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Atualizado: 8 minutos 3 segundos atrás

Venezuela: oposição e governo convocam manifestações para hoje

qua, 23/01/2019 - 08:40

A oposição e o governo da Venezuela voltam a medir suas forças nas ruas, nesta quarta-feira (23), depois de duas semanas de crescente tensão. Ambos convocaram manifestações, no aniversário do golpe cívico-militar que derrotou a ditadura do general Marcos PérezJiménez, em 1958.

Para o argentino Rosendo Fraga, especialista em estudos militares, não deve se confirmar a  expectativa da oposição venezuelana que deposita no crescente descontentamento dos militares com a crise a possibilidade de revolta nos quartéis e a queda do regime do presidente Nicolás Maduro.

 “Acho pouco provável que isso aconteça”, disse o especialista à Agência Brasil. “A Venezuela mudou. Deixou de ser um país governado por um populista autoritário, que era o caso do ex-presidente Hugo Chávez, para virar um regime totalitário, ao estilo cubano. Com isso, as Forças Armadas deixaram de estar a serviço da nação, para estar a serviço do Partido Socialista da Venezuela.”

Análise

Fraga lembrou que o regime comunista cubano resistiu a mais de meio século de boicote, imposto pelos Estados Unidos, à dissolução da União Soviética, seu principal aliado na Guerra Fria, e a sucessivas crises econômicas.

“A Venezuela, além de ter as maiores reservas mundiais de petróleo, conta com financiamento da China e da Rússia”, disse. “Os Estados Unidos, o Brasil e os países da região estão aumentando a pressão política, mas acho difícil que participem de uma intervenção militar até porque qualquer plano para derrubar Maduro vai requerer dinheiro para ajudar o novo governo a endireitar a economia, ajuda de alimentação e forças de paz.”

No momento em que os Estados Unidos retiram suas tropas da Síria, reduzindo a sua presença no Afeganistão, Fraga avalia como pouco provável que atuem militarmente na Venezuela.

Nova oposição

Os opositores têm como líder o jovem deputado Juan Guaidó, de 35 anos, do partido Vontade Popular – o mesmo de Leopoldo Lopez, que cumpre prisão domiciliar, acusado de ter incentivado a violência nos protestos de 2017, que resultaram na morte de mais de 120 pessoas. 

Ontem (22), o ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, sinalizou que Guaidó pode sofrer as mesmas represálias que Lopez. Ele responsabilizou os "terroristas da Vontade Popular" pela rebelião de 27 integrantes da Guarda Bolivariana (a policia militar venezuelana), na segunda-feira (21).

Segundo o ministro, os rebeldes – que  foram detidos – roubaram armas para ajudar o partido opositor "a organizar atos de violência (na manifestação de hoje) e um eventual assalto ao Palácio (presidencial) de Miraflores”.

EUA

Ontem também, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, enviou mensagem de apoio aos que “levantarem a voz” contra o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, a quem chamou de “ditador”. Pence elogiou Guaidó por comandar o Parlamento venezuelano. Segundo ele, Guaidó teve uma atitude corajosa ao declarar Maduro um “usurpador”.

Confiança da indústria cresce 2 pontos na prévia de janeiro

qua, 23/01/2019 - 08:24

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu 2 pontos na prévia de janeiro deste ano, na comparação com o resultado consolidado de dezembro de 2018. Com a alta, o indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a 97,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior patamar desde agosto de 2018.

A alta foi puxada principalmente pela melhora nas expectativas dos empresários em relação ao futuro dos negócios, já que a prévia do Índice de Expectativas cresceu 3,7 pontos, para 98,9 pontos. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, avançou 0,4 ponto, para 96,4 pontos.

Apesar disso, o resultado preliminar sinaliza queda de 0,3 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) em janeiro, para 74,5%, menor patamar desde setembro de 2017 (74,1%).

O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima terça-feira (29).

Ghosn pode renunciar a cargos na Renault

qua, 23/01/2019 - 08:08

O executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, está considerando a possibilidade de renunciar aos cargos de presidente do conselho e CEO da Renault. A informação foi divulgada pela NHK, emissora pública de televisão do Japão.

Ghosn está detido em Tóquio há mais de dois meses, devido a uma série de supostas irregularidades financeiras. Seu segundo pedido de liberdade foi negado por um tribunal de Tóquio nessa terça-feira (22). Ele ficará sob custódia da Justiça do Japão por mais dois meses. A defesa do empresário promete apelar.

A notícia surge no momento em que a montadora francesa se prepara para realizar uma reunião do conselho sobre a nova administração da empresa.

Os comandos das empresas Nissan e Mitsubishi Motors estudam processar o ex-presidente. As montadoras acusam Ghosn de receber compensação indevida de joint venture. Segundo as empresas, o executivo recebeu cerca de US$ 9 milhões.

De acordo com as montadoras, o dinheiro foi pago sob um contrato assinado por Ghosn com a joint venture, sem a aprovação do conselho de administração.

 

*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão

OEA convoca reunião extraordinária para discutir crise na Venezuela

qua, 23/01/2019 - 07:51

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião extraordinária para esta terça-feira (24) em Washington, nos Estados Unidos, com o objetivo discutir o agravamento da crise na Venezuela. Nos últimos dias foram intensificados os protestos contra o  presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e aumenta a pressão internacional para que ele deixe o poder.

Internamente, Maduro resiste e determina que os rebeldes, inclusive militares, sejam presos. Há dois dias, um grupo de militares se revoltou e tentou ocupar um quartel como resistência ao governo. Foi capturado e detido.

