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Atualizado: 6 minutos 56 segundos atrás

Brasil doa US$ 100 mil para vítimas de tsunami na Indonésia

sex, 19/10/2018 - 14:39

O governo do Brasil vai doar US$ 100 mil, em caráter de cooperação humanitária, às vítimas do terremoto e maremoto que atingiram a província de Sulawesi Central, na Indonésia.

A iniciativa é uma resposta ao apelo internacional lançado pelo governo indonésio e pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

A tragédia tragédia deixou mais de 2,1 mil mortos, 10 mil pessoas feridas em estado grave e 80 mil desabrigados.

No dia 28 de setembro, um terremoto de magnitude 7,5 na escala Richter, seguido de tsunami, sacudiu a região central da ilha de Celebes. Quase 2 mil pessoas morreram e 5 mil ficaram desaparecidas.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a doação será feita por meio do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), que tem auxiliado o governo indonésio a coordenar a logística da assistência às vítimas.

O anúncio oficial da contribuição brasileira ocorreu em encontro, em Brasília, do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, com os embaixadores de países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Desaparecidos

Pelo menos 70 crianças e adolescentes ainda estão desaparecidos após o terremoto e tsunami.

O número total de desaparecidos oficiais no desastre é de 680, no entanto, as autoridades estimam que cerca de 5 mil pessoas poderiam estar sob os escombros nas zonas mais afetadas, onde já terminaram os trabalhos de resgate.

As organizações não governamentais (ONGs) que atuam no local e a Comissão Nacional de Proteção da Criança na Indonésia (KPAI) advertiram lembrando a vulnerabilidade dos menores ao tráfico de pessoas, abusos sexuais e perda de bens na ausência de documentos de identidade.

De acordo com a última contagem oficial, o desastre em Celebes causou a morte de 2.103 pessoas e deixou 4.612 feridos gravemente, tornando-se a pior tragédia natural sofrida pela Indonésia desde o tsunami, que, em 2004, destruiu a província de Aceh.


*Com informações da EFE

PF faz apreensão de material irregular em comitê de João Doria

sex, 19/10/2018 - 14:35

A Polícia Federal fez na manhã de hoje (19) uma busca e apreensão no comitê de campanha do candidato ao governo de São Paulo João Doria (PSDB). A ação atende a uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) após uma denúncia da coligação adversária, do atual governador Márcio França (PSB), de que estava sendo feita a confecção e distribuição de material de campanha irregular.

Os adesivos, que deveriam ser usados no próximo fim de semana, não continham o CNPJ da empresa da gráfica responsável pela impressão nem a identificação do autor da encomenda. O material foi apreendido no comitê localizado no bairro da Bela Vista, centro da capital paulista.

Em nota, a campanha de Doria disse que marcou para amanhã (20) um “adesivaço” e que em uma “pequena fração dos impressos não havia a menção ao CNPJ”. Segundo o comunicado, esse lote em desacordo com a legislação eleitoral ficou retido no comitê. “O adesivaço será realizado no sábado e a campanha está segura de que o material que distribui está perfeitamente adequado a todos os requisitos da legislação eleitoral”, conclui o informe.

Cesp é vendida sem concorrência com ágio de 2,09%

sex, 19/10/2018 - 14:31

O Consórcio São Paulo Energia arrematou em leilão hoje (19) o controle acionário da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Em sessão pública ocorrida na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, cada ação foi vendida por R$ 14,60, sendo que o preço inicial era de R$ 14,30. A privatização ocorreu sem que houvesse concorrência, pois somente uma proposta foi apresentada.

A privatização permite a renovação da concessão, por 30 anos, da Usina de Porto Primavera, localizada no Rio Paraná, próximo à cidade de Rosana (SP), no Pontal do Paranapanema. A usina tem a barragem mais extensa do Brasil, com 1.540 megawatts (MW) de potência instalada.

A Cesp é sociedade de capital aberto, concessionária de serviço público de geração de energia elétrica no estado. A companhia foi constituída em 5 de dezembro de 1966, como Centrais Elétricas de São Paulo, a partir da fusão de 11 empresas de energia elétrica.

A companhia opera, no total, com três usinas hidrelétricas: Jaguari, Paraibuna e Porto Primavera. Juntas, somam 1.654,6 MW de capacidade instalada e 1.056,6 MW de garantia física de energia. Ao todo, são 18 unidades geradoras envolvidas na operação.

Justiça mantém decisão que proíbe filho de Pitanguy de dirigir

sex, 19/10/2018 - 14:00

Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio mantiveram a suspensão da habilitação para dirigir de Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, falecido em 2016, aos 90 anos, de parada cardíaca.

A defesa pedia a absolvição do motorista, o que foi negado pelos magistrados. Em 2015, Ivo dirigia embriagado e em alta velocidade pela Gávea, zona sul do Rio, quando atropelou e matou o operário José Ferreira da Silva.

José trabalhava nas obras de expansão do Metrô. O atropelador acabou beneficiado com liberdade provisória após pagar fiança de R$ 100 mil e foi indiciado por homicídio doloso.

Na época do acidente, Ivo Pitanguy possuía 70 multas de trânsito e mais de 200 pontos na carteira, a maioria por dirigir embriagado.

