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Atualizado: 11 minutos 29 segundos atrás

Agricultores do Nordeste podem renegociar dívidas contraídas até 2016

5 horas 32 minutos atrás

Rio de Janeiro - Os agricultores interessados têm até 29 de dezembro deste ano para manifestar a intenção de renegociar seus débitosArquivo/Agência Brasil

Agricultores do Nordeste com empréstimos para atividades rurais contratados entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016 poderão renegociar seus débitos. O objetivo é minimizar os impactos na produção e renda de agricultores em regiões atingidas pela seca, segundo o Ministério da Integração Nacional. A medida consta da Resolução 4.591 do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

Os interessados têm até 29 de dezembro deste ano para manifestar a intenção de renegociar seus débitos. Para isso, devem procurar a agência bancária onde o empréstimo foi contratado.

A medida estabelece prazo de pagamento até 2030, com a primeira parcela somente em 2021. Os encargos financeiros serão os mesmos da ocasião em que o contrato foi celebrado e os agricultores devem residir em municípios que tenham obtido reconhecimento federal de situação de emergência, seja em decorrência de seca ou estiagem.

Podem renegociar os débitos os agricultores na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), órgão vinculado ao Ministério. Mais de um milhão de operações de crédito realizadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) se enquadram nas condições, de acordo com a pasta.

Reações

Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende que a possibilidade de renegociação seja estendida a toda área de abrangência da Sudene, independente da decretação de estado de emergência ou calamidade pública.

"A seca que atingiu estas regiões, considerada uma das piores nos últimos 100 anos, prejudicou a produção agropecuária e causou prejuízos sociais e econômicos incalculáveis. A CNA defende que a renegociação também inclua contratos feitos antes de 2012 e a retirada do dispositivo que proíbe a contratação de novas operações de investimento", diz a Confederação.

Também em nota, o Banco do Nordeste ressaltou a importância da medida, uma vez que mais de 95% dos beneficiados com a resolução são agricultores familiares, mini ou pequenos produtores. Além disso, a entidade diz que mais de mil municípios decretaram estado de calamidade e emergência por conta de estiagem.

"A medida do CMN permitirá que os produtores regularizem seus financiamentos com os bancos e possam voltar a produzir, obter novos créditos e, principalmente, voltar a ter uma melhor condição de vida para si e suas famílias”, diz o diretor Financeiro e de Crédito do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, na nota.

Outros benefícios

A iniciativa é complementar à Lei 13.340, regulamentada no final do ano passado para permitir, com descontos, a quitação ou renegociação de dívidas rurais contraídas até dezembro de 2011, nas regiões Norte e Nordeste.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, em toda a área de atuação da Sudene, mais de 70,4 mil produtores rurais já recorreram aos benefícios garantidos pela Lei 13.340, que oferece condições facilitadas para que produtores possam liquidar ou renegociar suas dívidas rurais.

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Brasília assina acordo para sediar Jogos Escolares da Juventude 2017

5 horas 41 minutos atrás

O governador do Distrito Federal (DF), Rodrigo Rollemberg, assinou hoje (27), no Palácio do Burití, acordo de cooperação com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) para a realização, em novembro, a segunda fase dos Jogos Escolares da Juventude (JEJ) de 2017.

Brasília receberá a segunda etapa nacional dos jogos, de 16 a 25 de novembro, com competições entre atletas de 15 a 17 anos. A primeira parte das competições, com estudantes de 12 a 14 anos, vai ocorrer em Curitiba, no Paraná, de 12 a 21 de setembro.

O evento contará com cerca de 3.500 alunos-atletas de instituições privadas e públicas que disputarão 14 modalidades. O processo seletivo teve mais de dois milhões de jovens de quatro mil cidades em todo o país.

Para a secretária de Esportes do Governo de Brasília, Leila Barros (ex-jogadora de vôlei), os jogos escolares são muito importantes para o desenvolvimento do desporto do Brasil. “É um momento muito especial pra mim. Como todos sabem, eu fui atleta olímpica, e também joguei o JEJ (antigo JEB – Jogos Escolares Brasileiros). Praticamente, todos os atletas olímpicos do Brasil são oriundos dos Jogos Escolares da Juventude”, disse.

Durante a cerimônia, o gerente geral de Juventude e Infraestrutura do COB, Edgar Antônio Hubner ressaltou a importância do evento para competições futuras: “No próximo ano, teremos os Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires (Argentina), teremos também a Olimpíadas do Japão, e alguns destes atletas já poderão disputar essas competições”.

O governador Rodrigo Rollemberg se disse honrado por Brasília sediar evento de tamanha importância. “Brasília já demostrou sua capacidade para a realização de grandes eventos esportivos, e esse é um evento realmente fantástico. Isso mobilizará a juventude do Brasil inteiro a vir para Brasília.” afirmou.

Importância do esporte

Para o secretário de educação do Distrito Federal, Júlio Gregório, a prática esportiva tem um papel além da atividade física saudável. “Atividades dessa natureza caracterizam a educação que precisamos, porque desenvolvem o espírito de equipe. Mesmo nas modalidades individuais, se o atleta não trabalhar em equipe, não obterá sucesso”, frisou.

O professor ainda lembrou que cada vez mais o mundo precisa de pessoas com conhecimento em áreas como matemática, história ou geografia, mas que, sobretudo, saibam trabalhar em equipe. "Nada desenvolve melhor a capacidade do trabalho em equipe do que o esporte”, acrescentou.

*Estagiário sob a supervisão do editor Maria Claudia 

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Taxistas pedem para ser recebidos pelo prefeito do Rio

5 horas 45 minutos atrás

Taxistas protestam contra aplicativos de transportes de passageiros em carro particularTânia Rêgo/Agência Brasil

Desde as primeiras horas da manhã, taxistas se reuniram em diversos pontos do Rio de Janeiro e se dirigiram em carreata em direção ao prédio da prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, no centro da capital fluminense. Durante toda a manhã, o trânsito no local ficou lento, com reflexos em várias partes da cidade. Centenas de táxis ficaram estacionados na Sapucaí, com autorização da prefeitura.

Por volta das 11h15, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para conter manifestantes que tentaram ocupar a pista da Avenida Presidente Vargas que estava liberada para o tráfego. Houve um princípio de tumulto. A manifestação, no entanto, não se dispersou. Segundo o diretor do Sindicato dos Taxistas Autônomos do Município do Rio de Janeiro Hildo Braga, o objetivo é permanecer no local até que uma comissão de taxistas seja recebida pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

O prefeito convocou uma entrevista coletiva para as 14h30 com o objetivo de falar sobre o movimento dos taxistas.

