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Atualizado: 13 minutos 3 segundos atrás

Roseann Kennedy entrevista escritor João Almino nesta segunda

dom, 23/07/2017 - 17:16

O diplomata e escritor João Almino, que toma posse na Academia Brasileira de Letras (ABL) no próximo dia (2 8) é o entrevistado do Conversa com Roseann Kennedy desta segunda-feira (24). Eleito por unanimidade para ocupar a cadeira 22, que foi do médico Ivo Pitanguy, o novo imortal fala sobre a entrada na ABL, da inspiração para os seus livros e da busca constante pela inovação.

Almino publicou seis romances bem recebidos pela crítica, entre eles, Ideias para onde passar o fim do mundo (1987), As cinco estações do amor (2001), que venceu o Prêmio Casa de Las Américas, e Cidade livre (2010), finalista dos prêmios Jabuti e Portugal-Telecom.

Ele também escreveu ensaios literários e filosóficos. Seus livros de ficção foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol, italiano e outros idiomas. O sétimo romance de João Almino está pronto e deve chegar às livrarias até o fim do ano.

Como diplomata, viveu em diversas partes do mundo. Nascido em Mossoró, no Rio Grande do Norte, em 1950, afirma a presença do Nordeste em sua obra, mas a maioria das histórias que cria é ambientada na capital federal.

“Eu pensei que ao situar as histórias em Brasília não deixaria de fora nada do que queria escrever sobre o Nordeste,” explica. Muitos de seus personagens são nordestinos que vieram ganhar a vida no Planalto Central. “Brasília é um Brasil de brasis”, o que permite, segundo Almino, “ ter uma visão do Brasil um pouco mais ampla do que uma visão exclusiva a partir de um único lugar.”

O programa Conversa com Roseann Kennedy, transmitido pela TV Brasil, vai ao ar nesta segunda-feira (24), às 21h30.

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Maduro diz que magistrados nomeados pelo Parlamento da Venezuela serão presos

dom, 23/07/2017 - 17:04

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou hoje (23) que os 33 magistrados nomeados sexta-feira (21) pelo Parlamento para substituir os juízes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), considerados "ilegítimos" pelo órgão, serão presos "um a um" e terão os bens e contas bancárias congelados.

"Estes que nomearam, usurpadores que andam por aí, todos serão presos, um a um, um atrás do outro. Todos vão presos e todos terão congelados os bens, as contas e tudo mais. E ninguém vai defendê-los", disse Maduro durante seu programa semanal na televisão pública.

Um destes magistrados, Ángel Zerpa, foi detido ontem (22) por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), em operação que foi qualificada como "terrorismo de Estado" pelo Parlamento, de maioria opositora, e que acusou os juízes em exercício do TSJ de serem o braço judiciário do governo.

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Uerj pesquisa influência da atividade física das mães na obesidade dos filhos

dom, 23/07/2017 - 16:45

Pesquisa pioneira da Uerj analisa a importância da atividade física de gestantes no processo de geração de filhos saudáveisUerj/Pesquisa/Divulgação

Mais do que informações genéticas misturadas, espermatozoides e óvulos levam no momento da fecundação - e posterior geração de um novo ser -, as peculiaridades e características relativas ao estilo de vida dos pais, o que pode ser determinante no desenvolvimento e nas condições de saúdes dos filhos.

Ciente dessa realidade, doutorandos do Laboratório de Morfologia da Biologia Experimental e Humana da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolvem uma pesquisa pioneira no Brasil para detectar a importância da prática de atividade física de mães no processo de geração de filhos saudáveis, mesmo que os pais tenham uma vida sedentária, sejam obesos ou portadores de doenças como a diabete.

Ainda em fase embrionária, os primeiros resultados da pesquisa desenvolvida pela UERJ indicam que mães com rotina de exercícios físicos ao longo da vida - antes de engravidar e durante a gestação – poderiam desprogramar a herança da obesidade paterna nos filhos.

Usando camundongos como parâmetro para o levantamento, os pesquisadores constataram que os filhos de mães que praticavam atividade física nasceram com peso mais baixo, se comparado com as crias de famílias com pais e mães sedentários.

Preliminarmente, também se constatou que a prática regular de exercícios se mostrou eficaz no aumento da temperatura corporal dos filhotes.

“O trabalho é uma novidade por mensurar a influência da atividade física das mulheres que se exercitam antes e durante a gravidez e que geraram filhos mais magros, independentemente do grau de sedentarismo do país. É claro que os dados são preliminares e são necessários estudos mais amplo a respeito”, admitiu à Agência Brasil a pesquisadora da Uerj Renata Tarevnic.

Para a pesquisadora Renata Tarevnic, mães treinadas geram filhos com peso menorUerj/Pesquisa/Divulgação

Segundo ela, “é fato que os filhos de mães treinadas com pais obesos nasceram com peso menor do que das mães não treinada também com pais obesos. Ou seja, houve um efeito aparentemente benéfico do exercício que ela fez antes de engravidar, e que permaneceu fazendo durante o período de gravidez, nos filhos nascidos com menos peso. Então, a princípio, a atividade física consegue sim desprogramar a obesidade genética proveniente do pai [obeso] para dos seus filhotes”.

Renata destacou o fato de que, até então, o que se sabia era que a maior parte da epigenética dos filhos era herdada da mãe. “Daí as recomendações comuns nessas circunstâncias: não coma por dois e pratique atividade física. Mas são recomendações que não tinham embasamento cientificamente comprovado”, acrescentou.

“O que queremos com a pesquisa é justamente provar que a mãe pode, de fato, ao praticar atividade física, anular a carga genética negativa decorrente do sedentarismo dos país”, afirmou a pesquisadora.

Objetivo da pesquisa

A pesquisa foi iniciada após a constatação de que não havia estudos sobre a relação entre a herança genética decorrente da obesidade e do sedentarismo paterno e materno assossiados. Professora de Educação Física, Renata Tarevnic, membro do Laboratório de Morfologia da Biologia Experimental e Humana da Universidade Federal, lembrou que já é sabido que a herança genética dos pais obesos pode gerar filhos com doenças metabólicas e hipertensivas.

“Em relação a mãe e ao pai já se tem comprovação científica. Porém, a utilização do exercício como profilaxia somente agora estamos começando a estudar. O estudo abre possibilidade para o fato de que o estilo de vida do pai e da mãe pode ser lembrado pelos gametas e transferido ao embrião, impactando o desenvolvimento da criança e o posterior risco de doenças. Os filhos, portanto, são afetados pelo estilo de vida de ambos os pais e não apenas da mãe grávida.”

De acordo com a pesquisadora, o objetivo agora é provar que a mãe pode vir a suprir o sedentarismo do pai. A pesquisa também vai procurar detectar se os indivíduos que deixam de lado a prática de atividade física e cuidados alimentares com o casamento apresentam mais dificuldades em gerar seus filhos.