TSE e PGR foram omissos diante de atos violentos e fake news, diz CNDH

sex, 19/10/2018 - 13:00

Integrantes do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) disseram hoje (19) que as instituições brasileiras foram omissas diante dos atos de violência e da disseminação de fake news associados às eleições no país. O grupo se reuniu nesta manhã em Brasília.

“A procuradora-geral da República [Raquel Dodge], a presidente do TSE [Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber] e as demais autoridades estavam onde, quando receberam essas denúncias, e não adotaram as providências necessárias para evitar que o processo eleitoral brasileiro chegasse ao [ponto] que chegou esta semana?”, perguntou Darci Frigo, vice-presidente do CNDH – órgão autônomo, com 11 representantes da sociedade civil e  11 do Executivo, Legislativo e Judiciário. As declarações foram feitas em meio à apresentação de motivos da nota de repúdio que o colegiado divulgou ontem (18). No texto, o grupo cobra das autoridades brasileiras de todos os Poderes ações objetivas diante das últimas ocorrências de violência.

O vice-presidente do conselho lembrou que a incitação à violência é crime e não foi adotada qualquer medida diante de gestos de candidatos que, segundo ele, se enquadram na situação. “Outra coisa são as fake news que já vínhamos alertando”, disse ao citar a suspeita de impulsionamento de notícias falsas pelo Whatsapp contra o PT. Para ele, essa notícia deveria ter sido identificada pelo grupo de trabalho da Justiça Eleitoral.

A presidente do colegiado e defensora pública Fabiana Severo descartou que o CNDH defenda a anulação das eleições. Para Fabiana, seriam necessárias medidas previstas na Constituição para garantir um processo democrático e transparente. Segundo a defensora, ainda há tempo de as instituições enviarem mensagem mostrando que são fortes o suficiente para agir em defesa da democracia. “E não uma mensagem de que tudo está transcorrendo dentro da normalidade”, afirmou.

Outro lado

Em resposta, o TSE lembrou que debaterá o assunto numa entrevista coletiva marcada para as 16h desta sexta na sede do tribunal, em Brasília, com a presidente Rosa Weber, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rogério Galloro. Na declaração, eles pretendem apontar as medidas institucionais adotadas para responder aos questionamentos levantados no primeiro turno das Eleições 2018.

A Agência Brasil procurou a PGR e aguarda resposta.

STF abre novo inquérito contra deputado Paulinho da Força (SD-SP)

sex, 19/10/2018 - 12:57

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito contra o deputado Paulinho da Força (SD-SP), a pedido do Ministério Público Federal (MPF). O político é acusado de comprar de sindicatos listas de pessoas demitidas para que sejam estimuladas a abrir ações trabalhistas contra seus ex-empregadores.

De acordo com o MPF, o esquema de captação ilícita de clientes funcionava mediante o pagamento de R$ 100 mil por escritórios de advocacia a sindicatos, com o objetivo de que estes fornecessem listas de associados demitidos, o que é vedado por lei.

Paulinho da Força seria o responsável por fazer a ponte entre as entidades sindicais e os advogados envolvidos. No pedido de abertura de inquérito, os procuradores responsáveis pelo caso anexaram uma cópia de contrato fornecida por uma testemunha que revelou o esquema.

Paulinho da Força é alvo de ao menos outros dois inquéritos em tramitação no STF. Um trata do favorecimento ilegal a sindicatos em processos de pedidos de registro no Ministério do Trabalho. Outro foi aberto com base na delação de dois ex-executivos da empresa Odebrecht, que disseram ter pago R$ 1 milhão em caixa 2 para a campanha do deputado em 2014.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do parlamentar que foi reeleito nas eleições de 7 de outubro para um novo mandato na Câmara dos Deputados por São Paulo com 75.613 votos.

 

Preço da gasolina cai 2% nas refinarias a partir de amanhã

sex, 19/10/2018 - 12:52

A Petrobras anunciou hoje (19), em sua página na internet, que o preço do litro da gasolina ficará 2% mais barato em média nas refinarias de todo o país a partir de amanhã (20). Com a decisão, valor cairá de R$ 2,1490 – preço que vigorava desde o último dia 12 – para os R$ 2,1060 anunciado pela estatal para vigorar neste sábado.

O preço do litro do combustível atingiu maior valor nas refinarias no dia 14 de setembro último, quando a estatal passou a cobrar pelo litro da gasolina R$ 2,2514, preço que se manteve por 12 dias, até o dia 22 do mesmo mês, portanto por doze dias consecutivos.

A partir de então, o preço do litro da gasolina passou a registrar quedas consecutivas. No dia 25 de setembro, a estatal reduziu o preço do litro do procuto para R$ 2,2381, mantendo desde então uma tendência de queda no preço do litro da gasolina.

A última movimentação no preço do produto se deu no último dia 12 de outubro, quando o preço médio do litro nas refinarias passou a custar R$ 2,1490, preço que ficou estável por quatro dias consecutivos até o aumento anunciado hoje e que passará a vigorar a partir de amanhã.

O óleo diesel cobrado nas refinarias está em R$ 2,3606, o litro, desde o dia 30 de stembro, quando foi reajustado. Antes custava R$ 2,2964.

