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Atualizado: 8 minutos 30 segundos atrás

Enade: exame começa no país; candidatos têm 4 horas para fazer a prova

dom, 25/11/2018 - 14:06

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) começou às 13h30 (horário de Brasília) deste domingo (25). Os portões dos 1.585 locais de aplicação da prova foram fechados às 13h em todas as unidades da Federação.

No país, 550 mil estudantes de cursos de 27 áreas do conhecimento farão o Enade. A prova é voltada para alunos que estão concluindo cursos de graduação. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no exame deve constar em seu histórico escolar.

O Enade é o principal componente para o cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos e das instituições de ensino superior. A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores. A avaliação se repete a cada três anos.

Os candidatos terão quatro horas para resolver 40 questões. A prova do Enade é composta por itens de Formação Geral, comum aos cursos de todas as áreas, e de Componente Específico. Em Formação Geral são 10 questões, sendo duas discursivas e oito de múltipla escolha, envolvendo situações-problema e estudos de casos. A de Componente Específico tem 30 questões, sendo três discursivas e 2 de múltipla escolha, com situações-problema e estudo de casos.

Brasília

Em Brasília, os 14.745 inscritos enfrentam um dia chuvoso para a realização da prova. Para o aluno de Bacharelado em Teologia Reginaldo Azevedo, de 65 anos, o Enade contribui para o aperfeiçoamento do ensino superior no país. Ele disse que o exame é a “coroação” final do seu esforço no curso que durou quatro anos. “Teologia foi um chamado na minha vida. Foi um presente que eu me dei e Deus me permitiu”, disse Azevedo, que tem formação em engenharia agrícola.

A estudante de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB) Mayara Leporace Haddad, de 25 anos, disse estar tranquila para a prova. “Sempre tive um bom suporte da universidade. Acho importante ter uma avaliação porque é assim que a gente pode ter melhorias no ensino superior. Tem que avaliar os cursos para ver o que pode ser mudado, melhorado”.

Áreas avaliadas

Grau de Bacharel: Administração; Administração Pública; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Comunicação Social – Jornalismo; Comunicação Social - Publicidade e Propaganda; Design; Direito; Psicologia; Relações Internacionais; Secretariado Executivo; Serviço Social; Teologia; Turismo.

Grau de Tecnólogo: Tecnologia em Comércio Exterior; Tecnologia em Design de Interiores; Tecnologia em Design de Moda; Tecnologia em Design Gráfico; Tecnologia em Gastronomia; Tecnologia em Gestão Comercial; Tecnologia em Gestão da Qualidade; Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos; Tecnologia em Gestão Financeira; Tecnologia em Gestão Pública; Tecnologia em Logística; Tecnologia em Marketing; Tecnologia em Processos Gerenciais.

Candidatos fazem prova da primeira fase da Fuvest neste domingo

dom, 25/11/2018 - 13:59

Os 127.786 inscritos, incluindo treineiros, fazem hoje (25) a prova da primeira fase do vestibular da Universidade de São Paulo (USP), realizado pela Fuvest, em 35 locais no estado de São Paulo. Estão sendo disputadas 8.362 vagas distribuídas em 183 cursos de graduação para o ano de 2019. Outras 2.785 vagas são oferecidas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC). O processo de ingresso por esse sistema é administrado pela Pró-Reitoria de Graduação da USP.

Os portões foram abertos às 12h30 e o fechamento ocorreu às 13 horas. A prova tem cinco horas de duração e os candidatos podem se retirar do local a partir das 17h. A prova é composta de 90 questões, sendo algumas interdisciplinares, e abordará as seguintes disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio: biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química. Todas as questões são do tipo múltipla escolha, com cinco alternativas, das quais apenas uma é correta.

A estudante Luísa Carolina Goulart, 19, moradora do bairro da Vila Maria, na capital paulista, presta o vestibular para o curso de Jornalismo pela segunda vez. Neste ano, ela disse estar mais confiante por ter se dedicado aos estudos em um cursinho. “Eu escolhi esse curso porque é uma mistura do que eu gosto. Eu gosto muito de linguagens e gosto muito que eu possa usar minha criatividade. Prestei no ano passado, quando terminei o ensino médio. Agora espero que eu consiga, estou um pouco nervosa porque neste ano teve toda a mudança da Fuvest, então estou sem base [de prova para estudar], isso está me deixando bem nervosa, mas a expectativa é que eu consiga. Estou bem mais confiante do que no ano passado”.

Uma das mudanças do vestibular deste ano foi para as provas da segunda fase, em que haverá apenas dois dias de prova, eliminando a tradicional prova de conhecimentos gerais. Até o ano passado, eram três dias de prova durante a segunda fase.

A partir deste ano, todos os candidatos farão apenas duas provas na segunda fase: a de português e redação, que continuam iguais aos vestibulares anteriores, e a de disciplinas específicas, que são aquelas exigidas pela carreira escolhida. Na prova específica, o número de disciplinas requeridas passou de duas a três para duas a quatro, a critério de cada unidade da USP.

O candidato ao curso de geografia, Pedro Augusto Cunha Campos, 18, morador da Vila Guilherme, está prestando o vestibular da Fuvest pela segunda vez e, por isso, o sentimento é de maior pressão para ser aprovado e acredita que as mudanças na segunda fase vão proporcionar uma avaliação mais minuciosa no curso em que está prestando. “A Fuvest é difícil sempre, mas acho que vai ser uma prova mais tranquila porque minha nota de corte não é muito alta, então estou bem tranquilo. Em relação à segunda fase, eu achei que está selecionando bem mais, quem tem mais conteúdo específico vai se dar melhor. Por exemplo, meu curso tem só duas [disciplinas] específicas agora, então são seis questões [cada]. Isso abre muito o leque para a banca cobrar o que ela quiser”, disse.

Até o ano passado, havia um terceiro dia de prova, em que os estudantes respondiam questões de conhecimentos gerais. “Não tem mais o dia [de prova] só de questões gerais. Eu me dou bem em biologia, por exemplo, mas não tem mais biologia na [prova] específica [da segunda fase] então vai ser um pouco ruim para mim. Mas de resto achei bem tranquilo”, explicou.

Outra novidade do vestibular da Fuvest, neste ano, é a inscrição por modalidade de vagas. Os candidatos puderam escolher uma das 106 carreiras disponíveis e optar por concorrer pelas modalidades de Ampla Concorrência (sem exigência de nenhum pré-requisito), Escola Pública (que independente da renda, tenha cursado o ensino médio em escola pública) ou Escola Pública PPI (autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independente da renda, tenha cursado o ensino médio em escola pública).

Do total de vagas oferecidas pela Fuvest, 6.132 serão reservadas para candidatos na modalidade ampla concorrência; 1.471 vagas para candidatos de escolas públicas; e 759 para pretos, pardos e indígenas.

