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Atualizado: 9 minutos 41 segundos atrás

Falta de guaritas, grades e agentes facilitaram fuga histórica de presídio do RN

sex, 26/05/2017 - 19:30

Um erro na concepção das guaritas que fariam parte do muro de segurança da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP) acabou facilitando a maior fuga prisional do Rio Grande do Norte, ocorrida na madrugada de quinta-feira (25). Elas deixaram de ser construídas porque não tinham todas as características necessárias no projeto original e precisariam ser redesenhadas. Além disso, a falta de grades nas celas do presídio foi determinante para a confecção do túnel que permitiu a fuga.

As informações foram repassadas pelo secretário de Justiça e Cidadania do estado, Luis Mauro Albuquerque Araújo, em entrevista à Agência Brasil. Segundo o gestor, o problema de concepção do projeto foi a falta de condições mínimas de trabalho para o policial que ficasse de prontidão na guarita, como a inexistência de banheiro. “O muro, por si só, ele protegeu a saída dos presos. O policial militar que estava dentro perdeu a visão, porque eles saíram depois do muro, então usaram o muro como proteção visual”.

O túnel tinha cerca de 30 metros de comprimento e começou a ser escavado de dentro do Pavilhão 1, abaixo de uma escada que dá acesso ao segundo pavimento e fica em uma área que não seria acessada pelos detentos de forma descontrolada se as celas tivessem grades. Como foram arrancadas durante uma rebelião ocorrida em 2015 e nunca foram substituídas, os presos andam livremente dentro do pavilhão, o que deu liberdade para que escavassem o túnel.

Falta de agentes

A falta de agentes penitenciários também foi apontada como causa da fuga e dos problemas no sistema prisional. São quatro trabalhadores por plantão em Parnamirim, para lidar com 589 internos. Pela falta de pessoal, segundo Luis Mauro, as vistorias acabam prejudicadas. “Eles estavam soltos, então tinham tempo para trabalhar. As revistas eram feitas quando tinha efetivo”, diz o gestor. “O efetivo está muito baixo. Não é só a vigilância, é toda a rotina de cadeia. Alimentação, atendimento médico, visita, atendimento aos advogados, levar para a Justiça, então é muito trabalho para pouco agente fazer”.

Um concurso público para contratação de 571 agentes penitenciários está em andamento. O juiz Geraldo Antônio da Mota, da 3ª Vara da Fazenda Pública, acatou ação do Ministério Público do Rio Grande do Norte e determinou que o Estado realizasse o certame. “Com efetivo você já entra para colocar as grades e precisa ter efetivo para não perder mais o espaço, estar presente permanentemente”, diz Luis Mauro. A previsão é que em novembro a primeira turma comece a trabalhar, de acordo com o secretário de Justiça. O governo também pede ao Ministério da Justiça que amplie o reforço federal no estado.

Fuga

As providências em relação à fuga em massa foram as aberturas de sindicância e de inquérito da Polícia Civil (PC) para investigar as circunstâncias do ocorrido – se houve facilitação por um agente penitenciário, por exemplo – e a criação de uma força-tarefa que inclui as polícias Civil e Militar, as secretarias de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) e da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). Por enquanto, nenhum dos 88 presos foi recapturado.

Inicialmente a Secretaria de Justiça havia informado a fuga de 82 presidiários, enquanto nove foram recapturados no momento em que tentavam escapar. Hoje o total foi corrigido para 88 pessoas. Os nomes e fotos dos fugitivos foram informados à imprensa local para que a sociedade ajude a encontrá-los.

Falta de grades

A falta de grades nas celas não é problema exclusivo da Penitenciária de Parnamirim. Das 32 unidades prisionais do Rio Grande do Norte, mais duas estão nessa situação: Cadeia Pública de Natal e Penitenciária Estadual do Seridó. A Penitenciária de Alcaçuz também constava na lista, mas passa por reforma depois do massacre de 26 presos e a fuga de 56 detentos acontecida em janeiro, durante um motim que durou 14 dias. Em um dos pavilhões de Parnamirim também estão sendo instaladas as grades, depois da fuga.

Recém-empossado no cargo, o secretário – que é policial civil - foi questionado sobre o porquê das reformas e outros investimentos não terem sido feitos antes do massacre de Alcaçuz ou da fuga de Parnamirim: “o sistema penitenciário do Rio Grande do Norte está abandonado há vários e vários anos. O governo está investindo pesado para reverter esse quadro definitivamente”.

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Governo do RN pediu reforço ao Ministério da Justiça antes de fuga histórica

sex, 26/05/2017 - 19:25

Uma semana antes da maior fuga prisional do Rio Grande do Norte, ocorrida na madrugada de quinta-feira (25), o governo estadual pediu ao Ministério da Justiça o aumento do efetivo da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para que houvesse reforço de pessoal na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), unidade de onde 88 detentos escaparam. A informação é do secretário de Justiça e Cidadania, Luis Mauro Albuquerque Araújo.

A força-tarefa foi criada pelo Ministério da Justiça para dar apoio aos estados depois das rebeliões violentas ocorridas em presídios de diferentes regiões do país. De acordo com o gestor, o pedido foi feito em reunião na semana passada com o intuito de “sensibilizar” o Ministério da Justiça para a necessidade de disponibilizar 140 agentes para o Rio Grande do Norte. “Nosso maior problema é estrutural e de efetivo”, diz. “Já tivemos 110 agentes da Força e hoje nós estamos com cerca de 70”.

O pedido será formalizado por escrito e deve ser entregue nos próximos dias, conforme garantiu o secretário. Além do presídio de Parnamirim, os novos profissionais seriam empregados na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, nos pavilhões que já passaram por reforma. “O Pavilhão 3 já está com presos, e agora estamos com o Pavilhão 2 pronto para ser ocupado. E ainda tem o Pavilhão 1, o Pavilhão 4, o pavilhão de segurança máxima. Então precisa de efetivo de forma imediata e emergencial”.

