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Atualizado: 14 minutos 29 segundos atrás

Haddad busca o centro e prega estabilidade democrática no 2º turno 

dom, 14/10/2018 - 20:06

Na primeira semana da fase decisiva da eleição presidencial, o candidato Fernando Haddad (PT) fez movimentos em busca de aproximar partidos e setores de centro. O petista aposta também em uma estratégia de se demonstrar como a alternativa mais segura para garantir a estabilidade democrática no país. 

A prioridade do PT ao longo dos últimos dias foi tentar consolidar os apoios políticos para o segundo turno e ajustar o tom da campanha nessa etapa. Haddad conseguiu apoio do PSOL, PPL, PSB e do PDT, este último a legenda de Ciro Gomes, terceiro colocado no primeiro turno.

O pedetista, apesar de ter anunciado o voto em Haddad, não deve participar ativamente da campanha e viajou na quinta -feira (11) para a Europa, onde passará alguns dias de férias, segundo a assessoria. 

Prioridade de  Haddad foi tentar consolidar apoios políticos para o segundo turno - Rovena Rosa/Agência Brasil

Também houve um encontro com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, filiado ao PSB, e que chegou a ser cotado para sair candidato a presidente. A expectativa da campanha petista é que ele possa declarar apoio a Haddad e até mesmo participar da campanha ou do programa eleitoral.

Eleitor de centro

Haddad também recebeu uma carta de apoio de integrantes do PSDB, mesmo o partido tendo formalmente anunciado que ficará neutro no segundo turno. Há ainda a expectativa em torno de uma aproximação mais explícita entre o petista e o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC), já que os dois mantêm uma boa relação. 

No âmbito programático, o PT recuou em relação a propostas que constavam do seu programa de governo, como a convocação de uma assembleia constituinte, além de buscar incluir elementos dos programas de adversários do primeiro turno, como a proposta de Ciro Gomes para que o governo adote um programa para tentar limpar o nome de endividados.

Até as cores da campanha petista mudaram: saindo do tradicional vermelho para uma paleta mais ampla, que envolve os tons de verde, amarelo e azul. Todos esses gestos, segundo Michel Neil, vão na busca pelo eleitor de centro. 

"Cabe a Haddad reforçar o discurso institucional democrático, em que ele se posiciona como a opção mais segura para as instituições democráticas, tentando dialogar com aquele eleitor que não quer votar em Bolsonaro, pois vê nele um governo de muito mais incertezas do que certezas", analisa o cientista político Michel Neil.

Disputa geográfica

Uma das evidências disso é que, com o crescimento de casos de violência por divergência política no país, Haddad tem feito críticas contundentes ao que considera uma escalada autoritária com a chegada de seu adversário ao poder, como mostrado em seu programa eleitoral. Em uma das declarações mais fortes contra Bolsonaro, o petista afirmou, em coletiva na quinta -feira (11), que o opositor "não tem projeto de país, a não ser armar as pessoas para que elas se matem".

A dificuldade, no entanto, é ter de sair de uma campanha que no primeiro turno foi mais alinhada com o eleitor petista para esse espectro mais amplo. "Por mais que o Haddad seja a figura certa do PT na busca desse centro político, a campanha de primeiro turno foi uma clivagem do 'nós contra eles', que também prevaleceu na campanha de Bolsonaro, mas com o sinal trocado. Isso dificulta convencer o eleitor de centro que não quer votar no Bolsonaro, mas também não apoia o PT. Esse eleitor em cima do muro ainda demonstra muitas feridas abertas, mas vai ter que se posicionar", acrescenta o cientista político. 

Do ponto de vista da disputa geográfica, Michel Neil diz ainda que o foco de Haddad nessa etapa decisiva deve ser em direção ao eleitor das grandes cidades, onde a diferença de votos do petista para Bolsonaro foi maior. 

Haddad precisa reverter uma diferença de 16,7 pontos percentuais em relação ao adversário, Jair Bolsonaro (PSL), que obteve 46,02% dos votos válidos no primeiro turno. O petista ficou com 29,28% da preferência. Neil analisou 272 eleições no país desde 1998 e que terminaram em segundo turno, incluindo pleitos presidenciais, para governos estaduais e prefeituras.  "Todas as vezes que o primeiro colocado do primeiro turno terminou com uma diferença de 15 pontos percentuais para o segundo colocado, ele foi vitorioso em 95% dos casos", aponta.

A primeira pesquisa do segundo turno, divulgada na quarta-feira (10) pelo Instituto Datafolha, indica liderança de Bolsonaro com 58% dos votos válidos contra 42% para Haddad.

Jair Bolsonaro anuncia plano de privatização e prega união do país

dom, 14/10/2018 - 20:05

A duas semanas do segundo turno das eleições, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vai decidir os rumos da campanha ao Palácio do Planalto. Ele aguarda, na quinta -feira (18), uma nova avaliação da junta médica do Hospital Albert Einstein. Ao que tudo indica receberá alta.

Mesmo com uma liberação médica, o candidato já avisou que pretende participar, de no máximo, dois debates na televisão. E não descarta, por estratégia, não participar de nenhum. 

Viagens ao Nordeste, única região do país onde não liderou a votação do primeiro turno, ainda não estão fechadas. O presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, disse à Agência Brasil que, embora Bolsonaro queira viajar, todos os detalhes são minuciosamente analisados. 

O confinamento obrigatório desde o ataque à faca não impediu que Jair Bolsonaroto fizesse campanha - Fernando Frazão/Agência Brasil

Combate à violência

“Existe a questão de segurança. Há informes de que o alerta é vermelho, em relação à segurança dele, daqui até o dia das eleições. Então, temos de cuidar tanto da integridade física dele quanto da saúde, que ainda se recupera”, acrescentou Bebbiano. Bolsonaro foi esfaqueado no dia 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais. 

Na primeira semana pós-primeiro turno, a portaria do Condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, assistiu a um vai-e-vem de políticos e correligionários. Bolsonaro saiu de casa poucas vezes, a maioria com destino à casa do empresário Paulo Marinho, integrante do núcleo de campanha, para gravar programas eleitorais. Na primeira saída, na quinta -feira (11), concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa após encontro com os deputados eleitos do PSL. 

Ao falar sobre combate à violência gerada por divergências políticas, o candidato disse, na primeira vez, que não tinha como controlar as pessoas. “Esta pergunta não deveria ser invertida? Quem levou a facada foi eu. Um cara lá, que tem uma camisa minha, comete um excesso, o que eu tenho a ver com isso? Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões de pessoas que me apoiam. Agora, a violência vem do outro lado, e eu sou uma prova viva disso”, afirmou o candidato. 

Ministérios

Depois, adotou o tom de união pelo país. “Vamos unir o Brasil. Brancos e negros, homos e héteros, pais e filhos, nordestinos e sulistas, homens e mulheres, vamos unir o nosso Brasil e pacificá-lo”, disse durante a coletiva de imprensa. 

O confinamento obrigatório desde o ataque à faca não impediu que o candidato fizesse campanha. Com uma campanha pautada nas redes sociais, postou vídeos e entrevistas com críticas contundentes ao adversário, que foram compartilhados por milhares . 