“O objetivo principal é provar que a mãe que pratica atividade física pode proteger o filho da carga genética de sedentarismo levada pelo pai, evitando assim o desenvolvimento de crianças obesas e diabéticas em decorrência de problemas gerados pelo sedentarismo do pai.”

Na próxima semana, a equipe de pesquisadores da UERJ envolvidos no projeto vai sacrificar os filhotes. “Aí é que começa toda a parte de análise de proteína e outras ainda mais minuciosas para avançar nas conclusões. “O fato é que os resultados obtidos até agora constituem dados bem relevante e bem significativo”, afirmou.

Outra constatação: “As imagens termográficas, onde a gente mede a temperatura corporal dos filhotes, mostram que os que são provenientes das grávidas treinadas tiveram temperatura não tão elevada e isso deve estar diretamente relacionada com a atividade física exercida pelas gestantes. É um equipamento bem legal onde você vê a gordura marrom, que é responsável pela aceleração do metabolismo, o que também é uma contatação bem legal”.

Abrangência

As informações a que a Agência Brasil teve acesso indicam que o estudo é realizado inicialmente em mais de 100 camundongos com a mesma idade, segmentados de acordo com o peso e estrutura corporal em quatro grupos: mães sedentárias com controle alimentar, mães que praticam uma hora de natação três vezes por semana, pais obesos com alimentação rica em gordura e pais com controle alimentar.

A pesquisa experimental foi dividida em quatro fases e já está na terceira etapa. Na primeira, houve uma revisão de materiais já publicados, enquanto a segunda se baseou na escolha do animal segundo protocolo criado para o desenvolvimento da mesma.

A fase seguinte é onde ocorre o experimento dos grupos durante três meses para posterior acasalamento e a gestação. “Agora, estamos na fase da amamentação e do sacrifício dos filhotes para análise dos dados dos genitores. Em seguida, vem a da maturação dos filhotes sem exercício físico, do sacrifício para posterior análise e cruzamento dos dados”.

Membro da equipe, a nutricionista Priscila Carapeto explicou que os camundongos que participaram do experimento serão dissecados para análise mais profunda dos efeitos do exercício ou da falta dele. “Faremos uma análise proteica, bioquímica e etológica para cruzar todos os dados estatisticamente.”

Obesidade paterna

Uma pesquisa realizada pela professora Fernanda Ornellas, também membro do mesmo laboratório, e divulgada no mês passado, comprovou que a obesidade paterna influencia a prole na vida adulta, com comprometimento no processo de regulação da insulina, remodelação das células que armazenam gorduras e regulam a temperatura corporal e “hiperexpressão” do tecido adiposo de IL-6 e TNF-alfa em prole masculina.

Em contrapartida, a obesidade materna leva ao sobrepeso e alterações no perfil metabólico e no fígado, resultantes da ativação da lipogénese hepática com deficiência beta-oxidação. “Quando ambos os pais são obesos, os efeitos observados na prole feminina e masculina são exacerbados”, admitiu a professora.

Presidente do Conselho Regional de Educação Física (CREF1), o professor André Fernandes alertou para o fato de que a obesidade se tornou um problema mundial. “Um dos fatores para o aumento desta doença é a falta da prática regular de atividade física.É o profissional de educação física que pode acompanhar as pessoas em seu dia a dia, orientando a prática do exercício para que possam ter uma vida mais ativa e sofram menos com com os problemas decorrentes da obesidade”.

Os estudos foram realizados inicialmente em mais de 100 camundongos da mesma idadeUerj/Pesquisa/Divulgação

Obesidade no mundo e no Brasil

Dados fornecidos à Agência Brasil pelo CREF1 a partir de informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, em 2025, o mundo terá cerca de 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e mais de 700 milhões de obesos.

No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais. Alguns levantamentos revelam que mais de 50% da população está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso e obesidade. Entre crianças, esse percentual chegaria a 15%. Para além da alteração na rotina alimentar, os exercícios físicos são fortes aliados na mudança da condição corporal.

A avaliação dos pesquisadores é de que, para além do controle da obesidade, praticar exercícios físicos tem reflexos positivos no reforço da musculatura, do sistema cardiovascular e o aperfeiçoamento das habilidades atléticas. A prática estimula o sistema imunológico, ajuda a prevenir doenças cardíacas, moderam o colesterol, melhoram a saúde mental e ajudam a prevenir a depressão.

A crise na Uerj

A pesquisadora Renata Tarevnic garantiu que a crise da Uerj ainda não atingiu as atividades de pesquisa e as aulas de doutorado não chegaram a ser interrompidas. Ela lembrou, no entanto, que o laboratório utilizado pelos pesquisadores encontra-se “um pouco fora do padrão da universidade e, inclusive, tem incentivo do governo federal”.

“O que pode acontecer mais à frente é que o desenvolvimento da pesquisa e análises necessárias sejam prejudicados pela falta de anticorpos. “Não podermos analisar um figado, um pâncreas. Mas, por enquanto, esse tipo de problema não ocorreu, até porque a pós-graduação não teve suas aulas interrompidas.”

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Papa Francisco faz apelo à moderação e ao diálogo entre palestinos e israelense

dom, 23/07/2017 - 15:57

As tensões e violências em Jerusalém preocupam o papa Francisco Nuno Veiga/Pool/Agência Lusa

O Papa Francisco fez hoje (23) um apelo para incentivar a moderação e o diálogo entre palestinos e israelenses em Jerusalém. O apelo líder da Igreja Católica ocorreu pouco mais de uma semana após o atentado na Esplanada das Mesquitas, ocorrido no dia 14, que deixou cinco mortos.

Desde o ocorrido, uma onda de violência estourou na região.

"Acompanho com preocupação as graves tensões e violências desses últimos dias em Jerusalém. Sinto a necessidade de expressar um apelo à moderação e ao diálogo. Peço que se unam a mim nas orações para que o Senhor inspire todos para o propósito da reconciliação e da paz", disse o papa no Vaticano, durante a tradicional celebração do Ângelus..

A escalada de violência teve início após a morte de dois dois policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém. Os agentes foram mortos a tiros por três árabe-israelenses abatidos logo em seguida. O governo de Israel afirmou que as armas utilizadas haviam sido escondidas na Esplanada e fechou o acesso ao local por dois dias.

Desde então, as autoridades de Israel aumentaram as medidas de vigilância e irritaram os palestinos que consideram a Esplanada um dos lugares santos de Jerusalém. Foram colocados detectores de metais na entrada e somente homens com mais de 50 anos tiveram o acesso permitido à Esplanada das Mesquitas para as tradicionais orações de sexta-feira.

