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Atualizado: 15 minutos 55 segundos atrás

MP abre inquérito para investigar ex-governador Alckmin

sex, 20/04/2018 - 16:45

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um inquérito para investigar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) por improbidade administrativa.

Assinado pelos promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Camargo Milani, o inquérito vai apurar se houve o pagamento, pelo grupo Norberto Odebrecht, de “vantagem indevida ao ex-governador Geraldo Alckmin, com a participação de Adhemar César Ribeiro [cunhado de Alckmin] e de Marcos Antonio Monteiro [que coordenou financeiramente a campanha de Alckmin], a título de caixa 2, sem regular declaração à Justiça Eleitoral”. A suspeita é que Alckmin tenha deixado de declarar R$ 2 milhões para a Justiça Eleitoral na campanha de 2010 e R$ 8,3 milhões na campanha de 2014.

Ex-governador Geraldo Alckmin será investigado por caixa 2 (SECOM/ Gov.de SP)

Por meio de nota, a assessoria do ex-governador informou que “vê a investigação de natureza civil com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Não apenas por ter total consciência da correção de seus atos, como também por ter se posicionado publicamente contra o foro privilegiado”, diz a nota. “Registre-se que os fatos relatados já estão sendo tratados pela Justiça Eleitoral, conforme determinou o Superior Tribunal de Justiça”.

A assessoria de imprensa da Odebrecht informou que “está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua”.

“[A Odebrecht] Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um acordo de leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador, Panamá e Guatemala, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”, disse a construtora.

FMI deve elevar projeção de PIB ainda este ano, diz BC

sex, 20/04/2018 - 16:37

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse hoje (20) que acredita o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar sua projeção de crescimento neste ano para o Brasil. “Se as nossas projeções se mantiverem, acho que eles vão acabar subindo [a projeção]”, afirmou.

Segundo Goldfajn, que participa dos Encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington, no último relatório Panorama da Economia Mundial, divulgado nesta terça, o Brasil foi um dos países cuja projeção mais se elevou em relação ao relatório anterior de janeiro.

No relatório do FMI, a previsão é que o Brasil deve crescer 2,3% neste ano e 2,5% em 2019, puxado por consumo e investimento. As projeções do fundo são menores do que as do ministério da Fazenda, de 3% para este ano, e do que as do mercado, que ficam em torno de 2,8%.

Sobre a gradualidade da retomada do crescimento brasileiro, o presidente do Banco Central afirmou que os números atuais são positivos, já que não se fala mais em recessão.   “Qualquer projeção entre 2,5 e 3% está dentro da margem razoável de projeções para este ano”, ressaltou, e e disse que a aceleração prevista pelo FMI está relacionada à política monetária, que gerou renda e permitiu o consumo antes mesmo da retomada dos investimentos. “Estamos recuperando. A  recuperação é gradual e uma parte do gradualismo são as incertezas”, disse o presidente, citando enrte elas as incertezas políticas.   Quando questionado se continuaria no cargo em um eventual novo governo, o presidente do Banco Central afirmou que a contribuição de um presidente para o Banco Central é mais efetiva se ele se mantiver neutro com relação a questões partidárias. “O BC tem que trabalhar para qualquer cenário, para qualquer partido, ser um ator neutro para ter o seu papel de órgão de estado.”   Alta dos juros   Para Goldfajn, a normalização das políticas monetárias, ou seja, um aumento da taxa de juros, sobretudo nos Estados Unidos, não deve causar sobressaltos à economia brasileira, até porque o processo de normalização está relacionado à retomada do crescimento ao redor do mundo, o que é positivo. Ele lembrou a projeção do FMI de que o crescimento mundial será de 3,9% neste ano e no ano que vem, que, segundo ele, é um bom número: “a única coisa é que os números bons trazem nessa normalização”.   Segundo Ilan, os países têm que se preparar para uma mudança no cenário internacional, que havia sido muito benigno nos últimos anos e “talvez deixe de ser tão benigno”. De acordo com ele, nesse período houve uma janela para que os países fizessem reformas, e o Brasil, assim como outras economias, aproveitou essa janela, ainda que a reforma da Previdência não tenha sido aprovada. “Ficou para mais adiante”, afirmou.   Guerra comercial   O presidente do Banco Central afirmou que o cenário internacional é benigno, mesmo que algumas flutuações tenham ocorrido no sistema financeiro no início do ano, sobretudo depois da intensificação das discussões sobre disputais comerciais entre Estados Unidos e China. “Nós estamos num mundo onde muita coisa começa muito ruidosa e não necessariamente acaba com o ruído que começou”, afirmou.  “Não acredito que isso que estamos observando vá levar a uma guerra comercial, isso faz parte de estratégias de negociação”.   Ilan disse que o Brasil está preparado para lidar com eventuais volatilidades, já que tem amortecedores, como um sistema financeiro robusto, balanço de pagamentos equilibrado, reservas altas, estoques de swaps baixos, conta-corrente favorável e fluxo normal dos investimentos estrangeiros diretos.

Juiz intima primo de Macri e ex-ministros de Cristina Kirchner

sex, 20/04/2018 - 16:37

O juiz Marcelo Martínez de Giorgi intimou 49 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema de desvios da construtora Odebrecht na Argentina. Na relação, estão dois ex-assessores do governo de Cristina Kirchner (2007-2015) - os ex-ministros Julio de Vido e José López - e Angelo Cacaterra, primo do atual presidente, Mauricio Macri. Eles são investigados por irregularidades em obras ligadas à empreiteira.

No processo, que estuda o suposto pagamento de propina por parte de empresas a funcionários públicos para a concessão das obras para a modernização da Ferrovia Sarmiento de Buenos Aires, também foram intimados empresários argentinos e brasileiros.

