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Atualizado: 11 minutos 11 segundos atrás

CBF cobra explicações da Fifa sobre atuação do VAR no jogo com a Suíça

seg, 18/06/2018 - 18:45

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cobrou hoje explicações da Fifa sobre a atuação do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) na partida entre Brasil e Suíça, válida pela primeira rodada do grupo E, da Copa do Mundo da Rússia. A CBF quer saber por que a tecnologia não foi utilizada em lances decisivos do jogo, que terminou empatado. Em ofício assinado pelo chefe da delegação brasileira, Rogério Caboclo, a CBF questionou os procedimentos adotados pelo árbitro de vídeo e pediu cópia das gravações de áudio e vídeo do VAR no jogo.

No ofício, a CBF cita dois lances no segundo tempo da partida. O primeiro resultou no gol de empate da Suíça: o jogador suíço Steven Zuber empurrou o zagueiro Miranda. Para a CBF, a falta é clara, o que invalidaria o gol de empate.

O segundo lance foi aos 29 minutos do segundo tempo, quando o atacante Gabriel Jesus foi derrubado dentro da grande área da Suíça, caracterizando pênalti.

A CBF quer saber se o árbitro de vídeo sugeriu a revisão de alguma dessas jogadas e se o juiz da partida pediu a análise desses lances e, nos dois casos, qual o teor da comunicação entre a arbitragem. A entidade argumenta que o protocolo da Fifa prevê o uso do VAR em quatro situações: gols, decisões em penais, cartão vermelho direto e identidade equivocada. 

Brasil e Suíça se enfrentam pelo grupo E da Copa do Mundo 2018 REUTERS/Damir Sagolj - DAMIR SAGOLJ

ANTT defende tabelamento do frete, mas diz que pode rever iniciativa

seg, 18/06/2018 - 18:37

Em ofício entregue hoje (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendeu a legalidade de criação de uma tabela com valores mínimos a serem cobrados pelo frete do transporte rodoviário de cargas, mas disse que a iniciativa pode ser revista.

“A tabela se presta a estabelecer preços mínimos, que evidentemente cobrem os custos da atividade”, afirmam os representantes da ANTT no documento. O órgão regulador destaca que as negociações ainda não estão encerradas e que a adoção do tabelamento pode ser “reavaliada”. Apesar de admitir a eventual  flexibilização da tabela, a ANTT argumenta que, caso a MP 832 e a Resolução 5.820 sejam declaradas inconstitucionais ou mesmo suspensas até o julgamento final da ação “lançará o país no mesmo caos em que se encontrava dias atrás”.

A agência também reafirma que a tabela não fere a livre concorrência na economia. “A fixação de preço mínimo vinculativo em nada afronta os princípios da concorrência e da livre iniciativa”, dizem os signatários do documento, entre eles o procurador-geral federal Leonardo Silva Lima Fernandes, no ofício, endereçado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Para os representantes da ANTT, o estabelecimento de um valor mínimo para o frete garante uma política de preços de mercado, levando em conta princípios constitucionais como o regramento econômico, a dignidade humana e os valores sociais do trabalho.

De acordo com o documento, os valores já divulgados foram definidos a partir de estudos que visam a “promover a saúde econômico-financeira das empresas, cooperativas e motoristas autônomos” e a segurança da sociedade como um todo. “A prática de fretes com preços aviltados tem se tornado fator impeditivo para uma adequada manutenção dos veículos.” Também foi destacada a missão da agência de regular a atividade e fiscalizar a execução da Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Outro argumento é que “a execução do transporte rodoviário remunerado de cargas em valores inferiores aos definidos pela ANTT pode mostrar-se prejudicial à sustentabilidade do setor, ensejando aumento no número de sinistros [acidentes] envolvendo veículos utilizados no transporte de cargas”.

Editada pela ANTT em maio deste ano, a Resolução 5.820 regulamenta a Medida Provisória (MP) 832, publicada pelo governo federal com o intuito de atender às principais reivindicações dos caminhoneiros que cruzaram os braços e paralisaram o transporte de cargas por 11 dias, afetando vários segmentos econômicos. Segundo a ANTT,  a MP 832 foi promulgada em caráter de urgência, para “reduzir imediatamente os riscos da greve [de caminhoneiros] que desencadearia em sucessivos problemas de infraestrutura”.

A manifestação da agência é uma resposta ao pedido de informações feito pelo ministro Luiz Fux, relator das três ações que questionam, no Supremo Tribunal Federal (STF), a legalidade do tabelamento do frete. Na quinta-feira (14), Fux atendeu à solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou a suspensão das 53 ações contestatórias ajuizadas em diferentes instâncias até que o STF julgue as três ações de inconstitucionalidade protocoladas pela Associação do Transporte Rodoviário de Carga Do Brasil, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também enviou ao ministro Luiz Fux seu posicionamento a respeito das críticas ao tabelamento do frete. Ao contrário da ANTT, o conselho vinculado ao Ministério da Justiça se manifestou contrário à iniciativa de fixar um valor mínimo. Para o Cade, o tabelamento do frete limitará a concorrência, prejudicando a sociedade e criando uma espécie de cartel no setor.

Tabelamento do frete

O tabelamento do frete foi uma das reivindicações de caminhoneiros atendidas pelo governo federal, no fim do mês passado, para tentar pôr fim à paralisação que durou 11 dias e afetou diversos setores da economia. Desde então, o governo já editou duas tabelas de frete. A primeira foi publicada no Diário Oficial da União de dia 30 de maio e vigorou até 7 de junho, quando foi editada a segunda versão da tabela. Esta, no entanto, permaneceu válida por apenas algumas horas, já que, na prática, acabou sendo suspensa pela ANTT no mesmo dia.