Foi através delas que anunciou que, caso eleito, seu governo terá 15 ministérios, que reduzirá impostos para as pessoas de menor renda, que o programa Bolsa Família terá décimo terceiro salário. E que Paulo Guedes, consultor econômico da campanha, o general da reserva do Exército Augusto Heleno, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o astronauta Marcos Pontes farão parte de seu ministério nas pastas da Economia, Defesa, Casa Civil e Ciência e Tecnologia respectivamente.  

Adiantou que fará uma reforma administrativa para cortar "gastos desnecessários" e afirmou que  seu plano de privatizações vai agradar o mercado. As primeiras estatais que serão alvo foram as criadas pelos governos do PT. Bolsonaro também disse que irá trabalhar para que não haja mais progressão de pena e saídas temporárias de presos, os chamados saidões. 

Visitas

No primeiro programa eleitoral do segundo turno no rádio e na televisão, nesta sexta-feira (12), o candidato fez críticas ao comunismo, ao seu opositor Fernando Haddad (PT) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de mostrar a família, a esposa Michelle, os quatro filhos homens e a filha caçula, Laura. 

“O vermelho é um sinal de alerta para o que não queremos no país. A nossa bandeira é verde e amarela e nosso partido é o Brasil”, diz a propaganda do candidato. 

Na sexta-feira, recebeu, em sua casa da Barra da Tijuca, as visitas da atriz Regina Duarte e do deputado federal eleito por São Paulo Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que chegou a ser cotado para vice na chapa. Fotos e imagens do encontro foram postadas nas redes sociais de Bolsonaro. Apesar de considerar João Doria, candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, opositor ao PT, não recebeu o tucano. 

Bolsonaro usa redes sociais e diz que não votou contra deficientes

dom, 14/10/2018 - 20:00

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (14), por meio de suas redes sociais, que não votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que é a denominação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Acompanhado de duas professoras e tradutoras de Libra e de sua mulher Michelle, Bolsonaro afirmou que o projeto teve uma votação simbólica e não nominal e que contestou apenas a inclusão de uma emenda que tratava, segundo ele, dos LGBTs.

Jair Bolsonaro afirmou que seu voto foi a inclusão de uma emenda específica - Fernando Frazão/Agência Brasil

“O que tem a ver você criar uma subclasse dentro de pessoas com deficiência só porque é gay, lésbicas, bissexual, transexual ou seja lá o que for. A inclusão é para todo mundo. Não interessa a opção sexual. Nós e um montão de gente votou contra esta deformação do projeto, criando uma classe especial dentro daqueles que têm problema”, acrescentou o candidato.

Família

De acordo com Jair Bolsonaro, “nesta votação o meu voto foi não para que aquela emenda não fosse aprovada. E ponto final”.

Na transmissão ao vivo, uma das tradutoras de Libra informou que há um ano eles estão se reunindo com o candidato e que entregou para Michelle Bolsonaro um documento elaborado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) com propostas para os deficientes físicos, principalmente nas áreas de saúde e de mercado de trabalho.

Antes da transmissão, o candidato à Presidência da República passou o domingo nublado e com chuva fina em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, ao lado de familiares e sem compromissos de campanha.

Progressão

A movimentação na porta do condomínio foi tranquila. Ocupantes de alguns carros que passavam pela Avenida Lúcio Costa se manifestaram em favor do candidato ao perceberem a imprensa e o policiamento reforçado no local, além de um vendedor ambulante que oferece camisetas de Bolsonaro e bandeiras do Brasil.

Apoiadores também paravam para tirar foto em frente à placa do condomínio e com policiais.  

Pelas redes sociais, Bolsonaro também informou que tem um projeto, inspirado nas legislações de algumas cidades americanas, para crimes como furto e roubo, onde não há regime de progressão por dez anos.

“Enquanto estiver roubando ou furtando não tem problema. Vamos esperar matar alguém para prender esse elemento?,”  E completou: “Será que furtar vai virar aqui uma forma de trabalho? Porque não tem prisão. Não tem punição”, disse.

Privatizações

Ontem, ele havia dito que, caso seja eleito, o plano de privatizações previsto por sua campanha será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm de ter um modelo para privatizar com responsabilidade. Logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas.”

Com relação às propostas para a saúde, o candidato pelo PSL disse que prioritariamente é preciso combater a corrupção para que sobrem recursos para serem aplicados em outras áreas. As declarações foram dadas ao deixar a casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou o programa político partidário.

Governo recebe sugestões sobre investimentos na Zona Franca de Manaus

dom, 14/10/2018 - 18:25

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) abriu uma consulta pública para regras de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Zona Franca de Manaus. Esses recursos são uma contrapartida de benefícios fiscais dados a empresas que produzem bens de informática na região, como desonerações no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Importação.

As contribuições devem ser enviadas por meio do site do MDIC até o dia 9 de novembro.

Pela legislação brasileiras, essa companhias podem pagar menos desses impostos se garantirem percentuais mínimos de investimento na chamada P&D. Esse repasse é sujeito a um conjunto de regras, que beneficiam tecnologia, mão-de-obra e contratações de firmas nacionais. Neste ano, a Lei 13.674 atualizou as exigências e procedimentos, flexibilizando as possibilidades de investimento.

As empresas de bens de informática da Zona Franca de Manaus (como fabricantes de smartphones e eletrodomésticos) passaram a poder investir também em startups (pequenas empresas de tecnologia), em incubadoras e aceleradoras (organizações que apoiam essas pequenas firmas) e em outros projetos de incentivo ao desenvolvimento tecnológico.

Também será possível alocar verbas em Organizações Sociais a serem criadas com o objetivo de realizar pesquisa, bem como em projetos não somente de inovação em informática, mas relacionados a sustentabilidade.

Os recursos podem ser repassados ainda a universidades e aos chamados “projetos prioritários” (definidos por um comitê de especialistas). Uma parte também financia o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). De acordo com o MDIC, as contrapartidas decorrentes da redução de impostos chegam a mais de R$ 700 milhões por ano.

Os fabricantes de smartphones e eletrodomésticos passaram a poder investir também em pequenas empresas de tecnologia) - Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Contudo, esse sistema apresentou problemas ao longo dos últimos anos. Multinacionais, por exemplo, criaram centros próprios de Pesquisa & Desenvolvimento para aplicar os recursos incentivados nelas próprias. Assim, nem toda a verba decorrente dos subsídios teve impactos concreto no estímulo à inovação dentro do Brasil.

A consulta pública lançada pelo MDIC visa a receber sugestões para o decreto que vai detalhar essas regras. Segundo o secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério, Rafael Moreira, o decreto vai definir de que maneira serão feitos os investimentos nessas novas linhas.

O objetivo do governo é fazer com que esse tipo de contrapartida possa ser usado tanto para a própria migração das empresas para o que vem sendo chamado de “Indústria 4.0” quanto para fomentar startups e o crescimento da economia digital no país.

“A gente quer permitir que efetivamente as empresas invistam em P&D com viés de mercado, investindo em startups e em projetos mais focado em sustentabilidade. Ampliar esse rol, porque esse recurso para muitas empresas, como era engessado, era visto como custo. Isso está sendo visto como novas possibilidades de investimento de novos produtos”, afirmou Moreira.