Os depoimentos começarão no dia 6 de junho. O ex-ministro De Vido, processado por suposto favorecimento à Odebrecht em contratos para ampliação de dois gasodutos, será o primeiro a prestar esclarecimentos. A previsão é estender os depoimentos até outubro.

Na decisão, o juiz Giorgi afirma que há provas que "permitem sustentar o estado de suspeita instaurado em torno dos fatos ocorridos em relação ao processo licitatório em questão, que estão vinculados de maneira direta com os pagamentos efetuados por parte das empresas" a funcionários públicos.

Calcaterra, primo de Macri, foi dono da construtora Iecsa e, em março do ano passado, fechou um acordo para a venda da companhia ao empresário Marcelo Mindlin. O projeto da Ferrovia Sarmiento está sendo investigado pela Justiça argentina desde que, no início do ano passado, o jornal La Nación divulgou informações sobre supostas transferências que ocorreram menos de um mês depois do início das obras.

Em dezembro de 2016, a Odebrecht admitiu ter pagado cerca de US$ 35 milhões em propinas na Argentina.

*Com informações da Agência EFE e Télam, agência pública de notícias da Argentina

Jungmann diz que MPs garantirão recursos “vultosos” para segurança

sex, 20/04/2018 - 16:04

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou hoje (20) que duas medidas provisórias que tratam de recursos para a área de segurança pública devem ser publicadas na próxima semana. Segundo o ministro, uma das medidas trará recursos novos "vultuosos" para a pasta e a outra definirá recursos previsíveis e carimbados para a segurança pública.

"Essas medidas provisórias devem estar saindo na semana que vem, e teremos recursos novos. Não me pergunte o valor, porque cabe ao presidente da República dizer isso. E vamos ter também, daí para frente, recursos carimbados que darão a previsibilidade orçamentária", disse, na solenidade de  posse do novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saad.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anuncia que na próxima semana serão publicadas MPs com recursos para segurança (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro Jungmann explicou que os recursos novos serão repassados aos estados por meio de contratos de gestão, com metas de resultados como redução de índice de mortalidade, melhoria na formação dos policiais, fornecimento de dados hoje indisponíveis e a criação de corregedorias independentes para as polícias.

Apesar de não revelar quanto será liberado pelas MPs, o ministro adiantou que cerca de R$ 230 milhões a R$ 250 milhões serão destinados à Polícia Federal, para aprimoramentos da estrutura e equipamentos. "O dinheiro vai ser liberado assim que o Congresso Nacional aprovar a medida provisória, que terá prioridade, segundo articulações que temos mantido com o presidente da Câmara [dos Deputados], Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira".

Intervenção federal

Em seu discurso, o ministro Jungmann afirmou que a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro já produziu resultados que podem ser comemorados, como mudanças no treinamento de policiais e reequipamento das corporações.

O ministro comentou a prisão de mais de 150 pessoas em uma festa que supostamente teria sido organizada por uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro. Grande parte dos presos não tinha antecedentes criminais, mas Jungmann disse que, apesar disso, não houve exageros na prisão.

"Esses que não tinham antecedentes criminais precisam explicar o que estavam fazendo lá, em uma festa de milicia, em uma festa de bandido. Para mim, não ter antecedentes criminais não quer dizer que eles possam ser liberados".

O ministro alertou que as autoridades brasileiras têm "prendido muito e prendido mal", porque, segundo ele, jovens que cometeram crimes como roubo e furto e sequer foram condenados formam grande parte da população carcerária do país, que já é a quarta maior do mundo.

"Temos uma realidade prisional que é uma tragédia. Se é a juventude que está sendo levada, então, nós, sociedade, todos nós, somos os recrutadores dos soldados do crime organizado. Porque se o sistema penitenciário é controlado pelo crime organizado, e nós estamos jogando centenas de milhares de jovens nesse aparelho, evidentemente somos gerentes de recursos humanos desse recrutamento".

 

Superintendente da PF toma posse no Rio e promete integração

sex, 20/04/2018 - 16:03

O novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, tomou posse hoje (20) e prometeu integração com órgãos de segurança púbica e polícias estrangeiras. A solenidade foi realizada na sede da superintendência, no centro do Rio de Janeiro, e contou com a presença do ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do interventor federal na Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, Walter Braga Netto. 

Entre as medidas, o novo superintendente prometeu a abertura de um posto de emissão de passaportes no Aeroporto Santos Dumont, além de um posto de atendimento aos estrangeiros. Outra ação anunciada por Saadi é a convocação de um gestor do Ministério do Planejamento para fazer uma análise de dados e resultados das ações da Polícia federal (PF) no Rio de Janeiro.  
O novo superintende elogiou o general Braga Netto por adotar ações de combate à violência no curto prazo e ações estruturantes nos órgãos de segurança estaduais. "A PF está à disposição para que possamos trabalhar juntos da melhor forma e da forma mais articulada possível".

O novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Ricardo Andrade Saadi, fala durante cerimônia de posse, na sede da PF. - Tomaz Silva/Agência Brasil

Saadi também afirmou que buscará investir em tecnologia, digitalizando inquéritos que ainda hoje tramitam em papel, facilitando a comunicação com a Justiça e o Ministério Público.                  
O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, afirmou que o centro de cooperação internacional que abrigou órgãos de inteligência e polícias estrangeiras durante grandes eventos no Rio de Janeiro se tornará um centro de integração permanente. Atualmente, o local funciona como sede da Interpol no Rio e, em um primeiro momento, chegarão ao local para colaborar com representantes da Argentina,  do Paraguai e da Bolívia.

Novo superintendente

Ricardo Saadi ocupava o cargo de superintendente da PF no Rio Grande do Sul e, de 2010 a 2017, foi diretor no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.
Ele substituiu Jairo Souza da Silva, que ficou pouco mais de um ano à frente da superintendência fluminense da PF, período no qual operações importantes prenderam ex-governadores, ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado.