As duas primeiras tabelas são alvos da disputa de interesses entre caminhoneiros e representantes do setor produtivo. De um lado, donos de transportadoras rodoviárias e caminhoneiros autônomos se queixam de que os valores atualmente pagos pelo frete mal cobrem os custos das viagens, como combustível, pedágio, alimentação e manutenção do veículo. De outro lado, empresários de outros segmentos, principalmente o agropecuário, alegam que o estabelecimento de um valor mínimo para o frete limita a concorrência e aumenta os custos de transporte de cargas.

A primeira versão contemplava os interesses dos caminhoneiros ainda em greve, estabelecendo um valor mínimo de frete a partir do qual os autônomos pudessem negociar com as empresas transportadoras o valor dos serviços. Já a segunda versão, ao reduzir o valor do frete, agradou mais ao setor produtivo. Nos últimos dias, várias entidades entregaram aos técnicos da ANTT suas sugestões para a elaboração de uma terceira tabela.

Dólar sobe novamente e Ibovespa fica abaixo dos 70 mil pontos

seg, 18/06/2018 - 18:26

O dólar começou a semana em alta, fechando hoje (18) com um avanço de 0,27%, cotado a R$ 3,74 para venda. A ação do Banco Central (BC) de injetar US$ 10 bilhões em swaps cambiais (venda futura da moeda norte-americana) nesta semana foi insuficiente para barrar os efeitos da disputa comercial entre China e Estados Unidos.

Na semana retrasada, o BC adotou a mesma estratégia, realizando US$ 24,5 bilhões em swaps cambiais.

Os efeitos externos também contribuíram para a queda do índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), que fechou hoje em baixa de 1,33% com 69.814 pontos, marca abaixo dos 70 mil pontos não registrada desde agosto de 2017.

As ações das principais empresas, chamadas de blue chip, também apontavam queda no primeiro pregão da semana, com os papéis preferenciais da Petrobras caindo 2,61%, do Itau 2,05 e do Bradesco 2,99%.

Inscrições para prêmio mundial em educação estão abertas

seg, 18/06/2018 - 18:08

O Global Teacher Prize, principal premiação voltada ao reconhecimento de trabalhos realizados por professores em todo o mundo, está com as inscrições abertas. O prêmio, considerado o Nobel da Educação, oferece US$ 1 milhão ao vencedor. Professores podem se inscrever ou serem indicados até o dia 9 de setembro, no site www.globalteacherprize.org.

O prêmio é aberto a professores do ensino fundamental e médio, inclusive de cursos online. Os candidatos deverão obrigatoriamente cumprir carga horária mínima de 10 horas semanais e planejar se manter na profissão pelos próximos cinco anos.

No caso da indicação por terceiros, a pessoa deverá escrever uma breve explicação online com o motivo da recomendação. O professor indicado irá receber um e-mail sobre sua indicação acompanhado de um convite para a inscrição.

O Global Teacher Prize está na quinta edição e é organizado pela instituição de caridade Varkey Foundation, com o objetivo de valorizar boas práticas de educação, assim como promover a troca de ideias entre profissionais da área de pedagogia do mundo inteiro.

Em dezembro, serão anunciados 50 pré-selecionados e, em fevereiro de 2019, os dez finalistas. Eles serão levados a Dubai para a cerimônia de premiação no Global Education and Skills Forum, em março de 2019, onde o vencedor será anunciado durante o evento.

Finalistas brasileiros

Professores brasileiros já foram destaque no prêmio. Diego Mahfouz Faria Lima, diretor da escola municipal Darcy Ribeiro, em São José do Rio Preto, São Paulo, esteve entre os dez finalistas em 2018, tendo sido selecionado entre mais de 30 mil inscritos de 173 países. Rubens Ferronato, professor de matemática voluntário da escola Dom Pedro 2º, de Curitiba (PR), especialista no ensino de cegos e pessoas de visão reduzida, foi pré-selecionado no mesmo ano.

Wemerson da Silva Nogueira, professor de ciências na escola Antônio dos Santos Neves, Boa Esperança (ES), foi um dos dez finalistas em 2017, e Valter Pereira de Menezes, professor de ciências da escola Luiz Gonzaga, Parintins (AM), foi pré-selecionado. Marcio de Andrade Batista, professor da Universidade Federal do Mato Grosso, foi um dos pré-selecionados em 2016.

 

 

Temer diz que governo vai esperar decisão do STF sobre fretes

seg, 18/06/2018 - 17:54

O presidente Michel Temer disse hoje (18) que o governo vai esperar o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir em relação à tabela de preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário. O presidente acrescentou que o governo vai obedecer a decisão do Supremo.

A tabela foi acordada entre governo e representantes da categoria nas negociações para encerrar a paralisação que durou 11 dias e afetou o abastecimento e diversos setores da economia. A medida, no entanto, foi contestada no STF por entidades da agropecuária e da indústria.

“Fizemos uma grande composição com os caminhoneiros. Vocês perceberam o drama que foi aquele problema com os caminhoneiros. Conseguimos, sem nenhum incidente de maior monta, desmontar aquele movimento pacificamente por meio do diálogo e com a utilização de autoridade. Agora, se o Supremo decidir de outra maneira, evidentemente, vamos obedecer a decisão do Supremo”, disse.

A declaração foi dada a jornalistas após o presidente ser questionado se o parecer contrário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a tabela poderia atrapalhar a solução da questão.

Ações

A tabela de fretes proposta pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) após o acordo com os caminhoneiros foi questionada em ações protocoladas pela Associação do Transporte Rodoviário de Carga Do Brasil, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ministro do STF Luiz Fux, relator das três ações contra a tabela, pediu que o governo e outros órgãos se posicionasse sobre o assunto antes de tomar qualquer decisão.

Na última sexta (15), a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu no STF a validade da resolução da ANTT que tabelou os preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário. De acordo com a AGU, a fixação do preço mínimo do frete tenta garantir valor adequado para a prestação do serviço, que deve ser compatível com os custos incorridos no transporte rodoviário de carga.

Hoje, em parecer enviado ao STF, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifestou contrário à criação de uma e sustenta que o tabelamento do frete limita a concorrência, prejudicando a sociedade e criando uma espécie de cartel no setor.