Protesto de taxistas no centro do RioTânia Rêgo/Agência Brasil

De acordo com Hildo Braga, a categoria quer participar das discussões sobre a regulamentação do transporte de passageiros em carros particulares, como os serviços oferecidos por aplicativos como Uber, Cabify e 99 Pop.

“O prefeito, antes de fazer uma regulamentação, tem que ouvir o que a categoria, o sindicato, as entidades, as lideranças têm pra dizer. Nós estamos aí desde janeiro, entregamos vários ofícios tanto para a prefeitura quanto pra Secretaria de Transportes e não estamos sendo ouvidos. Ele simplesmente faz ouvido de mercador, não escuta o que realmente estamos sofrendo e estamos passando”, afirmou o diretor.

Segundo Braga, a categoria tem enfrentado dificuldades financeiras por causa da concorrência dos aplicativos, que o sindicato considera desleal pelo fato de os serviços não serem regulamentados e os motoristas não terem as mesmas obrigações que os taxistas.

“Não somos contra essas pessoas, esses pais de família, somos contra você pegar seu carro particular e, de uma hora pra outra, invadir a profissão do outro que tem as suas despesas, a sua profissão regulamentada, a sua autorização, o seu alvará.”

Ontem (27), o prefeito Marcelo Crivella disse que recebeu representantes da categoria para conversar sobre a regulamentação dos aplicativos. Porém, o presidente da Associação de Assistência aos Motoristas de Táxi do Brasil (Aamotab), André Oliveira, disse que as entidades representativas da categoria não estavam presentes.

“Ele recebeu uma representação política, ligada ao presidente da Câmara dos Vereadores, mas não recebeu a principal representatividade, que é o Sindicato dos Autônomos, nem a Aamotab, que sou eu. Ficou incompleto, ele atendeu apenas uma minoria que atua junto com o presidente da Câmara”, afirmou Oliveira.

Sobre o aplicativo que a prefeitura pretende colocar em funcionamento em agosto, Braga também considera que é preciso discutir com a categoria. “Nós não somos contra o aplicativo, nós somos contra a forma com que ele está querendo colocar o aplicativo. Eu acho que ele tem que sentar com todo mundo, ele tem que sentar com as entidades, tem que discutir o aplicativo”, disse.

O sindicato também se posicionou de forma contrária ao uso de taxímetro virtual e ao pagamento de comissão sobre as corridas para substituir as diárias pagas por motoristas auxiliares.

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Crise fecha mais de 4 mil lojas do Rio este ano

5 horas 54 minutos atrás

Comércio do Rio perdeu mais de 4 mil lojas este ano, total 6,2% superior ao do primeiro semestre de 2016 Fernando Frazão/Agência Brasil

A queda das vendas e da atividade econômica e a a grave crise do Estado do Rio de Janeiro determinaram o fechamento de 4.154 estabelecimentos comerciais somente no primeiro semestre do ano, O número é 6,2% maior que o registrado nos primeiros seis meses do ano passado.

As informações constam de uma pesquisa divulgada hoje (27) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). O levantamento mostra que, deste total, 914 estabelecimentos foram fechados somente em junho, número 149% maior do que no mesmo mês de 2016. O fechamento atingiu 359 estabelecimentos na Zona Norte, 293 na Zona Oeste, 146 na Zona Sul e 116 no Centro.

Os dados indicam que, em todo o estado, também em junho, foram extintas 2.062 empresas, um aumento de 100% em relação a junho de 2016. Já no primeiro semestre, as soma das empresas fechadas no estado salta para 9.730 - 55% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Razões para a crise

O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves, foi categórico: “O quadro econômico do país tem afetado profundamente o comportamento do consumidor, influenciando a sua disposição para a compra”.

Segundo ele, “neste momento de incertezas, a primeira atitude do consumidor é reduzir os gastos, principalmente no que diz respeito a compras. Com isso, o comércio lojista, já massacrado pelo peso da burocracia e da alta carga tributária, acaba sucumbindo e não encontra alternativa a não ser o encerramento de sua atividade”, explicou.

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IBGE: 28% das áreas urbanizadas do país estão em São Paulo, Rio e BH

6 horas 11 minutos atrás

São Paulo responde por 2.012,2 km² de áreas urbanizadas, superando Rio de Janeiro e Belo HorizonteAgência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (27) a publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015, um novo estudo que apresenta o estágio atual da urbanização brasileira com os primeiros resultados referentes às áreas urbanizadas das Concentrações Urbanas do Brasil com população acima de 300 mil habitantes, além dos municípios de Palmas (TO) e Boa Vista (RR).

O levantamento, em sua segunda edição, vem alinhado às necessidades dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas, objetivando fornecer um panorama das áreas urbanizadas do país a partir de uma base consolidada.

Entre outras constatações, a publicação mostra, por exemplo, que dos 15.167,4 quilômetros quadrados de área mapeada pelo IBGE, 28% se encontram em três “concentrações urbanas”: São Paulo, que responde por 2.012,2 km²; Rio de Janeiro (1.505,6 km²); e Belo Horizonte (756,6 km²).

O estudo, uma atualização do projeto original de 2005, traz mudanças de metodologia por conta da evolução das imagens de satélite e, segundo o IBGE, apresenta delimitações das áreas urbanizadas das 63 concentrações urbanas brasileiras com população acima de 300 mil habitantes, além de Palmas e Boa Vista.

Segundo o levantamento, dos 15.167,4 km² da área mapeada pela pesquisa, 13% estão localizadas na Concentração Urbana de São Paulo, seguida de Rio de Janeiro (10%) e Belo Horizonte (5%). Das 15 maiores Concentrações Urbanas, de acordo com suas áreas urbanizadas, apenas duas não são capitais: Campinas (SP), com a oitava maior área urbanizada, e São José dos Campos (SP), na 12ª colocação.

Pedro Henrique Braga, coordenador do projeto, destaca que duas cidades com as mesmas características ambientais e populações equivalentes podem crescer de formas completamente diferentes.

Segundo ele, na publicação online, o IBGE traça um panorama do processo de urbanização do país, que pode ser usado para mensurar a sustentabilidade das cidades. “Verificamos que a dinâmica populacional de cada cidade influencia seu crescimento de forma mais profunda do que o relevo”, disse ele.

