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Atualizado: 14 minutos 4 segundos atrás

Ações das Forças Armadas serão feitas de surpresa no Rio, diz Jungmann

sab, 22/07/2017 - 15:39

As ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, anunciadas nesta semana pelo governo federal, serão feitas de surpresa, sem aviso prévio. A informação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

“Vamos atuar com efeito surpresa, então todas as informações são sigilosas. O conceito dessa operação não é a clássica GLO [Garantia da Lei e da Ordem]”, disse o ministro à Agência Brasil.

 

Forças Armadas vão agir sem aviso prévio no Rio, informou o ministro da Defesa, Raul Jungmann Tomaz Silva/Agência Brasil

Atualmente, o uso das Forças Armadas deve se autorizado por meio de decreto presidencial, para a Garantia da Lei e da Ordem. A Constituição Federal permite que as Forças Armadas, por ordem presidencial, atuem em ações de segurança pública em casos de grave perturbação da ordem e quando o uso das forças convencionais de segurança estiver esgotado.

Na última quinta-feira (21), o governo anunciou que as Forças Armadas serão acionadas na cidade em função do Plano Nacional de Segurança, fase Rio de Janeiro, que irá até o fim de 2018. De acordo com Jungmann, as tropas poderão ser usadas quando houver necessidade.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública já enviou 1 mil agentes ao estado, sendo 620 da Força Nacional e 260 da Polícia Rodoviária Federal, para reforçar o efetivo do estado. Outros 120 agentes da PRF devem chegar na próxima semana. Segundo o ministério, esses agentes participam, ininterruptamente, de operações na capital e interior, em parceria com os órgãos locais de segurança pública.

Nos próximos dias, será montado no Rio de Janeiro um gabinete de inteligência, no qual oficiais graduados do Exército, Marinha e Aeronáutica trabalharão em conjunto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com a Polícia federal e outros órgãos de segurança pública estaduais e municipais. Segundo o Ministério da Defesa, o objetivo é colher informações e dar comandos baseados nos dados obtidos. 

Violência no Rio

As Forças Armadas irão reforçar a segurança no Rio, que vive um aumento dos casos de violência, assustando a população. Nas últimas semanas, por exemplo, a Linha Vermelha, uma das principais vias da cidade, foi alvo de diversos tiroteios, obrigando os motoristas a deixarem os carros na via e se agacharem do lado de fora para não serem atingidos. 

En 2017, 90 policiais militares foram mortos no estado, incluindo aqueles em serviço, de folga e os aposentados. A vítima mais recente foi o soldado Fabiano de Brito e Silva, de 35 anos, que morreu ontem (21), durante um confronto com criminosos armados na Baixada Fluminense. O corpo dele foi enterrado hoje (22). O número de policiais mortos este ano no Rio de Janeiro já supera o número dos assassinados em 2016.

A violência tem afetado a rotina das escolas na capital fluminense. Dos 105 dias de aula no período letivo, apenas oito transcorreram normalmente em todas as escolas da cidade, sem ser interrompidos pela violência. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, somente neste ano, uma em cada quatro escolas teve que fechar durante determinados períodos ou foi forçada a interromper as aulas por causa dos tiroteios ou outros tipos de confrontos. Em abril, a secretaria informou que cerca de 70 mil alunos tinham ficado sem aula pelo menos um dia desde o início do ano letivo de 2017, em 2 de fevereiro.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou, nesta semana, comunicado em que demonstra preocupação com o impacto da violência no desenvolvimento das crianças no Rio de Janeiro.

Com a crise, o o governador Luiz Fernando Pezão reúne-se nesta semana com o presidente Michel Temer para pedir ajuda ao governo federal para reforçar a segurança no estado. 

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Alunos do ensino básico mostram projetos complexos em reunião da SBPC

sab, 22/07/2017 - 14:54

Alguns alunos desenvolveram uma pequena retroescavadeira utilizando conceitos de engenharia e programaçãoFoto: Léo Rodrigues - Agência Brasil

Estudantes dos ensinos fundamental e médio que participaram da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) apresentaram no encontro projetos que surpreendem pela complexidade e criatividade. As iniciativas, que contam com o apoio das instituições de ensino, envolvem desde equipamento para atletas cegos até um mecanismo para produção energética sustentável.

A 69ª Reunião Anual da SBPC, que acontece em Belo Horizonte, teve início no último domingo e se encerra hoje (22). O evento científico, considerado o maior do hemisfério sul, e que a cada ano ocorre em um estado brasileiro diferente, têm como objetivo debater políticas públicas e difundir os avanços científicos nas diversas áreas do conhecimento.

De acordo com Edson Anício Duarte, professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) sediado em Campinas (SP), os projetos científicos desenvolvidos antes mesmo do ingresso à universidade ajudam o aluno a pensar sobre seu futuro profissional. "São trabalhos complexos, onde eles amadurecem bastante e conseguem descobrir uma vocação e um interesse por determinada área de conhecimento", avalia.

Treinamento autônomo

Duarte foi coorientador de duas alunas do 2º ano do ensino médio do IFSP que desenvolveram uma tecnologia para atletas cegos que disputam os 100 metros rasos. Nas provas dessa modalidade, o velocista  com deficiência visual corre junto com um atleta-guia, que orienta a direção da corrida. Ambos são ligados por uma fita presa nos pulsos.

O equipamento desenvolvido pelas estudantes tem como objetivo viabilizar treinamentos autônomos, sem a presença do atleta-guia. Isso foi possível com um protótipo que emite feixes de luz indicando o trajeto e que possui um sensor. Quando o atleta cego sai do percurso, o equipamento faz soar um sinal sonoro para que ele saiba que precisa ajustar o rumo. A frequência do som emitido quando a feixe esquerdo é ultrapassado é diferente daquele que se ouve quando se avança sobre o feixe direito.

De acordo com a aluna Giovanna Cássia, a vantagem do equipamento é reduzir custos de treinamento, já que a contratação de atletas-guias muitas vezes envolvem valores altos. Mas o projeto ainda precisa ser desenvolvido. "Nós conseguimos fazê-lo funcionar numa distância de até 81 metros. Vamos aprimorar para chegar aos 100 metros da competição. Além disso, ainda não fizemos o teste com um atleta cego", conta. Segundo ela, o protótipo também pode ser adaptado para outras modalidades, como tiro ao alvo, e área de segurança.