 

Trump cria força armada do espaço sideral

seg, 18/06/2018 - 17:51

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou hoje (18) a criação de uma Força Espacial. A força seria um sexto braço independente das forças armadas do país. O anúncio foi feito por meio da assinatura de um decreto executivo durante reunião do Conselho Nacional do Espaço.

“Eu estou aqui ordenando o Departamento de Defesa e o Pentágono para começar imediatamente o processo para estabelecer uma força espacial como o sexto braço das forças armadas”, disse Trump.

“Quando se trata de defender a América, não é suficiente somente ter uma presença americana no espaço. Nós precisamos ter dominância americana no espaço”, disse Trump. Ao discursar, o presidente afirmou que durante muitos anos os “sonhos de exploração e descoberta” do espaço dos norte-americanos foram destruídos pela política e pela burocracia, acrescentando que o que está fazendo é muito importante para a moral do país. “Nós não queremos a China e a Rússia e outros países nos liderando”.

Os Estados Unidos são membros do Tratado do Espaço Exterior, que entrou em vigor em 1967 e estabelece regras para o uso do espaço sideral pelos estados-membros. Entre elas, a regra de que a lua e outros corpos celestiais só podem ser usados para fins pacíficos.

O Conselho Nacional do Espaço havia sido criado em 1989, mas parou de funcionar em 1993 e sua reativação foi anunciada pelo governo Trump em junho do ano passado. Tanto a reativação do conselho quanto o anúncio de hoje fazem parte dos esforços do governo para impulsionar a exploração espacial do país.

Desde 1972, os norte-americanos não enviam um homem à lua. Uma das promessas de Trump, enfatizada hoje, foi que os Estados Unidos enviarão novas missões tripuladas ao corpo celeste e, em seguida, para Marte. A primeira missão tripulada à lua ocorreu em 1969, durante a Guerra Fria, no governo de John F. Kennedy, e, desde então, a agência espacial norte-americana vinha focando seus trabalhos em missões não tripuladas.

Temer sanciona lei que permite venda direta do óleo do pré-sal

seg, 18/06/2018 - 17:44

Após aprovação pelo Senado e Câmara dos Deputados, já está em vigor a lei que autoriza a venda direta de óleo do pré-sal sem a necessidade de agentes intermediários. A venda será feita pela estatal Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), que poderá negociar diretamente com outras empresas a parte de óleo devida à União, tendo como base o regime de partilha, vigente desde 2010.

Antes da lei era obrigatória a contratação de agentes de comercialização para vender o petróleo. A Medida Provisória 811, agora transformada em lei, foi editada pelo governo em dezembro do ano passado, mas para continuar em vigor precisava ser aprovada pela Câmara e pelo Senado, processo que se encerrou no dia 23 de maio. Na última quinta-feira (14), o presidente Michel Temer sancionou o texto, sem vetos.

A partir de agora, a PPSA deverá comercializar os óleos preferencialmente na modalidade de leilão, observando a política estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e o preço de referência fixado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sendo que só poderá ser realizada por preço inferior ao de referência caso não haja interessados na compra. Nessa hipótese, os preços deverão ser compatíveis com os de mercado.

A expectativa do governo é que cerca de 5 milhões de barris de petróleo da parcela que a União tem direito poderão ser comercializados em 2018 e 2019. A equipe econômica estima que nos próximos cinco anos o comércio decorrente de contratos de partilha do Campo de Libra e de acordo de individualização de outros campos gere uma receita bruta de R$ 5,34 bilhões à União.

A nova lei também regulamenta a distribuição dos recursos da venda destinados a um fundo social, criado em 2010 para financiar programas nas áreas da educação, cultura, esporte e saúde pública, dentre outros. Segundo a lei sancionada, os valores serão repassados ao fundo somente após a dedução de tributos e gastos relacionados à comercialização dos produtos.

Obesidade atinge quase 20% da população brasileira, mostra pesquisa

seg, 18/06/2018 - 17:25

A obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados hoje (18) pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa foi feita com maiores de 18 anos em 26 capitais e no Distrito Federal. - Wilson Dias/Agência Brasil

Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). No mesmo período, o sobrepeso cresceu 56%.

Apesar desses índices, o levantamento registrou um aumento da prática de atividades físicas no tempo livre de 24,1% no período de 2009 a 2017 e uma queda de 52,8% no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas entre 2007 e 2017. A perda da preferência por esses tipos de bebidas ocorreu sobretudo entre adultos com idades entre 25 e 34 anos e entre pessoas com mais de 65 anos.

A inclusão de frutas e hortaliças no cardápio habitual também teve um acréscimo nos últimos anos, crescendo 5% entre 2008 e 2017.

A Vigitel é realizada com maiores de 18 anos em 26 capitais e nos Distrito Federal. Foram entrevistadas 53 mil pessoas entre fevereiro e dezembro de 2017.

Inglaterra desempata no fim do segundo tempo e vence a Tunísia

seg, 18/06/2018 - 17:20

A Inglaterra venceu a Tunísia com um gol salvador de Harry Kane no final do jogo. Na última partida de hoje (18), a seleção inglesa, cheia de jogadores jovens, perdeu várias oportunidades de gol no primeiro tempo. E, após todo um segundo tempo sem nenhuma criatividade no ataque, achou seu gol em uma cobrança de escanteio. Além de Kane, Dele Alli e Sterling eram outros jogadores de quem se esperava um bom desempenho, mas ambos tiveram atuação discreta.

Já a Tunísia foi valente na defesa. Neutralizou a maioria dos ataques do adversário, sobretudo no segundo tempo. Evitava dar chutões para frente e tentava sair jogando desde a sua área, mesmo pressionada pelo adversário. O ataque, porém foi completamente nulo. Fez seu gol de pênalti, em uma jogada isolada. Os contra-ataques não evoluíam nos pés de Khazri e F. Ben Youssef, que encontraram muita dificuldade para escapar da marcação.