Nas ruas, segundo imagens divulgadas por organizações não governamentais, manifestantes entram em confronto com agentes do Estado, que usam coquetel Molotov na tentativa de conter os protestos. Há barricadas e muita tensão.

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte (o Parlamento), Juan Guaidó, chamou a população para a jornada antichavismo, hoje (23). Nas redes sociais, ele anunciou anistia a civis e militares, que atuem no governo e sejam contrários a Maduro. Também se colocou como alternativa de poder.

O presidente Jair Bolsonaro se reúne hoje com autoridades latino-americanas para discutir o aprofundamento da crise e os impactos humanitários relacionados às questões políticas, econômicas e sociais na Venezuela.

A situação se agravou após a posse de Maduro para o segundo mandato presidencial, em 10 de janeiro. De acordo com o Brasil, o Grupo de Lima, que reúne 14 países, e a OEA, o mandato é ilegítimo.

Nas redes sociais, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, elogiou a iniciativa do Parlamento venezuelano em designar Gustavo Tarre Briceño como representante especial para coordenar ações destinadas ao “restabelecimento da ordem constitucional e democrática” na Venezuela, no âmbito da organização.

Economia, Venezuela e Battisti são temas de Bolsonaro em Davos

qua, 23/01/2019 - 06:14

Em seu terceiro dia em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro tem hoje (23) reuniões sobre diversos temas, entre eles as perspectivas econômicas, políticas e sociais sobre o Brasil, as questões bilaterais, como a extradição do italiano Cesare Battisti, e o agravamento da crise na Venezuela.

O presidente terá um almoço de trabalho denominado “O Futuro do Brasil” e, em seguida, se reúne com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte. O encontro ocorre dez dias depois de Battisti ser capturado e preso, na Bolívia, para onde fugiu do Brasil, na tentativa de escapar da extradição.

Condenado na Itália à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas, a captura, prisão e extradição de Battisti se transformaram no principal tema da imprensa na Itália e no Brasil.

Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva à RAI, emissora pública de televisão italiana, em que lembrou ter sua origem na região de Lucca, e disse que pretende visitar o país.

Venezuela

O agravamento da situação na Venezuela e a crise humanitária ocuparão dois momentos distintos na agenda do presidente. Inicialmente, uma reunião diplomática, e depois um jantar com presidentes latino-americanos. No intervalo, é aguardada uma declaração à imprensa.

A conversa sobre a Venezuela ocorre no dia em que os opositores promovem, em Caracas, a chamada jornada anti-chavismo e em meio a protestos intensos nas principais cidades do país. Civis e militares entram em confronto, segundo imagens divulgadas por organizações não governamentais.

Economia

Em Davos, ontem (22) o presidente discursou na abertura do Fórum Econômico Mundial e jantou com empresários. Ele ressaltou a preocupação do governo federal em promover o desenvolvimento econômico associado à preservação do meio ambiente. Também defendeu valores e reiterou a preocupação em promover mudanças, a partir das reformas que pretende implementar.

"Minha equipe sabe o dever de casa que tem que ser feito e esperamos obter esse apoio do Parlamento", disse Bolsonaro. "Minha confiança nos senhores é muito grande e sei da minha responsabilidade", acrescentou em vídeo publicado em sua conta pessoal do Twitter. 

O presidente reafirmou os compromissos de campanha e sua preocupação com o combate à corrupção e o aperfeiçoamento da segurança pública no Brasil. Acrescentou que o país tem praias, florestas e o pantanal, que precisam ser conhecidos, e convidou os presentes para vir ao Brasil.

 

Para combater furtos de combustíveis, México anuncia programa social

qua, 23/01/2019 - 05:42

Os moradores de Tlahuelilpan, no estado de Hidalgo no México, despedem-se de amigos e parentes que perderam a vida na explosão de um gasoduto da Petróleos Mexicanos (Pemex) há quatro dias. Pelos dados oficiais, são registrados 94 mortos enquanto 43 feridos permanecem internados.

Ontem (22), o presidente Lopez Obrador anunciou o Plano de Desenvolvimento do Bem-Estar, destinado a 91 municípios, nos quais passam gasodutos e onde os furtos e roubos de combustíveis são rotineiros. Segundo ele, o objetivo é promover mecanismos de subsistência com qualidade de vida para cerca de 668 mil mexicanos.

Para Obrador, os furtos se tornaram freqüentes pela falta de perspectivas e ações concretas para ajudar populações carentes e menos favorecidas. O plano inclui oito ações sociais direcionadas para jovens, pessoas da terceira idade e com deficiências.

Acidente

A explosão em Hidalgo, que fica a cerca de 100 quilômetros da Cidade do México, ocorreu no sábado (19).  A suspeita é que foi motivada pela perfuração clandestina do gasoduto. Havia crianças e mulheres no local.  

O furto de combustíveis no México se tornou um problema nacional. Na semana passada, o presidente da República concedeu entrevista coletiva, na qual detalhou um plano de governo para combater esse tipo específico de crime.

*Com informações da Notimex, agência pública de notícias do México.

Notas de corte do Sisu serão divulgadas em quatro horários

ter, 22/01/2019 - 22:53

O Ministério da Educação informou em nota divulgada na noite de hoje (22) que foram adotadas todas as medidas para resolver a lentidão no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O ministério comunicou ainda que as notas de corte de cada curso serão divulgadas em quatro horários.