As três carreiras mais concorridas no vestibular da Fuvest neste ano são de Medicina: São Paulo (115,2), Ribeirão Preto (108,7) e Bauru (86,9). Em seguida aparecem Psicologia (61,8), Relações Internacionais (51,5), Curso Superior do Audiovisual (47,2), Medicina Veterinária (41,8), Psicologia – Ribeirão Preto (41,1), Design (32,4), Ciências Biomédicas (32,4), Publicidade e Propaganda (29,6), Jornalismo (28,5), Arquitetura – FAU (27,6), Artes Visuais (27,4), Direito (25,8).

Ativismo une mães em busca de soluções e respostas

dom, 25/11/2018 - 13:48

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram que há um ativismo entre as mulheres, mães de crianças com microcefalia em decorrência do Zika vírus, em busca do fortalecimento e solidariedade mútuos. Também pretendem assim reivindicar o comprometimento do Poder Público e compartilhar informações entre elas.

A antropóloga Soraya Fleischer, da Universidade de Brasília, destacou que um dos principais resultados é a identificação de um intenso processo de “empoderamento” dessas mulheres como cidadãs diante da burocracia de diferentes esferas do Estado e de instituições do mundo privado.

“Acompanhamos essas mulheres interpelando o Estado, a Justiça, as secretarias de Saúde, assistência social, de deficiência, de transporte. Vemos essas mulheres também percorrendo muitas instituições de saúde e aprendendo como percorrê-las, como marcar uma consulta, como manter uma relação de acompanhamento, todo mês tem uma consulta, tem todo um aprendizado, uma alfabetização no jargão médico, para entender termos, diagnósticos, números, interpretar exames.”

Só no Recife e na região metropolitana existem pelos menos quatro grandes grupos de mães de bebês com microcefalia e outras mulheres, geralmente de classe mais alta, que se associam a elas por voluntarismo, filantropia e empatia com a causa.

“O que começa com um desabafo depois passa para trocas cada vez mais especializadas sobre o que os seus filhos estão vivendo. Essas mulheres vão se reunindo, se identificando e criando coletivos políticos. É muito interessante esse processo de politização, associativismo que elas têm amadurecido e, claro, advocacy, a pressão política em cima dos órgãos responsáveis. E elas tem muito mais força quando fazem esse acionamento da pressão por grupo”, afirmou Soraya Fleisher.

Prevenção

Com a proximidade do verão, os pesquisadores se preocupam com a indefinição de como o vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, deve se comportar. No caso da dengue, também transmitida pelo mosquito, os especialistas já sabem que há um ciclo epidêmico a cada dois anos.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2015 foram registrados pouco mais de 37 mil casos prováveis de doença aguda pelo Zika. Em 2016, o número de casos ultrapassou 215,3 mil e em 2017 caiu para 17,5 mil.

Em 2018, até o fim de outubro foram registrados 7.544 casos, com taxa de incidência de 3,6 casos por 100 mil habitantes. Desse total, mais de 3,3 mil (43,8 %) casos foram confirmados.

De 2015 a 2017, o ministério recebeu a notificação de 12 óbitos por febre provocada pelo Zika e confirmou que pelo menos 345 bebês diagnosticados com microcefalia ou outras sequelas do Zika morreram desde 2015. Pelos menos 158 casos de óbitos estavam em investigação até o mês passado.

Nordeste

Inicialmente, a epidemia do Zika atingiu com mais força a Região Nordeste do país. Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que a doença agora tem sido registrada com mais frequência nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Especialistas ressaltam que a indefinição de quando e onde poderá ocorrer novo surto não é acompanhada por ações estruturais de prevenção por parte do Estado, nem das pessoas.

“Esse é o grande desafio das arboviroses, fora do período epidêmico sai da mídia, ninguém fala mais no assunto, o recurso para a gente captar para pesquisa também reflui, porque já não está tendo tanta visibilidade. As mulheres grávidas já não percebem o risco da doença, então, são desafios grandes e há muita pergunta para ser respondida”, comenta Tereza Lyra, da Fiocruz.

A pesquisadora destaca que muitas vezes as políticas de prevenção são focadas no discurso do cuidado individual, como a recomendação para que as mulheres usem repelentes e roupas que protejam o corpo, ou deixem de morar nas áreas mais vulneráveis, onde as pessoas acumulam água para sobreviver e existem muitos focos para o mosquito.

 “Uma fala de uma mulher para mim é bem marcante: um determinado profissional de saúde disse a ela ‘mas, quem mandou você morar onde tem mosquito?’", contou a pesquisadora. “Veja a carga de violência simbólica que essa frase carrega, ‘você é culpada por seu filho ter Zika’."

Transmissão

Considerando que o vírus também é transmitido por relações sexuais, outro ponto de prevenção destacado pelos estudiosos é o investimento em planejamento familiar. Os dados revelam que a maioria das entrevistadas engravidou sem planejamento e continua não se prevenindo.

De acordo com a pesquisa da Fiocruz, muitas mães relatam que são acompanhadas pelas unidades de Saúde da Família, no entanto, não são devidamente aconselhadas sobre como devem usar os contraceptivos disponíveis na rede pública, como pílulas, camisinha e o dispositivo intrauterino (DIU).

“Teve uma mulher que relatou pra gente que criança com Zika era o quarto filho dela. Disse que em todas as gestações ela engravidou usando contraceptivo. Quando a gente foi vendo, ela usava totalmente errado. Em nenhum momento, foi explicado o uso correto do anticoncepcional, aí, para ela, esse produto não serve para nada.”

 

Ciência tem de avaliar impactos do Zika, advertem pesquisadores

dom, 25/11/2018 - 13:28

O estudo sobre os impactos das mães com filhos que nasceram com microcefalia por causa do Zika vírus, liderado por nove antropólogas da Universidade de Brasília (UnB), quer avançar além do cotidiano das mulheres para chegar à ciência. A epidemia do Zika mobilizou recursos e estudiosos que desenvolveram uma infinidade de pesquisas para entender a doença ainda desconhecida.

A professora Soraya Fleischer, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) , que coordena o trabalho, alertou que material genético das crianças à disposição da ciência já existe.

Fisioterapeuta atende bebê com microcefalia - Sumaia Villela/Arquivo Agência Brasil

 “Os cientistas precisaram do material biológico dessas crianças, dessas mães e dos seus companheiros. Então, muito sangue, unha, pedaço de cabelo, pele, saliva, urina, tudo foi muito coletado para alimentar a máquina científica. E essas mulheres submeteram seus filhos a muita pesquisa biológica, de bancada, muita coisa experimental pra saber se resultava em alguma coisa, se conseguiam avançar e entender melhor o fenômeno.”

A professora ouviu queixas das mulheres a respeito da falta de explicações imediatas e dos resultados das pesquisas. A ausência de respostas e de diagnósticos precisos dificultou a comprovação da associação entre o vírus e a deficiência das crianças, e muitas delas foram impedidas de pleitear benefícios e direitos.

