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Atualizado: 21 minutos 38 segundos atrás

Dodge diz ao Supremo que Lula não pode conceder entrevistas na prisão

sex, 19/10/2018 - 18:29

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer hoje (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido feito pelos jornalistas Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e Florestan Fernandes para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conceda entrevistas dentro da prisão.

No parecer, a procuradora defendeu a liberdade de expressão e de imprensa, mas ressaltou que, em algumas situações, há a possibilidade de proibir que presos concedam entrevistas.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que objetivo é que Lula compra pena "com discrição e sobriedade" - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para Dodge, entre as finalidades da condenação de presos está o objetivo de cumprimento da pena "com discrição e sobriedade". "O fato é que ele [Lula] é um detento em pleno cumprimento de pena e não um comentarista de política", disse a procuradora.

“Conclui-se que a proibição de que Luiz Inácio Lula da Silva conceda entrevistas em áudio e/ou vídeo, apesar de ser restritiva da sua liberdade de expressão, é medida proporcional e adequada a garantir que as finalidades da pena a ele imposta sejam concretizadas, sendo, portanto, compatível com a ordem jurídica do país”, disse.

No início do mês, uma guerra de decisões liminares sobre os pedidos terminou com a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que impediu a concessão das entrevistas.

Desde 7 de abril, Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Caixa anuncia isenção de taxa para investimentos no Tesouro Direto

sex, 19/10/2018 - 18:10

A Caixa anunciou hoje (19) a isenção da taxa de custódia para todos os seus clientes que aplicam no Tesouro Direto, programa do governo federal de compra e venda de títulos públicos. Até então, o banco cobrava um taxa de 0,4% ao ano para manter a aplicação. 

Segundo o vice-presidente de Finanças e Controladoria do banco estatal, o objetivo é manter uma cesta de produtos e serviços competitivos, associada à solidez do banco. "Atenta às condições de mercado, a Caixa aprovou a isenção da taxa de custódia para todos os seus clientes, indistintamente. Assim, tornamos essa alternativa de investimento ainda mais rentável, fortalecendo o relacionamento com nossos clientes investidores", comentou. A medida já está em vigor e vale para os clientes que possuem estes produtos e também os novos negócios.

A Caixa foi o último entre os maiores bancos do país a zerar a taxa de investimento para o Tesouro Direto. Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil já praticam a isenção. Foi a concorrência com corretoras independentes que fez com que os grandes bancos zerasssem suas taxas de aplicação nesse tipo de investimento.     

Para aplicar no Tesouro Direto pela Caixa, o cliente deve realizar seu cadastramento no serviço de forma eletrônica, pelo Internet Banking. Todas as operações e acompanhamentos também são realizados eletronicamente pelo próprio cliente.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a Bolsa de Valores (denominada B3) para negociação (compra e venda) de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet. O valor mínimo para investimento é de R$ 30, desde que seja múltiplo de 1% do valor do título a ser adquirido. Neste tipo de aplicação, o próprio cliente realiza a compra e venda de seus títulos de forma eletrônica, como desejar, com liquidez diária.

Estudo da Fecomércio faz relação entre roubo de cargas e informalidade

sex, 19/10/2018 - 18:04

Os elevados índices de roubo de carga e a estabelecimentos comerciais têm relação com a informalidade no mercado de trabalho. É o que mostra estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ). A sondagem teve como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Segurança Pública (ISP).

O economista-chefe da Fecomércio RJ, João Gomes, disse à Agência Brasil que a informalidade cresceu bastante no estado, em especial na região metropolitana, a partir de 2014, quando teve início a crise econômica no país. Na capital fluminense, os números evoluíram a partir de 2016, com a realização dos Jogos Olímpicos.

Datas comerciais

O levantamento da Fecomércio RJ revela que o número de roubo de cargas apresenta picos nos meses de dezembro, tendo mais que dobrado nos últimos anos. As mercadorias e produtos oriundos dos roubos costumam ser revendidos de forma irregular no mercado informal, gerando perdas para a economia e a sociedade, em especial no período próximo a datas comerciais, como o Natal, por exemplo.

Com base no cálculo por habitantes (16,7 milhões de pessoas), a região metropolitana do Rio de Janeiro sofreu 5.639 roubos de cargas em 2014, sendo 763 no mês de dezembro, com 471 ocorrências somente na capital. Os números evoluíram para 6.913, 892 e 516, respectivamente, em 2015; para 9.469, 1.293 e 758, em 2016; e para 10.268, 1.118 e 546, em 2017, informou a assessoria de imprensa da Fecomércio RJ.

“Tem roubo de carga, tem pirataria, tem ilegalidade, tem pessoas com renda não estável dentro do mercado formal. Tudo isso é um cenário bastante favorável para questões ilícitas. Você tem roubo de carga alimentando a parte de alimentos, a parte de produtos duráveis. Isso tudo prejudica as vendas do comércio que precisa também gastar recursos com segurança”, informou João Gomes.

Informalidade

De acordo com o estudo, o percentual de pessoas de 14 anos de idade ou mais empregadas no setor privado com carteira assinada, caiu de 46,1% em 2014 para 39,6% em 2017. Em comparação, o total de trabalhadores por conta própria evoluiu, no mesmo período, de 21,7% para 26,9% e os sem carteira assinada de 7,7% para 8,8%.

O número total de trabalhadores no estado do Rio de Janeiro chegou a 7 milhões, em 2017, dos quais 3 milhões eram trabalhadores por conta própria e sem carteira. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE. Os segmentos do comércio e serviços concentraram o maior número de trabalhadores sem carteira assinada no estado, com 81,1% de pessoas sem vínculo formal, equivalente a 900 mil pessoas desses dois setores trabalhando sem carteira, no ano passado.