O jogo

Aos dois minutos, Delle Ali recebeu um lançamento longo de Henderson e bateu cruzado. A defesa não conseguiu afastar e Lindgard chutou para o gol aberto, mas o goleiro Hassen impediu o gol com a ponta do pé de forma milagrosa. Um minuto depois, a Inglaterra chegou novamente com velocidade, mas o bandeirinha marcou impedimento. A Inglaterra fazia o possível para abrir o placar no começo do jogo.

E aos 10 minutos, eles conseguiram. Na cobrança de escanteio, Stones cabeceou e Hassen fez ótima defesa, mas o artilheiro Harry Kane pegou a sobra de marcou o gol. Pouco depois, Hassen teve que ser substituído por causa de uma lesão no ombro. O goleiro titular deixou o campo chorando e, aparentemente, não pela dor. Sua expressão não escondia a frustração por não poder seguir em campo na estreia do time na Copa do Mundo.

Aos 26, a Tunísia finalmente apareceu no ataque inglês. Maguire errou na saída e perdeu a bola, armando o ataque adversário. Após uma sequência e roubadas e perdas de bola na frente da área inglesa, Sassi recuperou a posse e arriscou para o gol. A bola passou pelo lado direito do goleiro Pickford.

Aos 32 minutos, veio o gol do time africano. F. Ben Youssef foi atingido no rosto pelo zagueiro Walker e o árbitro marcou o pênalti. Nesse momento, o gesto de Youssef foi curioso. Ele cai com a mão no rosto se contorcendo de dor e, no segundo seguinte, ao perceber que o pênalti tinha sido marcado, se levanta com um largo sorriso de satisfação. Sassi foi para a cobrança e empatou o jogo. A torcida africana foi à loucura.

Aos 38 minutos, a Inglaterra só não desempatou porque o zagueiro Stones conseguiu uma improvável furada na frente do gol. Os ingleses continuaram pressionando e Lingard quase marcou frente a frente com Mustapha, o goleiro que substituiu Hassen. A bola, porém, tocou caprichosamente a trave antes de sair pela linha de fundo.

Segundo tempo

A segunda etapa não manteve o nível de intensidade. A Inglaterra continuou tentando seu segundo gol, mas criava menos oportunidades de gol. A defesa tunisiana conseguia evitar a entrada do adversário com perigo na área. Faltava criatividade aos favoritos.

Mas a Inglaterra acabou recompensada, se não pela qualidade técnica, pela insistência. Aos 46 minutos, após escanteio cobrado, Harry Kane escorou de cabeça para o fundo o gol. Alívio de um lado e um banho de água fria dos tunisianos, que se defenderam com eficiência durante quase todo o jogo. Faltou aos africanos, no entanto, ousarem mais no ataque.

Com a vitória, a Inglaterra fica em segundo no grupo, com 3 pontos, mas com saldo de gols inferior à Bélgica, que venceu o Panamá no jogo também ocorrido hoje. A Tunísia fica em terceiro no grupo. Na próxima rodada, a Tunísia enfrenta a Bélgica no sábado (23) e a Inglaterra joga contra o Panamá no domingo (24).

Anvisa suspende venda de fraldas da marca Huggies Turma da Mônica

seg, 18/06/2018 - 16:41

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou hoje (18), em resolução publicada no Diário Oficial da União, a suspensão da venda de parte dos lotes de fraldas descartáveis do modelo Tripla Proteção, da marca Huggies Turma da Mônica, recomendando que os consumidores que já tenham comprado unidades consideradas irregulares evitem utilizá-las. 

A medida, que determina o recolhimento dos estoques disponíveis no mercado, está sendo tomada porque a fabricante, a multinacional Kimberly-Clark, não seguiu adequadamente os procedimentos que garantiriam que o material do produto é atóxico e seguro para bebês, de acordo com a Agência.

Segundo a Anvisa, a empresa deixou pendentes os exames de irritações cutâneas primárias e cumulativas e de sensibilização, capazes de detectar se o produto pode causar alergias. Atualmente, a legislação brasileira prevê que fabricantes de fraldas e absorventes higiênicos repitam esses testes, chamados de pré-clínicos, toda vez que alterem algo em sua cadeia de produção. As marcas também são obrigadas a elaborar um estudo de estabilidade dos produtos, registrando, além dos resultados dos testes, metodologias analíticas, condições de conservação da amostra, periodicidade de análise e data de vencimento.

Venda suspensa

Em nota enviada à Agência Brasil, a Kimberly-Clark informou que já suspendeu a comercialização dos lotes afetados, mas que irá recorrer da decisão, por discordar de seu teor. De acordo com a empresa, as fraldas dos lotes interditados pela Anvisa podem apresentar escurecimento, em decorrência da oxidação do polímero (gel superabsorvente). 

Caso o consumidor tenha adquirido um item desses lotes e queira buscar esclarecimentos, a orientação da fabricante é de que entre em contato com seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), pelo telefone 0800 709 5599

Assegurando que nenhum outro produto da linha Huggies Turma da Mônica foi afetado, a Kimberly-Clark reiterou em seu comunicado que o produto não causa dano à saúde dos consumidores e que sua qualidade tem sido comprovada por exames toxicológicos e dermatológicos, realizados em laboratórios externos, idôneos e independentes.

