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Atualizado: 12 minutos 41 segundos atrás

Brasileiros e Argentinos reforçam hegemonia no futebol sul-americano

sex, 30/08/2019 - 15:59

O River Plate, da Argentina, empatou por 1 a 1 com o Cerro Porteño, do Paraguai, nesta quinta-feira (29), no estádio La Olla Azulgrana, em Assunção no Paraguai e garantiu classificação para as semifinais da competição. Os argentinos jogaram com a vantagem após terem vencido o jogo de ida em casa na última semana por 2 a 0.

Sendo assim, de um lado do chaveamento, o River Plate encara o Boca Juniors, rivais no país. E na outra ponta, Flamengo e Grêmio se enfrentam em busca de uma vaga na final, que terá o Chile como país-sede da decisão.

As datas das partidas estão marcadas para os dias 2 e 23 de outubro.

Ouça na Rádio Nacional

Esta é a 15ª vez que teremos uma final de Libertadores entre brasileiros e argentinos. A última vez que isso aconteceu foi em 2017, nesta edição o Grêmio derrotou o Lanús na decisão. Entre as disputas dos dois países, o Brasil levou a melhor em cinco e a Argentina conquistou nove.

River Plate se classificou para a semifinal da Libertadores após empate com Cerro Porteño - Reuters/ Jorge Adorno

Confira quantas vezes os possíveis finalistas de 2019 já disputaram uma final entre Brasil e Argentina pela Libertadores:

Flamengo – Nunca chegou, a única vez que o clube disputou uma final da competição foi em 1981, enfrentou o Cobreloa do Chile e levou título.

Grêmio - Chegou em três oportunidades, em duas vezes foi vice (1984 e 2007) e em uma campeão (2017).

Boca Juniors - Chegou em seis oportunidades, em duas vezes foi vice (1963 e 2012) e quatro campeão (1977, 2000, 2003 e 2007).

River Plate - Chegou uma vez e foi vice para o Cruzeiro (1976)

O comentarista da Rádio Nacional Mario Silva comenta sobre uma nova decisão entre os dois países. "Mostra força do futebol dos dois países no continente. No momento são as grandes equipes, apesar de o Grêmio não estar bem no Campeonato Brasileiro. Um fator que vai ser importante será a neutralidade na decisão (partida única, no Chile)" disse.

Levando em consideração todas as edições, nova vantagem para os argentinos, quem possuem 25 títulos, o Brasil vem na sequência com 18, o Uruguai é o terceiro com oito, Paraguaios e colombianos seguem com três. Chile e Equador têm um cada. Bolivianos e venezuelanos nunca conseguiram sequer um vice-campeonato.

River Plate se classificou para a semifinal da Libertadores após empate com Cerro Porteño - Reuters/ Jorge Adorno

Mário Silva fala sobre a vantagem das duas bandeiras que mais acumulam títulos. "Lá atrás tinha uma divisão maior, ou seja, Argentina, Brasil e Uruguai tinha os países mais forte. De repente alguns países como Colômbia, Equador, Chile, Paraguai, os clubes destes países começaram a subir. Mas no momento, como os grandes jogadores vão atuar em clubes europeus, até mesmo os da Venezuela, isso enfraquece os clubes. Por outro lado, os jogadores brasileiros e argentinos que foram para a Europa começaram a voltar para alguns clubes de seus países e isso fortaleceu", avalia.

O comentarista também fala sobre um possível enfraquecimento da Libertadores em função da disparidade entre os países. "Fica muito restrito, acaba enfraquecendo um pouco o outro lado e fica muito fácil. Acho que pode tirar a graça, porque o equatoriano, o boliviano, entre outros, podem perder a vontade de assistir por causa da disparidade. Até mesmo os uruguaios, que já foram uma força no futebol sul-americano", completa.

Os números acima destacam o abismo entre os países no futebol sul-americano, somente Brasil e Argentina venceram 43 vezes a Libertadores, o que corresponde a 72,8% das 59 edições.

Bienal Rio é aberta com homenagem a Maurício de Souza

sex, 30/08/2019 - 15:13

Incentivar a leitura para melhorar a qualidade de vida no Brasil. Esse é o objetivo da 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, a Bienal Rio, aberta hoje (30) pela manhã no Riocentro, na Barra da Tijuca. Logo na entrada, no Pavilhão das Artes, um painel de 210 metros quadrados com personagens de Maurício de Souza, como Mônica e sua turma, prestou homenagem aos 60 anos de profissão do cartunista e escritor, que é membro da Academia Paulista de Letras.

Maurício de Souza assinou o painel e, em um pedaço do mural, desenhou o cachorrinho Bidu, seu primeiro personagem dos gibis. Souza destacou que tanto a revista em quadrinhos como o livro são estimuladores da leitura. O livro é o lado mais nobre, mas o gibi é a porta de entrada do processo de formação de leitores. Ele espera que os cidadãos brasileiros possam ser incentivados a ler cada vez mais. Maurício de Sousa afirmou que a Bienal “é o momento mágico do encontro meu com meus leitores”. Ele pretende continuar criando cada vez mais. “Meu sonho é criar mais livros do que gibis”.

O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), promotor do evento com a GL exhibitions, Marcos da Veiga Pereira, destacou que Maurício de Souza “está associado diretamente à história da Bienal, está sempre presente no evento”. Pereira afirmou que o painel que homenageia o cartunista “engrandece e dá uma nova luz ao evento. O fato de estarmos inaugurando a Bienal com Maurício de Sousa vai ser nosso amuleto, vai dar muita sorte".

O presidente do Snel falou sobre a importância da leitura e da educação em tempos de crise e desigualdade social. "Promovemos com o (Instituto) Pró-Livro uma pesquisa do impacto do ato de ler no rendimento dos alunos. Os resultados indicam que ainda há muitas dificuldades e é preciso investir mais, tanto nos professores, quanto nos alunos, a partir da leitura. A cada ataque à educação, é preciso dobrar o acesso aos livros", sinalizou.

Café Literário

Também hoje, a escritora Ana Maria Machado participará de uma roda de conversa no primeiro Café Literário da Bienal, onde será homenageada por seus 50 anos de carreira. Ana Maria disse à Agência Brasil que “a homenagem é sempre uma coisa bem-vinda, uma coisa gostosa da gente receber”. Segundo ela, todo mundo merece um reconhecimento pelo que faz. “Artista de palco tem o reconhecimento na hora, quando o aplaudem; a gente que é escritor tem o reconhecimento depois. É bom”.