A falta de efetivo dificulta a realização de vistorias frequentes e no controle de segurança adequado das unidades, de acordo com o secretário. Em Parnamirim, por exemplo, são quatro agentes por plantão e 589 presos. “Com a fuga, é notório que precisamos de ajuda emergencial”, diz.

Concurso

Um concurso público para contratação de 571 agentes penitenciários está em andamento. O juiz Geraldo Antônio da Mota, da 3ª Vara da Fazenda Pública, acatou ação do Ministério Público do Rio Grande do Norte e determinou que o Estado realizasse o certame. A previsão é que em novembro a primeira turma comece a trabalhar, de acordo com o secretário de Justiça.

Além disso, uma falha na concepção do projeto do muro de segurança da penitenciária de Parnamirim e a falta de grades nas celas foram determinantes para que a fuga ocorresse.

Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça respondeu, por e-mail, que 59 agentes federais e estaduais atuam na Penitenciária de Alcaçuz com a Força-Tarefa, e que “não há disponibilidade do Depen [Departamento Penitenciário Nacional] para aumentar o número de agentes”.

Os profissionais que já estão trabalhando no Rio Grande do Norte também não podem ser deslocados para a Penitenciária de Parnamirim, segundo a resposta enviada à Agência Brasil. “A portaria determina a atuação apenas em Alcaçuz, por essa razão, eles não podem ser deslocados para outra prisão”.

 

 

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PF informa apreensão de papel com senhas e anotação “cx 2” em imóvel de Aécio

sex, 26/05/2017 - 19:21

A Polícia Federal (PF) encontrou um bloqueador de sinal telefônico e uma lista de indicações para cargos federais nas operações de busca e apreensão realizadas na semana passada na casa e no gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os mandados foram expedidos pelo ministro Edson Fachin na Operação Patmos.

No apartamento do senador, no Rio de Janeiro, foram apreendidos um bloqueador de telefone, 15 obras de arte, diversos documentos, entre eles um papel azul com senhas, além de diversos “comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição "cx 2".
 
Os relatórios das apreensões da PF foram anexados hoje (26) no inquérito no qual o parlamentar é investigado no Supremo com base nas delações premiadas dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.
 
De acordo com os policiais, foram apreendidas no gabinete do senador planilhas que teriam nomes de indicações para cargos federais, com referências aos partidos que fizeram as indicações e a remuneração. Uma agenda com marcações de reuniões com Joesley Batista e uma folha manuscrita com dados da empreiteira Odebrecht. Os celulares do senador também foram levados pelos policiais.
 
Nos depoimentos de delação premiada, Joesley Batista afirma que pagou R$ 2 milhões ao senador e que a contrapartida seria a indicação para um cargo na Vale, que não se concretizou. Os executivos afirmam também que pagaram propina ao senador durante a campanha presidencial de 2014, com a expectativa de que ele atuaria a favor da empresa posteriormente, se fosse eleito. 
 
A Agência Brasil tentou entrar em contato a assessoria de imprensa do senador sem sucesso. Na terça-feira (23), em um vídeo publicado nas redes sociais, Aécio classificou de “injustificáveis” as operações que tiveram como alvo ele e sua família, resultando na prisão de sua irmã, Andrea Neves, e seu primo Frederico Pacheco.

“Eu reafirmo aqui, de forma definitiva: não cometi crime algum. Minha irmã Andrea não cometeu crime algum. Meu primo Frederico não cometeu crime algum. São pessoas de bem, que sofrem hoje com a injustiça das sanções que lhes foram impostas”, disse o senador.

*colaborou Iolando Lourenço

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Delegado e procurador da Lava Jato criticam redução da equipe da PF no Paraná

sex, 26/05/2017 - 19:20

O delegado federal Igor Romário de Paula, coordenador da Lava Jato no Paraná, criticou redução da equipe na operação no estado.

Segundo ele, com o remanejamento dos delegados para os outros locais significa “dificuldades operacionais”, que precisam ser superadas para o trabalho não sofrer prejuízo. Atualmente, os delegados trabalham em 120 procedimentos, conforme Igor de Paula.

“Estamos desde segunda-feira com, além de mim, mais cinco delegados trabalhando na Lava Jato. Nós temos enfrentado um problema que é objetivo, porque grande parte do nosso efetivo de fora que trabalhava aqui era do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília, que são locais que estão recebendo maior número de procedimentos decorrentes da colaboração da Odebrecht”, afirmou Igor de Paula. "Com o número de temos hoje, é díficil dar continuidade ao trabalho da forma satisfatória como sempre foi. Estamos tentando recompor. A dificuldade maior hoje é de delegados", acrescentou ressaltando que a maioria foi deslocada para Brasília.

Na segunda-feira (22), a PF anunciou uma readequação do contingente de profissionais para atender à demanda de investigações de corrupção em outros estados.

Questionado se a redução estaria relacionada à uma tentativa de enfraquecer a Operação Lava Jato, o delegado disse que fala apenas sobre "ponto-de-vista interno e administrativo da polícia". "Se há algum tipo de articulação maior e mais ampla, eu não sei dizer. Mas é uma dificuldade operacional que a gente vai ter que superar, porque senão o prejuízo no trabalho vai ser concreto”.

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos Fernando dos Santos Lima, que faz parte da força-tarefa da operação no Paraná, criticou o remanejamento de agentes da PF e afirmou que a Operação Lava Jato em Curitiba não está diminuindo. “Ao contrário, nós vamos ter muito serviço pela frente, não só de novos fatos, mas também de todas as acusações que nós temos que proceder”, afirmou.

