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Atualizado: 18 minutos 7 segundos atrás

Operação das forças de segurança deixa dois mortos no Rio

3 horas 41 minutos atrás
Duas pessoas morreram em confronto com forças de segurança durante operação iniciada ontem (11) em comunidades da zona norte do Rio de Janeiro. A informação foi dada hoje, em nota, pelo Comando Militar do Leste (CML), unidade vinculada ao Exército.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e um adolescente detido. Também foram apreendidos três fuzis e uma pistola. Os militares recuperaram 22 carros e seis motos roubadas.

De acordo com o CML, 5.500 revistas foram realizadas, quatro pontos de desmanche de carros roubados foram localizados e 32 barricadas foram removidas.

A operação, que envolve 4.700 militares das Forças Armadas, além de 180 policiais civis e militares, continua hoje em 13 comunidades de Bangu, Anchieta, Guadalupe, Colégio, Honório Gurgel, Vicente de Carvalho e Deodoro, no subúrbio da capital.

Governo expulsa 566 servidores por irregularidades este ano

3 horas 48 minutos atrás

O governo federal expulsou 566 servidores públicos federais por irregularidades de janeiro a novembro deste ano. Segundo o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), o número já é o mais alto no comparativo anual desde o início da série histórica em 2003.

A prática de atos relacionados à corrupção foi o principal motivo das punições, com 371 penalidades, o que corresponde a 65,5% dos casos. No ano, houve 467 demissões de servidores efetivos, 73 cassações de aposentadorias e 26 destituições de ocupantes de cargos em comissão. De 2003 a novembro de 2018, foram expulsos 7.281 servidores.

No ano passado, 506 servidores foram expulsos por irregularidades.

Os dados foram apresentados hoje (12) no balanço das principais ações e resultados da CGU apresentado em evento alusivo ao Dia Internacional contra a Corrupção, lembrado no último domingo (9).

Empresas

No âmbito empresarial, são 145 processos administrativos de responsabilização em andamento no Executivo Federal. Em 2018, cerca de 1,5 mil entes privados foram penalizados por irregularidades. Na Operação Lava Jato, segundo a CGU, duas empresas (Sanko Sider e MPE Montagens) foram declaradas inidôneas e proibidas de contratar.

Em relação à Lei Anticorrupção, a CGU, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (CGU), assinou três acordos de leniência em 2018: Odebrecht (R$ 2,72 bilhões), SBM Offshore (R$ 1,22 bilhão) e MullenLowe/FCB Brasil (R$ 53,1 milhões). Segundo o ministério, o total de recursos já ressarcidos por meio dos acordos alcançou R$ R$ 589,6 milhões. Outros 20 acordos estão em negociação, sendo que três estão próximos de serem assinados, informa a CGU.

Imprensa internacional destaca ataque em Campinas no qual 5 morreram

3 horas 56 minutos atrás

A tragédia ocorrida em Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo, em que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirou contra quatro pessoas e depois tirou a própria vida enquanto todos rezavam na Catedral Metropolitana foi destaque na imprensa internacional.

Emissoras, agências online e jornais da Europa,  Estados Unidos, China e do Oriente Médico detalharam o episódio.

Polícia cercou imediações da Catedral de Campinas, onde homem matou 4 pessoas e depois cometeu suicídio  (Cortesia Diario Correio/EFE/direitos reservados)

A CNN (Cable News Network), nos Estados Unidos, detalhou o ataque de ontem (11) à tarde e disse que, entre as vítimas, havia três homens e uma mulher.

A emissora deu crédito à Agência Brasil. O jornal norte-americano New York Times informou o drama das pessoas que tentavam escapar da morte.

A agência de notícias DW, da Alemanha, ressaltou que a maioria das vítimas era de idosos. Eles estavam rezando na catedral.

A agência chinesa estatal Xinhua detalhou que o atirador estava armado com duas armas e disparou pelo menos 20 vezes antes que a polícia o confrontasse e ele tirasse a própria vida.

Tiroteio na Igreja da Sé, em Campinas, ganhou repercussão internacional   (EFE/ Cortesía Diario Correio/SOLO USO EDITORIAL/NO VENTAS/NO ARCHIVO/MEJOR CALIDAD DISPONIBLE)

O principal jornal francês, Le Monde, informou que o atirador usou duas armas, incluindo uma pistola calibre 38, e também feriu outras três pessoas.

A emissora do Oriente Médio Al Jazeera divulgou imagens das câmeras de segurança e detalhou a perplexidade da Arquidiocesse de Campinas e a brutalidade do ataque.

Abate de suínos cresce 6,8% e bate recorde no terceiro trimestre

4 horas 40 minutos atrás

O abate de suínos no Brasil cresceu 6,8% do segundo para o terceiro trimestre deste ano. Segundo dados divulgados hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos 11,56 milhões de animais no terceiro trimestre do ano, um patamar recorde na série histórica iniciada em 1997. O volume também é superior (4,7%) em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Para o IBGE, o abate de bovinos também cresceu no terceiro trimestre, tanto em relação ao trimestre anterior (7,1%) quanto na comparação com o terceiro trimestre de 2017 (3,7%).

Abate de suínos no Brasil cresceu 6,8% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, diz o IBGE    (Divulgação Governo Federal)

O abate de frangos também apresentou crescimento na comparação com o segundo trimestre (3,6%), mas teve queda de 3,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Produção de ovos de galinhas cresce
 
A pesquisa do IBGE também constatou um recorde na produção de ovos de galinhas no terceiro trimestre (919,47 milhões de dúzias), 4,9% a mais do que no segundo trimestre e 9% acima do terceiro trimestre do ano passado.
 
A aquisição de couro subiu 9,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 4,3% face ao terceiro trimestre de 2017.

Já a compra de leite pelas usinas de beneficiamento aumentou 14,3% em relação ao segundo trimestre, mas caiu 0,3% frente ao terceiro trimestre de 2017.

Ministro diz que Brasil avança na redução do aquecimento global

5 horas 41 minutos atrás

Em discurso na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CPO 24), em Katowice, na Polônia, o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, disse hoje (12) que o Brasil avançou nos compromissos assumidos para reduzir o aquecimento global. O encontro começou no dia 3 último.

O pronunciamento foi direcionado a representantes de mais de 190 países que integram a convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para mudanças climáticas. Os ministros e delegados das nações têm a missão de elaborar até a próxima sexta-feira (14) um plano de ação para colocar em prática os objetivos do Acordo de Paris, firmado em 2015.

Esse acordo prevê que todas as nações adotem medidas para reduzir os efeitos do aquecimento global e trabalhem para conter as emissões de carbono, a fim de limitar o aumento da temperatura até 2ºC, se possível manter a 1,5ºC.