Robozinho retroescavadeira

 

O robozinho retroescavadeira chamou a atenção dos participantes do encontroLéo Rodrigues - Ag. Brasil

Outro projeto interessante exposto na 69ª Reunião Anual da SBPC foi apresentado por três alunos do 3º ano do ensino médio do Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, que desenvolveram uma pequena retroescavadeira utilizando conceitos de engenharia mecânica, engenharia eletrônica e programação. Também fizeram uso de material reaproveitável.

O "robozinho retroescavadeira", como eles apelidaram, é controlado por meio de um aplicativo de celular. Há opções para acionar cada um dos eixos do equipamento. Os autores do projeto afirmam que melhorias ainda serão feitas, mas apostam que ele pode ter aplicações futuras. "As retroescavadeiras geralmente são montadas de forma hidráulica. Nós optamos por usar roscas, que podem ser uma alternativa para certas ocasiões", disse o estudante Álvaro Vilela.

Ensino fundamental

Os projetos de estudantes mais novos também não ficam para trás em termos de complexidade. Um grupo de alunas do 9º ano do ensino fundamental da escola Educação Criativa, de Ipatinga (MG), apostou na produção de energia limpa através de biogás, proveniente da decomposição de matéria orgânica. Elas desenvolveram um biodigestor que usa fezes bovinas. O equipamento é capaz de processar o esterco e extrair o gás metano, que em seguida gera energia ao ser queimado.

As estudantes alegam que as condições climáticas e econômicas do Brasil são favoráveis para se investir nesse processo. "Grande parte da economia brasileira depende de recursos agropecuários", disse a estudante Luiza Andrade.

A professora Viviane da Silva conta que a escola possui um sítio, inclusive com gado, onde as jovens puderam desenvolver seu projeto. Ela diz que o biodigestor surpreendeu a comunidade. "Já existe inclusive um produtor na região que manifestou interesse em ceder seu espaço para uma experiência mais ampla. Elas ainda estão trabalhando para aprimorar o equipamento", relatou.

Um projeto sustentável que também evidencia a criatividade dos autores foi um bicicletário, construído por alunos do ensino fundamental da Escola Estadual João Rodrigues da Silva, de Prudente de Morais (MG). A matéria-prima utilizada foram cadeiras e mesas velhas empilhadas em um depósito da instituição.

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Grande BH é reconhecida como polo produtor de cerveja artesanal

sab, 22/07/2017 - 14:04

Hoje há um crescente interesse pelo consumo da cerveja artesanalArquivo/Agência Brasil

Das 61 microcervejarias de Minas Gerais registradas no Ministério da Agricultura, 31 estão concentradas na região metropolitana de Belo Horizonte. São marcas que estão ganhando terreno, em um momento de crescente interesse pelo consumo da cerveja artesanal. Para ajudar a alavancar ainda mais este setor, o governo mineiro decidiu classificar a área como um Arranjo Produtivo Local (APL).

O título foi entregue hoje (22) pela Secretaria Extraordinária de Estado de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif). No APL, se reúnem várias empresas de um mesmo segmento e região para atuar de forma cooperada e com mais condições para buscar benefícios e incentivos do poder público como, por exemplo, para a compra de matérias-primas e maquinário.

Segundo o titular da Seedif, Wadson Ribeiro, a decisão é na prática um reconhecimento da região como um polo produtor de cerveja artesanal. Atualmente, o estado possui cerca de 40 APLs. Em maio deste ano, a microrregião de Juiz de Fora também foi considerada um APL voltado à produção de cerveja artesanal.

“Minas Gerais é o segundo maior estado em volume de produção e em número de microcervejarias do Brasil. O APL potencializa a produção, favorece o comércio e a capacitação, além de gerar emprego. Também é um instrumento para promover o turismo da cidade”, diz o secretário.

De acordo com dados do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas de Minas Gerais, o estado produz mensalmente cerca de 1,5 milhão de litros de cervejas artesanais. A entidade estima para este ano um crescimento de 14%.

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Coreia do Sul e China vencem Olimpíada Internacional de Matemática no Rio

sab, 22/07/2017 - 13:07

Foto da quipe brasileira que disputou a Olimpíada Internacional de Matemática Tânia Rêgo/Ag. Brasil/Arquivo

A equipe da Coreia do Sul venceu a 58ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), que reuniu 112 países no Rio de Janeiro e pela primeira vez foi realizada no Brasil, país que terminou a competição em 37ª lugar, com duas medalhas de prata, uma de bronze e duas menções honrosas.

O segundo lugar, por equipe, ficou com a China e o terceiro com o Vietnã. A premiação dos vencedores da 58ª IMO acontecerá ainda na tarde de hoje (22), no Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.

Campeã da última edição da competição (IMO 2016), a equipe dos Estados Unidos ficou na quarta colocação este ano, seguida da Irlanda do Norte e do Japão. A IMO 2017 foi organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa, instituto de pesquisa brasileiro vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e realizada em conjunto com o Congresso Internacional de Matemática (ICM) 2018, como parte do Biênio da Matemática Brasil 2017/2018.

Mais antiga e prestigiada competição de nível médio do mundo, a Olimpíada Internacional de Matemática é realizada anualmente e nesta edição contou com uma participação recorde de 623 estudantes de 112 países de cinco continentes.

Cada equipe era composta por, no máximo, seis participantes que, entre os dias 17 e 21 se empenharam em resolver os mais desafiadores problemas matemáticos, mantendo uma tradição que teve início em 1959, na Romênia, então com apenas seis países participantes.

Os vencedores

A equipe da Coreia do Sul venceu a IMO 2017 com todos os seus seis atletas conquistando seis medalhas, todas de ouro. Segunda colocada, a equipe da China conquistou cinco medalhas de ouro e uma de prata; enquanto a equipe do Vietnã fechou em terceiro lugar com quatro ouros, uma prata e um bronze.