Segundo Lima, a força-tarefa do MPF na operação permanece com os mesmos 13 procuradores e está recebendo reforço de funcionários em alguns setores. “Talvez, seja preciso que a direção-geral da PF compreenda que nós precisamos manter uma equipe que realmente seja operacional na Lava Jato, que realmente dê condições de suporte às medidas que vão ser tomadas daqui para frente nas investigações que vão se desenvolver”, disse o procurador.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ratificou o posicionamento divulgado no começo da semana, quando foi anunciada a readequação na PF. A nota, enviada pela assessoria de imprensa, afirma que o ministério "cumpriu o corte linear em seu orçamento, conforme determinado em decreto presidencial destinado a todas as pastas. As verbas de todos os órgãos que compõem a estrutura do ministério foram contingenciadas, incluindo a Polícia Federal. Para não haver descontinuidade em operações importantes, o ministério promoverá remanejamento de recursos sempre que for necessário".

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Entenda o grau de investimento de um país

sex, 26/05/2017 - 18:41

A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui. Quando um país dá calote, os títulos passam a ser considerados como de lixo. O mesmo vale para as empresas.

As agências mais conceituadas pelo mercado são a Fitch, a Moody's e a Standard & Poor's (S&P), que periodicamente enviam técnicos aos países avaliados para analisarem as condições da economia. Uma avaliação positiva faz um país e suas empresas levantarem recursos no mercado internacional com custos menores e melhores condições de pagamento.

Da mesma forma, uma boa classificação atrai investimentos estrangeiros ao país. Fundos de pensão estrangeiros investem apenas em países com grau de investimento concedido por pelo menos duas agências de classificação de risco. Caso contrário, o país passa a ser considerado de grau especulativo.

Em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a S&P, em abril daquele ano. A decisão foi seguida pela Fitch, em maio do mesmo ano, e pela Moody's, em setembro de 2009.

Queda

Em setembro de 2015, a S&P retirou o grau de investimento do país e concedeu perspectiva negativa, abrindo caminho para que a nota fosse reduzida novamente em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2015, a Fitch reduziu a nota do Brasil para um nível abaixo da categoria de bom pagador. A Moody's retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016, uma semana após o segundo rebaixamento pela S&P. Na ocasião, a Moody’s reduziu a nota do país para dois níveis abaixo do grau de investimento.

Atualmente, as três principais agências de classificação de risco mantêm o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva negativa, o que indica que o país pode ter a nota rebaixada na próxima revisão. Em março, a Moody’s e a Standard & Poor’s tinham elevado a perspectiva para estável, mas a indicação foi novamente revisada para negativa, pondo a nota brasileira sob observação.

No caso dos títulos públicos, o grau de investimento ajuda um país a conseguir juros mais baixos nos papéis da dívida externa. Por meio da dívida pública, um governo emite títulos para levantar recursos no mercado financeiro. O dinheiro serve para atender às necessidades de financiamento e permitir que o Tesouro honre os compromissos de curto prazo. Em troca, o governo se compromete a devolver o dinheiro aos investidores com juros. Quanto menores as taxas, maior a confiança na capacidade de pagamento do país.

Embora as notas sirvam de parâmetro para credibilidade de governos e de empresas no mercado financeiro, as agências de classificação de risco enfrentam críticas por terem errado nos prognósticos. Antes de 2008, as agências deram notas altas para as operações de venda de créditos imobiliários nos Estados Unidos, que entraram em colapso e desencadearam uma crise econômica global. Em 2013, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação contra a Standard & Poor's por suspeita de fraude na classificação de produtos hipotecários.

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Moody’s põe nota do Brasil em observação, com possibilidade de rebaixamento

sex, 26/05/2017 - 18:35

A agência de classificação de risco Moody’s revisou para baixo a perspectiva da nota da dívida pública brasileira. A nota de crédito soberano do país foi mantida dois níveis abaixo do grau de investimento (garantia de que o país não corre risco de dar calote), mas com perspectiva negativa, o que indica que a classificação pode ser alterada para baixo na próxima revisão.
 
Em comunicado divulgado no fim da tarde desta sexta-feira (26), a agência citou o aumento da instabilidade política como justificativa para a decisão. Segundo a Moody’s, a crise política pode atrasar a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência Social, que, na visão da agência, ajudarão na recuperação da economia brasileira.
 
“Independentemente de seu desfecho, a crise política que emergiu no Brasil na última semana provavelmente debilitará a agenda de reformas do governo e comprometerá a aprovação de reformas futuras, incluindo a da Previdência. Isso provavelmente impactará negativamente a confiança do investidor e levará ao aumento da volatilidade nos mercados, ameaçando o momento macroeconômico positivo observado desde o início da agenda de reformas”, destacou o comunicado.

Apesar de citar os riscos políticos, o relatório da Moody’s destacou o tamanho e a diversidade da economia brasileira como pontos vantajosos para o país. O documento também mencionou o elevado nível de reservas internacionais, US$ 377 bilhões, como fator que reduz a vulnerabilidade externa do país, diminuindo o risco de fuga de capitais estrangeiros.

Outras agências

Em março, a Moody’s tinha elevado a perspectiva da nota da dívida brasileira de negativa para estável. Na ocasião, a agência tinha mencionado que a queda da inflação e a recuperação da economia estavam ajudando a conter o crescimento da dívida pública.
 
Na semana passada, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor’s, também tinha reduzido, de estável para negativa, a perspectiva da dívida brasileira. Já a Fitch manteve o país dois níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva negativa. Ao contrário das outras duas agências, a Fitch não tinha chegado a elevar a perspectiva da nota brasileira no início deste ano.

Ministério da Fazenda

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que continua empenhado na aprovação das reformas e que continua as negociações com o Congresso Nacional. “O Ministério da Fazenda reafirma seu compromisso com a continuidade da implementação da agenda de reformas estruturais necessárias à recuperação econômica. Nesse sentido, destaca os resultados positivos obtidos por meio da manutenção de intenso diálogo e coordenação com o Congresso Nacional, sinalizando o empenho para o alcance da estabilidade da política brasileira”, destacou o comunicado.