Na proposta do Ministério, o investimento direto só poderia ser realizado em startups de base tecnológica”. Para botar dinheiro em empresas já com maior faturamento, a alocação precisaria ser realizada por meio de um fundo de participação. Outra medida prevista é estabelecer um mínimo dos recursos reinvestidos a cada ano para universidades da região, como as universidades federais do Amazonas, do Acre, de Rondônia, de Roraima e do Amapá.

De acordo com o secretário, além disso o decreto traz regras que, segundo ele, têm como função desburocratizar o processo, como obrigações para a prestação de contas. Esses procedimentos, na avaliação de Moreira, podem facilitar o uso do sistema de incentivo e uma maior aplicação de recursos nessas linhas de inovação.

Mangueira escolhe para 2019 samba enredo que homenageia Marielle

dom, 14/10/2018 - 17:18

A escola de samba Estação Primeira de Mangueira escolheu, na madrugada de hoje (14), seu samba enredo para o carnaval de 2019. A letra faz uma homenagem à Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada a tiros no dia 14 de março no Rio, junto com o motorista Anderson Gomes. A escolha do samba ocorreu na quadra na escola, na zona norte da cidade.
 

Réplicas de placas de rua com nome da Marielle Franco são distribuídas na Cinelândia - Fernando Frazão/Agência Brasil

O enredo da escola – História pra ninar gente grande – tem como tema a "história que a história não conta" e o samba Eu quero um Brasil que não está no retrato. No refrão, o nome da vereadora é citado: "Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, Malês".

Em postagem no Facebook, um dos autores da música, Tomaz Miranda, postou a frase "Fomos campeões na Mangueira. Pela memória de Marielle e Anderson e toda luta que ainda virá. São verde e rosa as multidões".

Placas

Hoje – dia que marca os sete meses da morte de Marielle – em ato na Cinelândia, no centro da cidade, foram distribuídas mil placas em sua homenagem. A campanha para a confecção das placas foi lançada pelo site de humor Sensacionalista depois que dois candidatos a deputado estadual pelo PSL destruíram o adesivo colado na placa que identifica a Praça Floriano. A colagem mudava informalmente o nome do logradouro para Rua Marielle Franco.

O ato reuniu mais de mil pessoas na Cinelândia. A arrecadação virtual pelo site Catarse estipulou inicialmente o valor de R$ 2 mil reais para a confecção de 100 placas, mas a vaquinha chegou a R$ 42.333, com 1.691 apoiadores, e foram feitas mil placas de plástico. A distribuição começou por volta de 13h e, em meia hora, as placas já haviam acabado.

Após a distribuição, as pessoas formaram a palavra Marielle com as placas levantadas. A viúva da vereadora, Mônica Benício, colou uma delas sobre a placa da Praça Floriano, retirando a homenagem em seguida.

Emocionada, a mãe de Marielle, Marinete Silva, ressaltou que mobilizações deste tipo mantêm vivas as causas defendidas pela filha. "Eu achei lindo. Quando chegamos aqui já tinha uma fila enorme. É muito gratificante, é um dia de muita dor, de muita tristeza, mas vamos resistir. Cada dia que um público vem se manifestar em memória da minha filha, é saber que ela existe e que vai continuar existindo. E resistindo também, a gente precisa, nos fortalece bastante".

A irmã de Marielle, Anielle Franco, reforçou a importância de atos para manter viva sua memória e seu legado. "Eu acho que mostra um pouco da nossa força, da nossa resistência. Eles ficam tentando nos calar. Mas vamos resistir enquanto a gente puder".

A artista Carol Aniceto disse que a campanha é um direito de resposta aos atos de intolerância praticados no país. "A intenção é manter o legado de Marielle e dar uma resposta aos fascistas que, de maneira desrespeitosa, troglodita e antidemocrática, quebraram a placa em homenagem a ela."

A pesquisadora da Fiocruz aposentada Fernanda Carneiro não conseguiu uma placa, mas fez questão de comparecer à homenagem. "Eu soube pelas redes sociais. Achei uma explosão, a Marielle é uma explosão de paz, onde está a Marielle está todo mundo comovido, consternado e revoltado com o desrespeito que está vingando no Brasil".

Liberdade religiosa deve ser garantida no país, diz Haddad

dom, 14/10/2018 - 15:57

O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), disse hoje (14), em São Paulo, que a liberdade religiosa no país tem que ser garantida e que sua preocupação é manter o Estado brasileiro aberto a todas as crenças. “O Estado não pode ter uma religião, ele tem que abraçar todas as religiões. Tem que acolher todos os brasileiros independentemente da crença. Eu vejo com preocupação quando uma igreja tem um projeto de poder. A minha preocupação é manter o estado brasileiro aberto a todas as crenças. Não podemos correr o risco de perder essa pluralidade”.

 

Fernando Haddad - Rovena Rosa/Agência Brasil

As declarações foram feitas pelo candidato ao ser confrontado sobre suas recentes afirmações sobre Edir Macedo, líder da igreja Universal, após encontro com representantes de entidades ligadas a pessoas com deficiência, em um hotel da capital paulista.

“Entendo que uma igreja não pode mandar no Estado brasileiro, independentemente de quais sejam. Por isso manifestei minha preocupação, sobretudo em relação a esse projeto de poder que foi anunciado há décadas e que agora parece se materializar em uma candidatura [de Bolsonador]. Acho que uma candidatura deve representar todos os brasileiros. O homem público deve estar aberto a qualquer crença. A liberdade religiosa deve ser garantida.”

Questionado sobre a entrevista dada por Fernando Henrique Cardoso, na qual o ex-presidente afirma que havia um muro em relação a Bolsonaro e uma porta em relação à Haddad, o candidato disse que, em nome da democracia, essa porta estará sempre aberta. “Independentemente do PSDB ser oposição ou situação no próximo governo, se eu for eleito, o mais importante hoje é garantir as liberdades democráticas, que estão em risco no nosso país, como ele próprio [Fernando Henrique] reconhece na entrevista. Ele fala em um muro que o separa do mundo do Bolsonaro, que é um mundo de violência”, disse.

“[Eu e FHC] temos respeito mútuo um pelo outro. Uma porta não é um obstáculo para defender o país da ditadura, da tortura, da cultura do estupro. Uma porta não pode ser impedimento para reestabelecermos a ordem democrática no país”, completou.

Haddad criticou a onda de notícias falsas (fake news) que estão sendo disseminadas pelas redes sociais, especialmente pelo aplicativo WhatsApp, e considerou que isso põe em risco o pilar da democracia. “A democracia está em risco, acordem, esse é o apelo que eu faço. Chega de mentiras covardes, onde nós vamos parar? Para ganhar voto precisa fazer isso?”, disse.

“Isso põe em risco não só essa eleição. E as futuras eleições? E o futuro do país? Será que ninguém está preocupado com isso? Não se ganha uma eleição dessa maneira. É ruim para o Brasil. Vamos debater propostas.”

Pessoa com deficiência

Ao participar neste domingo de encontro com os representantes de pessoas com deficiência, Haddad assinou um termo de compromisso com ações que devem avançar em relação à Lei Brasileira de Inclusão, de 2015. “Aqui temos novos compromissos que avançam em políticas adicionais, com as quais estou me comprometendo com muita honra. Nosso governo estará muito aberto à participação de todas as entidades que congregam os valores e desejos de uma maior participação da comunidade da pessoa com deficiência na vida nacional, na escola, no trabalho, na vida pública, na política, na universidade.”