Já os seis brasileiros selecionados pelo Impa e pela Sociedade Brasileira de Matemática para participar desta edição conquistaram duas medalhas de prata (João César Campos Vargas e Davi Cavalcanti Sena), uma de bronze (George Lucas Diniz Alencar) e três menções honrosas (Bruno Brasil Meinhart , Pedro Henrique Sacramento de Oliveira e André Yuji Hisatsuga.

Ao conquistar uma medalha de prata e totalizar 21 pontos, o brasileiro João César Campos Vargas foi o melhor colocado entre os atletas do país, ficando na 82ª colocação no individual. No ano passado, o Brasil teve a sua melhor colocação, ao terminar a competição em 15ª lugar por equipe.

Filho de Assad na disputa

A delegação da equipe Síria terminou a competição na 56ª colocação entre os 112 participantes, aí incluída Angola que esteve pela primeira vez no evento e participou apenas como observadora. Principal destaque da equipe, por ser filho do ditador Bashar al-Assad, presidente do país, o jovem Hafez al-Assad terminou a competição em 528º lugar no individual, ficando com uma menção honrosa.

No Rio, Hafez al-Assad aproveitou também para fazer turismo e conhecer a cidade. Esteve no Corcovado e no Pão de Açúcar – dois dos principais cartões postais da cidade -, no Maracanã, no Boulevard Olímpico e na Lagoa Rodrigo de Freitas. Ontem, dia de descanso, jogou bola e mergulhou nas águas da praia da Barra.

Os interessados podem ver o resultado final e a colocação (por equipe ou individualmente) no endereço  http://www.imo-official.org/country_individual_r.aspx?code=BRA.

A 59ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática será realizada na Romênia, de 3 a14 de julho de 2018.

 

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Ministério e prefeitura fazem acordo para criar parque no Campo de Marte

sab, 22/07/2017 - 12:35

O aeroporto localizado no Campo de Marte opera com aviação executiva, táxi aéreo e escolas de pilotagem e abriga a maior frota de helicópteros do paísJosé Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Ministério da Defesa e a Prefeitura de São Paulo chegaram a um acordo para a criação de um parque em parte da área do Campo de Marte, na zona Norte da cidade. A decisão foi tomada em reunião realizada ontem (21) na capital paulista com a participação do ministro da Defesa, Raul Jungmann e do prefeito João Doria.

No total, o Campo de Marte tem uma área de 2,1 milhões de metros quadrados. Atualmente, 975 mil metros quadrados estão sob a administração da Infraero, onde funciona um aeroporto, e 1,13 milhão de metros quadrados, estão sob a administração do Comando da Aeronáutica, onde funcionam o Hospital da Aeronáutica, o Parque de Material Aeronáutico, o Centro Logístico e Subdiretoria de Abastecimento e a Prefeitura da Aeronáutica e uma vila militar.

Na primeira fase do projeto serão destinados 401 mil metros quadrados para a implantação do parque, que será o terceiro maior da cidade. O espaço, que corresponde a 20% da área total do Campo de Marte, atualmente não tem uso público. Segundo o projeto, também deverá ser instalado um museu aeroespacial no local. De acordo com a prefeitura, os detalhes do projeto serão anunciados no dia 7 de agosto.

O ministério e a prefeitura não informaram contudo se o aeroporto que funciona no local será afetado pela construção do parque. Segundo a Infraero, o aeroporto opera com aviação executiva, táxi aéreo e escolas de pilotagem e abriga a maior frota de helicópteros do país. O equipamenteo movimenta anualmente uma média de 125 mil passageiros e 71 mil voos.

Disputa na Justiça

A Prefeitura de São Paulo e a União disputam a posse da área do Campo de Marte há décadas. Após a derrota do estado de São Paulo na Revolução Constitucionalista de 1932, a então área municipal foi destinada para uso federal. Em 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de causa à prefeitura, e determinou a devolução à municipalidade de todas as áreas não usadas para a aviação e defesa. A União recorreu e o processo hoje espera uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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BH receberá projeto que introduz a bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti

sab, 22/07/2017 - 11:45

Mosquitos com Wolbachia no insetário da FiocruzFoto: Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz

Um projeto inovador voltado para reduzir a transmissão da dengue, da zika e da febre chikungunya está previsto para ser desenvolvido em Belo Horizonte em meados de 2018. Trata-se da introdução da bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti, vetor das doenças, e que é capaz de evitar que os vírus sejam transmitidos para os seres humanos durante a picada.

O projeto Eliminar a Dengue: Nosso Desafio (Eliminate Dengue: Our Challenge) é um projeto internacional sem fins lucrativos que surgiu na Austrália e usa a bactéria Wolbachia. Atualmente há trabalhos de campo do projeto em cinco países e outros três estão se articulando para aderir. No Brasil, ele foi trazido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio o Ministério da Saúde. A iniciativa está entre os trabalhos científicos apresentados na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre ao longo dessa semana na capital mineira.

No Brasil, os trabalhos começaram em duas áreas pequenas: em Jurujuba, bairro de Niterói; e em Tubiacanga, bairro do Rio de Janeiro. A liberação de mosquitos com a bactéria começou em agosto de 2015 e se encerrou em janeiro do ano passado. Desde então, vem ocorrendo um monitoramento semanal, com mosquitos sendo coletados em armadilhas e levados ao laboratório para verificar se  possuem a Wolbachia.

Autosustentabilidade e segurança

"Mais de um ano e meio após nós pararmos de liberar mosquitos nestas duas localidades, uma vez que mais de 90% deles contêm a bactéria. Isso comprova a autosustentabilidade do projeto. Não precisamos ficar voltando à mesma área para fazer novas liberações", explicou o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, coordenador do projeto no Brasil.

Dados similares também foram constatados na Austrália onde, nas áreas onde os trabalhos começaram, em 2011, perto de 100% da população do Aedes já registra a Wolbachia.

Fêmeas de mosquitos com Wolbachia sempre geram filhotes com WolbachiaIlustração: Fiocruz/Divulgação

Isso ocorre porque a fêmea do Aedes que possui a Wolbachia em seu organismo irá transmiti-la a todos os seus descendentes, mesmo que se acasale com machos sem a bactéria. Além disso, quando apenas o macho possui a Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem. Dessa forma, a bactéria é transmitida naturalmente para as novas gerações de mosquitos.