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Assista ao vivo ao programa Nos Corredores do Poder na TV Brasil

sex, 26/05/2017 - 18:30

Apresentado pela jornalista Roseann Kennedy, de Brasília, o programa Nos Corredores do Poder traz notícias ao vivo do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. O programa aborda os principais temas políticos e econômicos do país.

Repórteres da Agência Brasil, da TV Brasil e da Rádio Nacional entram ao vivo, diretamente de seus locais de trabalho, para comentar a notícia do momento. Nos Corredores do Poder vai ao ar de segunda a sexta, das 18h30 às 19h, na TV Brasil, na Rádio Nacional FM Brasília, na Rádio Nacional de Brasília e na Rádio Nacional do Rio de Janeiro

Assista ao vivo:

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OIE reconhece Brasil como país livre da pleuropneumonia contagiosa bovina

sex, 26/05/2017 - 18:21

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu o Brasil como um país livre da pleuropneumonia contagiosa bovina, durante a reunião anual da entidade, realizada anteontem (24), em Paris. Segundo a OIE, o Brasil é um país que reflete transparência no seu serviço veterinário.

A pleuropneumonia contagiosa bovina é uma doença de bovinos e búfalos causada por bactérias e ataca os pulmões e a membrana (pleura) que reveste o tórax dos animais, o que gera uma taxa de mortalidade de até 50%. Para reduzir a infecção, existe vacinação com um tipo atenuado da bactéria. Não há casos de contágio em seres humanos nem risco à saúde pública.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luis Rangel, o reconhecimento da OIE é mais uma conquista da defesa sanitária animal brasileira. O próximo passo, segundo ele, será declarar o Brasil como país livre da aftosa com vacinação, o que deve ocorrer em maio de 2018.

Rangel disse que o Brasil já apresentou a estratégia que será usada para a retirada gradual da vacinação contra a aftosa.“O plano foi muito bem elaborado, sendo um dos melhores dos últimos tempos, formulado com a participação de todos os setores da produção envolvidos e com muita segurança”, frisou.

Mesmo com a vacina sendo um seguro tecnológico do rebanho, Rangel pondera que se o país for declarado livre da doença, é natural que seja planejada a retirada da imunização, o que reduzirá os custos de produção. “Mas será uma transição feita com cuidado”, assinala.

O prazo para o setor privado enviar propostas sobre como deverá ser feita a retirada da vacinação será encerrado na próxima terça-feira (30).

* Estagiária sob a supervisão do editor Augusto Queiroz

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Conselho nacional recomenda suspensão de remoções e demolições na Cracolândia

sex, 26/05/2017 - 18:19

Após reunião em Brasília, os membros do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) aprovaram encaminhar uma recomendação à prefeitura de São Paulo para que seja suspenso “todo e qualquer ato de remoção compulsória de pessoas e bens, bem como o bloqueio e demolição de edificações na região da Luz”, mais precisamente na área conhecida como Cracolândia.

Para o presidente do CNDH, Darci Frigo, a operação policial ocorrida na Cracolândia no último domingo (21), com participação do governo paulista e da prefeitura, provocou violação dos direitos humanos. “Além de ter sido uma intervenção policial violenta, desproporcional e desnecessária, ela ocorreu sem nenhum planejamento com as equipes de assistência social e saúde que poderiam garantir que as pessoas em situação de drogas e a população em situação de rua tivessem garantias mínimas de seus direitos preservados”, disse.

Uma série de recomendações sobre a Cracolândia foi encaminhada à prefeitura. Além do pedido para que as remoções e demolições na região sejam suspensas, o colegiado também pede para que a prefeitura não promova qualquer iniciativa voltada à internação compulsória, principalmente de forma coletiva ou em massa.

Nesta semana, a prefeitura entrou com um pedido de tutela de urgência para que médicos municipais avaliem a necessidade de usuários de crack serem internados compulsoriamente. Se o pedido for atendido, os usuários deverão ser encaminhados para o Projeto Recomeço, programa estadual de combate ao vício. Ontem, a Defensoria Pública e o Ministério Público questionaram o pedido da prefeitura e encaminharam à Justiça uma manifestação contrária ao pedido.

Para a Defensoria, o pedido da prefeitura é contrário à Lei Federal 10.216/2001 (Lei Antimanicomial), que diz que o tratamento deve ser feito de forma ambulatorial, com a pessoa em liberdade, sendo a internação psiquiátrica indicada apenas quando as tentativas de tratamento extra-hospitalares forem insuficientes.

O CNDH pede também que a prefeitura construa uma política pública de atendimento e de acolhimento das pessoas em situação de rua.

Governo e Ministério Público

As recomendações também incluem o governo paulista. No documento, o conselho pede que o governo crie procedimentos com os órgãos de segurança para que “não ocorra nenhum tipo de abordagem violenta em relação à população em situação de rua e aos usuários abusivos de álcool e outras drogas”. Também volta a recomendar que o governo crie o Comitê Estadual de População de Rua.

Uma das recomendações também foi endereçada ao procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio. O documento solicita que Smanio apure as violações praticadas na Cracolândia e apresente os responsáveis pela operação deflagrada no último domingo (26), que removeu os usuários do local. A operação, segundo a Secretaria de Segurança Pública, teve autorização da Justiça e ocorreu para prender traficantes e combater o tráfico na região.

Além de todas estas recomendações, o conselho aprovou se reunir na capital paulista, na manhã de segunda-feira (29), para verificar a situação no local e agendar reuniões com as autoridades responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Outro lado

A reportagem procurou a prefeitura, o governo paulista e o Ministério Público para comentarem sobre as recomendações feitas pelo conselho, mas, até o momento, não obteve retorno.