O ministro Edson Duarte ressaltou que a experiência do Brasil na área é exitosa e representa um esforço não só do governo, mas de toda a sociedade brasileira.

“Chegamos com a segurança de quem está procurando fazer a sua parte. Um país que reconhece a sua responsabilidade histórica”, disse.

Parcerias internacionais

Em seu pronunciamento, ele também sinalizou que o Brasil continua sendo um dos principais articuladores das ações climáticas e defendeu que as parcerias internacionais sejam fortalecidas para alcançar maior êxito na redução de emissões globais, além de promover crescimento sustentável e erradicação da pobreza.

Assim como fez nas outras reuniões da COP 24 nos últimos dias, o ministro brasileiro recomendou que as nações aumentem sua ambição e contribuam para o alcance das metas climáticas.

Ele conclamou que os países acelerem suas transições para economias de baixo carbono e estimulem a participação de todos os setores da sociedade para reduzir as emissões.

Ao citar o Diálogo de Talanoa, processo em que os países compartilham iniciativas bem-sucedidas promovidas pela comunidade local de combate ao aquecimento global, o ministro reforçou que a disposição para diálogo e a negociação “é uma virtude brasileira”.

Avanços

Duarte destacou que o Brasil conseguiu reduzir as emissões de carbono em 6 bilhões de toneladas entre 2006 e 2015, período que registrou queda significativa do desmatamento da Amazônia. Nos últimos três anos, as reduções chegaram a 3,9 bilhões de toneladas, observou.

Ele também informou que o Brasil tem mais de 173 milhões de hectares de áreas destinadas para a conservação. Mencionou o cadastro ambiental rural, que registrou mais de 5 milhões de propriedades rurais com áreas verdes preservadas.

O ministro reforçou que o país antecipou no ano passado o cumprimento das metas voluntárias das emissões de gases de efeitos estufa previstas para 2020 na área florestal. Adiantou que o Brasil também pode atingir a meta de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020 e comemorou a redução da taxa de degradação do cerrado.

O compromisso de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 também foi destacado. Segundo Duarte, o país já tem 9,4 milhões de hectares em processo de recuperação.

Investimentos

No discurso, o representante do governo brasileiro citou os investimentos de mais de R$ 10 bilhões em técnicas agrícolas sustentáveis por meio do programa Agricultura de Baixo Carbono e o incremento do uso de biocombustíveis, através do programa Renovabio.

Segundo o ministro, os biocombustíveis já atendem quase metade da demanda de combustíveis para automóveis e cerca de 10% de veículos pesados.
Enfatizou que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 43% de energias renováveis. A meta brasileira é atingir o nível de 45% até 2030. Ele também informou que a geração de energia eólica cresceu 27% no ano passado.

O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte,  encerrou seu discurso alertando sobre as consequências graves das mudanças climáticas e a necessidade de tomada de ações urgentes contra o aquecimento global.

*A repórter participa da COP 24 a convite da United Nations Foundation

Dependência econômica e fé se misturam em Abadiânia, em Goiás

7 horas 30 minutos atrás

Além de dividir opiniões, o escândalo em torno das acusações de crimes sexuais supostamente cometidos pelo médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, destaca, mais uma vez, as peculiaridades de Abadiânia (GO). É no pequeno município de aproximadamente 12 mil habitantes, a cerca de 110 quilômetros de Brasília e à mesma distância de Goiânia, que o médium de 76 anos fundou, em 1976, a Casa Dom Inácio de Loyola.

Abadiânia: movimentação na Casa de Dom Inácio, onde o médium João de Deus realiza atendimentos e cirurgias espirituais - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao longo de 42 anos realizando consultas e aconselhamento espiritual, além das chamadas cirurgias espirituais, João de Deus se tornou famoso nacional e internacionalmente. Movidos pela fé ou pela curiosidade, personalidades artísticas e políticas como as apresentadoras Xuxa Meneghel e Oprah Winfrey; a ex-presidenta Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer; a modelo Naomi Campbell; a atriz Shirley MacLaine, entre outras celebridades já estiveram em Abadiânia. O que elevou o prestígio de João de Deus e transformou a Casa Dom Inácio de Loyola no principal polo atrativo da cidade, gerador de empregos diretos e indiretos em um município com poucas alternativas econômicas.

“É fato que ele [João de Deus] é responsável pela geração de aproximadamente 1.2 mil vagas de trabalho no município”, reconhece o prefeito José Diniz (PSD) ao declarar que as denúncias trazidas a público primeiramente pelo programa Conversa com Bial, da Rede Globo, e, depois, pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), chocou a toda a cidade. “Ficamos todos muito preocupados com a notícia”, continuou o prefeito, referindo-se aos potenciais prejuízos econômicos que a ameaça do MP estadual pode trazer à cidade caso se concretize. Ontem, promotores da força-tarefa criada pelo MP goiano para apurar as suspeitas afirmaram que, diante da dificuldade de obtenção de provas, em tese,denúncias apresentadas por várias mulheres podem levar à condenação de acusados por crimes sexuais.

O prefeito de Abadiânia, José Aparecido Alves Diniz, durante entrevista. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Ainda é cedo para falarmos sobre se já houve possíveis impactos econômicos na cidade, pois os atendimentos acontecem de quarta a sexta-feira e muita gente começa a chegar na quarta. Já quanto às denúncias, não há muito o que dizer. Quem tem que cuidar delas é a Justiça e, pelo que eu vi, disso o Ministério Público já está cuidando muito bem”, acrescentou o prefeito que, na última eleição, derrotou um concorrente que contou com o declarado apoio de João de Deus.

Duas cidades

Cortada pela rodovia BR-060, que liga Brasília a Goiânia, a cidade parece duas: do lado direito de quem se dirige à capital goiana, fica a Casa Dom Inácio de Loyola, que funciona em um bem cuidado terreno que o médium afirma ter recebido como uma doação. Em função do afluxo de pessoas que buscam atendimento gratuito às quartas, quintas e sextas-feiras, é deste lado que se concentra a maioria das pousadas, hotéis, restaurantes, lanchonetes, lojas de roupas e outros estabelecimentos comerciais. É o chamado turismo religioso.

Segundo funcionários da Casa Dom Inácio, entre 3 mil e 5 mil pessoas são atendidas semanalmente. Aproximadamente 25% destes frequentadores vêm do exterior. Quase a totalidade dos demais atendidos mora em outras cidades. Abadienses frequentando o local são poucos. “A verdade é que as pessoas de Abadiânia que frequentam a casa são as que trabalham lá. O público frequentador é de fora da cidade”, comenta o prefeito. De acordo com os mesmos funcionários do centro espírita, a entidade mantém 40 empregados com vínculo empregatício, somados os da Casa Dom Inácio e os da chamada Casa da Sopa, onde são servidas refeições e desenvolvidas atividades sociais.