Nos últimos dois dias, quatro palestinos morreram em enfrentamentos com as forças de segurança em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, enquanto três israelenses foram assassinados por um palestino durante um jantar.

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Programa de proteção dos pandas usa diplomacia para aumentar conscientização

dom, 23/07/2017 - 15:38

Chengdu-China - Pandas de 2 anos se refugiam do calor em instalações com ar condicionado na Base de Pesquisa e Reprodução dos Pandas Gigantes de Chengdu, capital da província de Sichuan Ana Cristina Campos/Agência Brasil

Considerados um tesouro nacional na China, os ursos pandas gigantes conseguiram sair da “lista vermelha” de extinção há menos de um ano devido a um longo trabalho de preservação desses animais, que têm fãs no mundo inteiro.

Sob proteção especial do Estado chinês, desempenham papel importante na construção da imagem internacional do país asiático com a chamada diplomacia do panda, que consiste no envio de ursos a outras nações para pesquisas científicas conjuntas sobre a espécie.

O programa de proteção, aliado à visibilidade mundial dada aos pandas pela via diplomática, ajudou na conscientização sobre a importância da preservação da espécie. Até os anos 1980, existiam menos de mil pandas gigantes no mundo. Agora, vivem na China aproximadamente 1,8 mil na natureza e em torno de 400 sob proteção humana em centros de pesquisa ou zoológicos.

Os pandas saíram da ameaça de extinção e passaram a ser considerados como "vulneráveis” (http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-09/pandas-gig...) em setembro do ano passado pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Assim como outras espécies em perigo, eles sofrem com a diminuição do seu habitat por causa da expansão da atividade humana e ao desmatamento que, no caso dos pandas, reduz a quantidade de bambus, base de sua alimentação.

Chengdu-China - Na Base de Pesquisa e Reprodução dos Pandas Gigantes de Chengdu, capital da província de Sichuan, pandas dormem na maior parte do diaAna Cristina Campos/Agência Brasil

Sichuan, terra natal dos pandas

Pioneira no trabalho de preservação e principal centro de estudos sobre a espécie na China, a Base de Pesquisa e Reprodução dos Pandas Gigantes de Chengdu, capital de Sichuan, província do sudoeste da China, foi aberta em 1987 com apenas seis animais. Os quatro bebês pandas que nasceram este ano se somam aos 176 contabilizados até o fim do ano passado.

A funcionária da administração da base, Zhong Yangping, explica que o principal objetivo do santuário artificial é a reprodução dos animais. “É uma espécie ainda considerada em perigo e precisa de nossa proteção”, disse. Outra vertente do centro de pesquisa é a ação educativa para conscientizar adultos e crianças sobre a importância da preservação de espécies ameaçadas.

Nas montanhas de Sichuan, considerada a terra natal dos pandas, vivem 80% desses animais. O restante está espalhado pelas províncias de Gansu e Shaanxi.

Diplomacia do panda

A primeira aparição pública de Meng Meng, uma panda de 4 anos, e de Jiao Qing, um panda de 7 anos, os dois novos moradores do zoológico de Berlim, foi na presença da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente chinês, Xi Jinping, antes da abertura da cúpula do G20 em Hamburgo, no início do mês.

A cerimônia de abertura do Jardim dos Pandas é o mais recente exemplo dessa tradição da política externa chinesa de enviar esses “embaixadores especiais” de Pequim para reforçar os laços diplomáticos com outras nações.

O governo chinês empresta por 15 anos os pandas a zoológicos de diferentes países para projetos de pesquisa conjuntos. Segundo o jornal estatal China Daily, 48 pandas vivem no exterior em 14 países, como Japão, Estados Unidos e Cingapura.

*A repórter viajou a convite do Centro de Imprensa China-América Latina e Caribe

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Evento prepara startups para conseguir investidores em programas federais

dom, 23/07/2017 - 15:20

Startups (empresas emergentes) participam neste fim de semana, na Escola de Negócios do Sebrae em São Paulo, do Bootcamp Nacional InovAtiva Brasil, de evento que promove a preparação desses empreendedores e dá oportunidade de novos. Amanhã (24), as startups terão a chance de apresentar projetos a 146 investidores e grandes empresas interessados em novos negócios.

“Hoje (23), temos no evento 133 startups, empreendedores de todos os setores, desde o agronegócio à tecnologia da informação e comunicação, saúde, educação, energia, concentrados com nossos mentores. É a última etapa, na qual eles estão lapidando o negócio, principalmente a apresentação que farão amanhã”, explicou Igor Nazareth, secretário substituto de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Essa é a fase final da 6ª edição do Programa InovAtiva Brasil, que seleciona startups de todo o país no início de cada semestre, promove gratuitamente reuniões com mentores experientes, além de capacitações, com o objetivo de aceleração em larga escala para negócio inovadores.

O programa ocorre desde 2013 e é uma realização do MDIC, em parceia com Sebrae e Fundação Certi. A apresentação dos negócios para os investidores é o fim do processo de aceleração.

A startup PackID foi uma das selecionadas pelo programa e vai se apresentar amanhã aos investidores. Ela foi criada para auxiliar empresas de produtos perecíveis a assegurarem a qualidade das mercadorias por meio de um monitoramento de temperatura online e confiável.

O controle do processo em toda essa cadeia de distribuição é importante para garantir a qualidade dos produtos e, por fim, assegurar a saúde dos consumidores.

Segundo Caroline Dallacorte, CEO da startup, a solução da PackID é contribuir para o controle rigoroso de parâmetros de qualidade, como temperatura, por exemplo. ‘‘Nosso diferencial é fazer com que essa avaliação e o controle sejam feitos em tempo real, com alertas para garantir o histórico das informações durante os processos de armazenagem, deslocamento e entrega até o ponto de venda sem manipulação dos dados. Essa é a forma que apresentamos a confiança nos nossos resultados’’.

Conforme Caroline, estar no InovAtiva Brasil é uma oportunidade de crescimento. ‘‘A aceleração abriu nossos olhos para muitas coisas. Nesses dois dias de preparação para a banca com os investidores, conseguimos realizar alterações pontuais para fortalecer o investimento que buscamos. Isso só foi possível graças ao apoio dos mentores e da equipe, que acredita não apenas no nosso potencial de crescimento, mas também no diferencial de mercado’’, disse Caroline. A empresa busca por um investimento de aproximadamente R$ 500 mil para impulsionar a comercialização do produto.

Próximas edições

Para a próxima edição do programa, no segundo semestre, as inscrições já estão encerradas. No começo do próximo mês, serão divulgadas mais 300 startups, que contarão com mentoria especializada. No fim do ano, mais 130 empreendedores terão oportunidade de se apresentar para investidores.

Os interessados em participar ainda podem integrar o InovAtiva Brasil, conforme destacou Igor Nazareth. No começo de 2018, novamente serão abertas as inscrições. No entanto, ele já adiantou que os empreendedores podem acessar o conteúdo do programa pela internet.