A finalidade do estudo, segundo o coordenador “é o de acompanhar as tendências de crescimento das cidades, como e para onde cada uma se expande”. Ele ressalta, ainda, que “no futuro, desenvolveremos [o IBGE] uma metodologia que permita que os dados geográficos dialoguem com as informações demográficas obtidas nas pesquisas domiciliares, como o Censo. Essa correlação irá nos ajudar a compreender melhor a dinâmica populacional urbana”.

O alinhamento do projeto às necessidades dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas tem como propósito fornecer um panorama das áreas urbanizadas do país a partir de uma base consolidada. “Dessa forma, a expectativa é colaborar com pesquisas que abordem a forma urbana e suas diferenciações regionais, a influência de aspectos geográficos na conformação das áreas urbanizadas, a identificação de tendências e potenciais vetores de expansão das cidades, além de auxiliar a elaboração de políticas públicas e investimentos”, informou o IBGE.

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados durante a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável. Das 17 ações que fazem parte do documento, a publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015 está inserida no ODS 11, relativa às cidades e comunidades sustentáveis. Entre os principais princípios constantes nos objetivos está o que determina que, até 2030, deve-se aumentar a urbanização inclusiva e sustentável.

É uma das metas dos ODS que, até 2030, todos tenham garantido acesso à habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos, inclusive com a urbanização das favelas; proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos.

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Governo receberá R$ 1,4 bilhão à vista por concessão de aeroportos

6 horas 19 minutos atrás

O presidente Michel Temer disse hoje (27) que as concessões dos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis mostram o esforço de modernização feito pelo governo e a confiança dos investidores no Brasil. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer, ministros e empresários celebraram a concessão dos aeroportos, que terão os contratos assinados nesta sexta-feira (28), na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com as assinaturas, o governo recebe, à vista, R$ 1,4 bilhão. O leilão que definiu as concessões foi realizado em março.

"Essa cerimônia mostra o esforço de modernização do governo para colocar o Brasil no Século 21. As concessões desses aeroportos são as primeiras já dentro do novo modelo de concessão, que é mais racional, mais previsível e mais seguro”, disse Temer.

O governo vai arrecadar, no total, R$ 3,7 bilhões em outorgas com a concessão dos aeroportos. Os grupos vão pagar ao governo, à vista, 25% do valor mínimo da outorga mais o ágil ofertado, o que totaliza os R$ 1,4 bilhão.

Os prazos dos contratos de concessão são de 30 anos, exceto o aeroporto de Porto Alegre, que é de 25 anos. Os contratos podem ser prorrogados por mais 5 anos.

Os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre serão operados pelo grupo Fraport AG Frankfurt Airport Services, de origem alemã. O de Salvador ficou com a francesa Vinci Airports, e o de Florianópolis com a Zurich International Airport AG, da Suíça. As três empresas têm experiência na administração de aeroportos em diversos países.

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, destacou a importância da aviação para a integração nacional e o desenvolvimento do turismo e reforçou que a cerimônia de hoje é “a prova de que o Brasil é um lugar rentável e seguro para investimentos”.

Quintella lebrou que para esses novos contratos foi preciso reformular o modelo anterior de concessões, que não se mostrou sustentável. Segundo o ministro, o governo já estuda novas concessões para o setor. “É preciso olhar para o futuro e continuar avançando. Já estamos estudando novas concessões para o setor aeroportuário, preservando a modelagem que deu certo e garantindo a sustentabilidade da Infraero, que precisa ser recuperada e preservada”, disse.

Investimentos

Os grupos terão que investir R$ 6,6 bilhões nos quatro terminais. Os investimentos serão em áreas como a ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e de estacionamentos. No aeroporto de Salvador, há exigência de construção de uma nova pista de pouso e decolagem e, no de Florianópolis, será preciso construir um novo terminal de passageiros e um estacionamento.

As concessionárias também deverão fazer melhorias imediatas nos terminais, como revitalização e atualização de sinalizações e de sistema de iluminação, oferta de internet gratuita de alta velocidade, além de melhorias de banheiros e fraldários, sistemas de climatização, escadas e esteiras rolantes.

Dados do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil mostram que os quatro terminais respondem por 11,6% dos passageiros que circulam no país, por 12,6% das cargas e por 8,6% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro.

 

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Nível de atividade da indústria paulista cai 0,7% no primerio semestre

6 horas 21 minutos atrás

De janeiro a junho, nível de atividade na indústria ficou perto da estabiiidade Arquivo/Agência Brasil

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista caiu no primeiro semestre e ficou perto da estabilidade (-0,7 %) contra -9,9% do mesmo período do ano anterior. Também houve queda nos primeiros semestres de 2015 e 2014, de 3,2% e 7,2%, respectivamente. Em junho, o INA também registrou queda de 0,8% ante maio, na série sem influência sazonal.

Entre as variáveis de conjuntura que compõem o INA, houve recuo no número de horas trabalhadas na produção (-0,2 %), no total de vendas reais (-0,2 %), com o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apresentando pequeno avanço de 0,1 ponto percentual, na série com ajuste. Os dados foram divulgados hoje (27) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Em 18 setores divulgados, tiveram destaque a área de produtos têxteis, que registrou queda de 1,9% em junho, na série com ajuste sazonal; as horas trabalhadas na produção avançaram 0,7%; o total de vendas reais caiu 3,9% e o Nuci subiu 0,4 ponto percentual.

O Indicador de Nível de Atividade do setor de celulose, papel e produtos de papel avançou 0,6% no mês. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,8%, já as vendas reais e o Nuci avançaram 1,5% e 0,3 pontos percentuais., respectivamente.

No setor de veículos automotores, o INA subiu 0,6% em junho. As vendas reais e o NUCI subiram 2,1% e 0,4 pontos percentuais, respectivamente. O total de horas trabalhadas na produção cedeu 1,2%.

Sensor

A pesquisa Sensor de julho, que mede o nível de confiança dos empresários, mostrou recuo de 1,1 ponto, passando para 49,9 pontos, na série com ajuste sazonal, o que representa praticamente estabilidade para o mês. Leituras abaixo de 50 pontos sinalizam queda da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado caiu 1,7 ponto percentual e passou para 49,7 pontos em julho, ante os 51,6 pontos de junho. “Abaixo dos 50 pontos, indica piora das condições de mercado”, explica a Fiesp.

Houve queda também no indicador de estoque, que cedeu 2 pontos percentuais, marcando 46,4 pontos, ante os 48,4 pontos do mês anterior, mostrando que os estoques estão acima do nível desejado.