São Paulo amplia uso de fuzil pela Polícia Militar

sex, 19/10/2018 - 12:42

O governo do estado de São Paulo ampliou, desde o final de setembro, o uso de fuzis por policiais militares. O armamento, que era de uso permanente da corporação em operações específicas, será utilizado no policiamento ostensivo e preventivo, segundo informou o governo estadual. A medida traz novos elementos ao debate sobre segurança, intenso nesse período eleitoral,  sobre as soluções para diminuir a violência no estado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado, o objetivo é aumentar ainda mais o poder de reação dos PMs e também a percepção de segurança da população.

“Trata-se, portanto, de uma medida importante para a segurança pública, pois permite fazer frente a criminosos que atuam em ocorrências com grave risco de morte, como furtos e roubos a caixas eletrônicos e transportadores de valores”, informou a secretaria. A pasta acrescentou que sargentos, cabos e soldados habilitados poderão utilizar os fuzis, de acordo com estudos e com a estratégia operacional de cada região.

O fuzil, de uso permanente da PM em operações específicas, será utilizado no policiamento ostensivo e preventivo - Arquivo/Agência Brasil

Já o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Benedito Domingos Mariano, relativizou a eficiência da medida. “Do ponto de vista da diminuição da criminalidade, não vai ter efeito nenhum, eu acho que a polícia de São Paulo é muito bem equipada”, avaliou. Para ele, o armamento pesado se justifica apenas para ocorrências de enfrentamento ao crime organizado, que são minoria entre as ocorrências que a PM paulista enfrenta, e avalia que o armamento utilizado atualmente é suficiente.

Pesquisa 

“Nós fizemos uma pesquisa sobre o uso da força com os dados do ano passado. Pela pesquisa, a ocorrência de confronto com o crime organizado representou 1% das ocorrências de intervenção policial de confronto. Ocorrências com o crime organizado justifica a polícia ter um armamento mais pesado. Para o policiamento ostensivo cotidiano, eu acho que não justifica ter armamento pesado nas viaturas”, avaliou.

O ouvidor acredita que, para uma queda nos crimes, a polícia precisa fortalecer o policiamento preventivo e comunitário, principalmente nas regiões periféricas da cidade. “Hoje a polícia atua mais em ocorrências de flagrante delito, quer dizer, depois ou quando o crime está acontecendo”, disse. “Acredito que o policiamento preventivo, que chega antes do crime, é mais eficaz do que uma política que visa ao flagrante delito”.

Para Mariano, o uso de armamento mais pesado pode representar maior segurança aos policiais, no entanto, ressaltou que a maioria deles morre fora do serviço. “De cada 10 policiais militares que morrem no estado de São Paulo, nove morrem quando não estão em atividade policial, estão de folga. Então evidente que na folga o policial não vai ter esse tipo de equipamento, de modo que, do ponto de vista prático, não vai mudar muita coisa”.

Segurança x insegurança

A gerente do Instituto Sou da Paz Carolina Ricardi ressalta que pesquisas já revelaram que  a maior parte das armas apreendidas no estado são de calibres menor ou equivalente ao armamento que a polícia militar já utiliza. Em relação aos crimes em que há uso de armas mais pesadas, como roubos a bancos ou de carga, ela avalia que as polícias já tinham à disposição, antes da ampliação do uso de fuzis pelo governo do estado, o armamento necessário para enfrentá-lo.

“Não é em um patrulhamento cotidiano que a polícia vai se deparar com um grande roubo a banco, isso é muito difícil. O roubo a banco, quando a polícia age, em geral, vem precedido de uma investigação, de uma denúncia, e aí há possibilidade de a polícia recorrer a um armamento mais pesado”.

Para Carolina, a ampliação do uso de fuzis não gera necessariamente sensação de segurança. “Dependendo da situação, pode gerar mais medo e mais insegurança porque é uma arma que, se mal usada, tem um poder letal muito maior, pode atingir muito mais gente e temos um problema que é: a polícia de São Paulo ainda tem um patamar alto de uso excessivo da força letal”. Do percentual de mortes violentas, entre 25% e 30% delas são praticadas por policiais, incluindo casos de legítima defesa e em serviço.

“O que precisamos é aumentar a investigação para, de fato, chegar com antecedência nesses crimes graves em que vão ser usadas essas armas longas; organizar a integração entre polícia civil e militar para fazerem operações bem efetivas e conseguir tirar de circulação esses criminosos que usam essas armas [de maior calibre]; rastrear as armas para saber de onde elas vêm”, defende.

Guerra às drogas

Para o professor de Criminologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e diretor do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Edson Luis Baldan, o aumento do potencial das armas das polícias traz maior sensação de segurança aos policiais e, segundo ele, a medida era inevitável por causa da escalada da violência no fenômeno que chamou de guerra às drogas. Ele também foi delegado de 1990 a 2016.

Baldan é a favor que os policias tenham um poder de fogo igual ou superior ao dos possíveis criminosos, mas acredita que a solução para a Segurança Pública é mais complexa. “Por que nós chegamos nesse quadro? Isso começa há 50 anos quando aderimos à guerra às drogas. Essa expressão é muito simbólica porque nós passamos a utilizar equipamentos, estratégias, de combate - que é um termo militar - ao tráfico e drogas. O que nós temos obtido nesses 50 anos é um fracasso nessa guerra”, avaliou.

