, ressaltou Molon.

O vice-líder do governo, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), desqualificou a argumentação da oposição, ao criticar os delatores que servem de suporte para a denúncia elaborada pela PGR. “Eles [a oposição] esquecem de analisar o perfil comportamental, emocional e comercial dos delatores da moda hoje: os dois irmãos Wesley [e Joesley Batista], que foram beneficiados espetacularmente pelo [ex-procurador-geral da República, Rodrigo] Janot e, tempos depois, o Janot também espetacularmente retira todo o perdão dos irmão Wesley, o [empresário] Ricardo Saud e, por último, o [doleiro Lúcio] Funaro, que equivalem a traficantes que corrompem a juventude, que exploram os comerciantes, que assustam o Rio de Janeiro”, argumentou Perondi.

Denúncia

Temer é acusado de tentativa de obstrução de justiça e liderança de uma organização criminosa que teria a atuação de parlamentares do PMDB e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). A acusação só poderá ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal se autorizada pela Câmara dos Deputados. O relator da denúncia recomendou a inadmissibilidade da peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

A votação do parecer de Andrada será nominal. Para que o parecer seja aprovado, são necessários os votos de, no mínimo, 34 deputados, ou seja, metade mais um dos membros da CCJ. A análise no plenário da Câmara também será nominal e, para que seja autorizada a instauração do processo de investigação, são necessários os votos de pelo menos 342 deputados, ou seja, dois terços da Casa.

Compartilhar:    

Líder Corinthians coloca ampla vantagem em jogo contra vice Grêmio

ter, 17/10/2017 - 22:19

O confronto entre o líder Corinthians (58 pontos) e o vice-líder Grêmio (49), em São Paulo, é o destaque dos jogos da 29ª rodada do campeonato brasileiro nesta quarta-feira, em que a vantagem corintiana, atualmente de nove pontos, poderá ser ampliada para 12 pontos em caso de vitória, ou reduzida para seis na derrota, colocando os gremistas mais próximos da briga pelo título.

O jogo também interessa diretamente ao Santos, terceiro colocado com a mesma pontuação do Grêmio. Até mesmo Palmeiras (47) e Cruzeiro (47), que vêm logo a seguir, em quarto e quinto lugares, ganharão novo fôlego na corrida pelas primeiras posições em caso de tropeço corintiano, mas, para isso, precisam vencer suas partidas na rodada.

Também a luta para fugir do rebaixamento terá um verdadeiro clássico tricolor, no Maracanã, onde se enfrentam Fluminense e São Paulo: o primeiro está a três pontos (35) da Ponte Preta (32), primeiro time no Z4, e o São Paulo (34), a apenas dois desta posição (17ª). Com todos os outros times que estão no próprio Z4 ou próximos jogando também na rodada, quem perder o duelo de tricolores poderá se afundar na zona de perigo.

Os jogos desta quarta-feira (17) são os seguintes: Coritiba x Cruzeiro, Atlético GO x Vasco, Atlético MG x Chapecoense; Fluminense x São Paulo, Corinthians x Grêmio e Avaí x Botafogo. Na quinta-feira (19) jogam Palmeiras x Ponte Preta, Vitória x Atlético PR, Flamengo x Bahia e Sport x Santos.

Classificação: 1º, Corinthians (58); 2º, Grêmio (49); 3º, Santos (49); 4º, Palmeiras (47); 5º, Cruzeiro (47); 6º, Botafogo (43); 7º, Flamengo (43); 8º, Vasco (39); 9º, Atlético MG (38); 10º, Bahia (35); 11º, Atlético PR (35); 12º, Fluminense (35); 13º, São Paulo (34); 14º, Sport (34); 15º, Vitória (33); 16º, Chapecoense (32); 17º, Ponte Preta (32); 18º, Avaí, 30; 19º, Coritiba (28); 20º, Atlético GO (26).

Compartilhar:    

Aécio comemora decisão do Senado e diz que vai provar sua inocência na Justiça

ter, 17/10/2017 - 21:45

Senadores José Medeiros, Tasso Jereissati e Eunício Oliveira durante sessão do plenária do Senado que derrubou medidas cautelares impostas a Aécio Neves Wilson Dias/Agência Brasil

Após a decisão do plenário do Senado que suspendeu seu afastamento parlamentar imposto pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) comemorou o resultado da votação. Por meio de nota, o tucano afirmou que a decisão dos senadores assegura a ele a oportunidade de “comprovar cabalmente na Justiça sua inocência”. Já parlamentares da oposição, que votaram pela manutenção das medidas cautelares, criticaram a decisão do plenário.

Por 44 votos a 26, os senadores reverteram as medidas cautelares que incluiam o afastamento do mandato parlamentar, recolhimento noturno e entrega do passpaorte. Para que uma decisão fosse anunciada, era necessária maioria de, no mínimo, 41 parlamentares. Dizendo receber a notícia com “serenidade”, Aécio Neves disse que a decisão o permitirá retomar ao mandato “conferido pelo voto de mais 7 milhões de mineiros”.

“A decisão restabeleceu princípios essenciais de um Estado Democrático, garantindo tanto a plenitude da representação popular, como o devido processo legal, assegurando ao senador a oportunidade de apresentar sua defesa e comprovar cabalmente na Justiça sua inocência em relação às falsas acusações das quais foi alvo”, escreveu a assessoria de Aécio.

