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Atualizado: 22 minutos 43 segundos atrás

Acordo avalia uso do Canal do Panamá para levar grãos do Brasil à Ásia

qui, 15/03/2018 - 16:57

O termo de cooperação foi assinado em Cuiabá entre o presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (E), e o administrador da ACP, Jorge Luis Quijano (D)Isa Sousa/Ascom Aprosoja

A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) informou nesta quinta-feira (15) que assinou um convênio com a Autoridade do Canal do Panamá (ACP), que administra a passagem marítima entre os oceanos Atlântico e Pacífico, para promover a utilização daquela via interoceânica para o transporte dos grãos produzidos no Brasil para os mercados da Ásia.

O termo de cooperação foi assinado ontem (14), em Cuiabá, entre o presidente da Aprosoja), Antônio Galvan, e o administrador da ACP, Jorge Luis Quijano. O documento oficializa o compartilhamento de informações entre as duas partes, como a realização de atividades de mercado, troca de estudos e informações sobre fluxos comerciais, além de programas de modernização e melhoras no Canal.

A parceria busca promover o uso do Canal do Panamá para o transporte de grãos, principalmente soja e milho, do Brasil para os mercados na Ásia em navios panamax (termo que designa os navios que, devido às suas dimensões, alcançaram o tamanho limite para passar nas eclusas do canal panamenho, com um comprimento máximo de 305 metros), dada a sua similaridade no calado dos portos fluviais na Amazônia e nas eclusas de embarque.

Ganho financeiro e logístico

Para o presidente da Aprosoja, o termo de cooperação é positivo e é reflexo de uma visita realizada pela Aprosoja ao país da América Central no ano passado. “O Canal do Panamá é uma parte importante da logística dos nossos grãos, porque encurtará o caminho para acessar nosso grande mercado consumidor, que é o asiático. Com certeza essa assinatura vai representar muito para o futuro dessa relação Brasil-Panamá e, em especial, o Mato Grosso”.

Segundo Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró-Logística, de Mato Grosso, a relação com o Canal deve se refletir em rentabilidade aos produtores rurais do estado. “O acordo nos permitirá a troca de informações com o objetivo de reduzir o custo da travessia do canal, que para alguns portos asiáticos pode significar de dois a quatro dias a menos de navegação. Como o pagamento do frete marítimo é diário, isso representaria uma redução significativa, tanto do ponto de vista financeiro como logístico. Daí, estamos buscando junto à ACP formas de reduzir esses custos do frete, que também se refletiria nos custos gerais dos nossos produtores”, destacou.

Rota global

Pelo canal panamenho, construído pelos Estados Unidos no início do século passado e transferido para o Panamá em 31 de dezembro de 1999, passa cerca de 6% do comércio mundial. O canal se conecta com mais de 140 rotas marítimas e 1.700 portos em 160 países diferentes.

O executivo da ACP, Quijano, disse que com o aumento de capacidade do Canal do Panamá, em 2016, foi vista uma oportunidade de acessar novos mercados. “Dentre esses mercados, acreditamos que podemos captar parte dos grãos que saem de Mato Grosso e chegam até o Norte do Brasil. O Canal do Panamá seria uma opção para que o produto chegue até a Ásia, em especial à China”.

"Buscamos continuamente formas inovadoras de atender às necessidades do comércio mundial, que estão sempre em transformação, e o acordo assinado com a Aprosoja fortalece ainda mais o objetivo comum de promover o crescimento do comércio na região", indicou Quijano.

De acordo com a  ACP, os grãos são a terceira mercadoria que mais transita pela via interoceânica, depois do petróleo e de seus derivados e da carga em contêineres.

Novas eclusas

As eclusas de embarque panamax funcionam há mais de 100 anos no Canal do Panamá e foram complementadas com as novas eclusas neopanamax, que estão em operação desde junho de 2016 e que permitem a passagem de navios com até o triplo de capacidade dos primeiros.

A ACP explicou que assinou memorandos de entendimento com 36 associações comerciais, portos e organizações marítimas, principalmente dos Estados Unidos,  e que o acordo assinado com a Aprosoja seria o primeiro com um país latino-americano.

"O aumento de capacidade promovido pela ampliação do Canal nos permitiu ter acesso a novos mercados, que podem incluir carga proveniente dos portos no norte do Brasil", destacou Quijano.

* Com informações da Agência EFE.

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“Ela continua conosco”, diz Cármen Lúcia sobre Marielle Franco

qui, 15/03/2018 - 16:49

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, manifestou na tarde de hoje (15) pesar pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros na noite de quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.

“Morre uma mulher. No caso de Marielle, morre um pouco cada uma de nós. Fica viva sua luta por Justiça e igualdade. E o nosso compromisso de continuar com ela. Assim, ela continua conosco. Para sempre Marielle!”, disse a ministra por meio da conta oficial do STF no Twitter.

Durante a sessão plenária desta quinta-feira (15), na qual é julgada a constitucionalidade de cotas para financiamento à candidatura de mulheres nas eleições, outros ministros também prestaram homenagens a Marielle.

“A vereadora foi vítima da mais cruel e covarde forma de discriminação, que é a eliminação física. Não bastasse toda uma série de discriminações, o ápice da violência com a eliminação física”, disse o ministro Alexandre de Moraes.

“Não há palavras para reagir a altura do assassinato da vereadora Marielle Franco”, disse o ministro Luís Roberto Barroso. “Aliás, tem faltado palavras para descrever o que está acontecendo no Rio de Janeiro neste exato momento, uma combinação medonha de desigualdade, corrupção e mediocridade. Um círculo vicioso difícil de se romper e que tem conduzido à extrema violência que nós estamos enfrentando”, acrescentou.

“A única homenagem que a gente pode prestar a quem luta por justiça e por igualdade é continuar a luta por justiça e por igualdade”, afirmou Barroso. Os ministros Rosa Weber e Luiz Fux também fizeram breves homenagens.