Segundo ele, o fácil acesso a drogas, rastro de pessoas mortas, feridas e encarceradas é o retrato de uma política criminal de combate às drogas “absolutamente falida”. “Se me perguntar se a medida [aumento no uso de fuzis] é necessária, a resposta é positiva também, porque os policiais não pediram para entrar nessa guerra”, acrescentou.

O professor acredita que é preciso abandonar o modelo de guerra às drogas. “Se nós começássemos hoje no plano legislativo, no plano de aplicação da lei penal pelos tribunais, um sistema de regulamentação do mercado de drogas - não vou falar liberação porque é uma palavra muito forte -, a tendência é que você descapitalizasse o crime organizado”.

“[É preciso] tratar a droga como problema de saúde pública e não como caso de polícia, ou pior, como sendo uma questão bélica, de guerra. Nesse caminho, obviamente se reduziria a ofensividade e o tipo de armamento e a frequência dos enfrentamentos [do crime organizado] com a polícia”, defendeu.

Ele citou exemplos de regulamentação do mercado de drogas, como Uruguai, Portugal, doze estados americanos e Holanda, em que houve o enfraquecimento das organizações criminosas pelo simples fato que elas passam a lucrar menos diante de um fornecedor regulamentado pelo estado.

Aumento da letalidade

Como consequência do uso de armamento mais pesado pela polícia, o professor de Criminologia  destaca ainda o aumento da letalidade. Ele exemplificou que, no estado do Rio de Janeiro, onde o uso de armas de maior calibre é mais antigo pelas polícias regulares, há um número elevado de balas perdidas e uma letalidade que envolve civis.

“Isso [aumento da letalidade] acontece com uma potencialidade muito maior quando existe o emprego de um armamento que é muito mais ofensivo, que tem uma energia vulnerante muito maior, que é o caso desses fuzis desses calibres que foram concebidos para operações de guerra e não para missões de segurança pública urbana em relação a civis. É esperado que haja sim uma elevação na letalidade”, avaliou, em especial, daquelas pessoas estranhas ao confronto policial.

“Como essas armas têm uma concepção para atingir longas distâncias e uma energia cinética e vulnerante muito maior, vão acabar atingindo pessoas que estão há dezenas, há centenas de metros de um palco onde esteja acontecendo eventual confronto armado entre polícia e supostos criminosos”, disse Baldan. “O que a experiência nos mostra é que a elevação do número de armas de fogo por região acarreta o aumento dos eventos de morte e de lesões nessa área”.

Polícia investiga fraude em fundos de investimento de servidores em PE

sex, 19/10/2018 - 12:06

A Polícia Federal deflagrou hoje (19) a Operação Abismo, com o objetivo de desarticular fraudes envolvendo a carteira de investimentos do Instituto da Previdência de servidores de um município da região metropolitana do Recife, em Pernambuco.

A operação conta com a participação de, 220 policiais para o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária, nos estados de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e no Distrito Federal.

Investigações iniciadas em março de 2018 identificaram transferências superiores a R$ 90 milhões do instituto para fundos de investimento compostos pelos chamados ativos podres – fundos sem lastro e com grande probabilidade de inadimplência futura, o que, segundo a PF, coloca em risco o pagamento da aposentadoria dos servidores do município.

Por meio de nota, a PF informou ter coletado indícios de que a alteração na carteira de investimentos do Instituto de Previdência foi feita "a mando do prefeito do aludido município, por meio de ingerência inadequada na administração daquele órgão, em razão do oferecimento de vantagem indevida”. O nome do município, no entanto, não foi divulgado oficialmente até o momento.

Ainda segundo a PF, se condenados, os envolvidos com o esquema poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva.

Estudo aponta que 54% dos municípios brasileiros têm plano de resíduos

sex, 19/10/2018 - 12:01

Levantamento do Ministério do Meio Ambiente aponta que pouco mais da metade dos municípios brasileiros – 54,8% – têm um Plano Integrado de Resíduos Sólidos. De acordo com os dados, a gestão de resíduos sólidos tende a ser maior em municípios mais populosos, variando de 49% em cidades de 5 mil a 10 mil habitantes até 83% em cidades com mais de 500 mil habitantes.

Regiões

Os números mostram que, entre as regiões, os percentuais mais elevados são em municípios do Sul (78,9%), Centro-Oeste (58,5%) e Sudeste (56,6%). Abaixo da média nacional estão as regiões Norte (54,2%) e Nordeste (36,3%).

Estados

Ainda de acordo com a pesquisa, no recorte estadual, os maiores índices são os do Mato Grosso do Sul (86,1%) e do Paraná (83,1%) e os menores, da Bahia (22,1%) e do Piauí (17,4%). Estados com população elevada, como o Rio de Janeiro (43,5%) e Minas Gerais (43,7%), se mantêm abaixo da média nacional.