Já o emprego apresentou leve variação positiva de 0,1 ponto percentualo, passando para 48,6 pontos, ante os 48,5 pontos. Resultados abaixo de 50 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

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Sobe para 126 o número de mortos por inundações no oeste da Índia

6 horas 27 minutos atrás

A temporada das monções na Índia é marcada por chuvas intensas e fortes inundaçõesFoto Gujarat Information Dept./EFE

O número de mortos pelas inundações que atingem o estado de Gujarat, no oeste da Índia, desde o início do período das monções (chuvas tropicais) subiu para 126 nesta quinta-feira (27), depois que 36 pessoas morreram nas últimas 24 horas, informou a Agência EFE.

As fortes precipitações que ainda caem na região obrigaram cerca de 8 mil pessoas a deixarem suas casas, segundo o Centro de Operações de Emergência do Estado de Gujarat (SEOC, sigla em inglês).

O chefe da Defesa Civil de Gujarat, A.J. Shah, disse ontem que 85% da população deste estado, que conta com mais de 60 milhões de habitantes, está sendo afetada pelas inundações e "não pode sair" dos lugares em que se encontra.

A Índia está sofrendo os efeitos da temporada das monções, marcada por chuvas intensas, que começa em junho e termina em setembro. Nas últimas seis semanas, 50 pessoas morreram e milhões estão sofrendo com os efeitos das inundações e chuvas no nordeste da Índia, especialmente no estado de Assam.

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Taxa de juros de pagamento mínimo do cartão cai para 230,4% em junho

6 horas 41 minutos atrás

Para quem não  quitou ou atrasou o pagamento

do mínimo da fatura, a taxa subiuArquivo/ABR

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga o valor mínimo da fatura caiu em junho. A taxa chegou a 230,4% ao ano no mês passado, com redução de 28,1 pontos percentuais em relação a maio, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central (BC).

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura subiu 6,8 pontos, passando para 460,7% ao ano, em junho. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 378,3% ao ano, com alta de 0,4 ponto percentual em relação a maio.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, obrigou as instituições financeiras a transferirem para o crédito parcelado, que tem taxas menores.

A taxa do crédito parcelado caiu 1,8 ponto percentual para 157,8% ao ano, em junho.

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial ficou em 322,6 % ao ano, em junho, com redução de 2,5 pontos percentuais em relação a maio.

A taxa média de juros para as famílias caiu 1,2 ponto percentual e ficou em 63,3% ao ano em junho. No caso das empresas, a taxa caiu 1,3 ponto percentual e foi para 24,8% ao ano.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, ficou em 5,8%, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a maio. No caso das pessoas jurídicas, a taxa chegou a 5,3%, com queda de 0,7 ponto percentual. Esses dados são do crédito livre. em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro o captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas caiu 0,5 ponto percentual, passando  para 9,2% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,4 ponto percentual para 11,7% ao ano. A inadimplência das famílias caiu 0,3 ponto percentual para 1,9 % e das empresas, ficou foi reduzida em 0,2 ponto percentual, chegando a 2%, em junho.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,078 trilhões, com alta de 0,4%, no mês. Em 12 meses, houve retração de 1,6%. Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) , o volume correspondeu a 48,5%, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a maio.

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Fiscais fazem apreensões em bancas de jornais na Avenida Paulista

7 horas 4 minutos atrás

Seis equipes do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) fiscalizaram hoje (27) as 19 bancas de jornais na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Foram apreendidos brinquedos, bichos de pelúcia, isqueiros e outros objetos sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Um dos principais alvos da fiscalização foi o hand spinner, brinquedo que gira na ponta dos dedos, que faz sucesso entre as crianças e é muito comercializado por bancas da região. Oswaldo Alves Ferreira Júnior, diretor do Departamento de Metrologia e Qualidade do Ipem, disse que a operação de hoje foi originada de denúncias da população.

“Recebemos várias reclamações, denúncias, de que estão vendendo produtos irregulares em um dos maiores cartões-postais de São Paulo, a Avenida Paulista. Recebemos aqui vários turistas do mundo todo”, disse ele.

Brinquedos sem certificação trazem diversos riscos para as crianças, pois podem conter extremidades cortantes, material tóxico, peças pequenas que podem ser engolidas, causar asfixia, inalação ou intoxicação por via oral. O selo do Inmetro também indica a faixa etária ideal para cada brinquedo.

Apreensões

A mercadoria irregular apreendida será inutilizada. Arlindo Afonso Alves, superintendente adjunto do Ipem, explica que os produtos de origem asiática, além de não terem certificação, são, possivelmente, oriundos do contrabando. “Hoje é mais uma fiscalização orientativa para o dono da banca, considerado um microempresário. Como é uma primeira visita, não vamos autuar”, declarou.

Os fiscais conferiram também se o selo do Inmetro que contavam nos brinquedos eram autênticos. “Pelo número [do selo], consultamos no sistema para saber se o selo é falso durante a fiscalização”, disse. Os proprietários das bancas terão dez dias para apresentar defesa junto ao Ipem. Em caso de reincidência, poderão ser multados com valores de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

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Governo estima economia de R$ 2,6 bilhões ao ano com revisão de benefícios

7 horas 10 minutos atrás

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estima economizar R$ 2,6 bilhões por ano apenas com os cancelamentos de 159.981 mil benefícios como os de auxílio-doença. De acordo com a pasta, até o dia 14 de julho foram feitas 199.981 perícias nesse grupo.

Outros 20.304 benefícios foram cancelados porque os beneficiários não compareceram após serem convocados. A expectativa é de que a economia seja ainda maior com a conversão de 31.863 benefícios em aposentadoria por invalidez; 1.802 em auxílio-acidente; 1.058 em aposentadoria por invalidez (com acréscimo de 25% no valor do benefício).

Há ainda 5.294 pessoas que foram encaminhadas para reabilitação profissional. A expectativa é de que 530.191 benefícios de auxílio-doença sejam revisados, resultando em economia de R$ 2,6 bilhões para os cofres públicos.