Eleita em 2003 para a Academia Brasileira de Letras (ABL) para ocupar a cadeira número 1, sucedendo o jurista Evandro Lins e Silva, a autora presidiu a entidade em duas ocasiões: em 2012 e 2013. O atual presidente da ABL, professor Marco Lucchesi, considera Ana Maria Machado um dos grandes orgulhos do Brasil. “O seu legado, a sua trajetória, seu compromisso com a literatura são absolutamente admiráveis e ela representa não apenas a criatividade do nosso país, como também uma perspectiva de construção, porque sua obra literária pede a presença criativa e construtora do leitor”.

Lucchesi salientou que a obra de Ana Maria Machado contempla o espaço da alteridade. “E, dentro desse espaço, somos capazes de encontrar na sua obra aquilo que temos de melhor: o nosso rosto e o nosso estatuto de emancipação”.

Para o presidente do Snel e da Comissão da Bienal, Ana Maria Machado está presente na formação de todo pequeno leitor. “Suas histórias acompanham gerações. Desde clássicos da literatura infantil a textos para o público adulto. Sua obra é riquíssima. É um prazer abrir a ‘sala de visitas’ da Bienal do Livro para uma das maiores autoras do nosso país”.

Formação

Na opinião de Ana Maria Machado, o Brasil ainda se ressente do fato de a formação dos professores não valorizar muito o convívio com a literatura. “Os professores, quando leem durante sua formação, leem livros técnicos. Então, eles se sentem inseguros para lidar com literatura. Eu acho que um incentivo a professores leitores vai ter reflexo em alunos leitores”. A escritora recordou que o Rio de Janeiro teve uma experiência nesse sentido na gestão de Claudia Costin na Secretaria Municipal de Educação do Rio, entre 2009 e 2014. Um dos resultados, “até inesperado”, foi que o aproveitamento dos alunos melhorou. “Os alunos que tinham professores que liam mais eram melhores”, disse Ana Maria.

Combate ao desperdício

Neste dia de abertura da Bienal Rio, um projeto chamou a atenção dos visitantes. A subsidiária da Eletrobras, Furnas Centrais Elétricas, estreou no evento com uma maquete energizada que demonstra o consumo de energia em uma residência e alerta para a importância do combate ao desperdício. Durante os dez dias da Bienal, o projeto Energia Social Furnas estimulará o consumo consciente de energia.

O gerente de Responsabilidade Sociocultural de Furnas, Marcos Machado, explicou que a maquete é uma casa miniatura que demonstra o consumo residencial de energia elétrica no dia a dia, de forma lúdica e pedagógica. “O objetivo é chamar atenção para a importância do combate ao desperdício de energia elétrica, provocando a reflexão do consumidor sobre seus hábitos de consumo”, afirmou.

A maquete energizada consiste em um painel vertical de representação tridimensional de uma residência familiar de classe média brasileira em dois pavimentos, que retratam diferentes ambientes incluindo sala de estar, cozinha e área de serviço, no térreo; quarto de casal, banheiro e quarto dos filhos, no andar superior, com os respectivos aparelhos eletroeletrônicos de uso da família. Por meio de simulação, o modelo estimula a percepção dos visitantes. Brincando de acender e apagar luzes, crianças, adolescentes e adultos conseguem ter uma real compreensão da importância de economizar energia.

Feira

Mais de 300 autores nacionais e estrangeiros participam da edição deste ano da Bienal do Livro do Rio, que terá em torno de 5,5 milhões de livros à venda pelas diferentes editoras. Considerado o maior festival literário do país, a Bienal se estenderá até o próximo dia 8 de setembro. Todas as sessões da programação oficial terão tradução simultânea em libras e o pavilhão infantil terá visitas guiadas para deficientes visuais.

Neste primeiro dia de funcionamento, um dos destaques para a criançada foi a oficina organizada pela Fundação Dorina Nowill, no Pavilhão Laranja, com jogos e brincadeiras do projeto Brincar sem Fronteiras. A entidade se dedica à inclusão social de pessoas com deficiência visual. Ainda hoje, no espaço dedicado à juventude, que é a Arena #Sem Filtro, o convidado é o escritor sueco Henrik Fexeus, considerado o maior mentalista do mundo na atualidade. 

Especialista em linguagem não verbal e leitura de mente, Fexeus já vendeu, apenas no Brasil, mais de 100 mil exemplares do livro A Arte de Ler Mentes, pela Editora Record. A obra foi traduzida para 26 línguas e tem mais de um milhão de cópias vendidas. Segundo Fexeus, é possível identificar os pensamentos e sentimentos de uma pessoa a partir do tom de voz, postura corporal, respiração, entre outros fatores.

Argentina recupera classificação de risco após ser rebaixada

sex, 30/08/2019 - 14:52

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) anunciou que ainda hoje (30) a Argentina deixará a classificação SD (selective default), que lhe foi atribuída na tarde de ontem (29), após o governo anunciar, unilateralmente, que vai prorrogar o pagamento de dívidas.

Com o anúncio do governo de "novos termos e condições" para o pagamento de seus compromissos, a S&P informou que subirá novamente a classificação do país. O país deve ser elevado à categoria CCC para as dívidas de longo prazo e à categoria C, para as de curto prazo.

Um país recebe a nota SD quando a agência de classificação de risco entende que há uma violação de uma ou mais de suas obrigações financeiras, de longo ou curto prazo.

A Argentina foi rebaixada por descumprir uma série de pagamentos, apesar de ter mantido outros. Na noite da última quarta-feira (28), o ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, anunciou que iniciará a renegociação dos prazos para pagar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), "para defender a estabilidade cambial em curto, médio e longo prazos".

No ano passado, a Argentina recebeu um empréstimo de US$ 57 bilhões. A primeira parcela deveria ser paga, a princípio, em 2021.

"A Argentina não tem um problema de solvência, mas de liquidez a médio prazo", disse Lacunza, ressaltando que o país está comprometido com os pagamentos.

Além da renegociação da dívida com o FMI, o governo também anunciou que, quanto às dívidas de curto prazo, faria o reagendamento dos pagamentos de títulos em dólares a investidores institucionais, que detêm 10% desses papéis na Argentina.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, garantiu que se encarregará do problema das dívidas e pediu à oposição apoio para avançar com o vencimento dos prazos.

 

Mourão vai a Londres para manter aproximação com novo governo

sex, 30/08/2019 - 14:44

O vice-presidente Hamílton Mourão vai no dia 7 de setembro para Londres. A pedido do presidente Jair Bolsonaro, ele intermediará os entendimentos comerciais entre o Brasil e o Reino Unido, com o novo governo. Para Mourão, a saída do Reino Unido do bloco da União Europeia, o Brexit, pode oferecer excelentes oportunidades para o comércio exterior brasileiro.