Nesta tarde, o ministério divulgou as notas de corte de cada curso. No comunicado desta noite, pasta informou que está sendo testada nesta edição a divulgação da nota de corte para todos os cursos em quatro horários: 7h, 12h, 17h30 e 20h. Nas edições passadas, a divulgação ocorria à meia-noite do segundo dia de inscrição. "A divulgação em quatro horários se repetirá até sexta-feira, dia 25. A divulgação da nota de corte à meia-noite será mantida até quinta-feira, dia 24", diz a nota.

As inscrições no Sisu começaram hoje e podem ser feitas até sexta-feira, na página do Sisu. Durante o dia, estudantes reclamaram nas redes sociais da dificuldade em acessar o sistema. Segundo o MEC, a instabilidade foi causada por um grande "volume de acessos espontâneos na rede do MEC. O sistema, que nas edições anteriores, recebia de 25 a 30 mil acessos simultâneos, registrou hoje picos de até 350 mil acessos simultâneos". 

Se o estudante estiver com dificuldade em acessar, a recomendação é que atualize a página de inscrição antes de preencher os dados.

 

Para empresários, Bolsonaro diz que sua equipe "sabe o dever de casa"

ter, 22/01/2019 - 22:10

Em Davos, o presidente Jair Bolsonaro participou de jantar com empresários que participam do Fórum Econômico Mundial. Em discurso, o presidente disse que seu governo sabe o precisa ser feito para mudar o Brasil, citando a reforma da Previdência, e que tem confiança nos investidores internacionais.

"Minha equipe sabe o dever de casa que tem que ser feito e esperamos obter esse apoio do Parlamento", disse Bolsonaro. "Minha confiança nos senhores é muito grande e sei da minha responsabilidade", acrescentou em vídeo publicado em sua conta pessoal do Twitter. 

Bolsonaro afirmou que os contratos serão respeitados e que buscará restabelecer a confiança dos investidores internacionais com o Brasil.

Agradeço o jantar oferecido em nome de nosso time. Diante da gentileza dos empresários em Davos, pude proferir algumas palavras. Muito obrigado a todos os senhores pela consideração. https://t.co/sNMMDcb81c

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 22 de janeiro de 2019

Segundo o presidente, ao ser eleito, a "esperança passou para o nosso lado" e que o compromisso agora é "transformar essa esperança em realidade".

O presidente Jair Bolsonaro participa de reunião do Conselho Internacional de Negócios no Fórum Econômico Mundial  - Alan Santos/PR

O presidente iniciou o discurso dizendo que foi informado que na sala estava o equivalente a US$ 23 trilhões e fez uma brincadeira: "O Brasil só precisa de 10% disso [US$ 23 trilhões]", brincou. 

Mais cedo, Bolsonaro fez discurso na abertura do Fórum Econômico Mundial e reafirmou os compromissos de campanha. Ele destacou a determinação de abrir a economia, atrair investidores, fazer reformas, diminuir o peso do Estado e combater a corrupção. “Representamos um ponto de inflexão.”

PRF prende suspeitos de roubar carreta de transporte de gasolina

ter, 22/01/2019 - 21:48

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu hoje (22) quatro suspeitos de roubar uma carreta de transporte gasolina, em um galpão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. 

Durante um patrulhamento no Arco Metropolitano, os agentes da PRF receberam a informação de que uma carreta, fora da rota convencional, estava em um galpão naquele município. Ao chegarem no local, encontraram o veículo roubado. A carga de gasolina estava sendo transbordada, por quatro homens, para outro semirreboque tipo tanque.

De acordo com a PRF, os homens foram presos e confessaram a participação no roubo da carreta no Arco Metropolitano. Os agentes informaram ainda que um deles era foragido da Justiça e tinha um mandado de prisão em aberto por porte ilegal de arma de fogo. Com eles, também foi encontrado cerca de R$ 5,5 mil. A ocorrência foi registrada na 59ª Delegacia de Polícia, em Duque de Caxias.

Sai lista dos filmes indicados ao Oscar; Brasil está fora da disputa

ter, 22/01/2019 - 21:32

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, associação que reúne a indústria do cinema dos Estados Unidos, divulgou hoje (22) a lista dos indicados ao Oscar 2019. O prêmio é o mais conhecido da indústria cinematográfica mundial. As estatuetas serão entregues aos premiados no dia 24 de fevereiro.

O principal destaque foi o grande número de indicações do filme mexicano Roma, de Alfonso Cuarón. A película concorre em 10 categorias, incluindo as de melhor filme, melhor diretor e melhor atriz. Em geral,as principais indicações são direcionadas a obras produzidas no país de origem do prêmio. Outra novidade de Roma é o fato do longa ter sido produzido para a Netflix, e não para o circuito tradicional das grandes telas.

O prêmio será entregue no dia 24 de fevereiro - Agência Lusa/Direitos Reservados

Roma conta a história de uma família na Cidade do México, capital mexicana, nos anos 1970, dando ênfase às desigualdades de gênero vividas pela protagonista, a empregada doméstica Cleo. Outro destaque foi a indicação da longa Pantera Negra para a categoria de melhor filme. Foi a primeira vez que uma obra com a temática de super-heróis chegou à disputa. A obra mostra a história do herói do mesmo nome, do universo de quadrinhos da editora Marvel, na busca pela recuperação de riquezas roubadas do reino de Wakanda.

Na briga pela categoria de melhor filme, foram indicados também Bohemian Rhapsody, história da banda inglesa Queen; Infiltrado na Klan, que conta o caso de uma operação para tentar desbaratar o grupo racista norte-americano Ku Klux Klan; A Favorita, que aborda disputas por influência no reino da Rainha Ana, no século 18, na Inlgaterra. Integram também a lista Vice, uma leitura da participação do vice-presidente Dick Cheney na gestão de George W. Bush na Presidência dos Estados Unidos (2001-2009); Nasce uma Estrela, sobre a ascensão de uma cantora; e O Guia, acerca da turnê de um músico negro pelo Sul dos Estados Unidos e sua relação com o motorista contratado.

