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Atualizado: 15 minutos 46 segundos atrás

São Paulo recorre à Justiça para garantir combustível

qui, 24/05/2018 - 13:34

A Prefeitura de São Paulo entrou hoje (24) na Justiça para tentar garantir o abastecimento de combustível para os ônibus da frota municipal e os caminhões que fazem a coleta de lixo na cidade. 

Segundo a prefeitura, as empresas do sistema municipal de transporte estão com baixo estoque de óleo diesel por causa da greve dos caminhoneiros, o que fez a São Paulo Transportes (SPTrans) reduzir em até 40% o número de ônibus circulando nos horários de entrepico. A medida, segundo a SPTrans, foi necessária para garantir que a frota possa funcionar também no final do dia e à noite.

No pedido à Justiça, a prefeitura pede a imediata cessação dos atos de protesto que impeçam a "saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota de ônibus do transporte público” de São Paulo e a saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota envolvida em serviços essenciais na cidade, como os de limpeza urbana e as ambulâncias do SAMU.

A prefeitura pede a fixação de multa diária de R$ 1 milhão no caso de descumprimento.

Serviços

No início da manhã, as empresas de ônibus paulistanas conseguiram circular com até 97% da frota programada, porque conseguiram abastecer os veículos por meios alternativos ou fizeram uso do estoque que ainda dispunham. Já a frota do trólebus está funcionando normalmente.

Em uma negociação entre a prefeitura e o governo estadual, que é responsável pela operação do Metrô e os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Secretaria Estadual de Transportes informou que o Metrô e a CPTM vão manter 100% de suas frotas em operação no período de entrepico, o que não ocorre normalmente. O objetivo é compensar a ausência de parte da frota de ônibus.

Por causa da greve dos caminhoneiros, o rodízio de veículos foi suspenso nesta quinta-feira. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes determinou que a SPTrans e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reforcem as equipes de rua para orientar os passageiros e motoristas sobre as mudanças.

Quanto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a prefeitura informou que todas as ambulâncias operacionais foram abastecidas na noite de ontem e na manhã de hoje, e que foi feita uma reserva de combustível para o abastecimento de veículos reservas e para suprir possível falta. Por enquanto, o serviço funciona normalmente.

A coleta de lixo ainda não foi afetada, mas a prefeitura informou que, caso a greve persista, o serviço pode ficar comprometido a partir de amanhã (25).

Chegada de caminhões ao Ceasa-RJ diminui e preços sobem

qui, 24/05/2018 - 13:19

A Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ) recebeu somente 50 caminhões entre 3h e 10h de hoje (24), informou a assessoria de imprensa do órgão. O motivo é a greve dos caminhoneiros, que entra hoje no quarto dia. O movimento representa apenas 10% dos número que chega à central em um dia comum e teve reflexo nos preços dos produtos disponíveis. O valor médio das hortaliças, por exemplo, aumentou cerca de 70%, segundo a central de abastecimento.

Diretores e o presidente da Ceasa passaram a manhã reunidos para avaliar a situação, e um balanço mais completo deve ser divulgado posteriormente. 

No Pavilhão 21, onde produtores locais vendem hortaliças, boxes estão vazios, carregadores conversam ociosos e comerciantes oferecem principalmente produtos que foram entregues em dias anteriores. 

Greve de caminhoneiros causa desabastecimento na Ceasa, na zona norte do Rio de Janeiro. - Tomaz Silva/Agência Brasil

O vendedor Pablo Silva trabalha apenas com cenoura, um dos produtos que teve o preço mais afetado, de acordo com o Ceasa. Com apenas cinco caixas restando, ele conta que elevou o preço de R$ 30 para R$ 80.

"Isso era o que sobrou e na loja. Se acabar, acabou. Por dia, a gente vende 40 ou 50 caixas. Hoje, trouxe só dez caixas e olhe lá".

Feiras de rua esvaziadas

A elevação de preços se disseminou e chegou às feiras de rua do Rio de Janeiro. Na Tijuca, a contadora Ana Maria Peixoto, de 51 anos, não encontrou verduras simples como alface e saiu da feira impressionada com os preços.

"Aumentaram os preços e não tem muita concorrência. Várias barracas não apareceram", queixou-se. "Estou levando uma sacola com o que realmente não podia deixar de comprar".

Único vendedor de hortaliças que estava na feira, Manuel Antônio só conseguiu os produtos porque foi ele mesmo na Região Serrana comprar diretamente dos produtores.

"Trouxe em um carro de passeio. Tive que trazer eu mesmo e, mesmo assim, foi pouco".

A dificuldade e a falta de concorrência aumentaram o preço e o molho de salsa que costumava ser vendido por R$ 2 estava saindo por R$ 6.

Na barraca em que Edson Bento vende bananas, o preço também subiu. Como adquiriu as caixas do produto por R$ 50 em vez de R$ 45, ele elevou o preço da dúzia de R$ 4 para R$ 6. 

"Eu pedi 15 caixas e só podiam me arrumar 10. E esse aqui já estava separado, porque o entregador me garantiu só para sexta-feira. Para sábado e domingo não tem", disse ele, "Vou dar o meu jeito, porque são os melhores dias".