Roubos

João Gomes analisou que vários fatores negativos contribuíram para que o estado se aprofundasse nesse processo. O roubo a estabelecimentos comerciais atingiu o pico de 47 por 100 mil habitantes, em 2014. “Você teve um crescimento muito forte. Depois, ele cai um pouco porque teve um investimento maciço em segurança por parte do comércio”, apontou. Em 2017, foram registrados 39 roubos por 100 mil habitantes a estabelecimentos comerciais. Gomes lembrou que, no ano passado, foram investidos pelos estabelecimentos do comércio em torno de R$ 10 bilhões na área de segurança.

Já o roubo de carga mostrou crescimento, passando de 36 por 100 mil habitantes, em 2014, para 63 por 100 mil em 2017, maior número da série histórica de dez anos. Em contrapartida, o menor índice foi observado no ano de 2010: 16 roubos de carga por 100 mil habitantes.

O economista disse que 2017 marcou o recorde de roubos de carga no estado: 10.599, ou média de 29 casos por dia. Aumento de 7,3% em relação às 9.874 ocorrências em 2016, de acordo com o ISP.

PDT pede anulação das eleições e cassação da candidatura de Bolsonaro

sex, 19/10/2018 - 18:03

O PDT entrou hoje (19) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a anulação da votação do primeiro turno, realizada no dia 7 deste mês, e de cassação da candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, à Presidência da República. A base do pedido é a denúncia feita pelo jornal Folha de S.Paulo em reportagem publicada ontem (18), segundo a qual empresários apoiadores de Bolsonaro custearam serviços de envio de mensagens em massa pela plataforma WhatsApp.

Segundo o PDT, o episódio corresponde à conduta de abuso de poder econômico, vedada pelo Código Eleitoral. Para os advogados do partido, o emprego de sistemas de disparo em massa ocasionou desequilíbrio na disputa, com gastos e estrutura maiores beneficiando a candidatura de Jair Bolsonaro, violando o princípio da “paridade de armas".

O partido também pede que se apure se houve recurso não contabilizado (caixa 2) para a campanha do PSL. “O financiamento da propaganda eleitoral foi constituído de forma ilícita, na medida em que a doação empresarial é vedada de forma direta ou indireta, logo, seja por disponibilização de dinheiro ou por realização de gastos de campanha, como a mencionada contratação. O uso de recursos empresariais é terminantemente vedado”, afirma a ação.

De acordo com o PDT, o abuso de poder econômico e a ilegalidade dos repasses justificam a anulação das eleições. Diz o Artigo 222 do Código Eleitoral: “É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei”. “As fake news [notícias falsas] foram responsáveis, sim, pelo resultado das eleições, e isso é crime previsto no Código Eleitoral. Não há outra via senão o pedido de cancelamento das eleições”, afirmou o presidente da legenda, Carlos Lupi.

A ação pede, além da anulação, a inelegibilidade do candidato Jair Boslonaro e seu vice, General Mourão, bem como a investigação da participação destes e das empresas supostamente contratadas para o disparo em massa e de empresários que financiaram o serviço. Entre os atos solicitados estão a quebra de registro bancário e telefônico e disponibilização de relatórios contábeis e fiscais das empresas apontadas.

Denúncia

A reportagem da Folha de S.Paulo diz que empresas contrataram firmas de marketing digital que comercializam serviços de disparo de centenas de milhões de mensagens no WhatsApp em contratos de até R$ 12 milhões.Segundo o texto, um dos apoiadores é Luciano Hang, da rede de varejo catarinense Havan e apoiador público de Boslsonaro.

Foram citadas entre as companhias de assessoria digital contratadas para efetuar os disparos em massa as firmas Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market. Conforme o texto, Jair Bolsonaro declarou ter gasto apenas R$ 115 mil com a empresa AM4 Brasil Inteligência Digital para serviços relacionados a mídias digitais.

Dólar fecha semana em baixa, e Bovespa sobe, puxada por ações da Cesp

sex, 19/10/2018 - 17:45
O dólar norte-americano encerrou a semana cotado a R$ 3,71 - Arquivo/Agência Brasil

O dólar fechou a semana em baixa de 0,26%, cotado a R$ 3,7125 para venda e  acumulando queda de 1,75% no período.

No mês de outubro, a moeda norte-americana já acumula recuo de 8,06%, mas mantém valorização de 12,04% no ano. O Banco Central finalizou o último pregão da semana com a venda integral de swaps cambiais tradicionais, sem acionar leilões extraordinários para venda futura da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em alta de 0,44%, com 84.219 pontos.

Os papéis de grandes companhias acompanharam a tendência de alta: Petrobras, com valorização de 0,62%, Vale, com de 0,39%. O maior destaque foram as ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com alta de 15,79%, impulsionada pela venda da Usina de Porto Primavera, arrematada pela Votorantim Energia e um fundo de pensão canadense por R$ 1,7 billhão.

BNDES vai financiar reforço de interligação elétrica no Centro-Oeste

sex, 19/10/2018 - 17:44

A empresa Canarana Transmissora de Energia, sociedade de propósito específico controlada pela holding chinesa State Grid Brazil, vai receber financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 181 milhões. Os recursos serão investidos, principalmente, no reforço da interligação elétrica e energética da Região Centro-Oeste.

O projeto inclui a construção de uma nova linha de transmissão entre as subestações de Paranatinga e Canarana, em circuito simples, com extensão aproximada de 263 quilômetros, que vai atravessar cinco municípios da região. Com o reforço da disponibilidade de energia elétrica, a Canarana pretende que haja condições mais favoráveis para o desenvolvimento regional e para o crescimento econômico das atividades agroindustriais de Mato Grosso. A expectativa é que o projeto traga benefícios ao Sistema Interligado Nacional (SIN), incluindo maiores confiabilidade e segurança, informou o BNDES. 

O empréstimo do Banco representa 58% do total de investimentos no projeto (R$ 311,6 milhões). Outros 19% serão provenientes de debêntures de infraestrutura, com valor de emissão de R$ 60 milhões.

