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Atualizado: 18 minutos 49 segundos atrás

Investimento em ciência e tecnologia cresce abaixo do PIB global

11 horas 2 minutos atrás

O investimento em pesquisa e desenvolvimento cresceu 3% em 2016 no mundo. O aporte de recursos nesta área mais do que dobrou nos últimos 20 anos (1996-2016). Contudo, ainda está abaixo do patamar anterior à crise de 2007-2008, quando o crescimento chegou a 6,7%. Além disso, o nível anual de crescimento vem caindo desde 2013, quando esteve em quase 5%.

A informação é do estudo Índice Global de Inovação, uma iniciativa da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, com participação do Brasil por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice (3%) foi menor do que o registrado para o total de riqueza, em que é usado o indicador do Produto Interno Bruto (PIB) global acumulado, que ficou em 3,3% em 2016.

Quando considerado o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento de empresas, o desempenho melhora um pouco, chegando a 4,2% no mesmo ano. Mas também neste caso, o percentual é quase a metade dos patamares no momento pré-crise de 2007-2008, quando o crescimento da aplicação de recursos por empresas chegou a 8,1%.

Estudo mostra que investimento em pesquisa científica e tecnologia no mundo está abaixo do  PIB global - Sayonara Moreno/Arquivo/Agência Brasil

 

Desigualdade na inovação

Um primeiro desafio é a superação da desigualdade nos investimentos entre países ricos e pobres. “A diferença na inovação global permanece ampla, com economias mais ricas liderando o cenário de inovação e grandes hiatos em termos de praticamente todos os indicadores de inovação entre esses líderes e outras nações menos desenvolvidas”, pontua o relatório.

Nações da América Latina, da África e da Ásia Central ainda precisam, na avaliação dos autores, seguir exemplos de experiências bem-sucedidas como a da China. O país figura na 17ª posição no ranking do Índice Global de Inovação, mas já ocupa a liderança em volume de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, publicações e patentes. O estudo destaca países de renda média com bons desempenhos em inovação, como Colômbia, Sérvia, Tailândia, Costa Rica e Mongólia.

Na avaliação dos autores, um caminho seria um esforço de redução dos protecionismos que permita uma dinâmica de geração de novos conhecimentos e de inovação. Além disso, defendem políticas públicas na melhoria dos diversos aspectos analisados para a qualificação da inovação, como a educação, a melhoria do ambiente de negócios, a melhoria da pesquisa científica e produção de patentes, mais investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento e o estímulo à exportação de produtos de alta tecnologia.

Energia renovável

O mesmo estudo aponta que os países devem investir mais na priorização de fontes alternativas de energia. Segundo as estimativas dos autores, até 2040 o mundo estará usando 30% mais eletricidade do que atualmente. E as matrizes atuais são consideradas insustentáveis frente ao cenário das mudanças climáticas.

O fortalecimento das fontes alternativas passa sobretudo pela inovação. Mas as novidades tecnológicas neste campo estão sendo produzidas com diferentes objetivos entre os países. Para avançar rumo a uma transição da matriz energética, as políticas públicas conduzidas pelos Estados é apontada como frente central.

 

Inovação reduz custos de energias renováveis, como a eólica - Soninha Vill/GIZ/Direitos reservados

Para os especialistas, a inovação já avança para a redução de custos de energias renováveis, como solar e eólica, e medidas de eficiência energética (que reduzem o consumo). Mas, além de fontes mais limpas, novas tecnologias podem contribuir no consumo regulado de forma eficiente em cidades inteligentes e na otimização do armazenamento e distribuição de redes elétricas inteligentes.

Um exemplo positivo mencionado no relatório é a aplicação de patentes em tecnologia verde. Entre 2007 e 2013, o número dobrou, saindo de nove para 18 mil. Em seguida, houve uma queda de até 15 mil pedidos anuais em 2016, com um leve aumento em 2017.

Contudo, os investimentos em fontes renováveis de energia entraram em uma fase de estagnação a partir de 2011, após crescerem em média 32% ao ano desde 2004. Em 2017, o crescimento em relação ao ano anterior foi de 2%.

Marco legal do saneamento gera polêmica no setor

11 horas 53 minutos atrás

Assinada pelo Planalto no dia 6 e publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9), a Medida Provisória (MP) nº 844 que atualiza o marco legal do saneamento básico gerou polêmica no setor e ainda está sendo analisada pelos agentes reguladores. 

Os representantes de associações municipais criticam a medida, por considerá-la “privatizante”, enquanto representantes do setor produtivo a apoiam. A própria Agência Nacional de Águas (ANA), órgão ao qual foi atribuída competência de editar normas nacionais para o serviço de saneamento básico, responsabilidade que era do Ministério das Cidades, informou que não se manifestará porque sua diretoria, com apoio do  corpo técnico, “ainda está avaliando as alterações propostas pela Medida Provisória 844”.

Entre os principais críticos da MP está a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae). O presidente da entidade, Aparecido Hojaji, afirmou em entrevista à Agência Brasil que considera a medida um retrocesso por privilegiar o setor privado de saneamento e a livre concorrência, em detrimento do acesso aos serviços públicos. A Casa Civil, que coordenou durante dois anos o grupo de trabalho sobre saneamento, do qual a Assemae participou, discorda dessa avaliação.

Hojji diz que a Assemae não é contrária à revisão da Lei 11.445/2007, que dispõe sobre as condições estruturais do saneamento básico, mas defende que as alterações deveriam ser feitas por meio de um Projeto de Lei encaminhado ao Congresso, com participação dos parlamentares, entidades e trabalhadores ligados ao saneamento. Segundo ele, a MP não contemplou as reivindicações dos serviços municipais.

Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) se manifestou em defesa da MP por avaliar que ela aprimora a expansão da participação privada no setor. “Na avaliação do setor produtivo, o texto apresentado pelo governo propiciará o aumento dos investimentos em saneamento, hoje insuficientes”, diz a nota divulgada pela CNI. A entidade diz ainda que apoiará a MP no Congresso Nacional e pretende contribuir para que o Legislativo “aprove o melhor texto possível para a sociedade e o setor produtivo”.

Visões distintas

A Assemae, que representa cerca de dois mil municípios, participou de reuniões no Ministério das Cidades e na Casa Civil ao lado da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) durante o ano de 2017 para discutir as mudanças no setor.

Chefe da Assessoria Especial da Casa Civil e uma das responsáveis pela elaboração do texto da medida provisória, Martha Seillier sustenta que a MP não tem por objetivo privatizar o setor de saneamento nem retirar a competência das prefeituras, mas sim, ampliar a concorrência entre as empresas públicas e privadas, mantendo uma regulação forte por parte da ANA para impedir abusos nos preços e assegurar a manutenção da qualidade do serviço.

“Agora que o governo passa por uma situação fiscal complexa e que não vai se resolver logo, a gente precisa de uma solução que traga investimentos adicionais. Esse não é um setor que dependa só de investimentos públicos. As empresas cobram tarifa. Claro que isso é atraente para empresas privadas. Elas podem prestar o serviço a preços módicos se elas forem reguladas e se o Poder Público fiscalizar a qualidade do serviço”, afirma.

 Marco legal do saneamento básico gera críticas do setor e está sendo analisado por agentes reguladores - Marcello Casal Jr/ Arquivo/Agência Brasil

 

As entidades municipais consideram que, ao atribuir à ANA a responsabilidade pela instituição de normas de referência para o setor, a medida dificulta o acesso dos municípios aos recursos federais. Outra crítica é que a primazia dos municípios na prestação de serviços de saneamento básico será afetada pela necessidade de licitação quando houver mais de um interessado na prestação dos serviços.

Para a Assemae, os municípios menos rentáveis ficarão desassistidos, uma vez que a iniciativa privada tende a se interessar apenas pelas cidades que dispõem de mais recursos, enquanto as companhias estaduais e municipais terão de se responsabilizar pelas regiões menos atraentes economicamente.

Para o presidente da entidade, Aparecido Hojaji, a titularidade do município também é afetada com a extinção da exigência dos Planos Municipais de Saneamento Básico, bastando um Estudo Técnico de Viabilidade para a prestação desse serviço.

Martha Seillier rebate as críticas de que a MP retira a competência dos municípios na prestação de serviços de saneamento. Para ela, é justamente o contrário: a medida ajuda as prefeituras de menor porte a se ajustar aos padrões da ANA.

“As prefeituras menos preparadas podem aderir às metas estabelecidas pelo governo federal. Em vez de serem obrigadas a constituir uma agência reguladora própria e capacitar servidores. Além disso, vários municípios poderão se juntar para centralizar o tratamento de esgoto ou de lixo. Algo que hoje só existe em algumas regiões metropolitanas”, defende.

 

Chefe da Assessoria Especial da Casa Civil, Martha Seillier diz que MP não retira competência de municípios na prestação dos serviços de saneamento - Valter Campanato/Agência Brasil

Sobre a troca dos Planos Municipais de Saneamento Básico por Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica para viabilizar projetos de água, lixo e esgoto, Seillier considera que a exigência dos planos atualmente representa um entrave para os investimentos no setor.

“Atualmente, só um terço dos municípios brasileiros têm planos municipais. Se considerarmos planos atualizados, são pouquíssimos. Então por que não pegar um estudo técnico feito por um banco público que vai financiar um projeto bom para a população e usá-lo para validar o contrato?”, questiona.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) também afirma que a medida “afetará os municípios mais pobres, que serão excluídos dos investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de provocar um aumento da tarifa decorrente do fim do subsídio cruzado”.

