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Atualizado: 14 minutos 47 segundos atrás

Em Davos, Meirelles diz que Brasil pode superar crescimento de 3% em 2018

ter, 23/01/2018 - 14:06

Meirelles diz que há crescente interesse de estrangeiros em investir no Brasil Fábio Rodrigues Pozzebom/agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (23) que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil poderá superar os 3% previstos pelo governo para 2018. "Estamos em uma situação em que se consolidou a trajetória de recuperação, de crescimento do Brasil", afirmou. O ministro participa, em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial, onde concedeu entrevista após palestra no Itaú Private Lunch.

Ontem (22), o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – soma de todas as riquezas produzidas pelo país – deve crescer 1,9% neste ano, o que representa aumento de 0,4 ponto percentual na projeção anterior, divulgada em outubro pela instituição.

"O FMI sempre é mais conservador, como deve ser, normal. Mas, evidentemente, os analistas brasileiros têm mais informação a respeito. Acredito que o crescimento [do PIB] vai estar mais próximo de 3% ou até superar os 3%", ressaltou. A projeção do mercado é de crescimento de 2,7%.

Segundo Meirelles, há crescente interesse de estrangeiros em investir no Brasil, apesar de investidores verem isso com cautela, devido às eleições. "É normal que, em período eleitoral, momento que país vai entrar em um processo importante de discussão eleitoral, muitos [investidores estrangeiros] passem a ter um pouco mais cautela, aguardando o desenrolar dos acontecimentos", disse. "Mas o  interesse é muito grande. O investimento direto no Brasil é grande e tende a crescer, esse ano pode superar o ano passado."

Informe publicado ontem (22) pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostra o Brasil em sétimo lugar como destino de US$ 60 bilhões estrangeiros. A Austrália aparece em sexto, no relatório, também com US$ 60 bilhões. Em 2016, quando recebeu cerca de US$ 50 bilhões, de acordo com o relatório, o Brasil ocupou sozinho o sexto lugar. Meirelles chegou a dizer que o país poderá chegar este ano ao patamar dos US$ 70 bilhões. "Vamos aguardar, ainda é prematuro."

Ao ser indagado se seria favorável a uma possível privatização da Petrobras, o ministro afirmou que por princípio á a favor da privatização. "Tenho expressa essa posição já há muitos anos. Evidentemente que tudo isso tem que ser feito paulatinamente. Nós temos um desafio enorme, agora, que é a privatização da Eletrobras, que já está sendo questionada no Congresso. Vai ser um desafio muito grande. Não acho momento adequado para criar ruído sobre esse aspecto [Petrobras]."

Nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que propõe regras para a privatização da Eletrobras. Pelo texto, a operação se dará por meio de aumento do capital social da empresa, que o governo considera “democratização do capital da Eletrobras”. Pela proposta, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder do voto. O projeto também prevê que a União tenha ações especiais na Eletrobras após a privatização, chamadas de golden share, que dão a seu detentor direitos como garantia de indicação de um membro do Conselho de Administração.

"A [privatização da] Eletrobras é tão ou mais importante que a privatização da telefonia na década de 1990. Eu acho que vai ser aprovada, mas é uma luta grande. Vamos vencer essa batalha", diz.

O Fórum Econômico Mundial prossegue até o dia 26. De acordo com os organizadores, a edição de 2018 tem a participação recorde de chefes de Estado e de representantes de organizações internacionais, além de lideranças das áreas de negócios, sociedade civil, mundo acadêmico, artes e mídia.

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OMS vem ao Brasil para acompanhar fracionamento da vacina contra febre amarela

ter, 23/01/2018 - 13:22

Técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegam ao Brasil na próxima segunda-feira (29) para acompanhar o fracionamento da vacina contra a febre amarela. A informação foi divulgada hoje (23) pelo Ministério da Saúde, que tem se reunido semanalmente com o órgão das Nações Unidas para tratar do surto da doença no país.

De acordo com a pasta, a previsão é que os agentes internacionais desembarquem em São Paulo e acompanhem no próprio estado o fracionamento da vacina. Além de São Paulo, o Rio de Janeiro também inicia, na próxima quinta-feira (25), a imunização de municípios pré-selecionados contra a febre amarela.

Em São Paulo, 54 municípios participam da campanha, com previsão de vacinar 8,3 milhões de pessoas, sendo 6,3 milhões com a dose fracionada e 2 milhões com a padrão. Já no Rio de Janeiro, 7,7 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 2,4 milhões a padrão, em 15 municípios.

Até o momento, a campanha de vacinação no estado da Bahia permanece na data prevista (entre 19 de fevereiro e 9 de março). Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios.

O objetivo da campanha, segundo o ministério, é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas durante a campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão.

“A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional”, informou a pasta.

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Atos marcam Semana de Combate ao Trabalho Escravo e 14 anos da Chacina de Unaí

ter, 23/01/2018 - 13:09

No próximo domingo (28) completa 14 anos o assassinato de três auditores fiscais do trabalho e de um motorista do Ministério do Trabalho enquanto apuravam denúncias da existência de trabalho escravo em fazendas de Unaí (MG). Desde 2009, a data marca o Dia e a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, criados para homenagear os quatro servidores mortos e sensibilizar a sociedade para a necessidade de combater as práticas de trabalho forçado e degradante.

Para marcar a data, entidades públicas e organizações da sociedade civil agendaram uma série de atividades que vão de manifestações pedindo justiça para os auditores Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e para o motorista Ailton Pereira de Oliveira – os condenados como mandantes dos assassinatos continuam em liberdade - a campanhas nas redes sociais sobre os desafios enfrentados pelas instituições que atuam no enfrentamento do trabalho escravo.

E esta tarde acontece em Brasília o relançamento do Movimento Ação Integrada (MAI), instância que reúne diversas entidades com o propósito de fortalecer, consolidar e implementar iniciativas conjuntas para prevenir o trabalho análogo ao escravo e oferecer assistência às vítimas do crime.

“Acredito que, este ano, será um dia para comemorarmos os últimos acontecimentos”, disse à Agência Brasil a procuradora Catarina Von Zuben, coordenadora nacional de Erradicação e Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho (MPT), referindo-se à decisão do governo federal de, frente às críticas de entidades nacionais e internacionais, rever pontos polêmicos de uma portaria que o Ministério do Trabalho publicou em novembro, alterando as regras para a fiscalização do trabalho escravo.

“Mas é também uma data de reflexão. Há muito ainda o que avançar; muito pelo que lutarmos. Há, de um lado, uma parcela significativa da população brasileira que nunca foi liberta das condições degradantes de trabalho e, de outro, pessoas que negam a existência do trabalho escravo em nosso país; forças sociais e econômicas que nos impedem de evoluirmos”, disse Catarina.

Dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo, elaborados pelo MPT a partir de informações do Ministério do Trabalho, apontam que, entre o lançamento do I Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em 2003, e abril de 2017, 43.428 trabalhadores foram resgatados de situações em que eram submetidos a condições degradantes. Quase 62% dessas pessoas se identificavam como negras, pardas, mulatas ou mestiças; 95% eram do sexo masculino; 32% eram analfabetos e 40% tinham estudado apenas até o 5º ano do ensino fundamental. As quatro unidades da federação onde os auditores-fiscais do Trabalho mais resgataram trabalhadores ao longo desses 14 anos são o Pará (9.853); Mato Grosso (4.302); Goiás (3.716) e Minas Gerais (3.333).

De acordo com Catarina Von Zuben, o contingenciamento de recursos e o número insuficiente de auditores-fiscais do Trabalho têm prejudicado a ação de combate ao trabalho escravo. “O número de ações e de resgate de trabalhadores vem caindo ano após ano. Não porque a submissão das pessoas à condições degradantes com o cerceamento da liberdade e outras práticas criminosas está diminuindo, mas sim porque a estrutura de fiscalização e combate está sendo desmantelada”, denunciou a procuradora.

Procurado, o Ministério do Trabalho informou que os números de ações e de trabalhadores resgatados em 2017 ainda estão sendo computados, mas admitiu que, em anos anteriores, a quantidade de resgates foi maior. A pasta confirmou que, no último ano, houve uma redução nas operações gerais das Superintendências Regionais do Trabalho em decorrência de cortes orçamentários. Porém, segundo o ministério, recursos foram remanejados de maneira a permitir que as quatro equipes do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo pudesse atender as denúncias que chegam de todo o país, realizando uma média de quatro ações mensais.

Ainda de acordo com o ministério, é fato que o número de auditores fiscais do Trabalho vem diminuindo nos últimos anos, principalmente porque um grande número de servidores se aposentou no período. O ministério tem solicitado ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão autorização para realizar concurso público para preencher 1.190 vagas, mas o pedido ainda não foi analisado.

Segundo a pasta, além dos problemas estruturais, há um outro fator que influencia nos resultados dos últimos anos: a mudança na dinâmica de exploração do trabalho escravo. “Há alguns anos era comum uma operação encontrar 300 ou 500 trabalhadores em um único estabelecimento. Hoje, com a mecanização de processos produtivos, os maiores resgates giram em torno de 40 trabalhadores. Isso se deve a contratos mais curtos, principalmente no meio rural”, explicou o Ministério do Trabalho, em nota.

Protesto

Em protesto contra o fato de os quatro empresários já condenados como mandantes dos assassinatos dos três auditores fiscais e do motorista do Ministério do Trabalho continuarem em liberdade, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) convocou um ato para a manhã desta quarta-feira (24), em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Em outubro de 2015, a Justiça Federal de Minas Gerais condenou Antério Mânica, Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro por terem encomendado as mortes dos auditores fiscais. A defesa dos quatro empresários recorreu da sentença, tentando anulá-la e obter um novo julgamento, não mais em Belo Horizonte, mas em Unaí, onde os irmãos Mânica gozam de prestígio político e forte influência econômica. Desde então, o processo se arrasta nos tribunais. Já os executores do crime, Rogério Alan Rocha Rios, Erinaldo de Vasconcelos Silva e William Gomes de Miranda foram condenados em 2013 a, respectivamente, 94 anos, 76 anos e 56 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e cumprem ou cumpriram parte de suas penas em regime fechado.

Além do protesto contra a demora no julgamento dos recursos dos mandantes do crime, o Sinait também organizou uma exposição de fotos para chamar a atenção da população para os efeitos perversos do trabalho análogo ao escravo. As 32 imagens captadas pelo auditor fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho retratam as modernas formas de trabalho degradante e a atuação dos auditores.

“As cenas retratadas nas fotos continuam sendo encontradas pelos auditores-fiscais do Trabalho por todo o país”, disse o presidente do Sinait, Carlos Silva, afirmando que, além de uma realidade ainda não superada, os “atentados contra a dignidade e liberdade dos trabalhadores” são cada vez mais comuns nos centros urbanos, especialmente na construção civil e no setor de confecções. A mostra pode ser visitada de 26 de janeiro a 16 de fevereiro, no espaço cultural do Shopping Venâncio, na zona central de Brasília.

CPT

Como fazem desde 2010, regionais estaduais da Comissão Pastoral da Terra (CPT) pretendem organizar eventos para chamar a atenção para o problema e cobrar avanços na erradicação das formas de trabalho escravo contemporâneo. Entre as iniciativas previstas, está a distribuição de panfletos informativos para motoristas durante uma caminhada promovida hoje (23), pela regional Araguaia-Tocantins, entre as cidades de Araguaína e Nova Olinda. A previsão é que a caminhada se repita em outras cidades nos próximos dias.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a Defensoria Pública da União sediará, na quarta-feira (24), o seminário Trabalho Escravo no Estado do Rio de Janeiro: Balanço dos Retrocessos e Perspectivas, que acontece a partir das 14h, no auditório da DPU-RJ (Av. Presidente Vargas, nº 62, Centro), próximo à Igreja da Candelária, e será aberto ao público.

 

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Ministério vai formar 250 mil agentes comunitários em técnicos de enfermagem

ter, 23/01/2018 - 12:56

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante anúncio de novos recursos para o fortalecimento da Atenção Básica - Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde vai financiar a abertura de 250 mil vagas em todo o país para a qualificação de agentes comunitários de saúde e de combate à endemia como técnicos de enfermagem. De acordo com a pasta, a medida integra a nova Política Nacional de Atenção Básica, que amplia a atribuição desses profissionais no intuito de tornar mais efetivos os atendimentos feitos em domicílio.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que serão investidos R$ 1,25 bilhão na formação dos agentes, que terão o curso disponibilizado gratuitamente, sem a cobrança de taxas, mensalidades ou outras contribuições relativas à prestação do serviço. “Para que todos possam estar habilitados para resolver os problemas da população na visita”, disse, em entrevista coletiva.

Ainda segundo a pasta, o curso será ofertado por instituições de ensino públicas e privadas habilitadas pelo Ministério da Educação e que poderão se credenciar ao Programa de Formação Técnica para Agentes de Saúde após a publicação do edital, prevista para amanhã (24). Para participar, as instituições precisam se credenciar previamenta pela internet e indicar o número de vagas de vagas possíveis de serem atendidas, por município e por semestre.

Os agentes terão o prazo de dois anos (1.800 horas/aula) para concluir a formação. Após a qualificação, os profissionais estarão habilitados, por exemplo, a fazer curativos em domicílio e a medir a pressão e a glicemia de pacientes. Atualmente, a estimativa do governo federal é que até 30% dos agentes que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS) já têm a formação em técnico de enfermagem.

Mais recursos

O ministério anunciou ainda a liberação de R$ 547,3 milhões para a ampliação dos serviços de atenção básica, principal porta de entrada do SUS. Desse total, R$ 311,3 milhões serão incorporados ao Piso da Atenção Básica Fixo com base na atualização da população dos municípios.