“Todas as startups interessadas em participar do programa podem acessar conteúdo, cursos, vídeos e fóruns de discussão disponibilizados na plataforma. Até para elas melhorarem seu modelo de negócio e, no começo do ano, submeterem os projetos e começarem no nosso ciclo de aceleração com mentorias e conexão [com investidores]”, concluiu.

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Trump apoia lei para aumentar sanções contra Rússia

dom, 23/07/2017 - 14:19

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoia um projeto de lei anunciado ontem (22) pelas duas câmaras do Congresso americano para aumentar as sanções à Rússia, devido em parte à sua suposta ingerência nas eleições do país, disse neste domingo a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders. As informações são da Agência EFE

“Apoiamos o projeto de lei tal como está agora”, afirmou Sanders, em entrevista à emissora de televisão ABC News. A Casa Branca tinha se oposto a uma versão anterior do mesmo projeto, devido sobretudo ao fato de que o plano limitava a capacidade de Trump de suspender as sanções à Rússia.

O novo projeto de lei, que inclui também novas sanções ao Irã e à Coreia do Norte, mantém esse limite: se Trump quiser suspender as restrições ou fazer mudanças “significativas” na política para a Rússia, deverá informar ao Congresso e este teria 30 dias para decidir se lhe permite fazê-lo.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, advertiu, no mês passado, que aumentar as sanções a Moscou complicaria seu esforço para endireitar as relações com a Rússia, e instou os legisladores a dar “flexibilidade” a Trump para desenvolver sua política exterior. No entanto, Sanders assegurou hoje que o governo de Trump “apoia ser duro com a Rússia e, em particular, impor estas sanções”.

“A legislação original estava mal concebida, mas pudemos trabalhar com a Câmara de Representantes e o Senado, e a administração está satisfeita de ter podido fazer isso e ter feito mudanças que eram necessárias”, destacou a porta-voz. “Seguiremos trabalhando com a Câmara e o Senado para impor essas duras sanções à Rússia até que se resolva a situação na Ucrânia, algo que, por enquanto, não ocorreu”, acrescentou.

O novo texto, que será votado na terça-feira (25), na Câmara, e pouco depois no Senado, imporia sanções à Rússia não só pela sua interferência nas eleições presidenciais de 2016, mas também por sua atividade militar no leste da Ucrânia e sua anexação da península ucraniana da Crimeia em 2014. A lei sancionaria ainda os russos implicados em violações de direitos humanos, responsáveis de ciberataques e indivíduos que tenham fornecido armas ao regime sírio de Bashar al Assad.

A votação será feita sob um procedimento expresso reservado para projetos de lei que contam com muito respaldo, e se espera que seja aprovado por uma maioria de dois terços em ambas câmaras, um apoio suficientemente amplo para invalidar qualquer veto que Trump pudesse decidir impor sobre a legislação.

A Casa Branca parece ter decidido que, ainda se Trump mantiver sua capacidade de veto, não lhe conviria fazê-lo em um momento em que há investigações abertas do FBI e do Congresso sobre os seus supostos laços com a Rússia.

Irã e Coreia do Norte

Quanto ao Irã, o projeto de lei impõe sanções financeiras e proíbe a entrada nos EUA de pessoas implicadas no programa de mísseis balísticos de Teerã e daqueles que negociem com eles.

A lei também obrigaria o governo americano a aplicar sanções à Guarda Revolucionária do Irã por seu “apoio do terrorismo” e a sancionar violadores de direitos humanos.

Por último, o projeto proibiria a entrada nos Estados Unidos de bens produzidos com uso de trabalhos forçados na Coreia do Norte, e vetaria a chegada a portos americanos de barcos norte-coreanos ou provenientes de países que não implementem as resoluções da ONU contra Pyongyang.

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No Rio, policiais militares e parentes fazem ato contra mortes de agentes

dom, 23/07/2017 - 13:15

Policiais militares e parentes de PMs fizeram hoje (23) uma manifestação contra a morte de agentes de segurança no Rio de Janeiro. Segundo informações da PM, 91 policiais morreram no estado neste ano. A vítima mais recente foi o sargento Hudson Silva de Araujo, de 46 anos, morto na madrugada de hoje, durante confronto no morro do Vidigal, na zona sul da cidade.

Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vidigal, policiais realizavam patrulhamento pela Rua Presidente João Goulart, uma das principais vias da comunidade, quando criminosos armados atacaram os agentes, por volta das 4h30 de hoje.

Durante a troca de tiros, Hudson foi baleado e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Ele tinha 46 anos e era supervisor de equipes na UPP Vidigal. Ele era casado e tinha duas filhas.

De acordo com a UPP, três suspeitos de envolvimento no ataque já foram identificados pelo Setor de Inteligência da unidade. O Comando de Operações Especiais e policiais do Vidigal realizam uma operação desde a madrugada na comunidade. A Divisão de Homicídios investiga o caso.

Na chamada Marcha Nacional pela Vida dos Policiais Militares, realizada hoje, na Praia de Copacabana, manifestantes exibiram faixas pedindo providências para acabar com as mortes de policiais e carregaram cruzes pretas, com os nomes dos policiais mortos.

Claudia dos Santos Nascimento perdeu seu marido, um policial militar, há 14 anos. “Sou viúva de um policial morto em combate. Meu marido saiu numa sexta-feira, com planos de passar o fim de semana com a família, e não voltou mais. Vocês não sabem a dor que meus filhos ainda sentem. Eu vejo a dor nos olhos deles”, disse a viúva.

Mãe de um policial militar, Rose (que não quis dar o sobrenome) disse temer pela vida do filho todos os dias. “Espero que a apareça alguém que dê um jeito nessa situação. Não é só o PM que está morrendo. O povo está morrendo. Você sai de madrugada e não sabe se volta para casa”, disse.

Já o marido de Bianca Barros, outro policial militar, ficou gravemente ferido durante um tiroteio no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, no final de 2014. Depois de ser baleado na cabeça, ele teve graves sequelas e teve todo o lado direito de seu corpo paralisado. “Estamos falando muito de mortes, mas não podemos nos esquecer dos feridos. Os policiais e suas famílias sofrem muito com isso”, disse.

Dos 91 mortos, 20 estavam de serviço quando foram vitimados, 54 estavam de folga e 17 eram policiais já reformados (aposentados).

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Oito pessoas são encontradas mortas dentro de caminhão no Texas

dom, 23/07/2017 - 12:45

Oito pessoas foram encontradas mortas e 20 feridas dentro de um caminhão estacionado em San Antonio, no estado americano do Texas, informou hoje (23) a polícia local. Segundo a polícia, trata-se de um caso de tráfico de pessoas. As informações são da Agência EFE.