Apesar das dificuldades, o feirante afirma que apoia a greve dos caminhoneiros, por considerar o preço dos combustíveis "um esculacho". Com menos de um terço dos produtos que costuma vender disponíveis, ele já avisa que na feira de hoje não vai ter xepa.

"De jeito nenhum. É prejuízo vir para não ganhar nada. Tenho que sair daqui com alguma coisa".

Quem circulou pela feira hoje ouviu reclamações constantemente, mas também viu a criatividade dos feirantes em ação. Na barraca de laranja, o vendedor chamava em tom bem humorado: "Deu no rádio que vai faltar laranja, hein? É melhor comprar". 
 

Ações da Petrobras têm queda de 13% na Bovespa

qui, 24/05/2018 - 13:18

O anúncio feito pela Petrobras de redução, por 15 dias, no preço do diesel nas refinarias, repercutiu negativamente no índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa).

As ações preferenciais da Petrobras (mais negociads e com preferência na distribuição de dividendos) apresentavam uma queda de 13,11% no início da tarde de hoje (24), provocando uma queda no Ibovespa de 1,76% por volta do 12h.

A queda nas ações da Petrobras estão ligadas ao temor dos operadores do mercado financeiro em interferências externas na definição da política de preços dos combustíveis pela estatal. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao anunciar a redução de preço na noite de ontem (23) ressaltou que a medida, válida somente para o diesel, era de caráter excepcional, sem alterar a autonomia da estatal. A redução representa uma perda de R$ 350 milhões nas receitas previstas da Petrobras.

A decisão da Petrobras busca contribuir com uma possível trégua no movimento dos caminhoneiros, que estão paradas nas estradas há quatro dias contra o preço do combustível. 

Governo espera trégua em greve dos caminhoneiros, diz Marun

qui, 24/05/2018 - 13:17

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo espera conseguir uma trégua na paralisação dos caminhoneiros durante reunião marcada para a tarde de hoje (24), na Casa Civil, com representantes da categoria.

Segundo Marun, após a reunião de ontem (23) com líderes dos caminhoneiros, o governo avançou em propostas como a redução do preço do combustível, com o anúncio da Petrobras de reduzir em 10% o valor do diesel nas refinarias por 15 dias.

O ministro Carlos Marun fala sobre a greve dos Caminhoneiros. - Antonio Cruz/Agência Brasil

“Vamos nos reunir não mais como ontem, apenas ouvindo, mas já tendo tomado medidas concretas e entendemos que podem resultar numa trégua para que, daí sim, as outras reivindicações, que são muitas, possam ser analisadas com mais tempo e com a necessária responsabilidade”, disse em entrevista a jornalistas após reunião com o presidente Temer e ministros para buscar soluções para a paralisação.

“Algumas atitudes já foram tomadas que vem ao encontro do que foi reivindicado. Se avançou em duas questões, o preço e a previsibilidade, que são muito cobradas nas reivindicações que nos fazem”, disse.

Na manhã de hoje, o presidente Michel Temer reuniu-se por cerca de duas horas com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia; do Planejamento, Estevam Colnago; da Casa Civil, Eliseu Padilha; dos Transportes, Valter Casimiro Silveira; de Minas e Energia, Moreira Franco; o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid; e da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

A reunião foi preparatória para a nova rodada de conversas com os caminhoneiros marcada para as 14h de hoje. O governo busca soluções para encerrar a paralisação que já dura quatro dias.

Mais cedo, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que a mobilização dos caminhoneiros só será encerrada quando o presidente Michel Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins incidente sobre o diesel.

Gilmar Mendes prorroga inquérito sobre Aécio, Anastasia e Odebrecht

qui, 24/05/2018 - 13:10

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por 60 dias de um inquérito no qual são investigados os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB mineiro.

Com base nas delações da Odebrecht, a investigação apura supostos pedidos irregulares de recursos que Aécio teria feito a executivos da companhia para a campanha de Anastasia ao governo de Minas Gerais, em 2010. Ambos os senadores negam qualquer irregularidade nas doações de campanha. 

Gilmar Mendes atendeu a pedido da Polícia Federal (PF), reforçado pela procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, que alegou ser preciso mais tempo para inquirição de testemunhas e perícias em provas.

Este é um dos sete inquéritos que tramitam no STF contra Aécio. Ele também é réu em uma ação penal na Corte, relativa à empresa JBS. Uma outra investigação contra o senador, sobre desvios na construção da sede administrativa do governo de Minas, foi remetida à primeira instância pelo ministro Alexandre de Moraes neste mês.  


 

Contas externas ficam positivas pelo terceiro mês seguido

qui, 24/05/2018 - 13:04

As contas externas brasileiras continuam a apresentar resultados positivos. Em abril, pelo terceiro mês seguido, houve superávit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo. O resultado ficou em US$ 620 milhões, contra o superávit de US$ 1,149 bilhão em igual mês de 2017, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (24). A expectativa do BC é que neste mês também seja registrado superávit, de US$ 2,5 bilhões.