O candidato citou a política adotada durante sua gestão no Ministério da Educação, em que os beneficiários do programa de prestação continuada do governo federal que foram levados para as escolas. “Foram praticamente 400 mil crianças com alguma deficiência que recebiam benefício e não frequentavam a escola”, disse.

“Nós criamos um programa chamado BPC [Benefício de Prestação Continuada] na Escola, que significava exatamente isso, que nós íamos de porta em porta, promovendo a busca ativa, esclarecendo as famílias de que elas tinham o direito e o dever de matricular suas crianças”, acrescentou.

O candidato lembrou ainda que houve, em sua época de ministro, aporte de recursos expressivo para desenvolvimento e uso do livro falado; capacidade de impressão de livros em braile; e investimento nas licenciaturas de pedagogia voltadas para formação de pessoas com deficiência.

Belém reúne milhares de romeiros na 226ª edição do Círio de Nazaré

dom, 14/10/2018 - 15:36

A cidade de Belém do Pará celebrou neste domingo (14) um dos maiores atos religiosos do mundo: o Círio de Nazaré. A 226ª edição da romaria foi precedida de uma missa na Catedral Metropolitana, celebrada pelo arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa. A procissão percorreu 3,6 quilômetros, entre a Catedral e o Santuário de Nazaré, reunindo milhares de fiés, que pagavam promessas e agradeciam por bênçãos recebidas.

Ao longo de cinco horas, a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi saudada com chuva de papeis picados do alto dos edifícios, foguetório, canções religiosas e orações. Desde 2014, o Círio de Nazaré é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, certificado concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Em vários pontos do percurso, os católicos disputaram um espaço na corda das promessas que conduz a romaria. Para conseguir um lugar privilegiado é preciso chegar de madrugada na Praça da Catedral. Neste ano, a missa campal começou às 6h, e a procissão saiu logo após o encerramento, por volta das 7h.

Tapete vermelho

Outros romeiros percorreram de joelhos trechos da procissão, amparados em cabos de madeiras ou por familiares e amigos, para agradecer a interseção de “Nazinha”, como a santa é carinhosamente chamada pelos paraenses.

Ao longo do trajeto, os fieis saudaram a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré: “Viva a Rainha da Amazônia”.

Por volta do meio-dia a imagem de Nossa Senhora chegou à Praça do Santuário, onde fieis se acumulavam para homenageá-la. “Vem, Maria, vem. Vem nos ajudar”, entoavam os religiosos. Um tapete vermelho foi estendido até a entrada do templo para receber a imagem.

O Círio de Nazaré acontece anualmente no segundo domingo de outubro.

Bancada feminina cresce, mas recebe parentes de políticos tradicionais

dom, 14/10/2018 - 14:47

A Câmara dos Deputados terá, na legislatura que se inicia dia 1º de fevereiro, a maior bancada feminina das últimas três legislaturas, mas o Brasil ainda continuará abaixo da média da América Latina em número de mulheres no Legislativo. Uma das características do grupo de deputadas eleitas é o parentesco com políticos tradicionais: 10,4% das 77 eleitas.

Na bancada feminina, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) identificou oito integrantes de famílias de políticos. A campeã de votos no Distrito Federal é Flávia Arruda (PR), mulher do ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal José Roberto Arruda. Ele está inelegível, porque foi condenado em 2014 por improbidade administrativa, após as investigações da Operação Caixa de Pandora.

Ao aproveitar os feitos do governo do marido, no qual desenvolveu projetos sociais, a empresária Flávia Arruda foi eleita para a Câmara com 121.140 votos.

Pelo Espírito Santo, o senador Magno Malta (PR-ES) não conseguiu se reeleger, mas o eleitorado capixaba mandou para a Câmara sua mulher, a empresária e música Lauriete (PR-ES). Ela já exerceu mandato na Câmara de 2011 a 2015.

Outro derrotado nas urnas que conseguiu eleger a herdeira política foi o deputado Alex Canziani (PTB-PR). Nestas eleições, Canziani disputou uma cadeira no Senado e cedeu a vaga na Câmara para sua filha Luísa (PTB-PR), de 22 anos, a mais jovem deputada. Ela conquistou 90.249 votos.

Reeleitas

De Rondônia, chegará à Câmara outra deputada com sobrenome tradicional: Jaqueline Cassol (PP). Empresária e advogada, Jaqueline é irmã do senador Ivo Cassol (PP-RO) e teve 34.193 votos. Ambos são filhos do ex-deputado federal Reditário Cassol (PP-RO), suplente de senador na chapa do filho.

No Rio de Janeiro, Daniela do Waguinho (MDB) foi eleita com 136.286 votos. A nova deputada federal é mulher do prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Cerneiro, o Waguinho. Ela foi secretária de Assistência Social e Cidadania do município.

Entre as atuais deputadas, renovaram os mandatos: Clarissa Garotinho (Pros-RJ), filha do ex-governador Anthony Garotinho; Soraya Santos (PR), casada com o ex-deputado federal Alexandre Santos; e Rejane Dias (PT), a campeã de votos no Piauí (138.800 votos), esposa do governador reeleito Wellington Dias.

Crescimento

Segundo balanço feito pelo Diap, houve crescimento de 15% no total de mulheres eleitas para a Câmara, mas isso ainda é “insuficiente para equilibrar a participação de homens e mulheres no exercício da função de legislar e fiscalizar em nome do povo brasileiro”. Nestas eleições, a legislação estabeleceu um mínimo de 30% de candidaturas femininas por partido ou coligação.

O percentual de mulheres eleitas vem aumentando nas últimas legislaturas e, neste pleito, teve discreta aceleração. Em 2014, quando foram eleitas 51 deputadas, a taxa de crescimento foi 10% na comparação com a bancada de 45 deputadas eleitas em 2010.

“O índice alcançado na eleição de 2018 sinaliza um cenário mais otimista, de modo que o Brasil avance no ranking de participação de mulheres no Parlamento”, informa o Diap. No entanto, segundo o Diap, o Brasil ainda está “abaixo da média na América Latina, em torno de 30%” de representação feminina nos legislativos.

Na bancada da Câmara, 47 eleitas são novatas. Outras 30 já são deputadas e foram reeleitas. Das que exercem mandato, 14 não se reelegeram. Há também deputadas que disputaram outros cargos. Janete Capiberibe (PSB-RO) foi derrotada na disputa para o Senado, Jô Moraes (PCdoB) perdeu como vice em Minas Gerais, ao contrário de Luciana Santos (PCdoB) que assumirá como vice-governadora em Pernambuco.

 


 

Feira debate ampliação do turismo entre Brasil e Paraguai

dom, 14/10/2018 - 13:51

A ampliação do mercado de turismo entre Brasil e Paraguai está na pauta da 15ª Feira Internacional de Turismo do Paraguai (FITPAR), que termina hoje (14) no Centro de Convenções Mariscal Lopez, em Assunção. A FITPAR reúne neste ano cerca de 400 expositores de diversos países.