Em relação ao argumento de que a MP reduz os subsídios cruzados de companhias estaduais que usam os recursos na exploração de municípios mais ricos para custearem o serviço em localidades mais pobres, a assessora da Casa Civil diz que esse argumento não se verifica na prática. Ela ressalta que, no Brasil, a maioria das companhias privadas de saneamento opera em municípios de pequeno porte.

Mudança gradual

Martha Seillier afirma que as mudanças não serão imediatas e só serão sentidas gradualmente pelo consumidor, à medida que os novos contratos de água e de saneamento básico entrarem em vigor.

“Tudo o que foi contratado antes da norma está valendo. Só os novos contratos vão ter de provar que estão seguindo as regras. No caso de uma norma de qualidade da água, se o município pedir recursos ao governo federal para um projeto, vamos pedir uma cláusula no contrato dizendo que a qualidade terá de observar o padrão exigido”, acrescenta.

Após ser analisada por uma Comissão Mista, a MP segue para votação no Plenário da Câmara dos Deputados e depois para votação no Senado.

Procurado, o Ministério das Cidades não se manifestou até a publicação da reportagem.

Itamaraty condena onda de violência na Nicarágua 

13 horas 3 minutos atrás

O Ministério das Relações Exteriores rechaçou a onda de violência na Nicarágua e apelou para que o governo do presidente Daniel Ortega busque o diálogo e a paz. Em nota, o Itamaraty recomenda o diálogo nacional, a manutenção do funcionamento das instituições democráticas e a permissão para que a missão de peritos internacionais atue no país. 

"O governo brasileiro conclama o governo nicaraguense a restabelecer a convivência pacífica, o funcionamento das instituições democráticas e o Diálogo Nacional", diz o texto. "É imperativo que o governo da Nicarágua volte a permitir o trabalho desimpedido do Grupo Interdisciplinar de Peritos Independentes e da Missão Especial de Acompanhamento da CIDH [Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos]."

A nota lamenta ainda os ataques pelas forças policiais. "O governo brasileiro deplora os ataques perpetrados, no dia 13/7, pelas forças de segurança e paramilitares, contra estudantes e civis alojados na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua."

O texto ressalta também que a onda de violência não poupa ninguém. "A escalada de violência contra a sociedade civil, com agressões físicas a eclesiásticos, jornalistas e defensores dos direitos humanos, são inaceitáveis."

Desde 18 de abril, a Nicarágua vive diariamente momentos de protestos e manifestações contra o governo. Nos últimos meses, a onda de violência tomou conta do país.

Após morte de alunos, bispos convocam protesto pacífico na Nicarágua

13 horas 13 minutos atrás

Após dois estudantes terem sido mortos dentro de uma igreja, bispos nicaraguenses convocaram um protesto pacífico contra a escalada da violência no país. Os alunos foram para a igreja tentar se proteger dos ataques de grupos paramilitares ligados ao governo.

“Hoje, como nunca, os direitos humanos estão sendo violados na Nicarágua”, diz o comunicado, pedindo aos fiéis que fiquem jejum na próxima sexta-feira (20) . Os bispos fazem ainda um apelo a todos “especialmente aos policiais, militares e demais funcionários públicos” que não apoiem “direta ou indiretamente” as ações do presidente Daniel Ortega e seu partido político.

Em menos de três meses, mais de 260 pessoas foram mortas na Nicarágua – muitas delas universitários. O estopim dos protestos foi uma reforma da previdência, no dia 18 de abril, que acabou sendo revogada. Mas as manifestações continuaram e se transformaram em um movimento nacional contra a violenta repressão, que sofreu uma nova escalada nos últimos dias, com ataques contra igrejas e o clero.

A pedido do governo, a Igreja Católica aceitou mediar um diálogo com setores da sociedade civil (estudantes, agricultores, empresários e organizações de defesa dos direitos humanos) para superar a crise. Um dos requisitos era a participação de organismos internacionais – como a Comissão Interamericana da Direitos Humanos (CIDH) – na investigação das mortes, das prisões arbitrárias e dos ataques, ocorridos durante as manifestações.

 A CIDH, entidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), já apresentou dois relatórios. Ambos responsabilizam as forças de segurança, franco-atiradores e grupos paramilitares, simpatizantes do governo, pelas mortes. Um grupo de investigadores analisou provas balísticas, depoimentos das vítimas e imagens e concluiu que o governo nicaraguense está “atirando para matar”.

O governo rejeitou a conclusão dos dois relatórios da CIDH, alegando que foram parciais, mas permitiu que a comissão continue investigando as denúncias.

Ortega fez história na Nicarágua, liderando a Revolução Sandinista de 1979, que acabou com a ditadura de Anastasio Somoza. Porém a guerra civil continuou até 1990. Em 2016, Ortega conquistou o terceiro mandato presidencial consecutivo e elegeu a mulher vice-presidente. A votação - sem a presença de observadores internacionais – foi questionada pela oposição e também por antigos aliados do ex-guerrilheiro esquerdista.

Áudios

A situação na Nicarágua tem sido acompanhada diariamente pelo secretario-executivo da CIDH, o brasileiro Paulo Abrão, que tem recebido áudios e vídeos dos últimos acontecimentos no pequeno país centro-americano. 

Várias gravações, transmitidas em tempo real, registram o som de tiroteios. Ao mesmo tempo, o governo nicaraguense mostrava imagens de festejo dos 39 anos da Revolução Sandinista. Antigos guerrilheiros acusam Ortega e a mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, de querer instalar uma dinastia política e corrupta – igual a de Somoza. 

Em entrevista à Agência Brasil, Abrão disse que as forças de segurança e os paramilitares ligados ao governo “atiraram para matar”. Segundo ele, ocorreram duas etapas. Na primeira, Ortega reconheceu que havia problemas e pediu ajuda apara solucionar-lós. “Nesta segunda fase, Ortega está negando os fatos e responsabiliza a violência ao confronto entre grupos a favor e contra do governo”, disse.   

Mega-Sena acumula e pode chegar a R$ 56 milhões

13 horas 35 minutos atrás

O concurso 2059 da Mega-Sena deste sábado (14) não teve acertador. O prêmio acumulou e deverá chegar a R$ 56 milhões no próximo sorteio.

As dezenas sorteadas foram: 04 05 36 40 44 56

Setenta e sete apostas acertaram a quina e vão receber R$ 39.904,70. A quadra teve 5.562 apostas ganhadoras, que irão receber R$ 789,19. 

O próximo sorteio será na quarta-feira (18).

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Final inédita da Copa terá talento e inspiração de croatas e franceses

14 horas 8 minutos atrás

Depois de 24 dias e 63 partidas a Copa do Mundo 2018 terá hoje (14) o seu capítulo final no Estádio de Luzhniki, em Moscou, a partir das 12h (horário de Brasília). França e Croácia são as únicas das 32 seleções que restaram na competição e farão uma final inédita. Com seu ataque veloz e meio campo habilidoso, a França é favorita, como já era desde o início do Mundial.

No início de junho, no entanto, outras seleções também faziam parte do grupo daquelas com condições de chegar à decisão. Entre elas, Brasil, Espanha e Alemanha. Todas caíram precocemente, menos a França. Se o título for para os “Bleus”, terá passado pelos pés de Mbappé e Griezzman. Os dois atacantes têm se destacado na campanha do país neste mundial.

Eles ainda têm a companhia luxuosa de um meio-campo talentoso e veloz, composto por Pogba, Matuidi e Kanté. Mesmo com toda essa qualidade, a França está focada em vencer, e não em inspirar o mundo com seu futebol. Na maioria dos jogos decisivos, os franceses têm deixado o adversário atacar e apostado nos contra-ataques em velocidade. Tem dado certo.

França comemora gol contra a Austrália, na primeira fase do Mundial. - Sergio Perez/Reuters/Direitos reservados Zebra quadriculada

E no grupo das favoritas não havia a Croácia. Mas o time do Leste Europeu tinha talento para ir longe na Copa. O meio-campo croata não é celebrado à toa: Modric e Rakitic são titulares no Real Madrid e Barcelona, respectivamente. O centroavante Mandzukic, autor do gol da classificação à final, joga na Juventus, melhor time da Itália na atualidade.

O técnico Zlatko Dalic ainda contou com uma boa Copa do atacante Perisic, do lateral direito Vrsaljko e dos zagueiros Lovren e Vida, além do seu goleiro. Subasic pegou quatro pênaltis, sendo fundamental para a sequência do time na Copa.

De um time como esse se esperava uma participação até as quartas de final, quando sairiam honrosamente. Mas a Croácia mostrou, além da qualidade no toque de bola no meio-campo, muita entrega e determinação nas partidas eliminatórias. Cada bola é disputada como se fosse a última, jogadores disputaram prorrogações seguidas, lesionados, mas nunca desistiam da vitória.

Comemoração do segundo gol da Croácia contra a Nigéria, na primeira fase - Fabrizio Bensch/Reuters/Direitos reservados

É inegável, no entanto, que a Croácia entra em campo mais cansada. Enquanto a França definiu sua classificação nas três partidas eliminatórias ainda no tempo normal, a Croácia jogou três prorrogações, totalizando 90 minutos a mais que os franceses. O técnico croata Zlatko Dalic sabe da condição física dos seus jogadores que, como se não bastasse, tiveram um dia a menos de descanso. A França fez a primeira semifinal e a Croácia só venceu a Inglaterra no dia seguinte.