“Todos aqueles que estão afinados e com essa visão de mundo têm que começar a pensar como lidar com esse novo governo. Já fui encarregado pelo presidente Bolsonaro. No dia 7 de setembro estou indo a Londres para já estabelecer os primeiros contatos com o novo governo inglês e iniciarmos esse trabalho de aproximação extremamente importante”, disse em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Argentina

O vice-presidente ressaltou que é preciso manter as relações comerciais com a Argentina, independentemente de quem esteja no governo. Mourão disse que gostaria que o presidente Mauricio Macri permanecesse no cargo, embora o cenário político argentino tenha indícios fortes de uma vitória do advogado Alberto Fernandez, apoiado pela ex-presidente Cristina Kirchner, nas eleições de 27 de outubro. Mourão lembrou que a Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil.

“Grande parte dos nossos produtos manufaturados são vendidos para a Argentina, então, temos que manter essa ligação, não só por isso, mas também pelas ligações históricas que temos. Gosto de lembrar dos grandes pensadores das relações internacionais. O Lord Palmerston (politico britânico do século XIX) dizia que não tem amizades eternas, nem inimigos perpétuos. Existem os nossos interesses. Então, temos que buscar os nossos interesses e os nossos interesses estão dentro da Argentina também, e temos que nos relacionar com eles”, disse.
 

 

Prefeito de São Paulo sanciona lei que proíbe fumo em parques públicos

sex, 30/08/2019 - 14:10

O prefeito Bruno Covas sancionou hoje (30) lei - aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo - que proíbe fumar nos parques públicos municipais da cidade. A lei passa a valer em 60 dias e não será permitido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés, vape ou qualquer produto fumígeno, derivado ou não do tabaco.

Quem for pego em flagrante fumando nos parques estará sujeito a uma multa de R$ 500, aplicada em dobro na reincidência.

“Não combina o uso do cigarro com um espaço em que se quer preservar a natureza, conviver com a família, praticar esportes. Enfim, não tem nenhuma relação o uso do fumo em espaços como esse. Portanto, sancionei a lei, fico muito feliz de poder ter sancionado essa iniciativa e vamos agora conscientizar a população da importância desta lei", disse o prefeito Bruno Covas.

Os parques receberão placas com o aviso da proibição e valor da multa. A expectativa do prefeito é que, em 60 dias, as placas já estejam colocadas e esteja finalizada a discussão com os conselhos gestores dos parques, formado por integrantes da população, que serão os responsáveis pela definição das áreas destinadas aos fumantes.

Segundo Covas, a fiscalização será feita pelos agentes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, com o apoio da Guarda Civil Municipal – GCM.

Como será

A multa será aplicada por meio da identificação com documento de identidade, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e endereço para onde será enviado um boleto. Haverá ainda um canal para os frequentadores denunciarem os infratores.

"A GCM vai ajudar os fiscais da Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Quem aplicará a multa será o fiscal, o GCM ajuda a dar segurança, porque muitas vezes os fiscais ficam inibidos porque sofrem ameaças", explicou o prefeito.

Para ele, não haverá problemas na aceitação da lei, porque a questão é cultural, e deve ser incorporada pela população assim como ocorreu com a lei que proíbe o fumo em restaurantes e bares.

“Quando foi aprovada a lei que proíbe fumar em restaurantes em São Paulo a preocupação era com a fiscalização. Hoje, nós não temos nenhuma multa aplicada em bares e restaurantes e ninguém fuma nesses locais. Já virou uma questão cultural. Muito mais do que punir as pessoas, é uma questão de conscientização”, finalizou o prefeito.

Judiciário e Congresso têm sido alvo de fake news, diz Toffoli

sex, 30/08/2019 - 14:09

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse hoje (30) que o Judiciário e o Congresso têm sido atacados por fake news disseminadas pelas redes sociais. “As fake news visam exatamente disseminar o medo para semear o ódio entre as pessoas. Elas vêm para dividir, não para construir. E colocam em risco, hoje, valores democráticos”, ressaltou, ao discursar no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

“Isso, nas redes sociais, está acontecendo contra as instituições, tanto contra o Parlamento brasileiro, que é lugar essencial da democracia brasileira, quanto contra o Senado da República, que debate os direitos, decide o futuro do país. E contra o Supremo Tribunal Federal, que garante os direitos de todo mundo”, acrescentou, ao falar sobre a difusão de notícias falsas.

Justiça do Trabalho

Outro alvo das mentiras é, segundo o presidente do STF, a Justiça do Trabalho. “Se mentem que a Justiça é cara, que não serve para nada, o que querem fazer? Querem fazer com que você não acredite. Mas na hora em que você for demitido, quem vai garantir os seus direitos? A Justiça do Trabalho”, enfatizou.

A educação da sociedade para uso consciente da tecnologia é a ferramenta para enfrentar notícias falsas, disse o ministro - Marcello Casal jr/Agência Brasil

Toffoli disse que vem se empenhado para defender os tribunais dedicados a causas trabalhistas. “Eu tenho viajado o Brasil inteiro e tenho visitado todos os tribunais regionais do trabalho. Porque em um país que, infelizmente, é tão desigual socialmente, em que ainda cumprir as leis é tão difícil, muitas vezes, a necessidade da existência da Justiça do Trabalho é especialmente importante para garantir os direitos de todos nós”, destacou.

Combate às notícias falsas

Ao citar a filósofa Hannah Arendt, o ministro afirmou que o objetivo da disseminação de informações falsas é causar o descrédito generalizado na sociedade. “A desinformação retira a capacidade de discernir o real e o irreal, gerando o ambiente crescente de desconfiança, desânimo e descrença”, disse.

Para combater o problema, Toffoli defendeu que haja uma educação específica sobre o uso das novas tecnologias. “A principal ferramenta de enfrentamento das notícias falsas é a educação da sociedade para o uso consciente e positivo da tecnologia da informação”, disse.

O presidente do Supremo lembrou ainda que a Corte lançou, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça o Painel Multisetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas.

As informações sob suspeita relativas ao Judiciário são checadas por jornalistas dos sites Aos Fatos, Boatos.Org, Conjur, Jota, Migalhas e UOL-Confere.

Outros portais, como o Jusbrasil e Jus Navigandi, também participam. “Cotidianamente são centenas de notícias falsas que recaem sobre cada um de nós. É necessário, então, que façamos a checagem e os desmentidos.”