Lotes

Os lotes mencionados pela Anvisa na resolução são os seguintes:

SZ LOTE NA FAB: 01/06/2015 a SZ LOTE NC FAB: 30/06/2015

SZ LOTE OB FAB: 01/06/2015 a SZ LOTE OC FAB: 30/06/2015

SZ LOTE PA FAB: 15/06/2015 a SZ LOTE PC FAB: 30/06/2015

SZ LOTE QA FAB: 21/06/2015 a SZ LOTE QC FAB: 30/06/2015

SZ LOTE RA FAB: 09/06/2015 a SZ LOTE RC FAB: 30/06/2015

SZ LOTE SA FAB: 08/06/2015 a SZ LOTE SC FAB: 30/06/2015

SZ LOTE NA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE NC FAB: 31/07/2015

SZ LOTE OA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE OC FAB: 31/07/2015

SZ LOTE PA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE PC FAB: 11/07/2015

SZ LOTE PA FAB: 27/07/2015 a SZ LOTE PC FAB: 31/07/2015

SZ LOTE QA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE QC FAB: 07/07/2015

SZ LOTE QA FAB: 13/07/2015 a SZ LOTE QC FAB: 24/07/2015

SZ LOTE QA FAB: 27/07/2015 a SZ LOTE QC FAB: 27/07/2015

SZ LOTE RA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE RC FAB: 09/07/2015

SZ LOTE RA FAB: 12/07/2015 a SZ LOTE RC FAB: 23/07/2015

SZ LOTE RA FAB: 29/07/2015 a SZ LOTE RC FAB: 31/07/2015

SZ LOTE SA FAB: 01/07/2015 a SZ LOTE SC FAB: 06/07/2015

SZ LOTE SA FAB: 08/07/2015 a SZ LOTE SC FAB: 13/07/2015

SZ LOTE SA FAB: 25/07/2015 a SZ LOTE SC FAB: 31/07/2015

SZ LOTE NA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE NC FAB: 18/08/2015

SZ LOTE NA FAB: 25/08/2015

SZ LOTE OC FAB: 03/08/2015 a SZ LOTE OA FAB: 25/08/2015

SZ LOTE PA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE PC FAB: 05/08/2015

SZ LOTE PA FAB: 22/08/2015 a SZ LOTE PC FAB: 22/08/2015

SZ LOTE QA FAB: 07/08/2015 a SZ LOTE QC FAB: 10/08/2015

SZ LOTE QA FAB: 18/08/2015 a SZ LOTE QC FAB: 18/08/2015

SZ LOTE RA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE RC FAB: 06/08/2015

SZ LOTE RA FAB: 20/08/2015 a SZ LOTE RC FAB: 20/08/2015

SZ LOTE SA FAB: 01/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 04/08/2015

SZ LOTE SA FAB: 10/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 10/08/2015

SZ LOTE SA FAB: 17/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 24/08/2015

SZ LOTE SA FAB: 26/08/2015 a SZ LOTE SC FAB: 26/08/2015

SZ LOTE QA FAB: 03/09/2015 a SZ LOTE QC FAB: 03/09/2015

SZ LOTE RA FAB: 25/02/2016 a SZ LOTE RC FAB: 25/02/2016

CA LOTE AA 06:00 FAB 24/05/2014 EXP: 23/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 02/09/2015 EXP: 01/09/2018

CA LOTE AA 06:00 FAB 08/10/2013 EXP: 07/10/2016 a CA LOTE AC 22:00 FAB 31/08/2015 EXP: 30/08/2018

CA LOTE AA 06:00 FAB 21/05/2014 EXP: 20/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 26/08/2015 EXP: 25/08/2018

CA LOTE AA 06:00 FAB 08/10/2013 EXP: 07/10/2016 a CA LOTE AC 22:00 FAB 31/08/2015 EXP: 30/08/2018

CA LOTE AA 06:00 FAB 21/05/2014 EXP: 20/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 26/08/2015 EXP: 25/08/2018

CA LOTE AA 06:00 FAB 24/05/2014 EXP: 23/05/2017 a CA LOTE AC 22:00 FAB 02/09/2015 EXP: 01/09/2018

 

Presidentes do Mercosul emitem nota sobre Venezuela e Nicarágua

seg, 18/06/2018 - 16:37

Os presidentes dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) emitiram hoje (18) duas resoluções nas quais expressaram preocupação com a situação política e social da Nicarágua e da Venezuela e pediram que sejam encontradas soluções para suas populações.

As resoluções foram lidas pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que assumiu o comando do Mercosul em substituição ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes. A presidência do Mercosul é temporária e dura seis meses, obedecendo ao sistema de rodízio estabelecido pelo bloco.

Na primeira resolução, o Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e com Bolívia em processo de adesão, condena "todo tipo de violência" na Nicarágua e pediu que seja "retomado o diálogo" para "estabelecer uma solução pacífica para a grave crise".

Além disso, a resolução apela às autoridades que "respeitem a institucionalidade democrática e garantam o direito da população a se manifestar".

Crises

Desde abril, a Nicarágua vive a crise política mais violenta desde os anos 1980. Até o momento, já foram registradas cerca de 200 mortes. Os manifestantes saem às ruas contra o presidente Daniel Ortega, que está no poder há 11 anos, e a reforma da Previdência Social.

Na Venezuela, a crise política e econômica gera uma série de efeitos. Os presidentes das nações que integram o bloco demonstraram preocupação com o "aumento do fluxo migratório de venezuelanos", que obriga os países da região a "coordenarem esforços para dar respostas integrais em matéria migratória e de asilo".

Paralelamente, apelaram para que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faça uma "coordenação com a comunidade internacional" para encontrar uma solução para a crise no país. "[O Mercosul reiterou] sua vontade e seus compromissos de apoiar o povo irmão venezuelano nos esforços que reivindica."

Desde 2017, o Mercosul suspendeu a Venezuela do bloco por uma "ruptura da ordem democrática".

 

*Com informações da Agência EFE

Alerj vota prorrogação de cotas em universidades estaduais

seg, 18/06/2018 - 16:36

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai votar amanhã (19) projeto de lei enviado pelo governo do estado prorrogando por mais dez anos, no mínimo, o sistema de cotas para ingresso em universidades estaduais. A sessão extraordinária está marcada para as 14h30.

O projeto encaminhado pelo governador Luiz Fernando Pezão propõe mudanças em relação à Lei 5.346/2008, que criou o sistema de cotas, e abrange novos cursos além da graduação, como mestrado, doutorado e pós-graduação lato sensu.