“Os jogadores me dirão se estão prontos ou não. Sim, alguns não treinaram, mas não temos mais que treinar. Temos sim pequenos problemas, mas acredito que resolveremos todos hoje [sábado]”, disse Dalic, na coletiva de imprensa realizada ontem (14).

França e Croácia já se enfrentaram quatro vezes, entre partidas oficiais e amistosos. Foram três vitórias da França e um empate. A Croácia jamais venceu os franceses. Mas Dalic mostrou não se importar com as estatísticas desfavoráveis e a condição de “azarão” nesta final.

“Estatísticas e recordes estão aqui para serem quebrados. Não importa quem é seu oponente na final. É nossa meta dar nosso melhor, o mundo inteiro estará assistindo a Croácia. Viemos para desfrutar do jogo e vencê-lo”, disse o treinador.

Do outro lado, a França não alimenta o favoritismo. O técnico Didier Deschamps prega respeito ao adversário e elogiou o trabalho de Dalic no comando da seleção. “Eu tenho realmente um grande respeito pelos jogadores da Croácia e pelo técnico Zlatko Dalic. Não podemos esquecer o que ele fez com um país tão pequeno”.

Direitos Humanos devem ser respeitados na Internet, diz ONU

sab, 14/07/2018 - 19:50

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução defendendo o respeito, a promoção e o exercício dos direitos humanos na internet. As resoluções não tem força de lei, mas são orientações importantes para guiar governos e a sociedade.

O documento afirma que os mesmos direitos garantidos no mundo offline devem ser proporcionados também no ambiente online. Entre eles a liberdade de expressão, que deve ser respeitada e viabilizada independentemente de plataformas e de fronteiras.

No texto, o conselho chama os governos dos países-membro a fortalecerem a cooperação de modo a desenvolver programas de facilitação do acesso e do uso de meios de comunicação e tecnologias. Esses recursos são vistos como instrumentos fundamentais para o exercício dos demais direitos humanos pelas pessoas.

Este esforço inclui também a busca pela diminuição das desigualdade digitais entre cidadãos, especialmente na perspectiva de gênero, e a garantia de um ambiente online seguro e sem discriminação. A disseminação e a apropriação das tecnologias, recomenda, deve ser realizada orientada pelos direitos humanos.

Essa abordagem envolveria, por exemplo, a acessibilidade nesses equipamentos, de modo a permitir que elas sejam plenamente aproveitadas por pessoas com deficiência. Entre recursos para este público estão a audiodescrição e medidas de facilitação de leitura (como variações de contraste em sites e aplicativos).

Ao mesmo tempo, a resolução indica aos governos a importância de desenvolverem “remédios” para quando violações de direitos humanos ocorrem na rede.

Privacidade e proteção de dados

A resolução elenca a privacidade e a segurança como dois valores orientadores importantes. Neste sentido, recomenda aos governos a aprovação de leis ou normas semelhantes que assegurem a proteção de dados dos cidadãos. Nesta semana, o Congresso Nacional aprovou a primeira lei geral de proteção de dados, mas a matéria ainda precisa da sanção do presidente Michel Temer e levará um ano e meio para entrar em vigor.

Além disso, o documento salienta a responsabilidade também do setor privado. “Empresas devem trabalhar para viabilizar soluções técnicas que deem segurança e protejam a confidencialidade das comunicações digitais”, acrescenta, citando como recursos técnicos o uso de anonimização (quando os dados não podem mais ser relacionados a um indivíduo) e criptografia (uma ferramenta para dificultar a leitura de uma informação transmitida).

Marun nega participação em supostas fraudes no Ministério do Trabalho

sab, 14/07/2018 - 19:22

O ministro da  Secretaria de Governo, Carlos Marun negou hoje (14) em nota que tenha participado de supostas fraudes no Ministério do Trabalho para beneficiar sindicatos em Mato Grosso do Sul, seu reduto eleitoral.  A informação de que o nome de Marun estaria envolvido foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, com base em um relatório obtido junto à Polícia Federal (PF), que apura irregularidades na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho. 

Por meio de nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, o ministro afirmou não haver interesse político uma vez que declarou, ao aceitar ser ministro, que não disputaria as eleições. “Na verdade, estão usando o fato de eu me predispor a atender com atenção os pleitos que me chegam de MS para tentar retaliar e enfraquecer o ministro que questiona abertamente os abusos de autoridade praticados, especialmente no inquérito dos Portos”, diz a nota.

A Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal,  foi deflagrada há um ano, a partir de denúncia sobre concessão de falsos registros sindicais. Segundo a PF, foi descoberto um “amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”. 

No início deste mês, a terceira fase da operação levou ao afastamento do então ministro do Trabalho Helton Yomura, que pediu demissão do cargo. O novo ministro Caio Vieira de Mello, ao assumir o comando da pasta, suspendeu por 90 dias todos os procedimentos de análise e publicações relativas ao registro sindical, em portaria publicada na edição do Diário Oficial da União da última quinta-feira.

Em ato por Marielle, mulheres cobram reativação de centro na Baixada

sab, 14/07/2018 - 18:58

Exatos quatro meses após o assassinato da vereadora Marielle Franco, um grupo de mulheres organizou hoje (14) uma manifestação para cobrar a reativação do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) da Baixada Fluminense. Também foi lançado um abaixo assinado virtual para cobrar uma resposta do governo estadual, que é o responsável pelo espaço. Localizado em Nova Iguaçu, no bairro da Luz, o imóvel chegou a ficar abandonado e foi ocupado por uma organização não governamental (ONG) que oferece à população cursos na área da cultura.

Segundo Luciene Medeiros, integrante do Fórum Regional dos Direitos da Mulher da Baixada Fluminense, o CIAM foi implantado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e inaugurado em 2008. O projeto inicial previa, como contrapartida, que uma creche e uma estação de trem fossem construídos pelos governos do estado e do município, mas os compromissos não foram cumpridos.

"A Baixada Fluminense é uma região marcada pela violência contra a mulher. E as maiores vítimas são negras e pobres. Hoje fazem quatro meses da morte de Marielle e não sabemos quem cometeu o crime. O descaso com essa violência no estado nos preocupa", diz Luciene. De acordo com dados do Dossiê Mulher divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2017, 94 mulheres foram vítimas de homicídios dolosos na Baixada Fluminense. Além disso, foram registradas 9.537 ocorrências de lesão corporal.

O CIAM foi concebido não só para atender diretamente as mulheres, como também para ser um espaço de articulação de toda a rede de atendimento dos 13 municípios da região. Em 2016, porém, o imóvel foi desocupado. "O governo foi submetendo este espaço físico a um processo de degradação. Deixou de capinar, não trocou as lâmpadas queimadas. Aos poucos, inviabilizou o uso do espaço. Restou uma pequena equipe que está trabalhando com condições mínimas em uma sala atrás da delegacia de Nova Iguaçu, no bairro da Posse", critica Luciene.

A assistente social Iara Tavares atuou no CIAM entre 2012 e 2016. Ela conta que, em 2015, começou a ter atraso no pagamento dos salários e, no ano seguinte, a maioria dos profissionais foram dispensados. "Nós promovíamos cursos de qualificação com as equipes técnicas que atuam na região, formadas por psicólogas, advogadas e assistentes sociais. E aqui, até 2016, atendemos diretamente mais de 3 mil mulheres", afirma.

A rede de mulheres feministas da Baixada Fluminense em ato em frente ao antigo CIAM - Tânia Rêgo/Agência Brasil Ocupação cultural

Após um período de abandono, o imóvel foi ocupado pela ONG Associação Fábrica de Atores e Material Artístico (Fama), também conhecida como Escola Livre Fama. Aproveitando a sigla que dá nome ao espaço, a entidade implantou no local o Centro de Integração de Artes Múltiplas. A ocupação não é formalizada. "Antes de entrarmos, procuramos autoridades para tentar falar desse espaço, mas ninguém nos recebia. Nós investimos mais de R$7 mil para recuperar o imóvel, tenho todas as notas guardadas. Além disso, contamos com mão de obra voluntária e material doado", conta Alexandre Gomes, agente cultural e diretor de teatro.

Segundo ele, a ONG atua há 17 anos na região e atualmente tem 373 alunos. Alexandre diz que a ocupação do espaço contou com o apoio da comunidade local, já que o imóvel estava servindo a usuários de crack e havia diversos relatos de assaltos nas redondezas. "Isso aqui poderia a qualquer momento virar um quartel de milícia. Porque nós sabemos que quando o governo não resolve a questão da segurança pública de um lugar, os milicianos assumem".

De acordo com o agente cultural, a ONG se sustenta com mensalidades cobradas de alunos, bilheterias de eventos e apresentações teatrais, entre outras fontes. Diferente de outros projetos, os variados cursos ofertados no CIAM são gratuitos. Os interessados podem ter aulas, por exemplo, de maquiagem, teatro, fotografia e produção audiovisual. O único pedido é para que ajudem a manter as condições do imóvel e colaborem trazendo produtos de limpeza.

A aluna de maquiagem Ariana Souza, moradora do bairro, aprova o trabalho da ONG. "Eu trabalho como cerimonialista em eventos e casamentos. E está sendo muito bom para que eu aprenda a me maquiar melhor, considerando cor de pele, os tons. Deram um boa destinação a esse local, que estava abandonado. Era perigoso, escuro e reunia usuários de drogas. As pessoas do bairro vieram e ajudaram a limpar".