 

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Corpo de Marielle deixa Câmara do Rio sob aplausos e pedidos por justiça

qui, 15/03/2018 - 16:43

O corpo da vereadora Marielle Franco deixou a Câmara Municipal do Rio às 16h05, depois de ser velado por cerca de 1h30. A imprensa não teve acesso ao local da cerimônia, que foi reservada aos familiares, amigos próximos, políticos e lideranças comunitárias.

Na saída a multidão se concentrou na Cinelândia, em frente à Câmara. O caixão saiu sob intenso aplauso e pedidos por justiça.

O enterro será marcado para o Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária.

Marielle foi assassinada com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando os criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes. Além da vereadora, também morreu no ataque Anderson Gomes, que trabalhava como motorista para o aplicativo Uber e prestava serviços eventuais para Marielle. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu ao ataque.

A vereadora era moradora do Complexo da Maré e defensora dos direitos humanos, autora de frequentes denúncias de violações cometidas contra negros, moradores de favela, mulheres e pessoas LGBT.

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Tesouro quitou em fevereiro R$ 118,9 milhões de dívidas do estado do Rio

qui, 15/03/2018 - 16:38

O Tesouro Nacional pagou, em fevereiro, R$ 119,39 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios, informou hoje (15) o órgão. Do total, R$ 117,20 milhões referem-se a débitos não quitados pelo estado do Rio de Janeiro e R$ 2,19 milhões não honrados pela prefeitura de Natal.

Nos dois primeiros meses de 2018, a União pagou R$ 248,94 milhões de pagamentos em atraso pelos entes subnacionais. Desse total, R$ 236,15 milhões cabem ao estado do Rio, R$ 8,42 milhões ao estado de Roraima, e R$ 4,37 milhões à prefeitura da capital do Rio Grande do Norte.

As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos estados e aos municípios. Ao longo do ano passado, no entanto, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram a execução das contragarantias do estado do Rio de Janeiro, que tem atrasado salários dos servidores e pagamentos a fornecedores.

Com a adesão do estado do Rio ao pacote de recuperação fiscal, no fim do ano passado, o estado pode contratar novas operações de crédito com garantia da União (nas quais o governo federal cobre atrasos em parcelas), mesmo estando inadimplente. A prefeitura de Natal está impedida de contrair financiamentos garantidos pelo Tesouro até 28 de fevereiro de 2019.

Até janeiro, o Tesouro também quitava dívidas em atraso do estado de Roraima, que está impedido de contrair financiamentos com garantias da União até 24 de janeiro do próximo ano. Em fevereiro, no entanto, o estado voltou a ficar com as obrigações em dia, dispensando a cobertura das garantias pela União.

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Policiais militares suspeitos de extorsão são presos no Rio

qui, 15/03/2018 - 16:28

Policiais da 34ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro prederam em flagrante, hoje (15), três policiais militares com armas e munições. Eles foram enquadrados pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Os presos se passavam por policiais civis para extorquir moradores e comerciantes em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Os policiais foram presos ao lado de um veículo investigado pela Polícia Civil. No carro, foram apreendidas três pistolas Glock calibre 9mm, de procedência irregular, e duas pistolas 380. Uma das pistolas continha mira laser e carregador estendido e, a outra, foi modificada para tiros em rajada.

Os presos foram identificados como o sargento da ativa Eliseu de Miranda Santos, e os oficiais da reserva Reinaldo Prata Perillo Souza e Alexandre Soares.

Foi encontrado ainda no carro um capacete com o visor, usado para impedir que a vítima identificasse a abordagem, duas algemas, toca ninja, farta munição, adesivo da Prefeitura do Rio, gás paralisante, além de camisas com inscrições da Polícia Civil.

Em ação conjunta na quarta-feira (14) das polícias Militar, Civil, Ministério Público do Rio e a Corregedoria da Polícia Militar, oito pessoas foram presas por suspeita de fazer parte de uma milícia na Baixada Fluminense. Entre eles, quatro PMs da ativa e quatro ex-policiais.

De acordo com as investigações, além de cobrar taxa de segurança de residências e estabelecimentos comerciais, o grupo explorava a distribuição de sinal clandestino de TV a cabo, a venda de água e de gás, o transporte alternativo e serviços de mototáxis.

 

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PGR abre procedimento que pode federalizar caso sobre morte de vereadora

qui, 15/03/2018 - 16:27

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a abertura de um procedimento instrutório para a possível federalização das investigações sobre a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), assassinada na noite de ontem (15) no Rio de Janeiro.

Por meio de nota, Dodge também informou ter feito solicitação formal à Polícia Federal (PF) para que adote providências para investigar o assassinato.

O secretário de Direitos Humanos da Procuradoria-Geral da República (PGR), André de Carvalho Ramos, foi enviado ao Rio de Janeiro para acompanhar o início das investigações feitas pelo Ministério Público do estado, informou Dodge.

Assassinato

Marielle, de 38 anos, foi assassinada com quatro tiros na cabeça na noite de ontem (14), quando ia para sua casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento do movimento no negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro quando os criminosos emparelharam com o veículo da vítima e atiraram.

O motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro da vereadora, também morreu na hora. Uma assessora da vereadora que também estava no veículo sobreviveu ao ataque.

Atuação política

Marielle foi a quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016 no Rio de Janeiro, com 46.502 votos. Nascida no Complexo da Maré, era socióloga, com mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo feito dissertação sobre o funcionamento das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) nas favelas.

Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Também coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio.  Recentemente, Marielle havia assumido a relatoria da comissão da Câmara de Vereadores do Rio responsável por monitorar a intervenção federal na Segurança Pública do estado. Com frequência, ela fazia denúncias contra a violência policial em comunidades.

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Aneel diz que qualidade nos serviços de distribuição de energia melhorou em 2017

qui, 15/03/2018 - 16:23

De acordo com pesquisa da Aneel, a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica no país melhorou em 2017 na comparação com o ano anteriorMarcelo Camargo/Agência Brasil

A qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou em 2017 na comparação com o ano de 2016, de acordo com pesquisa divulgada hoje (15) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Pelo estudo, houve uma redução de 9,23% na quantidade de horas em média em que os consumidores ficaram sem energia e de 7,55% na frequência das interrupções de energia.