Liderado pelo  do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), o estande do Brasil na feira abriga destinos turísticos de dez estados e 15 empresas, entre operadores e o setor de hotelaria.

Além de 15 empresas ligadas ao setor hoteleiro e de operações de venda de pacotes turísticos, nove estados estão representados na FITPAR dentro do estande da Embratur: Pernambuco, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

“O Paraguai é o quarto maior emissor de turistas ao Brasil, em crescimento constante. Temos projetos em comum como a Itaipu Binacional e belezas naturais que podemos promover em conjunto, como o Pantanal e a região do Chaco, ou as missões jesuíticas que se estendem da Argentina, passando pelo Paraguai chegando ao Rio Grande do Sul”, avaliou por meio de nota a presidente Embratur, Teté Bezerra.

De acordo com a Embratur, os maiores países emissores de turistas para o Brasil são, nessa ordem, Argentina, Estados Unidos, Chile, Paraguai e Uruguai.

No Rio, médicos de 130 países debatem saúde da mulher

dom, 14/10/2018 - 12:33

Dez mil médicos obstetras e ginecologistas de 130 países estão reunidos a partir de hoje (14), no Rio de Janeiro, para debater temas importantes para a saúde da mulher, no 32º Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia, da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO). Em destaque, a violência contra meninas e mulheres, classificada como um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), César Fernandes, há progressos em relação ao papel da mulher na família, na sociedade, no mundo corporativo e na esfera governamental.

“Mas ainda há muito a ser feito. Existe muita violência declarada ou oculta contra as mulheres", afirmou. Para o médico, o tema continua atual e relevante." Não podemos ficar à margem de tudo isso", disse Fernandes, que também é representantes no Brasil da federação internacional. Ele falou sobre a importancia de apoiar, divulgar e dar visibilidade à campanha pelo fim da violência de gênero.

De acordo com a ONU, dados disponíveis, de 2005 e 2015 em 52 países, revelam que 21% das meninas e mulheres entre 15 e 49 anos sofreram violência física e ou sexual nas mãos de um parceiro íntimo.

Saúde da mulher

Definido pelo presidente da Febrasgo como linear, abrangente, que abrange a saúde da mulher como um todo, o congresso contará com palestras de 400 especialistas internacionais de renome sobre temas que incluem saúde reprodutiva, maternidade, assistência ao parto, oncologia ginecológica, doenças de um modo geral. “Tudo o que diz respeito à saúde da mulher será abordado."

Durante o evento, que se estenderá até o dia 19, será realizado um simpósio oferecido pela Ferring Pharmaceuticals, empresa biofarmacêutica e líder mundial em reprodução assistida, para apresentação à comunidade científica mundial do estudo clínico Champiom, patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que objetiva encontrar novo tratamento para hemorragia pós-parto (HPP).

Segundo o presidente da Ferring, Alexandre Seraphim, a hemorragia pós-parto responde anualmente por cerca de 70 mil mortes maternas em todo o mundo, das quais 20% ocorrem no Brasil.

Parteiras, enfermeiras, clínicos gerais e outros especialistas em saúde feminina, participam do encontro, além de representantes da ONU e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Programa debate tecnologias que desafiam mercado de trabalho

dom, 14/10/2018 - 11:42

O programa Diálogo Brasil que vai ao ar nesta segunda-feira (15) na TV Brasil, às 22h15, debate a chegada de novas tecnologias ao mercado de trabalho e o sentimento de  insegurança entre os trabalhadores no momento em que máquinas ocupam cada vez mais espaço. "Somos convidados, no século 21, a sermos melhores seres humanos”, afirma o coordenador do Laboratório de Inovação e Estratégia em Governo da Universidade de Brasília (LineGov/UnB), Antônio Isidro Filho, que participou da programa. Na sua opinião, o país tem a estrutura e o potencial necessários para encarar os desafios da quarta revolução industrial. O que precis, diz, é de políticas públicas que priorizem a ciência, a tecnologia e a educação.

Outro convidado, o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, destaca que, entre muitos desafios, a quarta revolução industrial também traz oportunidades. e a questão é não perdê-las. Tanto Lucchesi quanto Isidoro Filho consideram que a questão principal é não perder as oportunidades que o novo mercado oferece.

Segundo Lucchesi, um estudo do Fórum Econômico Mundial prevê a eliminação de mais de 75 milhões de empregos nos próximos anos, com previsão de abertura quase simultânea de 139 milhões de vagas. No entanto, ele alerta para o fato de que os novos empregos não serão criados especificamente para as pessoas que perderam seus postos de trabalho e nem na mesma região.

Com apresentação do jornalista Maranhão Viegas, o programa também conta com a participação do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo. Em mensagem gravada em vídeo, ele afirma não ter receio das consequências da inovação tecnológica no mercado de trabalho. A quarta revolução industrial é marcada pela inteligência artificial, pela internet das coisas, pela produção integrada e conectada e pela grande e complexa quantidade de dados armazenados, denominados Big Data.

Apostador do Pará ganha sozinho prêmio de R$ 27 milhões da Mega-Sena

dom, 14/10/2018 - 08:58

Um apostador de Marabá, no Pará, acertou sozinho o concurso 2.087 da Mega-Sena e vai receber um prêmio de R$ 27 milhões.

Ele acertou as dezenas 02,18,19,23,34 e 53 sorteadas nesse sábado (13) em Joaçaba (SC).

A quina teve 52 apostas ganhadoras e pagou prêmio de R$ 41.598,96 a cada uma.

A quadra teve 4.898 apostas ganhadoras e pagou prêmio de R$ 630,91 a cada uma.

De acordo com a Caixa, o próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para o dia 17 de outubro, com prêmio estimado em R$ 2,5 milhões.

Eleições 2018: 20% dos candidatos ao Senado tiveram 1% dos votos

dom, 14/10/2018 - 07:55

Desde domingo (8), os vencedores nas bancadas para Senado e Câmara dos Deputados ganharam destaque no noticiário. Mas, por outro lado, a votação também mostra quem não conseguiu convencer o eleitor: candidatos que tiveram a menor votação nestas eleições.

A Agência Brasil conferiu estado a estado os candidatos que somaram 1% dos votos nas disputas ao Senado e 0,1% no pleito para um lugar na Câmara, considerados percentuais de baixo desempenho nas urnas.

Dos 8.588 candidatos a deputado federal, 2.998 tiveram 0,1% ou menos dos votos, o equivalente a 34,9% do total. Dos 358 candidatos a senadores, 20% (75) conseguiram apenas 1% ou menos dos votos.

Estados

Entre os estados, o com maior número de candidatos à Câmara que não ultrapassaram 0,1% foi São Paulo: com 1.010 concorrentes. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (542), Minas Gerais (436), Bahia (228) e Pernambuco (159).

Partidos

Em relação aos partidos, os candidatos mais mal colocados concorreram por legendas como PRTB, PRP, PMB, PPL, Rede e PROS. Agremiações menores de esquerda, como PSTU, DC, PCO e PCB, também estão na lista.

Sudeste

O estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, foi o campeão em candidatos à Câmara dos Deputados, com 1.010 concorrentes ficaram na casa do 0,1%. A menor votação foi de Rosicleide Oliveira (PRTB), que recebeu apenas 10 votos. Na corrida ao Senado, quatro participantes fizeram menos do que 1%, dois do Rede e dois do PSTU.