Fragmentos do crânio de Luzia são encontrados no Museu Nacional

sex, 19/10/2018 - 17:31

O Museu Nacional anunciou hoje (19) que o crânio de Luzia foi encontrado em fragmentos em meio a escombros do edifício que pegou fogo no dia 2 de setembro. Trata-se do fóssil mais antigo já encontrado no continente americano, considerado uma das principais relíquias que a instituição guardava.

O crânio ficava armazenado em uma caixa de metal, dentro de um armário. Essa caixa também foi encontrada parcialmente destruída. Cerca de 80% dos fragmentos encontrados já foram identificados. A expectativa é de que o crânio seja quase totalmente reconstituído, mas a extensão dos danos e das perdas ainda precisará ser avaliada. Também foram encontradas outras partes de Luzia que o Museu Nacional guardava, incluindo um fêmur.

De acordo com a arqueóloga Cláudia Carvalho, chefe da equipe de resgate do acervo, o esqueleto era frágil, razão pela qual ele não ficava em exposição permanente. "Parte do crânio que estava reconstituído perdeu a cola, então tivemos a liberação de fragmentos que estavam unidos. E alguma parte também foi afetada pelo fogo", contou. O que estava em exposição na ocasião do incêndio ainda não foi encontrada. Isso inclui fragmentos da bacia e ossos das pernas e dos braços.

Cláudia explica que a reconstituição do crânio será um trabalho de quebra-cabeça, mas lembra que há etapas preliminares a serem cumpridas. "Num primeiro momento, precisamos acabar a higienização do material. E daí é importante estabilizar para garantir que nenhum processo de decomposição ou de deterioração esteja em curso".

Encontrados fragmentos do crânio de Luzia, o fóssil mais antigo já encontrado no continente americano, nos escombros do Museu Nacional - Léo Rodrigues/Agência Brasil

Segundo o diretor de Museu Nacional, o paleontólogo Alexander Kellner, a reconstrução do crânio não será um processo rápido e será preciso primeiro ter um novo laboratório. Para tanto, ele estima que serão necessários pelo menos entre R$10 milhões e R$15 milhões. O diretor afirma que há algumas negociações em curso e já existe uma perspectiva de local para o novo laboratório, mas não deu detalhes.

Salvamento

Kellner ressaltou também que as atividades de salvamento do acervo ainda não tiveram início. Nesse momento, estão em curso a implementação das medidas necessárias para dar segurança ao edifício, o que permitirá que os técnicos possam entrar e trabalhar. Para este fim, foram liberados R$8,9 milhões pelo Ministério da Educação (MEC). Estas medidas deverão ser concluídas em pouco mais de 150 dias e envolvem, por exemplo, o escoramento de paredes e a retirada de parte do material que esteja criando obstáculos.

"Nós não iniciamos ainda as atividades de salvamento do material que está nos escombros. Mas a medida que vamos avançando nesse trabalho de escoramento, nós acabamos fazendo alguns achados. A expectativa é de encontrar muitos outros tesouros importantes", explicou Kellner.

O diretor do Museu Nacional disse ainda que está pleiteando junto ao Congresso Nacional uma emenda parlamentar que garanta R$56 milhões para iniciar a primeira fase de reconstrução do edifício, que inclui a parte mais histórica, incluindo a fachada, a sala do trono e alguns outros ambientes. A demanda foi apresentada através de uma carta pública.

Segundo ele, a bancada de deputados do Rio de Janeiro demonstrou sensibilidade e está estudando a questão orçamentária. Uma audiência pública para discutir a situação do Museu Nacional, que comemora nesse ano seus 200 anos de existência, foi agendada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O evento ocorrerá no dia 30 de outubro.

"Precisamos devolver o Museu Nacional para a sociedade. Estamos falando de um prédio ligado à história do país. E há uma pressão externa muito grande sobre nós. Temos vários museus no mundo que manifestaram interesse em nos doar material raro. Mas precisamos ter as condições adequadas. Precisamos dar segurança para as pessoas, os visitantes e os técnicos, e para o acervo", disse o diretor.

A carta pública é endereçada aos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e pede um compromisso com a reconstrução do Museu Nacional. Nenhum dos dois respondeu até o momento. Kellner já tem uma estimativa do custo total de reconstrução do Museu Nacional. "Eu tenho a minha estimativa pessoal pela minha experiência, mas que talvez não seja a mais correta. Para recuperar o Museu Nacional e termos um museu de primeira linha, calculo em R$300 milhões. Mas não adianta nos dar todo esse dinheiro agora. É um processo".

Roteiro da 1ª radionovela brasileira ganha certificação da Unesco

sex, 19/10/2018 - 17:17

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é uma das dez instituições que tiveram aprovada a inscrição de um bem arquivístico no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco (MoW). A empresa concorreu ao Edital 2018 do MoW com o conjunto de roteiros da primeira radionovela produzida no país, Em busca da felicidade, transmitida pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro entre os anos de 1941 e 1943.

A reunião para aprovação das candidaturas ocorreu nesta semana, no Arquivo Nacional, no Rio. A EBC concorreu com outras 28 instituições. O resultado foi anunciado hoje (19).

Na avaliação da gerente de Acervo da EBC, Maria Carnavale, a inclusão no Programa MoW da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) é inédita para o acervo da empresa e reforça seu potencial, porque  “agora, o acervo está com um certificado que garante sua preservação, porque é um bem para o mundo. Saiu das paredes da EBC e foi para o mundo. A certificação revela isso”, afirmou a gerente, em entrevista à Agência Brasil.

Memória cultural e social

No edital do MoW são eleitos arquivos que devem ser preservados porque são importantes para a construção de uma memória cultural e social. O Programa MoW da Unesco foi iniciado na década de 1990. “É a nossa primeira certificação. A gente está superfeliz. É um marco, e nos inspira para que possamos trabalhar e conquistar novas certificações, explorando mais e mais o nosso acervo”.