Moreira destaca que o projeto não envolve nenhuma modificação genética, nem no mosquito e nem na bactéria. Além disso, a iniciativa não elimina o mosquito do meio-ambiente, apenas substitui uma população capaz de transmitir doenças por outra incapaz. "É uma iniciativa totalmente segura. Estudos já mostraram que a Wolbachia não oferece riscos à saúde humana, ainda que o mosquito pique uma pessoa".

De acordo com o pesquisador, a Wolbachia está presente naturalmente em 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. O que o projeto faz é uma introdução artificial da bactéria no mosquito. "Quando o Aedes com a bactéria pica alguém que está com dengue, zika ou febre chikungunya, ele adquire o vírus. Mas esse vírus precisa se replicar dentro do mosquito. Para isso, ele precisa entrar nas células onde as bactérias já estão. O que provavelmente acontece é uma competição entre a bactéria e o vírus por nutrientes e outros componentes que ambos necessitam. E no final a Wolbachia, que já estava instalada ali, vence a disputa", explica.

Próximo passo

O próximo passo do projeto no Brasil é a sua expansão no Rio e em Niterói, já que as áreas atingidas até então nestas duas cidades envolviam populações pequenas, entre três e quatro mil pessoas. Em Niterói, já estão sendo liberados mosquitos em uma área com 270 mil habitantes.

No Rio de Janeiro, o trabalho começa em agosto, em dez bairros. Nos meses seguintes, outras regiões da cidade serão incluídas e a previsão é que, até o final de 2018, o projeto já tenha alcançado uma área onde vivem 2,5 milhões de pessoas. A preparação já começou, através de campanhas de comunicação visando o esclarecimento e o envolvimento da população, cujo apoio é essencial, pois algumas casas recebem armadilhas para coleta dos mosquitos.

A inclusão de Belo Horizonte no projeto no ano que vem começará pela região da Pampulha e pela região norte, áreas que têm cerca de 840 mil habitantes no total.

Estudos epidemiológicos

A Fiocruz ainda não realizou estudos epidemiológicos para avaliar se de fato ouve redução do número de casos de dengue, zika e febre chikungunya com o projeto. De acordo com Luciano Moreira, este tipo de pesquisa precisa envolver áreas grandes. Ele diz que a Indonésia começou a desenvolver um estudo com esta proposta em agosto do ano passado, em uma área de 500 mil habitantes. Os primeiros resultados devem sair em 2019, mostrando se houve ou não redução do número de infectados pela doença antes e depois da liberação dos mosquitos.

Ainda assim, evidências apontam para a diminuição dos casos. "Em todos os países envolvidos, há mais de 40 localidades onde já houve liberação de mosquitos. Em nenhuma delas foi observada ocorrência de surtos, isto é, muitos casos em determinada área. É um indício de que o projeto está funcionando", disse o pesquisador.

Um estudo diferente será conduzido no Rio de Janeiro a partir dessa nova etapa. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a Fiocruz fará um acompanhamento para comparar o número de casos nos bairros abrangidos pelo projeto com o número de casos nos demais bairros. A expectativa é se perceba uma diferença nos locais onde houver mosquitos com a Wolbachia.

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Cresce percentual de brasileiros que reconhecem que pagam impostos

sab, 22/07/2017 - 10:13

Pesquisa nacional da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e do Instituto Ipsos divulgada ontem (21) na capital fluminense revela que 79% dos brasileiros consultados reconhecem pagar impostos. Esse é o maior nível registrado na série histórica da sondagem, iniciada em 2007, quando o número atingiu 45%. De acordo com a pesquisa, oito em cada dez pessoas atualmente reconhecem pagar impostos.

A sondagem foi feita entre os dias 1º e 13 de maio, com amostra de 1.200 entrevistados no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis e em mais 64 municípios brasileiros.

O gerente de economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos, disse à Agência Brasil que a percepção é crescente no país quanto ao pagamento de impostos. “São dez anos de pesquisa e, a cada ano, a gente percebe uma consciência maior”. Ele destacou que dois fatores contribuem para isso. O primeiro é a informação. “O brasileiro passou a discutir temas como esses nas redes sociais. Hoje as pessoas estão mais bem informadas sobre o que impacta no seu dia a dia”.

O segundo fator é o maior acesso da população a bens, como veículos e imóveis. “Tem mais brasileiros hoje que pagam impostos como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e Imposto de Renda”, disse o economista.

Nível econômico influencia

A pesquisa da Fecomércio-RJ/Ipsos mostra que, entre os que reconhecem o pagamento de impostos, 48% são homens e 52% mulheres. Do total consultado, 51% disseram ter ensino médio e superior, enquanto 44% têm ensino fundamental e 5% não têm instrução. A divisão por classe econômica indica que o maior percentual de brasileiros que reconhecem pagar impostos pertence às classes A e B (87%). O índice cai para 79% na classe C e para 69% nas classes D e E.

Travassos observou que quanto maior a informação e o nível de ensino e renda das pessoas, maior a probabilidade de pagar IPVA e Imposto de Renda. Ele lembrou que mesmo as pessoas sem instrução pagam impostos quando consomem produtos e serviços. “A consciência precisa avançar, sobretudo em relação aos impostos indiretos. Nesse ponto, a legislação que obriga a discriminação dos impostos na nota fiscal ajuda”.

Estímulo aumenta percepção

Sessenta e seis por cento dos brasileiros entrevistados disseram estar conscientes do pagamento de tributos municipais, como IPTU e taxas de iluminação e lixo; 58% citaram os impostos sobre produtos e serviços e 37% os tributos estaduais, como IPVA. Os tributos federais, como Imposto de Renda, foram citados por 12%.

Traveassos disse que o brasileiro lembra do pagamento do imposto quando estimulado. Nesse caso, 96% reconhecem o pagamento de impostos na conta de energia; 95% identificam os tributos na  compra de alimentos. Há consciência também sobre o pagamento de impostos nos setores de telefonia (92%), vestuário (91%), higiene (89%), serviços pessoais (87%), serviços bancários (86%), produtos de saúde (86%), combustíveis (83%) e habitação (83%).