A última atualização, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, havia sido feita em 2013 e, desde então, o valor anual repassado para custeio de ações e serviços na atenção básica era de R$ 4,8 bilhões. A partir de 2018, com o novo incremento, o recurso passa a ser de R$ 5,1 bilhões.

O restante do valor, R$ 236,01 milhões, diz respeito ao credenciamento/habilitação de novos serviços. Ao todo, 886 municípios serão beneficiados por meio da contratação de 1.967 agentes comunitários de saúde; 616 equipes de saúde da família; 746 equipes de saúde bucal; 312 núcleos de apoio à saúde da família; 33 unidades odontológicas móveis; sete equipes de consultórios nas ruas; 30 equipes de saúde prisional; e 446 equipes de academia da saúde.

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Após morte de macaco com febre amarela, SP fecha zoológico e Jardim Botânico

ter, 23/01/2018 - 12:13

A campanha de vacinação no estado foi antecipada para a próxima quinta-feira Vagnerstos/divulgação

O zoológico de São Paulo, o Jardim Botânico e o Zoo Safari, na zona sul da capital, foram fechados hoje (23) para evitar o risco de contaminação por febre amarela. Ontem (22), a Secretaria Estadual de Saúde, confirmou que um macaco bugio encontrado morto na região tinha o vírus da doença.

A mesma medida havia sido tomada em relação a três parques estaduais na zona norte da cidade, que ficaram sem receber visitantes por mais de dois meses, sendo reabertos no último dia 10.

Macacos doentes, embora não transmitam a doença, são um indicativo da circulação do vírus. Os primatas são os principais hospedeiros do vírus, mas os únicos vetores de transmissão são os mosquitos. No meio silvestre, os mosquitos picam o macaco que, depois de infectado pelo vírus, pode ser picado por outro vetor e este, por sua vez, transmitir a doença para o homem.

Senhas

A prefeitura começa hoje a distribuição domiciliar de senhas para vacinação em 16 distritos das zonas sul e leste da cidade. Com as senhas, os moradores poderão ir às unidades básicas de saúde para serem imunizados. Nesta fase, as doses fracionadas da vacina, que garantem proteção por no mínimo oito anos, só serão aplicadas após as visitas casa a casa dos agentes de saúde.

A campanha, que começaria em fevereiro, foi antecipada na cidade para a próxima quinta-feira (24), dia do aniversário de São Paulo e feriado municipal. Na zona leste, a vacinação vai ocorrer em oito distritos: Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael. Na zona sul, também serão oito regiões: Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luís, Pedreira, Socorro, Campo Limpo e Vila Andrade.

A vacinação na capital paulista foi iniciada em setembro do ano passado, na zona norte. Em seguida, devido a confirmação da circulação do vírus, transmitido por mosquitos encontrados em regiões de mata, começou, em dezembro, a imunização na zona sul e em um distrito da zona oeste.

Balanço

De acordo com o último balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado na sexta-feira (19), 81 pessoas foram infectadas pelo vírus da febre amarela desde janeiro de 2017, sendo que 36 morreram em decorrência da doença. No balanço anterior eram 40 casos, com 21 mortes.

Metade dos casos foi contraída na cidade de Mairiporã, 11,1% em Atibaia e 6% em Amparo. As três cidades correspondem a dois terços dos casos de febre amarela silvestre no estado. Segundo o governo estadual, o reforço das ações de vacinação para esses municípios ocorre desde o ano passado.

No total, 20 cidades de São Paulo tiveram registros da doença, o equivalente a 3,1% do total de municípios. Não há caso registrado na capital paulista.

Confira a lista dos municípios que receberão a vacina fracionada.

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Fórum Cidadão quer ampliar participação social durante encontro em Brasília

ter, 23/01/2018 - 11:57

Em meio à crise hídrica pela qual passa diversos estados do país, chamar a atenção do cidadão comum para a importância do uso racional da água é um dos principais objetivos do Fórum Cidadão – atividade paralela ao 8º Fórum Mundial da Água.

“Somos um país com quase 13% da água doce do mundo e ainda não tratamos essa água de maneira correta", destaca o presidente do Comitê do Fórum Cidadão, Lupercio Ziroldo. “Às vezes, temos a falsa impressão de que se temos água na torneira e no chuveiro não temos problema com a água”, acrescenta. O Fórum Mundial da Água ocorre em Brasília, entre os dias 15 e 23 de março, e deve reunir mais de 60 chefes de Estado. Na programação, estão previstos mais de 200 debates e atividades.

Lupércio Ziroldo é engenheiro, presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas e um dos organizadores do 8º Fórum Mundial da Água Valter Campanato/Agência Brasil

Na Vila Cidadã, por exemplo, estarão à mostra experiências de sucesso que surgiram de soluções desenvolvidas pelo cidadão comum, no âmbito de sua comunidade.

“Queremos dar amplitude a esse processo mostrando que as pessoas, desde o momento em que estão dentro de suas casas, devem ter essa consciência de que é importante cuidar da água”, explica Lupercio, que é engenheiro, governador do Conselho Mundial da Água, presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas e um dos organizadores do 8º Fórum Mundial da Água.

Veja a seguir os principais trechos da entrevista de Lupercio Ziroldo à Agência Brasil:

Agência Brasil: O que é exatamente esse processo do Fórum do Cidadão que vai ocorrer no âmbito do 8ºFórum Mundial da Água?

Lupércio Ziroldo: O Fórum Cidadão é uma ideia que nasceu em Marselha no 6º Fórum Mundial da Água, em 2012, quando já se tinha como certo que a água não é um insumo, nem um tema para ser discutido somente dentro de um escritório, e de que era necessário ter um processo ligado ao cidadão. A sociedade precisa, de alguma maneira, participar do processo de gestão da água e, quando eu digo a sociedade em geral, eu me refiro às pessoas que bebem água. Então, o Fórum Mundial da Água – que sempre foi um grande encontro de ideias e soluções, mas dentro da área técnica – introduziu esse processo para induzir o cidadão comum a participar desse debate.

Agência Brasil: Nesse contexto, qual é a expectativa para o fórum aqui no Brasil?

Ziroldo: O Brasil já tem uma tendência de participação popular nessa questão da água, por meio dos Comitês de Bacias Hidrográficas. É um processo que já dura 30 anos, em que todos os seguimentos da sociedade são representados nesses colegiados que tratam a gestão da água dentro das bacias hidrográficas do nosso país. Então, nós queremos e a própria Agência Nacional de Águas nos incentivou muito a fazer um grande Fórum Cidadão para mostrar ao mundo que aqui a sociedade participa, fomenta a capacitação nas questões de água e tem alcançado grandes resultados. Nós queremos dar amplitude a esse processo, mostrando que as pessoas, desde o momento em que estão dentro de suas casas, devem ter essa consciência de que é importante cuidar da água.

Agência Brasil: Como será o funcionamento desse Fórum Cidadão?