De acordo com a prefeitura, há 69 pousadas e hotéis devidamente regularizadas funcionando na cidade, mas o total de estabelecimentos podechegar a 90 se incluídas as moradias transformadas em pensões.

“A cidade praticamente depende do João de Deus”, diz Valdete Ferreira de Melo, dona de uma pousada. Para ela, João de Deus é inocente. ““Ah, mas você tem pousada”, vão dizer. Não se trata disso. Eu amo e sou grata à casa, pois já recebi muitas graças. Conheço o trabalho da casa, assim como milhares de outras pessoas que estão testemunhando as curas e as graças aqui recebidas”, diz a comerciante, garantindo de já ter convivido com o médium e jamais ter presenciado nada de estranho em seu comportamento.

“Ele frequentou minha casa e lá havia mocinhas, rapazes, e nunca na vida ele fez ou falou nada. Ele levava toda a turma para a fazenda dele, sempre foi amigo, e nunca aconteceu nada disso que estão falando. É um choque, mas a verdade virá à tona. Enquanto não houver provas, ninguém pode dizer nada”, argumentou Valdete, questionando a demora das denunciantes em tornar público o que afirmam ter acontecido.

Visitantes pós-denúncia   Edicleia Guterres, guia turística que traz visitantes vindos do Rio Grande do Sul para atendimento na Casa Dom Inácio Loyola, em Abadiânia. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

No site da Casa Dom Inácio, há uma relação com os nomes de 51 pessoas de nove estados, além do Distrito Federal e da França, que atuam como guias de grupos que visitam o centro espírita periodicamente. Entre eles está Dicleia Guterres, de Santa Maria (RS). Há 23 anos frequentando a casa, ela calcula já ter conduzido cerca de dez mil pessoas ao local – atividade que encara como uma missão assumida após “ser curada de sérios problemas na coluna”. “Neste tempo todo, nunca vi nada que desabonasse a conduta do João. Ele nunca faltou o respeito comigo ou com qualquer pessoa e nunca presenciei ninguém do meu grupo ser atendido separadamente. Todos sempre foram atendidos publicamente, diante de todos”, garante a guia, antes de ponderar que, se for provado que o médium agiu conforme dezenas de mulheres afirma, “ele terá que pagar, com certeza”.

Aos 82 anos de idade, o aposentado Joaquim Pedro de Menezes foi um dos que encararam com Dicleia uma viagem de mais de 32 horas de ônibus leito para rever o médium. Na companhia de outras 39 pessoas, incluindo sua esposa, ele saiu de Santa Maria (RS), por volta das 19 horas do último domingo (portanto, já depois das denúncias contra João de Deus virem a público) e chegou a Abadiânia perto das 6 horas dehoje.

Joaquim Pedro de Menezes mostra cicatrizes de cirurgia espiritual para cura de um câncer na garganta - Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Há seis anos, eu tive um câncer nas cordas vocais e estava ameaçado de perder a voz. Tive sorte de ser operado espiritualmente, ser curado e estar bem até hoje. Para mim, as denúncias são uma calúnia. Todas as 12 vezes em que estive na casa, só presenciei ele fazendo o bem. E nunca ouvi ninguém nunca falar nada contra João de Deus”, afirma o aposentado.

Autora de um livro sobre João de Deus, Fabiane Xavier Martins conheceu o médium há cinco anos, quando decidiu buscar, em Abadiânia, tratamento para um problema de saúde. Há quatro anos, se fixou na cidade e passou a acompanhar de perto o trabalho desenvolvido na Casa Dom Inácio. Dizendo ter ficado “muito triste” ao tomar conhecimento das denúncias, ela também duvida da veracidade dos fatos narrados por dezenas de mulheres que já deram entrevistas à imprensa ou procuraram o Ministério Público. “Não acredito que isso seja verdade. Tenho certeza que não é. Vai acontecer algo para que as pessoas descubram porque disso tudo estar acontecendo”.

Na tarde de terça-feira, o MP de Goiás informou já ter prestado 206 atendimentos a mulheres que se apresentam como vítimas de João de Deus. Duas delas residem no exterior (uma nos Estados Unidos e outra na Suíça) e a forma para que seus depoimentos sejam colhidos ainda será definida. As outras se identificaram como sendo de Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. As mulheres que se dizem vítimas do médium contataram o MP goiano por meio do endereço eletrônico especialmente criado para este fim (denuncias@mpgo.mp.br) ou pelos telefones (62) 3243-8051 e 8052.

Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 36 milhões

8 horas 12 minutos atrás

A Mega-Sena sorteia hoje (12) o prêmio de R$ 36 milhões. O concurso 2.106 será realizado a partir das 20h (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte, estacionado no Parque das Nações na cidade de Criciúma, em Santa Catarina.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal seja aplicado na poupança renderia mais de R$ 133 mil por mês. O dinheiro também é suficiente para comprar 15 apartamentos de luxo, com carro na garagem.

Concurso 2.106 será realizado às 20h na cidade de Criciúma, em Santa Catarina- Marcello Casal Jr./Agência Brasil

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) desta quarta-feira, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A posta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Mega da Virada

A 10ª edição do concurso especial da Mega da Virada tem um prêmio estimado em R$ 200 milhões. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro. As apostas começaram a ser feitas no dia 05 de novembro.

Segundo a Caixa, o dinheiro do prêmio principal, investido na poupança, renderia cerca de R$ 743 mil mensais. A Mega da Virada não acumula.

Campinas decreta luto de três dias e prepara velório das vítimas

8 horas 18 minutos atrás

O clima em Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo, é de consternação e perplexidade, depois da tragédia na Catedral Metropolitana da cidade em que cinco pessoas morreram. O prefeito Jonas Donizette (PSB) decretou nessa terça-feira (11) luto oficial de três dias. A expectativa é que os velórios das vítimas ocorram a partir desta quarta-feira (12).

Foi confirmada a identidade das vítimas do atirador: Sidnei Vitor Monteiro, José Eudes Gonzaga, Cristofer Gonçalves dos Santos e Elpídio Alves Coutinho, mortos dentro da igreja.

Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, autor dos disparos, tirou a própria vida depois balear os fiéis que estavam rezando na igreja.

Registros das câmeras de segurança da Central de Monitoramento de Campinas (CinCamp) mostram o momento em que o agressor se levanta de um dos bancos, nas últimas fileiras da igreja, vira-se em direção às pessoas e começa a atirar. Em seguida, dois agentes da Guarda Municipal entram na igreja e perseguem o atirador. As imagens não mostram depois deste momento.

Atirador mata quatro pessoas em Catedral de Campinas - EFE/Cortesia Diario Correio/Direitos reservados Isolamento

A Catedral Metropolitana de Campinas está cercada por um cordão de isolamento. Os funcionários da prefeitura trabalharam para limpar o local e permitir que hoje (12) a igreja seja aberta para missas.