 

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Câmara e Senado voltam do recesso dia 1º de agosto com 22 MPs na pauta

7 horas 34 minutos atrás

No rol das MPs 14 estão em regime de urgência e trancam a pauta de votaçõesArquivo/Agência Brasil

Na volta do recesso parlamentar a Câmara e o Senado tem 22 medidas provisórias para analisar. Das quatro mais recentes publicadas no Diário Oficial da União entre ontem (26) e hoje (27), três delas mudam regras de  23 pontos no Código de Mineração e fazem parte do Programa de Revitalização da Indústria Mineral Brasileira. A quarta é a medida provisória que institui o programa de demissão voluntária (PDV) para os servidores do Poder Executivo. O Planalto espera que a medida gere economia de cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Urgência

No rol das MPs 14 estão em regime de urgência e trancam a pauta de votações. Algumas das medidas estão no fim do prazo de vigência e podem perder o efeito caso não sejam votadas a tempo. É o caso da MP 770/2017, que prorroga o prazo para utilização do benefício fiscal do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine). O regime suspende a cobrança de todos os tributos federais que recaem sobre a aquisição de equipamentos e materiais necessários à construção ou modernização de salas de cinema. O texto precisa ser votado até o dia 7 de agosto para não perder o prazo de vigência.

O outro texto que está no Senado, a MP 771/2017, precisa ser votada até o dia 10 de agosto. A medida cria a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), uma autarquia federal de caráter temporário para substituir a Autoridade Pública Olímpica (APO). É essa autarquia que vai administrar o legado patrimonial e financeiro deixado pelas Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016, como os ginásios esportivos.

Além dessas duas medidas provisórias que trancam a pauta do Senado, outras três também já impedem votações na Câmara. Uma delas é a  MP 772/17, que aumenta de R$ 15 mil para até R$ 500 mil o valor máximo de multa a ser aplicada a frigoríficos que infringirem a legislação sanitária. A  outra é a MP 773/17, que autoriza estados, Distrito Federal e municípios a usar dinheiro da regularização de ativos no exterior para cumprir o limite constitucional de gastos com educação; há ainda a MP  775/17, que determina que em todas as operações realizadas no âmbito do mercado financeiro deverá haver, se for o caso, a chamada constituição de gravames e ônus, atualmente limitada a operações do mercado de valores mobiliários e do sistema de pagamentos brasileiro.

Também está na fila  da Câmara a MP 774/17 , mas não tranca a pauta porque ainda não foi lida em plenário. Esta MP acaba com a desoneração da folha de pagamento para a maioria dos setores hoje beneficiados. Os deputados terão de votar também a MP 783/17, que institui um novo programa de regularização tributária.

Comissão Especial

Entre as principais MPs que estão ainda em análise em comissões especiais -  primeira fase da tramitação no Congresso - estão a MP 778/17, que prevê o parcelamento da dívida previdenciária dos estados e municípios, a MP 782/17, que dá status de ministério à Secretaria-Geral da Presidência da República; e a MP 783/17, que institui um novo programa de regularização tributária (Refis).

Tramitação

Ao chegar ao Congresso Nacional, é criada uma comissão mista, formada por deputados e senadores, para aprovar um parecer sobre a Medida Provisória. Depois, o texto segue para o Plenário da Câmara e, em seguida, para o plenário do Senado. A MP é um instrumento com força de lei, adotado pelo presidente da República, em casos de relevância e urgência. Produz efeitos imediatos, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para transformação definitiva em lei. Seu prazo de vigência é 60 dias,  prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de 45 dias, contados da sua publicação, ela tranca a pauta de votações da Casa. na qual estiver tramitando (Câmara ou Senado) até que seja votada. Neste caso, só alguns tipos de proposições podem ser votados em sessão extraordinária. 

Se a Câmara ou o Senado rejeitar a MP ou se ela perder a eficácia, os parlamentares têm que editar um decreto legislativo para disciplinar os efeitos jurídicos gerados durante sua vigência. Caso o conteúdo de uma Medida Provisória seja alterado, ela passa a tramitar como projeto de lei de conversão. Depois de aprovada na Câmara e no Senado, a Medida Provisória - ou o projeto de lei de conversão - é enviada à Presidência da República para sanção. O presidente tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente, caso discorde de eventuais alterações feitas no Congresso.

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Bendine tentou pagar imposto sobre a propina recebida da Odebrecht

7 horas 44 minutos atrás

O ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine tentou pagar impostos, em 2017, sobre a propina recebida da Odebrecht em 2015, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Ele foi preso hoje (27) em São Paulo por ocasião da 42ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Cobra, em referência ao codinome de Bendine nas planilhas da empreiteira.

Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, integrante da força-tarefa da Lava Jato no MPF, Bendine tentou declarar os valores ilícitos como oriundos de uma suposta consultoria prestada à Odebrecht.

“Não houve contrato, não houve justificativa para a diminuição de uma consultoria no valor de R$ 17 milhões para R$ 3 milhões, valor que realmente foi pago. Tampouco não fazia qualquer sentido o recolhimento de impostos já em 2017. Para o MPF, esse recolhimento de imposto significa uma tentativa de ocultar e dissimular a origem criminosa dos valores e também ludibriar as investigações e obstruir a Justiça”, afirmou Costa.

A deflagração da Operação Cobra teve por base as delações premiadas do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e do ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis. Segundo os depoimentos, Bendine pediu R$ 17 milhões em propina, ainda quando presidente do Banco do Brasil, para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial. Os delatores afirmam que este pedido foi negado pela empreiteira.

Pouco antes de assumir a presidência da Petrobras, ainda segundo as delações, Bendine solicitou propina novamente, sob o argumento de que poderia prejudicar a Odebrecht na petrolífera — inclusive em relação à Operação Lava Jato. Dessa vez, a empreiteira avaliou que poderia realmente ser prejudicada e aceitou pagar R$ 3 milhões em propina.

“É um caso muito interessante e relevante, porque o alvo principal é ex-presidente do Banco do Brasil, ex-presidente da Petrobras, num período em que a Lava Jato já estavam em pleno funcionamento, ele deixa o BB e assume essas funções na Petrobras”, disse o delegado Igor Romário de Paula, responsável pelo combate ao crime organizado na Polícia Federal no Paraná.

O procurador Athayde Costa também comentou sobre a atividade criminosa em pleno funcionamento da Lava Jato. “As provas de que o presidente da Petrobras nomeado para acabar com a corrupção na companhia estava praticando corrupção é realmente de assustar a todos nós. É indignante que, durante o escândalo de corrupção, pessoas utilizavam a companhia para praticar crimes e auferir recursos, segundo as evidências até então colhidas”, disse.