“Esse resultado era esperado e faz parte do período onde sazonalmente temos resultados mais favoráveis para as transações correntes”, disse o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Como em janeiro houve déficit, o resultado acumulado nos quatro meses do ano ficou negativo em US$ 2,604 bilhões, contra US$ 3,495 bilhões registrados em igual período de 2017.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), porque recursos são aplicados no setor produtivo do país. Em abril, esses investimentos chegaram a US$ 2,618 bilhões e, no primeiro quadrimestre, a US$ 20,366 bilhões.

Rocha afirmou que, embora o IDP tenha se reduzido nos últimos meses, esses investimentos continuam acima do déficit em transações correntes. “Temos um déficit muito baixo, um IDP mais que suficiente para financiar o país e fluxos de portifólio (investimentos em ações e em títulos de renda fixa) oscilado entre entradas e saídas do país, e uma taxa de rolagem em 100%, o que diz que está tendo uma rolagem integral dos vencimentos [de empréstimos das empresas no exterior]”, disse.

Aeroporto de Brasília mantém contingenciamento de combustível

qui, 24/05/2018 - 13:00

A escassez de combustível devido à paralisação de caminhoneiros obrigou a concessionária Inframerica a manter o contingenciamento do querosene de aviação no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck.

Todos os aviões que pousam na capital federal precisam partir dos aeroportos de origem com combustível suficiente para seguir viagem sem a necessidade de abastecer no terminal brasiliense.

“As medidas de racionamento garantiram as operações mesmo diante do cenário de redução da oferta do querosene de aviação”, informou a concessionária, em nota.

Nos últimos dois dias, apenas nove caminhões conseguiram chegar até o aeroporto, com a ajuda de escolta policial. Em dias normais, o terminal recebe, em média, 20 destes veículos. O contingenciamento do insumo está em vigor desde terça-feira (22).

Segundo a empresa, apesar de limitar o abastecimento das aeronaves, os reflexos do protesto de caminhoneiros ainda não afetam as operações aéreas. Até as 11h30 de hoje, não havia registros de cancelamentos de voos devido à escassez de combustível.

Greve só termina com sanção de alíquota zero do PIS-Cofins, diz Abcam

qui, 24/05/2018 - 12:51

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse hoje (24) que a mobilização dos caminhoneiros nas rodovias do país só será encerrada quando o presidente Michel Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins incidente sobre o diesel.

Para poder ser sancionada pelo presidente, a medida precisa, antes, ser aprovada pelo Senado. 

Fonseca disse que os bloqueios nas estradas estão ganhando força inclusive de grupos não ligados aos caminhoneiros.

“Não são só os caminhoneiros que estão sendo prejudicados pela alta dos combustíveis. Isso está prejudicando todo mundo, inclusive temos recebido mensagens via redes sociais para continuarmos mantendo o movimento. Há insatisfação da sociedade com o governo”, disse.

Segundo Fonseca, os caminhoneiros não estão proibindo a passagem de veículos que transportam itens essenciais como remédios nem cargas vivas, produtos perecíveis ou oxigênio para hospital. Ônibus com passageiros e ambulâncias também estão podendo passar pelos bloqueios.

O representante dos caminhoneiros voltou a criticar a política de preço da Petrobras. “A equiparação com o preço internacional [do petróleo] foi a pior medida que podia ser feita.”

Nível da atividade industrial volta a cair em abril, aponta CNI

qui, 24/05/2018 - 12:39

Após registrar, em março deste ano, a maior alta para o mês desde 2010, o nível da atividade industrial brasileira voltou a cair em abril. A ociosidade do parque industrial também se manteve alta e o grau de otimismo dos empresários recuou, conforme aponta a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice de evolução da produção industrial ficou em 48,8 pontos, uma queda de 6,4 pontos na comparação com março, quando fechou em 55,2 pontos. Segundo a CNI, considerando a sazonalidade, a retração da produção em abril foi um “movimento usual” e menor que as registradas nos mesmos meses de 2014 a 2017.

Já o índice de expectativa quanto ao número de empregados registrou 49,2 pontos, revelando estabilidade e a dificuldade do setor em retomar o crescimento. Em fevereiro e março foram registrados 49,6 pontos.

A utilização média da capacidade instalada (UCI) pela indústria manteve-se inalterada na passagem de março para abril, com 66% de utilização. Embora esse percentual seja superior aos registrados no mesmo mês de 2016 e 2017, ainda está 3,0 pontos percentuais abaixo da média histórica para abril, iniciada em 2011.

Os estoques de produtos finais mantiveram-se relativamente estáveis entre março e abril. O índice de evolução dos estoques ficou em 50,6 pontos em abril, próximo à linha divisória dos 50 pontos, indicando que praticamente não houve alteração no nível dos estoques na passagem de março para abril.

O índice de intenção de investimento para os próximos meses passou de 52,9 pontos para 52,2 pontos entre abril e maio de 2018.

Os resultados foram obtidos a partir das respostas de representantes de 2.132 empresas entre 2 e 14 de maio.

BC: gastos de brasileiros no exterior devem crescer em ritmo menor 

qui, 24/05/2018 - 12:37

Com a recente alta do dólar, os gastos de brasileiros em viagem ao exterior não devem cair, mas o ritmo de crescimento deve ficar menor, segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha.