A pesquisa para seleção do arquivo que iria concorrer em julho passado ao Edital 2018 do Mow foi feita por Thiago Monteiro de Barros Guimarães e Indiara Góes, da Gerência de Rádio e TV da EBC, auxiliados pela arquivista Mirian dos Santos da Conceição. Juntos, eles construíram a defesa justificativa do projeto, destacou Maria Carnevale. “Foi o primeiro passo. É nossa primeira tentativa e logo de cara conseguimos a certificação. Então, é uma felicidade só”.

As imagens dos roteiros originais que foram apresentadas no edital da Unesco foram registradas pela repórter fotográfica da Agência Brasil, Tania Rego.

A gerente de Acervo da EBC disse que o próximo passo é começar a trabalhar para escolha de um novo arquivo para participar do Edital 2019 do MoW. “Agora, vai virar uma prática. Este ano foi a nossa estreia, com um resultado fantástico. Agora, vamos dar continuidade a esse trabalho”, disse Maria Carnevale.

SP: Defensoria Pública cria Observatório da Violência por Intolerância

sex, 19/10/2018 - 16:48

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo inaugurou hoje (19) uma central virtual para receber denúncias de violência motivadas por preconceito e intolerância. O Observatório da Violência por Intolerância funcionará no endereço www.defensoria.sp.def.br.

O site disponibiliza um formulário que as vítimas preenchem descrevendo as informações sobre agressão, especificando se a violência ocorreu por meio presencial ou digital, qual o tipo de violência (agressão física, ameaça, ofensa verbal ou dano patrimonial) e qual a razão e contexto (discriminação racial, homofóbica, por origem ou xenofobia, de gênero, ou intolerância política ou religiosa).

O sistema permite também que as vítimas indiquem os agressores e forneçam provas do ocorrido. Apenas deverão ser registrados casos ocorridos no estado de São Paulo. O sigilo das informações pessoais coletadas é garantido.

“Pensamos no observatório como uma ferramenta de mapeamento da violência decorrente das diversas formas de intolerância, inclusive permitindo a identificação mais rápida e segura de eventuais alterações na sociedade sobre esse fenômeno, que exige um olhar atento do estado, tanto no aspecto de prevenção quanto de repressão. A ideia da Defensoria é contribuir para uma ação conjunta e articulada de órgãos públicos sobre o tema”, destacou a 1ª Subdefensora Pública-Geral, Juliana Belloque.

De acordo com a Defensoria, os registros recebidos vão servir para consolidar dados e casos que possam subsidiar políticas públicas de prevenção e enfrentamento a episódios de intolerância. O órgão irá ainda orientar as vítimas juridicamente e acompanhar casos graves relatados.

Dados

A morte de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) cresceu 30% em 2017 na comparação com o ano anterior, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), divulgado em janeiro.

Foram registradas 445 mortes motivadas por homofobia no ano passado. O monitoramento anual é feito há 38 anos. A pesquisa da GGB mostra também que 56% dos episódios ocorreram em vias públicas e que a prática mais comum com travestis é o assassinato na rua a tiros ou por espancamento.

Travesti assassinada

No início da semana, uma travesti foi assassinada na região do Largo do Arouche, no centro da capital paulista. O crime é investigado pelo 3º Distrito Policial de São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) fez a perícia no local do crime onde começaram as agressões. Há indícios de que a morte tenha sido provocada por intolerância política e divergências ideológicas.

Um ato em memória da travesti está marcado para o próximo domingo no Largo do Arouche. O evento Priscila Vive: Ato em Memória Dela e por Justiça – Fascismo Não ocorrerá às 18 horas.

PT pede ao TSE medidas cautelares urgentes em ação contra fake news

sex, 19/10/2018 - 16:47

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, reuniu-se hoje (19) com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a quem pediu a aplicação de medidas cautelares urgentes para investigar notícias de que empresas em prol do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, estariam pagando por serviços de disparos de mensagens em massa contra o partido e seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, via WhatsApp.

“Precisamos de uma atuação urgente quanto a isso, porque é verdadeiramente uma fraude do processo eleitoral”, disse Gleisi Hoffman após o encontro, que durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos na sede do TSE, em Brasília. Também participaram do encontro o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, e representantes de PCdoB, Pros e PCB.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que houve  fraude do processo eleitoral - Rovena Rosa/Agência Brasil

Para a presidente do PT, o que houve no primeiro turno foi “uma boca de urna digital feita em grandes proporções que mudou o resultado da eleição praticamente no dia da votação”. Ela acrescentou que acionará a Organização dos Estados Americanos (OEA) para que acompanhem mais de perto a lisura do processo eleitoral brasileiro.

Ontem (18), o partido pediu a abertura de uma ação de investigação judicial eleitoral para apurar o disparo em massa por WhatsApp de mensagens falsas contra o PT às vésperas do primeiro turno.  A legenda alega que a prática configura caixa 2 de campanha, o que poderia resultar na inelegibilidade de Bolsonaro por oito anos, caso comprovada. 

Segundo notícia publicada na quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, empresários apoiadores de Bolsonaro teriam assinado contratos de até R$ 12 milhões com empresas especializadas na prática. Um dos apoiadores seria Luciano Hang, da rede de varejo catarinense Havan, que apoia o candidato do PSL.

Na ação, o partido pede que buscas sejam feitas nas empresas citadas pela Folha de S. Paulo como participantes do esquema. Segundo advogados do PT que também se reuniram com Rosa Weber, a ministra prometeu conversar com o corregedor eleitoral e relator do caso, ministro Jorge Mussi, para que ele decida ainda nesta sexta-feira sobre as medidas cautelares.

 

 “A notícia do jornal Folha de S. Paulo é uma verdadeira notícia-crime”, disse Eugênio Aragão, advogado do PT. Para ele, caso não sejam autorizadas buscas nas empresas, há o risco de se “destruir provas, documentos, apagar dados em computador ou destruir disco rígidos”.