As principais categorias contemplaram em geral essas obras. Para melhor diretor, foram indicados Spike Lee (Infiltrado na Klan), Yorgos Lathimos (A Favorita), Alfonso Cuarón (Roma), Adam McKey (Vice) e Pawel Palikowski (Guerra Fria). Dois indicados foram responsáveis por obras não faladas em língua inglesa, Cuarón e Palikowski. A lista dos que concorrer nesta categoria não inclui nenhuma mulher.

Na disputa pela estatueta de melhor ator, foram indicados Cristian Bale (Vice), Bradley Cooper (Nasce uma Estrela), Viggo Mortensen (O Guia) e Rami Malek (Bohemian Rhapsody). Concorrer ao Oscar de melhor atriz Yalitza Aparicio (Roma), Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?), Lady Gaga (Nasce uma Estrela), Olivia Colman (A Favorita) e Glenn Close (A Esposa).

China quer participar de programa de privatização brasileira

ter, 22/01/2019 - 21:19

A China está disposta motivar suas empresas a participar dos programas de privatizações e de parcerias de investimentos que venham a ser propostas pelo governo brasileiro, disse hoje (22) o embaixador chinês no Brasil  Yang Wanming.

“Pelo trabalho conjunto, acredito que o nosso relacionamento com o novo governo brasileiro, do presidente Jair Bolsonaro, vai beneficiar o desenvolvimento dos dois povos”, disse o embaixador chinês

O embaixador visitou nesta terça-feira o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. “Damos muita importância à cooperação com o Brasil. Temos pressa de fazer a cooperação em todas as áreas. Nas áreas de científica e tecnológica, e na área de defesa, e os intercâmbios na área de defesa, têm obtido um desenvolvimento fluido e saudável, atendendo aos interesses comuns dos dois países”, disse.

Wanming disse que, durante o encontro, Pontes propôs que os dois países realizem cooperação em ciência e tecnologia para utilização civil e militar. O embaixador acrescentou que a parte brasileira ainda não colocou na mesa os projetos específicos para a futura cooperação. “Temos pressa em ver e discutir as propostas que venham a ser feitas pela parte brasileira”, disse.

O embaixador chinês, que na semana passada visitou o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, no que se refere ao desenvolvimento econômico, o interesse da China é “fortalecer a cooperação econômica, comercial, de investimentos em infraestrutura e até de cooperação financeira”.

De acordo com o embaixador Yang Wanming, os campos de cooperação são amplos, como, por exemplo, as áreas digital, de novas energias, de biotecnologia, espacial, de mudanças climáticas e de novos materiais.

“A China e o Brasil são grandes economias do mundo. Temos responsabilidade de promover a economia mundial. Não só o desenvolvimento conjunto dos dois países, mas pode contribuir para a prosperidade mundial”, disse Wanming.

Justiça determina inclusão de moradores de rua no censo de 2020

ter, 22/01/2019 - 20:29

A Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou que o governo federal e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tomem as medidas necessárias para incluir a população de rua de todo o país no censo de 2020. A decisão foi motivada por uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU).

No processo, a DPU alegou na Justiça que o Decreto nº 7.053/2009, editado pela Presidência da República, estabeleceu a política nacional para a população de rua e prevê a realização de uma contagem oficial, no entanto, a medida não foi aplicada até o momento. A norma previu o apoio do IBGE e da antiga Secretaria dos Direitos Humanos, atual Ministério dos Direitos Humanos, para realização do trabalho.

Ao decidir o caso, no dia 17 deste mês, a juíza federal Maria Alice Paim Lyard entendeu que há inércia do Estado em colocar o decreto em prática e determinou que a União e o IBGE tomem as medidas necessárias para incluir a população no censo.

"Considerando o longo prazo desde a edição do decreto, entendo que restou caracterizada a inércia prolongada e omissão dos réus, que comprometem o planejamento e efetivação de políticas pública direcionadas à população de rua."

Na ação, a defensoria ressaltou que especialistas na área estimam que a população de rua no pais é de aproximadamente 100 pessoas.

A Agência Brasil procurou a assessoria de imprensa do IBGE, mas não conseguiu contato.

Na ação, a defesa do instituto informou à Justiça que não tem capacidade operacional para incluir a população no próximo censo. 

Guedes reúne-se com ministros de Israel e Holanda no 1º dia em Davos

ter, 22/01/2019 - 20:09
No primeiro dia de eventos do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), o ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu-se com presidentes de duas multinacionais e com os ministros dos Países Baixos e de Israel. Nesta noite, ele participa de um jantar de negócios. O ministro Paulo Guedes, em reunião do Conselho Internacional de Negócios no Fórum de Davos - Alan Santos/PR

Guedes iniciou o dia com um encontro com o presidente do conselho da indústria química e de plásticos Lyondell Basell NV, Jacques Algrain. O ministro teria também uma reunião com o presidente da Câmara Internacional de Comércio, mas o evento foi cancelado.

Ainda de manhã, Guedes encontrou-se com o presidente da empresa de energia espanhola Iberdrola, José Ignacio Sánchez Galán, e, em seguida, participou de um almoço privado promovido pelo banco Itaú.