“Uma desvalorização do real torna as despesas no exterior mais caras. Isso é um desestímulo para viagem no exterior”, disse. De acordo com Rocha, o efeito da alta do dólar este mês ainda não é sentido totalmente. Isso porque os consumidores já tinham planejado a viagem, com compra de pacotes ou passagens aéreas, por exemplo. “O efeito vai sendo sentido ao longo do mês”, afirmou, acrescentando que os clientes poderão fazer adaptações para reduzir as despesas das viagens já programadas. “Ao longo do tempo, depende de onde o câmbio vai ficar. Se a desvalorização continuar por tempo maior, [o consumidor] vai decidir se mantém a viagem ao exterior, se faz um roteiro mais barato”, disse.

Neste mês, até o dia 22, as despesas com viagens chegaram a US$ 1,170 bilhão. Em todo o mês de maio do ano passado, os gastos chegaram a US$ 1,496 bilhão. “Se olharmos a média diária, esse valor de maio deve superar o maio de 2017, mas haverá diminuição da taxa de crescimento”, disse.

Em abril deste ano, comparado ao mesmo mês de 2017, o crescimento chegou a 16%. Os gastos de brasileiros no exterior totalizaram US$ 1,538 bilhão, no mês passado. Para este mês, Rocha acredita que taxa de crescimento deve ficar “um pouco menor”.

Neste mês, o dólar registrou uma cotação média de R$ 3,61, enquanto em maio de 2017 o valor ficou em R$ 3,21.

Gastos cresceram 11,6% até abril

De acordo com os dados de relatório divulgado hoje (24) pelo BC, de janeiro a abril deste ano, os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$ 6,470 bilhões, com crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período de 2017 (US$ 5,799 bilhões).

Mesmo com o crescimento dos gastos dos brasileiros no exterior, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 1,040 bilhão, em abril, e em US$ 4,037 bilhões, nos quatro meses do ano. Isso ocorre porque as receitas de estrangeiros no Brasil (US$ 499 milhões, em abril, e US$ 2,433 bilhões, no quadrimestre), que também compõem essa conta, são menores do que os gastos de brasileiros no exterior.

Greve dos caminhoneiros afeta transporte coletivo no Rio

qui, 24/05/2018 - 12:35

Menos de 70% da frota de ônibus do transporte coletivo está em circulação hoje (24) na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o sindicato das empresas (Rio Ônibus), o motivo é a interrupção do abastecimento de óleo diesel em todo o estado, provocada pela greve dos caminhoneiros.

“Com as manifestações que vêm sendo promovidas em todo o país pelo setor de transporte de cargas, contra a política de preços de combustíveis adotada pela Petrobras, as empresas de ônibus estão sob o risco iminente de falta total de combustível”, diz o sindicato, em nota, informando que pela manhã estava circulando 67% do total da frota.

Segundo a Rio Ônibus, as empresas consorciadas estão “empenhando todos os esforços para que a população não seja prejudicada” e chegaram a abastecer os coletivos em postos de gasolina comuns, “mesmo com o preço do óleo diesel superior ao habitual”.

Ontem, cerca de 80% da frota estava nas ruas, mas há risco de paralisação total do sistema. Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), se a situação de desabastecimento permanecer, a previsão é que amanhã a circulação caia para 50% da frota.

Barcas

O consórcio que opera o sistema de barcas na região metropolitana do Rio de Janeiro anunciou que adotará medidas de contingência para “minimizar o impacto no transporte aquaviário” da falta de combustível.

Segundo a CCR Barcas, haverá esquema diferenciado de amanhã até segunda-feira. O serviço será interrompido no fim de semana (26 e 27 de maio) na linha Arariboia, mas não haverá alteração nos dias de semana (25 e 28). Haverá cancelamento de algumas viagens nas linhas Charitas, Paquetá e Cocotá.

“As medidas, que foram autorizadas pela Secretaria de Estado de Transportes, vão gerar uma redução de 8% no número de travessias realizadas pela Concessionária regularmente”, informou o consórcio.

Rodovias

Nas rodovias federais que cortam o estado do Rio de Janeiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, por volta das 11h30, havia manifestantes no acostamento da BR-101 Norte, em Campos do Goytacazes, sem interferência no trânsito. Na BR-101 Niterói-Manilha, os manifestantes na altura de Itaboraí não interferem no trânsito.

No km 298 proprietários de vans se reuniram “contra o aumento abusivo de postos de gasolina da região que estão aproveitando a falta de combustível para aumentar as margens de lucro”. Segundo a PRF, eles pretendem seguir em fila até a ponte Rio-Niterói.

No início da Rio-Santos, há caminhões no acostamento, mas o trânsito flui normalmente. Caminhoneiros estão parando veículos de carga para se juntarem a mobilização.

Na BR-116, Via Dutra, os manifestantes interromperam uma faixa na altura de Seropédica e o trânsito flui em apenas uma faixa para carros de passeio. Em Barra Mansa, o tráfego está normal, mas há manifestantes no acostamento e em postos de gasolina em três pontos diferentes. Na Rio-Teresópolis há manifestantes em dois pontos com caminhões no acostamento.