Para Aragão, a retirada do ar pelo WhatsApp, nesta sexta, de contas que atuam com o disparo em massa de informações falsas ou enganosas representa um elemento de prova de que o esquema envolvendo empresários em apoio a Bolsonaro é verdadeiro. 

 Ontem (19), em transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro negou ter conhecimento de qualquer esquema relacionado ao WhatsApp. O presidente do PSL, Gustavo Bebiano, também negou que a campanha tenha feito uso de caixa dois. “Toda e qualquer doação feita até hoje foram de recursos doados por meio da nossa plataforma, conforme a legislação", 

PSOL

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, disse que o pedido do partido para que o TSE  imponha restrições ao uso do WhatsApp pretende garantir a livre escolha do eleitor, o que justificaria uma limitação no uso da plataforma de mensagens.

“Ainda é possível, do nosso ponto de vista, que o tribunal tome medidas para impedir que o que a fraude que aconteceu no primeiro turno, através da indução do comportamento eleitoral do brasileiro, possa acontecer no segundo turno”, disse Medeiros.

O PSOL quer uma liminar (decisão liminar) para que a Justiça Eleitoral determine ao WhatsApp a restrição temporária do compartilhamento de mensagens, bem como a redução do tamanho dos grupos na rede social.
 

Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

sex, 19/10/2018 - 16:42

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou hoje (19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde de hoje (19) o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção... quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

Notícias falsas

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

Turismo

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

Confiança do consumidor segue estagnada, diz pesquisa

sex, 19/10/2018 - 16:32
Dados apurados pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor permaneceu estagnado na transição dos últimos dois meses, com 41,9 pontos em setembro contra 42,4 pontos em agosto. A baixa evolução da confiança do consumidor é reflexo da crise na economia e das incertezas do processo eleitoral.

De acordo com o estudo, 82% dos brasileiros entrevistados avaliam de forma negativa a economia no atual momento, percentual que se manteve estável na passagem de agosto para setembro. Pelo menos 68% dos consumidores avaliam que o principal sintoma das atuais condições econômicas é o desemprego elevado; 61% culpa o aumento dos preços de produtos; 38% justifica pelas altas taxas de juros; e 29% acredita que é por causa do aumento do dólar.

Quase metade dos consumidores afirmam que entre os residentes de sua casa há pelo menos um desempregado, e 34% afirmam ter receio de ser demitido. Para mais da metade dos entrevistados (51%), o alto custo de vida tem gerado incômodo na vida financeira familiar, e para 19%, o desemprego. Indagados sobre onde que mais pesa o orçamento, 89% citam despesas com contas de luz e água; 87% afirmam ser o supermercado; e 86% apontam os preços dos combustíveis.

No que se refere à própria condição financeira, 43% dos consumidores consideram ruim ou péssima, contra apenas 11% que consideram que vai bem. Entre as causas do pessimismo financeiro estão o custo elevado de vida (57%), o desemprego (34%), queda na renda familiar (25%), imprevistos (13%) e a perda do controle orçamentário (11%).

O levantamento abordou também as perspectivas para o futuro da economia, e dentre os entrevistados, 33% se declararam pessimistas (10% no que se refere à vida particular), enquanto 19% afirmam estar otimistas (55% na avaliação financeira particular).

De acordo com quase metade dos entrevistados, corrupção e desemprego são as maiores causas de insegurança, questões que estão ligadas aos primeiros meses de atuação do próximo presidente.

Para o SPC Brasil, embora o país tenha atingido uma certa estabilidade diante da recessão econômica, o brasileiro se mantém cauteloso diante do processo eleitoral em curso. A entidade ressaltou ainda que há incertezas sobre como os candidatos pretendem lidar com as reformas econômicas que o país precisa, e que apenas a queda no desemprego e crescimento real da renda vão mudar positivamente a percepção do consumidor.

Foram entrevistados 800 consumidores. O Indicador aponta quer níveis acima de 50 indicam confiança, enquanto que níveis abaixo apontam o oposto. A escala do indicador varia de zero a 100.

*Estasgiário sob a supervisão de Alekssander de Paula Soares

WhatsApp remove contas de disparo em massa de notícias falsas

sex, 19/10/2018 - 16:18

O WhatsApp está tomando medidas contra empresas que atuam com envio em massa de mensagens com conteúdos falsos ou enganosos. A informação foi repassada hoje (19) à Agência Brasil pela assessoria da empresa. Ontem (18), o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem segundo a qual empresas de marketing digital custeadas por empresários estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

De acordo com a nota da empresa, o WhatsApp está “tomando medidas legais imediatas para impedir empresas de enviar mensagens em massa via WhatsApp”. A companhia também informou que baniu contas associadas a estas empresas.

No comunicado, a assessoria da empresa informou que foram canceladas também “centenas de milhares de contas durante o período das eleições no Brasil”. “Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação”, acrescentou a nota.

A reportagem da Folha de S. Paulo apontou uma rede de empresas de marketing digital contratadas para efetuar os disparos em massa. Os contratos, que chegariam até R$ 12 milhões, seriam bancados por empresários próximos ao candidato, como Luciano Hang, da rede de varejo catarinense Havan.

Ações

Ontem (18), o PT entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrando apuração do ocorrido. Além de investigação dos empresários e de seu vínculo com a candidatura Bolsonaro, o partido requereu que a Justiça Eleitoral dê ao WhatsApp 24 horas para promover um plano de contingência que bloqueie o envio das mensagens em massa pelas firmas de comunicação digital citadas na reportagem.

Pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por “fake news”, mas pela “verdade”. Em seu perfil no Facebook, Luciano Hang disse que vai processar a Folha de S. Paulo e desafiou o jornal a mostrar os contratos de envio de mensagens em massa.

Preocupação

O fenômeno das notícias falsas vem marcando as eleições deste ano. A missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou preocupação com o fenômeno da desinformação durante o 1º turno. No balanço da votação do 1º turno, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, também alertou para o problema, em especial vídeos e mensagens colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral.

