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Atualizado: 7 minutos 59 segundos atrás

No Rio, funcionários protestam contra privatização da Cedae

ter, 07/02/2017 - 13:25

Manifestantes contrários à proposta de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) protestam hoje (7), no centro do Rio de Janeiro, em frente ao prédio da Assembléia Legislativa. A proposta vai ser discutida na Alerj nesta semana e faz parte de um acordo de renegociação da dívida do governo do estado com a União.

O ato tem o apoio do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Muspe) e reúne centenas de funcionários da companhia, além de servidores de outros órgãos estaduais, que fecharam a Avenida Presidente Antônio Carlos. Entre as preocupações pontuadas pelos manifestantes, está a falta de garantias sobre a manutenção de seus empregos. Eles também afirmam que a privatização pode encarecer e precarizar o serviço de abastecimento.

Em sua maioria concursados e contratados em regime celetista, os funcionários públicos distribuíram cartazes com os dizeres "A Cedae é do povo" e fitas azuis para a população.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Sintsama-RJ) , Roberto Rodrigues, resumiu os motivos do protesto.

"Em um primeiro momento, me preocupa perder meu emprego. E a população pode estar perdendo uma empresa de cunho social", disse. Ele criticou a proposta do governo. "A gente não tem nenhuma garantia. Sabemos o que aconteceu nas outras empresas públicas privatizadas. Os melhores salários, as pessoas mais antigas, eles mandaram embora e colocaram uma pessoa de empreiteira, que ganha muito menos."

O engenheiro Flávio Guedes trabalha na empresa há 43 anos e é presidente do conselho fiscal do sindicato. Ele defende que o saneamento seja prestado por uma empresa pública.

"Quando você privatiza o saneamento, privatiza a vida. Água não é negócio", afirmou Guedes, que quer um debate mais amplo na Assembleia Legislativa, com audiências públicas e discussão em comissões antes da votação em plenário. "Eles estão muito apressados, mas não podem vender a Cedae assim. A Cedae não é um saco de batatas."

A supervisora Vânia Lino já está há 12 anos na Cedae e tinha 17 anos de experiência na iniciativa privada. Ela afirma que sua maior preocupação é com o serviço prestado pela companhia:

"Hoje, o valor da água é bem pequeno e, privatizando, o valor vai aumentar. Uma empresa como a Cedae não é para gerar lucros, é para atender a toda a população", argumentou. "Até agora ninguém do governo falou nada em relação aos funcionários. A gente não sabe o que vai acontecer. Eu tenho família, eu tenho uma filha e também fico preocupada."

A Cedae não tem se posicionado sobre a privatização. Por e-mail, a empresa afirmou que "informações sobre privatização devem ser obtidas com o acionista majoritário, o governo do estado".

Procurado pela Agência Brasil, o governo do estado disse que vai tomar todos os cuidados para que o comprador da Cedae mantenha o atual corpo de trabalhadores da companhia.

Roubos de carga aumentam no Rio, diz presidente da federação

ter, 07/02/2017 - 13:23

O presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), Eduardo Rebuzzi, disse hoje (7) que o aumento no número de casos de roubos de carga no Rio de Janeiro é devido a facilidade com que os criminosos abordam os transportadores.

A ação de criminosos do Complexo do Chapadão e Pedreira, junto à rodovia Presidente Dutra tem aumentado o roubo de cargas no Rio. A mercadoria é levada para estas duas comunidades e são altamente rentáveis.

“Isto acontece porque é uma facilidade tremenda que eles encontram para fazer estes crimes. O roubo de carga, atualmente, é uma das maiores fontes de renda dos traficantes do Rio de Janeiro. Ele faz parte de um grande crime organizado que utiliza este ato como um negócio. E como as leis são muito brandas para os receptores desses produtos roubados, acaba gerando um despudor destes criminosos”, disse.

Este destemor citado por Rebuzzi em muitos casos é demonstrado claramente nas ações dos criminosos. “Eu já ouvi de autoridades policiais que em alguns casos estes bandidos entram com motocicletas na frente do motorista e apenas o conduz para dentro de uma determinada comunidade, onde as mercadorias ou alimentos são descarregados, e posteriormente vendidos para camelôs da própria região”. Por conta disso, o número de ocorrências desse tipo triplicou no estado. Em 2016 foram registrados mais de 9 mil casos.

De acordo com Eduardo Rebuzzi, "sabemos que o Rio já passa por problemas seríssimos em diversos setores e isto respinga neste tipo de crime, pois os policiais não tem condições de entrarem numa comunidade para recuperar carga. Os carros blindados não estão em condições de circular, então como entrar nestas áreas? E por isso é inserida uma taxa de 5% a mais no custo das mercadorias, já que as empresas não se sentem seguras no Rio. O que mais ouvimos delas são reclamações. Isso enfraquece nossa economia e arranha a imagem, algo que o Rio de Janeiro não precisa no momento”, lamentou.

A solução para o presidente da federação seria a reformulação nas leis que tratam este tipo de crime. “Tem que ser mais duro no que se diz respeito às leis. Todo estabelecimento ou camelô que fosse encontrado com produtos sem origem fiscal deveria ser lacrado na mesma hora. As forças de segurança fazem sua parte, tentam coibir, mas não têm sido o bastante. O problema é maior do que aparenta ser”.