Na BR-393, em Paraíba do Sul, Volta Redonda e Barra do Piraí, há veículos de carga estacionados em postos de gasolina, com trânsito fluindo sem problemas. Há manifestantes no acostamento da BR-465 em Nova Iguaçu.

Na BR-040, em Duque de Caxias, manifestantes interditam as faixas de rolamento nos dois sentidos, provocando trânsito lento. Os manifestantes interromperam duas das três faixas no sentido Minas Gerais e duas das quatro faixas no sentido Rio, e estão fazendo os veículos de carga pararem. Veículos de passeio seguem normalmente. Na altura de Duque de Caxias, caminhoneiros seguem sentido Juiz de Fora de forma lenta e prejudicando o trânsito. Em Petrópolis, manifestantes estão reunidos no posto de combustível no sentido Juiz de Fora.

Aeroportos

Os aeroportos funcionam normalmente hoje. Havia a preocupação de que a falta de combustíveis causada pela greve dos caminhoneiros atingisse as operações do aeroporto Santos Dumont. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa do terminal, houve abastecimento nesta quinta-feira. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a situação está sendo monitorada e os passageiros devem ficar atentos e, em caso de dúvidas, devem acionar as companhias aéreas.

No aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Antônio Carlos Jobim, RioGaleão, não há expectativa de desabastecimento porque o reservatório de combustível do terminal é atendido por uma rede subterrânea que faz a ligação direta com a Refinaria de Duque de Caxias, a Reeduc. A greve dos caminhoneiros entrou hoje no quarto dia.

 

 

*Colaborou Raquel Júnia, repórter do Radiojornalismo

Comércio deve ter movimento tímido na Copa do Mundo, dizem lojistas

qui, 24/05/2018 - 12:30

A menos de um mês para o início da Copa do Mundo na Rússia, ainda é pequeno o movimento do comércio lojista especializado em produtos verde e amarelo. A expectativa dos lojistas é de que as vendas cresçam 1% durante a competição, expectativa que pode aumentar à medida que o Brasil avance.

É o que revela pesquisa do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), que ouviu 500 lojistas do município do Rio de Janeiro, dos ramos de eletroeletrônicos, artigos esportivos, decoração, roupas, calçados, papelaria e brinquedos para conhecer a expectativa dos empresários com a Copa do Mundo.

De acordo com a pesquisa 92% dos empresários ouvidos disseram que televisores, artigos esportivos (camisas da seleção, meias, calções, bermudas, bonés, bolas), calçados (especialmente tenis), brinquedos (bonecos alusivos à Copa e miniaturas dos jogadores da seleção) e artigos de decoração devem ser os produtos mais vendidos. Dos entrevistados 97% acham que o movimento de vendas nos dias de jogos do Brasil será reduzido.

O presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves, disse que os lojistas estão preocupados com as vendas, principalmente nos dias de jogos do Brasil. “Na última Copa, em 2014, o fraco desempenho da equipe brasileira refletiu negativamente no comércio de produtos verde-amarelo. Isso resultou em um estoque encalhado da ordem de R$ 12,8 milhões no estado do Rio e de R$ 5,7 milhões na cidade, entre camisetas, cornetas, canetas, chinelos, boné, bandeira para carro, bola e outros itens temáticos”.

Gonçalves lembra também que nas Olimpíadas realizadas no Rio, em 2016, o comércio esperava um aumento de 5% e vendeu menos de 2%. “Isso mostra que eventos dessa grandiosidade acabam tirando o foco das pessoas para o consumo. As vendas acabam ficando concentradas nos setores de alimentação e entretenimento. Além disso, o nosso principal adversário no campo das vendas é a informalidade que tomou conta da cidade e que sempre aumenta muito em épocas com essa. É uma concorrência desleal, que prejudica bastante o comércio formal, que emprega, paga aluguel e impostos”, acrescentou.

Cedae teme que greve dos caminhoneiros prejudique tratamento de água

qui, 24/05/2018 - 12:22

A Cedae, empresa responsável pelo abastecimento de água em grande parte do estado do Rio, pede à população que economize água nos próximos dias. De acordo com a concessionária, a greve dos caminhoneiros pode atrasar a entrega de produtos químicos necessários ao tratamento da água destinada aos consumidores.

Segundo a Cedae, tanto a companhia quanto o governo do estado estão em contato com os fornecedores para evitar atrasos e interrupções nas entregas. Os estoques de produtos químicos estão mais baixos, mas a companhia reforça que estão mantidas as atividades de produção e pede que a população colabore.

O desabastecimento de combustível tem causado impactos em outros serviços no Rio de Janeiro. Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, a prefeitura suspendeu temporariamente o abastecimento dos veículos oficiais, preservando apenas os utilizados para atendimento de urgência.

Além disso, a coleta de lixo e a remoção de entulhos serão feitos em regime de operação especial no município, podendo haver atrasos em decorrência da redução no número de veículos na prestação do serviço. A prefeitura orienta também que a população evite o descarte de entulhos e lixos.