Enade: prazo para correção de informação termina nesta sexta-feira

sex, 30/08/2019 - 13:00

Termina nesta sexta-feira (30) o prazo para as instituições de ensino superior corrigirem alguma informação incorreta de estudantes e de cursos para a realização do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019. A prova será aplicada para novos alunos e formandos em 24 de novembro.

A correção é necessária uma vez que qualquer dado errado impossibilita o aluno e a instituição de participarem do Enade. O objetivo do exame é avaliar o aprendizado de universitários em diferentes cursos.

As alterações devem ser feitas unicamente pela internet, no Sistema Enade, disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

De acordo com o MEC, este ano, serão avaliados os estudantes dos cursos das áreas de ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias e arquitetura e urbanismo; e grau de tecnólogo nos cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança.

Incêndios já destruíram ao menos 61 mil hectares no Paraguai

sex, 30/08/2019 - 12:32

As chamas já destruíram ao menos 61 mil hectares de vegetação no Paraguai, informou hoje a Secretaria de Emergência Nacional. Segundo a instituição responsável por coordenar as ações de redução e gestão de riscos causados por desastres naturais, as regiões mais afetada pelos incêndios estão próximas à fronteira com o Mato Grosso do Sul, no Brasil.

De acordo com a secretaria, os maiores focos de incêndios estão na região de Chovoreca, onde está localizado o parque nacional de mesmo nome, e da cidade de Bahia Negra, na tríplice fronteira Paraguai-Bolívia-Brasil. Além destes, o Instituto Florestal Nacional registrou outros 71 focos de incêndios se expandindo pelo território do Chaco.

Na semana passada, o ministro da Secretaria de Emergencia Nacional, Joaquín Roa, chegou a anunciar a extinção dos incêndios em Chovoreca e em Bahía Negra. Hoje, contudo, o próprio Roa declarou a jornalistas paraguaios que, ontem a tarde, o fogo se reavivou nas duas localidades.

Em nota, o Instituto Florestal Nacional informou que, com base em imagens obtidas por satélites, estima que só na região do Monumento Natural Cerro Chovoreca foram “afetados” cerca de 14 mil hectares (cada hectare corresponde, aproximadamente, ao tamanho de um campo de futebol oficial). Criado em 1998, no estado de Alto Paraguai, o monumento é classificado como uma área silvestre protegida e tem quase 101 mil hectares de vegetação a ser preservada.

Já nas cercanias da cidade de Bahía Negra, no mesmo estado, as chamas afetaram a aproximadamente 47 mil hectares. A área mais atingida fica próxima à Área Protegida Privada Três Gigantes, no Pantanal, praticamente na fronteira com o Brasil e com a Bolívia. O instituto não divulgou o tamanho da área queimada nas outras 71 localidades.

O governo chileno cedeu um avião-tanque para auxiliar as autoridades paraguaias a tentar apagar os incêndios. Segundo a Secretaria de Emergência Nacional, após ter debelado outros focos de incêndio em Toro Pampa, a aeronave deve começar a atuar na região de Chovoreca, auxiliando os bombeiros e guarda-parques que há dias atuam em solo, com o apoio de um helicóptero. Outro avião-tanque e outro helicóptero devem chegar ainda hoje a Bahía Negra.

Na nota que divulgou, o Instituto Florestal paraguaio lembra que as regiões mais afetadas se caracterizam por estar em zonas secas e semi-secas, o que contribui para que o fogo se espalhe mais rapidamente. O instituto apela à “consciência cidadã” ao pedir a ajuda da população para prevenir os incêndios. E lembra da existência de leis que regulam e punem a realização de queimadas de pastos, bosques e campos que resultem em incêndios sem controle.

“É comum a prática da queima de pastos e de mato para preparar o solo para as atividades da agropecuária. A diferença, este ano, é que isto tem ainda maior repercussão devido aos incidentes que estão acontecendo nos países vizinhos e que são de conhecimento público”, acrescenta a nota, sem especificar a que países se refere. Brasil e Bolívia, no entanto, lutam há semanas para conter incêndios florestais em seus territórios.

Ontem, o Ministério Público do Paraguai instaurou um procedimento para investigar denúncias de que, há alguns dias, a queima intencional de pastos de duas fazendas localizadas a cerca de 30 quilômetros de Bahía Negra resultaram em um grave incêndio.

Contas públicas têm déficit de R$ 2,7 bilhões em julho

sex, 30/08/2019 - 12:06

O setor público consolidado, formado pela União, os estados e os municípios, registrou déficit primário de R$ 2,763 bilhões, em julho. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2013, quando houve superávit primário de R$ 2,287 bilhões. As estatísticas fiscais foram divulgadas hoje (30) pelo Banco Central (BC).

O resultado primário é formado pelas despesas menos as receitas, sem considerar os gastos com juros. Em julho de 2018, o resultado negativo foi maior: R$ 3,401 bilhões.

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de R$ 1,402 bilhão. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a diferença entre esse resultado e o déficit de R$ 5,995 bilhões divulgado ontem (29) pelo Tesouro Nacional ocorre devido às metodologias de cálculo.

Enquanto o Tesouro contabiliza as receitas e os gastos executados do Orçamento, o BC faz os cálculos com base na variação do endividamento público. A diferença nos resultados do Tesouro Nacional e do BC costuma ocorrer devido a defasagens nos dados usados nos cálculos. Entretanto, nos meses de janeiro e julho, a discrepância é maior devido ao pagamento semestral de equalização de taxas pelo Tesouro aos bancos públicos.

Os governos estaduais registraram déficit de R$ 2,075 bilhões e os municipais, superávit de R$ 156 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, apresentaram superávit primário de R$ 558 milhões no mês passado.

Em sete meses, o setor público registrou déficit primário de R$ 8,503 bilhões, contra R$ 17,825 bilhões em igual período de 2018.

Em 12 meses encerrados em julho, o déficit primário ficou em R$ 98,936 bilhões, o que representa 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

A meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 27,5 bilhões em julho, contra R$ 25,762 bilhões no mesmo mês de 2018. Segundo o BC, “contribuiu para esse aumento o resultado menos favorável das operações de swap cambial no período (ganho de R$8,6 bilhões em julho de 2018 e de R$ 3,9 bilhões em julho deste ano)”. Os swaps são operações de venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para a conta de juros como receita quando há ganhos e como despesa, quando há perdas.

De janeiro a julho, as despesas com juros acumularam R$ 208,612 bilhões, ante R$ 228,737 bilhões em igual período ano passado.