Para elaborar os resultados, a Aneel trabalha com dosi indicadores que medem a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC).

De acordo com a pesquisa, os consumidores ficaram 14,35 horas em média sem energia no ano passado contra 15,81 horas em média, em 2016 – uma redução de 9,23% e o menor valor registrado para o indicador.

Já na avaliação da frequência da queda de energia, em 2017 foram registradas de 8,20 interrupções em média por consumidor, contra 8,87, em 2016.

Os números mostram ainda que houve redução nas indenizações pagas aos consumidores em razão dos problemas com a queda do serviço: de R$ 571,12 milhões, em 2016, para R$ 477,16 milhões, em 2017.

Concessionárias

A pesqisa também avaliou as empresas concessionárias do serviço de distribuição de energia. A classificação foi elaborada com base no desempenho dos indicadores DEC e FEC das concessionárias em relação aos limites estabelecidos pela agência reguladora. Desde 2013, o ranking é considerado na movimentação tarifária das distribuidoras de energia elétrica.

Para elaborar o ranking, a agência dividiu as empresas em dois grupos: 33 concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil; e 25 concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.

Entre as empresas com maior número de clientes, as melhores colocadas foram a Energisa Minas Gerais (EMG), seguida da Companhia Energética do Maranhão (Cemar).

“As distribuidoras que mais evoluíram em 2017 foram a Energisa Minas Gerais e a Energisa Tocantins com um avanço de 8 posições em comparação ao ano de 2016. As últimas posicionadas foram a Enel Goiás, em 33º, e a Eletrobras Alagoas, em 32º lugar. A concessionária que mais regrediu no ranking foi a Energisa Sergipe com recuo de 8 posições em comparação a 2016”, disse a Aneel

Entre as de menor porte, o primeiro lugar ficou com a Energisa Borborema (EBO), da Paraíba. Em seguida vem a Empresa Força e Luz João Cesa (EFLJC), de Santa Catarina. As últimas nesse grupo foram a Eletrobras Roraima em 24º e a Forcel, que atende a consumidores no Paraná, em 25º. De acordo com a Aneel a Forcel ficou na última posição no ranking porque não atualizou junto à agência reguladora a Certificação ISO 9000 nos últimos três anos, não tendo o resultado dos seus índices considerado na pesquisa.

Para a Aneel, o avanço é resultado das novas regras de qualidade do fornecimento nos contratos de concessão das distribuidoras: “[A melhora resulta da] adoção de planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam pior desempenho, compensação financeira ao consumidor, fiscalizações da agência e definição de limites de interrupção decrescentes para as concessionárias”.

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Nações Unidas condenam assassinato da vereadora Marielle Franco

qui, 15/03/2018 - 15:44

Porta-voz do Escritório dos Direitos Humanos DA ONU, Liz ThrosselONU/Violaine Martin

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH)
classificou hoje (15) como “profundamente chocante” o assassinato da vereadora Marielle Franco, num ataque a tiros na noite de quarta-feira, no Rio de Janeiro. Integrante da Câmara Municipal do Rio, Marielle, 38 anos, foi morta num ataque que também matou o seu motorista, Anderson Pedro Gomes, e deixou uma assessora ferida.

Em nota, a porta-voz do Escritório da ONU, Liz Throssel, lembrou que Marielle era uma defensora dos direitos humanos que atuava contra a violência policial, pelos direitos das mulheres e de afrodescendentes em áreas pobres do Rio de Janeiro.

O comunicado ressalta que as autoridades devem realizar uma completa investigação do assassinato. A ONU pediu ainda que o inquérito ocorra o mais rapidamente possível.

Justiça

Para o Escritório de Direitos Humanos, é preciso que a investigação seja transparente e tenha credibilidade e que os autores do crime sejam levados à justiça.

O Sistema ONU no Brasil também condenou a morte de Marielle Franco e pediu rigor na investigação do caso.

A ONU no Brasil lembrou que a vereadora, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), estava em seu primeiro mandato na Câmara e era uma das principais vozes na defesa dos direitos humanos da cidade e lutava contra o racismo. Ela promovia a igualdade de gênero assim como a eliminação da violência, sobretudo nas periferias e nas favelas do Rio de Janeiro.

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Zoológico, Zoo Safari e Jardim Botânico de SP reabrem ao público hoje

qui, 15/03/2018 - 15:43

Após 51 dias fechados ao público, o Zoológico de São Paulo, o Jardim Botânico e o Zoo Safari reabriram nesta quinta-feira (15). Os parques fecharam em 23 de janeiro, após a constatação da morte de um bugio por febre amarela. Avisos fixados nas entradas dos três parques, no entanto, orientam o público sobe a importância de estar vacinado contra a febre amarela, no mínimo dez dias antes da visita.

A decisão de reabertura ocorre depois que as secretarias da Saúde e do Meio Ambiente estaduais classificarama presença do vírus na área como um fato isolado e restrito, com baixo risco para a transmissão em humanos.

De acordo com a Secretaria da Saúde, somente neste ano foram imunizados 7 milhões de paulistas contra a doença. Considerando a vacinação no estado desde 2007, mais de 21 milhões de pessoas já estão protegidas.

Serviço

O horário de funcionamento do Jardim Botânico de São Paulo é de terça a domingo e feriados (incluindo feriados que caem na segunda-feira), das 9 às 17 horas.

Já o Zoológico funciona de segunda-feira a domingo, das 9h às 17h. O Zoo Safari abre para o público de segunda-feira a domingo, das 10h às 17h.

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MinC lança programa para capacitar produtores culturais sobre leis de incentivos

qui, 15/03/2018 - 15:41

O Ministério da Cultura (MinC) lançou hoje (15), em São Paulo, o Circuito Cultura Gera Cultura cujo objetivo é capacitar produtores culturais, gestores públicos e patrocinadores para lidar com os mecanismos de fomento à cultura disponíveis no governo federal. As equipes do MinC estarão em todas as capitais brasileiras para orientar sobre a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual, entre outros.