Em nota, a Polícia Militar informou que faz Operação Mercadoria Legal para coibir a prática de roubo e furto de cargas em todo o Estado. A ação conta com a participação de todas as unidades operacionais, além do Batalhão de Policiamento em vias expressas e do Batalhão de Polícia Rodoviária. Esta operação acontece preferencialmente nos períodos da manhã, quando há maior incidência de roubo de cargas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que patrulha as rodovias federais, disse que acompanha a tendência de migração da criminalidade para o roubo de cargas. Além do policiamento ostensivo em trechos onde se tem o registro de roubos de cargas, a PRF  trabalha com levantamento de inteligência policial para o mapeamento de trechos e horários críticos e a subsequente execução de operações de enfrentamento. O órgão também lembrou que a operação Rota Segura Rio de Janeiro  está em execução, com cooperação entre PRF, Polícia Militar e Força Nacional. A Polícia Rodoviária Federal informou ainda que, além do policiamento e das ações pontuais (operações), também faz, em cooperação com Polícias Civis e Federal, ações preventivas, com cumprimento de mandados de prisão e desbaratamento de quadrilhas especializadas no roubo e receptação de cargas.

A Polícia Civil disse que as delegacias têm desenvolvido trabalhos de inteligência, inclusive com o intercâmbio de informações entre as unidades, para identificar e prender quadrilhas envolvidas no roubo de cargas, e os envolvidos na receptação dos produtos. Nos últimos meses, operações policiais foram deflagradas para prender criminosos, em decorrência das investigações feitas pela Instituição.

Quem tiver qualquer informação que possa contribuir com investigações sobre este tipo de crime pode entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) pelos telefones (21) 2334-8823 e 2334-8835 ou pelo chat https://cacpcerj.pcivil.rj.gov.br .

Saúde altera regras para repasse de recursos federais

ter, 07/02/2017 - 13:16

O Ministério da Saúde anunciou hoje (7) uma série de alterações para o repasse de recursos federais a estados e municípios. O chamado Projeto SUS Legal prevê que os gestores implementem uma espécie de lei de transferência de recursos, além de aumentar a fiscalização da execução de ações em saúde.

Uma das primeiras medidas trata da mudança na transferência de verbas federais e atende, segundo a pasta, a pleito de prefeituras e governos estaduais. Os repasses, antes realizados em seis blocos temáticos, passam a ser feitos em duas modalidades: custeio e investimento.

A transferência será realizada em conta financeira única e específica para cada uma das categorias econômicas. O novo formato, de acordo com o ministério, possibilita ao gestor mais agilidade e eficiência na destinação dos recursos disponíveis atualmente, com base na necessidade e realidade local.

O ministério garante que o objetivo do governo federal, com as mudanças, é assegurar o cumprimento da legislação que rege o Sistema Único de Saúde (SUS) e a realização de planos de saúde por parte de estados e municípios, já que a destinação de verbas estará vinculada a esse planejamento.

O projeto deverá ser qualificado e conter indicadores e metas em conformidade com as políticas públicas governamentais de saúde estabelecidas pela Comissão Intergestores Tripartite e pelo Conselho Nacional de Saúde. Caberá ao ministério acompanhar e avaliar o plano. O monitoramento será feito por meio de sistema online.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, lembrou que o não cumprimento do plano implicará a redução dos recursos repassados. Segundo ele, com o modelo anterior de transferência de verbas federais, muitos recursos acabam paralisados – mais de R$ 5,7 bilhões apenas em 2016.

“Vamos permitir que cada cidade aplique os recursos naquilo que acha adequado”, disse. “Se um gestor não cumprir o que foi combinado, o dinheiro vai voltar automaticamente para o Fundo Nacional de Saúde”, completou.

Obras

O governo federal, os estados e municípios também pactuaram anuência prévia sobre a implantação de novos serviços. Isso significa que, independentemente de quem for financiar a obra, os três entes devem ser avisados, de forma que seja possível prever no orçamento do ministério os recursos para custeio.

Outro anúncio envolve mudança na forma de financiamento de obras de construção, ampliação ou reforma na saúde. A partir de agora, o repasse de recursos federais, nesses casos, será feito em parcela única, substituindo os atuais modelos de financiamento com contrato de repasse, feito em três parcelas atreladas ao andamento da obra.

Com a nova portaria, quem fizer o pedido para unidade de pronto atendimento, unidade básica de saúde e/ou demais serviços terá que enviar projeto completo, com cronograma, capacidade técnica e financeira e estrutura necessária para manter o serviço. Após a aprovação do plano, o repasse será feito integralmente.

“O que garante a execução [das obras] são os planos de saúde estaduais e municipais e o recurso correspondente para a execução desses planos”, avaliou o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, João Gabardo.

“Receber em parcelas significava paralisação de obras, novas licitações. Agora, com parcela única, o empreiteiro sabe que vai receber na data certa”, acrescentou o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, Mauro Junqueira.

Atualmente, existem no país 8 mil obras de saúde em execução, com R$ 2,5 bilhões em empenhados, além de 3,8 mil obras em ação preparatória que somam mais de R$ 922 milhões. Mais 4 mil obras não saíram do papel e foram canceladas.

Até março deste ano, estados e municípios que ainda tiverem obras em execução com prazos de conclusão expirados serão notificados pela última vez para informação sobre o prazo de conclusão. A pasta informou que também está adotando as medidas necessárias para reaver R$ 237 milhões de propostas com obras canceladas.

Acompanhamento online

Ainda de acordo com o ministério, nos casos de impropriedade – prazo expirado, documentação inconsistente e/ou ausência de alimentação do Sistema de Monitoramento de Obras –, o ente será notificado até três vezes para solucionar a situação. Caso contrário, os recursos transferidos serão integralmente devolvidos, de forma automática, sem necessidade de consulta prévia.

“Os contratos de transferência de recursos serão muito rigorosos. O recurso vai ser pago inteiramente, em parcela única, adiantado, mas se cada etapa não for cumprida, ele retorna automaticamente”, explicou o ministro. “Essas são as condições pactuadas e tenho certeza fr que os prefeitos ficarão muito felizes em poder ter autonomia e responsabilidade para cumprir a execução das obras que tiverem recursos do ministério”, concluiu.