“Nessa relação muito nova que elas tiveram com a ciência, por um lado abriu portas, elas tiveram acesso a acompanhamento médico, a exames, por outro lado criou uma desconfiança e uma decepção muito grande com a ciência. E agora elas estão num momento de rebelião, refratárias, negando a relação com a ciência, elas não querem mais participar de nenhuma pesquisa.”

Incertezas

O Instituto Ageu Magalhães, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz, em Pernambuco, coordenou uma pesquisa em parceria com a London School e o Instituto Fernando Figueira, do Rio de Janeiro, em busca da identificação do impacto humano da epidemia sobre as famílias.

Por meio de entrevistas e questionários aplicados a mais de 480 pessoas, entre mães, cuidadores, mulheres grávidas, profissionais de saúde (ginecologistas, obstetras, neurologistas, oftalmologistas, fisioterapeutas), os pesquisadores buscaram fazer um inventário sobre a qualidade de vida daqueles que cuidam das crianças e analisar também a saúde reprodutiva das mulheres.

A doutora em saúde pública e integrante do Departamento de SaúdeCooletiva da Fiocruz em Pernambuco, Tereza Lyra, conta que uma das questões que chamam a atenção no estudo é o ônus emocional e financeiro que recaiu sobre as mulheres, que em sua maioria vivem em contextos de maior vulnerabilidade social e bairros precários, com problemas de saneamento ambiental.

“Essas mulheres têm gastos enormes, pois além dos deslocamentos, a alimentação dessas crianças é caríssima, muitas são alimentadas por sonda, então, há produtos que são de alto custo. “Foram as mulheres que tiveram que abandonar seus empregos para poder criar e cuidar das crianças. Isso significou uma queda da renda familiar. Por outro lado, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) só é cedido para famílias em condições de miserabilidade.”

Benefícios

Para receber o benefício, é necessário que o total da renda do portador da deficiência e sua família seja menor que um quarto do salário mínimo vigente. Considerando o salário mínimo atual, que é de R$ 954, a família não deve receber mais do que R$ 238,50 para ter direito ao BPC.

Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, 2,8 mil crianças com microcefalia receberam o BPC entre novembro de 2015 e agosto de 2018. A pasta informou à Agência Brasil que os números referentes aos meses de setembro e outubro de 2018 ainda estão sendo consolidados.

Mães de bebês com microcefalia vivem novos desafios

dom, 25/11/2018 - 13:18

Uma sucessão de abandonos e  incertezas. Assim é descrita por pesquisadores a realidade de milhares de mães de bebês que nasceram com microcefalia e outras sequelas devido à infecção pelo Zika vírus. Depois de três anos de o Ministério da Saúde declarar estado de emergência nacional para a epidemia de zika, essas mulheres ainda enfrentam uma rotina desgastante e solitária para cuidar dos filhos e buscar soluções para a doença.

Os dados mostram que a maioria das mães é pobre e negra, com pouca ou nenhuma escolaridade. De acordo com os pesquisadores, as mulheres afetadas pelo primeiro surto se sentem esquecidas pela mídia, academia e pelo Poder Público. Segundo os especialistas, elas acompanham o crescimento dos filhos sob expectativa e dúvidas.

Bebê com microcefalia - Divulgação/TV Brasil

A pergunta que permanece para essas mães é se as sequelas físicas e emocionais, nos filhos que elas geraram e acompanham, serão curadas.

Relatos

Moradora de São Lourenço da Mata, área metropolitana do Recife (PE), Ana Carla Bernardo, 26 anos, teve sua rotina alterada pela epidemia há três anos. O nascimento de sua filha, Elizabeth, marcou o início de uma nova fase, cheia de percalços e descobertas.

Diagnosticada com a síndrome, a criança nasceu com baixa visão e passou por algumas crises convulsivas. Dedicada integralmente aos cuidados da filha, Ana Carla disse que a única melhora que percebeu no atendimento foi o acesso à fisioterapia, antes restrita a poucas crianças.

“Ela era muito molinha, ela está bem melhor agora, mais esperta. Mas, ainda tem muitas coisas pela frente. Ela ainda não anda, não fica muito tempo sentadinha só. Já está no terceiro óculos, está melhorando, evoluindo”, relatou Ana Carla Bernardo à Agência Brasil.

Apesar da melhora, as convulsões afetaram o sistema locomotor de Elizabeth, que acabou desenvolvendo uma luxação no quadril. A menina será submetida a uma cirurgia para resolver o problema.

Desde 2015, o Ministério da Saúde confirmou mais de 2,8 mil casos de crianças infectadas pelo vírus. Desse total, 70% receberam algum tipo de cuidado e apenas três em cada 10 crianças recebem três tipos de serviço (puericultura, estimulação precoce e atenção especializada).

 Micro-histórias

Parte das histórias de medos e expectativas de outras mulheres que estão passando por essa mesma realidade está em um estudo de antropólogas da Universidade de Brasília (UnB).

O objetivo do projeto, intitulado “Zika e microcefalia: Um estudo antropológico sobre os impactos dos diagnósticos e prognósticos das malformações fetais no cotidiano de mulheres e suas famílias no estado de Pernambuco”, é dar visibilidade às trajetórias vividas pelas mães e apresentar a epidemia e seus impactos a partir de uma abordagem antropológica.

O grupo é formado por nove pesquisadoras que desenvolvem um trabalho de acompanhamento de algumas mães no Recife (PE), cidade onde foi registrado o maior número de casos de microcefalia no país.

O projeto teve início logo após o impacto das primeiras notícias da epidemia, em 2016, e ainda está na fase de campo. A cada seis meses, a equipe de antropólogas viaja para Pernambuco e passa alguns dias acompanhando mães em várias atividades do cotidiano.

Os relatos sobre as observações feitas nos últimos anos são apresentados em textos narrativos publicados no blog “Microhistórias”.

Análises

Fisioterapeuta atende bebês com microcefalia e orienta mães - Sumaia Villela/Arquivo Agência Brasil

A professora Soraya Fleischer, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) , que coordena a pesquisa, disse que a metodologia utilizada para acompanhar as mesmas mulheres ao longo de um tempo permite observar a experiência vivida pelas mães e seus bebês e como elas reagem às novas demandas que surgem ao longo do crescimento da criança.

Também é observada a relação criada entre mães e profissionais que cuidam de seus filhos, como fisioterapeutas, fonoaudiólogas, oftalmologistas, entre outros.

“A cada seis meses que essas crianças vão galgando na vida, elas apresentam dificuldades diferentes. No início, tinham muita irritabilidade, dificuldade de dormir, aí elas foram muito medicadas com tranquilizantes. Depois, começaram a apresentar crises neurológicas e espasmódicas, convulsões muito fortes, aí foram medicadas com remédios anticonvulsivantes”, observou Soraya Fleisher.

Segundo a pesquisadora, algumas  crianças foram alimentadas por sondas nasais e gástricas, outras apresentam dificuldades locomotoras e sofrem com alterações nos tendões e nos ossos do quadril, além de problemas na visão.