Consumidor pode denunciar aumento abusivo do combustível

qui, 24/05/2018 - 12:20

O Procon-SP informou hoje (24) que o consumidor que flagrar postos de combustível adotando novos preços em função da greve dos caminhoneiros poderá denunciar à entidade. De acordo com o órgão, a denúncia deve ser feita exclusivamente pela internet no site do Procon e é fundamental anexar na denúncia imagem do cupom fiscal ou, na falta dele, o máximo de informações sobre o estabelecimento (nome/bandeira), endereço, data de compra e preços praticados, se possível com fotos.

A greve dos caminhoneiros, que entra hoje no quarto dia, tem provocado uma corrida a postos de gasolinas em algumas cidades. Os motoristas temem que haja desabastecimento. Há registros de postos fechados pois os estoques já estão zerados.

Alguns postos de Brasília já registraram falta de combustível- Marcello Casal Jr/Agência Brasi

Hoje, a Petrobras anunciou a terceira redução consecutiva do preço da gasolina. A partir de amanhã, o litro do combustível passará a custar R$ 2,016 nas refinarias da estatal, uma queda de 0,72% em relação ao preço atual (R$ 2,0306). Em três dias, o preço da gasolina acumula queda de 3,39%. Apesar disso, o combustível acumula alta de 12,14% em maio.

O Procon informa que o aumento nos preços é considerado prática abusiva, prevista no Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Seção IV, das Práticas Abusivas, art. 39 Inciso X) que trata da elevação de preços de produtos e serviços sem justa causa. 

 

Protestos de caminhoneiros afeta distribuição de alimentos

qui, 24/05/2018 - 12:20

A paralisação nacional dos caminhoneiros autônomos já afeta o setor produtivo de carnes e a distribuição de alimentos pelo país. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), informaram hoje que 129 unidades produtivas de carnes bovina, suína e de aves já estão paralisadas. A previsão das entidades é que, até a sexta-feira (25), mais de 90% da produção de proteína animal seja interrompida caso a situação não se normalize, somando mais de 208 fábricas de diversos portes.

“A Abiec e a Abpa reiteram que o movimento é um direito da categoria, mas reafirmam a importância da manutenção do transporte de alimentos para a população. As consequências já ganharam contornos graves e o setor produtivo entende que é necessário que sejam tomadas as devidas medidas por parte dos governantes para que a situação seja sanada o quanto antes”, dizem as entidades.

Em nota, as duas associações alertam que estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas, com ciclo de entrega de produtos a cada dois dias, já estão com o abastecimento comprometido.

Os bloqueios nas rodovias impedem tanto o acesso dos insumos necessários à produção quanto o escoamento de alimentos. De acordo com a Abiec e a Abpa, diariamente, 1,2 mil containers de carne bovina deixam de ser embarcados. No caso de carnes de frango e suínos, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas, o equivalente a uma receita de US$ 60 milhões. Da mesma forma, os fornecedores de insumos também estão sendo impactados.

Em Santa Catarina, segundo o Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado e a Associação Catarinense de Avicultura, a suspensão das atividades de indústrias frigoríficas já causou prejuízos às atividades pecuárias em mais de 20 mil propriedades rurais.

Supermercados

Alguns estados também já começam a sofrer desabastecimento de alimentos, que poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, “se algo não for feito”, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). “A Abras está buscando sensibilizar o governo federal para que uma solução seja tomada imediatamente. Evitando, assim, que a população sofra com a falta de produtos de necessidades básicas e com uma eventual elevação nos preços”, diz a entidade em nota.

Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, o presidente da Abras no Distrito Federal, Antonio Tadeu Peron, disse que é responsabilidade do setor segurar a alta de preços. “Há sempre um desejo do fornecedor de aumentar um pouco os preços, mas na outra ponta tem o comerciante que segura, sabe que não é o momento”.

“Os itens que poderão faltar são de alta perecibilidade. Se formos nos aventurar a subir o preço, certamente correríamos o risco de ter que jogá-los fora”, explicou..

Segundo Peron, os supermercados do DF têm um estoque razoável de produtos da linha seca para cerca de dez dias, podendo ainda recorrer aos atacados locais. Já para os produtos congelados o estoque pode durar até uma semana. “A preocupação maior seria exatamente com frutas, verduras e legumes, porque há itens que abastecemos duas vezes ao dia, como as folhagens”, disse. “Mas não é sensato que se provoque uma correria em busca de alimentos porque em épocas de escassez é melhor repartir do que atender alguns poucos que cheguem primeiro”.

O representante da Abras no DF explicou que o que chega via estrada está prejudicado, como alguns tipos de carnes, mas que muitos perecíveis têm fornecedores regionais que podem fazer as entregas com veículos pequenos.

Mas isso, se ainda houver combustíveis nos postos. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), alguns postos de combustíveis já estão sem gasolina para vender e os empresários não sabem quando haverá abastecimento novamente, pois a falta do combustível afetou a base de distribuição do Distrito Federal. É uma situação preocupante.

Gás de cozinha

Os protestos de caminhoneiros contra o preço do diesel também já ameaçam o abastecimento de Gás Liquefeito de Petróleo, o gás de cozinha, pelo país. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás), manifestou sua preocupação com a possibilidade de desabastecimento do produto em todas as regiões do país, podendo “causar prejuízos ao funcionamento de serviços essenciais, como hospitais, escolas e creches, além de residências e o segmento empresarial.”