Alguns dos feridos hospitalizadas estavam em estado crítico. Segundo esclareceu o chefe da polícia de San Antonio, William McManus, eram jovens e adultos entre 20 e 30 anos.

O motorista do caminhão foi detido, disse o policial, porque receberam ligação de um funcionário de armazéns informando que uma pessoa que estava em um caminhão de carga estacionado se aproximou para pedir água.

“O funcionário voltou com a água, chamou a polícia e, quando chegamos, encontramos oito pessoas mortas na parte traseira do veículo”, disse McManus, acrescentando que “havia pelo menos 38 pessoas dentro do caminhão”. O policial disse que entre os 20 feridos havia alguns em “estado crítico ou muito grave” e que estes tinham sido levados de helicópteros a diversos hospitais próximos.

O chefe de bombeiros de San Antonio, Charles Hood, informou, em coletiva, que o ar-condicionado do veículo não funcionava e não havia água. “Estavam muito quentes ao tato”, disse Hood sobre as vítimas, sem detalhar quanto tempo o caminhão estava estacionado em San Antonio.

McManus ressaltou que a polícia considera o caso “um crime de tráfico de pessoas” e que “o Departamento de Segurança Nacional está envolvido na investigação”.

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Projetos culturais terão apoio de R$ 12 milhões do BNDES de agosto a dezembro

dom, 23/07/2017 - 11:28

O 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (DF) é um dos projetos selecionados para agostoArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

Vinte e um projetos de todas as regiões do país, com início entre agosto e dezembro deste ano, vão receber até R$ 12 milhões de patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), incentivados pela Lei Rouanet. Do total, 43% dos projetos são referentes à área da música, 38% ao audiovisual e 19% à literatura. O anúncio foi feito pela instituição nesta semana.

Uma das novidades este ano é a exigência de que todos os eventos realizem ações inclusivas voltadas para o público infantojuvenil de comunidades carentes. No mesmo período do ano passado, foram apoiados pelo banco 20 projetos, também com recursos no valor de R$ 12 milhões.

O setor de cultura continua sendo prioridade na instituição, que apoia festivais e mostras de cinema que tenham foco na produção audiovisual brasileira, eventos de música instrumental e erudita e festas e feiras literárias que fomentem o acesso às bibliotecas públicas brasileiras.

Dos 21 projetos selecionados neste segundo semestre de 2017, alguns dos quais com realização em mais de um estado, três ocorrem no próximo mês de agosto, quatro em setembro e quatro em outubro, sete em novembro e três em dezembro. As regiões Nordeste e Sudeste receberão o maior número de eventos: 10, cada, enquanto o Norte e o Centro-Oeste terão três projetos cada e a Região Sul, dois projetos.

Oito projetos receberão apoio do banco pela primeira vez. Entre eles, destacam-se a 7ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2017), na Bahia; e o 5° Festival de Música Erudita do Espírito Santo.

Seleção

Os projetos selecionados para agosto são o 45º Festival de Cinema de Gramado (RS), o 8º Circuito Música Brasilis Instituto Musica Brasilis (RJ/DF/PE), e o 27º Festival Ibero-Americano de Cinema (Cine Ceará 2017). Para setembro, estão programados os eventos Lê pra mim? (SP/MA/AL), o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (DF), o 15º Festival Internacional de Cinema Infantil -Fici 2017 (BA/SE/RN) e Mimo Festival 2017 (RJ/PE).

Para outubro, a programação inclui a 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (SP), o 7º Festival Música na Estrada (AM/PA/RR), a 7ª Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2017 (BA) e o Festival do Rio 2017 (RJ). Em novembro, ocorrerão a 63ª Feira do Livro de Porto Alegre (RS), o 55° Festival Villa-Lobos (RJ), o 5º Festival Interacional de Música Clássica de João Pessoa (P B) , o Circuito Penedo de Cinema (AL), a 4ª Mostra de Cinema de Gostoso (RN), a Periferia Brasileira de Letras (RJ/DF/BA) e o 5° Festival de Música Erudita do Espírito Santo.

Fechando o ano, estão previstos, em dezembro, o 3º Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina (MG), Festival Afroreggae de Música Clássica (RJ) e 22º Festival de Música Instrumental da Bahia.

Recursos próprios

A curadora da Festa Literária de Santa Teresa (FLIST), Ninfa Parreiras, disse que, em função da crise financeira do estado, a edição deste ano do evento, que ocorreu nos dias 20 e 21 de maio, não teve nenhum patrocínio. “Foi com recursos próprios”, disse Ninfa hoje (21) à Agência Brasil.

Segundo Ninfa, a prefeitura não liberou verba de fomento de 2016. Da mesma forma, a Flist não teve este ano apoio da Secretaria Municipal de Cultura nem do Instituto C&A, ao contrário do ocorrido em anos anteriores. “É um problema nacional”. A organização do evento não procurou obter apoio do BNDES.

Realizado no bairro de Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, a Flist 2017 homenageou o protagonismo feminino, representado pela escritora Conceição Evaristo e pela ilustradora Graça Lima. O evento, totalmente gratuito, prestou tributo também pelos 100 anos da compositora chilena Violeta Parra, pelos 90 anos do maestro Tom Jobim e pelos 55 anos da cantora e compositora Cássia Eller.

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Inscrições para o Fies começam nesta terça-feira

dom, 23/07/2017 - 10:38

A lista de instituições e os cursos ofertados por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderá ser consultada a partir de amanhã (24), na página eletrônica do Fies Seleção. As inscrições para o segundo semestre de 2017 começam na próxima terça-feira (25) e vão até sexta-feira (28) .

No total, 75 mil novas vagas serão oferecidas aos estudantes que procuram financiamento para cursar o ensino superior em instituições de ensino privadas. A relação dos candidatos pré-selecionados será divulgada no dia 31, quando também será aberta a lista de espera.

Apesar das mudanças anunciadas no início do mês no Fies para 2018, neste semestre continuam valendo as regras atuais. Poderão se inscrever os estudantes que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com média das notas igual ou superior a 450 pontos e nota na redação superior a zero. O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.

Os estudantes pré-selecionados deverão concluir a inscrição pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), entre 1º de agosto e 8 de setembro.

A partir de 2018, o Novo Fundo de Financiamento Estudantil será dividido em três modalidades. No total, o programa vai garantir 310 mil vagas, sendo que 100 mil serão ofertadas para estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos a juro zero, incidindo a correção monetária.

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Brasil precisa aprender a valorizar a qualificação trazida pelos refugiados

dom, 23/07/2017 - 09:50

O pesquisador Luiz Felipe Magalhães, do Observatório das Metrópoles da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e do Observatório das Migrações da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que país precisa considerar e valorizar a história anterior do refugiado que busca trabalho no país. “Sua qualificação, sua formação, sua cultura, tudo aquilo de bagagem que ele traz de lá para cá não é reconhecido. Ele é visto apenas no momento em que chega e, ao chegar, são destinados a ele os segmentos mais subalternizados do mercado de trabalho”, apontou.