De acordo com nota publicada pelo governo estadual em seu portal na internet, o sistema de cotas prevê reserva de quantitativo mínimo de 20%, em cada curso, para negros e indígenas; 20% para alunos vindos de escola pública, com prioridade para estudantes da rede pública de ensino médio do estado do Rio de Janeiro; 5% para estudantes portadores de deficiência; 5% para filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança da administração penitenciária, mortos ou incapacitados para o serviço.

Ainda de acordo com o projeto, alunos cotistas terão prioridade ao concorrerem para vagas de estágio na administração direta, indireta e nas sociedades empresárias contratadas pelo poder público, inclusive permissionárias e concessionárias de serviço público.

Segundo a assessoria da Alerj, o projeto entra em pauta e vai ser discutido diretamente em plenário. Caso receba emendas, sairá de pauta para ser novamente analisado.

O governador solicitou tramitação em regime de urgência e as comissões da Casa vão dar parecer direto em plenário.

Decolar.com é multada em R$ 7,5 milhões

seg, 18/06/2018 - 16:31

A Decolar.com, agência de turismo que tem na internet seu principal canal de vendas, foi multada em R$ 7,5 milhões pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) por ter praticado diferenciação de preço de acomodações e negativa de oferta de vagas, quando existentes.

De acordo com o DPDC, tal prática é abusiva e discriminatória, além de representar violação ao Código de Defesa do Consumidor.

O despacho informando a multa foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (18). De acordo com o DPDC, a negativa de oferta de vagas existentes era feita após a empresa identificar a localização geográfica do consumidor.

Caso a empresa descumpra a determinação estará sujeita a ter seu site retirado do ar. Ainda segundo o DPDC, os valores cobrados por produtos como quartos de hotéis variava em função da localidade onde a compra estaria sendo feita.

A Decolar.com tem prazo de 30 dias para fazer o depósito de R$ 7,5 milhões, por meio de Guia de Recolhimento à União (GRU) em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

Até o fechamento da matéria, a Decolar.com não retornou o contato feito pela Agência Brasil, no qual foi pedido posicionamento da empresa sobre o caso.

Guardia diz que impacto da paralisação dos caminhoneiros é transitório

seg, 18/06/2018 - 16:03

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (18) que os impactos da greve dos caminhoneiros na economia são “transitórios”. Segundo ele, a paralisação teve repercussões tanto nos níveis de inflação como também no próprio crescimento econômico.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia (Antonio Cruz/Agência Brasil)

“É inegável que ela terá um efeito no curto prazo, tanto no que diz respeito ao nível de preço, quanto no que diz respeito ao impacto na economia como crescimento – setores foram afetados, a economia parou de funcionar, teve escassez de produtos, isso refletiu em preços mais elevados nos supermercados”, enumerou o ministro, ao participar de um almoço organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Apesar dos efeitos relevantes causados pela greve, o ministro acredita que eles serão contornados ao longo do tempo. “Tanto quanto quando a gente olha do lado da inflação, quanto quando a gente olha do lado do crescimento, esses efeitos são transitórios. Nós não entendemos como um choque permanente em preços ou na capacidade de crescimento da economia brasileira”, enfatizou.

Guardia não quis comentar, no entanto, a possibilidade de rever a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. Ele destacou que a estimativa oficial do governo será atualizada em meados de julho. Em maio, o governo federal reduziu a expectativa de expansão do PIB em 2018 de 2,97% para 2,5%.

Cenário externo

Sobre os fatores que prejudicam o crescimento da economia, Guardia destacou ainda o cenário externo, em que Estados Unidos e China têm cogitado a possibilidade de adotar medidas protecionistas em relação a alguns produtos. “Isso tem um impacto sobre o comércio mundial. Evidentemente que não contribui para o livre comércio e para o crescimento economia internacional”, ressaltou.

Os Estados Unidos também têm sido, segundo o ministro, a principal razão da forte instabilidade cambial que o Brasil tem enfrentado nas últimas semanas. “A normalização da política monetária dos Estados Unidos que tem trazido uma pressão, um movimento global de valorização da moeda americana. Então, uma pressão pela desvalorização das moedas na grande maioria dos países emergentes”, disse.

A transição de governo após as eleições deste ano são outro fator apontado pelo ministro com capacidade de afetar as projeções de crescimento, uma vez que causa insegurança nos investidores. De acordo com ele, os agentes econômicos estão preocupados quanto à continuidade ou não da agenda de reformas do atual governo vem implementando ao longo desses últimos dois anos.

O ministro disse esperar que, independentemente de quem seja o vencedor da disputa pela Presidência, a agenda de reformas seja mantida no próximo governo. “Espero que esse pragmatismo exista com qualquer um que venha a ter a enorme responsabilidade de comandar esse país a partir de 1ª de janeiro de 2019”, destacou.

Interventor apresenta plano estratégico para comissão da Câmara

seg, 18/06/2018 - 15:55

O Gabinete de Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro entregou seu plano estratégico a deputados federais que fazem parte da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a intervenção federal durante uma reunião no Comando Militar do Leste na manhã de hoje (18). No encontro, que durou cerca de três horas, o interventor federal, general Walter Braga Netto, e o secretário de Segurança, general Richard Nunes, também fizeram um balanço dos 100 primeiros dias da intervenção federal.

A reunião foi fechada à imprensa e fez parte dos compromissos da comissão externa da Câmara. Coordenador do grupo, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), disse que a comissão parlamentar agora vai fazer uma avaliação sobre o plano estratégico e deve marcar uma audiência ampla na Câmara dos Deputados, com a participação de autoridades fluminenses.

"Vamos nos debruçar para avaliar onde podemos colaborar com esse plano estratégico", disse Hugo Leal. Para ele, houve mais avanços que retrocessos no período da intervenção. "Estamos falando de um pouco mais de 100 dias e começamos a sentir alguns resultados. Agora, resultados imediatos, com comparação de estatisticas, isso vem com o tempo".