 

Sem combustível, frotas de ônibus são reduzidas em várias cidades

qui, 24/05/2018 - 12:14

A greve dos caminhoneiros, que chega hoje (24) ao quarto dia, começa a afetar o transporte urbano em diversas regiões do país. As empresas estão reduzindo o número ônibus em circulação devido à dificuldade no abastecimento. A situação, de acordo com organizações locais, deve ficar crítica a partir de sábado.

Em Belo Horizonte, a frota de ônibus tem redução de 50% entre 9h e 16h e entre 20h e 0h. Nos demais horários, que são de maior circulação, a frota será mantida integralmente, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setrabh). Caso o desabastecimento permaneça, o sindicato diz que a partir de amanhã a situação pode se agravar e, no sábado, "há risco grande de parar".

 

Caminhoneiros fazem protesto contra a alta no preço dos combustíveis  - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em Recife, a frota de veículos no horário de pico, das 5h às 8h, variou de 10% a 30%, de acordo com o órgão gestor, a Grande Recife Consórcio de Transporte. Ao todo, 1,8 milhão de pessoas são transportadas diariamente. 

Para tentar garantir a volta para casa de usuários de transporte público, no final do expediente, o consórcio autorizou empresas que ainda têm estoque de combustível a reduzir em até 50% a frota, fora do horário de pico, das 8h às 17h. "Essas medidas contingenciais são uma tentativa de prolongar o serviço de transporte público o máximo possível, até a solução definitiva por parte do governo federal", informou o consórcio, em nota. 

No Distrito Federal, de acordo com a Associação Brasiliense das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiro (Transit), que representa as cinco empresas responsáveis pelo transporte de 75% dos passageiros, a circulação segue normal, mas se a situação persistir, a partir de sábado pode haver redução da frota. De acordo com o presidente executivo da associação, Sebastião Barbosa Neto, já há redução de usuários em alguns locais, uma vez que, com medo de não conseguir retornar para casa no final do expediente, eles estão parando de usar o transporte.

Em Curitiba, nesta madrugada, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria de Segurança Pública e o Exército iniciaram a Operação Diesel, para garantir o deslocamento dos caminhões de combustíveis até as garagens das empresas de transporte coletivo. Com isso, de acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), os ônibus vão rodar normalmente pelo menos até domingo (27). 

Alerta  

Devido à falta de diesel e ao aumento do preço do combustível, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) emitiu alerta informando "redução na frota e suspensão do serviço" em várias cidades. A entidade representa mais de 500 empresas no país. 

De janeiro a maio deste ano, a associação estima o aumento médio de 11% no preço do diesel para o setor. O combustível representa 23% nos custos do transporte urbano. A maioria das empresas compra o combustível diariamente. A associação chama a atenção para a necessidade imediata de repasse do custo do diesel para as tarifas, controladas pelo poder público. “A política de preços da Petrobras é insustentável. As tarifas terão que ser majoradas, porque não há como as empresas suportarem. Com isso, sofre toda a população”, diz, em nota, o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha.

A NTU pede um tratamento diferenciado na política de preços de reajustes de combustíveis, seja por meio de desonerações de tributos, seja com outras alternativas, visto que o setor é regulado e a oferta de serviços é feita mediante contratos, com reajustes anuais de preços.

Segundo dados da Petrobras, nos últimos 45 dias, de 4 de abril a 18 de maio, houve aumento de 25,42% do diesel nas refinarias. "Para a NTU este é um indicativo claro de que os preços estão sendo represados, mas poderão disparar a qualquer momento", acrescenta a nota.

TSE julgará se réus, como Lula e Bolsonaro, podem disputar Presidência

qui, 24/05/2018 - 12:09

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar em breve se um cidadão que se tornou réu em ação penal pode ser candidato à Presidência da República. A consulta foi feita pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO).

Em parecer encaminhado ao relator, ministro Napoleão Nunes Maia, a área técnica do TSE o aconselhou a não responder ao questionamento, uma vez que não trata “apenas sobre matéria eleitoral, tampouco apresenta a necessária clareza e objetividade para ser respondida; gerando, ainda, multiplicidade de ilações”.

Segundo o parecer, assinado pela analista judiciária Elda Eliane de Almeida, a consulta não é clara por não informar qual seria o objeto da hipotética ação penal contra o candidato nem em qual instância estaria tramitando neste momento, “o que faz com que o desfecho das indagações antecipe ilação sobre situação concreta que somente poderá ser aferida na data ou após a realização do pleito eleitoral”.

Ao menos dois pré-candidatos à Presidência da República encontram-se na condição de réus: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que responde a seis ações penais na primeira instância da Justiça Federal; e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que é alvo de duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF).

A consulta se baseou no que diz o artigo 86 da Constituição, segundo o qual o presidente ficará suspenso de suas funções, “nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal”. O deputado também mencionou julgamento do STF no qual ficou decidido pelo plenário, em fevereiro de 2017, que réus na linha sucessória da Presidência da República estão impedidos de substituir o presidente.