Os refugiados têm dificuldade de usar sua qualificação profissional no mercado de trabalho brasileiro. Aqui, o professor nigeriano Olawale Shakuru leciona inglês na ONG Abraço CulturalRovena Rosa/Agência Brasil

Para alterar essa realidade, Magalhães acredita que são fundamentais campanhas de esclarecimento sobre a condição de refúgio. “A sociedade brasileira aprendeu a associar refugiados a fugitivos, às vezes, até como criminoso.”

Magalhães aponta que, ao considerar as dificuldades que refugiados encontram para a inserção no mercado de trabalho, é preciso observar as redes de relações que se estabelecem para cada fluxo de migração. No caso de refugiados sírios, por exemplo, é possível contar com o suporte de imigrantes que já se estabeleceram no país há mais tempo para conquistar uma vaga condizente com a formação.

O pesquisador acrescenta, no entanto, que essas dificuldades também decorrem de limites impostos aos estrangeiros pela lei brasileira. “No geral, há muita dificuldade de inserção dentro da qualificação profissional por conta de um resultado histórico das leis, tanto de refúgio, quando de migração, que dificultam muito a validação dos diplomas e certificado estrangeiro aqui no Brasil, não obstante o avanço que significa a Lei de Refúgio em relação à de migração”, avaliou.

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Passado de medo marca história de refugiados que buscam recomeço no Brasil

dom, 23/07/2017 - 09:27

Como resultado da própria condição que o levou a entrar no Brasil, o refugiado busca se inserir no mercado de trabalho brasileiro para deixar no passado uma história de medo e perseguição. De acordo com a Acnur, em página da internet sobre o tema, “refugiados são pessoas que estão fora de seus países de origem por fundados temores de perseguição, conflito, violência ou outras circunstâncias que perturbam seriamente a ordem pública e que, como resultado, necessitam de 'proteção internacional’”.

Este é o caso de Abdulbaset Jarour, 27 anos, imigrante sírio, que tem experiência em administração de empresas. “Eu estava chorando ao mesmo tempo que sorria. Depois de um tempo, vi o mar. Eu respirei aquela liberdade”. Foram pelo menos dois dias na estrada entre Damasco, capital da Síria, e a fronteira do Líbano, até que Abdul conseguisse estar longe da guerra civil que assola o país desde 2011. Natural de Aleppo, ele atuava como empresário, vendendo produtos eletrônicos, e também no Exército. A entrada no Líbano separa a trajetória de Abdul entre o mundo que ele conhecia até aquele momento e a vinda para o Brasil, onde foi acolhido para fugir da guerra.

Abdul lamenta as perdas que resultaram do conflito. “Era uma vida boa, tranquila, confortável. Aleppo era muito linda, histórica. Sou muito orgulhoso. Uma das cidades mais antigas do mundo”, relembra. Para sair do país, ele teve que atravessar a fronteira, tirar novos documentos, pagar atravessadores, tudo isso sem a segurança de que sairia com vida. Em 2015, já no Brasil, recebeu a notícia de que o pai havia morrido na guerra e que a irmã havia perdido uma perna. “Essa notícia me matou”, disse. Hoje a família, de seis irmãos, está espalhada por várias cidades do mundo. “Minha mãe e minha irmã de 12 anos estão em Aleppo. Queria trazer elas pra cá”, disse.

A moçambicana Lara Lopes, que trabalha na área de tecnologia, veio para o Brasil para fugir de perseguição em relação à sua identidade sexualRovena Rosa/Agência Brasil

Já a moçambicana Lara Lopes, que trabalhou de camareira quando chegou ao Brasil, até conseguir emprego na área de tecnologia da informação, saiu do seu país para fugir de perseguições em relação à identidade sexual. Ela cita, como uma das situações mais marcantes, o dia em que ela e a então companheira foram levadas à delegacia sem que houvesse motivos. “[Os policiais] insinuavam-se para ela, por terem interpretado que ali existia uma relação não só de amizade. Falavam coisas no sentido de querer fazê-la entender que seria melhor um homem, no caso ele, do que uma mulher que a levou a estar naquela situação. Aquilo me marcou”, relatou. Outra situação impactante para Lara foi a morte de amigas em razão de homofobia.

Lara conta que, apesar de saber que os crimes de ódio à população LGBT também ocorrem no Brasil, ela se sente mais segura porque tem o amparo da lei. “Hoje, se eu sofro algum tipo de agressão, seja física ou psicológica, seja qual for, eu consigo ir a uma delegacia e exigir os meus direitos, diferentemente do meu país. Eu não tenho como fazer isso, porque de vítima eu passo a culpada, porque, na interpretação deles, o que eu estou fazendo é contra as leis familiares, religiosas e morais”, explicou.

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Acnur cria site com qualificações de refugiados que buscam emprego no país

dom, 23/07/2017 - 09:15

O sírio Abdulbaset Jarour, 27 anos, tem experiência em administração de empresas e fala três idiomas: árabe, inglês e português. A moçambicana Lara Lopes, 33 anos, é da área de tecnologia da informação (TI) e fala inglês. Em comum, além da boa qualificação profissional, os dois estão refugiados no Brasil e enfrentam dificuldades para conseguir uma colocação no mercado de trabalho equivalente à formação educacional.

A campanha Talentos Invisíveis, da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recolocação do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajetórias para que eles sejam reconhecidos por suas potencialidades e valores ao disputar uma vaga.

No site Talentos Invisíveis, criado pela Acnur, estão disponíveis currículos de refugiados e canais de contato para empregadores, mas exige cadastro no LinkedIn. Reprodução do site Talentos Invisíveis

A campanha conta com vídeos, fotos e currículos que reforçam as qualificações de pessoas como Lara e Abdul. No site Talentos Invisíveis [www.talentosinvisiveis.com.br] estão disponíveis os materiais de divulgação e há canais de contato para empregadores. Para ter acesso aos currículos, é necessário ser cadastrado no LinkedIn. Os dez participantes da campanha foram escolhidos por uma curadoria, mas outros cadastros podem ser acessados no programa de recrutamento Parr.

Enquanto Abdul, após três anos no Brasil, continua desempregado, Lara – no país desde 2013 – somente conseguiu uma colocação na área de TI há dois meses. “Quando cheguei aqui, eu consegui [trabalhar] como camareira, eu fiquei um ano. Quando você chega, o que quer é trabalhar. Quer se inserir”, apontou a moçambicana, que também já atuou em telemarketing e agora é estagiária de uma empresa de tecnologia. “Voltei para a faculdade há um ano. Aqui [no Brasil] não aceitaram o meu diploma”, acrescentou. O Brasil, em 2016, registrava 9.552 refugiados reconhecidos pelo governo federal.