A rede social WhatsApp tem sido o foco de maior preocupação. Estudo de professores da USP e UFMG e Agência Lupa em 347 grupos na plataforma encontrou entre as imagens mais compartilhadas um índice de apenas 8% de caráter verdadeiro.

Manifestantes criticam propostas de Bolsonaro para meio ambiente

sex, 19/10/2018 - 16:00

Ambientalistas, profissionais da área ambiental e integrantes do movimento indígena realizaram hoje (19), em Brasília, um protesto contra propostas e declarações do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), que os manifestantes classificam como ameaças à democracia e à preservação dos recursos naturais do país. Segundo os organizadores, 300 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar estimou 70 pessoas.

O diretor adjunto da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema), André Jardim, disse que a mobilização teve como propósito a defesa da causa ambiental, o que pressupõe a manutenção de instituições que compõem o Sistema Nacional de Meio Ambiente, como os órgãos estaduais e municipais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que foram chamados, recentemente, por Bolsonaro, de "indústria de multas". Para o capitão reformado, fiscais dos dois órgãos estariam impondo injustamente penalidades a autuados por crimes ambientais.

Outra pauta dos manifestantes é sobre a unificação dos ministérios do Meio Ambiente e o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, proposta pelo candidato. Jardim esclarece que os ambientalistas não se opõem a uma interlocução entre os ministérios. "Essa integração sempre foi defendida por ambas as pastas. Nunca a gente foi contra a integração. A gente reconhece a importância de fazer políticas conjuntas. Entretanto, pelas suas próprias peculiaridades e pela abrangência das agendas dessas pastas, cada um tem que ter sua autonomia. Eles têm que continuar existindo por si só. E a fusão, pelo porte do Ministério da Agricultura, faz com que o do Meio Ambiente se subjugue a ele", afirmou.

Analista ambiental do MMA, Jardim destacou ainda que uma eventual saída do Brasil do Acordo de Paris - tratado mundial de redução da emissão de gases estufa -, também pretendida por Bolsonaro, representará um grave retrocesso. "A adesão a esses acordos e convenções internacionais é importantíssima porque facilita a mobilização de organismos internacionais e de outros países preocupados com o meio ambiente em pressionar o governo brasileiro [a olhar] para a causa ambiental."

Coordenadora do Programa de Política e Direito Socioambiental, do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, ressaltou que, se adotada, a decisão poderá prejudicar até mesmo imagem do Brasil diante de parceiros comerciais. Ela avalia que o país conseguiu se consolidar como um líder em ações em prol do meio ambiente e que o projeto de Bolsonaro seria um "desmonte" dessa conquista. 

"É uma perda para o país, do ponto de vista para as condições de controlar o uso do seu patrimônio [ambiental] e uma perda para a visibilidade internacional do país, afetando, inclusive, as relações comerciais, porque o Brasil é um produtor de commodities, ele depende de conseguir vendê-las. E a negação dos compromissos ambientais tem, certamente, impacto para aqueles consumidores, principalmente na Europa, onde esses acordos são fundamentais para afiançar a venda de produtos originários de regiões de floresta", ponderou Adriana.

Amazônia

Em declarações durante a campanha, o candidato do PSL disse que pode flexibilizar a legislação que regula a exploração econômica de áreas verdes preservadas, inclusive na Amazônia. Sobre esta questão, André Jardim pontuou que, embora os ativistas ambientais tenham alertado para as polêmicas declarações sobre atividades predatórias, outros biomas também devem ser preservados. "Todos eles [biomas] vivem uma situação sofrem um processo de conversão de vegetação nativa que é assustador."

De acordo com pesquisadores associados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), expressivos desequilíbrios têm sido identificados em torno da floresta amazônica, como a maior incidência de enchentes. Estudo divulgado no mês passado demonstra oscilações extremas no nível do Rio Amazonas. Segundo a publicação, a frequência e a magnitude das cheias e também das secas aumentou nos últimos 30 anos, na comparação com o período de 70 anos anteriores.

Bolsonaro

Nas redes sociais, Bolsonaro não se manifestou sobre o protesto. Ele postou apenasuma imagem de Angra dos Reis, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro, com referência era sobre o potencial turístico do Brasil e como pode impactar positivamente na economia.

Apesar de ameaças de Trump, hondurenhos começam a entrar no México

sex, 19/10/2018 - 15:52

Apesar das advertências do governo dos Estados Unidos, os primeiros migrantes hondurenhos começam a entrar, nesta sexta-feira (19) em território mexicano, a partir da cidade de Tecún Umán, na Guatemala.

O grupo cruzou à força o primeiro cerco policial, composto de uma centena de homens da guarda anti motim para se dirigir à uma cerca que separa a Guatemala do México.

Eles integram a caravana de cerca de 2 mil pessoas que deixaram Honduras a pé, no último sábado (13), fugindo da violência e crise econômica que assola o país, rumo aos Estados Unidos, em busca de melhores condições de vida, segundo declaram à imprensa.

Caravana de hondurenhos começa a entrar a à força no México, a partir da Guatemala - EFE/Esteban Biba/Direitos Reservados

Na caravana viajam crianças, mulheres grávidas, idosos e pessoas com deficiência, o que torna mais lento o avanço. No início da semana, os hondurenhos começaram a cruzar em massa e sem registro migratório a fronteira da Guatemala, apesar de bloqueio policial.

O primeiro ponto de descanso foi o município Esquipulas, fronteira com Honduras, onde dormiram. Depois seguiram por Chimquimula e, na noite da terça-feira (16) um grupo chegou à cidade capital para dormir na Casa do Migrante, na zona 1.

Ao longo do trajeto pela Guatemala, receberam apoio da população e de organizações de direitos humanos que distribuíam água, comida, balas, roupas e fraldas.

Reação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou seu desgosto com a mobilização irregular e ameaçou cortar ajuda financeira da Guatemala, Honduras e El Salvador, se a caravana seguir avançando. Ele também ameaçou fechar a fronteira com o México .