 

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PF apreende maconha do tipo skunk em duas operações no Rio

sex, 26/05/2017 - 18:06

A Polícia Federal apreendeu 4 quilos de maconha do tipo skunk (também grafada no Brasil como skank) em duas operações distintas no Rio de Janeiro. Em Copacabana, zona sul do Rio, agentes federais prenderam uma mulher e dois homens no momento em que negociavam o recebimento de cerca de 10 quilos da droga , que é pouco usada no Rio, devido ao seu custo bem mais alto do que a maconha e com menos cheiro. Outra apreensão alcançou 2 quilos da droga.

Na apreensão mais recente, ocorrida ontem (26), a droga foi trazida ao país por uma jovem, de 23 anos que havia desembarcado no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão em voo procedente de Manaus. A droga estava escondida no interior da mala de viagem despachada e foi detectada durante fiscalização de rotina com a ajuda de um cão farejador da PF. Policiais federais decidiram então acompanhar o trajeto da mulher, que seguiu em direção ao bairro de Copacabana para se encontrar com os receptadores. Os três foram presos em flagrante. Todos foram indiciados por tráfico de drogas e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional do estado.

Na última terça-feira (23), a PF realizou outra prisão, também no Aeroporto Internacional do Galeão, de uma mulher, também de 23 anos, que havia desembarcado de voo com escala no Rio de Janeiro e cujo destino final era a cidade de Aracaju. Com o auxílio de um cão farejador, policiais federais detectaram a presença de cerca de 2 quilos de skunk ocultos na bagagem da passageira. Ela foi indiciada por tráfico de drogas e encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal.

Droga

O skunk é uma espécie de supermaconha, cultivada em laboratório, com maior teor de substância psicoativas. Não chega a ser uma maconha transgênica, porque a estrutura molecular da semente não é modificada. A diferença está no cultivo, feito em estufas com tecnologia hidropônica — plantação em água, como ocorre com algumas espécies de alface.

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Assista ao vivo ao programa Cenário Econômico na TV Brasil

sex, 26/05/2017 - 18:01

O programa Cenário Econômico, exibido na TV Brasil, debate os principais temas da economia do país. Comandado pelo jornalista Adalberto Piotto, o programa é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, das 18h às 18h30.

Direto da B3 (antiga BM&FBOVESPA), o noticiário mostra didaticamente como a economia afeta o dia a dia das pessoas. Para comentar as principais notícias diárias, o jornalista entrevista economistas, empresários e especialistas de diversas áreas.

Assista ao vivo:

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ONU condena uso recorrente da força por policiais no Brasil

sex, 26/05/2017 - 17:43

A Organização das Nações Unidas e a Comissão (ONU) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiram hoje (26) comunicado em que condenam o uso excessivo da força por policiais no Brasil. Na nota, as entidades demonstram preocupação com o “uso recorrente da violência” e citam três casos recentes de repressão policial nos meios agrário e urbano do país.

Os organismos condenaram ações da Polícia Militar durante as manifestações da última quarta-feira (24), em Brasília. O protesto reuniu cerca de 45 mil pessoas que protestavam contra as reformas trabalhista e Previdenciária e as recentes denúncias de corrupção envolvendo o governo.

A manifestação começou pacífica e, ao avançar em direção ao Congresso Nacional, terminou em tumulto, com depredação de prédios públicos e conflito entre alguns manifestantes e policiais. Para dispersar a confusão, a Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha.

Segundo balanço da PMDF, 49 pessoas ficaram feridas, oito foram detidas e foi aberta investigação sobre uso de arma de fogo por agentes durante o protesto. Para a ONU e o CIDH, o uso de armas de fogo é uma medida extrema que deve ser excluída no controle de protestos sociais.

Sobre os protestos, o governo de Brasília emitiu nota dizendo que a PMDF “agiu de acordo com o protocolo tático integrado assinado pelos governos federal e distrital, no mês passado, em que a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União.” Informou ainda que “eventuais excessos serão rigorosamente apurados”.

Os organismos internacionais também condenaram a ação policial durante a operação de retirada de dependentes químicos da área conhecida como Cracolândia, em São Paulo, e a ação de despejo realizada pelas polícias civil e militar em uma fazenda do Pará, que resultou na morte de dez pessoas. Todas as ações ocorreram no mesmo dia.

Em São Paulo, as secretarias municipal e estadual de segurança pública disseram que não tinham conhecimento da operação policial. No Pará, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social argumentou que os policiais foram recebidos a tiros durante a operação para cumprimento de mandados judiciais.

O comunicado da ONU cita o decreto emitido pelo governo federal autorizando a convocação das Forças Armadas e sua revogação no dia seguinte ao protesto de Brasília. A ação foi justificada pelo Ministério da Defesa para garantir da lei e a ordem na cidade, além da preservação do patrimônio público e da segurança dos servidores.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos – por meio de seu escritório na América do Sul – e a Comissão Interamericana alertaram as forças de segurança para que respeitem as normas internacionais de direitos humanos. Segundo a nota, os padrões internacionais estabelecem que “o uso da força por parte dos órgãos de segurança deve estar definido pela excepcionalidade, e deve ser planejado e limitado proporcionalmente pelas autoridades”.

As entidades afirmam que condenam qualquer ato de violência e pedem aos manifestantes que exerçam o direito à manifestação de forma pacífica. Convocaram, ainda, o Estado brasileiro a “garantir e proteger a integridade física e a segurança dos manifestantes”.

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MPF vai recorrer da absolvição de esposa de Eduardo Cunha

sex, 26/05/2017 - 17:30

A força-tarefa da Operação Lava Jato vai recorrer da decisão do juiz federal Sergio Moro, que absolveu a jornalista Cláudia Cunha no processo em que ela era ré junto com o marido, o ex-deputado Eduardo Cunha. A afirmação foi feita hoje (26) pelo procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos Fernando dos Santos Lima, durante entrevista coletiva para detalhar os pormenores da Operação Porto Seco, deflagrada na manhã desta sexta-feira.