O local é um dos mais movimentados de Campinas, fica ao lado do calçadão e da principal rua de comércio.

Catedral metropolitana de Campinas - Cortesia Diario Correio/EFE/direitos reservados

O departamento de Serviços Técnicos Gerais (Setec) é o órgão responsável pela organização dos velórios e sepultamentos em Campinas. Como a cidade é referência para vários municípios menores do interior de São Paulo, há cemitérios privados e públicos.

Governadores discutem hoje segurança pública; Moro deve participar

8 horas 34 minutos atrás

Segurança pública será o tema central da segunda reunião dos governadores eleitos e reeleitos, que ocorre hoje (12) em Brasília, na sede do Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Até ontem à noite, 21 governadores e um vice-governador haviam confirmado presença. O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, também deverá participar do debate.

O encontro é organizado pelos governadores eleitos do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB). Além de Moro, vão participar os presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, bem como o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Na última reunião, em novembro, os governadores combinaram que levariam para debate temas consensuais. Foram definidos 13 assuntos prioritários dos estados. Algumas propostas, como as reformas da Previdência, administrativa e tributária, são listadas como necessárias, mas os governadores não têm posição conjunta sobre quais pontos devem ser aprovados.

PRF e PM apreendem quase meia tonelada de maconha na Rio-Petrópolis

ter, 11/12/2018 - 23:43

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ação conjunta com a Polícia Militar, apreenderam na noite de hoje (11) um carregamento de quase meia tonelada de maconha em uma abordagem na Rodovia Washington Luiz (Rio-Petrópolis), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. 

Equipes da PRF abordavam veículos suspeitos na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando desconfiaram de um Corolla e ordenaram ao motorista para parar. O condutor desobedeceu a ordem e fugiu, dirigindo em alta velocidade em direção à comunidade Vai Quem Quer, que fica nas proximidades. 

Policiais militares do 15º Batalhão da Polícia Militar (Duque de Caxias) também participaram da ação. Houve troca de tiros com os criminosos na entrada da comunidade. Os ocupantes do veículo conseguiram escapar, mas abandonaram o carro.

Os policiais encontraram 450 tabletes de maconha, com cerca de um quilo cada. A droga estava dentro do porta-malas do automóvel. Foram realizadas buscas na região, mas nenhum suspeito foi encontrado. A droga foi encaminhada para a delegacia policial de Campos Elíseos, onde foi feito o registro da apreensão do entorpecente.

A ação faz parte da Operação Égide, iniciada em julho do ano passado, depois que os transportadores e caminhoneiros do Rio ameaçaram entrar em greve devido ao alto índice de roubo de cargas nas rodovias federais de acesso ao Rio de Janeiro, principalmente na Via Dutra e Rio-Petrópolis. 

Depois de um pedido do governo do estado do Rio de Janeiro ao presidente Michel Temer, o governo federal enviou para o Rio 380 policiais rodoviários federais de outros estados para combate ao roubo de cargas e a entrada de drogas pelas rodovias federais.

Na madrugada de hoje, numa ação conjunta, policiais rodoviários federais e agentes da Polícia Civil apreenderam 100 quilos de pasta de cocaína durante uma blitz na Rodovia Rio-Juiz de Fora (BR-040). A apreensão ocorreu na altura de Três Rios, no centro-sul fluminense, próximo à divisa com Minas Gerais.

 

Temer sancionará lei que aumenta recursos para segurança, diz ministro

ter, 11/12/2018 - 23:26

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que o presidente Michel Temer vai sancionar nesta quarta-feira (12), às 15h,  a lei que permitirá o uso de recursos de loterias esportivas para a área de segurança pública. Segundo ele, essa é a primeira vez que o governo faz um anúncio deste tipo.

“Para o ano que vem temos uma expectativa de R$ 2 bilhões para investimentos em segurança pública. No ano seguinte isso deve chegar a R$ 3 bilhões ou R$3 bilhões e pouco e em 2021 chegando a R$ 4 bilhões ou R$ 4,5 bilhões, segundo estimativas da Caixa. Esses são recursos a fundo perdido. Não são financiamentos”, disse durante entrevista, na sede do BNDES, no centro do Rio, para a assinatura do acordo técnico para a criação de um fundo de investimento que prevê a participação do setor privado na área de segurança.

O ministro disse que o dinheiro poderá ser utilizado para a compra de equipamentos como cercas eletrônicas, de tecnologia, para a aquisição de itens de monitoramento como tornozeleiras, drones e armas. “Vai depender de como está devidamente especificado, mas não pode ser para [o pagamento de] pessoal”.

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, assinam acordo de cooperação técnica para realização de ações conjuntas  - Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil BNDES

Durante o mesmo evento, o presidente do BNDES,  Dyogo Oliveira, divulgou que o Programa BNDES Pro-Segurança, criado em maio deste ano, teve a aprovação da primeira operação, no valor de R$ 165 milhões, para o Espírito Santo, que será usado para o desenvolvimento de projetos do Plano Integrado de Segurança Pública do estado. 

Ainda no âmbito do Pro-Segurança, que prevê a aplicação de R$ 40 bilhões em cinco anos, está prevista, uma segunda operação de R$ 45 milhões no estado do Acre para a construção de uma penitenciária. Segundo Oliveira, essa operação pode ser aprovada até o fim do ano.

O presidente disse que o período pré-eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal impediram um avanço mais rápido do programa este ano. “Entramos no período pré-eleitoral e posteriormente nas restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal, que preveem que nos últimos 120 dias de mandato os mandatários não podem contratar novas operações de crédito. Então, há uma série de operações em andamento, mas que só poderão ser efetivamente contratadas e o desembolso vai ficar para o ano que vem”, disse.

Para Oliveira, o Pro-Segurança padroniza os equipamentos nos processos de licitação. “O Programa Pro-Segurança está vinculado a equipamentos que sejam identificados e autorizados pelo Ministério de Segurança Pública. É feita uma licitação pelo ministério que pode ser utilizada pelos estados. Isso agiliza muito a realização das aquisições e a efetiva utilização dos recursos logo após a aprovação do financiamento”.

Na visão do presidente, o acordo técnico assinado hoje (11) com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que vai permitir a criação de um fundo de investimentos do setor privado nessa área, vai complementar o programa.
 

Acordo possibilitará investimentos privados em segurança pública

ter, 11/12/2018 - 22:58

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, assinaram hoje (11) um acordo de cooperação técnica que possibilitará ao setor privado investir em segurança pública. Pelo acordo, será possível criar  de fundos de investimentos nessa área.