Brasília - Senador Ronaldo Caiado durante sessão do plenária do Senado que revogou o afastamento parlamentar de Aécio Neves, imposto pela Primeira Turma do STF (Wilson Dias/Agência Brasil)Wilson Dias/Agência Brasil

Dos 81 senadores, 71 compareceram à sessão. O presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) se declarou impedido de votar. O encerramento da votação levou mais de 30 minutos, sob o pretexto de esperar parlamentares que ainda estavam a caminho da Casa. Um deles foi o líder do PSDB, senador Paulo Bauer (SC), que estava em observação médica após ser diagnosticado com crise hipertensiva na tarde de hoje. Ronaldo Caiado (DEM-GO), que se machucou ao cair de uma mula durante o feriado prolongado, compareceu ao Senado de cadeira de rodas, mesmo licenciado das atividades, para votar pela manutenção do afastamento. Outros nove senadores não estiveram presentes devido a viagens internacionais e licença parlamentar.

Repercussão

Para Humberto Costa (PT-PE), a decisão “amplia a falta de credibilidade no Congresso Nacional”. Segundo ele, o partido continuará insistindo na representação apresentada há duas semanas ao Conselho de Ética do Senado contra Aécio para apurar se houve quebra de decoro parlamentar. No entanto, quando houve a decisão do STF pelo afastamento do parlamentar, o PT se posicionou defendendo que o Senado tivesse a prerrogativa de revisar a decisão em defesa da independência do Poder Legislativo sobre o Judiciário.

“[A votação] representa um avanço do desgaste que o Senado está tendo. Uma demonstração de que aqueles que deram um golpe não fizeram para acabar com a corrupção no Brasil. Mas para fazer as mudanças que eles estão fazendo e prejudicar a população mais pobre”, avaliou.

Senadores Humberto Costa e José Medeiros discutem durante sessão plenária do Senado Wilson Dias/Agência Brasil

Colega de partido de Aécio, o senador Cássio Cunha Lima (PB) defendeu a legitimidade da votação, argumentando que, se o resultado fosse o contrário, poderia haver repercussões nas assembleias legislativas e câmaras municipais espalhadas pelo Brasil, em que o Poder Judiciário poderia decidir acolher medidas cautelares contra deputados estaduais e vereadores.

“Apesar das palavras terem a sua proximidade, não se pode confundir imunidade com impunidade. Não se trata de deixar de fazer a investigação, porque ela tem o curso, tem a sequência, que o senador possa se defender. Apenas o Senado entendeu que não caberiam as medidas cautelares que foram decididas por uma votação de desempate”, disse, referindo-se ao placar de 3 votos a 2 na Primeira Turma do Supremo.

De acordo com Álvaro Dias (PODE-PR), a votação de hoje demonstra que o Poder Judiciário não é independente e repassou ao Senado a prerrogativa de “julgar e interpretar a Constituição”. “O corporativismo instalado estabelece como regra a defesa dos seus integrantes, e não a defesa da instituição. Estamos na contramão do que deseja a sociedade brasileira. Pega mal para a instituição [Senado], que foi condenada hoje. Na defesa de um de seus integrantes, a maioria condenou a instituição. Há um desgaste inevitável”, criticou.

Após a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que conduziu a sessão cumprindo o Regimento Interno da Casa. “A decisão é do plenário [do Senado]. O presidente não vota, não faz encaminhamento de matérias, apenas conduz e declara o resultado, que foi favorável à derrubada da decisão [de impor as medidas cautelares]. Como cabia ao Senado, dito pelo próprio plenário do Supremo, os senadores entenderam por bem fazer essa decisão, e ela será respeitada”, declarou.

Histórico

Aécio Neves foi afastado do mandato, teve o passaporte retido e o recolhimento domiciliar noturno determinado pelo STF após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.

Em junho, o parlamentar foi acusado e receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, com o qual foi gravado, em ação controlada pela Polícia Federal, em conversas suspeitas.

O dinheiro teria sido solicitado pelo próprio Aécio, cujo objetivo seria cobrir despesas com advogados. Em troca, ele teria oferecido sua influência política para a escolha de um diretor da mineradora Vale. Ele nega as acusações, afirmando que a quantia se refere a um empréstimo particular.

Sobre a denúncia de obstrução de Justiça, Janot acusou Aécio de “empreender esforços” para interferir na distribuição de inquéritos na Polícia Federal, de modo a caírem com delegados favoráveis aos investigados.

Além de negar as acusações, o senador afirma que recebeu um empréstimo pessoal de Joesley que não envolve dinheiro público. Antes da votação, ele enviou uma carta aos colegas com os principais pontos de sua defesa.

Compartilhar:    

Câmara aprova urgência e pode votar nesta quarta PL sobre acordos de leniência

ter, 17/10/2017 - 21:41

A Câmara dos Deputados deverá votar amanhã (18) o Projeto de Lei (PL) 8843/17, que estabelece um novo marco regulatório para sanção dos acordos de leniência no sistema financeiro nacional. A urgência para votação do texto foi aprovada hoje (17), no plenário da Câmara, por 232 votos a 80 e duas abstenções.

De autoria do deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), o projeto incorpora parte do texto do projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) 784/17, que perde sua validade na próxima quinta-feira (19). O projeto eleva o valor das multas para desestimular ilegalidades e aumenta o poder das instituições para punir atitudes lesivas ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

Na justificativa do texto, Pauderney Avelino afirma que buscou aperfeiçoar dispositivos constantes na MP. “Além de inserir aperfeiçoamentos essenciais, a apresentação deste projeto de lei visa também a restabelecer e reforçar o protagonismo das duas Casas do Congresso na propositura e apreciação de matérias legislativas de relevância nacional, mas que não subsumam aos requisitos constitucionais para a edição de Medida Provisória”.

O deputado argumenta que o projeto preenche uma lacuna no processo administrativo sancionador tanto do Banco Central do Brasil como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “No âmbito de atuação do Bacen [Banco Central] a presente proposição atualiza o arcabouço regulatório referente ao processo administrativo sancionador, que é majoritariamente previsto em normas infralegais e conta com mais de meio século de existência”.