“Nessa última viagem, várias [crianças] estavam fazendo operações de estrabismo, outras tem colocado botox para ajudar a soltar a musculatura e poder ter um desempenho maior na fisioterapia”, avaliou acrescentou Fleisher.

Novos desafios

De acordo com o levantamento, as mães relatam dificuldades em incluir os filhos com deficiência na rede pública de ensino. Ana Carla procura uma escolinha para Elizabeth, mas ainda não encontrou nenhuma que tivesse condições de receber sua filha.

“Quando a gente vai procurar, o pessoal [das escolas] não sabe nem o que falar  porque não tem uma professora e um ajudante de classe para ficar com nossos filhos”, afirmou Ana Carla Bernardo, mãe da Elizabeth.

Há ainda o desafio da locomoção das mães e das crianças pela cidade até os locais das terapias de reabilitação. Algumas prefeituras disponibilizam transporte, mas há situações em que as mães enfrentam preconceito e despreparo de motoristas e dos passageiros.

Um dos episódios, que deverão ser incluídos no estudo, mostra a situação em que um motorista de aplicativo questiona as pesquisadoras se havia crianças com elas, caso contrário não aceitaria a corrida devido à necessidade de montar uma cadeirinha e ter mais espaço no carro.

Outro motorista abandonou a pesquisadora que estava acompanhada de uma mãe e uma criança com deficiência. “Ih, menina, isso aí eu já passei foi muito, visse”, reagiu a mãe, segundo relato da pesquisadora.

Saúde mental

“Dizem que Jade é uma mulher nervosa. Ela nem sempre foi vista assim, na verdade. Com as durezas da vida, aprendeu a engrossar sua voz: percebeu que se fosse muito calma e não se fizesse presente, ninguém cederia o lugar para ela e sua filha mais nova, Maitê - nascida com a Síndrome Congênita do Zika Vírus”.

Assim começa outra micro-história inédita, que destaca mais um problema: a vulnerabilidade da saúde mental dessas mulheres diante de situações estressantes do cotidiano, como serem maltratadas no transporte público ou não darem conta das inúmeras obrigações domésticas e familiares.

Aos poucos, a sobrecarga de trabalho e de tantas dúvidas imposta às mulheres resultou em sinais de cansaço, estresse, ansiedade e depressão. As pesquisas mostram que a saúde mental dessas mulheres foi diretamente afetada e os cuidados ainda são focados somente nas crianças.

“Quando perguntamos sobre como estava sua vida, ela [a mãe] respondeu com uma frase muito forte e ao mesmo sintética do que venho aqui discutindo: “O psicológico é que fica pior”, diz outro trecho escrito pela pesquisadora.

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Roraima: governo eleito quer recurso federal para atender venezuelanos

dom, 25/11/2018 - 12:20

A solução para a migração de venezuelanos passa por mais investimentos federais em Roraima, por maior controle na entrada dos refugiados, por programas de acolhimento em outros estados brasileiros e de devolução dessas pessoas para o país de origem. A avaliação é do governador eleito de Roraima, Antônio Denarium (PSL), em entrevista à Agência Brasil.

Denarium disse que, mesmo antes de tomar posse, tratou da questão com o presidente eleito Jair Bolsonaro, com o governo do presidente Michel Temer e com parlamentares brasileiros e venezuelanos, representantes do Parlamento do Mercosul. Também abordou o assunto no encontro de governadores, uma vez que outros estados também recebem refugiados venezuelanos.

Para o governador eleito, a crise migratória é “muito séria” e está sobrecarregando os serviços públicos de Roraima, especialmente as redes de saúde, educação e segurança pública. “O governo federal tem de olhar de forma diferenciada a migração no estado de Roraima, trazendo mais recursos para atender a esse pessoal”, afirmou.

Devolução

Segundo Denarium, entram no Brasil, por Roraima, de 800 a 1.000 venezuelanos ao dia, e boa parte não tem formação adequada para conseguir emprego. “Roraima está vivendo um caos. É preciso ter consciência que, em um estado com 500 mil habitantes, não vão caber 32 milhões de venezuelanos. Então, esse problema da migração de venezuelanos não é só de Roraima. É um problema do Brasil”, afirmou.

O governador eleito defende que o governo brasileiro faça um plano de retorno dos venezuelanos, contratando empresas de ônibus para levá-los à Venezuela e pagando as despesas no trajeto. “Eu sou favorável a fazer um plano de ação para que o governo brasileiro possa auxiliar os que desejam voltar para a Venezuela”, afirmou.

Há levantamentos, segundo Denarium, indicando que cerca de 2 mil venezuelanos querem retornar para a comunidade de origem, mas não têm dinheiro para custear a viagem. “Os indígenas não têm a menor condição de serem inseridos no mercado de trabalho. Então, seria muito importante que o Brasil fizesse o trabalho de devolução para a Venezuela, onde eles têm as comunidades indígenas de onde vieram”, argumentou.

Controle

Bolsonaro manifestou-se ontem contrário à proposta do governador eleito de Roraima. Para o presidente eleito, os venezuelanos não são mercadorias para serem devolvidos. Ele defendeu um controle mais rígido na entrada dos venezuelanos no Brasil e a criação de campos de refugiados.

Para Denarium, é preciso endurecer o controle na fronteira de Roraima com a Venezuela e restringir o acesso de refugiados. Segundo ele, seria necessário cobrar cartão de vacinação e atestado de bons antecedentes, para evitar a entrada de doenças e de criminosos. “Como eles estão vindo como refugiados, não precisam apresentar documentos, simplesmente passam pela fronteira”, explicou.

Esse procedimento, disse Denarium,  traz para o país doenças sob controle, como sarampo e poliomielite, criminosos, drogas e armas ilegais. “Com a entrada dos venezuelanos, a maioria dos furtos e assassinatos aqui tem envolvimento de venezuelanos. Então a segurança pública também está comprometida, além de entrar no Brasil drogas, traficantes e armas, o que é um problema muito grave”, argumentou.

Bolsa

O governador eleito disse ter se reunido no Ministério dos Direitos Humanos e discutido a interiorização dos venezuelanos, que já vem ocorrendo. Estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, têm recebido grupos de venezuelanos.

A proposta é aprimorar essa medida, pagando uma bolsa para as famílias que acolherem os venezuelanos. “A ideia é R$ 300 por mês, por venezuelano acolhido. Então, se uma família lá de Santa Catarina absorver uma família de venezuelanos, com quatro pessoas, receberia uma bolsa de R$ 1.200, por seis meses. Esse é o período ideal para introduzir os venezuelanos na sociedade local e no mercado de trabalho”, afirmou Denarium.

Bolsonaro chega à Escola de Educação Física do Exército

dom, 25/11/2018 - 11:32

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, acaba de chegar à Escola de Educação Física do Exército  no bairro da Urca, onde participa do 10º Encontro do Calçao Preto 2018. O evento reúne antigos e atuais comandantes, instrutores, professores e monitores no Berço do Ensino Metódico e Racional da Educação Física no Brasil, como é chamada a escola. Eles participarão de um almoço de confraternização.