Apesar de fontes do Ministério da Economia terem informado na semana passada que Guedes estaria em uma sessão pública com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, o ministro não participou do evento. A assessoria de imprensa da pasta esclareceu que a sessão plenária não constava da agenda de Guedes para hoje, negando que o compromisso tenha sido cancelado de última hora.

Durante a tarde, Guedes teve um encontro de 15 minutos com o fundador e o presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab. Em seguida, o ministro da Economia acompanhou o discurso do presidente Jair Bolsonaro na sessão plenária do evento.

Depois da fala de Bolsonaro, Paulo Guedes encontrou-se com a ministra do Comércio Exterior e Cooperação Internacional dos Países Baixos, Sigrid Kaag, e participou de encontro do Conselho Internacional de Negócios. No fim da tarde, Guedes reuniu-se com o ministro da Economia de Israel, Eli Cohen, e, sem seguida, foi ao jantar de negócios.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes tem informado, nos encontros, que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial. Além de comprometer-se com a modernização da economia, Guedes está assegurando que os empresários estrangeiros terão segurança jurídica para investir no Brasil.

Guedes está informando ainda que o Brasil pretende dobrar os investimentos (públicos e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). De acordo com o ministro, a abertura comercial ocorreria de forma gradual, para não prejudicar a indústria nacional.

Governo estuda ajuda a municípios alagados no Rio Grande do Sul

ter, 22/01/2019 - 19:56

O governo federal sinalizou com a possibilidade de ajudar com R$ 24 milhões os 24 municípios do Rio Grande do Sul que sofrem com as chuvas na região. Em reunião nesta terça-feira (22), no Palácio do Planalto, da qual particiaram ministros e prefeitos das cidades atingidas, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, levantou a possibilidade de repassar essa verba.

O aporte ainda está passível de confirmação, mas os prefeitos, no entanto, saíram do Planalto confiantes na ajuda federal. “O governo vai levar à discussão amanhã [23} a liberação de R$ 24 milhões para estes municípios, R$ 1 milhão para cada município. Há uma grande possibilidade. Mas todos nós saímos confiantes de que será liberado esse recurso”, disse o prefeito de Santiago, Tiago Gorski.

Uma nova reunião será feita amanhã entre integrantes do governo federal para confirmar esta e outras possíveis ações para auxiliar a região afetada pelas chuvas no estado. De acordo com Gorski, o dinheiro será para usado na reconstrução de estradas e pontes destruídas pelas chuvas. São estradas importantes para o escoamento da produção agrícola, acrescentou o prefeito.

“O pleito foi focado na infraestrutura rural, na recuperação de estradas, pontes, pontilhões, para dar acesso ao escoamento da safra de arroz e soja que nos próximos dias já inicia a colheita”. Na próxima quinta-feira (24), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, fará uma visita ao estado.

As chuvas atingem com gravidade a região desde os primeiros dias do ano. De acordo com a Defesa Civil, são mais de 10 mil pessoas afetadas, das quais 5 mil desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas. Foram registradas quatro mortes em Alegrete, Santana da Boa Vista e Quaraí.

PT, PSB e PSOL anunciam bloco de oposição na Câmara dos Deputados

ter, 22/01/2019 - 19:44

O PT, o PSB e o PSOL anunciaram nesta terça-feira (22) a formação de um bloco de oposição ao governo federal na Câmara dos Deputados.

"É importante unir forças para que possamos fazer o enfrentamento e honrar a condição de oposicionistas que os eleitores nos colocaram", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Ainda está em em negociação a adesão de PDT, PCdoB e Rede. Caso se concretize,o bloco pode chegar a 136 deputados a partir de fevereiro: PT (56), PSB (32), PSOL (10), PDT (28), PCdoB (9), Rede (1).

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman, afirmou que a sigla será responsável pela articulação entre PDT e PCdoB. Já o PSOL se reunirá com lideranças da Rede. As atividades do Congresso Nacional começarão no dia 1º de fevereiro. Também nesta data será realizada a eleição da Mesa Diretora, responsável pela condução dos trabalhos legislativos e administrativos na Câmara. 

Para o vice-líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), esse é o momento mais adequado para consolidar o bloco opositor ao governo atual. A sigla é a única dos partidos do bloco que já anunciou candidatura para a presidência da Câmara. "Por isso, a proposta inclusive, de recolocar o PCdoB e o PDT, aliados históricos, que venham para o bloco para que tenhamos uma agenda comum, que vai ser depois a nossa agenda”, afirmou. 

Presidência da Câmara 

Inicialmente, o bloco não definiu posicionamento único sobre as eleições da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Além da presidência da Câmara, estão em disputa a primeira e segunda vice-presidência da Casa, quatro secretarias e as respectivas quatro suplências. 

Até agora, oito deputados já anunciaram candidatura à Presidência da Câmara: Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL), Kim Kataguiri (DEM-SP), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ). 

O atual presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não oficializou a candidatura à reeleição, mas já conta com o apoio de 12 siglas para permanecer no cargo, incluindo o PSL, do presidente Jair Bolsonaro. O deputado João Campos (PRB-GO) havia anunciado candidatura, mas voltou atrás e decidiu integrar o bloco em formação que apoia Maia. O bloco já reúne 262 deputados. 

A votação para Mesa Diretora é secreta. Para eleição em primeiro turno, é necessária maioria absoluta entre os presentes na sessão, o correspondente a 257 deputados. Se ninguém atingir este número, há segundo turno com os dois mais votados. A eleição dos demais integrantes da mesa só ocorre quando o presidente é eleito.