A MP, que serviu de base para a elaboração do projeto, criava regras novas para o processo administrativo aberto pelo Banco Central ou pela CVM, abria a possibilidade de diretores e acionistas de bancos tomarem empréstimos nestas instituições, aumentava o valor de multas, disciplinava o uso do acordo administrativo em processo de supervisão no âmbito do Banco Central, entre outras medidas.

O relator da proposta no plenário será o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO).

Compartilhar:    

Itália disputará vaga na Copa com a Suécia

ter, 17/10/2017 - 21:27

A Suécia, vice-campeã do mundo em 1958, será a adversária da tetracampeã Itália na repescagem que definirá uma das quatro vagas restantes na Europa para a Copa do Mundo da Rússia, de acordo com o sorteio realizado hoje (17), na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça.

Os outros três confrontos serão Suíça x Irlanda do Norte; Croácia x Grécia e Dinamarca x Irlanda. De acordo com o sorteio, a Itália (15ª no ranking da Fifa) terá direito de decidir a vaga em casa, na segunda partida contra a Suécia; assim como a Suíça (11ª no ranking), a Croácia (18ª) e a Dinamarca (19ª), cabeças de chave da repescagem.

Os jogos serão disputados entre os dias 9 e 14 de novembro e os quatro classificados se juntarão às dez seleções europeias já garantidas no Mundial da Rússia. No total, 23 seleções já estão classificadas. Além da repescagem europeia, haverá uma segunda chamada mundial, com as disputas Peru x Nova Zelândia e Honduras x Austrália. No continente africano, três seleções ainda serão definidas nas eliminatórias.

Veja as seleções que já estão classificadas para a Copa da Rússia de 2018:

Europa: Rússia (anfitriã), Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Inglaterra, Islândia, Polônia, Portugal e Sérvia

América do Sul: Brasil, Argentina, Colômbia e Uruguai

África: Egito e Nigéria

Américas Central e do Norte: Costa Rica, México e Panamá

Ásia: Arábia Saudita, Coreia do Sul, Irã e Japão

Compartilhar:    

PGR defende prisão de barata e demais investigados na Operação Ponto Final

ter, 17/10/2017 - 20:43

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer a favor da volta do empresário Jacob Barata Filho à prisão. Na mesma manifestação,Raquel defendeu a prisão de mais  sete investigados na Operação Ponto Final, da Polícia Federal (PF), uma das fases de investigação oriunda da Lava Jato. A PF investiga um suposto esquema de pagamento de propina a políticos e de fraudes em contratos do governo do Rio de Janeiro com empresas de transporte público.

Na manifestação, a procuradora sustenta que há provas concretas da “alta periculosidade” dos acusados”. Segundo Raquel Dodge, há receio por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que eles voltem a cometer crimes. “Há fundado receio de que, em liberdade, os pacientes frustrem as diligências destinadas à identificação e recuperação destes e de outros ativos de origem criminosa, ainda não localizados, que estarão ao alcance dos integrantes da organização criminosa”, afirmou a procuradora.

Na semana passada, por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo decidiu manter a liberdade ao empresário Jacob Barata Filho.

Em agosto, Jacob e os demais investigados foram beneficiados por um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Ao atender o pedido de habeas corpus feito pela defesa do empresário, o ministro converteu a prisão preventiva em medidas cautelares como recolhimento noturno e nos fins de semana e feriados, além de não participação nas atividades de suas empresas de transportes. Barata também ficou proibido de deixar o país.

O empresário foi preso em flagrante em 2 de julho quando tentava embarcar, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, para Lisboa. Conforme o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o empresário carregava na bagagem valores acima do permitido: 10.050 euros, US$ 2.750 e 100 francos suíços.

Durante o julgamento, a defesa disse que Barata Filho tinha passagem de volta ao Brasil comprada e que ele não tentou fugir do país.

Compartilhar:    

Senado derruba afastamento parlamentar de Aécio Neves imposto pelo STF

ter, 17/10/2017 - 19:42

O plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, pôs fim ao afastamento parlamentar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido imposto pelos ministros da Corte no último dia 26.

Com os votos de 44 senadores contra a manutenção das medidas cautelares e de 26 favoráveis, os parlamentares impediram o afastamento de Aécio, o seu recolhimento domiciliar noturno e reverteram a obrigação de entregar o passaporte. Não foram registradas abstenções.

A votação ocorre após a maioria dos ministros do STF decidir, na semana passada, que o tribunal não pode afastar parlamentares por meio de medidas cautelares sem o aval do Congresso Nacional. No fim de setembro, a Primeira Turma da Corte havia decidido, por 3 votos a 2, afastar Aécio do exercício do mandato ao analisar pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas dos executivos da J&F.

Debate

Antes de abrir o painel para a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu a palavra para cinco senadores favoráveis e cinco contrários à decisão do Supremo. Para Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros do STF tomaram uma decisão "equivocada". "Não venho a esta tribuna dizer que meu voto será por mera solidariedade ao senador Aécio. Com todo respeito a ele, estou longe de aceitar sua procuração ou sua causa. Não estou nesta tribuna anunciando voto em razão do que envolve o senador. Voto em favor da Constituição. Ministro do Supremo não é legislador, não é poder constituinte. Quem escreve a Constituição é quem tem mandato popular", argumentou.

Já o senador Álvaro Dias (Pode-PR) criticou o que classificou de “impasse” surgido a partir do instituto do foro privilegiado. “A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada pelo Senado, vem na contramão da aspiração dos brasileiros, que é de eliminar os privilégios. Nós estamos alimentando-os. Não votamos contra o senador, votamos em respeito à independência dos Poderes, em respeito a quem compete a última palavra em matéria de aplicação e interpretação da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que visitou Aécio nesta terça-feira (17), também defendeu o parlamentar mineiro. "A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. Algumas pessoas imaginam que ele foi julgado hoje em definitivo. Ele continuará sua jurisdição na Suprema Corte. Não há que se falar em impunidade. Isso até é um desrespeito à Suprema Corte. Os ministros do STF vão, a partir dos autos do processo, se isso virar um processo, porque estamos na fase de inquérito, absolver ou condená-lo, de acordo com as provas que tiver nos autos desse processo", disse.