Ziroldo: Estamos trabalhando em três grandes fases. A primeira é esta na qual estamos agora. Estamos difundindo a ideia, fazendo um trabalho de divulgação da informação pela mídia, por meio de boletins, do acesso a grandes entidades no país, a clubes de serviços, igrejas, associações que geralmente não atuam na área da água. Somos um país com quase 13% da água doce do mundo e ainda não tratamos essa água de maneira correta. Precisamos incentivar as pessoas à criação de programas, projetos. Na segunda fase, temos que fazer ressoar os resultados que vamos obter dentro do Fórum Mundial da Água. Temos que fazer com que tudo isso seja mostrado para o mundo. Na segunda grande fase é que tudo o que aconteceu no fórum e vai se converter em informação e capacitação. Depois, vem a terceira fase, que, para mim, é a mais importante. Tivemos o trabalho de realizar o Fórum, e qual é o legado? O que aprendemos? Não podemos deixar isso acabar. Enquanto cidadãos, temos que fazer isso permanentemente dentro das nossas mídias, dos nossos sites, das nossas instituições.

Agência Brasil: Como é que as pessoas comuns vão conseguir criar projetos?

Ziroldo: Nessa primeira fase, isso ocorre por meio da informação. Quando você recebe uma série de informações sobre a água, você passa a lidar com a água dentro de casa de outro modo. E a comunidade também passa a lidar melhor com a água. Vou dar um exemplo simples: um dentista não teria em tese por que discutir a água, mas, se não for usando a água, ele não consegue manipular seu material e tratar os dentes dos pacientes. Então, essas pessoas precisam entender o valor intrínseco da água. Por isso, é que nesta primeira fase o nível de informação que a gente pretende atingir é o de levar as pessoas a entender que nós todos temos parte nesse cuidar da água.

Agência Brasil: Como é que o cidadão comum vai participar desse Fórum Cidadão? Que tipo de espaço ele vai ter para se manifestar, para buscar e encontrar informação?

Ziroldo: Podemos classificar essa participação em dois campos: o das pessoas que vão estar conosco no fórum em Brasília e, entre essas pessoas, temos técnicos – que atuam nas questões da água – e as pessoas comuns, alunos de escola da região que vão pegar um ônibus e vir até aqui para aprender. Então, nesse campo, nosso maior ganho é qualificar essas pessoas, alertá-las para a importância da água. Se elas participarem do fórum como um todo, vão entender por exemplo que o processo temático traz diversos temas e elas podem ouvir as palestras e entender o que está acontecendo e a melhor maneira de usar isso. E aí nós temos também um processo político, o processo da sustentabilidade, em que o olhar desse cidadão participante também pode levá-lo a mudar paradigmas, a mudar conceito de como cuidar da água. O segundo campo é o de quem não vai poder vir a Brasília; daquela pessoa para a qual a informação chegou por meio da mídia, da propaganda, de um panfleto. E a maneira como ela está envolvida no processo tem que continuar. Ela precisa continuar a ser mobilizada a participar, seja de maneira direta ou indireta, da questão da água, de cuidar da água. Às vezes, temos a falsa impressão de que se temos água na torneira e no chuveiro, não temos problema com a água.

Agência Brasil: Mas não é bem assim, não é?

Ziroldo: Não funciona assim. Brasília, por exemplo, está sofrendo com o problema que São Paulo já sofreu, e o Nordeste sofre há cinco anos, que é a falta de água ou a água de qualidade ruim. Não queremos que as pessoas cheguem a esse ponto de precisar entender da água quando ela falta. Por exemplo: todo mundo olha o preço na conta de água para ver quanto vai pagar, mas não olha aquele numerozinho que está junto do preço, que é o do consumo. A pessoa tem que pegar aquele número de consumo e dividir pelo número de pessoas na casa e verificar quanto cada uma delas gastou. Se esse número for maior que trezentos, existe um consumo excessivo de água naquela residência. Se você tem entre duzentos e trezentos isso já indica consumo de melhor qualidade, com uso otimizado da água. Mas, o problema é que ninguém olha para o consumo. Então, qualificar as pessoas para terem um cuidado melhor com a água é uma tarefa intrínseca ao fórum, antes e depois do fórum.

Agência Brasil: Na programação do 8º Fórum Mundial da Água há a Vila Cidadã. O que é exatamente a vila e como vai funcionar?

Ziroldo: Na França e na Coreia, o processo fórum cidadão se deu na organização dentro do fórum. Mas, aqui no Brasil, quisemos criar um ambiente dedicado a esse processo. Então, criamos a Vila Cidadã, que vai ser um lugar de grandes conferências, pois vamos ter grandes palestrantes dentro da vila, e que também vai permitir às pessoas participar e discutir o uso ético da água. E vamos ter também um espaço que chamamos de Mercado de Soluções, onde elas vão ter acesso a cerca de 70 experiências que deram certo no mundo inteiro e vão ser trazidas para cá. Mas, não são experiências nascidas de grandes projetos com grandes financiamentos. Estamos trazendo soluções desenvolvidas pelo cidadão comum dentro da sua comunidade, que deram certo em bacias hidrográficas pequenas e medias, que podem até ter tido algum dinheiro público envolvido, mas cujo desenvolvimento foi feito com a participação social.

Agência Brasil: Qual a programação da Vila Cidadã? Na programação está prevista uma mostra Filmes sobre a Água?

Ziroldo: Serão exibidos mais de 40 filmes sobre a água no mundo, mostrando a questão em vários lugares e em situações de todo tipo, que pode estar em Uganda, em Moçambique, no Nepal, na Sibéria. São filmes para as pessoas se aculturarem. Vamos ter também na vila uma exposição interativa e espaços dedicados ao cidadão num ambiente um pouco fora da área técnica. E nós estamos fazendo o possível para ter uma diversidade grande de pessoas. Há uma expectativa de umas 5 mil pessoas por dia. A entrada é franca e nós estamos incentivando as escolas para que levem os alunos para ficar um período na Vila, não só as escolas de Brasília, mas de Goiânia, das cidades que estão perto. Estamos trabalhando para ter movimento o dia todo na Vila, de maneira que as pessoas possam usufruir do espaço, aprender, se qualificar.

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Rio recorre contra afastamento de secretário de Administração Penitenciária

ter, 23/01/2018 - 11:35

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio entrou com recurso na Justiça estadual contra decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública, que afastou o secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir da Costa Ribeiro, e cinco gestores da pasta. O afastamento foi solicitado pelo Ministério Público estadual.

Na ação, o MP disse que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teve regalias enquanto esteve preso na Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu VIII) e na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. As duas unidades são geridas pela Secretaria de Administração Penitenciária.

Por isso, o MP solicitou o afastamento do secretário, do subsecretário adjunto de Gestão Operacional Sauler Antonio Sakalem e dos diretores e vice-diretores das duas unidades onde Cabral esteve preso.

No agravo de instrumento feito ao vice-presidente do Tribunal de Justiça, que pede a suspensão da decisão da 7ª Vara, a Procuradoria reconhece que há problemas no sistema penitenciário fluminense, mas diz que os gestores não podem ser acusados de improbidade por essas falhas (que são antigas) e nega que tenha havido privilégios ao ex-governador.