Segundo o MinC, a primeira capital será Macapá, no dia 2 de abril. O estado foi escolhido para ser o primeiro porque foi um dos três onde não houve captação de recursos para a Lei Rouanet. Os outros foram Roraima e Acre, que recebem o circuito em 13 e 16 de abril, respectivamente. Os encontros terão formato de seminário e durarão um dia em cada capital.

"Serão seminários de sensibilização e capacitação voltados sobretudo para artistas e produtores culturais e também para gestores públicos de cultura, além de potenciais patrocinadores de projetos culturais e possíveis usuários da Lei Rouanet. Nós esperamos contribuir para sensibilizar empresas que hoje não se utilizam da lei e não patrocinam projetos culturais usando os benefícios fiscais passem a fazê-lo, sobretudo apoiando projetos locais", explicou o ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão.

Segundo ele, o circuito dará grande impulso à descentralização dos recursos. “A Lei Rouanet é um mecanismo de empoderamento dos contribuintes e dá a eles o poder de decisão e de escolha. Se querem recolher parte do seu imposto de renda diretamente para o governo ou se querem empregar essa parte no patrocínio a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. Muito importante que essa decisão de aplicar recursos localmente seja dos contribuintes, sobretudo no caso das empresas".

Sá Leitão disse que pretende participar da maior parte dos encontros, principalmente em capitais onde ainda não teve oportunidade de estar desde que assumiu o ministério. "Será uma ótima oportunidade de conhecer melhor a realidade local da cultura e da produção cultural, ter uma interação com os produtores e gestores e aprender com eles e ver de que maneira podemos melhorar a atuação do Ministério".

De acordo com dados do MinC, o orçamento para a Lei Rouanet é de R$ 1,35 bilhão para este ano, de R$ 300 milhões para a Lei do Audiovisual e cerca de R$ 1,2 bilhão para o programa Audiovisual Gera Futuro, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, o que representa apenas 0,64% do montante total das renúncias concedidas pelo governo federal, calculada em R$ 284,8 bilhões.

 

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Juízes federais e do trabalho param em defesa de auxílio-moradia de R$ 4,3 mil

qui, 15/03/2018 - 15:30

Juízes federais fazem hoje (15) uma mobilização nacional em defesa do recebimento de auxílio-moradia, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter marcado para o dia 22 deste mês o julgamento sobre a manutenção ou não do benefício, hoje no valor de R$ 4,3 mil.

A mobilização foi organizada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil e outras entidades de classe jurídicas também aderiram ao movimento, como a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, a Associação Nacional dos Procuradores da República e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho. 

Ocorrem atos conjuntos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Salvador, Belém, Porto Alegre e no Distrito Federal. Em outras 12 capitais, entidades representativas regionais também fazem manifestações. Devido à mobilização, algumas varas funcionam em regime de plantão.

Magistrados e procuradores defendem o direito a receber o auxílio-moradia mesmo nos casos em que os beneficiados possuem residência própria na cidade em que trabalham. Eles argumentam que a verba serve como compensação à defasagem inflacionária dos subsídios, que não são reajustados desde 2015.

Outro argumento do movimento é o de que o avanço contra o auxílio-moradia faz parte de um “ataque insidioso e forte retaliação, agora já não disfarçada, em razão de sua atuação técnica e isenta no cumprimento de suas funções constitucionais, notadamente no que atine ao combate à corrupção endêmica”, diz no movimento em nota.

Uma decisão liminar (provisória) do ministro Luiz Fux, proferida em setembro 2014, garantiu o pagamento do auxílio-moradia a todos os juízes do país, estaduais ou federais, independentemente de terem residência própria ou não. Ele entendeu que o benefício está previsto na Lei Orgânica da Magistratura. O mérito dessa decisão é que irá a julgamento no plenário do STF em 22 de março.

Como não é considerada oficialmente como remuneração, o auxílio não entra no cálculo do teto constitucional vigente sobre o salário de todos os servidores públicos, que não pode ultrapassar os proventos recebidos por ministros do STF, atualmente de R$ 33,7 mil.

Em decorrência de benefícios como o auxílio-moradia, praticamente em todos os tribunais do país há magistrados que recebem acima do teto, mostram dados sobre as folhas de pagamento recentemente divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nem todos os membros da magistratura brasileira aderiram ao movimento. No início do mês, o Conselho dos Tribunais de Justiça, composto pelos presidentes das justiças estaduais, criticou o movimento dos juízes federais, embora tenha defendido a manutenção do auxílio-moradia. A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal disse que irá acionar o CNJ para que puna os magistrados que não foram trabalhar nesta quinta-feira. 

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Corpo de Marielle chega à Câmara Municipal para velório

qui, 15/03/2018 - 14:46

Milhares de pessoas participam de ato em memória do motorista Anderson Pedro Gomes e da vereadora Marielle Franco, em frente à Câmara dos Vereadores Tânia Rêgo/Agência Brasil

O corpo da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes chegaram, às 14h30, à Câmara Municipal, no centro do Rio, onde ocorre o velório. Uma multidão, ocupando toda a frente do prédio, na Cinelândia, se emocionou à passagem do caixão.

Com cartazes e faixas homenageando Marielle, os manifestantes pediam por justiça e gritavam o nome dela e, em seguida, respondiam: "presente!".

A passagem do caixão com o corpo da vereadora, carregado por políticos do PSOL e lideranças sociais, foi intensamente aplaudida em todo o trajeto até o Salão Nobre da Câmara.

Assassinato

Marielle foi assassinada com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando os criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes.

Além da vereadora, também morreu no ataque Anderson Gomes, que trabalhava como motorista para o aplicativo Uber e prestava serviços eventuais para Marielle. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu ao ataque.

A vereadora era moradora do Complexo da Maré e defensora dos direitos humanos, autora de frequentes denúncias de violações cometidas contra negros, moradores de favela, mulheres e pessoas LGBT.