Mais cedo, o PT havia anunciado voto contrário a Aécio. Antes, havia se posicionado defendendo que o Legislativo tem o poder de revisar medidas cautelares impostas pelo Supremo.

Compartilhar:    

Temer usa redes sociais para mostrar imagem mais acessível

ter, 17/10/2017 - 19:40

As redes sociais do presidente Michel Temer publicaram na tarde de hoje (17) o trecho de uma conversa dele com um repórter do jornal O Globo. O áudio está disponível, junto com uma foto de Temer sorrindo enquanto fala ao telefone. A conversa, divulgada ontem (16) pelo jornal, foi possível depois de o repórter descobrir o número do celular do presidente.

“Quando atender o telefone, não diga alô. Diga alô, Temer”, diz a mensagem postada no Twitter oficial do presidente. Essa é uma das formas de o Palácio do Planalto mostrar o presidente Michel Temer em situações que vão além dos pronunciamentos formais e reuniões políticas. “A ideia de reproduzir parte do telefonema do repórter é para mostrar como o presidente é uma pessoa acessível, um homem do diálogo; educado e cordato”, disse à Agência Brasil Elsinho Mouco, diretor de Atendimento de Conteúdo da Comunicação Digital do governo.

No áudio divulgado, Temer atende a ligação e, quando o repórter pergunta se o telefone é do Palácio do Planalto, ele nega. Depois que o jornalista se identifica, o presidente o orienta a telefonar para outro número e falar com a chefe de gabinete. Mas, quando o rapaz é direto e pergunta se está falando com o próprio presidente, recebe a resposta: “Está, perfeitamente”. Mais à frente, Temer acrescenta, com bom humor: “Aliás, uma das críticas que recebo é que eu atendo o celular”.

Presidente Michel Temer aparece com o cachorro Thor em imagem publicada nas redes sociaisReprodução/Twitter

Não é a primeira vez que o presidente é mostrado em um contexto leve. No último domingo (15), suas redes sociais mostraram uma foto dele acariciando seu cachorro, o Thor. “A jornada é difícil, mas sempre há tempo para o Thor”, diz a legenda da foto. Dias antes do Dia da Criança, foi publicada no Instagram de Temer uma foto dele quando era criança.

Para Elsinho Mouco, postagens mais leves mostram Temer “como ele é”. “O post com o Thor surgiu naturalmente. Foto de final de semana, com filhos, família, cão de estimação. Um homem normal em um domingo como qualquer outro de uma família brasileira. [As redes sociais servem para] traduzir o que realmente o presidente é como pessoa e como gestor”.

A nova tendência das redes sociais de Temer surge em um momento em que o presidente precisa melhorar a imagem. Pesquisa CNI-Ibope divulgada no final de setembro mostrou que apenas 3% da população consideram o governo Temer ótimo ou bom. É o nível mais baixo de aprovação que o presidente já teve.

Compartilhar:    

Site da Caixa para consulta do saldo do PIS apresenta lentidão

ter, 17/10/2017 - 18:58

Os trabalhadores que contribuíram com as cotas do Programa de Integração Social (PIS) estão enfrentando dificuldades para verificar a situação da conta. O site da Caixa Econômica Federal que permite a consulta ao saldo <http://www.caixa.gov.br/cotaspis> tem apresentado momentos de lentidão ao longo desta terça-feira (17).

De acordo com o banco, por causa do grande número de acessos, a página está apresentando tempo de resposta maior que o normal. No entanto, ressaltou a Caixa, o site não chegou a sair do ar em nenhum momento.

Outros trabalhadores também relataram que, ao digitarem o número do PIS, a página manda consultar o site do Programa de Formação do Patrimônio do Serviço Público (Pasep), administrado pelo Banco do Brasil (BB) <http://www.bb.com.br/pasep>. A Caixa esclareceu que os dois bancos trocam constantemente as bases de dados do PIS/Pasep para manterem atualizadas as informações dos programas.

“Caso o cidadão tenha trabalhado em empresa privada e depois, a qualquer momento, em empresa pública, sua cota estará sob a gestão do Banco do Brasil, e vice-versa”, esclareceu o banco. O PIS é destinado a trabalhadores da iniciativa privada. O Pasep, a empregados e servidores públicos. De acordo com a Caixa, é válido o emprego atual ou o último emprego do beneficiário.

A Caixa orienta a quem recebeu a mensagem de consultar as cotas do Pasep a entrar no site do Banco do Brasil. Caso a consulta continue a apresentar problemas, o trabalhador deve ir a uma agência da Caixa ou do BB para verificar a situação.

Depósitos

Com dois dias de antecedência em relação ao calendário oficial, os correntistas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) com mais de 70 anos receberam hoje (17) os depósitos do PIS e Pasep. Os bancos transferiram, sem custos, o dinheiro aos beneficiários com conta nas instituições financeiras.

Quem não tiver conta na Caixa, que administra o PIS, ou no Banco do Brasil, que gerencia o Pasep, só poderá sacar os recursos a partir desta quinta-feira (19), quando começa o calendário oficial de saques. A retirada poderá ser feita nos terminais de autoatendimento, nas casas lotéricas, nos correspondentes bancários e nas casas lotéricas, dependendo do valor das cotas.

A retirada é válida somente para os trabalhadores com carteira assinada que contribuíram para algum dos dois fundos até 4 de outubro de 1988.