Em julho, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e dos juros, ficou em R$ 30,263 bilhões, ante R$ 29,162 bilhões no mesmo mês de 2018. No acumulado de sete meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 217,114 bilhões, contra R$ 246,562 bilhões, em igual período de 2018.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,914 trilhões em julho, o que corresponde 55,8% do PIB, com redução em relação a junho quando essa relação estava em 55,2% do PIB.

No mês passado, a dívida bruta - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 5,541 trilhões. Esse saldo correspondeu a 79% do PIB, acima do percentual registrado em junho (78,7%).

Corinthians conquista vaga inédita na Copa Sul-Americana

sex, 30/08/2019 - 11:38

Mais de 57 mil torcedores foram ao Maracanã com a expectativa de uma grande partida entre Fluminense e Corinthians. A maioria tricolor levava a esperança de um time renovado com a estreia do técnico Oswaldo de Oliveira. Os paulistas chegaram confiantes em uma equipe mais equilibrada para sair com a classificação. Melhor para o Corinthians, que passou para a semifinal da Copa Sul-Americana após o empate em 1 a 1 com os cariocas na noite desta quinta-feira. Como o confronto de ida terminou 0 a 0, o Timão se beneficiou pelo critério de gol fora de casa e agora enfrenta o Indenpendiente del Valle, do Equador.

O jogo começou tenso. Mesmo tentando sufocar os visitantes, o Fluminense esbarrava na dificuldade técnica e em um sistema defensivo atrapalhado, que deixava espaço para contra-ataques. Assim, o Timão quase abriu o placar em um lançamento longo de Pedrinho para Vágner Love, que chutou de direita e obrigou Muriel a fazer grande defesa. Logo depois o goleiro tricolor saiu errado e entregou a bola nos pés de Matheus Vital. O camisa 22 driblou a zaga, mas finalizou em cima de Muriel. O Fluminense chegou com perigo apenas uma vez na primeira etapa. Em cobrança de falta, Nenê chutou forte de longe, e Cássio espalmou.


O Fluminense voltou afoito para o segundo tempo e o Corinthians aproveitou. Clayson fez bela jogada pela direita e cruzou. A bola desviou na defesa e Pedrinho concluiu. 1 a 0 aos 9 minutos. Desesperado, o Flu se lançou ao ataque. O empate só veio aos 37 minutos, com gol de cabeça de Pablo Dyego, que o árbitro de vídeo demorou 4 minutos para confirmar. A torcida inflamou o Maracanã e acreditou na virada, mas a reação parou por aí. No fim, a festa foi do Corinthians.

Se não apresentou um futebol bonito, o Timão mais uma vez mostrou ser bastante competitivo e objetivo, assim como o técnico Fábio Carille, que resumiu em poucas palavras a atuação do Corinthians.

“Foram 16 finalizações contra 10 do adversário, na casa do adversário. Objetivo alcançado. Estou muito feliz com o desempenho da equipe. O objetivo era passar para a semifinal da competição e conseguimos”.

No Fluminense, o técnico Oswaldo de Oliveira lamentou o gol em contra-ataque logo no começo da segunda etapa.

“Jogamos com um adversário que explora muito o contra-ataque. Eles fizeram um gol no que eles são fortes e nós fizemos o gol no que nós treinamos. Sabíamos que as oportunidades iam acontecer. Infelizmente como não fizemos gol lá, precisávamos evitar sofrer aqui. Isso aumentou muito a nossa dificuldade.”

Corinthians e Fluminense entram em campo novamente neste fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro. O Timão recebe o Atlético-MG na Arena Corinthians, domingo, às 19h. O Tricolor enfrenta o Avaí, segunda-feira, no Maracanã, às 20h.

Após protagonismo no Pan, boxe feminino quer incentivar novas gerações

sex, 30/08/2019 - 11:29

O boxe brasileiro voltou dos Jogos Pan-Americanos de Lima com seis medalhas — melhor desempenho desde 1963, quando São Paulo foi sede do evento. Metade dos pódios foi da seleção feminina, inclusive com o ouro, inédito, da baiana Beatriz Ferreira. As paulistas Jucielen Romeu (prata) e Flávia Figueiredo (bronze) também chegaram lá. Mas, entre elas, há mais em comum do que as conquistas: o início no esporte.

"Teve uma época em que eu até tive uma companheira de treino. Mas, depois que ela saiu, só fiquei eu de menina. Então, treinava sempre com os meninos. O que me ajudou bastante, porque eles são mais fortes, então acho que ganhei uma resistência a mais. Mas, faz falta ter mais meninas no meio. Não só em questão de treino, mas na conversa, na convivência", contou Jucielen, que é de Rio Claro (SP).

"Eu acho que ainda são poucas as meninas que têm coragem e iniciativa de estar participando de campeonatos", analisou Beatriz, que nasceu em Salvador e começou no boxe treinada pelo pai, Raimundo Ferreira, o "Sergipe", bicampeão brasileiro.

O histórico da modalidade ajuda a compreender. Apesar de o boxe feminino ter estreado junto do masculino na Olimpíada de 1904, em Saint Louis, nos Estados Unidos, elas só voltaram aos ringues do maior evento do esporte mundial em 2012, em Londres, no Reino Unido. Por aqui, não foi diferente. O Campeonato Brasileiro masculino teve 73 edições — a última, no ano passado, contou com 127 lutadores. O feminino está na 17ª temporada, que reuniu 40 pugilistas. Para Flávia, a falta de um espelho na modalidade costumava minar o interesse e o surgimento de novas atletas.

"Tenho quase certeza absoluta que tem um monte de menina querendo lutar boxe. Mas, não há quem as acolha. Eu mesma não tinha pretensão de virar atleta porque não via uma referência feminina. Só de filmes, como 'Menina de Ouro'", comentou.

REFERÊNCIA

Mas Maggie Fitzgerald, personagem de Hillary Swank na obra ganhadora de quatro prêmios Oscar em 2005, não precisa mais ser a única inspiração das novas gerações. Em 2012, a baiana Adriana Araújo conquistou o bronze na Olimpíada de Londres — a primeira medalha do pugilismo feminino do país. Em 2017, a paulista Rose Volante entrou para o time de Éder Jofre, Miguel de Oliveira, Acelino Popó e Valdemir Sertão ao se sagrar campeã mundial da modalidade em nível profissional (o boxe olímpico é considerado amador), sendo a primeira brasileira a chegar lá. E agora, as medalhistas do Pan de Lima dão sequência à fase vitoriosa da chamada nobre arte.