Matéria ampliada às 14h56

 

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Faculdades auxiliam contribuintes a preencher formulário do Imposto de Renda

qui, 15/03/2018 - 14:43

Instituições de ensino superior que têm Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal – NAF prestam serviço de orientação gratuita para o preenchimento e entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF), até abril.

O núcleo é um projeto desenvolvido pela Receita Federal para auxiliar na qualificação de futuros profissionais dos cursos de Ciências Contábeis e de Comércio Exterior e a prestação de serviços fiscais a contribuintes, microempresas, microempreendedores individuais e entidades sem fins lucrativos. O projeto completa 7 anos em abril.

O prazo para a entrega da Declaração de Imposto de Renda vai até o dia 30 de abril. São obrigados a declarar imposto os que recebem acima de R$ 28.559,70, em 2017.

Os locais de atendimento podem ser consultados no site da rede NAF.

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Com produção reduzida após vazamento, mineradora Hydro dá férias coletivas

qui, 15/03/2018 - 14:06

Um mês após uma quantidade ainda incerta de resíduos tóxicos da mineradora Hydro AluNorte vazar da área da refinaria de alumina da empresa e atingir igarapés e rios de Barcarena, na região metropolitana de Belém (PA), a multinacional norueguesa decidiu dar férias coletivas de 15 dias a 400 empregados da mina de bauxita de Paragominas, no sudeste do Pará.

Segundo a Hydro, a medida é necessária para adequar a produção da refinaria e da mina, afetada por uma decisão judicial. Em 28 de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) ordenou que a empresa reduza pela metade sua produção e suspenda as operações do depósito de resíduos de bauxita. A empresa ainda estuda que ações adotar para ajustar a produção da refinaria à ordem judicial.

A mina de Paragominas emprega 1.450 funcionários. Destes, 400 entrarão de férias no próximo dia 2 de abril. A companhia afirma que já comunicou ao Ministério do Trabalho e que, por ora, não considera demitir funcionários.

Mesmo porque, uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) proíbe a companhia de demitir qualquer empregado sem antes negociar com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas (SindQuímicos) de Barcarena, que ajuizou a ação no TRT.

Em nota, o Sindicato de Trabalhadores da Indústria Extrativista do Estado do Pará e do Amapá (Stieapa) informou que tem se reunido com representantes da companhia para discutir a manutenção dos postos de trabalho, tendo inclusive tratado da concessão de férias aos 400 funcionários.

Procurado, o Ministério do Trabalho informou que não comentaria o assunto.

Excesso de água das chuvas é liberado

Esta semana, a Hydro AluNorte confirmou que liberou intencionalmente o excesso de água das chuvas acumulado no terreno da refinaria de alumina após as fortes chuvas que atingiram Barcarena entre os dias 16 e 18 de fevereiro. Em nota divulgada na última segunda-feira (12), a companhia informou que o excesso de águas pluviais foi liberado no Rio Pará por um dos pontos de descarte anexos à estação de tratamento de água da refinaria e que a ação foi comunicada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Na terça-feira (13), a empresa divulgou uma nova nota, admitindo que, devido a uma falha de energia elétrica no dia 17 de fevereiro, soda cáustica foi liberada, misturando-se à água das chuvas que tinha se acumulado em parte do terreno da mineradora. Além disso, a empresa detectou rachaduras em um duto que leva efluentes da área do depósito de resíduos para a estação de tratamento de águas, mas garante que os efluentes caíram em uma caixa de retenção.

Apesar dos problemas, a Hydro AluNorte assegura que, até o momento, não há indícios de que o material tóxico armazenado em depósitos de resíduos de bauxita vazou e atingiu o meio ambiente. E garante que as ações corretivas estão sendo adotadas.

Já um laudo preliminar divulgado pelo Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, aponta que houve transbordamento dos depósitos, colocando em risco a saúde de moradores de, ao menos, três comunidades próximas. As primeiras análises de amostras do material colhido no local apontaram a presença de níveis elevados de chumbo, alumínio, sódio e outras substâncias prejudiciais à saúde humana e animal.

Risco de contaminação do lençol freático

Devido ao risco de contaminação do lençol freático, os técnicos do Instituto Evandro Chagas recomendaram que a Hydro AluNorte passasse a fornecer água potável para a população das comunidades de Bom Futuro, Vila Nova e Burajuba, que utilizam poços artesianos rasos para abastecimento d'água – recomendação que a empresa afirma ter começado a cumprir em 23 de fevereiro, com o apoio de órgãos públicos estaduais e municipais.

Em 28 de fevereiro, após vistoriar a área, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a empresa em R$ 20 milhões. E ainda aplicou dois autos de infração de R$ 10 milhões cada.

Um por realização de atividade potencialmente poluidora sem licença válida da autoridade ambiental competente e outro por operar tubulação de drenagem também sem licença. Segundo o Ibama, o depósito e a tubulação são justamente as estruturas que deram origem ao vazamento.

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Imprensa internacional repercute morte da vereadora Marielle Franco

qui, 15/03/2018 - 13:25

A imprensa europeia voltou hoje (15) os olhos para o Brasil. O país está nas páginas dos principais jornais. No entanto, o olhar é de perplexidade.

"A onda de violência que sacode o Rio de Janeiro subiu mais um degrau". É assim que começa a matéria do periódico espanhol El País, que noticia a comoção no Brasil pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), na noite de quarta-feira (14).

O jornal afirmou ainda que tanto os companheiros de Marielle quanto a polícia não duvidam de que o crime se trata de uma execução. "Inclusive em uma cidade tão acostumada com a violência, como o Rio, o crime provocou uma forte comoção, já que apresentou características inéditas até agora. Apesar de os mortos serem contados diariamente, são na maioria das vezes produto de enfrentamentos entre a polícia ou entre grupos de traficantes que disputam territórios, e que muitas vezes acabam com a vida de vizinhos como vítimas colaterais". 