“O BNDES vai promover junto ao setor privado esses instrumentos. O BNDES vaio atuar como agente fomentador dessas iniciativas”, disse Oliveira, após a assinatura do acordo na sede do banco, no centro do Rio. Segundo o presidente, o acordo atribui ao BNDES a missão de preparar este tipo de instrumentos que não são próprios da instituição, mas do setor privado. 

Na prática o fundo patrimonial é uma entidade autônoma, com CNPJ próprio e um comitê gestor que vai gerenciar as operações. Caberá ao comitê assinar com cada entre público, nas três esferas de governo, os contratos de cooperação determinando em cada caso os projetos que serão contemplados. 

“Vai alocar os recursos nos projetos e posteriormente será feita uma avaliação dos indicadores de desempenho. O fundo coloca os recursos no projeto, sem fins lucrativos. Nesse fundo vai ter um acerto com a União, com o estado ou o município definindo quais serão os projetos”, disse Oliveira

Segundo o presidente, haverá um processo de gestão com controles financeiros com auditoria e acompanhamento para garantir a efetiva utilização dos recursos e, ao final, uma avaliação do desempenho dos projetos.

Privatização

O ministro Raul Jungmann negou que esta iniciativa seja uma privatização da segurança pública. “A operação é totalmente pública”, disse. Segundo Jungmann, esse tipo de investimento é de interesse do setor privado. 

“Para eles é importante que a integração se dê, porque afinal de contas estamos protegendo valores, empregos, impostos e outras coisas mais. Então, ele faz isso [investe] e nós operamos. Temos um pessoal preparado e especializado. A gente não tem muitas vezes a capacidade de investir e isso vai passar pelo nosso interesse”, disse.

Agilidade

O presidente do BNDES disse que, de acordo com a legislação brasileira, se um investidor quiser doar recursos para a área de segurança, o dinheiro tem que entrar no caixa do Tesouro, ter aprovação orçamentária do Poder Legislativo, passar por processo de licitação e, até que os recursos estejam disponíveis, pode levar até três anos. 

“Com este tipo de instrumento que estamos propondo, havendo a captação dos recursos, isso pode estar rapidamente disponível”, disse, acrescentando que mesmo no caso de doação de equipamentos, nem sempre eles estão nas especificações técnicas definidas para o uso na Segurança Pública, além de não ter a garantia de manutenção.

A diretora de Investimento do BNDES, Eliane Lustosa, disse que a falta de manutenção de equipamentos é um problema que se repete e prejudica a continuidade dos projetos de investimentos na área de segurança. Ela citou o caso de um helicóptero de última geração que ficou parado porque uma das pás quebrou e não havia recursos para a troca desse item do equipamento. 

“Não é necessariamente recursos para o investimento. É mais importante o recurso para manter funcionando aquelas iniciativas. É isso que o fundo vai, dentro de um prazo mais longo, que permita viabilizar inciativas que tenham continuidade”, disse.

Segundo a diretora, em todos os contatos que o banco fez com entes privados e públicos, todos mostraram interesse no programa. “Não temos número ainda, mas algumas empresas, por exemplo, têm interesse em fazer investimentos no Maranhão, na comunidade em que eles operam. Outras no Rio de Janeiro”, disse. “No Rio de Janeiro vai gerar um ciclo virtuoso, porque tem a criminalidade e não consegue gerar turismo, não tem arrecadação. Como inviabilizar as empresas que poderiam investir no Rio de Janeiro? A partir dali, interessa às empresas, interessa para o estado e a União. A discussão aqui é sobre o que é necessário. Ninguém vai financiar armas, coletes. [O investimento] é em tecnologia”.

TSE rejeita ação do PT para cassar Bolsonaro e Mourão

ter, 11/12/2018 - 22:08

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (11) rejeitar e arquivar pedido protocolado em outubro pelo PT para cassar a candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro e do vice, general Hamilton Mourão, por abuso de poder econômico.

Na ação, a Coligação O Povo Feliz de Novo, que foi composta pelo PT, PCdoB e PROS, pediu a cassação da chapa vencedora por entender que um empresário de Santa Catarina teria coagido seus funcionários a votarem em Bolsonaro, fato que teria desequilibrado a disputa eleitoral. 

O caso envolveu o empresário Denisson Moura de Freitas, dono de uma empresa de aparelhos de ar condicionado. Segundo o PT, Freitas teria enviado um áudio aos funcionários para que passassem a usar adesivos e camisetas em apoio a Bolsonaro.

Ao julgar o caso, o TSE seguiu voto proferido pelo relator, ministro Jorge Mussi, e entendeu que não há provas suficientes para condenar o empresário pela suposta coação dos trabalhadores. Para os ministros, promover o engajamento dos trabalhadores na eleição não pode ser considerado como ato ilegal sem a apresentação de demais provas. 

Defesas

 Durante o julgamento, o advogado Marcelo Schmidt, representante da coligação do PT, defendeu a ação e sustentou que houve várias denúncias durante o processo eleitoral sobre coações de empresários para influenciar trabalhadores para favorecer Bolsonaro.

"Quando um empresário coage seus funcionários para que votem, apresentem tempo de seu dia, dinheiro para compra de camisetas, compra de adesivos e outras formas, são uma forma de mascarar um abuso de poder econômico”, disse.

A advogada Karina Kufa, representante de Bolsonaro, disse que a chapa não teve conhecimento prévio do suposto pedido de voto. Segundo a advogada, durante as eleições, Bolsonaro pediu aos empresários não fizessem campanha dentro de empresas a favor dele.

"Além de não haver prova, não há qualquer indício de que haja  participação, anuência e conhecimento prévio do candidato", disse.

A defesa de Denisson Freitas disse que o empresário manifestou sua opinião pessoal de apoio a Bolsonaro. A advogada representante do empresário disse ainda que ele se arrependeu das declarações e não chegou a distribuir as camisetas.

Outra ação

Na semana passada, o TSE formou maioria para negar outro pedido do PT para cassar a chapa de Bolsonaro. No entanto, um pedido de vista feito pelo ministro Edson Fachin suspendeu a análise do caso.

Na ação, o partido alegou que Bolsonaro e Mourão se beneficiaram do suposto constrangimento provocado pelo empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan. Segundo as alegações da chapa petista, em vídeo divulgado na internet, Hang teria constrangido seus funcionários a votarem em Bolsonaro "sob ameaças de fechamento de lojas e dispensa".

Câmara aprova incentivos fiscais a Sudene, Sudam e Centro-Oeste

ter, 11/12/2018 - 22:04

A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (11) a votação do projeto de lei que prorroga os incentivos fiscais concedidos a empresas que atuam nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Como já havia sido aprovado pelos senadores, o texto segue agora para sanção presidencial.

A proposta amplia de 2018 para 2023 o prazo concedido a empresas que têm projetos para instalar, modernizar ou ampliar empreendimentos localizados nas superintendências de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco). Se sancionada, a lei vai permitir que as companhias continuem pagando 75% a menos do Imposto de Renda calculado com base no lucro da exploração.