"Tem muitas meninas que treinam, mas ainda não competem. Depois da visibilidade do Pan, elas me mandam mensagens, falando que se inspiram na gente, que querem começar a treinar para valer e competir. Quando trazemos um resultado expressivo de um campeonato importante, despertamos a vontade nelas, a curiosidade e a coragem", destacou Jucielen.

O desafio, agora, é preparar o esporte para o surgimento de novos talentos. O Brasileiro Juvenil Feminino, disputado há quatro anos, já revelou a carioca Rebeca Lima, que no ano passado foi bronze no Mundial da categoria.

"Eu comecei velha, com 18 anos. Então, não tive base, e na minha cidade realmente não tinham meninas. Mas, acredito que a ascensão do boxe feminino passa pelas categorias de base, onde ensinamos os fundamentos para que elas cheguem experientes e consistentes no ringue, para competir em alto rendimento", avaliou Flávia, que é de Campinas (SP).

SEQUÊNCIA

O próximo desafio da seleção feminina de boxe é o Mundial Adulto, na Rússia, em outubro. No início do ano que vem, será a vez do Pré-Olímpico, na Argentina. Campeã pan-americana, Beatriz torce para que o desempenho das brasileiras nas competições siga inspirando o surgimento de novas pugilistas.

"Espero que estejamos passando uma imagem positiva, encorajando essas meninas a levantar mais ainda o esporte. A gente está mostrando que não é impossível, que o boxe feminino pode bater de frente e fazer história como o masculino", finalizou.

Bolsonaro vai conversar com Angela Merkel sobre combate às queimadas

sex, 30/08/2019 - 11:07

O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (30) que está previsto receber um telefonema da chanceler alemã, Angela Merkel, nesta tarde. Os dois devem tratar da doação de recursos internacionais para o combate às queimadas e preservação das florestas da Amazônia. “Ela começou com um tom, depois foi para a normalidade. Eu estou pronto a conversar com qualquer um, exceto o nosso querido [presidente da França, Emmanuel] Macron, a não ser que ele se retrate sobre a nossa soberania na Amazônia”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada, nesta manhã.

A Alemanha é um dos países integrantes do G7, grupo formado pelas nações mais industrializadas do mundo, que tem ainda Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Em reunião segunda-feira (26), em Biarritz, na França, os líderes do G7 concordaram em liberar US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) para ajudar a conter as queimadas, sendo a maior parte do dinheiro para o envio de aeronaves de combate a incêndios.

O Brasil, entretanto, ainda não confirmou se vai aceitar a ajuda. O anúncio da liberação dos recursos foi feito pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Na ocasião, Macron declarou que os incêndios na Amazônia são uma emergência global e disse que pode não ratificar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia e acusou o presidente brasileiro de mentir sobre o seu real comprometimento com a preservação ambiental. O presidente francês também levantou a possibilidade de construir um novo direito internacional para o meio ambiente e estabelecer um status internacional para a Amazônia.

Fundo Amazônia

A Alemanha, junto com a Noruega, é o maior doador de recursos para Fundo Amazônia, programa de cooperação internacional para a preservação ambiental na região. No início do mês, os dois países suspenderam os repasses após a divulgação das taxas de desmatamento na Amazônia Legal.

Em diversas ocasiões, o presidente Bolsonaro afirmou que essas doações eram formas de “comprar a Amazônia à prestação” e ferir a soberania nacional no controle da região. Mas hoje disse que está disposto a conversar com Merkel sobre o assunto e receber os recursos, desde que o Brasil tenha o controle de onde ele será aplicado. “Nós queremos saber para onde vai essa grana. Geralmente, vai em parte para ongueiros [organizações não-governamentais], que não tem retorno nenhum. Em parte vai para boas coisas, compra de material, mas é muita grana para pouca preservação”, disse o presidente.

De acordo com ele, o projeto de exploração mineral da Amazônia está sendo construído pelo Ministério de Minas e Energia e “vai acontecer”. Bolsonaro também voltou a repetir que não vai demarcar mais terras indígenas no país e que pretender rever antigas demarcações. “Decisão minha, não tem mais reserva indígena no Brasil, muito pelo contrário, vamos rever as que foram demarcadas com laudo, com muita suspeição de fraudes no passado. Se houver irregularidade, não é inconstitucional”, afirmou.

Emprego é recorde no Brasil no trimestre encerrado em julho

sex, 30/08/2019 - 10:12

O mercado de trabalho no Brasil atingiu, no trimestre encerrado em julho deste ano, um volume recorde de pessoas empregadas: 93,6 milhões. É o maior número da série histórica iniciada em 2012 e representa aumentos de 1,3% na comparação com o trimestre encerrado em abril deste ano e de 2,4% na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2018.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento foi puxado pelos empregados sem carteira assinada e pelos trabalhadores por conta própria.

Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, também um recorde na série histórica. A alta chegou a 3,9% em relação a abril (mais 441 mil pessoas) e a 5,6% em relação a julho de 2018 (mais 619 mil pessoas).

Os trabalhadores por conta própria somaram 24,2 milhões e também atingiram um contingente recorde, subindo nas duas comparações: 1,4% (mais 343 mil pessoas) ante abril e 5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante julho de 2018.

A taxa de desemprego recuou para 11,8% em julho deste ano, abaixo dos 12,5% de abril deste ano e aos 12,3% de julho do ano passado.

A população fora da força de trabalho, ou seja, as pessoas que não estão nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 64,8 milhões em julho, estável em ambas comparações.

A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego mas não estava disponível para a vaga) ficou em 28,1 milhões de pessoas em julho, estável em relação ao trimestre anterior e 2,6% superior a julho do ano passado.

A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, inferior aos 24,9% de abril e aos 24,4% de julho de 2018.

O total de pessoas desalentadas (aquelas que desistiram de procurar emprego) chegou a 4,8 milhões, estável em ambas as comparações. Já o percentual de desalentados chegou a 4,4%, também estável.

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.286, uma queda de 1% ante o trimestre anterior e não teve variação significativa frente ao mesmo trimestre de 2018. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 208,6 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,2% (mais R$ 4,5 bilhões) frente ao mesmo período de 2018.

Municípios vão receber recursos para equiparem salas de vacinação

sex, 30/08/2019 - 09:39

Os municípios, com até 100 mil habitantes, vão receber nos próximos meses R$ 44,2 milhões do Ministério da Saúde para que possam adquirir câmaras frias a fim de ampliar a estrutura de armazenamento de vacinas e imunobiológico. A liberação dos recursos foi acertada durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite, realizada esta semana em Brasília.