O novo superintendente ingressou na PF como delegado em 2002 e é formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde também concluiu o mestrado e o doutorado em Direito Político e Econômico. Saadi também cursou graduação em ciências econômicas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Troca de informações

Durante a solenidade também foi assinado um acordo de cooperação com o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ). O acordo marca a entrada da PF como órgão participante do Portal da Segurança do Estado do Rio de Janeiro, para facilitar o intercâmbio de informações.
O acordo foi assinado pelo general Richard Nunes, secretário estadual de Segurança Pública, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, e o vice-presidente do Detran-RJ, André Luiz Mônica e Silva.

Conab é autorizada a vender milho e a comprar arroz

sex, 20/04/2018 - 15:53

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi autorizada a vender, por meio de leilões públicos, até 1 milhão de toneladas de milho em grãos. O objetivo da oferta é atender à demanda dos criadores de animais, que reclamam dos altos preços do cereal no mercado. A venda será feita por meio de leilões públicos.

Redução do preço do milho foi demandada por criadores de animais (Arquivo/Agência Brasil)

“Os preços do cereal no mercado estão iguais ou superiores ao preço de liberação de estoque, definido pelo governo em R$ 19,95 a saca de 60kg [quilos] no estado de Mato Grosso”.

Um primeiro aviso de venda de 200 mil toneladas de milho deve ser publicado ainda hoje (20), dirigido a criadores de aves, suínos, bovinos, ovinos e caprinos cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional do Produtor Rural (Sican) e representados por bolsas de mercadorias. O leilão deverá ocorrer no dia 27.

Também foi autorizada a aquisição de até 70 mil toneladas de arroz em casca, ao preço mínimo de R$36,01 pela saca de 60kg. O valor pode variar de acordo com sua classificação em função dos ágios e deságios previstos no Manual de Operações da Conab. Serão destinados R$ 50 milhões para essa compra, a ser feita pelas superintendências regionais da Conab em todo o país, por meio do mecanismo de Aquisições do Governo Federal (AGF), previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

De acordo com a Conab, essa medida será necessária para conter a pressão de oferta, em consequência do início da colheita. A companhia diz esperar, como resultado dessas operações, um “enxugamento do mercado e uma mudança das expectativas de queda de preço no setor.”

Seca de 1932 levou à criação de campos de concentração no Ceará

sex, 20/04/2018 - 15:08

Um bem raro do lado de fora da casa: o tambor azul encontrado em meio à caatinga com a tampa preta. Quem cuida é um homem de azul com o chapéu preto. Ele enfrenta o céu azul, infinito quente, enquanto recolhe os troncos de madeira cortados em meio aos cactos. A área, mesmo com as chuvas rareadas de começo de ano, permanece sob o cinza sertanejo. Os troncos vendidos, que aguardam para serem transportados na carroça de ripas gastas e quebradas, podem render R$ 30, na melhor das sortes. A esperança é tentar trocar por água boa. Mas, com esse dinheiro, não vai dar para encher o tambor azul, nem para esfriar a cabeça.

>>>> Veja aqui o especial completo

>>>> Confira a série de especiais Vidas Secas no país das Águas 

A rotina é, pela manhã, encher o tambor no açude e tampar para as moscas não chegarem perto. “Mas não é água para beber”, lamenta Francisco Assis da Silva, 33 anos, agricultor, vaqueiro. O caminho leva uma hora para ir e voltar, a depender do ânimo do burro batizado de Zeca Pagodinho. Acabrunhado, o bicho espera o grito do homem de sorriso raro como a chuva. À tarde, é momento de vender os troncos para conseguir o dinheiro. Na casa simples em Senador Pompeu, no sertão cearense, Francisco vive com a esposa, que “está triste e não quer sair do quarto”, e uma filha, de 10 anos. 

No caminho para o açude, atravessa um conjunto arquitetônico formado por casarões abandonados, caatinga e silêncio. Mal sabe que é “vizinho” de edificações históricas que marcaram a seca de 1932 (que inspirou obras como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, publicada há 80 anos). A 50 metros da casa de Francisco, se instalou, há 86 anos um campo de concentração de flagelados em casarões antigos erguidos pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). O que sobraram foram paredes e estruturas curiosamente preservadas a despeito do tempo. Da janela que ficou, a vista não é mais a mesma, a cidade não é mais a mesma, e não se morre como antes.

 

Em Senador Pompeu, naquele tempo, 16.221 pessoas ficaram concentradas sob alegação do governo de que estariam protegidas. “Foi absolutamente cruel, mas houve discursos humanistas. O discurso era que o confinamento seria para cuidar das pessoas, mas passaram a morrer oito, nove, dez pessoas por dia”, explica a historiadora e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Kênia Rios. Somado ao de Senador Pompeu, outros seis campos, em todo o Ceará, concentraram naquele ano ao menos 73.918 flagelados, segundo registro do jornal O Povo da época. O número de mortes por conta de doenças diversas nunca foi oficialmente contabilizado.

*Colaborou Gustavo Gomes

MPRJ quer impedir nomeação de indicados por Pezão para Agetransp

sex, 20/04/2018 - 14:58

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) avalia que três indicados pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para o conselho diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio de Janeiro (Agetransp) não atendem os requisitos legais para o cargo. Hoje (20), uma petição favorável ao impedimento das nomeações foi encaminhada à Justiça estadual.

A Agetransp é responsável por regular e fiscalizar as atividades das concessionárias que exploram serviços de transporte público outorgados pelo estado. O conselho diretor é seu órgão deliberativo superior e é comporto por cinco conselheiros indicados pelo governador e aprovados em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

De acordo com a Lei Estadual 4.555/2005, é vedada a nomeação de cônjuges ou parentes de dirigentes ou administradores das empresas reguladas e também de seus sócios. Outro pré-requisito para ocupar vaga no conselho é ter notável saber nas áreas de atuação da Agetransp, evidenciado por experiência profissional por prazo superior a 10 anos.