Durante a tramitação no Senado, os parlamentares adiaram também o fim do reinvestimento, modalidade em que as empresas podem reter até 30% do Imposto de Renda para reutilizar os recursos nos seus próprios negócios. A novidade é que a metade desse valor poderá ser utilizado como capital de giro, para a compra de máquinas e renovação do parque fabril.

Discussões

Apesar de haver apoio da maioria dos deputados, o projeto causou divergências devido à isenção fiscal e consequente perda de arrecadação que pode gerar nos próximos cinco anos. Parlamentares da base de sustentação do futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, criticaram a medida.

Segundo o vice-líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO), a proposta contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal porque não há adequação financeira e orçamentária. "Vamos esperar o novo governo. Nós não estamos fechados ao acordo, ao diálogo. Nós pedimos agora responsabilidade fiscal não apenas em relação a essa situação. A tradição econômica é que todos os estados reduzam incentivos fiscais. Além de manter, nós estamos criando novos incentivos fiscais. Qual a responsabilidade desta Casa com o país? Nós temos que deixar de ser vinculados apenas a uma região", questionou.

O deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) foi designado relator do projeto em plenário e inicialmente apresentou um texto substitutivo à matéria, propondo a aprovação de parte do texto. No parecer, Alencar havia sido contra os benefícios no Centro-Oeste, mantendo os benefícios fiscais apenas para a Sudam e a Sudene. Crítico da retirada, Dagoberto Nogueira (PDT-MS) fez um apelo para que os estados da região fossem contemplados, o que foi atendido pelo relator poucos minutos depois.

"Para levarmos emprego e desenvolvimento aos rincões, temos de dar algum incentivo fiscal, porque senão nós não conseguiremos levar emprego e desenvolvimento às Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. E agora eu sou surpreendido: o projeto que veio do Senado atendia o Centro-Oeste, e essa era uma das razões importantes para nós. Estamos cansados de ser taxados de celeiro do Brasil porque não temos indústrias e não conseguimos gerar emprego, uma vez que o agronegócio não nos dá emprego. Nós bancamos a balança comercial deste país, e este país nunca vê o Centro-Oeste. Nunca faz qualquer gesto em favor do Centro-Oeste", disse Dagoberto Nogueira.

Após a alteração do relatório, o que garantiu que o texto não precisasse retornar ao Senado, o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), voltou a defender a aprovação da matéria. "Estamos fazendo aqui justiça regional, preservando os interesses do país. Corrigir as desigualdades é tratar com desigualdade, para que nós possamos ser iguais”, afirmou.

Ministro da Cultura inicia comemorações aos 200 anos da independência

ter, 11/12/2018 - 21:45

Os 200 anos da independência do Brasil, dia 7 de setembro de 2022, começaram a ser comemorados com a abertura de  uma exposição na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, que foi aberta hoje (11). O  ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e a presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Helena Severo, participaram da abertura da mostra, que traz  mais de 200 peças, incluindo fotos, gravuras, projeções e documentos históricos.

O ministro da Cultura disse que é importante o país começar, desde já, a discutir o significado da independência através de uma extensa programação cultural que ocorre pelos próximos anos e envolva a sociedade.

“Uma data da importância da independência precisa ser celebrada ao longo de um período grande, suficiente para que muitos eventos aconteçam, exposições, seminários, filmes, lançamentos de livros, para que a gente aumente a bibliografia. A ideia é exatamente que a gente possa dar início a esse processo e que seja o mais rico possível”, disse Sá Leitão.

Futuro do ministério

Segundo o ministro, o mais importante não é a existência independente do Ministério da Cultura, que no governo de Jair Bolsonaro deverá estar incluído no Ministério da Cidadania, chefiado por Osmar Terra, e que englobará também os ministérios do Desenvolvimento Social e Esporte.

“Acho normal o novo governo ter suas ideias e visões. O que eu tenho procurado fazer é compartilhar todas as informações a respeito do ministério, sua estrutura, os programas, as ações. E tenho procurado fazer uma defesa da instituição, da área e do acervo de programas e ações que realizamos, com intuito de fazer com que o novo governo enxergue a relevância estratégica da cultura. Eu acho que não é questão de ter ou não um ministério exclusivo, é uma questão de ter ou não uma política pública de cultura à altura da importância social e econômica do setor cultural”, disse Sá Leitão.

Segundo Sá Leitão, o importante é a relevância que se dará no próximo governo à política cultural. “Nós temos, no mundo, muitos exemplos de países que não têm ministérios da Cultura exclusivos e são referências em termos de política cultural. O que importa é justamente a importância, a relevância, que o governo dá à política cultural. Acho que nós estamos falando de um país, Brasil, que é riquíssimo nessa área e tem muitos ativos. Não ter uma política cultural à altura é um desperdício gigantesco e eu espero que isso não aconteça”, disse.

Avaliação

Sá Leitão avaliou que cumpriu sua missão à frente do Ministério da Cultura, destacou alguns projetos ainda serão entregues até o final do ano e defendeu a Lei Rouanet.

“Eu tenho a sensação do dever cumprido. Tudo o que foi planejado está sendo executado. Algumas entregas ainda serão feitas até o final do ano, algumas obras do patrimônio histórico, alguns centros culturais, alguns estudos de impacto econômico. Eu sou um entusiasta e um defensor da Lei Rouanet. Este estudo de impacto econômico, feito pela FGV, vai justamente demonstrar isso. O quanto a Lei Rouanet contribui para o desenvolvimento do Brasil, na forma de geração de emprego e renda. E como é um incentivo que tem uma performance melhor para o país do que outros incentivos. A indústria automobilística tem um incentivo fiscal 4,5 vezes maior e gera cinco vezes menos emprego do que a área da cultura”, disse o ministro, que falou com a Agência Brasil com exclusividade enquanto percorria a exposição.

Biblioteca Nacional

A presidente da FBN, Helena Severo, antecipou que os próximos desafios para a instituição são a reforma completa do seu sistema elétrico, que ela considera totalmente precário, e o prosseguimento da digitalização de seu acervo, possibilitando que ele seja acessado de qualquer parte do mundo pela internet. A exposição 1808–1818: A Construção do Reino do Brasil é gratuita e pode ser vista na Biblioteca Nacional, de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 16h30.
 

Galeria de presidentes da República é atualizada com foto de Temer

ter, 11/12/2018 - 21:37

A galeria dos presidentes da República foi atualizada hoje (11) com a foto de Michel Temer. Ele assumiu a presidência em 31 de agosto de 2016, mas, na ocasião, optou por não ter sua foto retratada na galeria, localizada no hall de entrada do Palácio do Planalto.