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Brasileirão 2017 já teve 13 técnicos demitidos em apenas 15 rodada

sex, 21/07/2017 - 22:53

A Série A do campeonato brasileiro de futebol entra neste fim de semana na 16ª rodada, faltando ainda três para terminar o primeiro turno, e 13 técnicos já foram demitidos até esta sexta-feira: quatro deles caíram na 15ª rodada, disputada na quarta-feira (19) e quinta-feira (20) desta semana: Roger Machado, do Atlético Mineiro; Pachequinho, do Coritiba; Alexandre Gallo, do Vitória; e Doriva, do Atlético Goianiense.

Com a realização da 16ª rodada, o número de demissões de treinadores brasileiros poderá aumentar, em caso de derrota ou até mesmo empate. Os jogos programados são, neste sábado: Vitória x Chapecoense e Flamengo x Coritiba; domingo: Santos x Bahia; Fluminense x Corinthians; Sport x Palmeiras; Avaí x Cruzeiro; Atlético Mineiro x Vasco; Atlético Paranaense x Ponte Preta e Atlético Goianiense x Botafogo; segunda-feira: São Paulo x Grêmio.

O líder da Série A é o Corinthians, com 37 pontos ganhos, seguindo do Grêmio, com 31; Santos, 27; e Flamengo, com 25. Na zona de rebaixamento estão: São Paulo, 15 pontos; Avaí, 14; Vitória, 12; e Atlético Goianiense, com oito pontos ganhos.

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Leilão em benefício de vítimas da tragédia de Mariana arrecada cerca de R$ 8 mil

sex, 21/07/2017 - 22:52

O leilão dos objetos doados por artistas e personalidades aos moradores de Mariana (MG) atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão arrecadou R$7.995. O processo ocorreu de forma virtual e se encerrou ontem (20) às 19h.

Os itens doados pelo ex-jogador Zico foram os que atingiram maior valor. Uma camisa da seleção brasileira utilizada na Copa do Mundo de 1982 recebeu 17 ofertas e foi vendida por R$2.550. O maior número de lances foi dado em um agasalho da delegação do Brasil usada na mesma Copa. Com 19 interessados, ele foi arrematado por R$2.460.

Camisa doada por Zico alcançou o maior valor do leilão: após 17 ofertas, foi vendida por R$2.550MPMG - Divulgação

Outro objeto que também contribuiu com uma boa arrecadação foi o relógio da marca Marc Coblen enviado pelo apresentador Fausto Silva. Com 12 ofertas, ele acabou vendido por R$1.485. Apenas um item não recebeu ofertas: um avental utilizado por um dos participantes do programa Master Chef, cujo lance inicial era de R$ 50.

A barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, rompeu-se no dia 5 de novembro de 2015. No episódio, que é considerado a maior tragédia ambiental do país, foram liberados mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Houve devastação da vegetação nativa, poluição da Bacia do Rio Doce e destruição de comunidades. Dezenove pessoas morreram.

Em solidariedade, artistas e personalidades doaram diversos artigos às vítimas da tragédia, em sua maioria os moradores dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, que foram totalmente destruídos. Outros objetos que foram enviados são DVD, CDs, disco de vinil e livros de autoria da cantora Fernanda Takai, CDs de Lô Borges autografados, uma caneta do apresentador Fausto Silva e um DVD do cantor Lucas Lucco, além de diversos produtos personalizados doados pela apresentadora Ana Maria Braga: um livro de receitas, dois frascos de esmalte, uma faca e uma cafeteira.

Os participantes que arremataram objetos vão recebê-los pelos correios. Dos recursos arrecadados, 5% serão destinados à comissão do leiloeiro responsável pela plataforma virtual. O restante será depositado em juízo e as famílias afetadas pela tragédia definirão em assembleia a forma como ele será empregado. Todo o processo é acompanhado pelo Ministério Público de Minas Gerais.

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Brasil já tem seis ouros no Mundial de Atletismo Paralímpico

sex, 21/07/2017 - 21:55

O Brasil já conquistou seis medalhas de ouro, seis de prata e cinco de bronze, num total de 17, no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico, que está sendo disputado em Londres. Nesta sexta-feira, Mateus Evangelista obteve prata no salto em distância para atletas da classe T37 (paralisados cerebrais), a terceira obtida por ele, depois do ouro nos 100 metros (m) e prata nos 200 m.

Com as 17 conquistadas até o momento, o Brasil está em sétimo lugar no quadro geral de medalhas. A China lidera com 54 (22/16/16), seguida por Estados Unidos, com 42 (15/15/12) e Reino Unido, com 30 (14/3/13). O mundial termina neste domingo (23).

O atleta Mateus Evangelista ganha medalha de prata no salto em distância T37, sua terceira no Mundial de Atletismo Paralímpico em LondresMarcio Rodrigues/MPIX/CPB

O rondoniense Mateus conquistou a medalha de prata com ao saltar 6,10 m, em sua quarta tentativa. O ouro ficou com o chinês Guangxu Shang, que também derrotou Mateus no salto em distância nos Jogos do Rio 2016, com 6,58 m, recorde da competição. O bronze em Londres foi para o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, com 5,95m. 

Outro brasileiro que subiu ao pódio foi o acreano Edson Pinheiro, medalha de bronze nos 100 m da T38, também para paralisados cerebrais, com o tempo de 11s30, atrás do australiano Evan O’'Hanlon, vencedor da prova, com 11s07 – mesmo tempo do chinês Jianwen Wu, atual campeão paralímpico, que ficou com o segundo lugar. Edson repetiu o resultado dos Jogos do Rio 2016, quando também foi superado por O’'Hanlon e Wu.

Petrúcio Ferreira (22s17) e Yohansson Nascimento (22s43) estão classificados para a final dos 200 m T47 (amputados de braço), com o primeiro e o terceiro melhores tempos, respectivamente. A final será disputada neste sábado (22) às 15h40 (de Brasília). Os dois atletas brasileiros já conquistaram medalhas de ouro e prata em Londres, respectivamente, nos 100 m da mesma classe.