Em 17 de novembro, começará o saque para aposentados. Em 14 de dezembro, a retirada será liberada para homens a partir de 65 anos e para mulheres a partir de 62 anos. Não há data limite para os saques. Os herdeiros de cotistas falecidos podem sacar o dinheiro a qualquer momento.

Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição de 1988 passou a destinar a arrecadação do PIS/Pasep para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, ficou estabelecido que o saque só pode ser feito a partir de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres). A medida provisória editada recentemente pelo presidente Michel Temer flexibilizou outras restrições que existiam para o saque. No entanto, o cidadão com idade inferior não tem direito à cota, mesmo que tenha contribuído antes de 1988, quando passou a vigorar a atual Constituição brasileira.

De acordo com o governo, a medida vai injetar R$ 15,9 bilhões na economia e beneficiar 7,8 milhões de pessoas. Desse total, R$ 11,2 bilhões virão dos saques do PIS, vinculado aos trabalhadores da iniciativa privada e administrado pela Caixa Econômica Federal, que beneficiarão 6,4 milhões de cotistas. O restante virá do Pasep, vinculado aos servidores públicos e administrado pelo Banco do Brasil.

Arte PIS/PasepAgência Brasil

Compartilhar:    

Avião do Greenpeace cai na região de Anavilhanas; uma pessoa morre

ter, 17/10/2017 - 18:55

Uma aeronave da organização não governamental (ONG) Greenpeace caiu na manhã desta terça-feira (17) na região do Arquipélago de Anavilhanas, próximo ao município de Novo Airão, no Amazonas. Cinco pessoas estavam a bordo, uma morreu.

De acordo com o Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Serpa 7), o acidente ocorreu por volta das 11h. O avião é um modelo Cessna 208, anfíbio.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que está iniciando processo de investigação. Serão feitos registros fotográficos, partes da aeronave serão retiradas para análise e serão colhidos relatos de testemunhas e documentos.

O Greenpeace informou que está de luto e concentrando todos os esforços na prestação de assistência às vítimas e suas famílias. A ONG também disse que vai colaborar com os órgãos competentes que estão investigando o fato.

Compartilhar:    

Aécio envia carta a senadores para pedir revogação de medidas cautelares

ter, 17/10/2017 - 18:44

O senador Aécio Neves envia carta a senadores para se defender de acusaçõesWilson Dias/Agência Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) enviou uma carta aos senadores que decidem neste momento, no plenário da Casa, se vão reverter ou não o afastamento do seu mandato imposto pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, ele se defende das acusações de que teria solicitado dinheiro proveniente de propina ao dono do grupo JBS, Joesley Batista.

Aécio também ataca os executivos da empresa que, segundo ele, promoveram gravações com o único objetivo de incriminá-lo. O senador tucano alega que as medidas cautelares foram determinadas pelo STF sem que ele tivesse oportunidade de se defender.

"A determinação dessas cautelares, sem que sequer houvesse denúncia aceita contra mim, e o mais grave, sem que eu sequer pudesse apresentar as provas de minha defesa, se sustenta em uma gravação feita de forma clandestina, portanto criminosa, por um réu confesso, Joesley Batista, em busca dos extraordinários benefícios de sua delação premiada, agora interrompida", escreveu.

No documento, o parlamentar descreve nove pontos assinados pelo seu advogado, Alberto Zacharias Toron, argumentando que parte das gravações foram omitidas pelos delatores. Nesses trechos, alega a defesa, fica comprovado que Aécio procurou Joesley com o objetivo de vender um apartamento e que partiu de Joesley a "sugestão de empréstimo pessoal" de R$ 2 milhões, que não envolvem dinheiro público e propostos como "contrapartida a essa venda".

Após a divulgação de áudios em que o parlamentar se refere a colegas da Casa e também da Câmara com palavras de baixo calão, Aécio volta a se desculpar pela atitude. "Já me desculpei, e volto a fazê-lo, e me penitencio diariamente pelos termos inadequados que utilizei naquela conversa que imaginava privada, sabendo que nem isso os justifica. Mas reitero: não cometi qualquer crime. O que peço é única e exclusivamente aquilo a que tem direito qualquer cidadão e que não deve ser retirado de alguém pelo fato de ser detentor de mandato eletivo: a oportunidade de apresentar a minha defesa e provar a minha inocência, sem pré-julgamentos e sem sentença antecipada", acrescentou.

Compartilhar:    

Fazenda paga R$ 1 bilhão em salários atrasados dos servidores públicos do Rio

ter, 17/10/2017 - 18:40

A Secretaria de Estado de Fazenda anunciou a quitação hoje (17) dos salários de agosto dos servidores ativos da saúde e de outros 23.161 funcionários ativos, inativos e pensionistas das demais categorias que recebem vencimento líquido de até R$ 6.161,00. O valor total desse depósito é de R$ 102,5 milhões.

A soma entre os pagamentos efetuados no último sábado (14) e os depósitos que serão realizados nesta terça-feira, referentes apenas ao mês de setembro, já chega aos R$ 957,9 milhões, o que representa 52,2% da dívida quitada. Entretanto, ainda sobram um total de 221.604 servidores ativos, aposentados e pensionistas, somando R$ 650,3 milhões pendentes. Os pagamentos relacionados aos meses de agosto e setembro, realizados entre os dias 14 e 17, já somam R$ 1,06 bilhão.

De acordo com a secretaria, contando com os pagamentos efetuados hoje, o governo terá quitado integralmente 96,7% dos vencimentos de agosto do funcionalismo. O valor pendente, relativo ao mesmo mês, é de R$ 163 milhões para os 15.375 servidores restantes, que recebem salários mais altos que os demais.