Corpos de desaparecidos em córrego são encontrados em Sorocaba

ter, 07/02/2017 - 12:56

Os corpos do homem de 49 anos e do menino de 10 anos desaparecidos em Sorocaba (SP) foram localizados pelo Corpo de Bombeiros. Eles estavam presos em árvores na região do Parque São Bento, próximo ao início do Rio Sorocaba. De acordo com a Defesa Civil, sobe para treze o número de mortos no estado devido às chuvas, desde dezembro do ano passado.

Os dois desapareceram no sábado (4) após serem levados pela correnteza em um córrego. Quatro crianças pescavam quando a chuva começou. Elas caíram na água, mas uma delas conseguiu sair e pedir ajuda a um adulto. O homem resgatou duas crianças, mas foi levado pela correnteza quando tentava salvar a última vítima.

Outro desaparecido

O Corpo de Bombeiros continua as buscas por um homem que desapareceu na capital paulista. Por volta das 12h30 de hoje (7), as equipes vasculhavam toda a extensão do Rio Aricanduva.

O homem foi levado pela correnteza durante a forte chuva de ontem (6) na zona leste da cidade. Ele caiu em um córrego na Avenida Riacho dos Machados, no bairro São Mateus.

Segundo testemunhas, a vítima tentou se salvar segurando em uma corda jogada por populares, mas não resistiu e caiu em um duto que deságua no leito do Rio Aricanduva.

Grades instaladas por militares serão substituídas por guarda-corpos no Rio

ter, 07/02/2017 - 12:37

O projeto paisagístico da Orla Conde, no Rio de Janeiro, será mais uma vez alterado. As grades colocadas pela Marinha em um trecho de frente para a Baía de Guanabara serão substituídas por guarda-corpos definitivos, confirmou hoje (7) a prefeitura da cidade.

As grades foram colocadas pelos militares na orla, em dezembro, em um pedaço da passagem que foi criada com a revitalização completa do local, criando um corredor, em frente ao 1º Distrito Naval e impedindo o acesso ao gramado e à área pública com novos bancos e bicicletários. A justificativa era garantir a segurança dos pedestres, embora até aquele momento, ninguém tivesse caído no mar, apenas um cachorro, resgatado rapidamente.

Rio de Janeiro - Marinha cerca com grades trecho da Orla Conde, no Boulevard Olímpico, zona portuária do Rio Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

A Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde, na região portuária, é uma espécie de calçadão de 3,5 quilômetros, instalado em uma área completamente revitalizada, após a demolição de um antigo viaduto. Lá, bem próximo ao local onde as grades foram colocadas pelos militares, cercado por um espelho d'água, está o Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava - inspirado nas bromélias do Jardim Botânico, mas que se parece com uma baleia. O museu foi criado para não impedir a visão de outros importantes pontos turísticos, como o Mosteiro de São Bento.

A orla conta ainda com jardim, ciclovia, modernos parques para crianças, com pula-pula, e amplas áreas de convivência, com bancos e estacionamento para food trucks. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o local chegou a receber mais de 1 milhão de visitantes.

Novo design

Criticadas por destoarem do novo projeto paisagístico, as grades devem ser substituídas por guarda-corpos "que respeitem o novo urbanismo do local" e serão projetadas sob supervisão da prefeitura, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (CDURP) e da Marinha, que também será consultada. Ainda não há prazo para fazer a troca e o custo das novas estruturas, acordadas entre os órgãos em reunião no início do mês, não foi estimado.

BC quer reduzir custo do crédito no médio e longo prazo

ter, 07/02/2017 - 12:34

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse hoje (7) que o governo quer reduzir o custo do crédito, no médio e longo prazo, de forma estrutural e sustentável. Goldfajn participou do Painel Projeto Spread Bancário, no BC em Brasília, para discutir sobre o atual custo do crédito no país.

“Estamos procurando a redução estrutural e sustentável do custo de crédito. Estrutural para serem medidas que de fato levam à queda do custo. E sustentável porque não queremos mais experimentos voluntaristas que levam à queda e depois, a gente sabe, volta”, disse.

Goldfajn afirmou que a redução do spread (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes nos empréstimos) faz parte das reformas microeconômicas do governo para aumentar a eficiência e produtividade da economia. Ele acrescentou que há atualmente no BC um grupo de trabalho para debater o assunto e, assim que as medidas estiverem “minimamente maduras”, serão anunciadas.

O presidente do BC informou que o spread médio do período de 2011 a 2016 era composto por 53,5% de inadimplência, 23,8% de lucros, 5,1% de custos administrativos, 15,8% de impostos diretos e 1,8% de compulsórios e encargos fiscais.

Goldfajn enfatizou que quando a garantia do empréstimo é melhor, o spread fica menor. Ele citou como exemplo o crédito consignado, que tem spread menor, devido à garantia de que as parcelas dos empréstimos são pagas, já que são descontadas em folha de pagamento. Por isso, o presidente do BC defendeu que as medidas relacionadas ao spread têm que trazer mais segurança ao sistema.

Policiais do Espírito Santo continuam parados nos batalhões

ter, 07/02/2017 - 12:34

Uma liminar do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) não impediu a mobilização de parentes de policias militares, que impedem a saída de viaturas dos batalhões, como forma de protesto. Eles reivindicam reajuste salarial e o pagamento de benefícios.

A justiça decretou a ilegalidade do movimento e proibiu a realização de qualquer tipo de paralisação dos serviços de segurança pública pelos policiais, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para as associações de classe dos militares. O desembargador do TJES Robson Luiz Albanez determinou ainda que os piquetes montados nas sedes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros sejam desfeitos.

Foram notificadas a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiro Militar do Espírito Santo (Asses), Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (Abmes), Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo (Assomes) e Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e Pensionistas de Militares do Estado do Espírito Santo (Aspomires).

Na decisão, Albanez argumenta, baseado na Constituição, que é vedado qualquer tipo de paralisação por parte de militares, uma vez que seus serviços são indispensáveis para a sociedade e que a ausência de policiamento coloca em risco a segurança coletiva.