O El País citou ainda declarações como a da ex-presidente Dilma Roussef, que se disse impressionada, estremecida e indignada com a morte prematura de Marielle. Citou ainda a Anistia Internacional, que exigiu do governo investigação rigorosa.

Outro jornal espanhol, o El Mundo, também deu destaque ao crime. Marielle é citada como uma das vozes mais críticas contra a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, que ocorre desde meados de fevereiro. O El Mundo também fez referência ao twitter que Marielle publicou um dia antes de ser assassinada, e que soou como uma premonição. Na mensagem, ela pergunta "Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?"

O inglês The Guardian deu destaque aos protestos que estão sendo organizados em todo o Brasil. "Marielle Franco foi uma política inovadora, que se tornou uma voz para as pessoas desfavorecidas nas pequenas favelas, que são o lar de quase um quarto da população do Rio de Janeiro, onde a pobreza, a brutalidade policial e os tiroteios com traficantes de drogas são rotineiros", afirmou o periódico.

O The Guardian lembrou ainda que Marielle foi a quinta vereadora mais votada nas últimas eleições e afirmou que ela era uma especialista em violência policial. "Recentemente acusou oficiais [policiais] de serem excessivamente agressivos na busca de moradores de favelas controladas pelo tráfico. Membro de um partido esquerdista, Franco também era conhecida por seu trabalho social em favelas. Ela estava em seu primeiro mandato no cargo".

O francês Le Figaro afirmou que "o assassinato de uma vereadora de esquerda suscitou grande comoção no Brasil", onde estão sendo organizados protestos em várias cidades. O jornal ressaltou que Marielle "se opôs à decisão do presidente brasileiro Michel Temer de confiar a segurança do Rio ao Exército para tentar conter a escalada de violência que vem aumentando desde o final das Olimpíadas de 2016".

O jornal português Público informou como o caso do assassinato de Marielle Franco chegou ao Parlamento Europeu, pela voz do eurodeputado português Francisco Assis, do Partido Socialista.

Em nota enviada ao Público, Assis disse que questionou a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, sobre "como pretende a União Europeia influenciar as autoridades brasileiras para que este chocante assassínio seja investigado até às últimas consequências", e "para que seja garantida a segurança das populações e dos ativistas que pugnam pelos direitos humanos das mesmas".

Em Portugal estão sendo organizados, pelo Facebook, ao menos três eventos em homenagem à Marielle Franco, dois em Lisboa e um no Porto.

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“Foi um ato covarde”, diz irmã de vereadora assassinada no Rio

qui, 15/03/2018 - 13:23

Marielle Franco em registro de novembro de 2017EFE/Mário Vasconcellos/Direitos Reservados

A difícil tarefa de reconhecer o corpo da vereadora Marielle Franco, assassinada ontem (15) no Rio de Janeiro, coube à irmã, a professora Anielle Silva. Ela chegou por volta das 8h20 no Instituto Médico-Legal (IML) e levou mais de duas horas para concluir o processo de liberação do corpo da parlamentar.

Depois de ter reconhecido o corpo da irmã, Anielle falou com a imprensa. “Infelizmente, ela foi brutalmente assassinada. A gente mais uma vez sendo vítima da violência desse estado, sendo dessa ausência de segurança que a gente tem. Tentaram calar não só 46 mil votos [obtidos por Marielle na última eleição], mas também várias mulheres negras”, lamentou.

Segundo ela, o Complexo da Maré, onde Marielle nasceu e viveu parte de sua vida “chora”, assim como o Rio de Janeiro e o Brasil inteiro. “Ela só tinha um ano de mandato, não sei por que incomodava tanto. Não tinha necessidade de ser assim. Foi um ato covarde”, disse. “Marielle era uma pessoa do bem, guerreira, sorridente, que estava lutando muito pelas mulheres negras.”

Já o reconhecimento do corpo do motorista de Marielle, Anderson Pedro Soares, que também morreu baleado, ficou a cargo da viúva, Ágatha Arnaus Reis. “A gente já está imerso nisso [na violência]. A gente acaba se acostumando. No final de contas, é mais um. Não sou só eu, são várias pessoas. A revolta fica meio para trás, porque a dor é muito maior”, disse.

Anderson Soares trabalhava como motorista para o aplicativo Uber e prestava serviços eventuais como motorista para Marielle. Segundo Ágatha, recentemente, os serviços eram frequentes, porque o marido estava substituindo o motorista oficial, que estava doente.

A vereadora e o motorista que conduzia o veículo em que ela estava com uma assessora foram assassinados a tiros na noite de ontem (14), no centro do Rio de Janeiro. Uma assessora de Marielle que também estava no carro sobreviveu ao ataque.

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Recuperação da Bacia do Rio Doce custará bilhões, avalia presidente de comitê

qui, 15/03/2018 - 13:18

O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce) trabalha na solução dos problemas de água na região, que inclui os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, unindo a sociedade civil, o poder público e os usuários que têm atuação e/ou moram na bacia. Sua atuação ganhou evidência após o rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015.

A presidente do CBH-Doce, a bióloga Lucinha Teixeira, disse, em entrevista por e-mail à Agência Brasil, que a recuperação da bacia e do seu meio ambiente custará bilhões de reais. Segundo a bióloga, o diálogo entre poder público, organizações da sociedade civil e comitês de usuários no âmbito dos comitês de bacias é um caso de sucesso e tem sido efetivo na solução da crise desse recurso limitado que é a água.

Atuante no comitê há 12 anos, Lucinha apresentará, no 8º Fórum Mundial da Água, que começa neste domingo (18) em Brasília, diversas ações para recuperar a bacia, como os cuidados com os lençóis freáticos, a otimização da irrigação e a diminuição do envio de sedimentos para os rios.

Atuação conjunta do poder público, sociedade civil e usuários na Bacia do Rio Doce é um caso de sucesso, segundo a presidente do comitê Arquivo/José Cruz/Agência Brasil

Agência Brasil: O que o CBH-Doce vai trazer para o Fórum Mundial da Água?