Metodologia

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o levantamento foi realizado por meio de formulário distribuído a todas as unidades da federação. O conteúdo foi consolidado com dados e informações disponíveis em outras bases do governo federal, como o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O panorama constitui um conjunto de informações relevantes para a avaliação e o monitoramento da implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e subsidiará a reformulação das ações do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover a gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos no país”, informou a pasta, por meio de nota.

Legislação

A Lei nº 12.305 de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelece que cada município brasileiro precisa elaborar um plano de gestão integrada de resíduos sólidos como condição para acessar recursos da União para projetos na área.

Maioria dos eleitores considera debates importantes, aponta Datafolha

sex, 19/10/2018 - 12:00

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 67% dos eleitores brasileiros consideram que o debate entre os dois candidatos à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), é muito importante.

Para 73% dos entrevistados, Bolsonaro deveria comparecer aos debates. Dos 9.137 eleitores ouvidos em 341 cidades, 23% disseram que o capitão reformado não deve participar de debates e 4% não souberam responder à pergunta.

Enquanto sete em cada dez entrevistados consideram o confronto de ideias e propostas frente a frente muito importante, 19% dizem que o debate com os dois candidatos não é nada importante. Além disso, 13% disseram que o encontro seria pouco importante e 2% não souberam responder.

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) - Tânia Rêgo e Marcelo Camargo / Agência Brasil

Questionados se o debate poderia levá-los a escolher outro candidato e mudar a intenção de voto, 76% dos entrevistados responderam que não; 8% que a chance disso acontecer é pequena; 8% que é média e 6% que haveria grande chance de isso ocorrer.

Entre os que manifestam intenção de votar em Bolsonaro, 84% afirmam que o debate não os levaria a alterar seu voto. Já entre os que pretendem votar em Haddad, 76% afirmaram que não mudariam de opinião. Registrada na Justiça Eleitoral, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Poucas horas após a divulgação da pesquisa Datafolha, o candidato do PSL afirmou, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que não tem participado de debates e tem limitado os atos públicos de campanha por temer por sua segurança pessoal após ter sido esfaqueado durante um evento em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

Submetido a duas cirurgias, Bolsonaro foi desaconselhado pela equipe médica a participar de debates durante todo o primeiro turno. Ontem, no entanto, médicos do Hospital Israelita Albert Einstein que o examinaram afirmaram que o candidato apresenta boa evolução clínica e que pode participar dos próximos debates, desde que sejam rápidos.

“Eu posso ter um problema com a bolsa de colostomia. Posso ter que voltar ao hospital”, declarou Bolsonaro, horas depois, na transmissão pelas redes sociais.

Já o candidato do PT, Fernando Haddad, tem repetido que gostaria de participar de debates com Bolsonaro e, pelas redes sociais, colocou-se à disposição para se reunir com o adversário em qualquer local. “Faço o que ele [Bolsonaro] quiser para ele falar o que pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente.”

Fornecimento de energia para Manaus e Macapá volta à normalidade

sex, 19/10/2018 - 11:38

O Operador Nacional do Sistema (ONS) informou hoje (19) que o fornecimento de energia elétrica para áreas de Manaus e Macapá, atendidas pelo linhão Tramoeste, foi normalizado nesta madrugada. Um apagão ocorrido pouco antes das 21h de ontem (18) deixou os moradores dessas regiões sem luz por mais de uma hora.

O operador explicou, em nota, que uma perturbação no sistema provocou o desligamento do tronco de transmissão de 500kV Tucuruí-Manaus-Macapá. “As causas da ocorrência estão sendo investigadas”, informou o órgão.

A Eletrobras Distribuição Amazonas já havia informado que um circuito duplo do linhão de Tucuruí que atende o estado do Amazonas saiu de operação, mas ainda aguardava um posicionamento oficial para detalhar melhor a situação.

A distribuidora enviou equipes de forma estratégica para recompor o sistema.

Em março deste ano, Manaus, ficou inteiramente sem energia depois da queda de uma linha de transmissão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que afetou várias cidades do Norte e Nordeste do país. Na época, o ONS informou que a perturbação causou o desligamento de cerca de 18 mil MW.

A Amazonas Energia, considerada a mais endividada das distribuidoras da Eletrobras, com dívidas que giram em torno de R$ 20 bilhões, está em processo de leilão de privatização. Ontem (18), o presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior, chegou a afirmar que se o processo não tiver sucesso, será mantida a decisão de liquidar a distribuidora de energia, encerrando as operações da empresa.

Passageiros presos em Guarulhos com 43 quilos de cocaína

sex, 19/10/2018 - 11:31

A Polícia Federal prendeu dois passageiros tentando embarcar com cocaína em voos internacionais no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O primeiro passageiro, um brasileiro de 28 anos, tentava ir para Joanesburgo, na África do Sul.

Ao ser abordado no fila de controle migratório, demonstrou nervosismo, sendo conduzido para abordagem.

Os policiais solicitaram à companhia aérea para separar as bagagens para revista quando encontraram quase 9 quilos de cocaína escondidos no fundo falso de uma mala.

A segunda prisão foi de uma brasileira de 28 anos, que tentava embarcar para Lisboa, em Portugal. Os policiais identificaram substâncias escondidas dentro de duas malas durante a vistoria no raio-x no porão de bagagem do avião.

A proprietária das malas foi localizada no portão de embarque, sendo levada para perícia da bagagem.