A medida tem por objetivo garantir a qualidade dos imunobiológicos ofertados à população e a execução da Política Nacional de Imunizações dentro do padrão de qualidade e segurança do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Entre as vantagens da câmara fria estão o controle real da temperatura e sua distribuição homogênea, o processamento dos dados que permite acompanhar qualquer alteração no equipamento e ainda a disponibilização de bateria, caso ocorra queda de energia. Com isso, é possível garantir a qualidade e a eficácia da vacina aplicada na população, além de evitar a perda desses insumos por conta das variações de temperatura”, disse o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Julio Croda.

De acordo com o ministério, além do critério do número de habitantes, o município precisa ter implantado o sistema de informação nominal do Programa Nacional de Imunizações e não dispor de uma câmara refrigerada.

O dinheiro será liberado na modalidade fundo a fundo, em parcela única, pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e/ou Municipais, por meio do Bloco de Investimento na Rede de Serviços Públicos de Saúde, no Grupo de Vigilância em Saúde. Todos os procedimentos e critérios para o repasse dos recursos financeiros serão divulgados em portaria que o ministério publicará em breve.

Conte quer "recuperar tempo perdido" na Itália

sex, 30/08/2019 - 09:18

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, que renunciou ao cargo na semana passada, recebeu nesta quinta-feira (29) a incumbência de formar um novo governo, um dia após a confirmação de uma nova coalizão entre o populista e eurocético Movimento Cinco Estrelas (M5S) e o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda. Novo gabinete será anunciado nos próximos dias.

As duas legendas, que viveram uma rivalidade ferrenha durante anos, vão agora governar juntas após o fracasso da coalizão entre o M5S e a ultradireitista Liga, de Matteo Salvini. Bem avaliado nas pesquisas, Salvini anunciou o fim da coalizão na tentativa de convocar novas eleições. A jogada política, no entanto, fracassou.

Em seu discurso, Conte afirmou que entregará nos próximos dias ao presidente italiano, Sergio Mattarella, uma lista de nomes para compor o novo ministério. Ele ainda prometeu que este será um "governo de mudanças". "Precisamos transformar esta crise em oportunidade", declarou, assegurando que a Itália voltará a ser um dos principais poderes na Europa, após 14 meses do governo populista e eurocético do M5S e a Liga.

"Este é o tempo de uma nova estação, uma grandiosa nova estação de reformas, de reinício, de esperança, de dar ao país algumas respostas e certezas", afirmou. Conte disse querer uma Itália "mais justa, competitiva, unida e inclusiva". O tom adotado no discurso já apresenta diferenças significativas em relação ao governo anterior.

"Temos que recuperar o tempo perdido para que a Itália possa ter o papel de liderança [na União Europeia] que um dos países fundadores merece", destacou o premiê.

Conte avalia que o país, atolado em dívidas, atravessa "uma fase muito delicada", com a desaceleração da economia europeia e as tensões no comércio internacional, principalmente entre os Estados Unidos e a China.

O premiê afirmou que começará a trabalhar imediatamente em um orçamento que possa se contrapor ao aumento nos impostos sobre valor agregado (IVA), proteger as poupanças e prover perspectivas sólidas de crescimento e desenvolvimento social.

As prioridades da nova coalizão incluem melhorar a infraestrutura, fortalecer as energias renováveis e combater a sonegação fiscal. Conte, no entanto, evitou mencionar a questão da imigração, a grande obsessão política de seu ex-parceiro Salvini.

Em 8 de agosto, Salvini retirou a Liga da coalizão de governo e exigiu a convocação de novas eleições, na certeza de que seu partido venceria o pleito e ele seria indicado para o cargo de primeiro-ministro. Seu ex-parceiro de governo, porém, conseguiu evitar esse cenário ao se aliar com um inimigo comum de ambos, o Partido Democrático.

Após sua renúncia, Conte, um professor de direito de 55 anos, permaneceu na chefia de governo em caráter provisório. Depois de confirmada a coalizão M5S-PD, ele recebeu do presidente Mattarella o mandato para formar um novo governo, ao ser indicado pelas duas legendas como o novo primeiro-ministro.

Mattarella correu para encontrar uma solução para a crise política que se instalara, com o país atolado em dívidas e sob pressão para aprovar o orçamento nos próximos meses. A ausência de um governo poderia gerar efeitos graves na economia que levariam o país à recessão.

Após ver fracassar sua estratégia para chegar ao poder, o líder da Liga teceu duras críticas à nova coalizão, afirmando que "nasceu em Bruxelas para se livrar daquele chato do Salvini". Ele disse que o novo governo se alimentará de sua narrativa populista e alegou não ter pressa para voltar ao poder, confiante de que seu partido vencerá as próximas eleições.

A nova coalizão tem enorme potencial para ser tão atribulada quanto a anterior, considerando a longeva e espinhosa rivalidade entre os dois partidos que a compõem.

*A Deutsche Welle é o canal de comunicação internacional da Alemanha.

Taxa de desemprego no Brasil cai para 11,8% em julho, diz IBGE

sex, 30/08/2019 - 09:14

A taxa de desemprego do país recuou para 11,8% no trimestre finalizado em julho deste ano. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa é inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril deste ano e aos 12,3% de julho de 2018.
 
A população desocupada ficou em 12,6 milhões de pessoas no trimestre finalizado em julho, 4,6% abaixo do trimestre encerrado em abril (menos 609 mil pessoas), mas estatisticamente estável em relação a igual período de 2018.

Já a população ocupada ficou em 93,6 milhões de pessoas e chegou ao maior número da série histórica, iniciada em 2012.

O contingente é 1,3% maior (mais 1,22 milhão de pessoas) do que em relação ao trimestre encerrado em abril e 2,4% superior (mais 2,22 milhões de pessoas) do que o trimestre finalizado em julho do ano passado.

* Matéria alterada às 9h23 para acréscimo de informações

Índice de Confiança Empresarial recua 0,1 ponto em agosto

sex, 30/08/2019 - 08:59

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 0,1 ponto na passagem de julho para agosto de 2019, para 93,9 pontos, em uma escala de zero a 200. O indicador consolida os índices de confiança dos quatro setores da economia: indústria, serviços, comércio e construção.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento atual, subiu 1,1 ponto em agosto e chegou a 91,3 pontos, o maior patamar desde fevereiro de 2019 (91,4 pontos).