De acordo com o MPRJ, não atenderiam os critérios Murilo Leal, ex-chefe de gabinete da Secretaria de Governo; José Fernando Moraes Alves, atual presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro-RJ); e Vicente Loureiro, diretor-executivo da Câmara Metropolitana. Os outros dois nomes indicados são os de Carlos Correa e de Aline Paola Camara, contra os quais não haveria vedações.

"O preenchimento dos mais altos cargos da agência reguladora por cidadãos sem conhecimento técnico na área, com base em critérios exclusivamente políticos, é ilegal e põe em risco a independência técnica e a eficiência da Agetransp, que assim estaria reduzida a um mero braço do executivo estadual", informa o MPRJ em nota. O texto destaca também que as agências reguladoras foram concebidas como órgãos que qualificam tecnicamente a deliberação e a execução das políticas públicas, ajudando assim a equilibrar as decisões políticas.

A manifestação do MPRJ ocorre em ação civil pública ajuizada no início do mês quando Pezão havia elaborado uma primeira lista. Na ocasião, quatro nomes foram considerados incompatíveis por não terem qualificação e experiência requerida conforme a legislação ou por vínculo com empresas do setor a ser regulado.

O governador refez a lista. No entanto, incluiu novos nomes que, segundo o MPRJ, também não preenchem os requisitos, além de ter mantido a indicação de Murilo Leal. De acordo com o MPRJ, ele foi candidato a prefeito de Paracambi pelo MDB e atualmente está em cargo de comissão de chefia de gabinete da Secretaria de Estado de Governo.

Em nota, o governo estadual informou que a indicação dos nomes é prerrogativa do chefe do poder Executivo. "A Lei Estadual 4.555/2005, que criou a Agetransp, não estabelece formação específica na área de transportes. A indicação deriva do fato de se tratar de profissionais altamente qualificados para o desempenho das relevantes funções regulatória e de fiscalização, conforme análise dos currículos submetidos à apreciação da Assembleia Legislativa", diz o texto.

Número de casos de febre amarela cresce 57%; mortes aumentam 41%

sex, 20/04/2018 - 14:51

Em menos de um ano, o Brasil registrou 1.157 casos de febre amarela e 342 mortes decorrentes da doença. Os números são do Ministério da Saúde e contabilizam os registros feitos entre os dias 1º julho de 2017 e 17 de abril deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 733 casos e 241 mortes confirmados. Os números apontam um crescimento de 41,9% no número de mortes e 57% no total de casos.

Os estados com maior número de notificações no período são: São Paulo (2.558), Minas Gerais (1.444), Rio de Janeiro (453) e Paraná (110). Quanto aos óbitos, praticamente todos estão concentrados em Minas Gerais (156), São Paulo (120) e Rio de Janeiro (64), à exceção de uma morte ocorrida no Distrito Federal e outra no Espírito Santo.

No Rio, Secretaria de Saúde abre posto de vacinação contra a febre amarela - Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, a preocupação em relação à doença decorre não só do aumento do número de registros em relação ao ano passado, mas devido ao fato do vírus estar circulando em regiões metropolitanas com maior contingente populacional, o que pode gerar mais infecções, inclusive em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina.

Sintomas e prevenção

A febre amarela é uma doença viral que causa dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e, principalmente, febre. Os sintomas duram em média três dias. Em alguns pacientes, o vírus da febre amarela ataca o fígado. São as complicações hepáticas que levam as pessoas infectadas a ficar com uma cor amarelada, daí o nome febre amarela. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que em torno de 30% das pessoas que contraem a doença podem morrer, se não forem diagnosticadas precocemente.

Caso tenha tais sintomas, a recomendação é a de que o paciente busque imediatamente atendimento adequado nas unidades de saúde. Já a prevenção ocorre principalmente por meio da vacinação. Desde o fim de março, o Ministério da Saúde ampliou para todo o território nacional a recomendação para a vacina contra febre amarela.

Países nórdicos promovem debate sobre igualdade de gênero no Brasil

sex, 20/04/2018 - 14:06
As embaixadas da Suécia, da Noruega, da Finlândia e da Dinamarca lançaram hoje (20) o projeto Diálogos Nórdicos, com a finalidade de incentivar o debate e a troca de experiências para que a sociedade brasileira alcance maior nível de consciência sobre a igualdade de gênero.

 

O projeto terá prosseguimento neste ano com a realização, em várias cidades brasileiras, de debates, exibição de filmes e outras atividades artísticas sobre igualdade de gênero.

 

Os Diálogos Nórdicos foram lançados na Embaixada da Suécia, que no momento preside o conselho de ministros dos países nórdicos. Segundo o embaixador da Suécia, Per-Arne Hjelmborn, para o país, a questão de igualdade de gênero é “foco relevante de políticas de governo”.

 

 

“Cinquenta por cento dos participantes do governo sueco são mulheres e, entre 45% e 50% dos representantes dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia) no Parlamento são do sexo feminino”, disse Per-Arne Hjelmborn.

 

 

O embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng, ressaltou que a sociedade norueguesa tem consciência de que a maior participação das mulheres em setores importantes é fator determinante para o sucesso econômico e político do país. “O cargo de primeiro-ministro na Noruega é ocupado por representante do sexo feminino [Erna Solberg] e outros ministérios importantes, como o das Finanças, também são ocupados por mulheres”, disse Nils Martin Gunneng.

 

Além dos embaixadores nórdicos, participaram do envento a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, a diretora de Formação Profissional e Especialização da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Iara Alves, e a professora da Universidade de Brasília Flávia Biroli, que falou sobre Gênero e desigualdades no Brasil.

 

 

No lançamento do projeto, Nadine Gasman destacou que um dos grandes desafios brasileiros é elevar o papel das mulheres, superando as desigualdades. Ela lembrou que, para a Organização das Nações Unidas (ONU), o fortalecimento do papel das mulheres indígenas é um dos temas mais importantes.