A imagem utilizada é a foto oficial divulgada em novembro de 2017 e que está presente nos gabinetes da Esplanada dos Ministérios. Segundo a Diretoria de Documentação Histórica do Gabinete Pessoal do Presidente da República, a foto de Michel Temer é a única foto colorida da galeria por ele ser o atual ocupante do cargo. Após sua saída, em 1º de janeiro, ela será substituída por uma versão preto e branco.

Foto oficial do presidente Michel Temer é colocada na galeria de Presidentes da República, no Palácio do Planalto. - Wilson Dias/Agência Brasil

A Diretoria de documentação histórica também atualizou a lista de presidentes, localizada ao lado da galeria. O nome de Michel Temer ainda não havia sido incluído na relação, tampouco a data de saída de Dilma Rousseff, ocorrida após processo de impeachment.

Aval do TCU é suficiente para cessão onerosa, dizem técnicos da Corte

ter, 11/12/2018 - 21:32

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Felix, disse hoje (11) que o governo espera que o Tribunal de Contas da União (TCU) reforce o entendimento dos técnicos da Corte sobre o leilão do contrato de cessão onerosa. O tema será tratado amanhã (12) em reunião extraordinária do TCU. Segundo a área técnica do tribunal, o aval da Corte é suficiente para que o governo realize o megaleilão da reserva excedente do contrato de cessão onerosa firmado com a Petrobras.

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Felix - Tânia Rergo/Arquivo/Agência Brasil

Felix falou sobre o assunto ao ser questionado por jornalistas sobre o entendimento da necessidade de aprovação, pelo Senado, do Projeto de Lei 78/18, que facilitaria o acordo entre a União e a Petrobras em torno do tema. O texto autoriza a Petrobras a transferir a petroleiras privadas até 70% de seus direitos de exploração de petróleo na área do pré-sal.

O projeto chegou a ser pautado diversas vezes para votação pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), mas, até o momento, não houve entendimento a respeito de tratativas para viabilizar que parte dos royalties sejam divididos com estados e municípios.

Felix disse que o projeto de lei é bem-vindo, mas ressaltou que há controvérsia quanto a sua necessidade. "O TCU, na área técnica, tem o entendimento de que a interpretação deles é suficiente”, afirmou Felix após a solenidade de posse da nova diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Elisa Bastos.

Assinado em 2010 entre a Petrobras e a União, o contrato da cessão onerosa estabelece que a empresa detém o direito de explorar, avaliar e produzir até 5 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo + gás natural) em seis áreas do pré-sal da Bacia de Santos. Para essa transação, a Petrobras pagou R$ 75 bilhões (US$ 42 bilhões) em 2010. Entretanto, estudos posteriores confirmaram a existência de uma quantidade bem maior do que previsto inicialmente.

É justamente a venda desse excedente que vem sendo negociada pela empresa e pela União. O leilão do excedente da cessão onerosa, em preparação pelo Ministério de Minas e Energia e previsto para o primeiro semestre de 2019, vai ofertar entre três ou quatro áreas. A concorrência é centrada nos projetos de Búzios, Itapu, Atapu e Sépia.

Com o leilão, o governo acredita que a União pode receber até R$ 100 bilhões em receitas oriundas de bônus de assinatura a serem pagos pelas petroleiras vencedoras. As minutas do contrato e do edital estão com o TCU para aprovação.

A expectativa é que o TCU tome posição sobre o leilão, mas não delibere nada a respeito da assinatura do termo aditivo do contrato. “Provavelmente, o tribunal vai marcar posição sobre o ponto em que está a análise, mas não acredito que dê uma posição final”, acrescentou Felix.

O leilão também será abordado segunda-feira (17), na última reunião do ano do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Segundo Felix, o CNPE deve autorizar o leilão do excedente da cessão onerosa para o primeiro semestre de 2019. Também deve ser liberada a 6ª rodada de áreas do pré-sal, prevista para o segundo semestre do ano que vem. “Na segunda-feira, vai ter a análise da 6ª rodada do pré-sal no CNPE, que vai ser imediatamente encaminhada para análise do TCU.  A rodada da cessão onerosa, o TCU já está olhando, já vinha acompanhando esse processo.”

O secretário disse ainda que a inclusão dos leilões na reunião do CNPE faz parte da estratégia do governo de entregar ao tribunal os estudos econômicos ainda este ano. Em junho, o tribunal aprovou uma instrução normativa com novas regras de fiscalização dos processos de desestatização e de licitação de empreendimentos pela poder público.

Pelo novo entendimento, a partir de janeiro, os órgãos gestores dos processos de desestatização terão de enviar as informações necessárias ao tribunal com antecedência mínima de 150 dias da data prevista para publicação do edital. Na prática, os documentos deverão ser apresentados nos 180 dias anteriores à data do leilão para dar tempo de cumprir o intervalo mínimo de 30 dias entre a publicação das regras e a data do certame. Se o envio ficasse para o próximo ano, o governo já teria que cumprir os novos procedimentos do TCU, o que pode atrasar o megaleilão.

“A ideia é exatamente essa aí. Manda para o TCU para que ele prossiga na análise que já começou. E exatamente o que ele está precisando [o TCU] é o resultado do CNPE. Esses dados que eventualmente ele vai dizer que precisa só podem vir de uma reunião do CNPE”, disse Felix. “Tem que ter uma chancela”, emendou.

Jungmann coloca PF à disposição para apuração de caso de Campinas

ter, 11/12/2018 - 21:04

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou hoje (11) colocou a Polícia Federal à disposição do governo de São Paulo para ajudar na investigação do caso de Campinas, em que um homem abriu fogo na Catedral da cidade e matou quatro pessoas. Jungmann conversou com o secretário estadual de Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, logo após saber do caso. 

“Em síntese, estamos absolutamente disponíveis para colaborar e apoiar no esclarecimento deste caso, desta tragédia que aconteceu lá”, informou Jungmann, durante uma coletiva no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio, acrescentando que o secretário informou que o atirador parece ser uma pessoa desequilibrada. 

 A Polícia Civil informou que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, é o autor dos disparos na Catedral Metropolitana de Campinas. Ele era morador de Valinhos, cidade vizinha a Campinas. As imagens de câmeras de segurança mostram que o atirador entrou na igreja, sentou em um dos bancos e começou a atirar em pessoas que estavam atrás dele. Ele tinha uma pistola e quatro carregadores. Antes de se matar, ele foi atingido pela polícia. A motivação do crime é desconhecida. 

Marielle

O ministro comentou mais uma vez que as investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março deste ano, na região central do Rio, estão a cargo das forças de segurança do estado. “Quando eu digo que é uma questão estadual é que não há nesse caso, legalmente, atribuições ou responsabilidade federais. Não pode. Não é uma questão de que a gente não ajude. É que não pode. O crime é estadual”, completou.