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, foi também o segundo estado com mais concorrentes à Câmara Federal na margem de 0,1% dos votos, com 436. Nas últimas colocações, três integrantes do PPL, como Paloma Pereira que obteve nove votos. Em relação ao Senado, cinco postulantes tiveram baixo desempenho.

O Rio de Janeiro teve quatro concorrentes ao Senado abaixo do 1% e 542 candidatos a deputado abaixo de 0,1%. No Espírito Santo, quatro postulantes ao Senado não foram além de 1%, e 15 candidatos a deputado ficaram com 0,1%.

Sul

No Rio Grande do Sul, cinco candidatos a senador ficaram com menos de 1%. Do total, 126 candidatos ficaram com menos de 0,01%.

Em Santa Catarina, foram quatro aspirantes ao Senado abaixo da marca de 1%. Entre os que miraram a Câmara Federal, 41 ficaram na casa dos 0,1%. Margarete Charão (PRTB) foi a menos votada, com 16 votos.

No Paraná, o Senado teve cinco candidatos que tiveram menos de 1% dos votos. Entre os concorrentes a deputado federal, foram 151 com 0,1%. O último foi Valdir Januário dos Santos (PRTB), com 12 votos.

    Nordeste

A Bahia foi o estado nordestino com maior número de candidatos com mau desempenho na corrida à Câmara, com 228 candidatos na casa do 0,1%. Na disputa ao Senado, cinco concorrentes não foram além do 1% no estado.

Pernambuco ficou em segundo no quesito dos concorrentes à Câmara, com 159 com menos de 0,1%, sendo os três do DC. Dois candidatos ao Senado tiveram baixo desempenho: Lídia Brunes (PROS), com 0,67%, e Hélio Cabral (PSTU), com 0,25%.

O Ceará foi o terceiro em postulantes à Câmara com baixo desempenho, somando 68. Na luta por um lugar no Senado, apenas João Saraiva (Rede) ficou com menos de 1%, atingindo 0,28%.

O Piauí foi o campeão de candidatos ao Senado com baixa votação, com nove pessoas nesta situação. Na disputa para Câmara, 16 não superaram 0,1%.

No Maranhão, na corrida ao Senado, três candidatos tiveram menos de 1%. Na disputa para Câmara, 37 ficaram na ponta de baixo da tabela, com as últimas colocações de três indicados pelo PSOL.

Em Sergipe e em Alagoas, apenas dois candidatos ficaram dentro do percentual para cada estado. Na disputa pela Câmara, foram candidatos em Sergipe, e cinco, em Alagoas.

Na Paraíba, na corrida ao Senado, apenas Nivaldo Mangueira (PSOL) ficou na ponta de baixo, com 0,42%. Na disputa para a Câmara, o estado teve 13. Já o Rio Grande do Norte teve mais postulantes ao Senado na linha do 1%: três. E 14 pessoas não ultrapassaram 0,1% para deputado federal.

Norte

No Tocantins, apenas um candidato ao Senado teve menos de 1%: Melk Aires (PSOL), com 0,97%. Para deputado federal, foram dois com menos de 0,1% dos votos, ambos do PRTB.

No Pará, três candidatos ao Senado e 16 para Câmara ficaram entre os piores colocados. No Amapá, foram dois para senadores e nenhum candidato à Câmara fez 0,1%. As menores votações foram de Larissa do PSOL (PSOL), com 68, Ilka Pereira (PV), com 128, e Acenildo Costa (PV), com 163 votos.

No Amazonas, dois candidatos ao Senado ficaram com menos de 1% e 17 candidatos a deputado federal tiveram 0,1%. Em Roraima, apenas o aspirante a senador Lourival (PSTU) ficou abaixo do corte, com 0,38%. Na disputa por uma vaga na Câmara, dez ficaram com as piores colocações, sendo três do PHS.

No Acre, nenhum candidato ao Senado ficou abaixo do 1%. Na última colocação ficou Pedrazza (PSL), com 2,55%. Entre os aspirantes ao cargo de deputado, oito não atingiram 0,1%. Em Rondônia, apenas Ted Wilson (PRTB) ficou abaixo do corte, com 0,97%. No pleito à Câmara Federal, cinco não saíram da marca do 0,1%.

Centro-Oeste

Em Goiás, dois aspirantes a senador ficaram nas últimas colocações. O estado teve 48 candidatos a uma vaga na Câmara na casa do 0,1%.

No Distrito Federal, Chico Sant´anna (PSOL) e Robson (PSTU) foram os concorrentes a senador com votação abaixo de 0,1%, obtendo, respectivamente, 0,65% e 0,20%. Do total, dez candidatos a deputado federal ficaram no corte do 0,1%.

Em Mato Grosso, dois não chegaram ao 1% na corrida ao Senado. Na disputa pela Câmara, sete concorrentes não foram além do 0,1%. Em Mato Grosso do Sul, Betini (PMB) foi o concorrente ao Senado com pior desempenho, com 0,62%. Entre os postulantes a uma cadeira de deputado, oito não ultrapassaram 0,1%.

Candidatos a deputado federal que tiveram até dez votos:

Pati Vanzin (PROS-BA) - 3 votos

Ana Luiza (PHS-AM) - 5 votos

Paulinha (Avante–AC) – 6 votos

Paloma Pereira (PPL-MG) -9 votos

Nélia Carvalho (PPL-BA) - 9 votos

Marcia de Carcia (PROS-PE) - 9 votos

Osmar Silva (PRTB-SP) - 10 votos

Matias Morais (Avante-AC) – 10 votos

Binha Shalom (PROS-BA) - 10 votos

Rosicleide Oliveira (PRTB-SP) - 10 votos

Milhares de pessoas acompanham segundo dia do Círio de Nazaré

sab, 13/10/2018 - 19:17

Milhares de fiéis de diversas partes do país participam neste sábado (13) do segundo dia da 226ª edição do Círio de Nossa Senhora Nazaré, tradicional evento religioso realizado anualmente na capital paraense, Belém. O círio é composto por 12 romarias oficiais.

A cada ano, o Círio de Nazaré atrai milhares de católicos para as celebrações nas ruas de Belém - Arquivo/Agência Brasil

O dia mal havia clareado e romeiros já tinham assistido à missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, e partido com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, com destino a Icoaraci, distante cerca de 24 quilômetros.

Ao longo de todo o trajeto, devotos se aglomeraram para presenciar a passagem da imagem de menos de 30 centímetros de altura da Padroeira dos Paraenses. De Icoaraci, a imagem seguiu até a capital a bordo de um navio hidroceanográfico da Marinha do Brasil, o Garnier Sampaio, acompanhada por centenas de embarcações.

Oficialmente, ao menos 335 embarcações se inscreveram na Capitania dos Portos para acompanhar o trecho chamado Círio Fluvial. Enfeitadas para a ocasião, embarcações de todos os tipos, de voadeiras a motos aquáticas e potentes lanchas particulares, coloriram a Baía do Guajará, fazendo com que as autoridades redobrassem a atenção e os alertas para evitar acidentes.