Deixar legado

A opinião de Hugo Leal não foi unânime na comissão. Alessandro Molon (PSB-RJ) também participou da reunião e avaliou que os 100 dias da intervenção apresentaram resultados aquém dos esperados pela população. "O pior é a preocupação de não conseguirmos ver realizadas as medidas estruturantes para que, de fato, seja deixado um legado para o Rio de Janeiro. Essa é nossa maior preocupação", disse Molon.

O deputado disse que o Regime de Recuperação Fiscal está entre as dificuldades relatadas pelo secretário de Segurança Pública durante a reunião. O acordo com a União foi assinado por causa da crise fiscal do estado e previu algumas restrições, por exemplo, à realização de concursos públicos.

"Não é razoável que a gente tenha demandas urgentes que toquem em direitos fundamentais das pessoas do Rio de Janeiro, como segurança e saúde, no que diz respeito à proteção da vida. Não é possível que isso fique sujeito a números. É necessário garantir recursos pelo menos para essas áreas e a educação".

Tabelamento de frete pode levar à formação de cartel, aponta Cade

seg, 18/06/2018 - 15:52

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifestou contrário à criação de uma tabela com os valores mínimos a serem cobrados pelo frete do transporte rodoviário de cargas. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a autarquia sustenta que o tabelamento do frete limita a concorrência, prejudicando a sociedade e criando uma espécie de cartel no setor.

O Cade, que é vinculado ao Ministério da Justiça, também argumenta que o tabelamento infringe a ordem econômica, já tendo sido condenado em outros segmentos, como a prestação de serviços médicos.

Na avaliação do órgão, ao estipular um custo padrão mínimo para todo o serviço de frete, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) desconsidera as especificidades do setor, permitindo que todos os caminhoneiros autônomos e empresas que tenham custos inferiores ao determinado pela norma possam lucrar com a diferença.

Ao considerar as possíveis consequências da intervenção estatal na economia, o Cade lembra que diversos planos econômicos prevendo o tabelamento de preços e a intervenção direta dos mais variados tipos não foram capazes de reequilibrar fatos naturalmente dinâmicos. Segundo o Cade, esse “descompasso com a realidade pode causar sérios problemas de desabastecimento, em razão de sinalizações equivocadas”.

No caso específico do transporte de cargas, a autarquia aponta os riscos de que o estabelecimento de um preço mínimo reduza a liberdade contratual entre as partes e aumente os custos ao longo de toda a cadeia produtiva, sendo, ao fim, repassado ao consumidor final. Também há riscos de redução da competitividade e desistímulo à inovação concorrencial, com a consequente perda de qualidade dos serviços.

“Assim, o entendimento consolidado do Cade, estável em diversas composições de seu tribunal, é a de que o tabelamento de preço constitui uma infração à ordem econômica passível de condenação”, sustenta os autores do ofício, assinado pelo presidente da autarquia, Alexandre Barreto de Souza, além do superintendente-geral e do procurador-chefe do órgão.

O Cade também entende haver um risco real de que, se aprovada, a tabela gere um risco para os próprios caminhoneiros, seja ampliando o risco dos clientes optarem por assumir eles mesmos o transporte de cargas, seja por um grande número de caminhoneiros decidir não seguir a tabela, criando distorções dentro da própria categoria, com os cumpridores da norma perdendo em competitividade.

Tabelamento O governo já editou duas tabelas de frete após a greve dos caminhoneiros - Tomaz Silva/Agência Brasil

A manifestação do Cade é uma resposta ao pedido de informações feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, relator das ações que questionam a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que tabelou os preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário. Na quinta-feira (14), Fux atendeu a uma solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou a suspensão de todas as 53 ações contestatórias até que o STF julgue as três ações de inconstitucionalidade protocoladas pela Associação do Transporte Rodoviário de Carga Do Brasil, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O tabelamento foi uma das reivindicações de caminhoneiros atendidas pelo governo federal, no fim do mês passado, para tentar pôr fim à paralisação que durou 11 dias e afetou diversos setores da economia. Desde então, o governo já editou duas tabelas de frete. A primeira foi publicada no Diário Oficial da União de dia 30 de maio e vigorou até 7 de junho, quando foi editada a segunda versão da tabela. Esta, no entanto, permaneceu válida por apenas algumas horas, já que, na prática, acabou sendo suspensa pela ANTT no mesmo dia.

As duas primeiras tabelas são alvos da disputa de interesses entre caminhoneiros e representantes do setor produtivo. De um lado, donos de transportadoras rodoviárias e caminhoneiros autônomos se queixam de que os valores atualmente pagos pelo frete mal cobrem os custos das viagens, como combustível, pedágio, alimentação e manutenção do veículo. De outro lado, empresários de outros segmentos, principalmente o agropecuário, alegam que o estabelecimento de um valor mínimo para o frete limita a concorrência e aumenta os custos de transporte de cargas.

A primeira versão contemplava os interesses dos caminhoneiros ainda em greve, estabelecendo um valor mínimo de frete a partir do qual os autônomos pudessem negociar com as empresas transportadoras o valor dos serviços. Já a segunda versão, ao reduzir o valor do frete, agradou mais ao setor produtivo.

Ministério da Segurança Pública está na pauta do Senado amanhã

seg, 18/06/2018 - 15:50

O Senado faz sessão plenária amanhã (19) para votar o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 821/2018, que cria o Ministério da Segurança Pública. A nova pasta absorve algumas atribuições antes vinculadas ao Ministério da Justiça. O texto tranca a pauta de votações da Casa.

O relator da Comissão Mista da MP 821, senador Dário Berger (MDB-SC), alterou o texto original para tornar permanente o órgão. Entre as competências do novo ministério figuram coordenar e promover a integração da segurança pública em todo o território nacional em cooperação com os demais entes federativos; exercer, planejar, coordenar e administrar a política penitenciária nacional; e o patrulhamento ostensivo das rodovias federais, por meio da Polícia Rodoviária Federal.