Sisu divulga notas de corte de cada curso

ter, 22/01/2019 - 19:32

Os estudantes que acessaram a página do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na tarde de hoje (22) já puderam ver as notas de corte de cada curso. A informação geralmente é divulgada somente no segundo dia de inscrição, após meia-noite.

As notas de corte podem ser acessadas na parte pública do site, basta fazer uma busca pelo curso desejado. Estão disponíveis as notas para cada uma das modalidades de inscrição, ampla concorrência e ações afirmativas. 

As inscrições começaram hoje (22) e podem ser feitas até sexta-feira (25), na página do Sisu. Ao todo, serão ofertadas 235.461 vagas em 129 instituições públicas de todo o país. Podem concorrer às vagas os estudantes que fizeram o Enem 2018 e obtiveram nota acima de zero na prova de redação.

Durante o dia, estudantes reclamaram nas redes sociais da dificuldade em acessar o sistema. “Desde de 9h da manhã tô tentando acessar o site do sisu e nao consigo”, diz uma usuária do Twitter. “Entrar no site do sisu é outra prova impossível”, diz outra.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) diz que o sistema do Sisu registrou uma lentidão na manhã deste primeiro dia de inscrições “devido ao grande número de acessos”. A pasta afirma que o sistema “está em processo de normalização até o final do dia”. Até as 12h, foram realizadas 441.157 inscrições.

Nota de corte

Segundo o MEC, a nota de corte é uma estimativa com base nos candidatos inscritos até o momento. Embora não seja uma garantia da vaga, é possível usar a informação para orientar a escolha.

Durante o período de inscrição no Sisu, o candidato pode consultar, em seu boletim, a classificação parcial na opção de curso escolhido. A classificação parcial é calculada a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Trata-se, assim como a nota de corte, de uma referência e não de um garantia de vaga.

Nesse período, o candidato pode modificar a opção de curso quantas vezes quiser. Será considerada no processo seletivo a última opção confirmada pelo estudante.

Escolhas

Na hora da inscrição, os estudantes podem escolher até duas opções de curso, em ordem de preferência. A principal novidade deste ano é que os estudantes que forem selecionados em qualquer uma das duas opções não poderão participar da lista de espera. Até o ano passado, aqueles que eram selecionados na segunda opção podiam ainda participar da lista e ter a chance de ser escolhido na primeira opção.

O resultado será divulgado no dia 28 de janeiro. A matrícula dos selecionados deve ser feita de 30 de janeiro a 4 de fevereiro.

Do dia 28 de janeiro ao dia 4 de fevereiro, os estudantes que não foram selecionados na chamada regular, em nenhuma das opções, podem manifestar o interesse em participar da lista de espera. Esses alunos serão convocados pelas próprias instituições de ensino a partir do dia 7 de fevereiro.

Bolsa fecha em baixa de 0,9% e dólar chega a R$ 3,80

ter, 22/01/2019 - 18:59

O Ibovespa, principal índice de desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, encerrou o dia financeiro hoje (22) aos 95.103 pontos, em queda de 0,94% em relação ao fechamento desta segunda-feira (21). O recorde do índice é 96.096 pontos e foi atingido na última sexta-feira (18).

O dólar e o euro fecharam nesta terça-feira em alta de 1,25% e 1,5%, respectivamente - Arquivo/Agência Brasil

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as que mais valorizaram foram Viavarejo ON (2,71%), Braskem (3,05%), e Estacio (1,74%). As que mais se desvalorizaram foram BRF ON (5,02%), Mafrig ON (5,47%), e Gol (3,43%). As mais negociadas foram as ações da Petrobras, que tiveram queda de 1,57%, e as da Vale ON (-0,36%).

O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,25%, cotado a R$ 3,80. Foi a sexta elevação seguida da moeda norte-mericana e o maior valor de fechamento desde 2 de janeiro (R$ 3,81). O euro também se valorizou e chegou a R$ 4,33, uma alta de 1,5% em relação à cotação de ontem.

Especialistas veem com cautela limite de mensagens no WhatsApp

ter, 22/01/2019 - 18:44

O WhahtsApp anunciou a limitação do encaminhamento de mensagens para até cinco grupos de conversa (chats). Segundo a empresa, tal medida teve como objetivo reforçar o caráter da plataforma como espaço de trocas de mensagens privadas. A decisão foi uma reação para lidar com o que a companhia chamou de “questão do conteúdo viral”, ou seja, a difusão massiva de informações por pessoas e grupos.

“O WhatsApp avaliou com cuidado essa teste [de limite de encaminhamento] e ouviu o feedback dos usuários durante o período de seis meses. O limite de encaminhamento reduziu significantemente o encaminhamento de mensagens no mundo todo. Começando hoje, todos os usuários da última versão do WhatsApp podem encaminhar apenas cinco mensagens por vez, o que vai ajudar a manter o WhatsApp focado em mensagens privadas com contatos próximos”, informou a empresa por meio de nota ontem (21).

O WhatsApp entrou na mira de questionamentos em vários locais do mundo como espaço de disseminação de desinformação, conteúdos também chamados popularmente de “fake news” (no termo utilizado na língua inglesa). Na Índia, mensagens falsas reproduzidas em massa foram identificadas como fatores de estímulo a linchamentos de pessoas no ano passado. Em razão desse caso, o WhatsApp instituiu no país no ano passado este limite de cinco destinatários como um teste.

Brasil

No Brasil, a plataforma também foi questionada pelo papel nas eleições de 2018 em razão da grande circulação de conteúdos falsos. A missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou o fenômeno da desinformação no pleito eleitoral como sem precedente.