A ACS informou que já entrou com recurso para derrubar a liminar e que as associações não lideram as manifestações. Segundo o diretor Social e de Relações Públicas da ACS, Thiago Bicalho, o movimento de mulheres foi espontâneo e as associação estão colaborando apenas na interlocução com o governo do estado. “Temos um impasse. Se temos algum responsável por essa situação caótica é a insensibilidade do governo em não negociar”, disse, explicando que o governo informou que só vai negociar quando os familiares liberarem os batalhões.

O secretário de Segurança Pública, André Garcia, disse que o Estado está trabalhando para garantir a segurança da população e para por fim ao “movimento irresponsável que infelizmente tem sido explorados por alguns para disseminar o caos e a insegurança na população capixaba”. Segundo ele, aqueles que estão à frente das manifestações serão responsabilizados.

Por causa de situação de insegurança, o governo federal autorizou o envio de 200 homens da Força Nacional e 1,2 mil homens das Forças Armadas para atuar no estado [].

GM fecha acordo e prorroga por mais dois meses empregos em fábrica de SP

ter, 07/02/2017 - 12:07

A General Motors estendeu hoje (7) por mais 70 dias a manutenção de 751 metalúrgicos da fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, que estão há mais de dois anos em regime de lay-off (suspensão temporária de contrato de trabalho). A informação foi dada pelo sindicato dos trabalhadores.

Segundo a entidade, o prazo para o término desta condição terminaria na próxima quinta-feira (9), mas agora foi prorrogado até 19 de abril. Paralelamente, a montadora pretende abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV).

A expectativa dos líderes dos trabalhadores é a de ganhar tempo para tentar preservar os empregos ameaçados. Por meio de nota divulgada ontem (6), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Francisco Nunes, manifestou a intenção de uma prorrogação por prazo um pouco maior, por mais três meses.

Manutenção

Neste mesmo comunicado, ele reconheceu o ônus da montadora com a manutenção do regime lay-off desde novembro de 2014, mas defendeu a possibilidade de os trabalhadores continuarem ocupados.

“Nós compreendemos que a empresa banca esses funcionários há mais de dois anos, mas não aceitamos a demissão deles. Queremos que eles sejam reintegrados e, caso isso não seja possível agora, que o afastamento seja prorrogado por mais três meses”, disse.

O secretário geral do sindicato, Cícero Marques da Costa, informou que nesse prazo de prorrogação do lay-off - que irá até 19 de abril - a comissão de negociação dos empregados vai tentar buscar uma forma de evitar as demissões em massa. “Como existe a sinalização de que neste ano, em 2017, a economia volte a crescer, esperamos que a empresa possa absorver esses trabalhadores”, disse ele.

Segundo Costa, a unidade da GM tem cerca de 9,5 mil trabalhadores que entrarão em férias coletivas no período de 7 a 26 de março, totalizando em torno de um mês sem trabalhar porque estarão emendando com a folga do período do carnaval. Ele justificou que a paralisação das atividades se deve a reformas estruturais que a empresa fará naquela unidade.

Nessa fábrica são produzidos os modelos Cobalt, Spin, Montana e Ônix Joy, que, no ano passado ocupou a liderança dos veículos mais vendidos ao mercado interno. Já a montagem do Cruze, segundo o sindicato, que era feita na região, foi transferida para a unidade da GM em Rosário, na Argentina.

Procurada pela Agência Brasil, a GM disse que não iria comentar o acordo feito com o sindicato dos trabalhadores.

Prazo para matrícula no Sisu termina hoje

ter, 07/02/2017 - 12:06

Termina hoje (7) o prazo para que os candidatos selecionados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) façam a matrícula nas instituições de ensino. Os candidatos devem estar atentos ao cronograma estabelecido, uma vez que não haverá outra chamada para os selecionados na primeira opção de curso.

De acordo com o edital, as instituições que desejarem podem optar por estender o prazo de matrícula até amanhã (8). Cabe ao candidato verificar, junto à instituição de ensino em que foi aprovado, o local, horário e procedimentos para a matrícula.

O Sisu seleciona os estudantes com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cabe a cada instituição definir o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos. Para participar do processo, o estudante não pode ter tirado nota zero na redação do exame.

Nesta edição, ao todo, foram oferecidas 237.840 vagas em instituições públicas, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais. Cerca de 2,5 milhões se inscreveram no Sisu.

Lista de espera

Está aberto o prazo para a adesão à lista de espera. Os candidatos que não foram selecionados na chamada regular poderão participar da lista até o dia 10 de fevereiro. Esses candidatos serão convocados a partir do dia 16 de fevereiro, caso haja vagas remanescentes.

O candidato deve acessar o sistema e, em seu boletim, clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu. Segundo o Ministério da Educação, é importante certificar-se de que a adesão foi realizada. Ao finalizar a manifestação, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação.

A participação na lista de espera está restrita à primeira opção de vaga do candidato.

Vendas de materiais de construção têm queda de 8,9%

ter, 07/02/2017 - 11:37

As vendas de materiais de construção tiveram queda de 8,9% em janeiro na comparação com o mesmo mês em 2016, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat). Em relação a dezembro, houve crescimento de 1,5%.

Os empregos no setor mostraram queda, com retração de 7,5% em janeiro na comparação janeiro de 2016. Em relação a dezembro, foi registrado recuo de 0,1%.

Os segmentos de base e acabamento também apresentaram recuo de 11,4% e 5,3%, respectivamente, em janeiro em relação ao mesmo mês de 2016. Na comparação com dezembro, houve aumento das vendas de base (0,7%) e acabamento (2,7%).

Segundo o presidente da Abramat, Walter Cover, a previsão para o primeiro semestre é de queda de vendas, mas com gradual melhora no restante do ano.