Miguel Pachioni, assistente de informação pública da Acnur, acredita que faltam informações por parte dos contratantes sobre a condição de refugiado, o que resulta na construção de estigmas. “A gente não enxerga apenas uma pessoa que necessita de segurança, proteção, mas também de uma vida digna. Isso faz com que ela tenha que ter ao seu alcance a possibilidade de exercer e de contribuir para a sociedade que passa a integrar”, apontou. Para ele, o trabalho é uma forma digna de reconhecimento da capacidade cultural e intelectual dos refugiados.

Além das dificuldades já conhecidas para se inserir no mercado de trabalho, Abdul traz a marca da guerra no corpo, pois foi atingido por uma bomba quando atuava no Exército, o que deixou sua perna esquerda com sequelas. “Eu tenho a minha experiência, não sou orgulhoso, mas quero trabalhar com a minha cabeça, não com o meu corpo. Estou machucado”, relatou. A falta de emprego, no entanto, não é motivo para que ele fique parado. Atualmente, Abdul coordena voluntariamente, ao lado de outros estrangeiros, a organização não governamental África do Coração, e também dá palestras.

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Brasil chega a oito ouros no Mundial de Atletismo Paralímpico

sab, 22/07/2017 - 18:38

O Brasil conquistou hoje (22) mais duas medalhas de ouro no Mundial de Atletismo Paralímpico de Londres. No total, os atletas brasileiros já ganharam 21 medalhas (oito de ouro, sete de prata e seis de bronze) na competição, que se encerra amanhã (23).

O velocista Petrúcio Ferreira conquistou sua segunda medalha de ouro, na prova de 200m da classe T47 (amputados de braço) e estabeleceu um novo recorde mundial para a prova. Petrúcio baixou seu próprio recorde mundial para 21s21- a antiga marca era de 21s49, estabelecida por ele em abril de 2015.

Na mesma prova, o também brasileiro Yohansson Nascimento ficou com a medalha de prata, com 21s96. A terceira posição ficou com o polonês Michael Derus, que registrou 22s08.

Petrúcio Ferreira (direita) e Yohansson Nascimento conquistam ouro e prata no Mundial de Atletismo Paralímpico, em LondresDivulgação/Comitê Paralímpico Brasileiro

No lançamento de disco, Thiago Paulino também conquistou sua segunda medalha de ouro. Ele alcançou 46,58m, ultrapassando o croata Miroslav Petkovic, prata com 45,99m. O chinês Guoshan Wu foi bronze, com 45,62m.

Na final dos 100m T36 (paralisados cerebrais), Rodrigo Parreira conquistou a medalha de bronze ao completar a prova em 12s28.

Rodrigo Parreira conquista a quarta medalha do Brasil neste sábado (22) no Mundial de Atletismo ParalímpicoDivulgação/Comitê Paralímpico Brasileiro

Esta é a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Cerca de 1.300 atletas de 100 países disputam as 213 medalhas, no Estádio Olímpico de Londres. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento, com oito medalhas de ouro, 14 de prata e 13 de bronze.

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São Paulo recebe etapa final de seleção do programa InovAtiva Brasil

sab, 22/07/2017 - 18:21

A capital paulista recebe até a próxima segunda-feira (24) a última etapa do programa InovAtiva Brasil, que auxilia o crescimento de startups - empresas inovadoras, em estágio inicial. A ação é realizada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Nesta etapa do programa, chamada de Bootcamp Final InovAtiva Brasil, 133 startups selecionadas buscam chamar a atenção de investidores com seus negócios. Além de poder se apresentar a uma banca de investidores, os responsáveis pelas empresas selecionadas recebem capacitação, orientação de mentores e conexão com negócios inovadores.

A empresa eMercado, de Manaus, está entre as selecionadas. A startup presta o serviço de recomendar lugares para os consumidores encontrarem a melhor opção de compra. A ferramenta coleta preços em estabelecimentos cadastrados. O CEO da empresa, Flávio Carvalho, destaca que, com o crescimento do mundo digital, as pessoas procuram mais alternativas práticas e cômodas para fazer compras. “Temos a convicção que muito em breve as pessoas iriam escolher onde comprar com base em alguma ferramenta digital e queremos estar à frente disso”, disse.

As startups selecionadas, que terminarem todo o ciclo da InovAtiva Brasil, receberão um certificado e um selo digital Startup Acelerada, que pode ser usado na divulgação da empresa. Elas também poderão ter benefícios em outros programas públicos e privados de fomento à startups.

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Entidade diz que aumento de tributos prejudica competitividade do etanol

sab, 22/07/2017 - 17:36

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) criticou hoje (22) o aumento da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) dos combustíveis. Para a entidade, as recentes alterações de tributos irão prejudicar a competitividade do etanol em relação à gasolina. 

“Infelizmente, o que se constata nessa decisão do governo é que não há qualquer traço de política pública para viabilizar o consumo de combustíveis renováveis. Se houvesse, o etanol teria ficado fora desse aumento de tributos”, avalia a Unica. Ao anunciar o aumento, o governo disse que foi necessário por causa da queda na arrecadação.

Para a entidade, o aumento de tributos deveria preservar a relação de 70% do preço do etanol em relação à gasolina, o que faz com que o álcool combustível seja mais vantajoso para a utilização em carros flex. 

Na última quinta-feira (20), o governo anunciou o aumento do PIS e da Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol, para compensar as dificuldades fiscais. A alíquota subiu de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentou para R$ 0,1964.

Governo

Após o anúncio do governo, entidades do setor produtivo também criticaram o aumento de tributos sobre os combustíveis. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Estado de São Paulo (Fiesp) informaram que a medida atrasará a recuperação da economia e que o governo deveria ter buscado outras formas de equilibrar as contas públicas e garantir o cumprimento da meta fiscal para este ano.

Durante reunião do Mercosul na Argentina, o presidente Michel Temer disse que compreende a reação contrária de representantes do setor industrial ao aumento de tributos sobre os combustíveis, mas ressaltou que o reajuste é fundamental para manter o crescimento do país e a meta fiscal. “É uma natural reação econômica, ninguém quer tributo. Quando todos compreenderem que é fundamental para incentivar o crescimento, para manter a meta fiscal, para dar estabilidade ao país e para não produzir nenhum ato que seja fantasioso ou enganoso para o povo, essa matéria logo será superada”, disse.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a queda da arrecadação justificou o aumento. “Isso ocorreu pela queda da arrecadação e em função da recessão e dos maus resultados, principalmente das empresas e de pessoas financeiras que refletiram nos prejuízos acumulados nos últimos dois anos que estão sendo amortizados. Existem medidas de ajuste fazendo com que o mais fundamental seja preservado: a responsabilidade fiscal, o equilíbrio fiscal”, declarou Meirelles.