Em Londres, cerca de 1.300 atletas de 100 países disputam as 213 medalhas da oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico, todas no Estádio Olímpico. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento: oito medalhas de ouro, 14 de prata e mais 13 de bronze.

*Com informações da Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

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Plano para comabter roubo de cargas no RJ deverá ser anunciado na próxima semana

sex, 21/07/2017 - 21:51

Representantes de 30 setores da iniciativa privada reuniram-se hoje (21) com o governador em exercício, Francisco Dornelles, para discutir o plano de enfrentamento ao roubo de cargas no Rio de Janeiro. As linhas gerais do plano, elaborado pela Secretaria de Estado de Segurança, foram apresentadas pelo subsecretário de Comando e Controle da Secretaria de Segurança, delegado Rodrigo Alves.  A ideia do governo é buscar contribuições da iniciativa privada ao conjunto de medidas para que o plano seja anunciado até o fim da próxima semana.

Segundo o secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, os ajustes finais do plano serão feitos na próxima semana. Ele contou que a estrutura desenhada pela Secretaria de Segurança será analisada com a colaboração de entidades empresariais. Participaram do encontro representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Sistema Fecomércio-RJ. Ao longo da próxima semana, haverá ainda reuniões com as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal.

“Até sexta-feira serão anunciados o plano e o valor do seu orçamento. Enquanto não temos os recursos da recuperação fiscal, o governador nos autorizou a remanejar recursos, de áreas meio, visando a dar às polícias um orçamento específico para essas operações”, informou o secretário.

Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que foram registrados 1.037 crimes deste tipo em maio, 49% a mais do que no mesmo período do ano passado. De acordo com a Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), no ano passado os prejuízos com os roubos de carga foram em torno de R$ 1 bilhão e poderão aumentar cerca de 30% em 2017.

Para o governador em exercício, o combate a este tipo de crime dever ser tratado como prioridade. “O problema de roubo de carga atinge o coração do desenvolvimento do Rio e precisa de prioridade” disse Dornelles. O comandante da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, o chefe de Polícia Civil, Carlos Leba, e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Rio, José Roberto Gonçalves de Lima Neto, também participaram da reunião.

Integração

O subsecretário Rodrigo Alves informou que será criado um grupo integrado de enfrentamento ao roubo de cargas, que funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Ele terá a participação das polícias Civil e Militar e do Instituto de Segurança Pública (ISP). O governo estadual quer contar ainda com o trabalho das polícias Federal e Rodoviária Federal, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Força Nacional, de prefeituras fluminenses e de representantes do empresariado.

A prevenção aos roubos de carga é uma das ações previstas dentro do Plano Nacional de Segurança, definidas na reunião de ontem (20), no Palácio do Planalto, entre o presidente Michel Temer e o governador do estado, Luiz Fernando Pezão.

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Aumento de tributos não terá impacto importante na inflação, dizem consultorias

sex, 21/07/2017 - 20:58

O aumento de tributos sobre os combustíveis, que entrou em vigor hoje (21), terá impacto momentâneo sobre a inflação, não devendo fazer o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o ano acima do centro da meta, de 4,5%. A avaliação é de consultorias e de especialistas.

As projeções variam, mas a inflação oficial deverá encerrar 2017 quase um ponto percentual abaixo do centro da meta. O aumento de alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o etanol e o diesel tem efeito cascata sobre outros preços, como frete, transporte público e alimentação. Mesmo assim, os economistas avaliam que o impacto será marginal na inflação do ano.

Em relatório, a Tendências Consultoria informou que o reajuste de tributos terá impacto de 0,63 ponto percentual no IPCA em julho e agosto. Para 2017, a estimativa para o IPCA passou de 3,6% para 3,8%.

Outras projeções, no entanto, preveem que o efeito da medida é temporário e que a pressão sobre o nível geral de preços se diluirá nos próximos meses. O banco de investimentos Haitong alterou a estimativa de inflação para este ano de 3,6% para 3,7% após o reajuste dos combustíveis.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) informou que a inflação oficial deverá fechar o ano entre 3,3% e 3,5%. De acordo com a entidade, as novas alíquotas sobre a gasolina, o diesel e o etanol terão impacto de 0,4 ponto percentual sobre o IPCA, mesmo com a influência indireta sobre outros setores da economia.

Na segunda-feira (24), o Banco Central, divulgará a nova previsão das instituições financeiras para a inflação oficial este ano. Até esta semana, o Boletim Focus, pesquisa semanal feita pela autoridade monetária com especialistas de mercado, apontava estimativa de 3,29% para o IPCA este ano, próximo do piso da meta: 3%. O aumento dos combustíveis veio em um momento em que a inflação está em queda.

Nos 12 meses terminados em junho, o IPCA acumulava 3%, no nível mais baixo da história, registrando variação negativa para o mês de 0,23%. Ontem (20), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15, que funciona como prévia da inflação oficial, registrou 2,78% no acumulado de 12 meses terminados em julho e deflação no mês de 0,18%, a menor taxa em quase 20 anos.

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Mercosul fecha acordo com a Colômbia para ampliar relações comerciais

sex, 21/07/2017 - 20:30

Os países do Mercosul assinaram hoje (21), durante a Reunião de Cúpula do grupo, um Acordo de Complementação Econômica (ACE) que amplia as relações comerciais com a Colômbia, que é membro associado do bloco. 

Segundo o Ministério e Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o novo acordo amplia as preferências nas transações comerciais dos setores têxteis e siderúrgicos entre Brasil, Argentina Paraguai e Uruguai e a Colômbia, permitindo a redução total das alíquotas do Imposto de Importação (IPI) aplicadas a esses segmentos.

Segundo o ministro Marcos Pereira, que assinou o documento em nome do governo brasileiro junto com o chanceler Aloysio Nunes Ferreira, o termo possibilitará, no curto prazo, a entrada em vigor do acordo automotivo entre Brasil e Colômbia, assinado em 2015. Esse acordo, além de zerar alíquotas de importação, prevê a concessão de 100% de preferência para veículos dos dois países, com cotas anuais crescentes.