Delações

Apesar de a Operação Cobra ter sido deflagrada a partir das delações da Odebrecht, a força-tarefa ressaltou que os depoimentos foram apenas um ponto de partida para as investigações. Segundo o MPF, foram colhidas provas de encontros em restaurantes e hotéis, além de recuperadas conversas de texto trocadas entre os envolvidos por meio de um aplicativo de celular que destrói as mensagens automaticamente.

“Isso é importante pontuar porque, vez ou outra, criticam as colaborações a pretexto de que seriam apenas elas as razões de um pedido de prisão. Não [é verdade]. A razão de pedidos de prisão são as provas de corroboração que são colhidas durante a investigação”, enfatizou o procurador Athayde Costa.

Ainda segundo a força-tarefa da Lava Jato, a investigação não encontrou evidências de participação criminosa da ex-presidente Dilma Rousseff neste caso. Bendine assumiu a presidência da Petrobras em 2015 por indicação da petista.

“Segundo os colaboradores, [Bendine] havia utilizado mão da então presidente da República para se promover perante os empreiteiros. Nada foi apontado em termos concretos de movimento da então presidente Dilma”, disse Costa.

A PF informou, ainda, que os três alvos da Operação Cobra - Aldemir Bendine e os operadores financeiros André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior - já foram presos e estão sendo transportados a Curitiba.

 

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Não chove há 44 dias em São Paulo

8 horas 5 minutos atrás

Sem chuva há 44 dias, os moradores da cidade de São Paulo estão enfrentando o segundo mês de julho mais seco desde 1995, segundo a série histórica de acompanhamento do clima do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura de São Paulo. De acordo com o sistema de monitoramento do órgão, a última vez que choveu na capital paulista foi em 13 de junho com volume de 13,1 milímetros (mm).

De lá para cá, só ocorreu garoa nos dias 20 e 21 de junho e também nos três primeiros dias deste mês, resultando em um acumulado médio pluviométrico de apenas 0,3 milímetros, bem inferior ao esperado (46,6 mm). Este baixo volume só foi superado pela marca de 2008, quando nenhuma gota foi registrada em todo o mês de julho.

Já o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que tem uma metodologia de acompanhamento diferente do CGE, indica que o acumulado de chuva em julho até agora é de 0,8 mm ante 6,4 mm, em julho do ano passado.

Apesar da diferença numérica, o fato é que o tempo está muito seco e deve continuar assim, segundo a meteorologista Neide Oliveira, do Inmet: “É normal que isto ocorra nesta época do ano e as chuvas mais expressivas só devem voltar lá pelo mês de setembro”.

Segundo Neide, um sistema de alta pressão tem impedido a formação de nuvens. As frentes frias chegam ao Rio Grande do Sul e Uruguai, mas acabam indo para o oceano, deixando só o ar frio e seco no Sudeste e Centro-Oeste. A umidade relativa do ar tem ficado em torno de 30% nessas regiões, incluindo a cidade de São Paulo.

Efeitos da estiagem

Nos últimos dias, o inverno na capital paulista tem sido de tempo mais frio durante o final da noite e madrugada e predomínio de sol com elevação da temperatura ao longo dia. Os medidores de rua da prefeitura registraram hoje (27) média de 12,2 graus Celsius (ºC) no início da manhã e a previsão é que atinjam máxima de 24°C.

Com a estiagem prolongada, as partículas de poluentes em suspensão no ar formam uma espécie de cortina de tom cinza sobre os prédios da região central de São Paulo. Vista de longe, a cena chega a ser atraente pela formação de matizes que surgem aos primeiros raios de sol. Mas a beleza esconde uma situação de risco à população.

“Esse tempo seco prejudica a saúde das pessoas, principalmente, idosos e crianças, provocando mais problemas respiratórios, além de levar a um aumento de casos de incêndio”, alerta Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE. Segundo ele, embora tenha ocorrido bloqueios para o avanço das frentes frias, existe a possibilidade de algum chuvisco, no começo de agosto.

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Pesquisa diz que commodities derrubam preços da indústria no país

9 horas 3 minutos atrás

Pressionado pelos preços de algumas commodities (mercadorias com valores estipulados segundo as cotações do mercado internacional) no mercado externo - como minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e farelo de soja – o Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou junho com deflação (inflação negativa) de 0,21%, resultado 0,31 ponto percentual inferior a 0,1% de alta de maio – série dessazonalizada.

Com o resultado de junho, o IPP passou a acumular nos primeiros seis meses do ano deflação de 0,3%, menor do que -0,08% de janeiro a maio, enquanto a taxa acumulada nos últimos 12 meses (o indicador anualizado) fechou com alta de 1,52%. Apesar da alta na taxa anualizada, o resultado até junho é 0,72 pontos percentuais menor do que os 2,24% acumulados até maio.

Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativa e de Transformação, divulgado hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que mede a evolução dos preços dos produtos na porta da fábrica, livres, portanto, da influência de impostos e fretes.

O indicador abrange informações de grandes categorias econômicas e por atividades. Entre as grandes categorias econômicas, o setor de bens de capitais teve em junho  alta de 0,88% frente a maio, o único setor com preços em alta.

O setor de Bens Intermediários teve deflação de 0,36% e o de bens de consumo encerrou junho com -0,24%. Já entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, 15 apresentaram variações positivas de preços, mesma quantidade do mês anterior.

Por atividade

Das 15 atividades que fecharam junho com alta sobre maio, o IBGE constatou que as quatro maiores variações foram anotadas entre os produtos que estão nas industriais extrativas (-6,22%), papel e celulose (3,39%), refino de petróleo e produtos de álcool (-2,14%).

Já em termos de influência para a deflação dos preços ao produtor de maio para junho, os destaques ficaram com refino de petróleo e produtos de álcool, que responderam por -0,22 ponto percentual no resultado global; indústrias extrativas (-0,21 ponto percentual), papel e celulose (0,12 ponto percentual); e alimentos (-0,09 ponto percentual).

Mercados internacionais

O analista da Coordenação de Indústria do IBGE, Manuel Campos, disse hoje que os três principais produtos cujos preços no mercado externo influenciaram no resultado negativo da indústria em junho, frente a maio (minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e farelo de soja) estão entre os principais produtos da indústria nacional que puxaram a redução de -0,21% do Índice de Preços ao Produtor (IPP) em junho.

“Os três itens, assim como seus derivados, têm em comum a forte influência dos mercados internacionais”, afirmou. Segundo ele, os óleos brutos de petróleo e os minérios de ferro representam, juntos, mais de 90% da indústria extrativa, principal responsável pela queda no índice.