Ao fim de duas horas de procissão marítima, nenhum incidente grave foi registrado, e a programação seguiu com a Moto Romaria. Um dos momentos mais aguardados do dia, a Trasladação do Círio até a Catedral da Sé, teve início às 17h30.

Como de costume, a presença de milhares de romeiros alterou a rotina da capital paraense. O tráfego de veículos foi interditado em algumas das principais vias de Belém, principalmente na região central da cidade. O trajeto de várias linhas de ônibus foi alterado. Hotéis e pousadas estão praticamente lotados.

Na terça-feira (9), logo após participar da missa e da cerimônia de acendimento das luzes da fachada da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, que marcam o início oficial do evento, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, destacou que, durante esta época, todos os serviços públicos se preparam para garantir a segurança da população.

“As ações preventivas da prefeitura, seja na área da mobilidade ou da segurança, através da Guarda Municipal, como também as secretarias de Saúde, de Saneamento, de Urbanismo, ou seja, todos os órgãos estão integrados para contribuir com este grande evento que é patrimônio da humanidade e faz parte da nossa cultura. A gente fica muito feliz por participar deste momento e contribuir para a realização dele.”

Considerada a maior festa religiosa do mundo, o Círio este ano tem como tema "Uma jovem chamada Maria". O auge da festa, que vai até o dia 29, ocorre no segundo domingo de outubro, quando uma grande procissão percorre as principais ruas de Belém, saindo da Catedral Metropolitana/Sé às 6h30 em direção à Basílica Santuário de Nazaré. A expectativa é que a procissão reúna mais de 2 milhões de fiéis.

Em 2015, o Círio de Nazaré e seu conjunto de manifestações religiosas e culturais recebeu da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade. Em 2004, foi inscrito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial Brasileiro.

PRF apreende carregamento com 100 quilos de cocaína na Via Dutra

sab, 13/10/2018 - 18:35

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no fim da tarde deste sábado (13) um carregamento com 100 quilos de cocaína pura, em uma abordagem na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Seropédica, região metropolitana do Rio de Janeiro. Um homem de 58 anos foi preso por suspeita de tráfico de entorpecentes.

Os agentes da PRF faziam uma operação de abordagem de veículos no trecho de Seropédica, no sentido Rio de Janeiro, quando desconfiaram de um Ford/F350, com placa de São Paulo, com um ocupante. Eles mandarem o motorista encostar, mas notaram que ele estava muito nervoso e não conseguia explicar direito o motivo da viagem.

Em seguida, iniciaram uma revista mais detalhada no caminhão e encontraram 100 quilos de cocaína e R$ 200 mil em dinheiro, que estavam escondidos em um fundo falso da carroceria. O motorista vinha de São Paulo e levaria a droga para abastecer comunidades do Rio de Janeiro. Ele não informou a procedência do dinheiro.

A ocorrência foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá.

O suspeito foi indiciado por tráfico de entorpecentes e ficará à disposição da Justiça Federal. A pena para esse tipo de crime varia de cinco a 15 anos de reclusão.

Manufaturados perdem participação nas exportações em 2018

sab, 13/10/2018 - 18:19
Mesmo com a recuperação significativa das exportações nos últimos anos, os produtos industrializados continuam a perder participação nas vendas externas brasileiras. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a fatia dos manufaturados nas exportações caiu de 36% nos nove primeiros meses de 2017 para 35,2% no mesmo período deste ano. As exportações de automóveis cairam 13,8% de janeiro a setembro - Arquivo/Agência Brasil

Em valores absolutos, a venda de bens industrializados acumula alta de 6,8% nos nove primeiros meses do ano na comparação com os mesmos meses de 2017, totalizando US$ 63,244 bilhões. Este é o maior valor para o período desde 2013. As vendas de produtos básicos, no entanto, têm apresentado melhor desempenho neste ano, reduzindo o peso dos manufaturados na balança comercial.

Beneficiadas pela alta da cotação internacional do petróleo e da soja, as exportações de produtos básicos saltaram 15,7% nos nove primeiros meses do ano. A participação dos bens primários nas exportações totais subiu de 47,6% de janeiro a setembro do ano passado para 50,4% nos mesmos meses de 2018.

Câmbio

As exportações de manufaturados têm sido beneficiadas pela alta do dólar, que subiu 21,9% de janeiro a setembro. O câmbio torna mais competitivas as vendas de produtos industrializados, enquanto as exportações de commodities (bens primários) dependem mais das cotações internacionais de minérios e de produtos agropecuários.

Segundo o MDIC, o bom desempenho das exportações de manufaturados em 2018 concentra-se em cinco produtos. A maior alta, de 353%, foi registrada nas vendas de plataformas para extração de petróleo na comparação entre os nove primeiros meses de 2018 e os mesmos meses do ano passado. Em seguida, vêm partes de motores e turbinas para aeronaves (101,2%), óleos combustíveis (70,2%), motores para veículos e partes (24,7%) e máquinas para terraplanagem (22,9%).

As vendas externas de produtos industrializados poderiam registrar desempenho melhor não fosse a situação nos países vizinhos. A crise cambial na Argentina, o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, prejudicou as exportações de veículos. De janeiro a setembro, o valor das vendas de automóveis de passageiros caiu 13,8%. As exportações de veículos de carga recuaram 14,2%. A Argentina é um dos principais compradores de veículos brasileiros.

Bolsonaro diz que seu plano de privatizações agrada o mercado

sab, 13/10/2018 - 16:48

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) que o plano de privatizações previsto por sua campanha, caso seja eleito, será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm que ter um modelo para privatizar com responsabilidade, logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas”, avaliou.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) fala à imprensa após gravação de campanha, no bairro Jardim Botânico. - Fernando Frazão/Agência Brasil

Com relação às propostas para a área da saúde, o candidato pelo PSL disse que prioritariamente é preciso combater à corrupção para que sobrem recursos para serem aplicados em outras áreas. As declarações foram dadas ao deixar a casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou o programa político partidário.

Violência

Bolsonaro também voltou a falar sobre o aumento da violência motivada por disputas políticas. Ele citou a facada sofrida por ele, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro e disse que lamenta esse tipo de agressão.

“Gostaria que elas parassem. Me acusam de intolerante, mas quem levou a facada fui eu. Se eu tivesse poder de apenas falar para evitar tudo isso, eu exerceria esse poder. Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado. Não estamos disputando uma partida de Fla-Flu”.

Embrapa desenvolve fertilizante orgânico nitrogenado

sab, 13/10/2018 - 15:57

A Embrapa Agrobiologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária sediada no Rio de Janeiro, desenvolveu um fertilizante orgânico a partir da biomassa aérea de espécies leguminosas, o N-verde. O processo aproveita a parte da planta que fica fora da terra.

O N-verde pode ser usado em todo tipo de lavoura, mas o projeto tem foco nas hortaliças - Arquivo/Agência Brasil

Na primeira fase da pesquisa, iniciada em 2008, foram selecionadas as matérias-primas que poderiam ser usadas e que tivessem volume de nitrogênio próximo de 4%. O projeto foi retomado no ano passado, para desenvolvimento do trabalho de obtenção da biomassa e de seu processamento até chegar ao produto final, que é o fertilizante peletizado ou granulado.