O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários nos próximos meses, recuou 0,8 ponto e chegou a 99,8 pontos, depois de avançar nos quatro meses anteriores.

A confiança dos empresários de serviços recuou em agosto (-1,1 ponto). As demais tiveram alta: indústria (0,8 ponto), comércio (3,2 pontos) e construção (2,2 pontos).

Ainda em agosto, a confiança avançou em 55% dos 49 segmentos que integram o indicador. No mês anterior, o aumento da confiança havia atingido 67% deles.

Brasileiros vivem rotas de idas e vindas nos últimos dias de Parapan

sex, 30/08/2019 - 08:38

Para Vitor Tavares, a viagem começou em São Paulo em 16 de agosto. O destino? Basiléia, na Suíça, onde foi disputado o Mundial de parabadminton. Lá, entre os dias 20 e 25 de agosto, o curitibano que tem nanismo conquistou três medalhas de bronze e garantiu a melhor campanha da história do Brasil em mundiais. “Todos que estavam lá, certamente, estarão nas Paralimpíadas. Isso vai servir de experiência para seguir melhorando”, analisa.

Para o técnico Fábio Bento, a conquista das medalhas representa que o caminho está correto. “Em Tóquio estarão os seis melhores na disputa de simples. Antes do Mundial, ele era sexto no ranking. Vamos aguardar. A definição só sairá em março do ano que vem. Mas o trabalho está sendo bem feito.”

Objetivo alcançado na Europa, o próximo desafio já estava chamando: estreia da modalidade nos Jogos Parapan-Americanos.

A saída da Europa foi no dia 26. E no final da tarde do dia 27, todos já estavam acomodados na Vila dos Atletas em Lima, no Peru. “A gente saiu de Zurique para Madrid. O avião não pode pousar lá e fomos para Valência. Depois fizemos todo esse percurso de ônibus. Mais de cinco horas de viagem via terrestre pela Espanha. Negociação com o pessoal no aeroporto para chegar aqui a tempo. Mas estamos aqui. Tudo pronto para representar o Brasil”, fala Eduardo de Oliveira, atleta da classe SU 5.

“Agora é foco e muita dedicação. É a primeira vez da modalidade nos Jogos [Parapan-Americanos]. Queremos voltar para casa com as malas cheias de medalhas do Mundial e do Parapan”, conclui Paulo Bento.

De Lima para Londres Joana da Silva disputa medalhas na natação no Parapan de Lima - Alê Cabral/CPB

Ainda faltam dois dias para o fim das disputas da natação nos Jogos de Lima. Em Toronto, a seleção brasileira conquistou 104 medalhas, sendo 38 ouros. Na piscina de Lima, até o momento, foram 83, sendo 35 ouros. Dois deles vieram com Joana da Silva, da classe S5. “O esporte está me salvando da depressão. Perdi meu pai há pouco tempo. E não consegui passar o tempo necessário do luto. Agora estou conseguindo voltar a ser aquela atleta que eu era antes”, narra a vencedora dos 50 metros estilo livre. Depois de outra conquista nos 100m livre, ela revelou a saudade da filha. “Acordei hoje sentindo muita falta dela. Mas não tem jeito. Estou ansiosa demais para vê-la. Mas estou bem satisfeita com os meus resultados. Espero que ela esteja feliz.”

Mas Joana sabe que vai precisar esperar para abraçar os familiares em Natal (RN). Ela é uma das 26 atletas que irão para o Mundial de Londres, entre os dias 9 e 15 de setembro. Esse grupo já parte para Europa direto da capital peruana no dia 1º de setembro, antes mesmo da cerimônia de encerramento dos Jogos Parapan-Americanos. O pernambucano Phelipe Rodrigues, da classe S10, não esconde a ansiedade para o torneio na Europa. “Vou nadar oito provas aqui em Lima. É passo a passo. Mas estou muito ansioso de voltar lá para a Terra da Rainha. Vou me superar lá para defender o meu título.”

A pernambucana Carolina Santiago chega a suspirar quando se fala de Mundial. “Olha! A preparação é para chegarmos muito bem lá. Não tem essa de cansaço. É um sonho estar participando disso tudo.”

Organizadores cancelam manifestações em Hong Kong

sex, 30/08/2019 - 07:58

Em Hong Kong, os organizadores estão cancelando os atos de protesto programados para sábado em meio às crescentes tensões e receios de violência.

Nestes últimos dias, vários ativistas pró-democracia proeminentes foram presos, além de outros organizadores terem sofrido ataques.

Meses de manifestações desencadearam a ocorrência de atos de violência e conflitos entre policiais e manifestantes.

Citando preocupações com a segurança, a polícia não autorizou a marcha planejada para sábado, e rejeitou um apelo a essa decisão por parte dos organizadores dos protestos.

A mídia local também está reportando que alguns ativistas por trás das manifestações planejadas foram feridos em uma série de ataques.

Joshua Wong foi preso hoje (30) de manhã enquanto se dirigia para uma estação do metrô, de acordo com uma declaração do Demosisto, um grupo político do qual ele é cofundador.

Wong era um personagem central do Movimento dos Guarda-Chuvas, que desencadeou uma série de intensos protestos em 2014. Esse movimento pedia por uma eleição democrática do chefe do Executivo de Hong Kong. Em junho, Wong foi libertado após ter passado cerca de cinco semanas na prisão por desacato à corte.

A mídia local está reportando que Andy Chan, líder do Partido Nacional de Hong Kong, foi preso no aeroporto na quinta-feira (29). O governo do território proibiu as atividades do partido de Chan no ano passado.

Pesquisa classifica Tóquio como a cidade mais segura do mundo

sex, 30/08/2019 - 07:53

Um grupo de pesquisa da revista britânica The Economist designou Tóquio como a cidade mais segura do mundo na sua última lista revisada bienalmente.

A equipe anunciou o Índice de Cidades Seguras 2019, na quinta-feira (29). O relatório classifica as principais cidades do mundo com base em avaliações de 50 indicadores, incluindo taxas de crime e mortes causadas por desastres naturais.

A capital japonesa ficou em primeiro lugar entre 60 cidades na classificação de 2019 pela terceira vez consecutiva desde o primeiro relatório publicado em 2015.

Tóquio recebeu alta pontuação por conta do planejamento de prevenção de desastres, assim como baixos níveis de crimes violentos e infecção de vírus de computação.

Contudo, o documento também observou que Tóquio ainda enfrenta a questão de corrupções e crimes organizados.

Cingapura ficou em segundo lugar, enquanto uma outra cidade japonesa, Osaka, obteve a terceira colocação.

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