Parlamentar entra na Justiça para anular privatização da Cedae, no Rio

ter, 07/02/2017 - 11:23

O vereador Fernando William (PDT-RJ) deu entrada em uma ação popular, com pedido de liminar, contra o governador Luiz Fernando Pezão com a finalidade de anular os efeitos do  Projeto de Lei 2345/17, em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que prevê a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae). A votação está prevista para esta quinta-feira (9).

De acordo com o parlamentar, O projeto de lei frauda simultaneamente a Lei 8.666/93, os beneficiários do serviço, e a Constituição, já que saneamento é uma prerrogativa do município, mesmo a empresa sendo estadual. “A operação, além de ilegal, é altamente lesiva ao município do Rio de Janeiro e aos outros 61 municípios que tem contrato de concessão com a Cedae”, avalia Fernando William. A Ação está na 15ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça. 

Ação

A ação popular contesta o artigo 2° do projeto de Lei 2345/2017. No texto fica claro que  o Estado poderá dar como garantia ações da companhia estatal para fins de executar obrigações junto às instituições credoras, que podem ser instituições financeiras nacionais ou internacionais, organismos multinacionais e bilaterais de crédito, agências de fomento ou agência multilateral de financiamento. Desta forma, é evidente que a garantia tem como beneficiário direto e imediato as instituições financeiras.

No caso de do Estado não efetuar o pagamento do crédito concedido, a instituição credora poderia executar a garantia, adquirindo as ações diretamente. Postos estes fatos, a transferência da propriedade das ações diretamente às instituições financeiras configuraria um caso de dispensa de licitação não prevista na Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993.

Macri chega ao Planalto para tratar de comércio, investimento e segurança

ter, 07/02/2017 - 11:08

O presidente da Argentina, Maurício Macri, acaba de chegar ao Palácio do Planalto, onde se reunirá com o presidente Michel Temer. A reunião, com a participação de autoridades dos dois países, tem por objetivo discutir medidas que eliminem barreiras e estreitem as relações comerciais entre os países, ambos integrantes do Mercosul, bem como ampliar as parcerias com países de outros blocos comerciais, como a União Europeia.

A expectativa é de que os presidentes e suas equipes tratem de assuntos relativos a comércio e investimentos, segurança das fronteiras, integração e desenvolvimento fronteiriços, ciência e tecnologia, e defesa.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 583,2 bilhões, a Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Juntos, os dois países respondem por 84% das exportações do bloco além de dois terços do PIB da América do Sul.

Após a reunião no Planalto, Macri participará de um almoço no Palácio do Itamaraty e, em seguida, será recebido no Congresso Nacional pelos presidentes das duas Casas, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o deputado Ricardo Maia (DEM-RJ). De lá vai ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde será recebido pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

Parceria

Diversos setores da economia argentina recebem investimentos brasileiros. É o caso de setores como mineração, siderurgia, petrolífero, bancário, automotivo, alimentos, têxtil, calçadista, máquinas agrícolas e construção civil. Mais de 130 empresas brasileiras se instalaram na Argentina, representando um estoque de investimento de cerca de US$ 12 bilhões. Já as empresas argentinas investiram cerca de US$ 8 bilhões no Brasil.

O comércio bilateral aumentou de US$ 7,1 bilhões em 2002 para US$ 28,4 bilhões em 2014, tendo registrado um pico de US$ 39,6 bilhões em 2011. Entre 2015 e 2016, esse intercâmbio apresentou redução de US$ 23,08 bilhões para US$ 22,5 bilhões, em decorrência da retração das duas economias.

No ano de 2016, mais de 40% do comércio bilateral teve como base o setor automotivo. De acordo com o Itamaraty, trata-se de um setor estratégico para o desenvolvimento dos dois países, tendo em vista seus efeitos diretos e indiretos sobre o conjunto da economia.

Produção industrial cresce em 10 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE

ter, 07/02/2017 - 10:22

Produção industrial do Ceará cresceu 12,4%                       Imagem de Arquivo/Agência Brasil

O crescimento de 2,3% na produção industrial em dezembro de 2016, frente a novembro, reflete aumentos no ritmo da atividade em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detalhou hoje (7) os dados regionalizados do levantamento já divulgado a nível nacional na semana passada.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Regional (PIM-PF, na série com ajuste sazonal, o principal destaque entre os dez locais com incremento da produção foi o avanço de 12,4% anotado no Ceará, o que eliminou a perda de 8,4% acumulada entre agosto e novembro.

Os dados do IBGE indicam que o Rio Grande do Sul (6,3%), Espírito Santo (5,1%), região Nordeste (4,9%) e Santa Catarina (3,6%) também assinalaram crescimento acima da média da indústria, que foi de 2,3% nos 14 locais envolvidos na pesquisa.

Minas Gerais fechou dezembro com sua produção crescendo os mesmos 2,3% da média nacional. Também fecharam com resultados positivos, embora abaixo da média de 2,3%, Goiás (1,4%); Bahia (1,4%); Paraná (0,8%); e Pernambuco (0,6%).

Números negativos

Entre os quatro estados que encerraram dezembro com queda na produção industrial frente a novembro, portanto na serie livre de influencias sazonais, aparecem o Amazonas, que, ao terminar o mês com retração de 2%, apresentou a queda de maior magnitude, e São Paulo (-1,5%), ambos com os resultados negativos mais acentuados entre novembro e dezembro e revertendo o crescimento verificado em novembro, quando cresceram, respectivamente, 4,1% e 1,4%. As demais taxas negativas ficaram com o Rio de Janeiro (-0,9%) e Pará (-0,7%).

Na comparação com dezembro de 2015, série com efeito sazonal, o setor industrial mostrou redução de 0,1% em dezembro de 2016, com seis dos 14 locais pesquisados apontando resultados negativos.