A marcha irregular de hondurenhos ocorre a menos de uma semana da segunda Conferência de Prosperidade e Segurança na América Central, que será realizada em Washington, onde as três nações ameaçadas pelo mandatário pediram um maior apoio financeiro para enfrentar problemas regionais, principalmente a crescente emigração.

*Com informações das agências EFE e Prensa Latina

Campanha eleitoral é dominada por troca de acusações sobre fake news

sex, 19/10/2018 - 15:49

Às vésperas do segundo turno das eleições, as atenções das equipes dos dois candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), estão voltadas para a troca de acusações sobre fake news e disseminação de notícias falsas em redes sociais e aplicativos.

Na manhã de hoje (19), Haddad definiu como tsunami cibernético” a avalanche de denúncias a respeito do assunto, inclusive sobre a suposta existência de um grupo de empresários que financiaram a divulgação de informações falsas anti-PT. O candidato chamou a Justiça de “analógica”.

Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo Rio de Janeiro e filho do candidato à Presidência pelo PSL, postou no Twitter por volta das 12h que o Whatsapp chegou a bloqueá-lo da rede. "A perseguição não tem limites! Meu WhatsApp, com milhares de grupos, foi banido sem nenhuma explicação! Exijo uma resposta oficial da plataforma", disse. No início da tarde, ele postou mensagem para explicar que o bloqueio havia ocorrido há dias e que seu número pessoal já havia sido desbloqueado.

Oficial

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou para domingo (21), às 14h, a entrevista coletiva marcada para esta tarde para anunciar medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais. A entrevista, segundo assessores, foi adiada devido incompatibilidades nas agendas dos participantes.

A previsão era que a entrevista coletiva ocorresse hoje. A coletiva foi anunciada após o TSE receber cobranças sobre as medidas efetivas para impedir candidatos e partidos de compartilhar conteúdo falso durante a campanha eleitoral.

Deverão participar da coletiva prevista no próximo domingo a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

Recursos

Ontem (18), a coligação que sustenta a candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República e o PSOL entraram com pedidos no TSE para declarar Bolsonaro inelegível por oito anos, em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

Pelo Twitter, Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e que o PT não está sendo prejudicado por fake news, e sim pela “verdade”.

Para Haddad, Justiça é analógica para enfrentar “tsunami cibernético"

sex, 19/10/2018 - 15:36

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) disse hoje (19) que a Justiça Eleitoral é analógica e está demorando para dar uma resposta ao que caracterizou como crime eleitoral cometido na forma de um “tsunami cibernético”. Ele se referiu à suspeita da existência de um grupo de empresários que financiaria a disseminação de notícias falsas anti-PT.

No Rio de Janeiro para participar de um debate promovido pelo Clube de Engenharia, Haddad ressaltou que o resultado no primeiro turno foi influenciado por essas manobras virtuais, inclusive na eleição para o Congresso Nacional.

“É uma justiça analógica para lidar com problemas que são virtuais. O que aconteceu no final do primeiro turno já é muito grave, não pelo fato de a campanha presidencial ter sido influenciada, mas muitos parlamentares do novo Congresso, uma parte foi eleita com base nessa emissão de mensagens em massa pelo WhatsApp. Santinhos foram distribuídos em massa, isso custou dinheiro e o dinheiro não foi declarado.”

Calúnia e difamação

Haddad afirmou que a disseminação de fake news é associada aos crimes de calúnia e difamação. “No meu caso é um pouco mais grave, porque além do caixa 2 e da compra de cadastro, duas práticas ilegais, você tem a calúnia e a difamação.”

Para o candidato, a Justiça não pode se omitir diante dos acontecimentos. “Mesmo o santinho é ilegal com campanha em massa, então, vai ter um desequilíbrio daqui pra frente se a Justiça fizer vista grossa para o dinheiro de caixa 2 entrando nos cofres dessas empresas de tsunami cibernético, como eu chamei essas ondas de emissão de mensagens. Na minha opinião, a justiça deveria se debruçar sobre isso inclusive nessa campanha, porque nós estamos a 10 dias do segundo turno.”

Debate

No fim da manhã, Haddad participou de um debate organizado pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), e Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes).

Ao discursar para a plateia, o candidato disse que o Brasil passa por uma situação tão peculiar que as pautas que permeiam a campanha eleitoral de 2018 são as mesmas das décadas de 1950 e 1970.

“Defender a Petrobras e a CLT era uma pauta do movimento progressista dos anos 50. A mesma elite, com o mesmo sobrenome às vezes, que atacava a Petrobras e os direitos trabalhistas, encontra no meu adversário um representante dos seus anseios, sempre antinacionais e antissociais. Já foi dito que há ricos no Brasil, mas não há uma elite propriamente dita, porque os ricos do Brasil não têm compromisso nem com o território nem o povo. Defendemos também uma pauta dos anos 70, estamos defendendo a Amazônia, a soberania nacional. O meu adversário é entreguista”.

A associação dos engenheiros da Petrobras entregou a todos os candidatos o documento Programa Setorial para as eleições gerais de 2018: Soberania e Desenvolvimento - Energia e Petróleo, no qual defende 18 medidas, como a “reversão da privatização de ativos estratégicos, alteração da política de preços da Petrobras, desenvolvimento de política de conteúdo local e garantia de direito estatal como operadora única do pré-sal”.

Ato de apoio

Após o evento no Clube de Engenharia, Haddad se dirigiu, de carro, ao Buraco do Lume, a 250 metros do clube, onde ocorria um ato em apoio à sua candidatura, com parlamentares do PSOL. Ele discursou rapidamente e disse que é possível conter o tsunami cibernético.

“Nós descobrimos o esquema do Bolsonaro no WhatsApp. Os empresários que estão colocando dinheiro ilegal na campanha dele não vão poder fazer isso na semana que vem porque pode acontecer de a Polícia Federal rastrear e ter alguma prisão. Isso para nós é muito importante”.