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Rodrigo Maia se reúne com executivos do Citibank, em São Paulo

ter, 23/01/2018 - 11:03

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, participará nesta terça-feira (23) de um almoço com executivos do Citibank, em São Paulo. No encontro, Maia deve conversar sobre a conjuntura econômica do país.

Ainda hoje, Rodrigo Maia receberá no Palácio do Planalto o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, os presidentes Paulo Caffarelli, do Banco do Brasil e Gilberto Occhi, da Caixa Econômica Federal, além de uma delegação de prefeitos.

O deputado assumiu a presidência da República devido à viagem do presidente Michel Temer para participar do 48º Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Temer embarcou na noite de ontem (22) para Zurique e ficará fora do país até a próxima sexta-feira (26).

O presidente recebeu convite do presidente do fórum, professor Klaus Schwab, para discursar e responder perguntas sobre o cenário político e econômico do Brasil, de acordo com o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola.

Na Suíça, Temer pretende mostrar uma face positiva do Brasil, apresentando os recentes números da economia. Dentre eles, a redução da taxa básica de juros e a baixa inflação no acumulado de janeiro a novembro do ano passado.

Temer também terá oportunidade de conversar com investidores. A eles, o presidente vai apresentar o programa Avançar Parcerias, que trata de concessões e privatizações do governo federal.

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MPF investiga ex-secretário de Obras do Rio por lavagem de dinheiro

ter, 23/01/2018 - 11:01

O ex-secretário municipal de Obras do Rio de Janeiro, Alexandre Pinto, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime de lavagem de dinheiro.

Ele teria realizado transações - em nome da mãe e dos filhos – para ocultar e dissimular a origem de patrimônio recebido ilicitamente da Carioca Engenharia, OAS e Andrade Gutierrez, empreiteiras contratadas para as obras da Transcarioca e recuperação ambiental da Bacia de Jacarepaguá, no Rio.

Ainda segundo o MPF, denúncia da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio indica que Alexandre Pinto teria recebido vantagens indevidas das empreiteiras entre 2011 e 2014.

 

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Governo trabalha para votar Previdência em fevereiro, diz Dyogo Oliveira

ter, 23/01/2018 - 10:42

O ministro Dyogo Oliveira, no programa Por Dentro do Governo, da TV NBRJosé Cruz/Agência Brasil

O ministro o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse hoje (23) que o governo trabalha para que a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estipula a reforma da Previdência ocorra em fevereiro, na Câmara dos Deputados, como anunciado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, no ano passado. Segundo ele, o governo não cogita hipótese de votação em novembro, após as eleições.

Em entrevista ao programa Por dentro do governo, da TV NBR, hoje (23), o ministro ressaltou que a reforma é necessária, na visão do governo, para equilibrar as contas públicas. "O tamanho do bolo não aumenta indefinidamente. Está limitado à arrecadação. Se o governo está gastando 57% [do Orçamento] com Previdência, sobram 43% para outras áreas. Se a Previdência aumenta, e ela está avançando, engolindo espaço das outras despesas, se isso não para, chega o momento que só tem Previdência", disse. 

A reforma propõe a adoção de uma idade mínima - de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres - e regras de transição com intuito de equilibrar as contas públicas para os próximos anos. Conforme a proposta, trabalhadores do setor privado e servidores públicos deverão seguir as mesmas regras, com um teto de R$ 5,5 mil para se aposentar, e sem a possibilidade de acumular benefícios. Para trabalhadores rurais, idosos e pessoas com deficiência, sem condições de sustento, as regras não sofrerão mudanças.

Por se tratar de uma PEC, para ser aprovada, a reforma da Previdência precisa ter três quintos dos 513 deputados, ou seja, 308 votos, em dois turnos de votação.

Ontem (22), o governo divulgou que, considerando os dois regimes, o próprio e o geral, a Previdência acumulou um déficit, em 2017, de R$ 268,799 bilhões. Somente o regime geral, gerido pelo  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), teve um déficit de R$ 182,45 bilhões. No regime próprio de servidores públicos e militares, o déficit foi de R$ 86,349 bilhões.

Dyogo Oliveira ressaltou que o regime atual é distorcido, que o INSS, embora acumule maior déficit, atende 30 milhões de pessoas. Já o regime próprio, 1 milhão de pessoas. Segundo ele, a reforma pretende corrigir essas distorções.

Perguntado, no entanto, sobre uma possível reforma que inclua militares, contados também no regime próprio, Oliveira afirmou que o governo irá negociar a questão. "Os militares não estão incluídos na PEC da Previdência e, à medida em que avança a PEC, poderemos voltar a ter a negociação com os militares para tratar de melhorar a equação previdenciária deles".

O ministro acrescentou, no entanto, que o sistema militar é diferenciado, uma vez que há o regime de reserva. "O militar nunca está aposentado, sempre está a disposição das Forças Armadas para eventual necessidade."

Contingenciamento

Sem a aprovação de medidas que ampliariam a margem do orçamento governamental para este ano, Oliveira disse que os números preliminares "indicam que, com certeza, haverá algum nível de contingenciamento". Ele ressaltou que o governo ainda revisa as estimativas e que não tem valor fechado de quanto serão os cortes neste ano. No ano passado, as propostas iniciais de contingenciamentos chegaram a quase 40% do orçamento de áreas como Ciência e Tecnologia.

O ministro disse ainda que o valor do salário mínimo para este ano, de R$ 954, não será revisto. O valor ficou R$ 11 menor do que o previsto inicialmente no Orçamento de 2018, aprovado no Congresso no valor de R$ 965. O salário-mínimo, até o ano passado, era de R$ 937. O valor, que ficou abaixo da inflação, foi questionado pela Força Sindical e o Sindicato Nacional dos Aposentados, que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o ministro, o governo federal cumpriu a lei que determina o reajuste (Lei 12.382/2011). Pela lei, o reajuste é dado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2017, o INPC foi 2,07%. O reajuste ficou em 1,8%. Oliveira ressaltou que o INPC é divulgado no início do ano, após o anúncio do reajuste, que começa a valer no dia 1º de janeiro. Isso faz com que o valor seja baseado em uma previsão.

"Ficou um pouquinho abaixo da inflação, porque no ano anterior tinha ficado um pouquinho acima. A lei diz que, quando fica acima em um ano, no outro pode ficar abaixo", afirmou. "Isso que estar sendo feito foi feito todos os anos, não há nada de estranho", acrescentou. "Este ano já foi divulgado, não há motivo para haver alterações e descumprir a lei".

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Fórum Mundial da Água tem evento preparatório em Foz do Iguaçu

ter, 23/01/2018 - 10:08

O encontro Rumo a Brasília 2018 é uma preparação para o 8º Fórum Mundial da Água, que tem como tema Compartilhando Água Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foz do Iguaçu recebe hoje (23) o evento Rumo a Brasília 2018, como parte da preparação para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorre na capital do país entre os dias 18 e 23 de março. A programação inclui painéis sobre segurança e responsabilidade hídrica, gestão participativa, desenvolvimento regional sustentável e outras questões envolvendo água no Brasil e na América Latina. Participam da reunião representantes brasileiros e de países vizinhos.