O analista explicou que “o preço do barril de petróleo tem sofrido quedas no mundo, influenciado pela competição entre países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita e Irã. Já a produção de minérios de ferro sofre com a oferta internacional alta, puxada pela China”.

Ele ressaltou que a indústria de alimentos também tem sido afetada pela safra recorde que o país vem colhendo este ano e pela valorização do real em comparação ao dólar. “O farelo de soja, principal produto de exportação, alcança bons preços em dólar nos mercados estrangeiros, mas o câmbio desfavorece o produtor local”, justificou.

Matéria-prima barata, derivados caros

O analista do IBGE ressaltou, no entanto, que na contramão da queda generalizada de preços, a indústria metalúrgica teve um aumento substancial de maio para junho, puxado pelo preço do aço e a China tem influência direta neste processo.

“Além de ser uma grande produtora de minério de ferro, a China também tem uma forte indústria siderúrgica e exerce grande peso sobre os preços mundiais do aço. Nos últimos meses, observou-se uma valorização substancial do aço chinês, o que puxou o preço do aço brasileiro e também de outros metais, como o alumínio, o que explica a alta no setor”.

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CNI/Ibope: 70% desaprovam governo de Michel Temer e 5% aprovam

9 horas 21 minutos atrás

O governo do presidente interino Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 70% da população, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Já 5% consideram ótimo ou bom, 21% regular e 3% não sabem ou não responderam. O levantamento foi divulgado hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa CNI-Ibope do segundo trimestre de 2017 foi realizada entre 13 e 16 de julho, com 2 mil pessoas em 125 municípios e revela a avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal. No último levantamento, divulgado em março, 10% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 31% como regular, 55% como ruim ou péssimo e 4% não souberam ou não responderam.

A margem de erro da pesquisa é de 2% e o nível de confiança utilizado é de 95%.

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Taxistas do Rio protestam contra Uber e 99 Pop

9 horas 58 minutos atrás

Taxistas do Rio de Janeiro estão reunidos hoje (27) pela manhã em frente ao prédio da prefeitura para reivindicar que o poder público não regulamente o transporte de passageiros em carro particular, como nos serviços oferecidos por empresas como Uber e 99 Pop. O protesto reúne cerca de dois mil taxistas. Muitos vestem camisas amarelas, em alusão à cor oficial dos táxis da cidade.

O trânsito está congestionado na Avenida Presidente Vargas. As alças de acesso que saem do Centro de Convenções Sulamérica e do Túnel Rebouças foram fechadas. O clima está tenso e a polícia jogou algumas bombas de efeito moral, mas a manifestação não dispersou. Mais taxistas se deslocam da Zona Sul para participar do ato.

Segundo o Sindicato dos Taxistas Autônomos do Município do Rio de Janeiro, a categoria pede fiscalização nos aplicativos e em estacionamentos irregulares próximos aos shoppings, aeroportos, eventos, shows e da Rodoviária; descredenciamento do Easy e do 99, que, segundo o sindicato, operam na mesma plataforma que o aplicativo de carro particular; e a prorrogação do prazo de vida útil dos veículos de 6 para 8 anos, o que já foi atendido pela prefeitura, com o Decreto 43.465/2017  publicado ontem no Diário Oficial do município.

O prefeito Marcelo Crivella recebeu representantes dos taxistas ontem e disse que estuda formas de regulamentar os serviços de transporte por táxi e carros particulares que utilizam aplicativos para smartphone. (http://m.agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-07/prefeitura-do-ri...)

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Ex-presidente do BB e Petrobras pediu R$ 20 milhões em propina, diz Lava Jato

10 horas 11 minutos atrás

Aldemir Bendine foi presidente do Banco do Brasil e da Petrobras    Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

O ex-presidente da Petrobras teria recebido ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações, segundo informações das equipes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na Lava Jato.

Bendine foi preso temporariamente hoje (27) em São Paulo, na 42ª fase da Lava Jato, denominada Operação Cobra. Foram cumpridos outros dois mandados de prisão temporária em Pernambuco.

Segundo as investigações, antes de receber os R$ 3 milhões, em 2015, Bendine pediu outros R$ 17 milhões de propina à Odebrecht quando ainda era presidente do Banco do Brasil. Em troca, ele atuaria para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial.

Histórico

Bendine presidiu o Banco do Brasil entre abril de 2009 e fevereiro de 2015, quando substituiu Graça Foster na presidência da Petrobras.

A investigação contra Bendine teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-  presidente-executivo do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.

Por entender que Bendine não tinha poder para influenciar na rolagem do empréstimo, a empresa decidiu não pagar os R$ 17 milhões, mas acabou aceitando repassar, posteriormente, R$ 3 milhões para garantir seus interesses na Petrobras, disseram os procuradores.

Os indícios mostram que os pagamentos foram feitos em três repasses de R$ 1 milhão, todos em 2015, feitos por meio de contratos fictícios de consultoria junto a uma empresa laranja, informou o MPF.

Na nota do MPF, o procurador da República Athayde Ribeiro Costa destacou a audácia dos envolvidos. “É incrível topar com evidências de que, após a Lava Jato já estar em estágio avançado, os criminosos tiveram a audácia de prosseguir despojando a Petrobras e a sociedade brasileira”, disse.

A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa de Bendine.

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Pediatras lançam guia para promover atividade física a criança e adolescente

11 horas 4 minutos atrás

Jovens obesos apresentam probabilidades de desenvolverem fatores de risco que podem causar doenças como diabetes, hipertensão, depressão, alterações ortopédicas e articulares, por exemplo”, disse Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP Marcelo Camargo/Agência Brasil

Crianças e adolescentes de 0 a 19 anos devem praticar atividade física diariamente e passar o menor tempo possível em frente a telas de tablets, computadores ou televisão. A recomendação está no guia lançado hoje (27) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com orientações inéditas para promover a atividade física desde a infância e combater a obesidade e outros problemas de saúde decorrentes do sedentarismo.

O objetivo do guia é facilitar a orientação dos pediatras, profissionais de saúde, educadores, pais e professores de educação física no encaminhamento das crianças e adolescents para o exercício físico diário e alertar sobre os riscos da inatividade.

O guia lembra que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente garantem às crianças e jovens o direito ao lazer, esportes e diversão, assim como o acesso à saúde. E destaca que o Brasil firmou em março deste ano, junto a Organização das Nações Unidas, o compromisso de combater a obesidade infantil.