 

Nadine mencionou ainda estatísticas segundo as quais, “as mulheres no Brasil estudam mais, trabalham mais e ganham menos”. Além disso, mulheres negras ganham 60% menos que as brancas. Sobre violência, ela afirmou que mais de 4,5 mil mulheres são assassinadas todos os anos no Brasil.

Justiça Federal torna Cabral réu pela 23ª vez na Lava Jato

sex, 20/04/2018 - 13:25

A juíza federal Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, tornou hoje (20) o ex-governador Sérgio Cabral réu pela 23ª vez, em desdobramento da Operação Lava Jato. Desta vez, o ex-governador e mais 25 pessoas são acusadas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Pão Nosso – deflagrada no mês passado, que revelou ramificação da organização criminosa em contratos da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Cabral responde por corrupção passiva por, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, ter aceitado promessa e recebido pelo menos R$ 1 milhão do então secretário da Seap, o coronel reformado da Polícia Militar César Rubens Monteiro de Carvalho, e do ex-subsecretário Marcos Vinicius Lips, que também viraram réus. Mesmo com diversas irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o então secretário à época renovou o fornecimento de refeições para os presídios com a empresa Induspan, de propriedade de Carlos Felipe Paiva, outro denunciado no esquema.

Propina para Cabral

Um dos operadores financeiros de Sérgio Cabral revelou, em colaboração premiada, que parte da propina recebida na Seap era repassada ao ex-governador, mas sem a definição de percentual fixo como identificado em outras secretarias já investigadas. Segundo a denúncia, para receber a propina, Carvalho utilizava duas empresas das quais era sócio, a Intermundos Câmbio e Turismo e a Precisão Indústria e Comércio de Mármores. O sócio dele é Marcos Lips, apontado como responsável pela entrega de dinheiro em espécie ao núcleo central da organização criminosa que operava no estado do Rio de Janeiro na gestão do ex-governador Sérgio Cabral.

A Agência Brasil tenta entrar em contato com a defesa dos réus citados.

EBC lança livro Um olhar sobre o Brasil com imagens do cotidiano

sex, 20/04/2018 - 13:15

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou hoje (20) o livro Um olhar sobre o Brasil. A obra reúne 125 imagens colhidas do cotidiano brasileiro e capturadas pela lente de fotógrafos da Agência Brasil. Esta é a primeira publicação da empresa que exibe trabalhos selecionados na área de fotografia da agência de notícias.

 

“Aqui passei os melhores anos da minha vida”, resumiu a fotógrafa Elza Fiúza, homenageada durante a cerimônia de lançamento da publicação. “É uma homenagem a todos os colegas de trabalho que acreditaram. E também aos que não acreditaram”, brincou o colega e também fotógrafo José Cruz.

 


 

Além deles, o livro é assinado pelos fotógrafos Ana Nascimento, Antônio Cruz, Bianca Paiva, Fábio Rodrigues Pozzzebom, Fernando Frazão, Hermínio Oliveira, Marcelo Camargo, Marcello Casal Jr., Roosewelt Pinheiro, Rovena Rosa, Tânia Rego, Tomás Silva, Valter Campanato e Wilson Dias. O projeto é uma iniciativa da Gerência Executiva de Comunicação.

 

“É um pessoal do qual tenho muito orgulho”, disse, emocionado, o coordenador de Imagem da Agência Brasil, Marcello Casal. “Às vezes, tiro folga e sinto muita falta deles. São excepcionais. Se não fosse por eles, esse livro não seria possível. Hoje, não sou só coordenador. Sou membro da equipe”, afirmou.

 

Para o presidente da EBC, Laerte Rimoli, a publicação demonstra o papel primordial da imagem na história do jornalismo. “A relação de um fotógrafo e de um repórter é a coisa mais bonita do mundo”, disse. “As pessoas costumam imputar ao servidor público uma indolência e uma falta de criatividade. Esse livro, para mim, é a prova de que nada disso acontece aqui na EBC”, acrescentou.

 

A diretora-geral da empresa, Christiane Samarco, elogiou a edição da obra e citou, em particular, a narrativa do livro que traz, segundo ela, a cor e os contrastes do Brasil e, sobretudo, o talento da empresa. “Ninguém poderá dizer que não somos relevantes e não somos competentes”, disse. “É uma casa que eu aprendi a respeitar e a amar."

País Basco: ETA reconhece danos causados e pede descukoas a vítimas

sex, 20/04/2018 - 13:14

O grupo separatista basco ETA divulgou hoje (20) comunicado em que "reconhece os danos causados no curso de sua trajetória armada" e pede desculpas às vítimas de seus atos. O ETA é considerado "organização terrorista" pela União Europeia e por outros países, entreos quais, os Estados Unidos.

 

A sigla ETA vem do basco Euskadi Ta Askatasuna, que significa Pátria Basca e Liberdade. O grupo foi fundado em 1959 com objetivo de promover a cultura basca e, no fim da década de 60, transformou-se em uma organização paramilitar armada, que lutava pela independência do País Basco (Euskal Herria, em basco).

 

Desde 1968, o grupo assumiu a responsabilidade pela morte de mais de 800 pessoas, além de ter deixado milhares de feridos. Em 20 de outubro de 2011, o ETA anunciou a cessação definitiva de suas atividades armadas.

 

No comunicado em que reconhece os danos que causou, o grupo se autodenomina "organização socialista basca de libertação nacional" e ressalta o compromisso de não repetir os atos de violência e com a superação definitiva das consequências do conflito.