Para Ariana, o trabalho permite que também as mulheres vítimas de violência sejam acolhidas. "As portas aqui estão abertas para todos. Uma mulher que esteja fragilizada pode se reencontrar em um curso de maquiagem, de depilação, de manicure. Pode sair daqui capacitada para conseguir um emprego e uma fonte de renda. E assim pode talvez parar de depender de um cara violento que pode matá-la".

Material utilizado em peças de teatro no prédio do CIAM Baixada - Tânia Rêgo/Agência Brasil Reunião

Ontem (13), a prefeitura de Nova Iguaçu reuniu os envolvidos para debater o assunto. No entanto, não houve nenhuma decisão. Em nota, o município alega que o CIAM é de responsabilidade do governo estadual e que a creche deveria ter sido construída com recursos do governo federal, mas a obra foi suspensa devido ao corte de verbas.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) informou que não houve interrupção do atendimento oferecido pelo CIAM Baixada e que os serviços estão sendo prestados em novo endereço no bairro Alto Posse, em parceria com a Fundação da Criança e Adolescente (FIA). "A escolha do novo espaço ocorreu visando atender as diretrizes específicas para o funcionamento dos CIAMs e possibilitar, dessa forma, o atendimento adequado à mulher em situação de violência. Além disso, a localização do prédio é próxima aos serviços da rede de atendimento e de fácil acesso", registra nota divulgada pela secretaria.

Durante a reunião na prefeitura, o Fórum Regional dos Direitos da Mulher da Baixada Fluminense recebeu a informação de que o governo estadual fez um acordo para que a Defensoria Pública do Rio de Janeiro assuma o imóvel. O órgão confirmou, mas não garantiu a retomada dos serviços interrompidos. "A cessão tem o objetivo de ampliar o atendimento jurídico à população de Nova Iguaçu. O espaço também poderá abrigar a CIAM, caso o serviço seja restabelecido. Ressaltamos que a CIAM é um serviço de responsabilidade do governo estadual, não da defensoria", disse o órgão em nota.

Solução

A ONG afirma estar aberta a discutir propostas de remanejamento, desde que o novo local seja adequado às suas necessidade. Do contrário, irão resistir. "Demos um pontapé para levantar a discussão em torno deste espaço. Não somos contra a manifestação, endossamos as causas feministas. Nosso grupo é formado por muitas mulheres guerreiras", diz Alexandre. O Fórum Regional dos Direitos da Mulher da Baixada Fluminense também diz não ser contra o trabalho da ONG. "Inclusive defendemos que eles permaneçam atuando na região, fazendo o seu trabalho com os jovens do bairro. A nossa questão não é com eles e sim com o governo estadual e com o desmonte das políticas públicas. Este imóvel precisa atender a sua missão", diz Luciene.

Na busca de uma solução, as mulheres recorreram ainda à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Presente no ato, o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) disse que a Alerj tentará auxiliar na interlocução com o governo e uma das possibilidades é prever recursos para 2019 na lei orçamentária. "A solução passa por ter criatividade e entender melhor como que essas duas políticas podem conviver. Seria interessante que as mulheres vítimas de violência, ao serem atendidas no CIAM, tivessem a possibilidade de ter uma atividade no campo da cultura".

Brasileiro que matou ex-namorada no DF em 1987 é preso na Alemanha

sab, 14/07/2018 - 18:24

O brasileiro Marcelo Bauer foi preso na Alemanha no dia 25 de abril deste ano e cumprirá no país a pena de 14 anos de reclusão. A prisão do brasileiro no Centro Penitenciário de Bayeruth foi comunicada em uma reunião entre integrantes da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal (SCI-MPF) – que acompanha o caso desde 2013 - e a adidância policial alemã. A informação foi divulgada pelo MPF. Por ter cidadania alemã, Marcelo Bauer cumprirá a pena naquele país.

Marcelo Bauer foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, em abril de 2012, a 18 anos de prisão pelo sequestro, asfixia por substância tóxica e assassinato – com 19 facadas e um tiro na cabeça – da ex-namorada, a estudante Thaís Muniz Mendonça, então com 19 anos. Após o julgamento de apelação criminal, a pena foi reduzida para 14 anos de reclusão.

A prisão preventiva de Marcelo Bauer foi decretada ainda em 1987, quando ocorreu o crime, mas o então estudante fugiu do Brasil, com o auxílio do pai, o coronel Rudi Ernesto Bauer, que integrava o Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Distrito Federal. Bauer foi encontrado 13 anos depois do crime, em Aarhus, na Dinamarca. Ele chegou a ser preso naquele país, em 2000, pela Interpol, que encontrou com o brasileiro passaportes falsos em nome de Sinval Davi Mendes.

O Ministério da Justiça solicitou a extradição de Bauer à Dinamarca, mas ele entrou com pedido de cidadania alemã e seguiu para aquele país. Desde 2002, o condenado mora em Flensburg. O Brasil também pediu a extradição à Alemanha, que foi negada em função da cidadania.

MPF

Em 2016, a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio da SCI, enviou à Alemanha um reforço ao pedido de condenação de Marcelo Bauer. A solicitação inicial foi feita em 2011, quando o Brasil enviou a cópia do processo e a transmissão do caso para a Justiça alemã, diante da inviabilidade da extradição de Bauer, que tem dupla nacionalidade.

Foi solicitada a localização e a oitiva de testemunhas, além de ter sido remetido o perfil do DNA da vítima. A partir do pedido alemão, o juízo da Vara de Execuções Penais do DF autorizou a transmissão do caso ao país europeu e solicitou, alternativamente, a homologação da decisão condenatória.

O pedido inicial alemão foi encaminhado pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça à PGR, que submeteu o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A documentação foi encaminhada à SCI em 2013, quando foi feita a tradução dos documentos para o alemão, e transmitida ao país europeu. Desde então, houve constantes contatos entre as autoridades dos dois países, que resultaram no início da execução da pena na Alemanha.

Florianópolis lidera lista de cidades com maior número de startups

sab, 14/07/2018 - 17:32

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o maior número de startups no país está concentrado nos estados de São Paulo (41%), Minas Gerais (12%) e Rio de Janeiro (9,7%). Entre as capitais, destacam-se em números absolutos São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mas quando se considera a proporção de startups em relação ao número de habitantes, Florianópolis desponta na liderança.

O estado de Santa Catarina alcançou a liderança no número de startups, empresas de inovação e base tecnológica. Dados divulgados esta semana pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) mostram que a região abriga atualmente mais de 16 mil empreendedores e o número de empresas de tecnologia subiu 3,42% entre 2015 e 2017. Considerando os últimos 30 anos, o crescimento foi de 10.000%, segundo o panorama divulgado pela entidade.

A densidade de startups na capital de Santa Catarina é quase dez vezes maior do que na capital paulista. Em seguida, figuram outras cidades catarinenses, como Chapecó e Joinville. Segundo a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) , o setor tecnológico já representa 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, com um faturamento de R$ 15,5 bilhões.

“A região tem um histórico grande na área da tecnologia de informação, principalmente. Tem uma boa rede de universidades na área de tecnologia e um dos melhores IDHs [índices de desenvolvimento humano] do Brasil, então, atrai muita gente qualificada com experiência, numa região onde cresceram muitas empresas de tecnologia nos últimos 20 anos”, explica Matos.

Por ser uma ilha, onde não podem ser instaladas indústrias devido à limitação de espaço, Florianópolis deu uma guinada para o mundo do empreendedorismo e se consolidou como um dos pólos de inovação tecnológica do país e já vem sendo chamada de um dos vales do Silício brasileiro, em referência à região dos Estados Unidos que concentra as grandes empresas norte-americanas de tecnologia.

Startup Summit, em Florianópolis - Elis Pereira/Sebrae Nacional

O desempenho de Florianópolis atraiu para a cidade o primeiro grande evento nacional do setor, o Startup Summit, realizado nos últimos dias 12 e 13 de julho. Mais de 2.300 inscritos participaram do encontro, entre palestrantes de diferentes empreendimentos e representantes de instituições que trabalham pelo desenvolvimento de políticas favoráveis ao mercado de startups.

“A gente não tinha eventos dessa magnitude voltado só para startup e empreendedorismo, principalmente fora do grande centro, no caso São Paulo. É a primeira vez que isso acontece. É uma demonstração de como o setor vem crescendo”, afirmou Felipe Matos, um dos empreendedores pioneiros de startup no Brasil e integrante do movimento Dínamo pela articulação de políticas públicas para o setor.

Para o presidente do Sebrae Nacional,  Vinícius Lages , o evento representa um momento de maturidadedo setor. "O Brasil acabou de ganhar algumas posições no Global Inovation Index 2018 [ranking mundial de inovação]. A política de inovação foi também modificada para permitir que, por exemplo, organizações como a nossa participem com encomendas tecnológicas, tenham uma atuação maior. Estamos longe ainda do que outros países construíram, tem uma outra metade que precisa ser desenvolvida, mas posso dizer que o copo está meio cheio”, analisou Lages.

Soluções que deram certo

A primeira tentativa de abrir uma empresa, ainda no início dos anos 2000, não deu certo para o catarinense Eric Santos. Depois de seis anos tentando desenvolver diferentes produtos na área de telefonia celular, Eric percebeu que o negócio não escalonou, mas rendeu experiência para futuras oportunidades.

Ele fechou a primeira empresa e passou a trabalhar em algumas startups, até que, em 2011, retomou a ideia de empreender e abriu a Resultados Digitais (RD), startup de marketing digital que se tornou referência nacional na oferta para grandes empresas de ferramentas tecnológicas de conquista de clientes, entre outros produtos.