Bahia e Goiás apresentaram recuos mais intensos, com respectivamente -9,3% e -9,0%. Completam o quadro de resultados negativos Mato Grosso (-2,3%), a região Nordeste (-0,8%), São Paulo (-0,6%) e Rio de Janeiro (-0,4%).

Com taxas positivas na comparação anual aparecem o Pará, cujo parque fabril cresceu em dezembro do ano passado 10,1%. Também apresentaram resultados positivos Paraná (6,5%), Santa Catarina (6,3%), Pernambuco (5,6%), Ceará (3,4%), Rio Grande do Sul (3,3%), Amazonas (3%), Minas Gerais (2,2%) e Espírito Santo (2,1%).

Dados sinalizam retração

Os dados divulgados pelo IBGE indicam que - em 14 dos 15 locais pesquisados - houve retração na produção industrial no período acumulado nos doze meses do ano passado (janeiro a dezembro frente igual período de 2015).

Quatro destes locais apresentaram quedas mais intensas que a média nacional de 6,6%. O principal destaque negativo foi o Espírito Santo, cuja produção industrial caiu 18,8% de janeiro a dezembro. Em seguida, vêm o Amazonas (-10,8%), Pernambuco (-9,5%) e Goiás (-6,7%).

Embora com quedas menores que a média nacional, também fecharam com retração na produção da indústria Minas Gerais (-6,2%), São Paulo (-5,5%), Ceará (-5,2%), Bahia (-5,2%), Paraná (-4,3%), Rio de Janeiro (-4,1%), Rio Grande do Sul (-3,8%), Santa Catarina (-3,3%), Região Nordeste (-3,1%) e Mato Grosso (-1,1%).

A única exceção foi o Pará, cuja produção industrial aumentou 9,5% frente aos 12 meses de 2015.

Após uma semana, abastecimento de água será normalizado em Sorocaba

ter, 07/02/2017 - 10:10

O fornecimento de água deve ser normalizado, até o final do dia, na cidade de Sorocaba, no interior paulista, segundo informou a prefeitura. A população enfrentou o desabastecimento por uma semana desde o rompimento da principal adutora do município, que tem 652 mil habitantes, durante uma forte chuva.

De acordo com a prefeitura, as obras de reparo foram finalizadas e parte dos bairros já começa a receber água tratada. Cerca de 40 caminhões-pipa continuarão distribuindo água ao longo desta terça-feira para quem ainda não tiver água nas torneiras. Desde o rompimento da adutora, foram entregues 5 milhões de litros de água à população por meio dos caminhões-pipa.

A demora na manutenção da adutora ocorreu porque o local de reparo é de difícil acesso e a chuva intensa impediu a estabilização do solo para a passagem das máquinas. As equipes tiveram de repor os tubos rompidos com o auxílio de guindastes de grande porte, que içaram a estrutura metálica para, em seguida, soldar as duas extremidades do novo tubo.

A adutora rompida tem 800 milímetros de diâmetro, 20 metros de extensão e 15 metros de altura e sofreu danos com a chuva forte que acumulou, em uma noite, o esperado para todo o mês de janeiro. Diante do desabastecimento, a prefeitura adiou o retorno das aulas de ontem (6) para quarta-feira (8) nas 148 escolas municipais.

Desaparecidos

Um homem de 49 anos e um menino de 10 anos foram levados pela correnteza em um córrego e estão desaparecidos desde sábado (4). As buscas foram reiniciadas às 6h de hoje (7) com nove bombeiros na região do Parque São Bento.

Quatro crianças pescavam em um córrego, no Jardim Novo Horizonte, quando a chuva começou e elas caíram na água. Uma delas conseguiu sair e pediu ajuda a um adulto. O homem resgatou duas crianças, mas foi levado pela correnteza quando tentava salvar a última vítima.

Diário Oficial publica indicação de Alexandre de Moraes para ministro do STF

ter, 07/02/2017 - 09:57

O ministro da Justiça e Segurança Pública pretende ficar afastado do ministério até a sabatina do Senado Federal, que aprovará ou não sua indicação para o STF Marcello_Casal/ Agência Brasil

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (7) o despacho no qual o presidente Michel Temer encaminha, para apreciação do Senado, o nome de Alexandre de Moraes para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência do falecimento do ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em Paraty (RJ) no último dia 19 de janeiro.

Também foi publicado o afastamento de Moraes do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, pelo prazo de 30 dias, “para tratar de assuntos particulares”. Moraes está à frente do ministério desde maio de 2016, quando Michel Temer assumiu interinamente a presidência da República durante o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O ministro pretende ficar afastado do ministério até a sabatina do Senado Federal, que aprovará ou não sua indicação. No lugar de Alexandre de Moraes, assume o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, José Levi.

Advogado e jurista, Alexandre de Moares é autor de dezenas de livros sobre Direito Constitucional e livre docente da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual se graduou, em 1990, e se tornou doutor, em 2000.

Antes de ser ministro, Moraes foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, cargo para o qual foi nomeado pelo governador Geraldo Alckmin em dezembro de 2015. Entre 2002 e 2005, na gestão anterior de Alckmin, ele ocupou a Secretaria de Justiça, Defesa e Cidadania paulista .

Além dos cargos no governo estadual, Moraes ficou conhecido como “supersecretário” da gestão de Gilberto Kassab, na prefeitura de São Paulo, quando acumulou, entre 2007 e 2010, os cargos de secretário municipal de Transportes e de Serviços, quando presidiu, na mesma época, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a SPTrans, empresa de transportes públicos da capital paulista.

Se for aprovado pelo Senado, Moraes deve assumir o acervo de 7,5 mil processos que estavam no gabinete de Teori Zavascki, exceto as ações da Operação Lava Jato. Entre as ações estão pautas como a descriminalização das drogas, a validade de decisões judiciais que determinam a entrega de remédios de alto custo para a população e a constitucionalidade da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Moraes deverá ser o revisor dos processos da Lava Jato no plenário do STF e ocupará a Primeira Turma, composta pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Marco Aurélio.