Segundo informações da assessoria de comunicação social da escola, Bolsonaro foi o primeiro colocado da turma de 1982 e participa sempre do evento, realizado anualmente.

Além do presidente, estão presentes o chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exércuto, general Mauro Cesar Lourena, o interventor federal e comandante militar do Leste, general Braga Netto, entre outras autoridades.

O encontro tem por objetivo promover a integração da ativa e da reserva e, principalmente, reforçar os valores e as tradições da escola e de seus alunos.

Ex-presidente da Nissan nega ter sonegado lucros

dom, 25/11/2018 - 11:17

O empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, 64 anos, ex-presidente da Nissan Motor, negou que tenha sonegado informações, dados e lucros nos relatórios de valores mobiliários da empresa, durante depoimento à Promotoria de Justiça de Tóquio. É a primeira vez que ele se pronuncia sobre as acusações.

O ex-presidente da Nissan Motor, Carlos Ghosn - EFE/ Kimimasa Mayama / Direitos reservados

As informações são da NHK, emissora pública de televisão do Japão. Segundo informações da emissora, o executivo, que estava preso desde a semana passada, disse que não tinha intenção de falsificar as demonstrações financeiras.

Ghosn e seu assessor Greg Kelly foram presos no último dia 19 por suspeita de subestimar a renda do executivo em milhões de dólares, em um período de oito anos.

O executivo franco-brasileiro é suspeito de instruir Kelly a informar que sua compensação anual era de cerca de 1 bilhão de ienes, o equivalente a US$ 9 milhões.

O conselho de Diretores da Nissan exonerou Ghosn da presidência e Kelly da direção no último dia 22.

*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão, e EFE.

Temer diz que sociedade não pode tolerar agressões contra as mulheres

dom, 25/11/2018 - 10:39

Por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, lembrado hoje (25), o presidente Michel Temer disse, em sua conta no Twitter, que a sociedade não pode tolerar agressões contra as mulheres. “Que este 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, nos alerte ainda mais para essa causa que é de cada um de nós”, escreveu.

O presidente Michel Temer - Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil

Em sua postagem na rede social, Temer destacou que os canais de denúncia são fundamentais. “Por esse motivo criei, em 1985, a Delegacia da Mulher, primeiro canal oficial para esse objetivo. Hoje temos também o #ligue180, serviço gratuito e confidencial para denúncias de violência contra a mulher. Vamos eliminar esse mal”, afirmou.

ONU

A secretária-geral adjunta das Nações Unidas e diretora da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, disse ser “absolutamente inaceitável que a grande maioria dos autores de violência contra mulheres e meninas fique impune”.

“O tema do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres deste ano é ‘Pinte o Mundo de Laranja: #MeEscuteTambém’. O propósito é honrar e amplificar as vozes das pessoas – da dona de casa, no seu lar, a uma aluna que sofre abuso do seu professor, a uma secretária de escritório, a uma atleta ou de uma estagiária em uma empresa, unindo suas experiências de diferentes lugares e setores em um movimento de solidariedade global”, afirmou, em mensagem.

“É um chamado para ouvir e acreditar nas sobreviventes, colocar fim à cultura de silêncio e que a nossa resposta tenha como foco as sobreviventes. Deve-se deixar de questionar a credibilidade da vítima. Em vez disso, deve-se centrar na prestação de contas do agressor”, acrescentou a diretora.

Final da Taça Libertadores é confirmada para hoje

dom, 25/11/2018 - 10:08

A disputa entre o River Plate e o Boca Juniors, na final da Copa Libertadores 2018, em Buenos Aires, ocorrerá hoje (25) às 18h (horário de Brasília, 17h na Argentina).  O jogo foi adiado depois de um ataque promovido por torcedores do River contra o ônibus onde estava a equipe do Boca.

A imprensa argentina, liderada pelo Clarin e o La Nación, classificam o episódio como “papelão mundial” e “vergonha internacional”. Para analistas, o caso põe a Conmebol, Confederação Sul-americana de Futebol, sob suspeitas, uma vez que há denúncias de corrupção em investigações.

Ontem (24), logo na chegada ao Monumental de Nuñez, onde estava marcada a disputa, o ônibus do Boca foi atacado com pedradas e bombas de gás por torcedores rivais do River Plate.

Alguns jogadores, como Pablo Pérez, ficaram feridos e foram atendidos fora do estádio. Carlos Tévez disse que os atletas não esperavam aquela reação.

Em seguida, houve uma reunião entre os dirigentes do River e Boca, em que decidiram que o jogo deveria ser adiado. Segundo eles, os atletas não queriam jogar.

Começa hoje Semana Nacional de Combate ao Aedes aegypti

dom, 25/11/2018 - 09:31

Todos os municípios do país promovem, a partir deste domingo (25), diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, como visitas domiciliares, mutirões de limpeza e distribuição de materiais informativos. A Semana Nacional de Combate ao Aedes será realizada até a próxima sexta-feira (30), sendo a sexta o dia D de combate ao mosquito.

No total, 210 mil unidades públicas e privadas estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de Assistência Social e 53 mil unidades básicas de Saúde (UBS), informou o Ministério da Saúde.

O mosquito Aedes aegypti - ONU/Aiea/Dean Calma

Estados e municípios já foram orientados pela Sala Nacional de Coordenação e Controle do ministério para que promovam nas comunidades atividades instrutivas sobre a importância do combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre as atividades planejadas para a semana estão visitas domiciliares, distribuição de materiais informativos e educativos, murais, rodas de conversa com a comunidade, oficinas, teatros e gincanas.

“A mobilização pretende mostrar que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, principalmente de novembro a maio, considerado o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Nesse período, o calor e as chuvas são condições ideais para a sua proliferação”, acrescenta o ministério.

“O verão é o período que requer maior atenção e intensificação dos esforços para não deixar o mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias. Esses profissionais utilizam técnicas simples e diferenciadas para vistoriar as casas, apartamentos e espaços abertos”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

Os dados nacionais mostram redução de casos nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro e novembro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. Porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito, para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

As ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pela pasta da Saúde. Desde a identificação do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo federal mobilizou todos os órgãos para atuar conjuntamente. Além disso, os governos estaduais e municipais participam da mobilização.

Dengue, chikungunya e zika

Segundo o Ministério da Saúde, até 3 de novembro foram notificados 223.914 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (224.773). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 107,4 casos por100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 23,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 172 mortes em 2017 para 132 neste ano. No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período do ano passado.

Também foram registrados 81.597 casos de febre chikungunya, o que representa taxa de incidência de 39,1 casos por 100 mil habitantes. A redução é de 55,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.920 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,7 casos por 100 mil habitantes. Neste ano, foram confirmadas em laboratório 35 mortes. No mesmo período do ano passado, foram 189. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017.