A empresa surgiu há sete anos, praticamente junto com o conceito de startup no Brasil. Hoje, a RD tem mais de 600 colaboradores trabalhando em uma sede própria, atende a mais de 10 mil clientes no Brasil e em outros 20 países e tem parceria com mais de 1.500 agências de negócios.

Além do investimento em educação na área de marketing, por meio de palestras, eventos, distribuição de conteúdo, a empresa cresceu apostando em talentos. “Uma das coisas que nós conseguimos fazer é criar uma escolinha para atrair talentos para dentro do time, formar, desenvolver a parte técnica, intelectual e ajudar essas pessoas a continuar crescendo. Boa parte dos líderes da empresa são pessoas que entraram há 4 ou 5 anos e cresceram junto com a empresa. Vários começaram a fazer outras iniciativas, a empreender ou participar de outras coisas e a gente está vendo que isso vai plantar várias sementes e frutos serão colhidos ao longo dos próximos anos”, comenta Eric.

Outra startup catarinense que ganhou o mercado nacional e atravessou as fronteiras do país foi a Agriness, que atua há 17 anos no setor de suinocultora. A empresa encontra soluções tecnológicas de gestão e melhoria de produtividade para produtores de suínos. Atualmente, a Agriness atende a 90% do mercado brasileiro de suínos, 50% do mercado da Argentina e já tem entrada em outros países das Américas. A expectativa da startup é que o negócio cresça ainda mais, considerando a grande demanda por alimentos no Brasil e no mundo.

“ As agrotechs [startups na área da agricultura] estão entrando em alta agora, o que eu tenho visto mais são empresas e financiadoras privadas interessadas em aportar, em investir. Esses momentos como este aqui [Startup Summit] é que acabam aproximando as agrotechs e gente que tem os mesmos interesses. Mas, acho que o Brasil ainda precisa de políticas mais bem estruturadas”, disse Cristina Bittencourt, cofundadora da Agriness.

Outras regiões

Além de Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza e Campinas estão na lista das dez cidades com mais startups do país. A região Norte também apresenta alguns casos consolidados, como o da startup Só Arquivos, que atua há dez anos no segmento de guarda e gerenciamento de documentos de grandes empresas.

“Estamos buscando aqui no Startup Summit poder participar e ingressar num segmento novo, além do conhecimento, a educação e a oportunidade de gerar parcerias também. Nós achamos muito interessante a abertura que existe em Santa Catarina, o ecossistema daqui, um entendimento bom de cooperativismo, de trabalhar em rede que a gente não vê em outros lugares. É um exemplo até pra ser levado para nosso estado também”, comentou a empresária amazonense Rosely Campos.

*A repórter participou do Startup Summit, em Florianópolis, a convite do Sebrae Nacional

Startups pedem novas políticas; governo propõe unificação de programas

sab, 14/07/2018 - 17:31

Os principais atores do mercado de startups no Brasil estão satisfeitos com o crescimento do setor, mas ainda se queixam da falta de políticas públicas que favoreçam o ambiente brasileiro de negócios e empreendedorismo no país. Apesar de ter subido algumas posições no ranking mundial de inovação, o Brasil ainda figura nas piores posições quando se considera o ambiente para fazer negócios e atrair investimentos.

“Se pegarmos o Doing Business [Fazendo Negócios, publicação] do Banco Mundial, entre 170 países, o Brasil está lá pelo 120º [lugar], está muito mal. Está entre os países onde mais se gasta tempo para recolher, calcular e pagar impostos e para abrir empresas. O tempo é muito longo", diz Felipe Matos, que integra o Dínamo, movimento de articulação por políticas públicas para startups no Brasil. Segundo Matos, a legislação brasileira dificulta o recebimento de investimentos por startups. Isso vale tanto para investidores anjos e investidores privados, ressalta.

Matos, que já atuou na coordenação do programa federal Startup Brasil, destaca ainda que a legislação trabalhista e fiscal do país apresenta risco jurídico que desestimula a atração de potenciais investidores em negócios de inovação e tecnologia. "O que se vê na maior parte dos países é o contrário: ter incentivos para investimento em startups, inclusive com descontos no Imposto de Renda para investidores e uma série de apoios. Aqui, não temos apoio, mas existe, em contrapartida, uma visão muito ruim do sócio pela legislação. Quando se vai, por exemplo, fechar uma empresa, a legislação brasileira trata o empreendedor como um fraudador em potencial”, completa.

"Vale da morte"

Segundo Matos, devido ao alto risco inerente a este tipo de negócio, a taxa de mortalidade das startups ainda é muito alta, em torno de 80%, o que torna comum o fenômeno de fechamento de várias empresas que caem no chamado “Vale da morte”. Para facilitar e agilizar o processo de abertura e fechamento de empresas, o setor quer a modernização do marco legal relacionado aos pequenos empreendimentos.

“Tem uma série de restrições na legislação que acabam tornando mais difícil, burocrático, lento, caro e complicado o processo de abertura e fechamento de empresas de uma forma geral. E quando se trata de startups, geralmente os empreendedores já fizeram alguns negócios que deram errado até que deem certo. Então, essa dinâmica funciona mal no Brasil em função das dificuldades do nosso ambiente regulatório”, acrescenta Matos.

Para Eric Santos, conselheiro do Instituto Endeavor, que trabalha por políticas públicas favoráveis aos empreendedores, uma das principais medidas para melhorar o ambiente de negócios é a da simplificação tributária. Santos enumera as dificuldades existentes hoje: impostos diferentes – uma coisa meio atravessada, paga-se imposto sem tirar receita –, falta de incentivo para contratar porque é preciso pagar impostos exagerados em cascata. "O ISS [Imposto Sobre Serviços], por exemplo, para não pagar duas vezes, é necessário cadastro em diferentes prefeituras. E não faz sentido um empreendedor se preocupar com esse tipo de coisa”, diz Santos, que também é CEO da startup de marketing digital Resultados Digitais.

A direção do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também defende a flexibilização do marco regulatório e menor incidência de tributos sobre o setor para que o país atraia mais investidores. A instituição pondera, no entanto, que o ambiente de negócios no Brasilvem melhorando e que a alta mortalidade das startups não decorre somente da rigidez do sistema regulatório do país, mas ao alto risco relacionado a um novo modelo de negócio inovador e uma nova tecnologia.

“Em qualquer lugar do mundo, startups passam por um processo que é natural de empresa que está lidando com um negócio disruptivo, que tem uma mortalidade mais elevada. Mas é possível também crescer, e temos atuado nisso, sobretudo no chamado 'vale da morte', quando a empresa passou da primeira fase de incubação, de capital semente e precisa de novos aportes para dar um salto. É uma fase em que muita gente não quer arriscar, quer ver se ela ganha mais musculatura, se conquista mercado, desenvolve um pouco mais a tecnologia. É nesse campo que precisamos trazer mais atores para tirar as empresas que têm condições de atravessar o vale, crescerem e se tornarem, quem sabe, unicórnios globais”, diz o diretor de Administração e Finanças e presidente em exercício do Sebrae, Vinícius Lages.

O secretário de inovação e negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Rafael Moreira, reconheceu as dificuldades do setor e disse à Agência Brasil que o governo tem algumas medidas de desburocratização, como o projeto Bem Mais Simples, que pode permitir um processo simplificado de fechamento dos negócios. Ele comentou também que há uma proposta de novo marco regulatório para startups em discussão no Congresso Nacional. Entre as mudanças estudadas, está a possibilidade de criar uma “sociedade anônima simplificada” para enquadrar as startups a fim de atrair investimentos com mais segurança jurídica.

Investimento crescente

Apesar das dificuldades, o ano de 2017 registrou no Brasil aporte recorde de investimentos de capital de risco em startups com o volume de R$ 2,2 bilhões, segundo pesquisa apresentada por Felipe Matos durante o Startup Summit, realizado em Florianópolis, nos dias 12 e 13 deste mês. O montante é 50% maior em número de investidores do que o dos anos anteriores. No entanto, 95% do dinheiro vem de fundos estrangeiros.

As startups brasileiras também têm se apoiado em novas formas de investimento para tornar o negócio mais sustentável. Nos estágios iniciais de desenvolvimento de uma empresa desse tipo, já vem se consolidando no Brasil a figura do investidor anjo, uma pessoa física ou profissional experiente que investe capital próprio e conhecimento em startups nascentes. Em 2016, o volume total de investimento anjo no país foi de R$ 851 milhões, segundo a organização Anjos do Brasil.

No mercado brasileiro também tem crescido a presença de empresas incubadoras, que oferecem condições de infraestrutura e conhecimento para startups iniciantes e as chamadas aceleradoras, que aportam recursos, financeiros ou intelectuais, para que as emergentes consolidem seu crescimento no mercado. O país tem hoje cerca de 60 aceleradoras de startups.

No ano passado, mais de 2,3 mil empresas foram incubadas em programa do Sebrae que investiu cerca de R$ 6,8 milhões em projetos para incubadoras, enquanto 2,8 mil foram graduadas, gerando mais de 37 mil empregos diretos, com faturamento anual de R$ 13,8 bilhões.