Para a área técnica do TSE, responder às indagações do parlamentar estaria ainda além da competência da Justiça Eleitoral, pois as perguntas se referem também a questões posteriores à diplomação do candidato vencedor no cargo.

A consulta está incluída na pauta da próxima sessão plenária do TSE, marcada para terça-feira (29), quando deve ser debatida entre os ministros da Corte Eleitoral.

 

Confira as perguntas feitas pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO):

1) Pode um réu em ação penal na Justiça Federal candidatar-se à presidência da República?

2) Em caso de resposta positiva à pergunta anterior, caso eleito e perdurando a condição de réu, ele poderá assumir o mandato de Presidente da República?

3) Em caso de resposta positiva às indagações anteriores, pode um réu em ação penal na Justiça Federal, em razão de denúncia de supostos crimes cometidos no exercício da Presidência da República, em mandato anterior, candidatar-se à presidência da República?

4) Em caso de resposta positiva à pergunta anterior, caso eleito e perdurando a condição de réu, ele poderá assumir o mandato de Presidente da República?



 

PRF escolta caminhões-tanque até aeroportos, diz Jungmann

qui, 24/05/2018 - 12:02

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou hoje (24) que o emprego de força federal para conter a greve dos caminhoneiros não foi requisitada pelos estados, mas que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem feito a escolta de caminhões-tanque até os aeroportos, para que possam abastecer aeronaves.

Jungmann falou com a imprensa após palestra durante a Conferência sobre Segurança Pública na Fundação Getulio Vargas (FGV), na capital paulista. “O governo, evidentemente, monitora [a greve dos caminhoneiros] e temos informações praticamente hora a hora, produzidas pela Polícia Rodoviária Federal e área de inteligência."

 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann  disse que o governo monitora [a greve dos caminhoneiros] e temos informações praticamente hora a hora, produzidas pela Polícia Rodoviária Federal e área de inteligência" - Valter Campanato/Agência Brasil

Um gabinete de crise do governo federal trabalha no monitoramento, segundo o ministro, e uma eventual utilização das Forças Armadas ocorreria somente em “último caso”. “Não temos tido maiores choques. Temos, efetivamente, bloqueios”, disse.

Susp

A crise trazida pela paralisação dos caminhoneiros atrasou a sanção do projeto de lei que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), antes prevista para ocorrer esta semana. De acordo com Jungmann, alguns ministérios ainda “se debruçam” sobre o projeto e poderão sugerir vetos.

Para o ministro, a melhor maneira de lidar com o tema de segurança pública é investir em uma política nacional estruturada na prevenção e rever o sistema penitenciário. Segundo Jungmann, três em cada quatro presos no país praticaram roubo, furto ou são usuário de drogas e pequeno traficante. “Estamos abarrotando o nosso sistema”.

O ministro defende ampliação do uso de penas alternativas e de tornozeleiras eletrônicas para evitar que jovens que cometeram crimes leves sejam recrutados pelo crime organizado dentro das cadeias. “O sistema penitenciário é controlado por gangues e quadrilhas pelo Brasil afora."

Associação de alimentos contabiliza prejuízo no quatro dia de greve

qui, 24/05/2018 - 11:59

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou hoje (24) que existem mais de 315 caminhões com alimentos perecíveis parados em estradas de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, considerando apenas duas das 106 empresas associadas à Abia. A associação informa que em apenas uma das empresas associadas mais de 1,1 mil toneladas de produtos não foram entregues, o que significa um prejuízo em torno de R$ 3 milhões.

"Também há impacto na produção, cortada por falta de leite que, não sendo captado nas fazendas, terá de ser descartado. Outra empresa apontou perdas de toneladas de pão fresco, paralisação de fábricas por falta de espaço para estocar produtos e desabastecimento de matérias-primas", informa a nota da Abia.

O setor de alimentação reúne mais de 35 mil indústrias. A entidade pede urgência nas negociações entre a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), a Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCAM) e o governo federal. "Reconhecemos a legitimidade da greve iniciada pelo movimento de caminhoneiros independentes, no entanto, chamamos a atenção para riscos dos bloqueios à circulação de alimentos perecíveis, que, além do desperdício, trazem prejuízos para toda a cadeia produtiva."

Após 2 horas, termina reunião do governo sobre greve de caminhoneiros

qui, 24/05/2018 - 11:59

Durou cerca de duas horas a reunião desta manhã do presidente Michel Temer com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, integrantes da equipe econômica e da área de transportes. O governo busca soluções para encerrar a paralisação dos caminhoneiros que já dura quatro dias e acabar com o bloqueio nas rodovias e a ameaça de desabastecimento em vários setores.

A reunião foi preparatória para a nova rodada de conversas com os caminhoneiros marcada para as 14h de hoje, na Casa Civil. Na reunião de ontem (23), representantes do governo e da categoria não entraram em acordo para encerrar a paralisação.

Participaram do encontro com Temer, além de Pedro Parente, os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia; do Planejamento, Estevam Colnago, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid; os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; dos Transportes, Valter Casimiro Silveira; de Minas e Energia, Moreira Franco; e da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

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