Lucinha Teixeira:  Vamos apresentar um relato sobre a situação da Bacia do Rio Doce, antes do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, além dos resultados já alcançados com os programas e projetos executados pelos Comitês, para melhoria da qualidade e da quantidade de água. Entre as nossas ações, destacamos a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico para 165 municípios da bacia, por meio do Programa de Universalização do Saneamento, desenvolvido pelos CBHs do Rio Doce, com o apoio da agência de água da Bacia do Rio Doce, o Ibio [Instituto BioAtlântica]. Investimos mais de R$ 20 milhões na contratação de empresas especializadas na construção dos PMSBs [Planos Municipais de Saneamento Básico] e, com isso, auxiliamos municípios – que não possuíam recursos e nem corpo técnico para elaboração dos planos – a avançar no que diz respeito ao saneamento básico, um dos principais problemas ambientais da bacia.

Agência Brasil: Na prática, quais são os resultados?

Lucinha Teixeira:  No Espírito Santo, em uma junção de esforços com o estado, o Ibio e a iniciativa privada, está em fase de finalização a elaboração de projetos de adequação ambiental e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de 600 propriedades rurais. Os produtores participantes, a partir da doação de insumos, ficam responsáveis pelas intervenções, como cercamento de olhos d’água [locais onde o lençol freático aflora e a água aparece na superfície] e reflorestamento de áreas de recarga [onde a água se infiltra no solo para reabastecer o lençol freático] e, depois, recebem pelo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Outra iniciativa promove, via instalação e customização de um equipamento que indica quando e quanto irrigar, o irrigâmetro, o uso consciente dos recursos hídricos no campo. Mais de 200 propriedades, em Minas e no Espírito Santo, receberam gratuitamente o aparelho e, em alguns casos, a economia de água e energia foi superior a 70%, além da melhoria da qualidade dos produtos cultivados.

Além disso, está em fase inicial de implementação o Rio Vivo, conjunto de ações ambientais com foco no incremento da disponibilidade hídrica, promoção do saneamento rural e diminuição da geração de sedimentos. O Rio Vivo já em execução nas bacias dos rios Piranga, Piracicaba/MG, Santo Antônio e Suaçuí e será estendido a toda a Bacia do Rio Doce, com previsão de investimentos de R$ 100 milhões até 2020.

Agência Brasil: O desastre ambiental de Mariana teve um impacto muito grande. Como tem sido a recuperação e em que medida esse trabalho terá repercussões em outros locais que passaram ou correm o risco de passar pelo mesmo problema? Qual é o papel do CBH-Doce nesse contexto?

Lucinha Teixeira:  Os Comitês de Bacias Hidrográficas – entre eles o CBH-Doce – são órgãos de Estado, criados por decreto federal do presidente da República, nos quais estão inseridos a sociedade civil, o poder público e os usuários que têm atuação e/ou moram na bacia.

Os CBHs fazem parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, ao qual também pertencem o Ministério do Meio Ambiente, a Agência Nacional de Águas, etc. Temos buscado fortalecer a participação do CBH-Doce e dos demais comitês de bacias hidrográficas com atuação na bacia do rio Doce no processo de recuperação, trazendo para o debate com os comitês as discussões tratadas no âmbito da governança estabelecida por acordo entre empresas e governo federal e estadual – o Comitê Interfederativo (CIF). Embora o CBH-Doce faça parte do CIF, existem outros 11 comitês de bacias de rios afluentes ao Rio Doce atuando de forma integrada na promoção de ações que melhorem a quantidade e qualidade de águas.

Agência Brasil: Em que a atuação do CBH-Doce, e especialmente os trabalhos de recuperação da área atingida perlo desastre de Mariana, podem servir para outros países e o próprio Brasil?

Lucinha Teixeira: A Bacia do Rio Doce, que antes desse desastre já apresentava situação ambiental preocupante, necessita de investimentos de bilhões de reais para resultados expressivos no que diz respeito à questão hídrica e a melhorias do meio ambiente, de maneira ampla. Apesar de insuficientes, os recursos da cobrança pelo uso da água já nos permitem fazer um trabalho com resultados cada vez melhores, focados no incremento hídrico, na promoção do saneamento rural e urbano, no incentivo ao uso racional da água, entre outros. Acredito que o trabalho dos comitês de bacia no Rio Doce pode ser mostrado como um caso de sucesso na medida em que, mesmo em um território altamente degradado, com casos de conflito pelo uso da água e com recursos limitados, bons resultados têm se apresentado, diante da aplicação eficiente dos recursos e da gestão democrática e participativa das águas.

Agência Brasil: Os esforços em prol do meio ambiente acabam esbarrando em descuidos que por sua vez vão dar em novos desastres como esse da ruptura do mineroduto da empresa britânica Anglo American, ocorrida no último dia 12. Como um Comitê de Bacia Hidrografica lida com isso?

Lucinha Teixeira: Os Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce estão cumprindo seu papel de interlocutor entre a comunidade e os entes fiscalizadores, reguladores e de gestão. Estamos em contato direto com a Copasa, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), o Ministério Público, a mineradora Anglo American e demais órgãos ambientais que estão atuando na região. E reiteramos a necessidade da junção de esforços para que as comunidades impactadas sejam devidamente atendidas, com o restabelecimento do abastecimento humano e reparação dos danos ambientais resultantes do despejo de minério.

Agência Brasil: Quais as suas expectativas para o Fórum?

Lucinha Teixeira:  O Fórum nos trará a oportunidade de compartilhar experiências e conhecer soluções alternativas já em execução em outras partes do planeta, além de motivar discussões no âmbito regional, para que a comunidade se conscientize de que, apesar de possuir uma das maiores reservas de água doce do mundo, o Brasil também sofre, em diversas partes do território, com questões de disponibilidade hídrica e conflitos pelo uso da água.