“A obesidade na infância e na adolescência é um problema mundial que acarreta custos elevados aos sistemas de saúde. Jovens obesos apresentam maiores probabilidades de desenvolverem fatores de risco que podem causar doenças como diabetes, hipertensão, depressão, alterações ortopédicas e articulares, por exemplo”, disse Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP.

Segundo a agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), mais da metade da população brasileira está com sobrepeso. Entre as crianças menores de cinco anos, estima-se que 7,3% delas estão acima do peso.

Mais brincadeiras, mais saúde

O manual da SBP foi elaborado com base no alerta de estudos e protocolos internacionais e pela primeira vez traz informações sistematizadas sobre diferentes tipos de atividades mais adequadas para cada faixa etária entre 0 e 19 anos, considerando as etapas de crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo.

“Os pediatras vão ter tabelas bem indicativas, em que você acessa ali a faixa de zero a dois anos, de três a cinco anos, depois de seis a 19. Então, ele tem na mão o que pode indicar e como ele vai indicar. Isso facilita muito durante a consulta no serviço publico e no serviço privado de saúde”. explicou Ricardo Barros, pediatra e coordenador do grupo de trabalho que elaborou o guia.

De acordo com o documento, é recomendável que as crianças e adolescentes sejam fisicamente ativos todos os dias e que devem praticar atividades prazerosas e lúdicas.

“A criança gosta do lúdico, ela vai ter habilidade entre 5 e 7 anos, nessa idade você coloca numa escolinha, pode ser de natação, judô, o que achar mais interessante, mas tem que ter uma boa orientação e a criança tem que gostar, não adianta levar a criança chorando”, recomenda o pediatra.

Os bebês, por exemplo, devem ser estimulados a se movimentarem várias vezes ao dia, seja engatinhando, buscando objetos ou movendo os membros do corpo, sob supervisão e estímulo dos pais. E até os dois anos de idades não devem ser expostos a tablets ou outro tipo de telas eletrônicas, como celulares e televisão.

As crianças de três a cinco anos, podem se exercitar por 180 minutos ao longo do dia, andando de bicicleta, com brincadeiras de perseguir ou jogos com bola, por exemplo. A partir dessa faixa etária, as crianças também podem começar a nadar, fazer dança, praticar lutas ou esportes coletivos, de maneira gradativa.

Entre seis e 19 anos de idade, as crianças e adolescentes podem se exercitar por pelo menos uma hora por dia com atividades mais intensas, como correr, nadar, pedalar, saltar ou com brincadeiras que trabalhem com o peso corporal e acelerem mais a respiração e o batimento cardíaco. Atividades que estimulem a flexibilidade e o desenvolvimento de músculos e ossos, como a musculação, podem ser feitas pelo menos três vezes na semana com acompanhamento profissional.

Se for necessário, os pediatras encaminharão as crianças para avaliação cardiológica antes da prática da atividade física. Eles alertam ainda que o tempo de exposição às telas não deve ultrapassar duas horas diárias para não prejudicar o tempo de exercício das crianças.

Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), 65,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não realizavam 300 minutos de atividades físicas na semana, e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que essa frequencia chegue a pelo menos 420 minutos.

“Infelizmente, as telas ocuparam o lugar da atividade física, então a criança de qualquer nível social, de qualquer idade, já entra no consultório teclando um iphone, ipad, uma maquininha. Nós temos que acabar com isso, que é, digamos assim, o virus mais nocivo contra a atividade física. Quando você está numa tela, você tem o isolamento social, você não está brincando, jogando, não tem nenhum tipo de convivência com outras crianças”, alerta Barros.

Exemplo

A iniciativa visa ainda promover hábitos saudáveis inclusive no meio médico. Para sensibilizar os profissionais e alertá-los de que eles também precisam se exercitar, o lançamento do guia ocorre no Dia Nacional do Pediatra, celebrado hoje (27).

“Primeiro, o pediatra também  deve fazer algum tipo de atividade física para ser um exemplo e passar melhor as informações sobre tempo de exercício, hidratação e nutrição. E, segundo, para eles indicarem a hora certa para a criança se exercitar. A ideia é estimular o pediatra a dar uma informação mais adequada e depois isso ser replicado pela família.”, explicou Barros.

No guia, os pediatras tambem são orientados a conversar com os pais sobre a pandemia da obesidade e estimulá-los a educar seus filhos a terem um modo de vida mais ativo, com hábitos alimentares mais saudáveis.

Para as escolas, as principais orientações são no sentido de desenvolver ações pedagógicas que incluam mais participação dos alunos nas aulas de educação física. O guia também propõe a formulação de políticas públicas de promoção da atividade física na infância e adolescência.

As recomendações serão distribuídas para quase 30 mil pediatras de todo o país, que disseminarão as informações para pais, educadores físicos e a comunidade escolar. O guia pode ser acessado no site da SBP.

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Israel retira medidas de segurança para acesso à Esplanada das Mesquitas

11 horas 16 minutos atrás

Israel retirou hoje (27) todas as medidas de segurança das imediações da Esplanada das Mesquitas, causa da violência nas últimas duas semanas. Os palestinos que estão nas cercanias celebraram com sinais de alegria, informou rádio israelense Kan.

As cercas de metal e estruturas para câmaras foram desmontadas, assim como os detectores de metal acabaram sendo retirados. As peças faziam parte da lista de exigências feitas à polícia israelense pelas autoridades muçulmanas que administram o local, disse o jornal The Times of Israel.

O Grande Mufti de Jerusalém, Mohamed Ahmed Hussein, disse que voltará a rezar dentro de Aqsa, somente depois que a custódia da Jordânia do local confirme a retirada das medidas de segurança israelenses.

Em resposta ao ataque do último dia 14, onde três árabes israelenses saíram do complexo de Aqsa armados e mataram dois policiais drusos israelenses em uma das entradas para a Cidade Velha de Jerusalém Oriental, Israel instalou medidas de segurança nos acessos à esplanada.

Essas medidas, consideradas pelos muçulmanos como uma violação do status quo do seu terceiro lugar mais sagrado (após Meca e Medina), provocaram protestos e confrontos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, onde morreram quatro adolescentes palestinos. Além disso, um palestino matou três membros de uma família de colonizadores, na Cisjordânia.

O disputado recinto, chamado pelos muçulmanos de Haram esh-Sharif e pelo judeu Monte do Templo, é o local mais sagrado do judaísmo. No entanto, os judeus não podem rezar em seu interior, mas no Muro das Lamentações.

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