Uma denúncia do jornal Folha de S.Paulo durante as eleições apontou que disparos em massa pela rede social teriam sido pagos por apoiadores do candidato eleito e atual presidente, Jair Bolsonaro. A campanha dele negou qualquer envolvimento. Frente à denúncia, o WhatsApp informou ter apagado milhares de contas envolvidas na difusão em massa de mensagens. A alegação foi encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dando origem a uma investigação. A defesa pediu o arquivamento da apuração. No processo, o WhatsApp afirmou não ter sido contatado pela campanha do PSL.

Ainda durante as eleições, a plataforma adotou duas medidas para os usuários brasileiros. Passou a identificar as mensagens encaminhadas com o termo em inglês (“forwarded”). Na mesma ocasião da redução dos destinatários para cinco na Índia, estabeleceu o limite de 20 no Brasil. Após o primeiro turno, com a avalanche de mensagens falsas na plataforma, o Conselho Consultivo do Tribunal Superior Eleitoral sobre Internet e Eleições se reuniu com a empresa para cobrar medidas. ONGs e especialistas já haviam indicado nesse momento a limitação de destinatários como um ponto para mitigar a difusão de desinformação.

Eficácia

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a medida pode ajudar a conter a circulação de conteúdos enganosos, mas ainda é preciso avaliar se terá eficácia na prática para impactar a quantidade de desinformação enviada. Na opinião do coordenador de Tecnologia e Democracia do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), Marco Konopacki, não há clareza se o novo limite vai conter de fato as chamadas "fake news".

Se pode ter algum efeito sobre usuários “comuns”, acrescenta o pesquisador, para agências de marketing digital que usam recursos automatizados de disparo em massa, como no caso da denúncia das eleições brasileiras, dificilmente o obstáculo será efetivo.

“Existem diferentes grupos com distintos interesses utilizando o WhatsApp para fins escusos, não simplesmente para distribuição de notícias falsas, mas aplicando poder computacional intensivo, com recursos de automatização e semi-automatização. Essas fontes automatizadas não se sujeitam a isso [os limites de encaminhamentos], pois têm base de números e enviam por meio delas”, explicou.

A diretora da agência de checagem de fatos Lupa, Cristina Tardáguila, também vê com cautela os impactos da decisão. “A gente precisa acompanhar. Vamos ver como vai ser a implementação. Observar se será mesmo o Brasil ao mesmo tempo, todos os telefones ao mesmo tempo ou alguma coisa escalonada para ver se não teremos algum tipo de desequilíbrio”, disse.

Mensagens privadas x difusão

Tardáguila foi uma das especialistas que defendeu medida nesse sentido durante as eleições, juntamente com outros professores. Para a diretora da Lupa, o debate de fundo é o uso do WhatsApp, uma plataforma inicialmente de mensagens privadas, para a difusão de conteúdos em massa. Outra mudança para reduzir essa condição de circulação em larga escala, acrescenta a diretora, seria a diminuição também das listas de transmissão, recurso que permite ao usuário enviar uma mensagem para 256 contatos de uma vez.

“Você tem a possibilidade de encaminhar uma mensagem para 256 pessoas, que podem também enviar para 256 e assim sucessivamente, tendo um sistema piramidal enorme. Isso precisa ser reavaliado. Quem é que precisa disparar mensagens para 256 destinatários?”, questiona. Ela acrescenta que o número de pessoas em grupos, hoje 256, também deveria ser limitado.

Fiscalização x criptografia

Segundo Cristina Tardáguila, o uso do WhatsApp para promoção de desinformação levanta questionamentos sobre como a proteção das mensagens pela criptografia, um dos recursos da plataforma, contribuiria para o fenômeno. “Não tenho opinião formada sobre isso. Mas criptografia é algo para poucas pessoas guardarem. No momento que você faz um broadcasting você está contando para muitas pessoas. Talvez ele possa não ser criptografado”, cogita.

O diretor do instituto de pesquisa Internet Lab, Francisco Brito Cruz, também avalia que a medida do WhatsApp tem como pano de fundo a tentativa da plataforma se afirmar como espaço de mensagens privadas frente ao uso para difusão massiva, especialmente de informações falsas. Ele acredita que a redução dos destinatários pode “estrangular um pouco o fluxo”, mas que é preciso ver como será a eficácia na prática. O pesquisador considera, no entanto, que, a despeito da circulação de conteúdos enganosos, o recurso da criptografia não deveria ser flexibilizado.

“Quebrar criptografia pode trazer vulnerabilidade para as pessoas e deixar a plataforma mais insegura para todo mundo, o que cria risco de ser aproveitado para práticas de vigilância. Ela [a criptografia] não tem que ser vista como empecilho, mas como escolha que é importante e que a gente não pode jogar fora o ‘bebê com a água do banho’. Talvez uma das coisas mais importantes do WhatsApp seja a criptografia sob a perspectiva de segurança, de privacidade”, defende.

Suspeitos de ataques no CE são mortos durante troca de tiros com PMs

ter, 22/01/2019 - 18:31

Policiais militares do Ceará mataram dois homens na cidade de Quixadá, a cerca de 166 quilômetros da capital do estado, Fortaleza, na madrugada desta terça-feira (22). Segundo a secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social, Marcos Juan Ferreira de Sousa e Wesley Miguel Fernandez Muniz são suspeitos de integrar um grupo criminoso e dispararam contra os policiais militares, que revidaram e mataram os dois.