Os policiais encontraram 34 quilos de tijolos de cocaína. Os dois foram presos, e responderão por crime de tráfico internacional de drogas. Os nomes dos detidos não foram revelados pela polícia.

Empresários da indústria estão mais confiantes, diz CNI

sex, 19/10/2018 - 11:12

O Índice de Confiança do Empresário Industrial aumentou 0,9 ponto em relação ao mês passado e alcançou 53,7 pontos em outubro. Com isso, o indicador acumula uma alta de 4,1 pontos nos últimos quatro meses. Os resultados da pesquisa divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o empresário voltou a mostrar mais confiança na recuperação da economia.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 mostram que os industriais estão otimistas. A média histórica do índice é de 54,1 pontos. “Mesmo com a sequência de bons resultados, o índice encontra-se 1,8 ponto abaixo do registrado em maio de 2018, antes da paralisação dos serviços de transporte de carga. O Índice de Confiança do Empresário Industrial de outubro ainda é 0,4 ponto inferior à sua média histórica e 2,3 pontos inferior ao registrado em outubro de 2017”, diz o estudo.

De acordo com a CNI, embora haja uma percepção de piora nas condições atuais das empresas e da economia, as expectativas para os próximos seis meses estão mais otimistas e estimulam a retomada da produção e dos investimentos.

Entretanto, a melhora do índice em outubro deve-se, exclusivamente, às expectativas do empresário. Neste mês, o índice de condições atuais caiu para 45,8 pontos e está 0,9 ponto abaixo do registrado em setembro. É a segunda queda consecutiva do indicador e, segundo a CNI, mostra que o empresário percebe a piora crescente de suas condições correntes de negócios, tanto na economia brasileira quanto nas condições da empresa.

No entanto, o índice de expectativas para os próximos seis meses subiu para 57,8 pontos e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo.

A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice alcançou 54,9 pontos. Nas pequenas, o indicador alcançou 52,1 pontos e, nas médias, 53 pontos. A pesquisa mostra ainda que os empresários de todo o país estão otimistas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial está acima de 50 pontos em todas as regiões. Neste mês, o indicador aumentou no Nordeste, no Sul e no Sudeste e recuou no Norte e no Centro-Oeste.

A pesquisa ouviu 2.759 empresas entre 1º e 15 de outubro. Dessas, 1.094 são pequenas, 1.034 são médias e 631 são de grande porte. O estudo completo está disponível na página da CNI .

Rio Imagem recebe doação de cabelo para pacientes com câncer

sex, 19/10/2018 - 11:11

O centro de diagnósticos por imagens do Rio de Janeiro (Rio Imagem), no centro da capital fluminense, promove hoje (19) o Dia da Beleza para quem deseja contribuir com a autoestima de pacientes com câncer. O local está recebendo doações de cabelo para confecção de perucas em uma ação do Outubro Rosa, que visa alertar sobre o câncer de mama.

Os 100 primeiros interessados em fazer uma doação podem cortar o cabelo no próprio local. É preciso retirar pelo menos 10 cm dos fios. Serviços de maquiagem e manicure também são oferecidos.

A gestora de qualidade do Rio Imagem, Cláudia Dutra, explica que a ação tem o objetivo de levar mais autoestima para pacientes com câncer, mas, principalmente, alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

“Quando a gente pega os pacientes, já estão com lesões avançadas, com uma sobrevida muito menor. Quando você descobre no começo, tem muitas boas chances de cura. Então é tudo feito para gente trabalhar a prevenção e chamar atenção para essa questão tão importante que é o câncer de mama, que é uma das doenças que mais mata e que tem tanta negação”, explica.

A professora do ensino infantil Isabel Cristina separou um tempo do seu dia para cortar os fios em prol do câncer de mama. “Às vezes, para a gente, pode parecer bobagem, mas para o paciente pode ser o que ele tem de mais bonito. Espero que o meu cabelo traga felicidade para outra pessoa. Seja curto ou longo, que a pessoa se sinta melhor.”

Além dos serviços de beleza, o Rio Imagem preparou uma programação ampla durante o dia. Entre as atividades estão palestras e depoimentos de pacientes que venceram o câncer de mama e também de funcionários que convivem diariamente com aqueles que, além do tratamento, precisam de apoio para superar a doença.

 

*Estagiária sob supervisão de Vitor Abdala

 

Dólar abre em queda de 0,52%, cotado a R$ 3,7028

sex, 19/10/2018 - 11:04

A cotação da moeda norte-americana iniciou o dia de hoje (19) em queda de 0,52%, cotada a R$ 3,7028 para venda, invertendo a tendência de alta no final do pregão de ontem (18), quando a moeda encerrou o pregão cotada a R$ 3,7222.

O Banco Central segue com swaps cambiais tradicionais, sem ofertas extraordinárias de venda futura da moeda norte-americana.

O Ibovespa, índice da B3, abriu o pregão na manhã de hoje (19) em alta de 1,18%, com 84.834 pontos. Após fechar em queda ontem (18) de 2,24%, os papéis de grandes empresas subiam na abertura do mercado, como Petrobras com alta de 1,91% e Vale com valorização de 1,43%.