Ao lado do deputado federal eleito Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Haddad homenageou Marielle Franco, vereadora assassinada em março. “Era uma representante da sua comunidade, uma pessoa que empunhou bandeiras muito importantes para a nossa sociedade.”

O candidato do PT criticou as propostas que visam a armar a população. Segundo ele, há o risco de transformar o país em um Estado miliciano. Ele reiterou que está à disposição para participar de debates.

Presos fogem de penitenciária em Boa Vista

sex, 19/10/2018 - 15:29

Quatro presos fugiram da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista (RR). A fuga ocorreu na madrugada desta quinta-feira (18) e foi confirmada hoje (19), pela Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc). Em 2017, uma rebelião na penitenciária resultou na morte de 33 presos.

Ainda de acordo com a secretaria, guardas flagraram cinco detentos que cumprem pena em regime fechado escapando por um buraco na muralha do presídio. Um policial militar chegou a efetuar um disparo de advertência, mas quatro dos apenados conseguiram escalar a tela de proteção que cerca a muralha. O quinto preso quebrou a perna ao saltar da cerca e foi recapturado.

Policiais continuam as buscas para tentar recapturar os quatro fugitivos, cujos nomes não foram divulgados.

No último sábado (13), a Sejuc e a Polícia Militar revelou ter identificado um plano de fuga de presos da mesma penitenciária e realizaram, com a ajuda do Departamento do Sistema Penitenciário, uma ação no interior da unidade. No mesmo dia, horas mais tarde, o corpo de um preso morto foi encontrado. As causas da morte estão sendo investigadas.

Vistoria da OAB

Em agosto deste ano, uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vistoriou a penitenciária. Ao fim da inspeção, o presidente da entidade, Cláudio Lamachia, disse que a unidade podia se tornar palco da “próxima grande tragédia nacional” caso as autoridades brasileiras não dediquem “atenção prioritária” ao sistema prisional do estado.

Classificando a situação como “preocupante”, Lamachia defendeu que a situação exige ações conjuntas entre os governos federal e estadual. “As autoridades precisam pedir permissão para os líderes das facções criminosas para cumprirem suas funções mais elementares como levar detentos a audiências ou cumprir alvarás de soltura, assim como quando os advogados precisam ter acesso a seus clientes. Ou seja: a penitenciária de Monte Cristo é uma bomba relógio prestes a explodir enquanto as autoridades fazem um jogo de empurra-empurra”, declarou o presidente da OAB.

Em janeiro do ano passado, a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo foi palco de uma grande rebelião que deixou 33 detentos mortos.

Estudo relaciona 12% das mortes por câncer de mama ao sedentarismo

sex, 19/10/2018 - 15:24

Uma pesquisa publicada na revista Nature e que contou com a colaboração do Ministério da Saúde revela que uma em cada dez mortes em decorrência de câncer de mama no Brasil – cerca de 12% – poderiam ter sido evitadas com a prática de atividade física regular. De acordo com a pasta, os números mostram que, em 2015, 2.075 mortes poderiam ter sido evitadas se as pacientes realizassem pelo menos uma caminhada de 30 minutos ao dia cinco vezes por semana.

Segundo o ministério, um dos fatores que causam o câncer de mama é o excesso de estrogênio no organismo, que pode levar à formação de mutações e carcinogênese estimulando a produção de radicais. A pasta destacou que a atividade física, por sua vez, diminui o estradiol e aumenta a globulina de ligação a hormonas sexuais, provocando uma redução de circulantes inflamatórios e aumentando as substâncias anti-inflamatórias.

Estados

Os números mostram que os estados brasileiros com melhores indicadores socioeconômicos apresentaram as maiores taxas de óbitos de câncer de mama atribuível à inatividade física. O Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar, seguido pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo. Apesar de não aparecerem no topo da lista, estados do Norte e Nordeste, segundo a pasta, passam por uma transição de mortalidade, aumentando o número de óbitos por doenças crônicas e diminuindo as resultantes de outros tipos.

Atividade física

De acordo com o ministério, a pesquisa também chama atenção para o impacto de outros fatores de risco para o câncer de mama – 6,5% dos óbitos provocados pela doença são atribuídos ao uso de álcool, índice alto de massa corporal e dieta rica em açúcar. A pasta reforçou que a adoção de um estilo de vida saudável evitaria 39% das mortes por doenças crônicas, que respondem por 76% das causas de morte no Brasil.

“Se a saúde/doença da população brasileira continuar a tendência atual, com grande crescimento da doença crônica em adultos jovens, não haverá financiamento suficiente para o SUS, devido ao alto custo da doença crônica”, avaliou a diretora do departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fatima Marinho.

Números

Dados da última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2017 apontam que 13,9% das mulheres das capitais brasileiras são sedentárias. O número é maior entre as que têm mais idade, mas também entre as jovens de 18 a 24 anos (21%).

O estudo mostra ainda que 51,3% delas praticam atividade física de forma insuficiente – não alcançam o equivalente a pelo menos 150 minutos semanais de atividades de intensidade moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividades de intensidade vigorosa.

TSE adia para domingo anúncio de medidas contra notícias falsas

sex, 19/10/2018 - 14:47

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou para domingo (21), às 14h, a entrevista coletiva marcada para esta tarde para anunciar medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais. A entrevista foi adiada por causa de  incompatibilidades nas agendas dos participantes.  

A coletiva foi anunciada ontem (18) após o TSE receber cobranças sobre as medidas efetivas para impedir candidatos e partidos de compartilhar conteúdo falso durante a campanha eleitoral.

Nesta quinta-feira (18), a coligação que sustenta a candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República e o PSOL entraram com pedidos no TSE para que a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

Pelo Twitter, Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e que o PT não está sendo prejudicado por fake news, e sim pela “verdade”.

Deverão participar da coletiva prevista no próximo domingo a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

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