Novo Acordo de Complementação Econômica (ACE) do Mercosul amplia as relações comerciais com a ColômbiaWashington Costa/MDIC

De acordo com o ministério, no primeiro ano serão 12 mil unidades; no segundo, 25 mil; e a partir do terceiro, 50 mil unidades. “A Colômbia é um excelente mercado para os veículos fabricados no Brasil, devido à proximidade geográfica. Todas as empresas instaladas no Brasil, que possui a maior indústria automotiva da América do Sul e uma das maiores do mundo, vão ser beneficiadas com o acordo com a Colômbia”, disse Pereira em nota divulgada pelo ministério.

No ano passado, as exportações brasileiras para a Colômbia cresceram 5,7% em relação a 2015, passando de US$ 2,115 bilhões para US$ 2,235 bilhões. No mesmo período, as importações brasileiras da Colômbia caíram 23,7% em relação ao ano anterior, o que resultou em superávit de US$ 1,327 bilhões para o Brasil na balança comercial entre os dois países em 2016.

Segundo o governo brasileiro, em 2016, 3.659 empresas nacionais exportaram produtos para a Colômbia, o que representou crescimento de 6,6% em relação a 2015 (3.434 empresas). O número de empresas brasileiras que compraram produtos de empresas colombianas também aumentou em 2016, passando de 669 para 685 (alta de 2,4%).

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Casa da Moeda diz que produção de passaportes será normalizada em cinco semanas

sex, 21/07/2017 - 20:03

A Casa da Moeda do Brasil (CMB), que produz os passaportes, informou hoje (21) que a normalização da emissão dos documentos, suspensa pela Polícia Federal (PF) desde o fim de junho, deve demorar até cinco semanas e ainda pode ser impactado pelo volume de novas solicitações. Durante o período de suspensão, 175 mil pedidos de passaportes ficaram represados, segundo a PF, e agora serão processados por ordem cronológica.

Cerca de 175 mil pedidos de emissão de passaportes ficaram represados durante o período de suspensão do serviçoMarcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Em nota, a Casa da Moeda informou que recebeu nesta tarde os arquivos com dados de pessoas solicitantes dos passaportes e que a fabricação será retomada imediatamente, com turnos extras a partir do começo da próxima semana.

“Por entender a importância da urgente normalização do serviço, a CMB vai trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, a partir de segunda feira (24), arcando com custos extras para atender a todas as solicitações feitas pelos cidadãos nos postos da DPF durante os dias de suspensão”, diz a nota da instituição.

A emissão de passaportes foi interrompida no dia 27 de junho, por falta de dinheiro. O Ministério da Justiça informou que fez um repasse de crédito extra de R$ 102 milhões à Polícia Federal para regularizar o serviço.

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PF diz que trabalha para normalizar emissão de passaportes o mais breve possível

sex, 21/07/2017 - 19:31

Cerca de 275 mil pedidos de emissão de passaportes ficaram represados durante o período de suspensão do serviçoMarcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou hoje (21) que já recebeu os recursos para normalizar a emissão de passaportes, suspensa desde 27 de junho. Com isso, será reiniciado o processo de confecção das cadernetas, sob responsabilidade da Casa da Moeda.

Segundo a PF, ainda não há informações sobre os prazos para regularização total do sistema, mas os 175 mil pedidos que foram represados durante o período de suspensão do serviço serão processados por ordem cronológica das solicitações.  “A Polícia Federal trabalhará em parceria com a Casa da Moeda para que haja normalização da emissão de passaportes o mais breve possível”, diz a nota da PF.

Mais cedo, o Ministério da Justiça informou que o limite de empenho de recursos federais para emissão de passaportes já foi disponibilizado ao Departamento de Polícia Federal. A lei que libera recursos para emissão de passaportes foi sancionada na última quarta-feira (19) pelo presidente Michel Temer, autorizando de crédito extra de mais de R$ 102 milhões para o Ministério da Justiça.

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Banda Presidencial toca no Planalto música escolhida pelas redes sociais

sex, 21/07/2017 - 19:30

Banda da Guarda Presidencial toca no Planalto música escolhida por internautasMarcelo Brandão/ Agência Brasil

Toda as sexta-feiras, às 17h, a banda marcial do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) e a banda do Regimento de Cavalaria – revezando-se a cada seis meses – participam da cerimônia da arriação da bandeira do Brasil no Palácio do Planalto. Hoje (21), porém, a apresentação rotineira teve um diferencial: as músicas foram escolhidas pelo público, por meio de uma enquete no perfil do Palácio do Planalto no Facebook. Três músicas foram dadas como opção para que os sgeuidores da página escolhessem qual seria executada pela banda.

A música vencedora foi “The Final Countdown”, lançada em 1986 pela banda sueca Europe. Conhecida mundialmente por sua introdução de teclado, a canção teve 10,7 mil votos. As outras duas músicas foram “Despacito”, do porto-riqueno Fonsi, e o tema da série Game of Thrones. Quase 22 mil pessoas participaram da enquete.

Minutos antes da cerimônia, o regente da banda, o subtenente Jonas Medina, ainda não sabia do número de pessoas que tinham participado. “Que ótimo! É uma surpresa”, disse. Ele lembrou que bandas marciais de outros países também tocam músicas de temas não militares. "Isso tem na Inglaterra, na França. Muitos brasileiros saem daqui para ver isso fora, sendo que nós temos isso aqui no nosso país. Estou adorando esse público maravilhoso”.

O público compareceu em número maior do que o habitual. Cerca de 50 pessoas aproveitaram o pouco espaço de calçada entre a grade que cerca o Palácio do Planalto e a pista. Além de tocar a música escolhida no Facebook, a banda do BGP tocou a Marcha Imperial, da série de filmes Star Wars. Em seguida, foram executadas as músicas típicas da cerimônia de arriação da bandeira.