Mudanças na Lei de Informática

Outra ação que pode motivar a atração de investimentos para startups é a mudança recente na chamada Lei de Informática da Zona Franca de Manaus, um dos principais polos industriais do país. A nova lei, publicada em 12 de junho, permite que as empresas beneficiárias da legislação aportem parte dos recursos obrigatórios da área de pesquisa, desenvolvimento e inovação em fundos de investimento para capitalizar startups com sede na Amazônia Ocidental ou no Amapá.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) estima que a mudança regulatória pode mais do que dobrar o mercado de fundos de investimento e participações focados em empresas emergentes de base tecnológica. Em todo o país, o impacto chegará a mais de R$ 600 milhões de novos recursos.

“[A mudança] vai permitir que se dobre a disponibilidade de recursos existentes hoje no ecossistema de financiamento. Dessa mudança, estimamos aproximadamente R$ 150 milhões por ano de potencial de adição aos fundos de investimento, só para a região [da Zona Franca de Manaus]. E, para o resto do país, estimamos mais ou menos R$ 450 a 550 milhões”, disse à Agência Brasil o secretário de Inovação e Negócios do MDIC, Rafael Moreira.

Apoio governamental

No governo federal, entre as iniciativas públicas de fomento às startups, o MDIC desenvolveu o programa Inovativa, em parceria com o Sebrae e a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Focado no processo de aceleração das startups, o programa oferece aos novos empreendedores consultoria com mais de 700 mentores voluntários, com representantes de grandes empresas como Google, Microsoft e Samsung. Desde 2013, cerca de 9,6 mil startups inscreveram-se no programa e 755 foram selecionadas para o processo de aceleração.

O MDIC também oferece, em parceria com outros ministérios e o Sebrae, o StartOut, programa de internacionalização das 15 melhores startups do país. O programa busca um mercado-alvo no exterior onde os empreendedores selecionados passam por um período de imersão e buscam investidores privados e condições para internacionalizar suas operações.

Depois da experiência em campo, aos empreendedores voltam ao Brasil onde recebem apoio para definir uma estratégia de internacionalização e se instalar efetivamente em outro país. Em maio, as startups brasileiras conheceram o ambiente de inovação de Berlim, e no segundo semestre, irão a Miami e Lisboa.

Outros projetos

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações abriga o programa Startup Brasil, um dos pioneiros no país de aceleração desse tipo de empresa. Por meio de chamadas públicas, o programa seleciona startups nascentes, que poderão receber capacitação e bolsas de pesquisa e desenvolvimento, entre outros benefícios.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou recentemente o BNDES Garagem, que destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração de startups neste e no próximo anos.

A Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) também lançou nos últimos dias uma nova rodada do programa Finep Startup, que vai apoiar com até R$ 1 milhão projetos inovadores de diferentes segmentos. As propostas de startups interessadas podem ser apresentadas até 3 de agosto.

O governo federal oferece ainda programas de apoio a startups no âmbito da Secretaria Nacional da Juventude e do Ministério da Cultura, onde as empresas podem se candidatar para o programa Brasil Criativo.

Unificação dos programas

O MDIC informou à Agência Brasil que estes e outros programas de apoio às startups devem ser unificados em uma espécie de coalizão para facilitar o mapeamento das iniciativas beneficiadas, o estágio em que se encontram e o resultado que geram.

“Queremos fazer um anúncio em conjunto com outros ministérios de todos os programas de startups do governo federal. Em vez de ter vários programas dispersos, sem nenhuma conexão, com muitas agências envolvidas no tema, vamos criar exatamente um túnel com um cronograma único, por nível de maturidade das startups”, explicou o secretário Rafael Moreira.

Segundo Moreira, o objetivo é adotar uma metodologia única que permita uma espécie de prestação de contas da efetividade das startups que receberam apoio dos programas, bem como avaliar o impacto delas na economia do país, no percentual de empregos gerados e medir os investimentos feitos nas empresas.

*A repórter participou do Startup Summit, em Florianópolis, a convite do Sebrae Nacional

Startups crescem no Brasil e consolidam nova geração de empreendedores

sab, 14/07/2018 - 17:30

Encontrar a solução para um problema é a grande missão de empreendedores. Seja no setor de saúde, educação, mobilidade urbana ou segurança, quando as novas ideias e as ferramentas de solução passam por tecnologia e inovação, em um modelo de negócio com baixo custo e alta potencialidade de crescimento, o desafio é conduzido pelas empresas chamadas startups.

Em todo o Brasil, estima-se que existam cerca de 62 mil empreendedores e 6 mil startups. O número é mais do que o dobro registrado há seis anos, quando o país ainda começava a discutir o modelo e a perceber o nascimento do novo mercado. Em 2012, haviam 2.519 startups cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Em 2017, o número saltou para 5.147.

Segundo a associação, o número de empresas hoje pode ser ainda maior, por volta de 10 a 15 mil, mas muitas ainda estão na fase de ideias e nem todas tem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). 

“A gente percebe que teve um amadurecimento muito grande do setor. Quando a gente pega 2012, ainda nem havia no Brasil de forma adequada a constituição de aceleradoras, empresas, conceitos de incubadoras. O tema subiu de nível. Esse número vai crescer muito mais em diversos segmentos”, acredita Rafael Moreira, secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Em 2018, o Brasil ganhou seus primeiros unicórnios, termo dado às startups que passam a valer mais de US$ 1 bilhão.  O feito foi alcançado inicialmente pelo aplicativo de transporte 99 e pela Nubank, startup que gerencia serviços financeiros, avaliada em mais de U$ 2 bilhões .

“Em geral, o ecossistema de startups vem passando por um amadurecimento muito interessante. Os números estão provando isso, a gente vem num crescente de quase 20% no número de startups ano a ano, crescendo bastante em meio a crise que a gente sabe que o país enfrentou. Acho que isso reflete o amadurecimento do empreendedor também, que entendeu como é o processo de funcionamento de startup”, avalia Rafael Ribeiro, diretor-executivo da ABStartups.

O que é uma startup

O empreendimento se caracteriza pela inovação do serviço produzido, geralmente de base tecnológica, desenvolvido a custos menores e processos mais ágeis. O termo também é sinônimo de pequenas empresas que estão no período inicial de desenvolvimento em condições de alto risco e incerteza.

As startups tanto podem oferecer serviços e produtos diretamente para o consumidor, quanto para outras startups. Quando alcançam maturidade, elas se sobressaem na oferta de serviços para grandes empresas que terceirizam as atividades relacionadas a inovação, pesquisa e desenvolvimento.

“É muito fácil hoje você contratar uma startup que tem um negócio pronto e consolidado para te atender do que necessariamente desenvolver dentro da sua própria empresa”, ressalta Rafael Ribeiro.

Segundo ele, há cada cada vez mais interesse do setor corporativo pelas startups. “Cada vez mais há a compreensão de que, quanto mais uma grande empresa está perto dos ecossistemas de inovação, mais ela percebe quais são as inovações que estão surgindo e podem afetar seu modelo de negócio, quais startups ela pode trazer para a sua cadeia de valor e quais ela pode investir e se tornar”, apontou Vinícius Lages, diretor de Administração e Finanças do Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

Geralmente, as startups atuam em rede e funcionam melhor em ambientes que oferecem condições de desenvolvimento de uma cultura de inovação e empreendedorismo.

“Startups são portadoras de inovação tecnológica, que geram empregos qualificados, que tem um efeito multiplicador na economia e geram um incremento de eficiência. Então, se eu tenho uma empresa que tem uma solução inovadora, a própria adoção dessa solução faz a sociedade funcionar melhor”, efende Felipe Matos, um dos empreendedores pioneiros de startup no Brasil e integrante do movimento Dínamo pela articulação de políticas públicas para o setor.

Perfil dos novos empreendedores

Das empresas cadastradas na base de dados da ABStartups, 72% são lideradas por jovens entre 25 e 40 anos de idade, 87,13% são comandadas por homens e 12,3% por mulheres.

“O empreendedor hoje que está tendo um pouco mais de sucesso está entre 35 e 40 anos, é um empreendedor mais maduro, que muitas das vezes tentou um ou dois negócios e teve resiliência para continuar. Porque dificilmente no primeiro negócio vai dar 100% certo, mas o empreendedor brasileiro é bem diferentes dos outros, ele é bem resiliente”, diz Rafael Ribeiro.

Os setores que mais se destacam no setor de startups são educação (edutechs), agronegócio (agtechs), finanças (fintechs), internet, propaganda, comunicação, comércio eletrônico e saúde e bem-estar. Também há um número expressivo de startups nos setores de logística e mobilidade urbana, entretenimento, eventos e turismo.

Amadurecimento do setor

O maior número de startups brasileiras está concentrado nos estados de São Paulo (41%), Minas Gerais (12%) e Rio de Janeiro (9,7%).  Entre as capitais, considerando o número de empresas por habitantes, Florianópolis desponta na liderança . O desempenho atraiu para a cidade o primeiro grande evento nacional do setor, o Startup Summit, realizado nos últimos dias 12 e 13 de julho. Mais de 2300 inscritos participaram do encontro.

 “A gente não tinha eventos dessa magnitude voltado só para startup e empreendedorismo, principalmente fora do grande centro, no caso São Paulo”, afirma Felipe Matos.

Para o presidente do Sebrae, o evento representa um momento de maturidade do empreendedorismo. “O Brasil acabou de ganhar algumas posições no ranking mundial de inovação. A política de inovação foi também modificada para permitir que, por exemplo, organizações como a nossa participem com encomendas tecnológicas, tenham uma atuação maior. Estamos longe ainda do que outros países construíram, tem uma outra metade que precisa ser desenvolvida, mas posso dizer que o copo está meio cheio”, analisa Vinícius Lages, presidente em exercício do Sebrae Nacional.