O estado já havia quitado, anteriormente os salários de agosto para quem recebe até R$ 3.322,72 líquidos, além dos salários integrais do mês das categorias: ativos da Educação e Degase;ativos, aposentados e pensionistas da Segurança; ativos da Fazenda, Planejamento e Proderj; ativos de Meio Ambiente e Inea; ativos do Hospital Pedro Ernesto; ativos da secretaria de Cultura, incluindo Theatro Municipal, Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) e Fundação Museu Imagem e Som; ativos, aposentados e pensionistas da Procuradoria Geral do Estado, além de todos os órgãos que pagam com recursos próprios (administração indireta).

Ontem (16), a Fazenda concluiu os pagamentos integrais referentes ao mês de setembro para os servidores ativos da Educação e do Degase e para os servidores ativos, aposentados e pensionistas da Segurança - policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e funcionários das secretarias de Segurança e Administração Penitenciária e órgãos vinculados. Ainda hoje, também receberão os salários integrais de setembro os servidores ativos da Fazenda e Planejamento, e Proderj.

* Estagiária sob orientação do editor Davi Oliveira

Compartilhar:    

Grupo que reúne 12 países pede auditoria urgente sobre eleição na Venezuela

ter, 17/10/2017 - 18:29

Os governos do chamado Grupo de Lima, formado por 12 países da América, incluindo o Brasil, divulgaram hoje (17) um comunicado pedindo a realização urgente de uma auditoria independente na eleição da Venezuela, ocorrida no último domingo (15). Segundo o grupo, a auditoria deve ser acompanhada por observadores internacionais especializados e reconhecidos, “a fim de esclarecer a controvérsia gerada sobre os resultados da referida eleição e conhecer o verdadeiro pronunciamento do povo venezuelano”.

A nota também aponta que as eleições, para eleger governadores dos estados, foram caracterizadas por diversos obstáculos, atos de intimidação, manipulação e irregularidades, que colocam em questão os resultados do processo.  O Grupo de Lima é formado pelos governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Após as eleições para eleger governadores na Venezuela, os opositores questionaram os resultados, que indicaram a vitória dos candidatos governistas em 17 dos 23 estados, O governo dos Estados Unidos também questionou a legitimidade das eleições.

Acordo

O Ministério das Relações Exteriores divulgou hoje (17) a realização de um acordo entre os governos do Brasil, da Índia e da África do Sul sobre o Fundo IBAS para o Alívio da Pobreza e da Fome, com objetivo de financiar projetos de cooperação para o benefício de populações de países em desenvolvimento. Segundo o acordo, cada país vai contribuir anualmente com US$ 1 milhão para o fundo.

Compartilhar:    

Desmatamento na Amazônia cai 16% em 12 meses

ter, 17/10/2017 - 18:23

Em 12 meses, Amazônia perdeu área de floresta equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo Wilson DiasAgência Brasil

O desmatamento na Amazônia caiu 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram divulgados hoje (17) pelos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Apesar da queda, 6.624 quilômetros quadrados (km²) de floresta foram devastados no período, o equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo.

Os estados do Pará e de Mato Grosso tiveram as maiores áreas desmatadas, com 2.413 km² e 1.341 km² de floresta a menos, respectivamente. No entanto, na comparação com o período anterior (agosto de 2015 e julho de 2016), os dois registraram redução no destamatamento, de 19% no caso do Pará e 10% em Mato Grosso. Já o estado com menor área desmatada foi o Tocantins, com 26 km² e redução de 55% em relação aos 12 meses anteriores.

De acordo com o Inpe, em relação a 2004, quando foi lançado o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, a devastação do bioma recuou 76%. Sarney Filho disse que os dados de hoje mostram a tendência de regressão na curva do desmatamento, que, segundo ele, se deve a fatores como reforço da fiscalização e recomposição do orçamento dos órgãos ambientais.

Os ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, anunciam dados sobre o desmatamento Valter Campanato/Agência Brasil

“O desmatamento aumenta por uma série complexa de motivos, mas ele diminui basicamente por uma ação: comando e controle. Comando e controle é poder de polícia”, disse Sarney Filho em entrevista no Palácio do Planalto. Antes do anúncio, os dois ministros apresentaram os dados ao presidente Michel Temer.

“Quando fica constatado que há um desmatamento, para lá se deslocam os fiscais do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], Polícia Federal e aí se dá o combate. Quando os desmatadores ilegais sabem que a presença do Estado brasileiro está clara, eles diminuem suas atividades. E é isso que está ocorrendo”, completou o ministro do Meio Ambiente.

Sarney Filho também afirmou que, ao assumir o ministério, os orçamentos do Ibama e ICMBio estavam “completamente defasados”.

“Recuperamos o orçamento desses órgãos, conseguimos adicionalmente mais recursos do Fundo Amazônia e as operações voltaram como jamais vistas. Hoje nós podemos dizer, com certeza, que não houve um retrocesso no que diz respeito às políticas ambientais da Amazônia”.

COP 23

O ministro alertou, no entanto, que apenas ações de controle não serão suficientes para deter o desmatamento e ressaltou a importância do cumprimento de tratados internacionais, principalmente do Acordo de Paris, além do pagamento de serviços ambientais, que remunera comunidades ou grupos que contribuem para a preservação e manutenção da natureza.

“Na Amazônia moram em torno de 25 milhões de pessoas. Elas têm a obrigação de não desmatar 80% da sua propriedade. Essa propriedade presta serviços ambientais e o que eles vão receber por isso? Qual a sinalização que a gente dá? O presidente da República me autorizou que na COP 23 [Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que este ano será realizada em Bonn, na Alemanha] a gente possa falar do pagamento dos serviços ambientais nas suas diversas formas e que imediatamente se consiga um sinal a esse respeito”.

Compartilhar:    

Presidente da CCJ pede mais prazo para votação da denúncia contra Temer

ter, 17/10/2017 - 18:22

O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco, durante reunião para discutir parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira FrancoMarcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), requereu ao presidente da Casa, Rodrigo Maia, a prorrogação por mais três sessões para o colegiado discutir e votar o parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer. O pedido foi feito como medida de precaução. Regimentalmente, a comissão tem só até a meia-noite de hoje (17) para concluir a discussão e votação da matéria.