Para que não haja mistura com as questões do ministério,  o ministro se afastará até a sabatina do Senado. Em seu lugar, ficará o secretário-executivo, José Levi.

Rio amplia região de bloqueio contra febre amarela

ter, 07/02/2017 - 09:50

Vacinação contra a febre amarela - Divulgação/Prefeitura Municipal de Vitória

Os municípios fluminenses de Valença, Rio das Flores, Quatis, Itatiaia e Resende, localizados na divisa com o estado de Minas Gerais, passam a fazer parte da região indicada para vacinação de bloqueio contra a febre amarela. A orientação é da Secretaria Estadual de Saúde, com base na avaliação do cenário epidemiológico dos estados vizinhos.

O secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., adotou a medida, de forma preventiva, com a finalidade de criar um cinturão de imunização para tentar impedir a entrada do vírus no território fluminense. A resolução para a inclusão dos cinco novos municípios na região de bloqueio foi publicada hoje (7) no Diário Oficial do Estado.

No último dia 25 de janeiro, foi solicitada nova remessa de 350 mil doses ao Ministério da Saúde, já disponibilizada, elevando para 700 mil o total de doses de vacina contra a febre amarela para o Rio. Desde a última semana de janeiro, 16 municípios localizados nas dividas com Minas Gerais e o Espírito Santos, indicados pela secretaria, já estão tendo seus estoques abastecidos e deram início à campanha de imunização, organizada pelas prefeituras, com base nas orientações técnicas do estado e do Ministério da Saúde.

De acordo com o secretário, o Rio está mobilizado para o acompanhamento constante do cenário epidemiológico, o que dá o dinamismo necessário para orientar a estratégia de combate à doença e ampliar a atuação. “Em parceria com os municípios, estamos criando uma região de bloqueio, imunizando a população de todas as cidades que fazem divisa com Minas, além de parte dos municípios próximos ao Espírito Santo. Apesar de a entrada do vírus no Rio ser pouco provável, nosso papel, neste momento, é fazer o que podemos para proteger nossa população, de forma segura e responsável, com o uso racional da vacina. A vacina contra a febre amarela é segura e tem eficácia comprovada acima de 90%”, afirmou.

Prevenção

Com a nova resolução publicada hoje, a estratégia de bloqueio da Secretaria Estadual de Saúde amplia para 21 o total de municípios que devem ter sua população parcial ou totalmente imunizada, observando as contraindicações - Cantagalo, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, Varre-Sai, Rio das Flores, Quatis e Itatiaia. Além desses, os municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Itaperuna, Sapucaia, Três Rios, Paraíba do Sul, Resende e Valença terão regiões específicas para vacinação, não sendo recomendada a imunização de toda a população.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, cinco municípios estão sendo acrescentados aos 16 que já contavam com a indicação para vacinação de bloqueio, totalizando 21 cidades. A medida é parte da estratégia de criar um cinturão de imunização nas divisas com os estados de Minas e Espírito Santo, localidades onde o estado está mais vulnerável. "É essencial que a população siga as orientações dos profissionais de saúde e que sejam vacinadas as pessoas que têm indicação para isso”, disse Chieppe.

Greve da Cedae não prejudica distribuição de água, diz presidente do sindicato

ter, 07/02/2017 - 09:35

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento Básico e Meio Ambiente (Sintsama), Humberto Lemos, disse que a greve dos servidores da Companhia Estadual de Águas Esgoto (Cedae) iniciada na madrugada de hoje (7) e com duração de três dias, não vai afetar o serviço de distribuição de água nos 64 dos 92 municípios atendidos pela companhia.

De acordo com Lemos, a Cedae tem 20 distritos espalhados pela região metropolitana do Rio e até agora o movimento transcorre sem anormalidade. “Nós estamos cumprindo a lei de greve e 30% do nosso efetivo de 5.650 trabalhadores está nas turmas de emergência para garantir o abastecimento de água à população”, disse.

Segundo ele, a Polícia Militar está do lado de fora dos distritos, para garantir a ordem. Humberto Lemos disse que,  se houver desabastecimento de água em um dos municípios atendidos pela Cedae, equipes de emergência serão deslocadas para atender à população. " A partir das 10h, a categoria estará em frente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) onde ficará acampada, explicou.

Venda da Cedae

A Alerj transferiu para quinta-feira (9) a discussão do Projeto de Lei 2.345/17, que autoriza a venda da Cedae, e um empréstimo emergencial para que o Executivo pague os salários do funcionalismo público. A princípio, a proposta estava na pauta da Alerj para ser analisada hoje, mas a data foi alterada para a instalação das comissões permanentes. A partir das 17h, serão feitas as eleições do presidente e vice das comissões de Constituição e Justiça, Orçamento, Economia, Saneamento Ambiental e de Emendas Constitucionais e Vetos.

Alerj discute piso regional

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discute hoje, a proposta do governo do Estado de reajuste de 7,53% no piso salarial de mais de 170 categorias de trabalhadores da iniciativa privada. O Projeto de Lei 2.344/17, do Executivo, estabelece salários entre R$1.131,58 e 2.887,17,  para mais de 2 milhões de trabalhadores distribuídos em seis faixas. O texto deverá receber emendas dos deputados e ser discutido entre os líderes da Casa. 

O piso salarial é estabelecido para categorias que não possuem salários estabelecidos por convenções, acordos coletivos ou por leis. Segundo a justificativa, o percentual de aumento está acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,29%. Após a aprovação, o projeto terá efeito retroativo a 1º de janeiro de 2017.

Corte dos Estados Unidos decide hoje se restabelece veto para imigrantes

ter, 07/02/2017 - 09:34

Imigrantes chegam aos Estados Unidos - Divulgação Agência LusaAstrid Riecken - Agência Lusa

A Corte Federal de Apelação dos Estados Unidos decide nesta terça-feira (7) se acata os argumentos do governo em favor do restabelecimento do veto para a entrada no país de refugiados e imigrantes de nove países de maioria muçulmana.