 

"Estamos cientes de que, neste longo período de luta armada, causamos muita dor, incluindo muitos danos que não têm solução. Queremos mostrar respeito pelos mortos, feridos e vítimas das ações do ETA, na medida em que foram afetados pelo conflito. Como resultado de erros ou decisões equivocadas, o ETA também causou vítimas que não tiveram participação direta no conflito, tanto no País Basco quanto fora dele. Sabemos que, forçados pelas necessidades de todos os tipos de luta armada, nossas ações prejudicaram cidadãos sem qualquer responsabilidade. Nós também causamos sérios danos que não têm caminho de volta. Pedimos a essas pessoas, e a suas famílias, perdão. Essas palavras não vão resolver o que aconteceu, nem mitigar tanta dor. Nós dizemos com respeito, sem querer causar nenhuma nova aflição."

 

O grupo publicou ainda nota explicativa em que informa ter reivindicado "todas as ações que realizou em seus jornais, e nos quais a militância do ETA assumiu uma responsabilidade coletiva. "Achamos que é importante ressaltá-lo, já que ainda existem muitas ações violentas que ocorreram no País Basco que ninguém assumiu, que ninguém esclareceu."

 

Desde o início deste mês, o grupo vem anunciando a dissolução definitiva, que deve ocorrer no dia 5 de maio.

 

A organização não governamental (ONG) espanhola Associação das Vítimas do Terrorismo (AVT) divulgou hoje um comunicado em que afirma que o pedido de desculpas "é mais um passo na estratégia, orquestrado pelo ETA desde que declarou o cessar-fogo em 2011, por diluir sua verdadeira responsabilidade, justificando o uso da violência para a imposição de seu projeto totalitário".

 

A organização afirma ainda que o ETA assumiu uma "responsabilidade coletiva sobre todos os ataques reivindicados em seus jornais sem assumir responsabilidades individuais que possam contribuir para o esclarecimento dos ataques pendentes de resolução".

 

O porta-voz do governo espanhol, Íñigo Méndez de Vigo, afirmou hoje, no Twitter, que o "governo jamais – nem antes, nem depois – dará uma contrapartida ao ETA. As vítimas do ETA estarão sempre em nosso coração e em nossa mente", afirmou.

 

 

No Dia do Diplomata, Temer ressalta luta da vereadora Marielle Franco

sex, 20/04/2018 - 13:13

O presidente Michel Temer disse hoje (20) que as investigações do assassinato da vereadora  Marielle Franco (PSOL) avançam com “método e critério”.

“Marielle era mulher batalhadora, que lutava por aquilo que acreditava ser o melhor para o brasileiro e para o próprio Brasil. As investigações sobre o crime avançam com método e critério. As autoridades competentes trabalham para que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça”, disse Temer.

A vereadora foi assassinada no Rio de Janeiro no dia 14 de março.

Michel Temer falou sobre o crime em discurso na cerimônia de formatura de diplomatas do Instituto Rio Branco, que escolheu a vereadora e militante dos direitos humanos como patrona.

O presidente classificou o assassinato de Marielle de inaceitável e covarde. “Marielle teve sua trajetória política brutalmente e covardemente interrompida, mas seus assassinos não conseguiram, nem conseguirão, matar o que ela representa”, disse.

Formatura

Temer participou no Ministério de Relações Exteriores do evento do Dia do Diplomata, comemorado hoje (20) com a formatura da turma 2017-2018 do curso de formação de diplomatas do Instituto Rio Branco, e da cerimônia de imposição de insígnias da Ordem do Rio Branco.

Na cerimônia, Temer destacou o respeito conferido à diplomacia brasileira no exterior e ressaltou a importância da presença das mulheres no corpo diplomático.

Antes de Temer falar, a paraninfa da turma embaixadora Thereza Maria Machado Quintella, discorreu sobre o número ainda pequeno de mulheres na carreira diplomática. “O que mais preocupa atualmente é a ausência de mulheres na estrutura de comando do Itamaraty”. A turma que se formou hoje (20) tem 30 diplomatas, dos quais nove são mulheres.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, lembrou que o serviço diplomático já foi aberto apenas para homens, mas que deve haver uma preocupação em ampliar o número de mulheres na carreira.

Aloysio Nunes aproveitou o discurso para anunciar que está em fase de elaboração no ministério um anteprojeto para criar uma nova lei do serviço exterior brasileiro. Segundo ele, a intenção é contribuir para a consolidação da estrutura e regras da carreira de diplomata, garantindo o mérito e a igualdade de oportunidades. “[A lei] Busca alcançar esse objetivo, uma carreira que seja previsível, que haja igualdade de oportunidades a todos, uma carreira imune a interesses que ultrapassam o mérito das pessoas”, ressaltou.

Mensagem

Mais cedo, o presidente Michel Temer publicou um vídeo do Twitter parabenizando os diplomatas pelo seu dia. Temer citou a frase do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, “não venho servir a um partido político, venho servir ao nosso Brasil, que todos desejamos ver unido, íntegro, forte e respeitado”. De acordo com o presidente, é esse espírito público de verdadeiro estadista que hoje é valorizado.

Tiroteio em protesto por controle de armas deixa um ferido na Flórida

sex, 20/04/2018 - 12:50

Um aluno ficou ferido depois de um tiroteio hoje (20) na escola Forest High School, de ensino médio, em Ocala, no Condado de Marion, Flórida. O tiroteio aconteceu minutos antes do início de um protesto estudantil nacional de estudantes secundaristas de duas mil e seiscentas instituições públicas de ensino do país, como parte de uma mobilização nacional em prol do controle de armas.

O dia de hoje foi escolhido porque há 19 anos, em 20 de abril de 1999, dois estudantes abriram tiros em uma escola de ensino médio, em Colombine, Colorado. O tiroteio deixou 13 mortes e mais de 20 feridos.


O estudante baleado foi atingido no tornozelo e levado para um hospital. Ele está fora de perigo, segundo Kevin Christian, porta-voz do sistema público de ensino do condado. O suspeito é um aluno da escola, que foi detido. Este é o 20º tiroteio em escolas norte-americanas neste ano.