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Reunião da SBPC termina com mais de 11 mil participantes

sab, 22/07/2017 - 17:23

Mais de 11 mil pessoas participaram da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que terminou hoje (22), em Belo Horizonte, . Deste total, se inscreveram 6.439 participantes, provenientes de 501 municípios distribuídos dos 26 estados e do Distrito Federal. A inscrição só era obrigatória para apresentação de pôsteres e matrícula em mini-cursos.

A Reunião Anual da SBPC tem como objetivo debater políticas públicas e difundir os avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento. Trata-se do maior evento científico do Hemisfério sul.

SBPC reuniu em cientistas e jovens de todo o país em Belo HorizonteLéo Rodrigues/Agência Brasil

Esta edição teve como tema Inovação – Diversidade – Transformações e sua programação ocorreu ao longo de toda a semana no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Na programação, 69 conferências, 82 mesas-redondas e 55 minicursos, além de assembleias, reuniões de trabalhos, apresentação de pôsteres científicos e outras atividades.

Ao longo do evento, o físico Ildeu de Castro Moreira assumiu a presidência da SBPC em substituição à bióloga Helena Nader, que estava a frente da entidade desde 2011. Ildeu faz uma avaliação positiva da reunião. "Tivemos uma participação intensa e discussões muito interessantes sobre ciência, educação e cultura. E também assuntos específicos como a nanotecnologia e a saúde. E também muita discussão sobre quais os rumos que o Brasil deve adotar num momento de gravidade na economia e na política."

A SBPC aprovou moções a favor da convocação de eleições diretas e da reposição orçamentária do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A entidade também se posicionou em defesa da revogação da Emenda Constitucional 95, que fixou no ano passado um teto para os gastos públicos no país pelos próximos 20 anos.

Na entrada da UFMG foi fixado um "tesourômetro", equipamento criado pela SBPC que pretende medir as perdas financeiras para ciência desde 2015, considerando os cortes nos orçamentos do MCTIC, das universidades federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Segundo os idealizadores da medida, a pesquisa brasileira vem tendo uma perda média de R$ 500 mil por hora em recursos federais com a crise financeira. Desde o início do ano, o governo federal contingenciou recursos de várias áreas por causa do ajuste fiscal.

De acordo com Ildeu Moreira, os efeitos devem ser mais sentidos a longo prazo. "Nós estamos tendo evasão de cérebros do país. O risco é termos projetos descontinuados e de pesquisadores irem para o exterior e não retornarem mais. Alguns já foram", afirma. No entanto, ele diz que sai da reunião com otimismo. "Toda esta movimentação dos cientistas nos dá esperança. Agora vamos dar continuidade às nossas ações no Congresso e ampliar as mobilizações para convencer os deputados a reverem algumas medidas. Esse diálogo com o Parlamento é importante, para chegarmos na próxima edição deste evento com um quadro mais favorável". A 70º Reunião Anual da SBPC, que ocorrerá no ano que vem, será realizada na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió.

Pós-graduação

A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naíz, também fez um balanço positivo do evento. Dentro da programação da Reunião Anual da SBPC, foi realizado o 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, debateu o impacto da ciência na sociedade. "Nós defendemos que a ciência que não esteja encastelada apenas nas prateleiras das bibliotecas, mas que seja capaz de intervir na realidade e se traduza em transformações e em bem-estar social. Tanto a reunião da SBPC quanto o nosso salão apontaram nessa direção", disse.

Doutoranda em história econômica da Universidade Federal de Goiás (UFG), Tamara também manifestou preocupação com o atual cenário. Segundo ela, o Brasil está investindo na ciência menos que países mais pobres. "Isso leva a uma desconstrução do futuro. Na ciência não tem tempo parado. Se cortarmos recursos hoje, mesmo que exista investimento no ano que vem as coisas não se mantêm. Como dizem os chineses, é preciso transformar a crise em oportunidades. É o momento de pensar saídas. E não faz sentido responder a uma crise cortando as nossas possibilidades de futuro", avalia.

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Obras de arte do acervo do Masp ficam em exposição em Brasília até setembro

sab, 22/07/2017 - 16:45

Até o dia 18 de setembro, os moradores de Brasília poderão conhecer obras-primas do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp), como quadros de Van Gogh, Picasso, Degas, Gauguin, Manet, Burle Marx, Portinari e Djanira, entre outros. A exposição Entre Nós está no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e conta com 100 obras de artistas consagrados nacionais e internacionais.

Entre as obras que poderão ser conhecidas estão a Ressurreição de Cristo, de Rafael; Ecce Homo ou Pilatos apresenta Cristo à multidão, de Jacopo Tintoretto; A arlesiana, de Vincent Van Gogh e Retrato de Tarsila, de Anita Malfatti. O Masp tem a maior coleção de arte da América Latina.

A ideia da mostra é apresentar a transformação da sociedade e da própria arte ao longo dos séculos, tendo como referência a representação da figura humana. Estarão expostas obras em diferentes movimentos artísticos, desde a arte pré-colombiana à fotografia moderna, os períodos do Pré-Renascimento, Renascimento, Iluminismo, Impressionismo, Pós-Impressionismo, Modernismo e arte contemporânea.

As obras poderão ser apreciadas nas Galerias I e II do CCBB, das 9h às 21h. A entrada é franca. Hoje (22), o CCBB está fechado durante todo o dia.

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Jovem condenado por morte de médico no Rio é preso por assalto a mão armada

sab, 22/07/2017 - 16:27

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu no final da noite de ontem (21), em Petrópolis, município da região serrana do Rio de Janeiro, o jovem Alexandro de Jesus Montenegro, de 19 anos, após assalto a um supermercado no bairro do Quintandinha.

Alexandro Montenegro era foragido do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase). Ele chegou a cumprir pena de um ano e nove meses de internação por ter assassinado a facadas, junto com outro adolescente, o médico Jaime Gold, de 57 anos, durante assalto na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, em maio de 2015. Na época, Alexandro Montenegro era menor de idade. O médico estava pedalando e não reagiu ao assalto, mesmo assim, foi atacado pelos adolescentes. 

Há quatro meses, o jovem tinha sido beneficiado pela progressão de detenção, podendo sair durante o dia para estudar e voltar à noite a um dos centros de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad) para dormir. Como ele não comapreceu a nenhuma unidade do Criaad, passou a ser considerado foragido. 

Segundo a polícia, na noite de ontem, Montenegro, que estava armado com uma pistola no momento em que foi preso pelos agentes federais, tentou fugir do local do assalto em companhia de adolescentes. Ele foi levado para a delegacia 105ª (Petrópolis), onde o caso foi registrado.

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