“O objetivo geral do encontro é integrar os participantes para produzir propostas e soluções nas esferas econômica, política, tecnológica e cultural para levar aos debates em Brasília”, informou o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). A programação completa está disponível no site do fórum.

O encontro Rumo a Brasília 2018 é uma iniciativa da Seção Brasileira do Conselho Mundial da Água e ocorre em cinco capitais brasileiras e duas latino-americanas. O evento já foi sediado pelas cidades de Belém, Belo Horizonte, Tijuana (México), Santiago (Chile) e São Paulo. Depois de Foz do Iguaçu, Salvador receberá a última edição da reunião, antes do 8º Fórum Mundial da Água.

Hemisfério Sul

Esta é a primeira vez que o Fórum Mundial da Água ocorre no Hemisfério Sul. O tema da oitava edição, Compartilhando Água, será debatido por representantes de governos, movimentos sociais, de empresas públicas e privadas de diversos países.

A organização espera receber mais de 60 chefes de Estado em Brasília, além de especialistas internacionais. Na programação, estão previstos mais de 200 debates e atividades educativas, informativas e culturais.

Espaço gratuito

Na edição de Brasília, o evento vai contar com um espaço gratuito, chamado Vila Cidadã, uma espécie de arena de debates, palestras, exposições, cinema, artesanato, bate-papos e espaço gourmet.
A estrutura ficará montada no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O 8º Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo de Brasília e pelo Ministério do Meio Ambiente, representado pela Agência Nacional das Águas (ANA).

Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos. O evento ocorre a cada três anos e já passou por Daegu, na Coreia do Sul (2015); Marselha, na França (2012); Istambul, na Turquia (2009); Cidade do México, no México (2006); Kyoto, no Japão (2003); Haia, na Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).

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Helicóptero cai próximo a praia no Recife

ter, 23/01/2018 - 10:03

Um helicóptero que fazia imagens para o programa Bom Dia, PE, da Rede Globo em Recife, caiu na manhã desta terça-feira (23) próximo à Praia do Pina, zona sul da capital pernambucana. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o plano de voo da aeronave informa que havia três pessoas no helicóptero. Duas delas morreram e uma encontra em “estado gravíssimo” no hospital da Restauração.

O acidente ocorreu às 6h04, segundo a assessoria do Corpo de Bombeiros. As primeiras unidades de salvamento chegaram ao local do acidente, próximo à entrada do bairro de Brasília Teimosa, por volta das 6h10. O comandante da aeronave, Daniel Galvão, morreu no local.

Os dois passageiros foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um deles, no entanto, faleceu durante os primeiros socorros. O outro está hospitalizado em estado gravíssimo.  Ainda não foram informados os nomes dos dois passageiros. Neste momento, o local do acidente conta com a presença de peritos, bombeiros, médicos-legistas, além de autoridades aeronáuticas.

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Ex-secretário de Obras do Rio é preso em operação da PF e do Ministério Público

ter, 23/01/2018 - 09:51

A Operação Mãos à Obra, da PF, é um desdobramento da Rio 40 GrausImagem de Arquivo/Agência Brasil

O ex-secretário de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro Alexandre Pinto, o ex-subsecretário Vagner de Castro Pereira e o doleiro Juan Bertran foram presos na manhã de hoje (23) pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Mãos à Obra. A ação, em conjunto com o Ministério Público Federal, mobiliza aproximadamente 80 agentes em três unidades da federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

A ação é um desdobramento da Operação Rio 40 Graus. O objetivo é apurar a existência de esquemas de recebimento de vantagens indevidas e desvio de recursos públicos em obras contratadas pela Secretaria de Obras do Município do Rio de Janeiro (SMO).

A operação cumpre nove e não seis mandados de prisão, como informou inicialmente o Ministério Público. São seis mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária; além de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ.

A Polícia Federal concederá entrevista coletiva às 10h30 para detalhar a operação e oficializar o número de prisões.

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Prévia da inflação oficial registra taxa de 0,39% em janeiro, diz IBGE

ter, 23/01/2018 - 09:08

A prévia de janeiro de 2018 da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), registrou taxa de 0,39%. A taxa é superior às registradas nas prévias dezembro de 2017 (0,35%) e de janeiro de 2017 (0,31%).

Segundo dados divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxa de 3,02% em 12 meses.

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Empresa conserta tubulação que rompeu na zona oeste do Rio

ter, 23/01/2018 - 07:54

Técnicos da distribuidora de água Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) concluíram na madrugada de hoje (23) os serviços de reparo da tubulação que rompeu na tarde de ontem, no bairro do Santíssimo, na zona oeste do Rio. De acordo com a empresa, a tubulação já foi religada ao sistema e voltou a receber água.

Uma equipe de segurança patrimonial da Cedae também foi enviada ao local para realizar levantamento de eventuais danos a serem ressarcidos pela companhia.

O vazamento ocorreu no meio da rua, na altura do número 488 da Estrada do Lameirão. A força da água formou um chafariz o alagamento de ruas da região. Em janeiro do ano passado, o estouro de uma adutora havia alagado a mesma estrada, perto do número 800.

O mau tempo no início da noite de ontem em bairros da zona oeste do Rio provocou alagamentos em diversas vias de Realengo, Padre Miguel, Bangu e Santíssimo, bairro onde ocorreu um grande vazamento de tubulação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), na Estrada do Lameirão.

A chuva provocou ainda o alagamento de partes internas do Bangu Shopping, instalado no número 240 da Rua Fonseca.

 

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PF e Ministério Público fazem operação contra fraudes em obras no Rio

ter, 23/01/2018 - 07:37

Policiais federais (PF) e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) cumprem hoje (23) seis mandados de prisão e 18 de busca e apreensão contra suspeitos de fraudes em obras no Rio de Janeiro. A Justiça decretou a prisão preventiva do ex-secretário municipal de Obras Alexandre Pinto, do ex-subsecretário Vagner de Castro Pereira e do doleiro Juan Luis Bertran Bitllonch.

Os outros três mandados de prisão são temporários. Os agentes também cumprem seis intimações para depoimento na delegacia.

A Operação Mãos à Obra é um desdobramento da Rio 40 Graus, que revelou esquema de propina na Secretaria Municipal de Obras em outubro do ano passado.

A Mãos à Obra identificou a cobrança de propina em seis obras municipais: na restauração da linha Vermelha; no programa Asfalto Liso; entorno do Maracanã; BRT Transoeste; BRT na Transcarioca; e BRT Transbrasil.

Segundo o MPF, parte dos recursos obtidos por Alexandre Pinto foi remetida ao exterior por meio de empresas offshore operadas por terceiros e com recursos à disposição do ex-secretário. Juan Bertran teria sido o responsável por realizar as operações de dólar que abasteceram a conta da Centovali, offshore que concentrava os recursos de Alexandre.