Suspeito da execução de Khashoggi morre em acidente de carro

sex, 19/10/2018 - 10:59

Um dos 15 sauditas suspeitos da execução do jornalista saudita Jamal Khashoggi, em Istambul, morreu em um acidente de carro em Riad.

Para o jornal turco Yeni Safak, o suspeito foi queima de arquivo. Os detalhes da morte no trânsito do tenente da Força Aérea Meshal Saad Al-Bostani ainda são desconhecidos.  

Mais uma testemunha deverá ser eliminada, previu o jornal turco Hurriyet: o cônsul saudita Mohamed Al-Otaibi. Quando ele pediu que não torturassem Khashoggi em sua sala, um dos executores reagiu: “silêncio, do contrário você não chegará vivo a Riad”.  

Este diálogo está no áudio que a Turquia tem vazado a conta-gotas. O cônsul já está em Riad. 

Só alguém como o general Ahmed Al-Assiri poderia tê-lo calado e ameaçado. E só alguém como ele serviria para absolver o principal suspeito da execução de Khashoggi, o príncipe Bin Salman, se for acusado ou assumir a culpa pela operação em Istambul, no último dia 2 de outubro.

Esta é a versão em gestação no reino saudita, diz o jornal The New York Times. O presidente Donald Trump admitiu ontem (18) que Khashoggi “parece que está morto”, dezessete dias depois do anúncio de sua morte.  

A Casa Branca oscila entre os valores e os interesses dos Estados Unidos na Arábia Saudita.

 

*O jornalista Moisés Rabinovici é comentarista da Rádio Nacional e apresentador do programa Um olhar sobre o Mundo, na TV Brasil.

Ex-prefeito de Marabá é exonerado de direção no Ministério da Saúde

sex, 19/10/2018 - 10:57

Investigado pela Operação Partialis, deflagrada ontem (18) pela Polícia Federal e pela Receita Federal, João Salame Neto foi exonerado do cargo de diretor do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde. A portaria de exoneração foi publicada pela Casa Civil no Diário Oficial da União de hoje (19).

A Operação Partialis é um desdobramento da Operação Asfixia, deflagrada em junho de 2016, com o objetivo de investigar fraudes em licitações para a compra de gases medicinais pela prefeitura de Marabá.

Salame foi prefeito de Marabá (PA) entre 2013 e 2016. Desde 2017 ele ocupava a direção no Ministério da Saúde. A operação deflagrada ontem -- com o objetivo de apurar apropriação e desvio de recursos públicos que deveriam ter como destino a aquisição desses gases medicinais – contou com ações em Brasília e Altamira (PA), além de Marabá.

Ao analisar os documentos apreendidos em ações anteriores, os investigadores descobriram ilicitudes que consistiam na cobrança de valores por parte de servidores municipais em troca da facilidade no recebimento de valores atrasados. “Chamou a atenção, em especial, uma anotação que indicava o depósito de R$ 100 mil para uma dita parceria”, informou a PF, em nota.

O esquema abrangia verbas federais, municipais e estaduais sacadas em espécie por assessores diretos do ex-gestor municipal, sob comando dele, “na boca do caixa de empresas que tinham contratos com a prefeitura de Marabá”, segundo a polícia.

A estimativa é que os saques superaram R$ 1,5 milhão, sendo R$ 1 milhão depositado na conta da esposa de um assessor imediato do ex-prefeito. Parte do dinheiro foi transferido para as contas dele por meio de terceiros.

“Além da apropriação desses montantes, também foi adquirida, com recursos públicos federais, por um dos empresários investigados e presos durante a Operação Asfixia, uma aeronave adquirida de uma empresa com sede em Altamira”, informou por meio de nota a PF.

A aeronave, inclusive, foi enviada a Goiânia, onde teria ficado sob a responsabilidade da direção nacional de um partido político. Entre os investigados está também o presidente do PROS, Eurípedes Júnior -- que teve mandado de prisão decretado, mas encontra-se foragido.

De acordo com a PF, foram expedidos 17 mandados judiciais – quatro de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e nove mandados de busca em apreensão – nas residências dos investigados e na sede de uma empresa. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Marabá.

 

Índice que reajusta aluguel acumula inflação de 10,88% em 12 meses

sex, 19/10/2018 - 08:49

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,97% na segunda prévia de outubro.

A taxa é inferior ao 1,34% da segunda prévia de setembro. O dado foi divulgado hoje (19), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Índice Geral de Preços-Mercado, usado no reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,97% na segunda prévia de outubro   (Arquivo/Agência Brasil)

Com a segunda prévia de outubro, a inflação acumulada em 12 meses chega a 10,88%.

A queda da taxa de setembro para outubro foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo caiu de 1,95% para 1,24% no período.
 
O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,16% na prévia de setembro para 0,48% em outubro e o Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,19% para 0,36%.

Bolsonaro e Haddad têm propostas antagônicas para direitos humanos 

sex, 19/10/2018 - 08:36

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) que disputam, no próximo dia 28, o segundo turno das eleições presidenciais deste ano, defendem diferentes pontos de vista sobre direitos humanos. Apesar de os dois citarem a garantia de direitos e igualdade, as propostas que tratam do tema segurança são distintas.