“Nós vamos recorrer, nós discordamos [da decisão]. Cremos que isso decorre muito mais do coração generoso do juiz Sergio Moro na interpretação de um fato envolvendo a esposa de uma pessoa que sabidamente é ligado à corrupção”, disse o procurador. “Esperamos que no tribunal haja a reversão dessa absolvição”.

Segundo Lima, a profissão e o nível cultural de Cláudia Cunha davam a ela condições para saber que os ganhos de Eduardo Cunha eram incompatíveis com o salário de deputado federal que ele recebia. “Ela deveria saber, tinha indicativos suficientes para saber, tinha conhecimento cultural suficiente para saber a origem desses recursos. Portanto, ao gastá-los, ela cometeu o crime de lavagem [de dinheiro]”, argumentou o procurador.

A força-tarefa também destacou que a Operação Porto Seco, deflagrada hoje para investigar a compra de um campo seco de petróleo em Benin, na África, está ligada ao casal. “Parte dos valores, US$ 10 milhões, correspondente a mais ou menos um terço do valor da compra, foi repassada para operadores, chegando indiretamente até as mãos de Cláudia Cruz”, explicou Lima. Segundo ele, parte destes valores abasteceu a conta usada pela jornalista para a compra de artigos de luxo.

A Agência Brasil aguarda retorno do escritório de advocacia que representa Cláudia Cruz para saber o posicionamento da defesa sobre as afirmações do MPF.

 

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Petroleiros denunciam Pedro Parente à CVM por omissão na venda de ativos

sex, 26/05/2017 - 17:28

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) denunciou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o diretor de Relações com Investidores da estatal, Sérgio Monteiro, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por omissão de fatos relevantes ao mercado ligados à venda de ativos da estatal. A FNP pede abertura de processo administrativo na CVM para apurar as supostas ilegalidades no programa de desinvestimento da petroleira.

Segundo o diretor da FNP e do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Adaedson Costa, a venda de ativos da Petrobras vem sendo feita “sem o devido processo legal, que é o processo de licitação”.

Na denúncia, a federação também acusa a Petrobras de vender os ativos por preços menores que o valor real dos projetos.

Além do processo administrativo, os petroleiros querem que a CVM suspenda Parente da presidência da estatal até a apuração das supostas irregularidades.

O integrante coordenação da FNP e do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, disse que entre os ativos da companhia vendidos em processos com irregularidades estão o Campo de Carcará, no pré-sal; a Petroquímica de Suape e a malha de dutos do Sudeste.

Convocação

A FNP e os sindicatos de petroleiros também querem que Parente seja convocado por comissões da Câmara e do Senado para explicar as operações de venda de ativos da Petrobras. “A partir do momento em que se está vendendo patrimônio público e não se está dando transparência para isso, a gente quer saber o por quê dessa obscuridade”, disse Costa. Ao todo, segundo o diretor, a FNP tem 12 ações administrativas e jurídicas abertas contra a Petrobras, além de denúncias à ouvidoria da empresa.

Análise

A CVM informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que recebeu e vai analisar a denúncia, como faz com todas as reclamações que chegam à autarquia.

Procurada pela Agência Brasil, a Petrobras ainda não se manifestou sobre a denúncia da FNP.

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Ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos (SP) é condenado por não prestar contas

sex, 26/05/2017 - 17:28

O ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos Jorge Abissamra foi condenado por crime de responsabilidade após pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Guarulhos (SP). A pena de um ano e meio de reclusão foi substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de 15 salários mínimos, segundo informações do MPF.

Em 2010, durante seu segundo mandato, Jorge perdeu o prazo para a prestação de contas de um convênio de R$ 143 mil firmado entre a prefeitura e o Ministério da Saúde destinado à compra de materiais e equipamentos. Relatórios de fiscalização apontaram diversas irregularidades na gestão dos recursos federais repassados, de acordo com o MPF.

“Apesar das notificações que Dr. Jorge [nome político do ex-prefeito] recebeu ao longo de 2010, do MPF e do Ministério da Saúde, sobre a pendência quanto à declaração dos gastos realizados, a prefeitura só enviou as informações em janeiro de 2011, nove meses depois do encerramento do período definido em lei”, disse o órgão, em nota. O MPF explicou que, ao atrasar a prestação de contas, os municípios estão sujeitos à inscrição no cadastro de inadimplentes do Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias. A permanência na lista pode inviabilizar a assinatura de novos convênios com o governo federal.

As contas apresentavam ainda, afirmou o MPF, várias inconsistências e revelaram a má administração de parte dos recursos. Um laudo de verificação do Ministério da Saúde elaborado em maio de 2011 revelou que notas fiscais equivalentes a R$ 94,4 mil foram emitidas fora do período de vigência do convênio, finalizado em março do ano anterior. Segundo a fiscalização, itens supostamente adquiridos não se encontravam nas unidades de saúde, como equipamentos médicos e mobiliário.

“Os técnicos constataram ainda problemas na gestão orçamentária do dinheiro e na devolução de cifras não utilizadas. Paralelamente, perícias criminais indicaram que alguns produtos haviam sido superfaturados em até 103,3%”. Ao final da apuração, o Ministério da Saúde enviou uma série de recomendações à prefeitura para que as irregularidades fossem resolvidas, mas os pedidos não foram atendidos.

“A falta de prestação de contas analisada neste caso não pode ser comparada a um simples atraso. Trata-se, isso sim, de um atraso qualificado pela existência de outras irregularidades na administração do convênio”, avaliou a 6ª Vara Criminal Federal de Guarulhos na sentença.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Jorge, mas foi informada de que não haverá posicionamento sobre o caso.

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Janot pede autorização do STF para ouvir Temer, Aécio e Loures

sex, 26/05/2017 - 17:15

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar o depoimento do presidente Michel Temer, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), também afastado do mandato. As diligências foram solicitadas nos inquéritos a que os acusados respondem na Corte, a partir das delações da empresa JBS.