Vagner de Castro Pereira também teve importante papel no esquema, de acordo com o MPF. Os pagamentos do Consórcio Dynatest-TCDI, responsável pelas atividades de monitoramento dos contratos de obras e serviços relacionados à implantação do Transbrasil, corredor exclusivo de BRT que liga o centro da cidade do Rio de Janeiro ao bairro de Deodoro, eram feitos diretamente ao subsecretário.

“As investigações revelaram que o consórcio foi formado por indicação de Alexandre Pinto, que solicitou a inclusão da TCDI, de propriedade de Wanderley Tavares da Silva, que por sua vez auxiliava na liberação de recursos do Ministério das Cidades para o município do Rio de Janeiro. Com isso, a Dynatest tinha participação de 80% no contrato e a TCDI de 20%”, diz nota do MPF.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o esquema contava com a participação dos fiscais que supervisionavam, que cobravam cerca de 3% do valor total. Com isso, estima-se que apenas na prestação de serviço de monitoramento das obras do Transbrasil tenham sido pagos R$ 1,8 milhão, sendo R$ 1 milhão recebidos por Vagner de Castro em nome de Alexandre Pinto e R$ 392,5 mil pelos fiscais.

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Retrospectiva de Basquiat chega a São Paulo no aniversário da cidade

ter, 23/01/2018 - 06:39

Com 80 peças, chega a São Paulo no dia do aniversário da cidade (25 de janeiro) uma retrospectiva do artista Jean-Michel Basquiat. Apesar da curta carreira, entre os 17 e 27 anos, o nova-iorquino teve uma produção intensa, sendo considerado um dos nomes mais importantes da década de 80. Os trabalhos expostos no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da capital paulista, apresentam o pintor, desenhista e gravurista desde o início da carreira com os graffiti até o auge do processo, quando alcançou patamar elevado de valor no mercado da arte.

“A obra dele manteve a atualidade, um fascínio, tanto da parte visual, estética, quanto do conteúdo”, ressalta o curador Pieter Tjabbes, ao comentar como os trabalhos ainda mostram forte apelo, especialmente entre os jovens. “Ele tem um trabalho intuitivo. Insere tudo o que está fazendo, pensando, o que está acontecendo ao redor dele entra nas obras, seja em imagens, seja em palavras. Ele é uma esponja”, acrescenta, ao explicar um pouco sobre o método de Basquiat, que costumava deixar o rádio e a televisão ligados ao mesmo tempo enquanto trabalhava no ateliê. “Ele era bombardeado por todas essas informações o tempo inteiro”.

Processo intenso

Essa estimulação com elementos de diversas fontes parece ser, na opinião do curador, um dos traços que aproxima o artista das gerações atuais. “Ele está em constante contato com o mundo ao redor. Isso talvez seja parte do apelo que tem hoje, essa nova geração é totalmente antenada, 24 horas por dia conectada em informação”.

A imersão era tão intensa que até o apartamento onde vivia se tornava parte de sua obra. “Ele pinta tudo que está no apartamento: a geladeira, a porta do banheiro”, comenta o curador. Essa porta, assim como outros objetos semelhantes usados como suporte pelo artista - esquadrias de janela e peças de madeira - pode ser vista na mostra. A exposição é, segundo Tjabbes, a maior do artista feita no Brasil.

O talento ímpar e o esforço trouxeram resultados rápidos para o jovem artista. Em 1982, com 21 anos, chegou a participar da Documenta de Kassel, na Alemanha, uma das principais mostras de arte contemporânea do mundo. O renome fez com que o valor de suas obras também subisse rápido, uma das razões, segundo Tjabbes, pelas quais é difícil encontrar os trabalhos de Basquiat em museus e instituições públicas. “Quando os museus começaram a se interessar, os preços já estavam proibitivos. O resultado é que relativamente poucos museus têm obras dele nas coleções”, diz. As obras da exposição do CCBB são de uma coleção particular.

Música e negritude

Apesar da rápida ascensão, Basquiat ainda se sentia afetado pelo racismo, e a temática negra era uma presença constante em suas obras. “Ele era um artista negro, afroamericano, dentro de um meio de artes que era quase totalmente branco. Então, a obra sempre permeia esse viés de crítica sobre o sistema. Basquiat ressalta muito negros importantes na música e nos esportes”, lembra o curador.

A música, em especial o hip hop, era outra influência importante em seu trabalho. “A ligação que a obra dele tem com a música falada”, destaca Tjabbes. Mesclar palavras com imagens é também uma característica marcante de várias obras. Assim como a inserção de desenhos por meio de colagens. “O desenho aparece tanto como desenho mesmo, como nos quadros. Ele insere nos quadros, cola, pinta por cima”.

A exposição fica em São Paulo até abril, de onde segue para as unidades do CCBB em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, encerrando as exibições no Brasil em janeiro de 2019.

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Inscrições para o Sisu começam nesta terça-feira

ter, 23/01/2018 - 05:50

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam hoje (23) e vão até a próxima sexta-feira (26) exclusivamente pelo site, sem cobrança de taxas.

Estão sendo oferecidas, ao todo, 239.601 vagas em 130 instituições, entre universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e instituições estaduais.

Podem se inscrever estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, que obtiveram nota na redação diferente de zero e que não sejam treineiros (participantes menores de 18 anos no primeiro dia de realização da prova).

Para se inscrever, o candidato precisa do seu número de inscrição e da senha cadastrados no Enem de 2017. É preciso estar atento aos documentos exigidos pelas instituições para a efetivação da matrícula, em caso de aprovação.

O Sisu foi desenvolvido para selecionar candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior que utilizarão a nota do Enem como única fase de seu processo seletivo. A seleção é feita com base na nota obtida pelo candidato. No site, é possível consultar as vagas disponíveis, pesquisando as instituições e os seus respectivos cursos participantes.

Confira o cronograma do Sisu:

- 23/1 a 26/1: período de inscrições (as notas de corte serão divulgada nos dias 24, 25 e 26)

- 29/1: resultado da chamada regular

- 29/1 a 7/2: prazo para participar da lista de espera

- 30/1 a 7/2: matrícula da chamada regular

- 9/2: convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições a partir desta data

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Brasileiros beneficiados pelo Daca vivem incerteza nos Estados Unidos

ter, 23/01/2018 - 05:30

Os jovens brasileiros beneficiários do programa Daca - Ação diferida para chegados na infância (livre tradução para Deferred Action for Childhood Arrivals) têm vivido na incerteza.

Isso porque o futuro do programa depende de um projeto de lei de imigração, que está em andamento no Congresso americano. O Daca acabou virando moeda de troca - o presidente Donald Trump promete mantê-lo somente se a construção do muro na fronteira do México não for impedida pela oposição Democrata. 

Manifestantes protestam, no Texas, contra o fim da proteção para os jovens da DacaEFE/Alberto Ponce de León/Direitos Reservados

O Senado dos Estados Unidos votou nessa segunda-feira (22) uma proposta de orçamento para encerrar a paralisação do governo federal. Os democratas aceitaram ao acordo depois de o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, ter prometido permitir que um projeto de lei sobre imigração seja votado no próximo mês, o que envolve os jovens do Daca, conhecidos como sonhadores.