Também caberá à pasta exercer a política de organização e manutenção da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; e a defesa dos bens e dos próprios da União e das entidades integrantes da administração pública federal indireta.

A estrutura do ministério será composta pelo Departamento de Polícia Federal; pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, o Conselho Nacional de Segurança Pública, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão responsável pela Força Nacional de Segurança Pública.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou a MP. A medida foi editada pelo presidente Michel Temer em fevereiro deste ano, dias depois de o governo anunciar a intervenção federal na área de segurança no Rio de Janeiro.

Outros projetos

O plenário tem outros cinco projetos na pauta. Um deles é Projeto de Lei do Senado 188/2014, que autoriza a Receita Federal a tornar públicos os nomes de pessoas e empresas beneficiadas por renúncia fiscal. O texto-base foi aprovado na semana passada, mas os senadores têm de votar um destaque que pode restringir essa regra apenas para pessoas jurídicas.

Outro item da pauta é o projeto de decreto legislativo 61/2018, que autoriza a venda de etanol diretamente do produtor aos postos de combustíveis. Atualmente, essa venda direta é proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Estudantes indígenas e quilombolas podem solicitar Bolsa Permanência

seg, 18/06/2018 - 15:30

 

Estudantes indígenas e quilombolas matriculados em cursos de graduação em instituições federais podem solicitar, a partir de hoje (18) a inclusão no Programa Bolsa Permanência (PBP). Os candidatos devem fazer as inscrições pela página do Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP) na internet.

Ao todo, serão ofertadas 2,5 mil novas vagas no segundo semestre deste ano. As inscrições poderão ser feitas até o dia 31 de agosto.  O valor da bolsa é R$ 900. O recurso é pago diretamente ao estudante por meio de um cartão de benefício.

O Programa de Bolsa Permanência é um auxílio financeiro pago para estudantes de instituições federais de ensino superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica e para indígenas e quilombolas.

Para ter direito ao benefício, o aluno deve possuir uma renda familiar per capita de no máximo um salário mínimo e meio, não ultrapassar dois semestres do tempo regulamentar do curso de graduação em que estiver matriculado para se diplomar, ter assinado termo de compromisso e ter seu cadastro devidamente aprovado e mensalmente homologado pela instituição federal de ensino superior que faz parte.

Seleção brasileira começa a se preparar para enfrentar a Costa Rica

seg, 18/06/2018 - 15:20

Depois do empate com a Suíça, na estreia da Copa do Mundo da Rússia, a seleção brasileira começou os preparativos para a próxima partida, que será na sexta-feira (22), contra a Costa Rica. Os jogadores voltaram a treinar na manhã de hoje (18), no campo principal do centro de treinamento do Brasil, em Sochi.

Os atletas que começaram o jogo contra a Suíça fizeram trabalhos individualizados. Um grupo fez atividades de campo, e outros ficaram entre sessões de fisioterapia e na academia. Neymar, Thiago Silva e Paulinho fizeram apenas procedimentos regenerativos pós-jogo nas dependências da concentração, nenhum dos três atletas, segundo a CBF,  preocupa para a sequência da competição. Alisson treinou separado com o preparador de goleiros Taffarel e o seu assistente, Rogério Maia. 

Já os reservas treinaram com bola sob observação do técnico Tite e seus auxiliares. Antes das atividades no campo, Douglas Costa, Taison, Geromel, Filipe Luís, Fernandinho, Renato Augusto, Fagner, Marquinhos, Fred, Firmino, Ederson e Cássio fizeram um trabalho de ativação muscular na academia. No gramado, esse grupo treinou ataque contra defesa em campo reduzido por cerca de 45 minutos. Depois,  trabalharam finalizações com os goleiros Cássio e Ederson se revezando no gol. No final das atividades, Filipe Luís, Fagner e Douglas Costa treinaram cobranças de pênaltis.

O treino da Seleção Brasileira foi aberto à imprensa. Após os trabalhos, os jogadores foram liberados e devem se reapresentar no hotel amanhã pela manhã. À tarde, a equipe voltará a treinar, mas a imprensa só poderá acompanhar os 20 minutos iniciais. O Brasil volta a campo às 9h (horário de Brasília), sexta-feira, em São Petersburgo.

Ex-deputado nega conhecer testemunha no caso da morte de Marielle

seg, 18/06/2018 - 15:17

O ex-deputado estadual e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão negou hoje (18) que conheça uma testemunha que aponta o miliciano Orlando Curicica e o vereador Marcelo Siciliano como responsáveis pela execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime foi ocorrido em março sem nenhum suspeito apontado pela investigação.

Brazão prestou depoimento pela manhã na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. Ao deixar o local, negou conhecer a vítima, a testemunha e também ter qualquer desavença com o vereador Marcello Siciliano.

“Foi perguntado se eu conhecia a testemunha, o policial, não faço ideia de quem seja, se eu conhecia o vereador Marcello Siciliano. Eu torço para que esse caso seja elucidado o mais rápido possível. Não tenho desavença com o Siciliano. A Marielle conheci só de nome e no ano da eleição, pelo fato de ela ter figurado entre os mais votados e agora por esse infeliz acontecimento. Foram as duas vezes que ouvi falar o nome da vereadora”.

O promotor de Justiça Homero de Freitas, que acompanha o processo, disse que Brazão não fez nenhuma revelação nova. “Foi só para esclarecer quais são as ligações dele com as personagens que envolvem o vereador. Foi esclarecido, nada de excepcional. A relação com o vereador Siciliano é estritamente parlamentar, quando ele era deputado, porque agora é conselheiro afastado. E não tinha nenhuma relação com a vítima".

Segundo Freitas, as investigações estão avançando. “São diversas linhas de investigação. São sigilosas, não tem como abrir essas linhas sem o prejuízo da investigação. Não tem como avaliar se está no fim ou no meio, são várias linhas e estão todas sendo seguidas. Isso é dentro do sigilo da investigação, milícia, crime político, no momento não tem como definir o que é mas forte”.

 

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