Bolsonaro quer acabar com a progressão de pena e as saídas temporárias de detentos, reduzir a maioridade penal para 16 anos e reformular o Estatuto do Desarmamento “para garantir o direito do cidadão à legítima defesa”.Haddad propõe um maior controle de armas e munições e a redução da população carcerária reservando presídios apenas para crimes violentos. Ele também defende uma revisão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

O capitão da reserva afirma que todos os direitos serão respeitados e ninguém será perseguido e promete “enxugar” a estrutura administrativa em Brasília. Enquanto Haddad, que exalta a necessidade de garantir os avanços sociais, aposta na recriação, com status de ministério, de pastas direcionadas a mulheres e à população negra.


 

Bolsonaro

Conclamando um país de todos “brasileiros natos ou de coração”, Bolsonaro destaca em seu programa de governo a diversidade de opiniões, cores e orientações que caracterizam o Brasil e defende a liberdade de escolhas “desde que não interfiram em aspectos essenciais da vida do próximo”. Segundo ele, essa liberdade deve alcançar escolhas afetivas, políticas, econômicas ou espirituais e acrescenta que uma nação mais fraterna e com menos excluídos é mais forte.

“Qualquer forma de diferenciação entre os brasileiros não será admitida. Todo cidadão terá seus direitos preservados”, afirma, lembrando que para gozar dos plenos direitos é preciso obedecer leis e cumprir deveres. Para Bolsonaro, qualquer pessoa no território nacional, mesmo não sendo cidadã brasileira, tem direitos inalienáveis como ser humano.

“Somos defensores da liberdade de opinião, informação, imprensa, internet, política e religiosa”, destaca, acrescentando o repúdio a qualquer regulação ou controle social da mídia e exaltando a liberdade como “o caminho da prosperidade". "Ninguém será perseguido, todos terão seus direitos respeitados”.

Bolsonaro afirma que, se eleito, a política de direitos humanos será redirecionada com prioridade para a defesa das vítimas da violência. É neste aspecto que defende a reforma do Estatuto do Desarmamento e o direito de as pessoas terem armas para usar em “legítima defesa”. Segundo ele, em países onde há liberação desse recurso, como Estados Unidos, Áustria, Alemanha e Canadá, o índice de homicídios por armas de fogo é menor que no Brasil, enquanto a Venezuela, “que aumentou a restrição às armas da população civil, está com o dobro de homicídios do Brasil: quase 60 por 100 mil”.

O candidato mantém o posicionamento defendido desde que ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados com relação à maioridade penal. Ele acredita que, a partir dos 16 anos, a pessoa tem plena consciência do que faz e a redução da idade mínima protege a sociedade. Diferentemente do adversário, o capitão da reserva também é contrário à progressão de penas que reduz o tempo de prisão de criminosos com bom comportamento e as saídas temporárias concedidas a alguns presos do regime semi-aberto em datas especiais.

Haddad

Fernando Haddad promete que “não deixará ninguém para trás”. No programa de governo, ele afirma que, se eleito, seu governo implementará políticas voltadas para todos os segmentos sociais. Destacando negros, mulheres, povos indígenas e quilombolas como a parcela da população mais marginalizada, o petista quer recriar, com status de ministério, as pastas de Direitos Humanos (hoje existente), políticas para as mulheres e promoção da igualdade racial. Haddad defende que a busca da igualdade balize todas as políticas econômicas, sociais e culturais.

Haddad detalha medidas focadas nas mulheres e na população LGTBI+. Para as mulheres, ele defende igualdade de oportunidades de trabalho e isonomia salarial e garante que, se escolhido pelos brasileiros, vai aumentar a presença das mulheres e de negras e negros em todas as instâncias governamentais.

Para pessoas com deficiência, ele propõe a retomada do Plano Viver Sem Limites, com atendimento integral para essas pessoas. Em relação ao público LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo), o presidenciável concentra as promessas em ações de combate à violência e criminalização da LGBTfobia. O candidato promete instituir uma Rede de Enfrentamento à Violência contra LGBTI+, investir na saúde integral dessa população e implementar programas e ações de educação para a diversidade, enfrentamento ao bullying e reversão da evasão escolar. Haddad afirma que, se eleito, vai criar o Programa Transcidadania, a fim de garantir bolsa de estudo a pessoas travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade para que possam concluir o ensino fundamental e médio.

Na direção oposta a Bolsonaro, Fernando Haddad reforça que o controle de armas e munições, aliado ao investimento em inteligência, pode ajudar a reduzir o número de homicídios no país, que aumenta ano a ano,  vitimando principalmente  jovens, negros e moradores de periferias. A prioridade da política de segurança em sua proposta é a redução de mortes violentas por meio de ações que fariam parte de uma reformulação do Plano Nacional de Redução de Homicídios.

Se eleito, ele pretende buscar uma reforma da legislação criminal e penitenciária para enfrentar “o encarceramento em massa, sobretudo o da juventude negra e da periferia, diminuindo a pressão sobre o sistema carcerário, trazendo ganhos globais de economia de recursos”. Com isso, segundo Haddad, as polícias Civil e Militar se concentrarão na repressão a crimes violentos e no combate às organizações criminosas.

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