A angústia da espera é agravada principalmente porque a maioria dos jovens beneficiários diz se sentir mais adaptado ao estilo, cultura norte-americana que brasileira, já que construíram seus planos para viverem nos Estados Unidos no país.

A Agência Brasil conversou com vários brasileiros beneficiários do programa.

Como Janaína Lemos*, de 24 anos, que é beneficiária desde que o programa foi iniciado em 2012, durante a gestão do ex-presidente Barack Obama. 

Ela chegou aos Estados Unidos com os pais com visto de turista, aos cinco anos de idade. A jovem fala português com certa dificuldade. "Sou muito mais americana que brasileira", afirma. 

Janaina mora em Atlanta e trabalha como técnica de audiometria, mas ainda não conseguiu entrar em uma faculdade. "Mesmo para quem tem Daca a faculdade é caríssima. Custa duas ou três vezes mais que para um residente permanente", conta. 

A permissão da jovem de permanecer nos EUA termina em março do ano que vem. Noiva de um americano, ela deve se casar em setembro, mas diz que isso não lhe deixa mais tranquila. "Eu tenho medo de meu processo de residência permanente demorar muito e não sair até o vencimento do meu Daca", diz. 

Ela diz que não quer viver novamente a experiência de não ter documentos. "Eu tinha 18 anos quando consegui o Daca, mas se fosse para eu ficar aqui sem papéis eu não ficaria. É muito ruim", afirma. "Eu teria voltado para o Brasil, mesmo sabendo das dificuldades que teria para me adaptar". 

Situação semelhante vive a família Souza* em Orlando, na Flórida. Marcos Souza chegou à Flórida quando o filho tinha 5 anos de idade. Hoje, o rapaz tem 25 anos e também usufrui do Daca.

"O Junior chegou aqui pequeno, ele nem sabia ler ainda em português. Ele estudou aqui e trabalha comigo na construção", diz Marcos Souza, que só tem mais um ano do benefício. O imigrante disse que a família espera que o governo Trump regulamente o Daca. 

"A gente fica ansioso, mas tem que viver um dia de cada vez. O Trump disse que não iria mexer no Daca, mas mandou a decisão para o Congresso". 

Provisório

O Daca foi criado na administração Obama, como uma solução temporária para jovens imigrantes com status irregular, que entraram no país quando eram menores de idade. Os beneficiários do Daca são autorizados a viver, estudar, trabalhar e dirigir temporariamente no país. Quem tem Daca tem direito também a um registro de Social Security (seguro social), um número de identificação semelhante ao CPF no Brasil. 

No total, 800 mil jovens têm o benefício, a maioria mexicanos e outros países hispânicos. Para ser aceito, o imigrante deve ter completado menos de 31 anos até o dia 15 de junho de 2012, e ter chegado aos Estados Unidos antes dos 16 anos. 

Desinformação 

A advogada de imigração da Flórida Carmen Arce disse à Agência Brasil que há muita desinformação sobre o programa.  

"Não é fácil conseguir o benefício. Nós temos vários clientes. Eles têm que provar que viveram aqui, que entraram antes da data-limite, tem que provar que concluíram ensino médio aqui", afirma. 

Há uma série de requisitos que devem ser cumpridos. Não pode ter acesso ao Daca, por exemplo, quem tenha cometido crimes ou infrações, e mesmo quem já tenha enfrentado um processo de deportação. 

Carmen Arce avalia que de um modo geral a população americana é a favor do programa. "O problema são os políticos e os legisladores que não conseguiram ainda chegar a um acordo. E o resultado é o sofrimento para milhares de jovens e famílias, que vivem aqui há décadas". 

A brasileira Maria Aparecida Andrade*, 29 anos, chegou aos Estados Unidos quase no limite da idade, aos 14 anos. Ela diz que desde o início do programa procurou um advogado para ver se conseguia acessar o benefício.

"Isso fez muita diferença na minha vida. Depois do high school [ensino médio], eu fui fazer cursos. Não consegui ainda fazer faculdade porque continua sendo caro”. 

Mesmo assim, ela diz que o Daca foi um "divisor de águas" e que não tem comparação viver com algum tipo de proteção e sem nenhuma. "Viver com medo, de dirigir, medo de trabalhar sem ter permissão e viver sem perspectiva de futuro é ruim demais", relata. 

Grávida de 4 meses, ela trabalha na limpeza de casas em Atlanta. Diz que não tem pretensão de voltar ao Brasil. "Minha vida é aqui. Eu vou construir minha família aqui e tudo o que quero está aqui."

Apesar das dificuldades e da incerteza, Maria Aparecida diz ter esperança. "Peço a Deus que tudo se resolva", diz.
 
Um tribunal de primeira instância determinou este mês que a proteção do programa seja mantida enquanto não há decisão da Suprema Corte sobre o caso e enquanto o Congresso não define o futuro do Daca. 

* Os nomes são fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.

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Chuva no início da noite provoca alagamento em vários bairros do Rio

seg, 22/01/2018 - 22:22

A forte chuva que ocorreu no início da noite de hoje (22) em bairros da zona oeste do Rio provocou alagamentos em diversas vias de Realengo, Padre Miguel, Bangu e Santíssimo, bairro onde ocorreu um grande vazamento de tubulação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), na Estrada do Lameirão, próximo ao número 488.

A chuva provocou ainda o alagamento de partes internas do Bangu Shopping, instalado no número 240 da Rua Fonseca. Em nota, o Bangu Shopping informou que, apesar das manutenções recorrentes, o forte temporal que atingiu a região provocou algumas goteiras e pontos de vazamento no local. “Isso aconteceu por causa do entupimento dos bueiros do bairro. Todas as medidas de segurança estão sendo tomadas”.

Com os alagamentos da Avenida Brasil, uma das principais vias da capital fluminense, equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) precisaram fazer o trabalho de desobstrução de bueiros para dar escoamento da água.

No vazamento em Santíssimo, o Centro de Operações (COR) da Prefeitura do Rio informou que equipes do município atuam na ocorrência emergencial do rompimento de uma adutora da Cedae. A Estrada do Lameirão está com o trânsito interrompido e os motoristas devem usar a Estrada da Posse para o deslocamento. No local estão atuando também equipes da Guarda Municipal, da Cedae, da Light e da Defesa Civil. A Cedae ainda não informou o alcance dos danos provocados às casas devido ao alagamento provocado pelo vazamento.

O Alerta Rio da Prefeitura informou que os núcleos de chuva que atuaram na zona oeste já se dissiparam, mas continuam a previsão de pancadas isoladas.

No seu perfil no Twitter, o Centro de Operações informou que, em caso de chuva forte, os pedidos de emergência, incluindo a queda de árvores, devem ser feitos pelos números 193 (para os Bombeiros), 199 (para a Defesa Civil) e 1746 (para a prefeitura).

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