*A repórter participou do Startup Summit, em Florianópolis, a convite do Sebrae Nacional

Conhecedores de futebol dizem que Croácia não está na final por acaso

sab, 14/07/2018 - 16:52

Com a chegada da seleção da Croácia à primeira final de Copa do Mundo, o país entrou no radar de muita gente pela primeira vez. Os jogadores que entram em campo neste domingo (15), com sua tradicional camisa quadriculada, representam um país de 4,4 milhões de habitantes, localizado no Leste Europeu e vizinho da Eslovênia, Hungria, Sérvia, Bósnia Herzegovina e Montenegro.

Quadriculado do uniforme croata é inspirado no brasão de armas do país (Fabrizio Bensch/Reuters/Direitos Reservados)

A Croácia se estabeleceu como país independente em 1991, após a separação das repúblicas que compunham a antiga Iugoslávia. Além da Croácia, a Sérvia, a Bósnia Herzegovina, a Eslovênia, a Macedônia, Montenegro e Kosovo conquistaram sua independência com fim da Iugoslávia. O Kosovo, no entanto, é reconhecido como um país apenas por parte dos membros da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil, por exemplo, é um dos países que não dão esse reconhecimento ao Kosovo.

A maioria da população do país finalista da Copa é composta por pessoas de origem croata, mas há também bósnios, sérvios e húngaros. Quase dois terços da população vivem em um pouco mais de um terço do território. A capital, Zagreb, concentra 18% dos habitantes do país. Curiosamente, a Croácia sofreu um decréscimo populacional nos últimos anos. Chegou a quase 5 milhões de habitantes em 1991, mas vem caindo desde então.

Segundo o site oficial do governo croata, a queda do número de habitantes decorre da redução da população economicamente ativa, do aumento dos cuidados com os idosos e da diminuição do número de nascimentos.

Brasão de armas

A camisa quadriculada em vermelho e branco usada pela seleção de futebol, e por grande parte da torcida que acompanha os jogos na Rússia a é inspirada no brasão de armas, composto de 25 quadrados dispostos alternadamente em vermelho e branco, semelhante a um tabuleiro de xadrez.

O brasão atual é usado desde 1990, mas o padrão xadrez existe desde o século 16, quando a Croácia era administrada por um rei. Além disso, o desenho assemelha-se ao de uma flor encontrada na região, chamada kockavica.

Futebol

Aqueles que acompanham o futebol, além das partidas da Copa da Rússia, sabem que a Croácia não chegou à final do torneio por acaso. Vários jogadores atuam em clubes de ponta do futebol mundial.

O meio-campo croata não é celebrado à toa. Os meias Modric e Rakitic são titulares no Real Madrid e no Barcelona, respectivamente.

O centroavante Mandzukic, autor do gol da classificação para a final, joga na Juventus, da Itália. Perisic, autor do primeiro gol do time na semifinal, joga na Internazionale de Milão. Já os defensores Lovren e Vrsaljko jogam no Liverpool e Atlético de Madrid, respectivamente.

Esta, no entanto, não é a primeira geração croata a ir longe em uma Copa. No mundial de 1998, a seleção liderada pelo atacante Davor Suker só foi parada na semifinal pela França, dona da casa, que seria campeã daquela Copa.

Nos mundiais seguintes, o país teve participação discreta. Esteve nas Copas de 2002, 2006 e 2014, mas não avançou às oitavas de final em nenhuma delas. Pelo retrospecto recente, é possível dizer que a sua presença na final deste ano é uma surpresa, mas um olhar mais atento sobre a equipe comandada por Zlatko Dalic mostra que a França deverá ter muito cuidado, se quiser sair da Rússia com o troféu da Copa do Mundo na bagagem.

Plataforma reúne empreendimentos da economia criativa de refugiados

sab, 14/07/2018 - 16:44

Uma plataforma vai reunir diversas iniciativas na área da economia criativa de refugiados que vivem na capital paulista. O projeto Deslocamento Criativo será lançado neste sábado (14) para ser um canal de integração entre o público e estrangeiros que trabalham com gastronomia, moda, música, arte e artesanato. Os empreendedores cadastrados vem de países como Síria, Palestina, República Democrática do Congo, Angola e Senegal.

A idealizadora do projeto, Maria Nilda Santos, conta que desenvolveu a plataforma a partir da experiência de quase 14 anos trabalhando com organizações não governamentais ligadas ao tema. “Tem muito uma coisa de caridade, doação de coisas que não é exatamente o que eles querem. Eles querem ser vistos positivamente. Eles impactam a cidade, consomem, trabalham. Então, eu quis mostra de uma forma positiva”, explica sobre as ideias que norteiam a construção da plataforma.

Para ser viabilizada, a proposta contou com recursos do Programa de Ação Cultural do governo de São Paulo captados via edital. Agora, Nilda trabalha para trazer cada vez mais estrangeiros para usarem o sistema. “Alguns eu já conhecia, mas muitos tem que ir no corpo a corpo, nos eventos, nos restaurantes. É muito presencial”, comenta como tem sido feito os convites.

Ela explica que leva tempo para que esse esforço surta efeito. “A informação demora a chegar ou às vezes chega e não conseguem responder. Demoram a responder, hora porque não tem sinal de internet, hora porque estão com a cabeça quente tentando sobreviver”, acrescenta.

Alternativa para sobreviver

 

O sírio Anas Obeid no estande que comercializa perfumes árabes artesanais, na Mooca. - Rovena Rosa/Agência Brasil

Trabalhar com cultura, destaca Nilda, nem sempre é a primeira opção dos estrangeiros que chegam ao Brasil para escapar de perseguições e conflitos nos locais de origem. Com dificuldades com a língua e de regularizar os documentos para as profissões que exerciam, muitos se voltam para atividades que antes eram exercidas como hobbie ou dentro do ambiente familiar. “Nem todo mundo vem preparado para essas áreas e acaba descobrindo aqui”, ressalta.

O jornalista Anas Obeid, de 30 anos, está no Brasil há dois anos, fugindo da guerra na Síria, onde chegou a ser sequestrado pelo Estado Islâmico. Aqui, passou a vender os perfumes que antes fazia para si mesmo. Ele percebeu a oportunidade devido aos diversos elogios que recebia pelas fragrâncias que usava.  

No box que ocupa em uma galeria na Mooca, zona leste da capital, Obeid diz que já é capaz de adivinhar o que vai agradar os clientes. “O cliente chega e eu pergunto: Que tipo de perfume você gosta? Amadeirado? Doce? Eu posso imaginar no jeito das pessoas, nas roupas, na maneira de falar, se são calmos, se têm mais energia”, explica sobre os sinais que ajudam a ler as preferências de cada pessoa.

STF dá mais 30 dias para conclusão de investigação sobre Aécio Neves

sab, 14/07/2018 - 15:14

A ministra Carmén Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais 30 dias para a conclusão das investigações sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no inquérito que apura repasses irregulares da Odebrecht à campanha presidencial de 2014. Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido mais 60 dias para concluir a investigação. Na decisão, proferida ontem (13), Cármen concedeu mais 30 dias e afirmou que o objetivo é  "evitar dilações processuais indevidas".

O ministro Edson Fachin é o relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, mas a ministra Cármen Lúcia decidiu pelo prazo de prorrogação por ser a ministra de plantão no tribunal.

O nome do senador foi citado por ex-executivos da empreiteira Odebrecht, que teriam repassado vantagens indevidas em 2014 para campanha do senador à Presidência da República. Em depoimentos de delação premiada, o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht e outros executivos do grupo disseram que o senador recebeu propina para atuar favoravelmente aos interesses da empresa. O objetivo, segundo os delatores, seria obter apoio parlamentar para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.

Aécio prestou depoimento sobre esse inquérito na sede da Polícia Federal em Brasília, em abril deste ano. Na ocasião, seu advogado Alberto Zacharias Toron disse que os "próprios delatores" afirmaram nos depoimentos que as contribuições financeiras feitas pela Odebrecht às campanhas do PSDB "nunca estiveram vinculadas a qualquer contrapartida". As investigações contra Aécio Neves foram autorizadas pelo STF após a abertura de 76 inquéritos no ano passado pelo ministro Edson Fachin, com base nos depoimentos de colaboração premiada de ex-executivos da empresa.

Sete pessoas morrem em dois ataques a bomba na Somália

sab, 14/07/2018 - 15:14

Pelo menos sete pessoas morreram e várias ficaram feridas neste sábado (!$) em dois ataques a bomba ocorridos perto da residência oficial do presidente da Somália, em Mogadíscio, capital do país.

Segundo fontes da polícia local, os atentados foram cometidos pelo grupo jihadista Al Shabab por volta do meio-dia no horário local (6h de Brasília).

O primeiro ataque começou quando um carro carregado com explosivos foi detonado perto da entrada principal da Villa Somalia, a residência do presidente Mohamed Abdullahi Farmajo.

A explosão foi seguida por um intenso tiroteio entre terroristas do Al Shabab, que já reivindicou a autoria dos ataques, e agentes das forças de segurança que estavam no edifício. Poucos minutos depois, outro carro explodiu nas proximidades.

O saldo de vítimas chegou a sete mortos e vários feridos, informou à Agência Efe o comandante Mohammed Nuur, da polícia local. O governo do país africano ainda não se pronunciou a respeito.

Os atentados ocorrem apenas uma semana depois de um ataque similar à sede do Ministério do Interior, também organizado pelo Al Shabab, deixar dez mortos.