Os juízes vão ouvir, em audiência. tanto as razões apresentadas pelo advogados do Departamento de Justiça, que alegam que o veto do governo é legal, quanto as dos estados de Washington e Minnesota, que alertam que o retorno da proibição é inconstitucional e vai trazer de volta o caos nos aeroportos, separar famílias e barrar a entrada de estudantes e professores que estudam ou trabalham em universidades americanas.

Cada uma das partes terá 30 minutos para apresentar seus argumentos. A decisão será tomada por três juízes que compõem o Nono Circuito da Corte de Apelação, o tribunal encarregado de examinar o assunto. Os juízes são: William C. Canby Jr., nomeado pelo ex-presidente Jimmy Carter; Richard Clifton, nomeado pelo ex-presidente George W. Bush; e Michelle Taryn Friedland, nomeada pelo ex-presidente Barack Obama.

Apesar do grande interesse da mídia americana em acompanhar a batalha jurídica entre o governo americano, de um lado, e os estados de Washington e Minnesota, de outro, o desfecho da questão pode demorar meses ou até anos. Qualquer que seja a definição da corte, o lado perdedor certamento vai apelar ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos, porque o que está em jogo é se o presidente Donald Trump violou ou não a Primeira Emenda e a Lei Federal de Imigração e se sua ordem executiva impõe danos irreparáveis aos muçulmanos.

Em um esforço para tentar sensibilizar os juízes, Trump vem dizendo, em repetidas ocasiões, que a medida não é contra os muçulmanos e sim contra os terroristas. Com isso, o presidente pretende enfatizar que a proibição da entrada de pessoas originárias de países majoritariamente muçulmanos não contraria os princípios da Primeira Emenda.

A Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos proíbe a elaboração de qualquer lei que restrinja o estabelecimento de religião, assegurando que não poderá haver proibição ao livre exercício de credos, da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa. A Primeira Emenda foi adotada em 15 de dezembro de 1791, como um dos dez princípios da Declaração de Direitos dos Estados Unidos..

Inflação medida pelo IGP-DI cai em janeiro e acumula 6,02% em 12 meses

ter, 07/02/2017 - 09:21

Redução da inflação beneficia os consumidores                            Rovena Rosa/Agência Brasil

A inflação, medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), fechou o mês de janeiro com variação de 0,43%, mostrando uma desaceleração de preços que chegou a 0,4 ponto percentual em relação a dezembro último, quando foi de 0,83%. Com o resultado, o IGP-DI acumulado nos últimos doze meses é de 6,02%.

O índice foi divulgado hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e se refere aos preços coletados entre os dias 1º e 31 de janeiro. Em janeiro de 2016, o IGP-DI havia variado 1,53%.

A desaceleração do índice de dezembro para janeiro foi determinada pela variação dos preços ao produtor, uma vez que tanto os preços ao consumidor quanto os relativos à construção civil fecharam o mês em alta.

Segundo dados divulgados pela FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) encerrou janeiro com variação de 0,34%, uma retração de 0,76 ponto percentual em relação a 1,1% da variação de dezembro do ano passado.

A retração dos preços ao produtor reflete a queda em dois dos três índices componentes do IPA. O item Bens Finais teve seus preços reduzidos de uma alta de 0,24% para um deflação (inflação negativa) em janeiro: 0,61%; enquanto o preços do grupo Matérias-Primas Brutas teve queda de 1,4 ponto percentual entre dezembro e janeiro (de 2,08% para 0,24%).

Já os preços do grupo Bens Intermediários subiram de 1,11% para 1,47% entre dezembro e janeiro – alta de 0,36 ponto percentual.

Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acusou variação de 0,69% em janeiro, ante 0,33% de dezembro, portanto, uma alta de 0,36 ponto percentual entre um período e outro. Neste caso, contribuíram para a alta os preços de quatro das oito classes de despesa componentes do índice.

A contribuição de maior magnitude para o avanço do IPC partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de 0,95% para 4,15%. Nesta classe de despesa, destaca-se o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 0,00% para 9,80%.
Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,35%), Vestuário (0,73% para -0,27%), Despesas Diversas (1,50% para 0,39%) e Alimentação (0,44% para 0,39%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Bombeiros retomam buscas por homem levado pela correnteza em São Paulo

ter, 07/02/2017 - 07:54

O Corpo de Bombeiros retomou, agora de manhã, as buscas pelo homem que foi levado pela correnteza durante a forte chuva de ontem (6) na zona leste da capital paulista. O homem caiu em um córrego na Avenida Riacho dos Machados, no bairro São Mateus.

Segundo testemunhas, a vítima tentou se salvar segurando em uma corda jogada por populares, mas não resistiu e caiu em um duto que deságua no leito do Rio Aricanduva. Uma viatura dos bombeiros está no local fazendo buscas.

A chuva de ontem causou também o transbordamento dos córregos Itaquera-Mirim, Franquinho e Rio Verde, todos na zona leste. As rajadas de vento chegaram a 70 quilômetros por hora no aeroporto Campo de Marte, na zona norte. Nas avenidas Dom Helder Câmara e São Miguel, zona leste, pessoas ficaram ilhadas. Houve desabamento de muro nos bairros Butantã e Casa Verde. Parte de uma casa também desabou na região de Perus.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrou 20 pontos de alagamentos e dezenas de quedas de árvores em regiões como Freguesia do Ó, Casa Verde, Butantã, Lapa, Pinheiros, Vila Mariana e Santo Amaro. Os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também ficaram sem circular entre Itaim Paulista e São Miguel Paulista, na Linha 12 – Safira, e entre as estações São Caetano e Santo André, na Linha 10 – Turquesa.

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