Atendendo a uma requisição da Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal está investigando a atuação de um grupo composto por agentes públicos e políticos. “A Polícia Federal solicitou ao juiz responsável pelo caso Marielle o acesso aos autos, porque é fundamental para que possa levar a diante a investigação, que não é a investigação do caso Marielle. É a investigação do complô que reúne agentes públicos, políticos, milícia e etc, em que não se chegue aos mandantes e também os que executaram nesse bárbaro crime da Marielle e o Anderson”, contou.

Jungmann lembrou que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou federalizar das investigações, mas o Ministério Púbico do Rio de Janeiro foi contra, impedindo a ação da Polícia Federal no caso. “Sempre nos colocamos à disposição, mas se o estado entende que a federalização afeta ou fere a autonomia estadual, paciência. Não temos o que fazer. Estamos investigando esse complô que tem o interesse conjunto, ao que em certo momento, chamei de aliança satânica entre o crime e a corrupção para que não se esclareça”, completou.

Temer e Bolsonaro lamentam tragédia em Campinas

ter, 11/12/2018 - 20:53

O presidente Michel Temer se disse “profundamente abalado” com a chacina ocorrida hoje na Catedral Metropolitana de Campinas. Pelo Twitter, Temer prestou condolências às famílias dos mortos e desejou que os feridos se recuperem.

 

“Profundamente abalado pela notícia desse crime cometido dentro da Catedral de Campinas, apresento minhas condolências aos familiares das vítimas. E rezo para que os feridos tenham rápida recuperação”, disse o presidente pela rede social.

Policiais cercam Catedral Metropolitana de Campinas após chacina que matou pelo menos quatro pessoas - Cortesia Diario Correio/EFE/direitos reservados

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, também se manifestou pelo Twitter. Ele disse que está acompanhando a apuração do crime e também prestou solidariedade. “Estamos acompanhando a apuração das autoridades sobre o crime bárbaro cometido hoje na Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo. Nossos votos de solidariedade às vítimas dessa tragédia e aos familiares”, disse Bolsonaro.

Crime

No início da tarde de hoje, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, entrou na Catedral Metropolitana de Campinas e disparou mais de 20 vezes dentro do local. Em seguida, se matou. Quatro pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas. A polícia ainda fará uma diligência na casa de Grandolpho para buscar informações que possam levar ao esclarecimento do crime.

Vazamento de óleo afetará reprodução da fauna em mangue, diz ONG

ter, 11/12/2018 - 20:47

O vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, ocorreu no pior momento possível para os manguezais afetados. É o que aponta André Esteves, secretário-executivo da organização não governamental Instituto Ondazul, responsável pela gestão do Parque Natural Municipal Barão de Mauá, em Magé (RJ). Segundo ele, os caranguejos estão na época da desova.

"Nesse momento é que se tem a reprodução em alta escala. Então, a contaminação nessa região irá afetar as espécies e trazer uma perda muito grande", diz. O vazamento teve início na noite de sábado (8) e se originou no Rio Estrela a partir de um duto da Transpetro, subsidiária da Petrobras que atua no transporte e na logística de combustível no Brasil e também em operações de importação e exportação de petróleo e derivados, gás e etanol.

Os pescadores e catadores de caranguejo contaram à reportagem da Agência Brasil que estão evitando sair de casa. “Nós acabamos de enfrentar dois meses de defeso e estaríamos entrando agora no período de reprodução. No caso dos caranguejos, estamos a poucos dias do início do período de desova, mas como e aonde colocar as ovas se está tudo contaminado pelo óleo?”, diz o presidente da Federação dos Pescadores do Rio de Janeiro (Feperj), Luiz Cláudio Stabile Furtado.

“O pessoal tá evitando sair para pescar porque em um primeiro momento suja a rede. Depois, vem a parte da comercialização: ninguém quer comprar peixe da região porque alegam que está contaminado, ou então quer jogar o peixe pra baixo porque o peixe está sujo de óleo”, acrescentou o pescador.

De acordo com a Transpetro, cerca de 60 mil litros escoaram em direção à Baía de Guanabara. A causa do acidente foi atribuída a uma tentativa de roubo de óleo, danificando o duto. Em nota divulgada nesta manhã, a Transpetro afirmou que 79% do óleo já foram recolhidos.

O Parque Natural Municipal Barão de Mauá fica próximo ao encontro do Rio Estrela com a Baía de Guanabara. Ele foi criado em 2012, quando um decreto da prefeitura de Magé transformou em unidade de conservação a área de mangue que vem sendo recuperada pelo Instituto Ondazul. A região foi uma das mais afetadas pelo derramamento de óleo que ocorreu em 2000 e ganhou repercussão internacional. Na época, imagens de aves com o corpo coberto por óleo circularam por todo o mundo e os trabalhos de recuperação ambiental em Magé mobilizaram diversas entidades que atuaram sob a liderança do Instituto Ondazul.

André Esteves avalia que, diante deste novo vazamento, a Transpetro agiu rápido, mas considera que o "estrago foi feito". Segundo ele, o óleo não alcançou a área onde ocorre o trabalho mais intenso de reflorestamento, mas atravessou as barreiras de contenção e atingiu populações de caranguejos. Ele destaca ainda a preocupação socioeconômica. Para Esteves, haverá grandes prejuízos para os pescadores e para os catadores de caranguejos.

"Apesar de todas as providências que foram rapidamente tomadas para a contenção do vazamento, já tinha chegado no mangue. Ainda não dá para ter uma ideia precisa dos danos. Claro que estamos falando de um acidente ambiental infinitamente menor do que ocorreu em 2000. Estão dizendo que vazou em torno de 60 mil litros. Em 2000, foi 1,3 milhão de litros", avalia o secretário-executivo do Instituto Ondazul.

Em agosto, a Agência Brasil visitou o Parque Natural Municipal Barão de Mauá e mostrou os resultados já alcançados pela recuperação passados mais de 18 anos do acidente de 2000. Já foram reflorestados 90 dos 116 hectares do manguezal e é possível encontrar árvores com cerca de 20 metros de altura. As populações de caranguejos se restabeleceram e estão distribuídas entre mais de dez espécies diferentes. Aves e mamíferos comuns em manguezais também voltaram a habitar a região.

Inea 

Os técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estão avaliando os danos ambientais na área. Uma equipe especializada está atuando na contenção e mitigação de danos.

Segundo o órgão, somente após a conclusão do levantamento, será possível estipular valor de multa e responsabilização. O Inea informou que uma equipe sobrevoou a Baía de Guanabara, nesta segunda-feira (10), e constatou que as Ilhas de Paquetá e Brocoió não foram atingidas pelo vazamento.

No entanto, informou que parte do óleo vazado contaminou o solo e o Rio Estrela.

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