Na manifestação, enviada ao ministro Edson Fachin, relator do processo, o procurador também defendeu a validade das gravações entregues pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. Batista gravou conversas com Temer, Aécio e Loures.

No caso do presidente, cuja defesa contestou a validade dos áudios, a PGR sustenta que Temer não negou o encontro com o empresário, no Palácio do Jaburu.

Janot citou os pronunciamentos feitos por Temer, na semana passada. “Verifica-se que houve confissão espontânea quanto à existência do encontro não registrado no Palácio do Jaburu e do diálogo entre Michel Temer e Joesley Batista. Por outro lado, também há confissão espontânea nos pronunciamentos do presidente da República, dentre eles podemos citar o diálogo sobre possível corrupção de juízes; o diálogo sobre a relação de Joesley com Eduardo Cunha; o diálogo em que Michel Temer indica Rodrigo Loures para tratar com o colaborador Joesley Batista”, diz a petição.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria da Presidência da República e aguarda resposta. Os advogados de Rocha Loures e de Aécio Neves também foram procurados, mas não atenderam às ligações.

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Secretaria determina afastamento de 29 policiais envolvidos em chacina no Pará

sex, 26/05/2017 - 17:06

A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Pará afastou 21 policiais militares e oito policiais civis que participaram da operação, na última quarta-feira (24), que culminou com a morte de 10 trabalhadores rurais em Pau D'Arco, no sudeste do estado.

Segundo a assessoria da pasta, o afastamento dos agentes é temporário, em conformidade com uma resolução do Conselho Estadual de Segurança Pública. Ontem (25), a seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) havia pedido o afastamento dos policiais envolvidos.

Os agentes entregaram as armas e deixarão suas atividades por 40 dias, prorrogáveis por mais 20  – tempo previsto para a conclusão do inquérito instaurado para apurar se houve os policiais cometeram excessos e apurar responsabilidades.

A chacina ocorreu na última quarta-feira (24), durante ação policial para cumprir 16 mandados judiciais expedidos pela Vara Agrária de Redenção (PA) contra integrantes de um grupo de sem terra suspeito de participar do homicídio do vigilante da fazenda Marcos Batista Montenegro, no dia 30 de abril.

Os policiais afirmam que foram recebidos a tiros na fazenda e que, por isso, reagiram. Horas após a operação, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa apresentaram à imprensa 11 armas apreendidas na área ocupada pelos sem-terra – entre elas um fuzil 762 e uma pistola Glock modelo G25.

Na avaliação do presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Darci Frigo, que integra a comitiva federal que chegou ontem à região para ouvir testemunhas e acompanhar as investigações do caso, não há, até agora, indício que sustente a versão dos policiais.

“As pessoas estavam acampadas no meio do mato, em um local de muito difícil acesso. Chovia torrencialmente, o que pode explicar que o grupo [de trabalhadores] não tenha percebido a aproximação da polícia. Mesmo assim, o grupo tinha uma vantagem muito grande em relação aos policiais, pois já estava dentro da mata. Então, a tese de que os policiais foram recebidos a bala cai por terra na medida em que não houve sequer um policial ferido”, disse Frigo em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, pelo menos um trabalhador sobreviveu à chacina. Alvejado pelas costas, ele está internado e sob proteção policial.

Entre os mortos, sete pertencem à mesma família - entre eles, a presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de Pau D'Arco, Jane Júlia de Oliveira, e seu marido, Antonio Pereira Milhomem.

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Meninas de 10 anos debatem no Rio o que querem para o mundo em 2030

sex, 26/05/2017 - 17:03

Imagine um novo mundo para as meninas de 10 anos, que as valorize, encoraje e proteja. Com essa provocação, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) dedicou o relatório Situação da População Mundial 2016 a elas, considerando que as 60 milhões de meninas de 10 anos que existem hoje no mundo são as responsáveis pela próxima geração. Elas estarão na faixa dos 25 anos em 2030, quando devem ter sido alcançados os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU em 2015.

O tema foi debatido hoje (26) no seminário 10 Meninas na Construção dos Amanhãs, no Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro. Ao longo de um mês, foi desenvolvida uma oficina com dez meninas de diferentes regiões da cidade, onde foram debatidos temas como feminismo, machismo, sororidade e igualdade de gênero.

Uma das participantes foi Juliana Janot, de 12 anos, moradora de Botafogo. Em 2030, ela espera que a cidade esteja mais justa e igualitária; que esteja trabalhando como escritora, “já com alguns livros”; também estar cursando faculdade ou já formada em “direitos humanos”; e que “esteja fazendo a diferença no mundo”. Para ela, a educação faz a diferença para garantir as oportunidades de que precisa.

“Tudo o que a gente tem que melhorar vem da educação. Para as pessoas terem consciência do que precisam melhorar, elas precisam ser educadas, então eu acho que a educação de qualidade é a solução. Eu acho que eu vou conseguir, porque vou trabalhar e tenho as oportunidades de que preciso. Mas, infelizmente, tem muita gente que não tem acesso a muitas coisas básicas e também não tem oportunidades para o futuro”.

Moradora da Nova Holanda, no Complexo da Maré, Maria Clara Procópio, 10 anos, aprendeu sobre o machismo e a desigualdade de gênero nas oficinas e pretende estudar cinema. “Com 25 anos, eu quero estar formada em cinema, ter a minha casa e morar em outro país. Eu acho que, o que pode melhorar, é a educação; e o salário dos homens e das mulheres, que são diferentes, poderia ser igual, se eles fazem o mesmo trabalho”.

No seminário, foi assinado um memorando de intenções entre o Museu do Amanhã e o UNFPA, para a realização de pesquisas e eventos para promover o tema. De acordo com a gerente de Educação do Museu do Amanhã, Melina Almada, o trabalho é de longo prazo.