“Nós tocamos o Hino Nacional para arriar a bandeira. Aí tocamos uma protofonia do Guarani, de Carlos Gomes, para que seja dobrada a bandeira”, disse Medina. O público aplaudiu a performance da banda e muitos registraram em seus telefones celulares. No segundo andar do Palácio do Planalto, funcionários também pararam para assistir. E o regente da banda já revelou qual sua música favorita para a próxima semana. “Já prometo tocar na próxima semana o Despacito”, disse.

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PF conclui que Renan, Jucá e Sarney não obstruíram as investigações da Lava Jato

sex, 21/07/2017 - 19:17

A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório no qual descartou a suposta tentativa dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ex-senador José Sarney de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

No relatório final da investigação, enviado hoje (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF entendeu que as conversas gravadas entre os três políticos com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não configuraram crime.

Renan, Jucá e Sarney respondem a um inquérito no qual são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do crime de embaraço à Lava Jato, por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações da operação.

Aberto em fevereiro, o inquérito contra os políticos têm como base o acordo de delação premiada de Sérgio Machado e conversas gravadas entre ele e os outros envolvidos.

As gravações foram divulgadas no ano passado, após a retirada do sigilo do conteúdo das delações de Machado. Em uma das conversas, Romero Jucá cita um suposto “acordo nacional” para “estancar a sangria”.

Com a chegada do relatório do Supremo, caberá a Procuradoria-Geral da República (PGR) dar a palavra final sobre o arquivamento do processo, relatado pelo ministro Edson Fachin.

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Começa, em Vassouras, 15º Festival Vale do Café

sex, 21/07/2017 - 19:03

Começou hoje (21) a 15ª edição do Festival Vale do Café, que reúne música, história e gastronomia em praças públicas e fazendas históricas de municípios do interior fluminense, entre os quais Rio das Flores, Barra do Piraí, Vassouras, Valença, Conservatória e Engenheiro Paulo de Frontin.

O evento tem apoio do Ministério da Cultura e se estenderá até o dia 30 deste mês. Idealizado pela harpista Cristina Braga e com direção artística do violonista Turíbio Santos, o Festival Vale do Café integra o calendário de eventos do estado do Rio de Janeiro. Seu objetivo é fortalecer o polo turístico do sul fluminense. O evento é vencedor do Prêmio de Cultura do Rio de Janeiro na categoria empreendedorismo.

O evento foi aberto hoje em Vassouras, com programação gratuita para o público local e visitantes na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, com as cantoras do corpo lírico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em seguida, o Quinteto Imperial levou o público a uma Viagem ao Mundo da Ópera nos Salões do Século XIX, na Câmara dos Vereadores. Logo mais, às 20h, na antiga estação ferroviária da cidade, estará se apresentando a cantora do Congo (África), Sagrace Menga, refugiada no Brasil há dois anos.

 

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Por falta de recursos, volta às aulas da UERJ não está confirmada, diz reitor

sex, 21/07/2017 - 18:32

O início do ano letivo de 2017 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que estava previsto para agosto, ainda não está confirmado. O motivo é a falta de recursos para pagamento de professores, funcionários, bolsistas e até o restaurante universitário, segundo admitiu o reitor da instituição, Ruy Garcia Marques. Ele foi o anfitrião da reunião da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), realizado nesta sexta-feira (21), no Rio.

O reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, disse que docentes e técnicos administrativos não têm recursos sequer para locomoção e alimentaçãolFernando Frazão/Agência Brasil

“Está previsto iniciarmos o primeiro semestre letivo de 2017 em 1º de agosto. É sabido que estamos com três meses de salários atrasados, com bolsas de alunos e professores atrasadas e atraso no décimo terceiro de 2016. Já vínhamos dizendo que, se não acontecer alguma coisa, relativa a uma tentativa de regularização dos salários nessas próximas semanas, acredito que não teremos condição de iniciar. Estudantes, docentes e técnicos administrativos não têm mais recursos sequer para locomoção e alimentação”, disse o reitor.

Segundo ele, a crise que afeta a Uerj deverá começar a ser resolvida a partir de setembro, quando o governo do Rio vai regularizar as pendências financeiras com o funcionalismo, com a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal do governo federal. Apesar da previsão do reitor, o prazo pode ser menor, porque o governador Luiz Fernando Pezão estimou ontem (20) que o estado vai conseguir atualizar os pagamentos dos servidores em agosto.

O presidente da Abruem, Aldo Nelson Bona, reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), disse que a crise da Uerj é a mais grave das instituições públicas de ensino superior do país, mas que todo o sistema está sofrendo com falta de verbas. Para ele, uma das soluções é aumentar as parcerias com as empresas, a fim de diminuir a dependência do setor público.

“A crise pela qual passa a Uerj não é exclusividade. É uma crise pela qual passam as universidades estaduais e municipais e também as instituições federais. Afeta o sistema de educação superior e de ciência e tecnologia do país. Mas é muito mais aguda na Uerj. É preciso uma solução que envolve um conjunto de ações, exige discussão de um novo modelo de financiamento e passa por uma interação, cada vez mais necessária, entre academia e setor privado”, disse o presidente da Abruen.

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Produção brasileira de grãos deverá crescer 21,5% em 10 anos, estima ministério

sex, 21/07/2017 - 18:16

Plantação de soja em Goiás Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

A produção brasileira de grãos deverá aumentar em 21,5% nos próximos 10 anos, chegando a 288,2 milhões de toneladas, um acréscimo de 51 milhões de toneladas em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões de toneladas.

A estimativa está em estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes, leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. Segundo o estudo, milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até a safra 2026/27. Em 10 anos, 60% da produção de soja serão destinados ao mercado externo.

A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras é de 13,5%, saindo dos atuais 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.

A produção de carnes bovina, suína e aves deverá crescer em 7,5 milhões de toneladas na próxima década, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos, de 33,4% e 28,6%, respectivamente. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano-base e o final das projeções, segundo o estudo do ministério.

Soja

Já o relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), indica uma expectativa de crescimento e um cenário em que o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja mundial em dez anos.

De acordo com o documento, a produção de soja no Brasil deve aumentar 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores do grão, já que dispõe de mais terras, se comparado a Argentina, que tem crescimento projetado de 2,1% por ano; e os Estados Unidos, de 1% por ano.

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