Em entrevista à Agência Brasil, o engenheiro agrônomo Ednaldo Araújo, líder do projeto na Embrapa Agrobiologia, disse que um dos objetivos é aumentar a oferta desse tipo de fertilizante, que está de acordo com a legislação de agricultura orgânica. A legislação não permite o uso de fonte sintética, esclareceu Araújo, ressaltando que o grande gargalo é ter fontes orgânicas renováveis para serem usadas na agricultura orgânica.

Atualmente, utiliza-se a como fertilizante a torta de mamona, que é feita com o óleo extraído dessa planta, mas não existe uma linha de produção da torta. “Para a expansão da agricultura orgânica, é preciso ter mais fontes que, somadas à torta de mamona, permitam a oferta de um fertilizante nitrogenado a preço acessível”, disse.

Processo natural

Daí surgiu a ideia de potencializar um processo natural, que é a fixação biológica de nitrogênio, de modo a colocar no mercado um produto rico nesse elemento, com alta disponibilidade, fácil de ser usado por plantadeiras e adubadeiras e com concentração alta o suficiente para compensar o custo com transporte, acrescentou Araújo.

Já foram feitos os testes de campo para verificação da eficiência do fertilizante. O projeto terá continuidade até o fim do ano que vem, quando será iniciada a fase de interação com possíveis empresários interessados na produção desse fertilizante.

Vantagens

Segundo Ednaldo Araújo, o N-verde é um fertilizante em que o nitrogênio é obtido em um um processo natural de fixação biológica. Por ser peletizado, reduz a biomassa e aumenta sua densidade, além de conseguir padronizar a matéria-prima. “Isso dá garantia de eficiência ao produto. Um produto que é padronizado, com eficiência comprovada e com o nitrogênio vindo de uma fonte renovável”, enfatizou.

O pesquisador disse que o fertilizante orgânico não vem para substituir nenhum produto, e sim para somar ao que já existe. Ele destacou a falta de uma fonte nitrogenada para sistemas orgânicos e agroecológicos atualmente no país. A expectativa de Araújo é que a relação custo/benefício para os agricultores orgânicos seja menor. “Porque vai haver maior eficiência, com uma oferta que vai depender da capacidade da demanda.”

No caso da torta de mamona, a oferta depende do resíduo que é gerado e acumulado nas empresas que extraem o óleo da planta. Quanto ao N-verde, o pesquisador disse acreditar que a oferta vai acompanhar a demanda. O objetivo do projeto é buscar um produto mais barato ou similar à torta de mamona e incentivar a expansão da agricultura orgânica.

Apesar da maior quantidade de nitrogênio (5%), a torta de mamona acaba tendo grandes perdas quando é aplicada no campo – em torno de até 50%. O N-verde, porém, é mais eficiente, com perdas de, no máximo, 15%. “Vai ter um efeito residual maior”, explicou o pesquisador. Isso significa que o fertilizante orgânico pode ser aproveitado em culturas sucessivas.

Gliricídia

O estudo é desenvolvido inicialmente nas espécies de leguminosas perenes, mas pode também usar espécies anuais. “O foco é nas [espécies] perenes porque, uma vez que se consegue montar a infraestrutura de coleta de biomassa, não são necessários novos plantios. Nesse caso, entre todas as espécies, a que mais se adaptou a essa forma de manejo foi a gliricídia [Gliricidia sepium]”.

A coleta deverá ser mecanizada, de acordo com o plano de manejo que está sendo fechado pelos pesquisadores da Embrapa Agrobiologia. Mais adiante, outras espécies de leguminosas poderão entrar também na linha de produção, admitiu Araújo.

O N-verde pode ser usado em todo tipo de lavoura, mas o projeto tem foco nas hortaliças folhosas. Há potencial grande para aplicação também em plantas ornamentais, porque não fermenta, nem produz odor desagradável, disse Araújo. O pesquisador ressaltou que o N-verde adapta-se bem na agricultura urbana, no paisagismo e em hortaliças, porque tem maior valor agregado.

“O custo dele vai ser compensado para cultura de alto retorno”. De fácil aplicação e rico em nitrogênio, o N-verde tem os nutrientes essenciais para as plantas, como fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, além de micronutrientes, entre os quais o boro, ferro, manganês, molibdênio e zinco.

Estudos mostraram que, com 1 hectare de gliricídia, é possível produzir até 6 toneladas de N-verde por ano. Essa quantidade pode variar de acordo com o espaçamento em que for feito o plantio.

A partir deste sábado, candidato só pode ser preso em flagrante

sab, 13/10/2018 - 14:23

Nenhum candidato que participará do segundo turno das eleições poderá ser detido ou preso, a partir deste sábado (13), a não ser em caso de flagrante delito. A regra, que restringe a prisão de candidatos nos 15 dias que antecedem as eleições, está no parágrafo 1º do artigo 236 da Lei nº 4.737/1965 do Código Eleitoral.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral - Divulgação/TSE

Disputarão o segundo turno, no dia 28 de outubro, os candidatos a presidente da República Jair Bolsonaro, da Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL/PRTB), e Fernando Haddad, da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PC do B/PROS), além de 28 candidatos a governador em 13 estados e no Distrito Federal.

Alto Comissariado da ONU condena violência durante eleições no Brasil

sab, 13/10/2018 - 12:43

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou as agressões praticadas no Brasil durante as eleições deste ano. Em nota, a porta-voz do escritório, Ravina Shamdasani, fez, ainda, um apelo aos líderes políticos, pedindo que se mobilizem para refrear as ocorrências.

"Nós condenamos quaisquer atos de violência e pedimos uma investigação imediata, imparcial e efetiva desses acontecimentos. O discurso violento e inflamado presente nessas eleições, sobretudo contra LGBTI, mulheres, afrodescendentes e aqueles com diferentes visões políticas, é profundamente preocupante, particularmente em razão dos relatos de violência cometida contra esses indivíduos", diz a representante no informe.

Iniciativas

Diversas iniciativas criadas espontaneamente por membros da sociedade civil têm mapeado incidentes observados em todo o país. Um mapa gerado no Google Maps, intitulado Violência política no Brasil, mostra pelo menos 53 casos de agressões reportadas pela mídia.

O Mapa da Violência também tem reunido denúncias, que são reportadas de forma voluntária, além daquelas já abordadas pela imprensa. Embora parte significativa das vítimas pertença a minorias sociais, no site há narrações que fogem a esse perfil, como a história contada por um homem de 38 anos, que se autodeclara branco e heterossexual. Ele alega ter sofrido uma possível intimidação, devido à sua posição política.

"Um caminhão me fechou na estrada, colou na traseira do meu carro buzinando e me prensou contra um outro caminhão. Eu estava usando um adesivo perfurado de um candidato do PT a Deputado. Ele não colocou apenas a minha vida em risco, mas também a do outro caminhoneiro", afirma. Segundo a vítima, o caso ocorreu no Paraná.

Outro depoimento postado diz respeito a um homem do Rio de Janeiro, também branco e heterossexual, de 35 anos, que teria sido hostilizado por causa dos dizeres estampados em sua roupa. "Algumas pessoas vestidas de vermelho rasgaram minha camisa amarela que estava escrito ‘Deus acima de tudo’", conta.

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