As aulas em Forest High School foram interrompidas e os alunos levados de ônibus a uma igreja nas proximidades. A escola, de 2100 alunos, é considerada uma das melhores e como melhor desempenho acadêmico da região, segundo a imprensa local.

Protesto

A manifestação nacional – chamada "Walk Out" – é parte de uma onda de protestos iniciada em fevereiro, quando 17 pessoas morreram no tiroteio em uma escola de ensino médio de Parkland, no sul da Flórida.

No protesto de hoje, cada escola fez 13 minutos de silêncio em memória das vítimas de Parkland. O país está experimentando uma onda maior de protestos por mudanças na legislação para um maior controle no uso das armas, com mais exigências para a compra e porte delas.

A Constituição norte-americana determina que é um direito dos cidadãos do país ter uma arma e usá-la para autodefesa. Embora seja difícil a mudança em nível constituicional, a sociedade civil pressiona os Poderes Executivo e Legislativo por mudanças, sobretudo na checagem de antecendentes criminais dos compradores de arma.

O presidente Donald Trump encomendou estudo para detalhar que medidas devem ser tomadas, algumas polêmicas, como armar e treinar professores para o porte de armas, dentro dos estabecimentos. Algumas escolas também aumentaram a fiscalização e colocaram seguranças privados.

 

Governo expulsou 142 agentes públicos no primeiro trimestre

sex, 20/04/2018 - 12:49

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) contabilizou, no primeiro trimestre, 142 expulsões de agentes públicos por atuarem de forma contrária ao previsto no Regime Jurídico dos Servidores (Lei 8112/90). Segundo o órgão, o número é o mais alto para o período de janeiro a março, desde que teve início a série histórica, em 2003.

Foram ao todo 120 demissões aplicadas em funcionários efetivos; 18 contra aposentados; e quatro contra ocupantes de cargos em comissão. Esses números não consideram as demissões aplicadas contra empregados de empresas estatais.

Os dados constam do levantamento mensal da CGU, divulgado hoje (20).

A corrupção foi o principal motivo para as expulsões, com 89 casos, o que corresponde a 63% do total. Em segundo lugar, com 44 casos foram os afastamentos por abandono de cargo, inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos. Entre as demais razões de afastamento estão as por negligência e por participação em gerência ou administração de sociedade privada.

Por meio de nota, a CGU informou que entre os atos relacionados à corrupção estão “valimento do cargo para lograr proveito pessoal; recebimento de propina ou vantagens indevidas; utilização de recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional”.

Ao todo já foram 6.857 expulsões de servidores desde 2003. Desse total, 5.715 foram demitidos; 568 tiveram a aposentadoria cassada; e 574 foram afastados de suas funções comissionadas. As unidades federativas com maior número de punições foram o Rio de Janeiro, com 1.241 expulsões; o Distrito Federal, com 804, e São Paulo, com 745.

A pasta com maior quantidade de expulsões foi o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), seguido pelos ministérios da Educação (MEC) e da Justiça (MJ).

 

Etchegoyen e Cármen Lúcia discutem situação de venezuelanos em Roraima

sex, 20/04/2018 - 12:45

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, se reuniu na manhã de hoje (20) com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para discutir a situação da fronteira do estado de Roraima com a Venezuela.

Etchegoyen evitou responder perguntas após o encontro, confirmando apenas que foi “discutir demandas” de Cármen Lúcia sobre o assunto.

O encontro ocorre depois de a governadora de Roraima, Suely Campos, ter ingressado com uma ação no STF pedindo que a fronteira com a Venezuela seja fechada com urgência, pois, segundo ela, o estado não consegue mais absorver o fluxo migratório causado pela crise social e econômica no país vizinho.

Nesta semana, a relatora da ação, ministra Rosa Weber, deu 30 dias para a União se manifestar sobre o pedido, antes de tomar alguma decisão. Ao comentar o pedido da governadora, o presidente Michel Temer criticou a iniciativa, afirmando que “fechar porteira é incogitável”.

Brasil terá perda de 30% nas exportações de frango para a Europa

sex, 20/04/2018 - 12:42
O embargo da União Europeia ao frango brasileiro deverá gerar, neste ano, perda de 30% sobre o total do produto exportado pelo Brasil para o bloco, que é composto por 28 países, conforme projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A decisão, tomada na última quinta-feira (18), terá impacto em 20 plantas exportadoras (unidades de produção) de nove empresas. A lista oficial das unidades que serão descredenciadas ainda foi divulgada.
  Segundo o vice-presidente de Mercado da ABPA, Ricardo Santin, a maior parte da produção deverá ser vendida no mercado interno: "Existem alguns mercados substitutos como o México, a África do Sul e o Oriente Médio, mas estão com a capacidade de suprimento alcançada", diz.