“Há um mês, estamos trabalhando com dez meninas de diferentes lugares do Rio de Janeiro, conversando sobre gênero, sobre feminismo, sobre sororidade, sobre estar juntos nesse contexto. O acordo prevê que o Museu e o Fundo de Populações desenvolva ações em conjunto a longo prazo para a difusão dessas informações sobre as meninas de 10 anos e sobre as ações para as meninas de 10 anos. É um acordo amplo, como já fizemos com o ONU Mulheres, por exemplo, que prevê o Museu como um espaço para diferentes ações que possamos desenvolver juntos a longo prazo”.

Idade decisiva

De acordo com o representante no Brasil do UNFPA, Jaime Nadal, a chegada à puberdade é um momento decisivo na vida das meninas. Ele explica que essa faixa etária é carente de políticas públicas e as meninas de 10 anos correm o risco de abandono da escola e gravidez, se não forem devidamente assistidas após o término da primeira infância.

“O investimento na primeira infância é muito importante para o desenvolvimento das funções básicas cerebrais, mas o desenvolvimento das habilidades para a vida, que são competências fundamentais para se desenvolver na sociedade como pessoas, como cidadãs com plena consciência de seus direitos humanos, sendo produtivas, sendo cidadãs ativas, tendo um engajamento e participação social, isso precisa de investimentos para além da primeira infância. Nós temos um certo medo de que esses investimentos na primeira infância podem se perder se não se fazem investimentos depois, nessas etapas da vida”.

Além das questões de direitos humanos, Nadal ressalta que objetivos básicos, como completar o ensino médio, podem trazer grandes impactos econômicos no mundo. “O relatório estima que, se todas as meninas dos países em desenvolvimento pudessem atingir uma coisa que é relativamente simples, que é concluir a escola secundária, o ensino médio, o mundo geraria uma renda adicional de aproximadamente US$ 21 bilhões. Então é uma coisa de direitos humanos, mas também é uma questão que tem muito a ver com o desenvolvimento social e econômico dos países.

Geração de referência

A coordenadora do Grupo Assessor de Juventude do Sistema ONU no Brasil, Anna Lúcia Cunha, apresentou os dados do Relatório Situação da População Mundial 2016. Segundo ela, aos 10 anos, as meninas têm possibilidade mais ou menos limitadas, de acordo com questões familiares e comunitárias, práticas culturais, leis ou costumes dos locais onde vivem.

“É preciso dar oportunidades para as meninas de 10 anos. Além das habilidades cognitivas tradicionais, é importante que se invista também nas habilidades socioemocionais. São as que trabalham a questão da autoestima, autoconhecimento, autocuidado, não violência, resolução de conflitos, convivência. Se os investimentos forem os corretos até 2030, o mundo poderia ser diferente para as meninas de 10 anos. Nós podemos medir o sucesso da Agenda 2030 pela trajetória das meninas de 10 anos. Se elas não tiverem acesso à educação, saúde e oportunidades, nós teremos falhado”.

De acordo com o relatório, das 60 milhões de meninas de 10 anos no mundo, 89% estão em regiões menos desenvolvidas, sendo 20% na Índia. No Brasil, são 1,6 milhão. Quase 60% da população de 10 anos está nos países com mais desigualdade. No Brasil e América latina, apesar de as mulheres terem maior escolaridade, a renda delas é menor que a dos homens nas mesmas funções.

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Contas de luz de junho terão bandeira verde, sem acréscimo na tarifa

sex, 26/05/2017 - 16:30

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de junho será a verde, o que significa que não haverá custo extra para o consumidor. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o retorno da bandeira verde foi possível pelo aumento das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas em maio e pela perspectiva de redução do consumo de energia elétrica no país.

Conta de luz com aviso de bandeira vermelha, que está em vigor em maioArquivo/Agência Brasil

Desde abril, a bandeira estava vermelha, o que representa um acréscimo de R$ 3 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A previsão da Aneel era que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 continuasse em vigor até o fim do período seco, que vai até novembro.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente.

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Dois parques públicos de São Paulo começam a ser abastecidos com energia solar

sex, 26/05/2017 - 16:19

Os parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, na zona oeste de São Paulo, serão os primeiros do país a serem totalmente abastecidos com energia solar. Uma miniusina produzirá 665 megawatts hora (MWh) por ano, o suficiente para atender às áreas do estacionamento, lanchonetes e de esportes dos parques.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas vai atender todo o consumo dos dois parques, tornando-os autossustentáveis. No entanto, para garantir energia à noite e em dias de forte nebulosidade, eles continuarão conectados à rede de fornecimento de eletricidade convencional, em sistema de compensação.

A principal instalação do projeto é uma minicentral fotovoltaica de 531 quilowatts pico (kWp, medida de potência energética associada a células fotovoltaicas). O equipamento está localizado no bolsão do estacionamento do Parque Cândido Portinari, segundo a Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo.

Para a geração de energia nos parques foram investidos R$ 17 milhões, destinado à construção da planta e realização de pesquisa na área. Parte do investimento veio da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Desse total, R$ 13 milhões foram utilizados na construção de uma microcentral, na instalação de 40 postes e de uma cobertura para veículos com mais de 3 mil placas de captação de energia.

Conta de luz

O projeto foi idealizado pela Secretaria de Energia e Mineração e realizado por meio do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Com a implantação da energia fotovoltaica aqui na cobertura do estacionamento, vamos economizar cerca de R$ 270 mil por ano em contas de energia dos parques Villa-Lobos e Cândido Portinari”, disse hoje (26) o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Somados, os dois parques consomem cerca de 55 MWh por mês, o que representa um custo anual aproximado de R$ 390 mil. Com a implantação da usina de energia solar, os parques vão ter, segundo o governo paulista, uma redução de cerca de 70% do valor da conta de luz.

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