Foram registrados ainda 7.544 casos prováveis de zika em todo o país, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (16.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos por 100 mil habitantes.

Líderes aprovam acordo para saída do Reino Unido da União Europeia

dom, 25/11/2018 - 09:05
A primeira-ministra britânica, Theresa May - Will Oliver/EFE/Direitos reservados

Os líderes dos 27 países da União Europeia (UE) aprovaram hoje (25) o acordo para saída do Reino Unido do bloco. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Ele disse que foi fechada a declaração com os termos de sua futura relação, uma vez consumado o "Brexit".

"Os 27 respaldaram o acordo de saída e a declaração política sobre as futuras relações entre a UE e o Reino Unido", escreveu Tusk em sua conta no Twitter.

O texto reúne 585 páginas e contém 185 artigos, três protocolos (sobre a Irlanda, Gibraltar e Chipre) e vários anexos.

Porém, o acordo ainda tem de ser submetido aos parlamentos dos 27 países. como o de Westminster (Reino Unido), onde não tem garantidos os apoios necessários, e a Eurocâmara. Também é necessária a aprovação dos 27 ministros no Conselho da UE.

Além da aprovação nos parlamentos, para se transformar em um texto legal o acordo precisa da aprovação dos 27 Estados-membros, em nível de ministros (Conselho da UE), por maioria qualificada reforçada, ou seja, que pelo menos 72% dos países votem a favor e que esses Estados representem pelo menos 65% da população da UE.

Ressalvas

Os líderes aprovaram hoje também os termos nos quais pedem à Comissão Europeia, à Eurocâmara e ao Conselho dos Países que integram o bloco que sejam dados "os passos necessários" para garantir a entrada em vigor do acordo de saída em 30 de março de 2019 - primeiro dia no qual o Reino Unido não será membro da UE.

"O enfoque da União Europeia se mantém definido pelas posições e princípios gerais estabelecidos nas diretrizes do Conselho Europeu previamente estipuladas", assinalaram os líderes.

Essas diretrizes negociadoras afirmavam que "depois que o Reino Unido deixasse o bloco, nenhum acordo entre a UE e o Reino Unido poderia ser aplicado ao território de Gibraltar sem o acordo entre a Espanha e o Reino Unido".

Agradecimentos

Os presidentes e primeiros-ministros dos 27 países também agradecem ao negociador da UE, Michel Barnier, por seus "incansáveis esforços" e sua "contribuição para manter a união entre os Estados-membros" durante as negociações do "Brexit".

O sinal verde dos países da UE para o acordo de saída e a declaração política foi possível após serem atendidas as ressalvas da Espanha, que ameaçava se opor a ambos os textos ao considerar que não haviam garantias jurídicas suficientes de que terá a última palavra em qualquer futuro acordo com Gibraltar.

No entanto, ontem (24) o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que votaria a favor do acordo entre a UE e o Reino Unido sobre o "Brexit" após conseguir uma "tripla blindagem histórica" sobre Gibraltar, que contém por escrito todas as garantias exigidas pela Espanha.

*Com informações da EFE

Mega-Sena tem uma aposta ganhadora que leva R$ 69 milhões

dom, 25/11/2018 - 08:52

O concurso 2100 da Mega-Sena, sorteado na noite desse sábado (24), teve uma aposta ganhadora de Indaiatuba (SP) que vai receber R$ 69.186.484,11. Os números sorteados foram 01,10, 11,13, 35 e 49.

Mega-Sena, loterias, lotéricas - Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A quina teve 266 ganhadores que vão receber R$ 17.704,75. A quadra teve 15.540 apostas ganhadoras. O prêmio é de R$ 432,93.

A estimativa de prêmio para o próximo concurso é de R$ 3 milhões.

Presidente eleito almoça com militares do Exército no Rio

dom, 25/11/2018 - 08:27

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, almoça hoje (25) na Escola de Educação Física do Exército, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. Há ainda a expectativa de ele assistir ao jogo do Vasco e Palmeiras. Mas a assessoria não confirmou.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante comemoração dos 73 anos da Brigada de Infantaria Pára-quedista - Fernando Frazão/Agência Brasil

Até ontem (24) à tarde, o próprio Bolsonaro disse que estava em dúvida se irá ao Estádio de São Januário ver o jogo. "Todo mundo sabe que meu coração é palmeirense, mas ainda não decidi se vou assistir à partida.”

Fã de esportes e formado em Educação Física, Bolsonaro disse que no seu governo dará atenção ao tema. Por enquanto não informou se pretende manter a área como um ministério independente ou unificá-lo a outra pasta.

O presidente eleito, que é paraquedista formado, desfilou ontem com os veteranos da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro, ao lado do futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

Bolsonaro participou da cerimônia em comemoração ao 73° aniversário de criação da Brigada de Infantaria Paraquedista. “Essa vibração ajuda na minha recuperação com toda certeza”, afirmou.

Enade será aplicado neste domingo a 550 mil estudantes

dom, 25/11/2018 - 08:11

Hoje (25), 550 mil estudantes de cursos de 27 áreas do conhecimento farão o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A prova é voltada para alunos que estão concluindo cursos de graduação. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no exame deve constar em seu histórico escolar.

O Enade é o principal componente para o cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos e das instituições de ensino superior. A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores. A avaliação se repete a cada três anos.

Estudantes fazem prova - Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

O Cartão de Confirmação de Inscrição do Enade 2018 está disponível no endereço enade.inep.gov.br. O documento traz informações sobre o local de prova, horários e atendimentos, caso tenham sido solicitados e aprovados.

As informações sobre o exame estão disponíveis no site do Enade. Uma das novidades desta edição é o Aplicativo do Enade, disponível nas plataformas Google Play e Apple Store. Com a nova tecnologia, todas as etapas de responsabilidade do participante podem ser feitas por meio de smartphones e tablets.

Áreas avaliadas

Grau de Bacharel: Administração; Administração Pública; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Comunicação Social – Jornalismo; Comunicação Social - Publicidade e Propaganda; Design; Direito; Psicologia; Relações Internacionais; Secretariado Executivo; Serviço Social; Teologia; Turismo.

Grau de Tecnólogo: Tecnologia em Comércio Exterior; Tecnologia em Design de Interiores; Tecnologia em Design de Moda; Tecnologia em Design Gráfico; Tecnologia em Gastronomia; Tecnologia em Gestão Comercial; Tecnologia em Gestão da Qualidade; Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos; Tecnologia em Gestão Financeira; Tecnologia em Gestão Pública; Tecnologia em Logística; Tecnologia em Marketing; Tecnologia em Processos Gerenciais.

TSE sugere aprovação com ressalvas de contas da campanha de Bolsonaro

sab, 24/11/2018 - 19:07

O órgão técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu aprovar com ressalvas as contas de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro. A avaliação foi concluída neste sábado (24) pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa), que encaminhou parecer para análise do ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no tribunal. Após a conclusão da análise, o ministro determinou vista de três dias para que a defesa de Bolsonaro se pronuncie sobre as recomendações, e dois dias para manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral.