A medida tornará o frango mais barato momentaneamente para o consumidor, mas poderá também gerar demissões no setor.     Momentaneamente, frango ficará mais barato para o consumidor (Arquivo/Agência Brasil)
Santin ressaltou que o prejuízo pode ser menor caso a medida seja revertida rapidamente e disse que outras empresas podem ocupar o espaço deixado pelas plantas descredenciadas, também colaborando para a redução das perdas. "Na Europa, há um sistema de cotas para a importação pelo bloco: se uma empresa não usa a cota, outra pode pedir para usá-la. Ainda não dá para calcular o efeito em definitivo porque outras empresas poderão usar as cotas."   Além disso, é necessário esperar a divulgação oficial da decisão do bloco, o que deverá ocorrer em 15 dias, acrescentou Santin. "Algumas empresas podem ter sido bloquedas para algum tipo de produto, e não para todos. Podem, por exemplo, ter sido bloqueadas para exportar frango com sal, mas podem manter a exportação de frango sem sal". Ele informou que atualmente há 18 empresas autorizadas a exportar frango para a Europa e que o embargo abrange unidades de produção da metade delas.   Carne Fraca    A decisão da União Europeia deu-se após a terceira etapa da Operação Carne Fraca, realizada no ano passado pela Polícia Federal para investigar denúncias de fraudes cometidas por empresários e fiscais agropecuários federais. A Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março, teve como alvo a BRF, dona da Sadia e Perdigão. O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum. Em nota, a BRF negou riscos para a saúde para população.   Ainda não há confirmação oficial, mas, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, a BRF deverá ser a empresa mais afetada, com as nove plantas autorizadas a exportar atualmente para o bloco suspensas.    A BRF informou, em nota que, até o momento, não foi oficialmente informada sobre a decisão da Comissão Europeia e que não tem como afirmar quais unidades foram contempladas.   A companhia acrescentou que iniciará "a revisão de seu planejamento de produção, que já considera o regime de férias coletivas em quatro de suas unidades: Capinzal (SC), Rio Verde (GO), Carambeí (PR) e Toledo (PR). "Ainda é prematuro prever o impacto dessa revisão, dada a complexidade da cadeia produtiva na qual a BRF está inserida."   Ministério da Agricultura   Em declaração à imprensa, Maggi disse que o ministério não fará "socorro ou coisa parecida" às empresas, mas pode interceder junto a entidades financeiras. "Esses frigoríficos têm financiamentos em bancos e coisas parecidas. Nesse aspecto, se for necessário, o ministério pode auxiliar e fazer os contatos necessários para que não entrem em problema muito profundo."   Maggi informou que pedirá o recadastramento das plantas, uma vez que os problemas apontados pela União Europeia sejam sanados, mas ressaltou que não há prazo para que isso ocorra. Para o ministro, a medida não é sanitária, mas comercial, e o órgão disse que acionará a Organização Mundial do Comércio (OMC).    Exportações   De acordo com a ABPA, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Ao longo de quatro décadas, o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países.    As vendas para a União Europeia, no entanto, têm apresentado quedas. De acordo com o Ministério da Agricultura, no ano passado, o Brasil exportou 201 mil toneladas para o bloco. Em 2007, chegou a exportar 417 mil toneladas. Em valores, no ano passado, foram expotados US$ 765 milhões de dólares em frango.  

Com embargo da UE, preço do frango pode cair no Brasil 

sex, 20/04/2018 - 12:35

O embargo da União Europeia ao frango brasileiro poderá tornar o produto mais barato no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A expectativa é que o frango que seria exportado para a Europa seja comercializado no mercado interno, aumentando a oferta e fazendo com que o preço caia, sobretudo nos locais onde estão as unidades de produção proibidas de vender para o bloco.

"A gente deverá ter um impacto negativo no mercado interno por força de um excesso de oferta, em um primeiro momento. Mas é importante que se diga que essa oferta não será muito grande porque o Brasil já vinha diminuindo as vendas para a Europa em um processo gradativo por conta dos critérios equivocadamente usados pelo bloco", diz o vice-presidente de Mercado da ABPA, Ricardo Santin.

A União Europeia anunciou na quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a ABPA. A lista oficial ainda não foi divulgada e, segundo a associação, o relatório da decisão deve vir a público em 15 dias.

Além de uma maior oferta no mercado interno, a decisão, segundo Santin, deverá gerar demissões e afetar o trabalhador. "Vai haver uma adequação das empresas que não vão produzir se não tiverem mercado", diz.

Santin ressalta que, atualmente, os trabalhadores de quatro plantas, sendo 3 três da BRF - dona da Sadia e Perdigão - e uma da Aurora, estão de férias coletivas. "São 5 mil trabalhadores que não estão trabalhando", diz.

Entenda

A decisão da União Europeia ocorreu após a terceira etapa da Operação Carne Fraca, deflagrada em 2017, pela Polícia Federal para investigar denúncias de fraudes cometidas por fiscais agropecuários federais e empresários. A chamada Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março, teve como alvo a BRF. O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum. Em nota, a BRF negou risco à saúde para população.

Ainda não há confirmação oficial, mas segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, a BRF deverá ser a empresa mais impactada, com as nove plantas autorizadas a exportar atualmente para o bloco suspensas.

Maggi diz que a decisão da UE é apenas comercial e que irá acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). A data para que isso ocorra ainda não está definida. O assunto já foi, segundo a pasta, levado ao presidente, Michel Temer, e os estudos para a solicitação do painel junto a organização estão em andamento.

Santin ressalta que o frango não oferece riscos à saúde e que os brasileiros podem comprá-lo sem preocupação. "O frango é a carne mais consumida no Brasil e a mais barata. Não há nenhum risco nesse caso, trata-se de um problema comercial." 

Ele explica que as salmonellas presentes na carne "são aquelas que morrem com cozimento, em temperatura acima de 70 graus Celsius. A água ferve a 100 graus, ou seja, qualquer processo de cozimento já inativa a bactéria. Ela [a bactéria] está presente em todo o mundo".

De acordo com a ABPA, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Ao longo de quatro décadas, o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países.

As vendas para a UE, no entanto, têm apresentado quedas. Em 2017, o Brasil, de acordo com o governo, exportou 201 mil toneladas para o bloco. Em 2007, chegou a exportar 417 mil toneladas.

Emprego formal cresce 0,15% em março, informa ministério

sex, 20/04/2018 - 12:14

O emprego formal no Brasil cresceu em março. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (20), pelo Ministério do Trabalho houve acréscimo de 56.151 postos de trabalho, com aumento de 0,15% em relação ao saldo de fevereiro.

Esse resultado decorreu de 1,340 milhão de admissões e de 1,284 milhão de desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 204.064 empregos, representando expansão de 0,54%, nos dados com ajustes.

Nos últimos 12 meses, o acréscimo chegou a 223.367 postos de trabalho, correspondente ao 0,59% de crescimento.

 

 

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