O grupo terrorista, que em 2012 se filiou à rede Al Qaeda, controla partes do território somali no centro e no sul do país e quer transformá-lo em um estado islâmico da linha wahhabita.

Conanda cobra liberação de R$ 56 milhões de Fundo da Criança

sab, 14/07/2018 - 14:05

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) recorreu ao Ministério Público Federal (MPF) para tentar desbloquear cerca de R$ 56,7 milhões do Fundo Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNCA) que, segundo o presidente do colegiado, Marco Antônio Soares, estão indisponíveis.

Responsável por promover, defender e garantir os direitos de meninos e meninas com menos de 18 anos, o Conanda oficiou a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Debora Duprat, no último dia 3. No documento assinado por Soares, o conselho consulta a procuradora sobre a legalidade do bloqueio de recursos oriundos de doações e que, portanto, não dependem do aporte financeiro do Tesouro Nacional.

As receitas do fundo nacional são provenientes de doações de pessoas físicas e jurídicas, integralmente abatidas do imposto de renda dos doadores. Também podem vir de contribuições feitas por governos ou organismos estrangeiros e de recursos destinados pela própria União. Ao montante total também são acrescidos os resultados de aplicações financeiras, bem como valores destinados por outras fontes. Em maio, a Receita Federal divulgou que, neste ano, 62.688 contribuintes destinaram cerca de R$ 67,88 milhões para o fundo. É o maior valor já registrado desde 2013, quando o repasse começou a ser feito

Os recursos destinados ao fundo devem ser integralmente destinados à execução de políticas, ações e programas em benefício de crianças e adolescentes. Ou seja, servem, segundo o Conanda, “de complemento aos recursos orçamentários que, na forma da lei devem ser canalizados para o atendimento da população infanto-juvenil com a mais absoluta prioridade”.

À Agência Brasil, o presidente do Conanda disse acreditar que, atualizado, o valor indisponível pode chegar a R$ 60 milhões. Segundo ele, o valor seria o suficiente para o fundo financiar a construção, por governos estaduais, de pelo menos 20 unidades socioeducativas. De acordo com Soares, o projeto básico que o Conanda disponibiliza aos governos estaduais prevê um custo entre R$ 2 e R$ 3 milhões por unidade.

“Óbvio que esses recursos indisponíveis não seriam destinados a uma só ação. Eles serviriam para custear políticas de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes; para a capacitação de conselheiros; a institucionalização do Sistema de Garantia de Direitos; fortalecimento do Sinase [Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo] e outras ações”, disse Soares. “Em um contexto de recursos escassos, em que temos que optar entre quais projetos desenvolver e quais deixar de lado, essa limitação restringe ainda mais a nossa capacidade de efetivar políticas públicas setoriais”, acrescentou.

Em uma nota técnica anexada ao pedido para que o MPF se pronuncie se considera legal a indisponibilidade dos recursos destinados ao fundo, o conselho detalha que o limite orçamentário para a execução do fundo caiu de R$ 16,86 milhões, em 2017, para R$ 13,32 milhões em 2018.

Procurado pela reportagem, o MPF informou que o ofício encaminhado pelo Conanda está sendo analisado pelos integrantes do Grupo de Trabalho Direitos da Criança e do Adolescente, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

Em nota, o Ministério do Planejamento reconheceu que o fundo nacional já contabiliza R$ 56,7 milhões em “superávit financeiro”, ou seja, são uma "sobra de caixa", recursos financeiros que ainda não se encontram comprometidos com pagamentos futuros e que, segundo a Lei 4.320/64, podem ser utilizados como fonte de financiamento para a abertura de créditos orçamentários adicionais no exercício seguinte. O Planejamento garantiu não haver nenhuma inconstitucionalidade na execução orçamentária do FNCA, ainda que o presidente do Conanda afirme que, legalmente, compete a ele deliberar sobre os recursos provenientes das doações.

“Apesar do superávit financeiro estar previsto na Lei 4.320/64 como fonte de recursos para abertura de crédito adicional, com o advento da Emenda Constitucional Nº 95 [conhecida como emenda do teto dos gastos públicos, por limitá-los pelos próximos 20 anos, vinculando o aumento de despesas orçamentárias à inflação média do ano anterior], para essas solicitações, os órgãos têm que oferecer cancelamento em programações no valor igual aos das suplementações solicitadas”, explicou, em nota, o Planejamento.

A pasta ainda acrescentou que, dos R$ 20,82 milhões destinados ao fundo pelo Orçamento deste ano, R$ 13,3 milhões são para despesas discricionárias (aquelas que o governo pode ou não executar, conforme a previsão de receitas) e R$ 7,5 milhões para as despesas financeiras. Deste total, apenas R$ 500 mil estariam contingenciados. “Ressalte-se que os limites estabelecidos pelo Decreto nº 9276, definidos de forma global pelo Ministério do Planejamento, afetam as programações discricionárias do ministério [dos Direitos Humanos] como um todo, cabendo ao órgão a gestão e priorização dos recursos necessários ao pleno cumprimento das atribuições das unidades orçamentárias e dos serviços entregues à população”. O Ministério dos Direitos Humanos reiterou a posição do Ministério do Planejamento. 

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 1,75%

sab, 14/07/2018 - 13:54

A Petrobras reduziu hoje (14) novamente o preço da gasolina nas refinarias em 1,75%. O valor caiu de R$ 2,032 para R$ 1,997. Não houve alteração no preço do diesel, que está em R$ 2,031 e passou a ter outra política de reajuste após a greve nacional dos caminhoneiros.

A diminuição do preço da gasolina nas refinarias foi a quinta mudança nesta semana. Em julho, já foram 10 reajustes. No início do mês, dia 3, o preço às distribuidoras estava em R$ 1,985. Foi sendo alterado até chegar a R$ 2,032 ontem (13), quando foi reduzido para os patamares anunciados hoje.

Contudo, a redução dos preços nas refinarias não significa impacto direto nas bombas. Isso porque o preço é definido pelos proprietários dos postos a partir de vários elementos que fazem parte da composição dos preços do combustível.

Composição do preço

O preço dos combustíveis na bomba é formado por uma série de fatores. Postos compram de refinarias, como as da Petrobras, agregam impostos e contribuições (como a Cide, a Pis/Cofins e o ICMS) e incluem custos e margens de lucro. Além disso, entre a refinaria e a bomba há adição de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel.

A Petrobras justifica os reajustes pelo fato dos preços estarem vinculados ao mercado internacional. “A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”, justifica a empresa em informe institucional.


 

Bélgica vence Inglaterra e é a terceira colocada da Copa do Mundo 2018

sab, 14/07/2018 - 13:42

A Bélgica venceu a Inglaterra por 2 x 0 e ficou com o terceiro lugar da Copa do Mundo 2018. Em uma partida movimentada, os belgas mostraram superioridade sobre o adversário durante toda a partida. Fizeram um gol logo no início e não tiveram problemas para segurar o ataque inglês. O terceiro lugar em 2018 foi a melhor colocação já alcançada pelo país em uma Copa. Antes, o melhor resultado havia sido um quarto lugar em 1986.

O jogo

 

Bélgica vencer a disputa pelo terceiro lugar - Agência Reuters/Lee Smith/Direitos reservados

O primeiro tempo já começou com um gol da Bélgica, aos 3 minutos, com Meunier aproveitando cruzamento à meia altura de Chadli. A Inglaterra tentava responder e empatar, mas criou poucas oportunidades e, quando chegava à pequena área, finalizava no meio do gol de Courtois. O centroavante Harry Kane teve uma chance clara de gol, mas chutou torto da entrada da área. A Bélgica teve as melhores chances do primeiro tempo, mas desperdiçou a oportunidade de ampliar com Lukaku, Hazard e De Bruyne.

O segundo tempo começou com a Inglaterra indo para cima e tentando o empate, mas a defesa belga fechava os espaços com eficiência. Em um dos poucos erros de marcação da Bélgica, o volante Dier tabelou e invadiu a área. Cara a cara com o goleiro Courtois, o inglês deu um toque com categoria por cima do goleiro. Quando a bola já entrava em um gol certo, Alderweireld apareceu e afastou. Foi a melhor chance da Inglaterra no jogo.

Enquanto isso, a Bélgica tinha os contra-ataques. E desperdiçou muitos. Em um deles, Lukaku adiantou demais a bola e perdeu a chance, em outro a defesa bloqueou o chute de Hazard. Em uma das melhores jogadas da partida, a Bélgica puxou contra-ataque rápido com De Bruyne, Mertens e Meunier. Entrando na área inglesa, Mertens inverteu para Meunier, do outro lado da área. O autor do primeiro gol emendou um lindo chute, mas Pickford fez a melhor defesa da partida.

Após tanto ter oportunidades, a Bélgica fez mais um gol. Hazard recebeu de De Bruyne e tocou no canto do goleiro inglês, que nada pode fazer. Foi a página final da história de Bélgica e Inglaterra nesta Copa do Mundo.

Após o apito final, não houve aquela tradicional cena de um lado comemorando e o outro chorando em profunda decepção. Ingleses e belgas se cumprimentaram no campo, como se tivessem jogado um amistoso. As comemorações eram discretas entre os belgas. Os atletas da Inglaterra não demonstraram tristeza pelo quarto lugar e aplaudiram sua torcida no estádio, antes de deixarem o gramado. Ao final, os jogadores e comissão técnica belga receberam medalhas de bronze pelo terceiro lugar conquistado.

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