No próximo dia 4 de dezembro, o plenário do TSE julgará as contas da campanha presidencial do candidato eleito com base no parecer técnico e nas alegações da defesa. “Foram verificadas impropriedades e irregularidades que, no conjunto, não comprometeram a regularidade das contas, mas que constituem motivo para a proposta técnica de aprovação com ressalvas”, escreveram os analistas da Asepa, citando que apenas 2,58% dos recursos recebidos de doações foram considerados irregulares.

Os analistas e técnicos da corte avaliaram como irregularidade a devolução de depósitos realizados na conta bancária da campanha. O financiamento coletivo por meio de uma empresa sem registro prévio na Justiça Eleitoral foi objeto de impropriedade pelos analistas. No entanto, a assessoria técnica não identificou prejuízo ao controle social das doações, já que a plataforma utilizada para arrecadação dos valores e a empresa subcontratada para o arranjo dos pagamentos foram previamente cadastradas no TSE.

O parecer menciona ainda o recebimento de doações de fontes não permitidas. É o caso de doadores que são permissionários do serviço público, como taxistas. Como se trata de doação cuja fonte pode ser desconhecida dos candidatos e partidos, o TSE possui uma jurisprudência que impede a responsabilização direta caso haja erros cometidos pelos próprios doadores. Assim, a Asepa determina que os recursos referentes a essa irregularidade, transferidos ao PSL pela campanha, sejam recolhidos ao Tesouro Nacional.

Segundo a defesa de Bolsonaro, as questões pontuadas pelos técnicos do TSE não são suficientes para reprovação das contas. Sobre o caso das doações vedadas, o corpo jurídico do presidente eleito argumentou que a equipe de campanha já havia apresentado questionamento aos doadores com o objetivo de evitar possíveis irregularidades. “Além disso, a fim de regularizar as contas, será providenciado o recolhimento dos valores ao erário público. A devolução espontânea saneia a pendência e não compromete a regularidade da prestação de contas do candidato”, afirmou a advogada Karina Kufa.

De acordo com manifestação encaminhada hoje à tarde à imprensa, a defesa responsável pela prestação de contas considerou o parecer “de acordo” com as expectativas. “Realmente acredito na aprovação pelos ministros sem ressalvas, dada a suficiente fundamentação nos três pontos em questão. As receitas e despesas foram acompanhadas com muito zelo, estando impecável a prestação das contas”, afirmou Karina Kufa, referindo-se ao julgamento do TSE.

Alunos de escola pública de SP são premiados por aplicativo inovador

sab, 24/11/2018 - 18:31

Um projeto desenvolvido por cinco alunos de escola pública de São Paulo foi vencedor, hoje (24), do primeiro programa educacional Startup Varejo, desenvolvido para bairros da zona norte, na área de tecnologia e empreendedorismo dedicados ao setor. O grupo criou o aplicativo Serv Pet e receberá como prêmio a mentoria de pré-aceleração profissional, prestada por consultoria de inovação social Ideias de Futuro.

O Serv Pet é um aplicativo que oferece entrega de refeições frescas e balanceadas para animais de estimação como alternativa ao consumo restrito de rações industrializadas. As refeições têm o aval de médicos veterinários e nutricionistas e a ideia é propor  praticidade ao dono e qualidade de vida aos animais. Com a premiação, os estudantes terão a chance de desenvolver ainda mais o projeto e até mesmo lançar a startup e o aplicativo

Durante três meses, 140 alunos de quatro escolas da rede pública da zona norte desenvolveram projetos de startups para apresentar soluções ao varejo. Sete projetos disputaram a final. Os projetos consistiram em soluções criativas para o setor nos segmentos de alimentação, serviços temporários, trocas de livros, e uma consultoria online para microempreendedores.

“O grande objetivo aqui é usar o programa para exercitar e desenvolver competências empreendedoras nos alunos, ao mesmo tempo em que eles possam ter uma experiência de criadores de tecnologia e não apenas de usuários. Isso tudo dentro da temática de  desafios e oportunidades que o comércio e o varejo oferecem hoje em dia. O setor é a principal porta de entrada dos jovens no mercado de trabalho. Então, aliar tudo isso é o grande diferencial desse projeto", disse o diretor de operações da consultoria Ideias de Futuro, Oswaldo Cruz.

Segundo Cruz, os vencedores terão um dia inteiro de visitação a vários centros de tecnologia e inovação da capital paulista, para conhecer os locais e ter contato com as pessoas que trabalham nos ambientes. "O grupo também ganhará quatro meses de pré-aceleração profissional da Ideias de Futuro para ter a chance de desenvolver os projetos."

De acordo com a responsável pelo Instituto Center Norte, um dos parceiros do projeto, Daniela Pavan,  a ideia é apoiar ações e iniciativas em sintonia com estratégias dos negócios e inovação social, voltadas para o empreendedorismo e a mobilidade. "Acreditamos no ambiente de aprendizagem que cria formas para pessoas e instituições conseguirem soluções capazes de melhorar a vida na região em que vivem."

Este foi o primeiro ano em que o programa foi desenvolvido e já há planos de ampliá-lo para outras escolas públicas da região, no próximo ano. "Já estamos pensando em como dar sequência e ampliar esse projeto para trazer a cultura de sustentabilidade e inovação para a zona norte, como uma grande força de transformação social", disse Pavan.

Participaram da final, no Expo Center Norte, as plataformas digitais Food Back, que registra as impressões dos clientes de restaurantes encaminhadas aos proprietários para a realização de melhorias; I Force, consultoria para pequenos negócios expandirem sua atuação; I need 2 eat, que estimula o hábito de valorizar as refeições fora de casa para encontrar amigos e familiares; Hungry moving, que reduz o tempo de espera, entre um pedido e a entrega, oferecendo ao consumidor a possibilidade de escolher e fazer seu pedido, antes de sair de casa); Bicos Parati, que conecta pessoas que oferecem e buscam serviços temporários; e Sebo Teen, de venda e troca de livros.

 

 

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Brasil pode ter colheita recorde de algodão neste ano

sab, 24/11/2018 - 16:18

O Brasil deve fechar 2018 com recorde de exportação de algodão e se consolidar na segunda posição do mercado mundial da pluma. Nunca na história do país houve tanta colheita de algodão como na última safra: 2,1 milhões de toneladas. É uma quantidade atingida exatamente no momento em que ocorrem negociações externas em relação ao produto.

Enquanto o consumo doméstico é mantido estável em cerca de 700 mil toneladas, as exportações deverão alcançar 1,2 milhão de toneladas, um recorde que pode render a segunda posição do país no mercado internacional, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

A safra já foi toda colhida e parte dela ainda estará sendo beneficiada até junho de 2019 antes de ser levada para fora do país, mas os embarques estão no auge sendo muito provável que antes do final do ano seja alcançado também o recorde de envio em um único mês, segundo o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Henrique Snitcovski.