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Assassinato de vereadora atenta contra democracia, diz chefe da Polícia Civil

qui, 15/03/2018 - 13:01

O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa     Tânia  Rêgo/Arquivo/Agência  Brasil

O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, afirmou hoje (15) que a polícia vai adotar todas as medidas "possíveis e impossíveis" para dar uma resposta ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. Segundo o delegado, o crime, ocorrido na noite de ontem (14), é gravíssimo e atenta contra a democracia.

"Estamos diante de um caso extremamente grave e que atenta contra a dignidade da pessoa humana e contra a democracia", afirmou Barbosa. Ele disse que aceitará ajuda das instituições que estiverem dispostas a colaborar, mas destacou que a Polícia Civil tem condições de solucionar o caso.

De acordo com Barbosa, as informações já levantadas na investigação estão sob sigilo, e nenhuma hipótese de investigação está descartada, inclusive a de se tratar de um caso de execução.

O delegado responsável pelo caso será o novo titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Giniton Lages. O antigo titular, Fábio Cardoso, foi promovido a diretor da Divisão de Homicídios, cargo que Rivaldo Barbosa ocupava antes de ser alçado a chefe da corporação.

Uma assessora da vereadora Marielle Franco também estava no carro no momento do crime e sobreviveu aos disparos. Ela foi ouvida como testemunha e receberá proteção do estado.

O chefe de Polícia Civil encontrou-se na manhã de hoje com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Marielle foi assessora parlamentar de Freixo antes de ser eleita vereadora em 2016, com 46,5 mil votos.

"Quem matou a Marielle tentou matar a possibilidade de uma mulher negra, que nasceu na Favela da Maré, que era feminista, estar na política. É um crime contra a democracia", declarou o deputado. Freixo disse que tinha contato constante com Marielle e sua família e que não há nenhuma informação de que a vereadora tenha recebido ameaças.

Marielle era moradora do Complexo da Maré e defensora dos direitos humanos, autora de frequentes denúncias de violações cometidas contra negros, moradores de favela, mulheres e pessoas LGBT.

"Denunciar policiais não é ser contra a polícia"

Marielle Franco foi assessora do deputado estadual Marcelo Freixo Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil



Marcelo Freixo destacou a atuação da vereadora, que denunciava crimes cometidos por policiais, o que não impedia que ela tivesse bom diálogo com a polícia e inclusive fosse amiga pessoal do atual chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

"O trabalho da Marielle, como o meu, nunca foi um trabalho contra a polícia. Denunciar policiais que cometem crimes não é [ser] contra a polícia. Temos que acabar com a ideia que existe no Rio de Janeiro de que quem defende direitos humanos é contra a polícia ou que a polícia é ameaçada pelos direitos humanos. Quem pensa assim é uma sociedade doente."

Para o deputado, a morte de Marielle não provocará silenciamento, mas uma resposta de mais mobilização e luta pelas bandeiras que ela defendia. "A resposta virá. Quem matou achando que ia calar a Marielle, transformou a Marielle em um símbolo que vai fazer com que muitas Marielles brotem nas praças públicas a partir de hoje. Isso não vai ficar impune e não vai ficar em silêncio", afirmou Freixo.

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Ato homenageia vereadora Marielle Franco na Câmara Municipal do Rio

qui, 15/03/2018 - 12:54

Multidão realiza ato em frente à Câmera dos Vereadores contra o assassinato do motorista Anderson Pedro Gomes e da vereadora Marielle FrancoTânia Rêgo/Agência Brasil

Amigos, ativistas e companheiros de política participaram hoje (15), à frente da Câmara Municipal, de um ato em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), assassinada na noite de ontem, no centro do Rio de Janeiro. Durante o ato, os manifestantes pediram punição aos responsáveis pela morte.

A estudante Fernanda Werner, de 16 anos, fez questão de ir até a Câmara Municipal do Rio para prestar sua homenagem à vereadora. “A melhor forma de homenagear a Marielle é continuar a luta dela. Está sendo muito difícil”.

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que a morte de Marielle fere a democracia, os direitos humanos, a juventude e as mulheres. Ele disse esperar que a polícia apure o crime e descubra os responsáveis.

“Temos um mês de intervenção e um crime bárbaro desses, num local visível, cheio de unidades do poder público por ali, numa rua larga, iluminada. É insegurança total. Esses grupos mafiosos, grupos de extermínio, parece que quiseram dar uma demonstração de força”, disse o deputado, que é integrante da Comissão Externa da Intervenção Federal no Rio da Câmara dos Deputados.

Também deputado federal do mesmo partido de Marielle, Glauber Braga (RJ) disse que já foi solicitada uma reunião com o interventor federal na segurança do Rio, general Braga Netto, para tratar do assunto. A comissão já tinha uma reunião agendada com Braga Netto, para a próxima segunda-feira (19), mas há a possibilidade do encontro ser antecipado para amanhã (16).

Por meio de nota, o Gabinete da Intervenção informou que o general Braga Netto repudia as ações criminosas como a que culminou na morte da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes, motorista da vereadora. “Ele se solidariza com as famílias e amigos. O interventor federal acompanha o caso em contato permanente com o Secretário de Estado de Segurança”, diz a nota do Gabinete de Intervenção.

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Interventor federal repudia assassinato de vereadora do PSOL no Rio de Janeiro

qui, 15/03/2018 - 12:52

O Gabinete da Intervenção divulgou nota sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, morta a tiros na noite de ontem (15), no centro do Rio de Janeiro. O gabinete  informou que o general Braga Netto repudia as ações criminosas como a que culminou na morte da vereadora  e de Anderson Pedro Gomes, motorista dela. “Ele se solidariza com as famílias e amigos. O interventor federal acompanha o caso em contato permanente com o Secretário de Estado de Segurança”, diz a nota do Gabinete de Intervenção.

Mais cedo, o secretário de estado de Segurança, general Richard Nunes, determinou à Divisão de Homicídios uma ampla investigação sobre os assassinatos e a tentativa de homicídio da assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque.

Os corpos da vereadora e do motorista aguardam liberação no Instituto Médico Legal. Marielle deve ser velada na Câmara de Vereadores, na Cinelândia, às 11h.

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