O Regimento Interno da Câmara estabelece um prazo de cinco sessões plenárias da Casa, a partir da apresentação da defesa, para que a CCJ conclua seus trabalhos votando parecer sobre a denúncia, que será encaminhado à votação final no plenário da Câmara. As defesas do presidente Temer e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), que também foram denunciados, foram apresentadas no último dia 4. De lá para cá, foram realizadas sessões da Câmara, que serviram para contagem de prazos, nos dias 5, 9, 10, 11 e 17 de outubro.

Receoso com o pouco prazo de que o colegiado dispõe, já que hoje é a quinta e última sessão, o presidente da CCJ quer evitar o risco de não conseguir votar o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) e de a peça ser encaminhada diretamente à votação no plenário da Câmara. A expectativa é que seja concedido mais prazo para a CCJ até pelo significado da matéria.

Mesmo com a concessão de mais tempo para a comissão concluir seus trabalhos, a intenção dos deputados aliados do governo é concluir a tramitação da denúncia na CCJ na noite de amanhã (18). E, na terça-feira (24), votar a peça no plenário da Câmara. Pelos acordos feitos na comissão para a discussão e votação da denúncia, ficou estabelecido que todos os 66 deputados titulares da CCJ e os 66 suplentes poderão falar por até 15 minutos cada. Também terão direito ao uso da palavra 20 deputados a favor do governo e 20 contrários, sendo que cada um vai dispor de até 10 minutos.

Também terão direito à fala, por 20 minutos cada, o relator Bonifácio de Andrada e os três advogados da defesa – o do presidente e os dos dois ministros. Essas falas serão após o término das discussões. Não será permitida a apresentação de requerimento de encerramento de discussão da matéria.

A votação do parecer de Andrada, que é contrário à autorização para que o Supremo Tribunal Federal abra as investigações contra o presidente e os ministros, será nominal. Para que o parecer seja aprovado, são necessários os votos de no mínimo 34 deputados, metade mais um dos membros da CCJ.

A votação no plenário da Câmara também será nominal e, para que seja autorizada a instauração do processo de investigação, são necessários os votos de pelo menos 342 deputados, ou seja, dois terços da Casa.

Compartilhar:    

Distribuidoras farão campanha para incentivar que consumidor economize energia

ter, 17/10/2017 - 18:07

Diante do cenário de insuficiência de chuvas e baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas, as distribuidoras de energia elétrica de todo o país farão uma campanha publicitária para incentivar o consumo consciente de energia. A previsão é que as peças em rádio, televisão e internet sejam divulgadas ao longo de novembro.

A campanha atende a uma recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e tem por objetivo, além de conscientizar sobre a necessidade de evitar desperdício, passar informações sobre as bandeiras tarifárias, sistema que permite a cobrança mensal de um adicional pelo uso de energia de termelétricas.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a campanha será coordenada pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), que ficará responsável por produzir as peças que serão divulgadas em todo o país.

A campanha não acarretará custos adicionais para o consumidor. Os recursos virão do Programa de Eficiência Energética (PEE), que existe para financiar esse tipo de iniciativa. O PEE funciona com uma taxa embutida nas contas de luz, correspondente a 0,5% da receita operacional líquida das companhias de energia.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a previsão é de que o armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas fique abaixo do verificado em 2014, ano mais crítico do histórico recente. O Nordeste apresenta o quadro mais preocupante, com os reservatórios operando com apenas 7,59% da capacidade. No Sudeste e Centro-Oeste, o nível das barragens é de 20,45% e no Norte, 25,38%.

Bandeira vermelha

A previsão de escassez de chuvas fez com que o governo anunciasse, no final de setembro, que a bandeira tarifária passaria para a cor vermelha patamar 2, em outubro. Esta é a tarifa mais cara prevista e implica a cobrança de taxa extra nas contas de luz de R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos. Em setembro, vigorou a bandeira amarela, que aplica uma taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos.

Para atenuar a situação, o CMSE decidiu, no início do mês, também retomar a operação de usinas termelétricas que estão paradas por falta de combustível. O comitê optou por não acionar as usinas termelétricas mais caras, o chamado "despacho fora da ordem de mérito", mas aprovou, se necessário, o aumento da importação de energia elétrica da Argentina e do Uruguai.

Ontem (16) a Age ncia Nacional de Energia Ele trica (Aneel) autorizou a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a retomar temporariamente a operac a o comercial das tre s turbinas da usina termele trica Arauca ria, localizada no munici pio de mesmo nome.

Além da termelétrica de Araucária, o CMSE também decidiu pela retomada da operação das usinas Cuiabá, Termonorte II e Termo Fortaleza que, por serem movidas a gás, são capazes de produzir energia a preços mais competitivos se comparados com os de outras usinas térmicas, segundo o comitê.

Compartilhar:    

Governo do RJ reativa mamógrafo móvel para zerar filas de exames no estado

ter, 17/10/2017 - 17:52

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro dará início em novembro a um mutirão para zerar em todo o estado as filas para exames de mamografias e biópsias para detecção do câncer de mama. Para tanto, será reativado o caminhão de mamógrafo móvel, equipamento adquirido pelo poder público em 2014, mas que parou de realizar viagens em razão da crise financeira que atinge o estado.

O anúncio foi feito pelo secretário Luiz Antônio Teixeira Júnior no Rio Imagem, no centro da capital fluminense, durante evento que marcou o Dia D do Outubro Rosa, movimento internacional que visa chamar a atenção para a prevenção do câncer de mama. "Vamos percorrer diversas cidades e bairros onde as mulheres têm dificuldade de fazer mamografia, ultrassonografia e biópsia. E assim estimular as pessoas a buscarem uma vida melhor, combatendo o câncer de mama", disse.