Ele informou que o maior volume total exportado até agora tinha ocorrido em 2011, com um volume de 1,03 milhões de toneladas e a maior remessa em um único mês foi em outubro do ano seguinte (188 mil toneladas). “O escoamento dessa safra vai fazer com o que o Brasil não apenas bata o recorde, mas também ultrapasse a Austrália e a Índia, tornando-se o segundo maior exportador atrás apenas dos Estados Unidos”, comemorou ele.

O dirigente acrescentou que ,sozinho, os Estado Unidos têm uma oferta de 3,5 milhões de toneladas, ficando com cerca de 40% das vendas globais. E diante da guerra comercial entre os americanos e os chineses, que estão entre os maiores importadores, o Brasil pode ser beneficiado, acredita o presidente da Anea. “A China pode voltar a ser o nosso maior cliente”. No entanto, ele ponderou que os Estados Unidos estarão também aumentando a competitividade com os outros mercados. Hoje o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial e os principais destinos são Bangladesh, o maior importador mundial, Vietnam, Indonésia, Coréia do Sul e Turquia.

Além dessa posição de importância no mercado mundial, Snitchovski destacou que as projeções são de se manter a produção brasileira em alta, dinamizando toda a cadeia dessa commoditie . Dados da Associação dos produtores do setor indicam que a previsão é a de aumentar em 19% a produção, elevando a colheita para 2,5 milhões de toneladas e uma expansão de 22% na área plantada devendo atingir 1,44 milhão de hectares. As maiores lavouras concentram-se entre o Mato Grosso e a Bahia.

Bolsonaro diz que nova cirurgia pode ser feita em 20 de janeiro

sab, 24/11/2018 - 15:01

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (24) que tem uma nova avaliação médica marcada para o dia 19 de janeiro. Segundo ele, se a infecção detectada no intestino estiver totalmente curada, a operação para retirada da bolsa de colostomia deve ser feita no dia seguinte (20 de janeiro). “Caso contrário, se o grave caso de infecção permanecer ainda, o prazo será novamente adiado”, disse.

A operação do presidente eleito estava marcada inicialmente para o dia 12 de dezembro, mas foi adiada após uma série de exames feita ontem (23) por médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Os exames pré-operatórios precedem a realização da terceira cirurgia a que Bolsonaro será submetido desde que foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo, durante ato político, em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.

Ele fez uma cirurgia inicial, de grande porte, na Santa Casa de Juiz de Fora, depois uma segunda, já no Einstein, para corrigir uma aderência. A estimativa é que o período de recuperação dessa terceira cirurgia seja de 10 a 15 dias.

Com o adiamento, Bolsonaro só será submetido à cirurgia depois da posse na Presidência da República, marcada para 1º de janeiro.

Vice-presidente

Na ausência do presidente, o vice-presidente eleito, Generão Hamilton Mourão (PRTB), poderá assumir o posto pela primeira vez. Geralmente, a chefia do Executivo é transferida seguindo a linha sucessória nos casos de viagem para o exterior do titular do cargo, mas como Bolsonaro ficará alguns dias hospitalizado, Mourão tende a substituí-lo durante o período. De acordo com a Constituição Federal, cabe ao vice-presidente exercer a tarefa “no caso de impedimento” do presidente ou atuar em missões especiais, convocado por ele.

A diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi adiantada para o próximo dia 10 de dezembro em comum acordo, justamente devido à previsão inicial de que a cirurgia do presidente eleito fosse realizada no dia 12.

Forte calor O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), participa da comemoração do 73 aniversário da Brigada de Infantaria Pára-quedista, na Vila Militar em Deodoro. - Fernando Frazão/Agência Brasil

Bolsonaro, que é paraquedista formado, desfilou junto com os veteranos da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro, ao lado do futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. Ele participou da cerimônia em comemoração do 73° aniversário de criação da Brigada de Infantaria Paraquedista.

Ao final do desfile, o presidente eleito reconheceu que se excedeu um pouco, devido ao forte calor, mas disse que se sente bem, apesar de ter desobedecido à recomendação médica. “Essa vibração ajuda na minha recuperação com toda certeza”, afirmou.

O presidente eleito disse que ainda está avaliando se vai assistir à partida Vasco x Palmeiras, amanhã (25), no estádio de São Januário. O convite foi feito pelo presidente do clube vascaíno. “Todo mundo sabe que meu coração é palmeirense, mas ainda não decidi se vou assistir à partida”, avaliou Bolsonaro.

Bolsonaro cogita criação de campo de refugiados para venezuelanos

sab, 24/11/2018 - 14:25

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu hoje (24) um rígido controle na entrada de refugiados venezuelanos que chegam ao país. Ele afirmou que os venezuelanos fogem de uma ditadura e que o Brasil não pode deixá-los à própria sorte. Como medida para tentar resolver o problema, o presidente eleito sugeriu a criação de campos de refugiados. “A criação de campos de refugiados, talvez, para atender aos venezuelanos que fogem da ditadura de seu país”, disse durante cerimônia militar no Rio de Janeiro.

Bolsonaro disse que esteve em Roraima por duas vezes ao longo dos últimos quatro anos e que o estado não vai conseguir resolver a situação sozinho. O presidente eleito disse que faltou ao governo brasileiro se antecipar ao problema e defendeu um controle migratório de venezuelanos mais firme. “Porque do jeito que estão fugindo da fome e da ditadura, tem gente também que nós não queremos no Brasil.”

Devolução de venezuelanos

Bolsonaro mostrou-se contrário à proposta do governador eleito de Roraima, Antonio Denarium (PSL), que cogita o fechamento da fronteira e defende a criação de um programa de devolução de venezuelanos para o país de origem.

“Eles não são mercadoria nem objeto para serem devolvidos. Se tivesse um governo democrático há algum tempo, nós deveríamos tomar outras providências como, por exemplo, excluir a Venezuela do Mercosul. A Venezuela não pode ser tratada como país democrático.”

Médicos cubanos

O presidente eleito falou também sobre a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos. Bolsonaro disse que o governo Temer está realizando uma seleção para contratação de novos médicos para ocupar as vagas deixadas pelos cubanos e que já há número suficiente de profissionais para preencher as vagas.

“Nós não podemos deixar as pessoas no Brasil num regime de semi-escravidão, completamente ao arrepio da lei federal. Qualquer um de fora que trabalhe aqui tem que ser submetido às mesmas leis de vocês que estão aqui. Não pode confiscar salário, não pode afastar famílias. Temos muitos cubanos e cubanas que têm famílias lá em Cuba e já constituíram novas famílias aqui. Este projeto [Mais Médicos] destruiu famílias e nós não podemos admitir isso”, avaliou.

Bolsonaro falou com a imprensa logo após participar da cerimônia de 73 anos de criação Brigada de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, zona oeste do Rio.

 

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