Ainda de acordo com a secretaria estadual, homens do Comando Tático Rural, da PM, foram ao local investigar uma denúncia anônima de que cinco suspeitos estavam reunidos em uma casa planejando ações criminosas, entre elas, assassinatos. Os militares não encontraram ninguém na residência indicada pelo denunciante, mas identificaram um acampamento no meio de um matagal próximo. Ao se aproximarem, os policiais foram recebidos a tiros.

Segundo a secretaria estadual, duas armas foram apreendidas com Sousa e Muniz, sendo uma delas de uso restrito. A pasta garante que os dois suspeitos também portavam munição de vários calibres e tinham antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas e crimes contra a administração pública.

Durante a troca de tiros, mais três suspeitos conseguiram fugir. As investigações apontam que Sousa e Muniz participavam, junto com mais suspeitos, do planejamento e execução de assassinatos e de ações criminosas contra prédios públicos, veículos e propriedades privadas.

Pelo menos mais três ocorrências foram registradas no estado entre a noite desta segunda-feira (21) e a madrugada de hoje (22). Em Caucaia, a cerca de 20 quilômetros da capital, pessoas ainda não identificadas incendiaram uma sala da escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Maria Corina Arruda. O fogo foi apagado antes de se alastrar pelo prédio, mas destruiu uma sala onde funciona a creche municipal, destruindo mobiliário e parte do material de ensino das crianças, além de outros equipamentos.

Em Fortaleza, bandidos atacaram com um artefato explosivo uma subestação da distribuidora de energia elétrica Enel, incendiando-a. Em nota, a empresa informou que a subestação do Bom Sucesso não teve sua estrutura afetada e está operando normalmente. Desde o início da onda de ataques, no último dia 2, 11 veículos a serviço da Enel foram incendiados. Ontem, outra subestação foi incendiada entre os municípios de São Benedito e Ibiapina.

A Câmara de Vereadores de Paracuru, a 80 quilômetros da capital, também foi alvo de pessoas não identificadas. Durante a madrugada, um coquetel molotov foi arremessado contra a parede externa do edifício. O vigia conseguiu apagar as chamas antes que elas se alastrassem, evitando maiores danos.

Ataques

Este é o 21º dia de ataques criminosos no Ceará. A secretaria estadual informou esta tarde que 411 suspeitos de participar das ações orquestradas foram capturados desde o começo da onda de crimes. A pasta, no entanto, não revelou quantos destes suspeitos permanecem presos ou apreendidos (caso de suspeitos com menos de 18 anos de idade).

Segundo autoridades estaduais e especialistas em segurança pública, as ações podem ser uma reação de facções criminosas à nomeação do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, e ao anúncio de medidas para reforçar a segurança nos presídios, como a não separação de presos em presídios por facção.

Para tentar conter os ataques, o governo estadual convocou cerca de 1.200 policiais militares da reserva para voltarem ao serviço. No dia 4, o governo federal autorizou o envio de agentes da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar no combate aos ataques. No dia 13, o governador Camilo Santana sancionou leis que facilitam a adoção de medidas como a convocação dos militares reservistas; o pagamento  a quem fornecer informações que resultem na prisão de bandidos ou evitem ataques criminosos no estado, entre outras.

Nesta semana, devem começar a chegar os primeiros integrantes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, subordinada ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Por razões de segurança, o órgão não informa quantos agentes prisionais serão cedidos por outros estados para integrar o grupo especial no Ceará.
 

Temer defende no STF envio de processo da Odebrecht para 1ª instância

ter, 22/01/2019 - 18:30

A defesa do ex-presidente Michel Temer defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do ministro Edson Fachin que enviou para a primeira instância da Justiça Eleitoral inquérito sobre o suposto recebimento de propina da empreiteira Odebrecht. A petição foi enviada à Corte em dezembro do ano passado, mas tornou-se pública nesta terça-feira (22).

A manifestação da defesa foi motivada pelo parecer no qual a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que Temer e os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha sejam investigados de forma conjunta.

Em outubro do ano passado, o ministro Fachin determinou a suspensão do inquérito aberto contra Temer até o fim do mandato, que se encerrou no dia 1º de janeiro.

O ministro, no entanto, determinou que a parte da investigação que também envolve os ex-ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco, fosse encaminhada à Justiça Eleitoral de São Paulo. Em seguida, Dodge se manifestou a favor da investigação conjunta.

Ao STF, os advogados do ex-presidente reafirmaram que não há indícios de que Temer tenha cometido ou ordenado qualquer ilícito penal. No entendimento da defesa, eventuais imputações atribuídas aos outros investigados são de competência da Justiça Eleitoral, conforme decidiu Fachin.

"Pelo que se extrai desses autos, não há nenhum indício mínimo de que o Sr. [ex] presidente da República tenha cometido ou ordenado o cometimento de qualquer ilícito penal. As imputações pairam no campo da mera imaginação da agravante", afirmou a defesa.

Inquérito

Conforme delação premiada de seis ex-executivos da Odebrecht, um pagamento de R$ 10 milhões para caixa dois da campanha de Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo em 2014 teria sido acertado em um jantar no Palácio do Jaburu quando Temer era vice-presidente, em maio daquele ano.

Teriam participado do encontro o ex-presidente executivo da empresa, Marcelo Odebrecht, e Padilha, que à época era ministro da Aviação Civil. Segundo a Polícia Federal, R$ 1,4 milhão teriam sido recebidos por Temer por meio de intermediários.

Em outubro do ano passado, o advogado Daniel Gerber, que representa Padilha, disse que jamais houve qualquer ato de corrupção imputado ao ex-ministro. Na época, o Palácio do Planalto disse por meio de nota que as conclusões do delegado responsável eram "um atentado à lógica e à cronologia dos fatos". 

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