De acordo com o secretário, no Rio Imagem a fila deve ser zerada ainda este mês. Ele disse também que a população de 42 municípios do estado que não possuem mamógrafo terão acesso ao exame por meio do caminhão. O veículo será levado para cidades-pólo, a partir das quais todas as secretarias municipais de saúde de cada região serão mobilizadas. "Oferecer esses exames não é só uma obrigação do governo estadual, mas também dos municípios. E nós estaremos apoiando todos eles", acrescentou Teixeira Júnior.

A realização de mamografia é importante na identificação precoce da doença e reduz significativamente o risco de mortalidade. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame a cada dois anos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados anualmente no Brasil mais de 55 mil novos casos.

Desde 2012, com a aprovação da Lei 12.732, o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar em até 60 dias após o diagnóstico, independentemente da região do paciente. Apesar de raro em homens, o câncer de mama também acomete a população masculina, representando 1% do total de casos.

Exposição

Durante o Dia D do Outubro Rosa, o público que passou pelo Rio Imagem pode visitar a exposição fotográfica do projeto Peito Aberto, que traz imagens de mulheres que venceram a doença. Ele foi idealizada por Andreia Souza, que se curou de um câncer descoberto aos 49 anos e decidiu se engajar em trabalhos de conscientização. "Muitas mulheres não mostram a cicatriz nem para os seus maridos. Mesmo assim, aceitaram o desafio de mostrar na exposição e fazer uma foto sensual e bonita. Temos modelos de 38 anos e de 69 anos, que estão apresentando sua realidade para outras mulheres".

Também no evento, o tatuador Beto Tattoo realizou um cadastramento de mulheres que passaram por mastectomia e têm interesse em reconstruir o mamilo gratuitamente por meios da tatuagem. "Todo tipo de apoio é importante. Há casos de família que se afasta, maridos que abandonam. As pessoas passam por muitas dificuldades, mas o câncer hoje não é mais uma sentença de morte. Então é ter força e não se abalar", disse Joelma Ali, que superou um câncer descoberto aos 30 anos. Hoje ela é integrante do grupo Poderosas Amigas da Mama, que dá suporte às vítimas da doença.

*Colaborou Tatiana Alves, repórter do Radiojornalismo

Compartilhar:    

Justiça absolve ex-sócio do escritório de Adriana Ancelmo

ter, 17/10/2017 - 17:34

O advogado Thiago Aragão, ex-sócio do escritório da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, foi absolvido da acusação de obstrução de justiça, conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF). A sentença foi proferida na segunda-feira (16) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Aragão ainda responde por lavagem de dinheiro, em outro processo.

Parte da acusação a Aragão foi baseada em colaboração premiada de Ítalo Garritano Barros, proprietário do restaurante Manekineko. Garritano disse que a empresa servia como local para lavar dinheiro ilícito que entrava pelo escritório de Adriana Ancelmo, fruto de transações ilegais do então governador Sérgio Cabral.

A defesa de Aragão argumentou, no entanto, que o MPF não conseguiu provar sua culpa, baseando-se unicamente na palavra do delator. Também sustentou, entre outras coisas, que após sua prisão, confessou ser o responsável pelo pagamento, por meio de recursos em espécie, de parte da folha salarial dos funcionários de Ítalo Garritano, e que recentemente, em interrogatório, admitiu que os honorários percebidos pelo escritório excediam o valor efetivo dos serviços prestados.

Além disso, a defesa alegou que Thiago sempre auxiliou nas investigações e que não houve qualquer influência negativa de sua parte sobre o delator Ítalo.

Apesar do MPF ter denunciado Aragão por integrar organização criminosa, promovendo embaraço à investigação, pedindo sua condenação e o perdimento do produto dos crimes, incluindo aí os valores bloqueados em contas e investimentos bancários, Bretas entendeu que a promotoria não foi capaz de provar a acusação.

O MPF foi procurado, para opinar sobre a sentença e a possibilidade de recurso, mas até a publicação desta matéria ainda não havia se pronunciado.

Compartilhar:    

Aneel autoriza reajuste nas contas de luz de consumidores do DF, GO e SP

ter, 17/10/2017 - 17:32

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou hoje (17) reajustes nas contas de luz dos consumidores atendidos pela Companhia Energética de Brasília (CEB) e pela Celg Distribuição (CELG D), que fornece energia para o estado de Goiás.

O reajuste médio foi de 7,35% nas tarifas da CEB. Para consumidores conectados à alta-tensão, o aumento será de 8,46%, e para a baixa tensão, a alta será de 6,84%.

Conta de luz de consumidores da CEBArquivo/Agência Brasil

No caso da CELG D, o aumento médio foi de 14,65%, sendo 15,89% para os consumidores da baixa tensão e 12,03% na alta. Os novos valores passarão a ser cobrados no próximo domingo (22).

A CEB atende a 1,05 milhão de unidades consumidoras no Distrito Federal. Já a CELG tem uma base de aproximadamente 2,8 milhões de unidades consumidoras.

São Paulo

Durante a reunião desta segunda-feira a Aneel também autorizou o reajuste no tarifário anual nas contas de luz para consumidores do estado de São Paulo. Terão aumento de 24,37% na conta de luz os clientes da Bandeirante Energia S.A., que atende a 1,8 milhão de unidades consumidoras.

Também terão aumento na energia as cerca de 1,6 milhão de unidades consumidoras da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) – Piratininga, cujo reajuste médio será de 17,28%. Os novos valores passarão a ser cobrados no dia 23 de outubro.

Para calcular o reajuste do tarifário anual, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais e atualização dos custos típicos da atividade de distribuição.

Compartilhar:    

Páginas