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Atualizado: 4 minutos 44 segundos atrás

Brasil vai ser um dos três pontos de ajuda humanitária à Venezuela

sab, 02/02/2019 - 17:16

O Brasil, a cidade colombiana de Cúcuta, e uma ilha no Caribe serão os três pontos onde a oposição venezuelana vai reunir, nos próximos dias, ajuda humanitária para o país. O anúncio foi feito hoje (2) pelo líder oposicionista Juan Guaidó.

Há dez dias, Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, no lugar de Nicolas Maduro. O governo de transição, criado por ele, foi reconhecido por vários países - entre eles, os Estados Unidos e o Brasil. 

Milhares de venezuelanos saíram hoje (2) às ruas: uma multidão em apoio a Guaidó e outra a Maduro, que comemorou os vinte anos da Revolução Bolivariana, inaugurada por seu antecessor e mentor, o ex-presidente Hugo Chavez. Maduro foi reeleito para outro mandato de seis anos em maio de 2018. Mas a votação - sem a participação dos principais líderes da oposição, nem de observadores internacionais independentes - foi questionada por boa parte da comunidade internacional. 

Depois de duas décadas de regime socialista, a Venezuela ainda é dona das maiores reservas mundiais de petróleo, mas enfrenta desabastecimento, uma hiperinflação superior a um milhão por cento, e violência. Mais de três milhões de pessoas fugiram da crise para países vizinhos. Cerca de trinta pessoas morreram nos protestos de janeiro e outras 850 foram detidas, muitas delas menores de idade, segundo as Nações Unidas. 

A crise deve piorar, depois das novas sanções dos Estados Unidos à indústria de petróleo da Venezuela, principal produto de exportação do país. A União Europeia (UE) também estuda implementar sanções se, nos próximos 90 dias não for encontrada uma solução pacifica para a crise. 

A queda-de-braço continua. Venezuela conta com o apoio de dois poderosos aliados: China e Rússia. Já o México e o Uruguai adotaram uma posição neutra e se ofereceram para mediar a crise. Mas Guaidó só aceita falar se Maduro aceitar deixar o poder e convocar novas eleições. No passado, a oposição aceitou sentar-se à mesa de negociações com Maduro e não obteve resultados. 

 

Moradores de Brumadinho negam ter recebido orientações de evacuação

sab, 02/02/2019 - 16:56

Moradores da comunidade de Parque das Cachoeiras, em Brumadinho (MG), afirmam que nunca receberam orientações da Vale com relação a possíveis riscos da barragem instalada no município ou planos de fuga e de evacuação em caso de acidentes.

No último dia 25, a barragem Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu. Até o momento, as autoridades contabilizam 121 mortos, com 93 corpos identificados. Há ainda 226 desaparecidos e 395 pessoas localizadas.

De acordo com o programador e empresário Mário Lúcio Fontes Pato, 64 anos, em nenhum momento houve instrução aos moradores do que fazer em caso de rompimento.

“Absolutamente nenhum tipo de informação. Se a sirene tocar, você corre pra lá, corre pra cá ou fica dentro de casa, por exemplo. Nem eu nem ninguém recebeu treinamento. Se existia um plano de contingência era no papel, na Vale”, destacou o morador.

Ele afirma que recebia, mensalmente, panfletos da mineradora explicando ações como a instalação de centros de saúde. Não houve, entretanto, informações ou treinamento para situações de emergência.

Mulher de Mário Lúcio, Sandra Maria da Costa, 59 anos, reforça a falta de instruções por parte da Vale. “O único alerta que tivemos foi quando, há alguns meses, eles vieram fazer medições. Nunca tivemos aviso sobre riscos”, afirmou.

Da janela de sua casa em Brumadinho, Sandra Maria observa o local tomado pela lama - Ana Graziela Aguiar/Repórter da TV Brasil 

O empresário afirma que nunca tinha se preocupado com a possibilidade de acidentes. “A Vale fez estudo de topografia da região, cadastro socioeconômico, colocou sistema de alarmes. Tudo isso leva a ter certeza de que isso [rompimento] poderia acontecer, mas nunca tinha parado para pensar nisso. Nunca deixei de dormir pensando que essa barragem ia estourar”, destacou.

Em nota, a Vale informou que a barragem tinha sistema de vídeo-monitoramento e alerta por meio de sirenes e cadastramento da população à jusante. "Também foi realizado o simulado externo de emergência em 16 de junho de 2018, sob coordenação das Defesas civis e com apoio da Vale, e o treinamento interno com os funcionários em 23 de outubro de 2018".

Interdição

O empresário é o dono da única casa da rua que não está interditada pelo Corpo de Bombeiros por ficar em um lugar mais alto. No fundo da casa, passava um riacho de aproximadamente 3 metros de largura que deságua no Rio Paraopeba. O mar de lama comeu praticamente tudo ao redor. Segundo ele, até o momento, cinco corpos foram resgatados na área. Do local onde a barragem estourou até a propriedade são cerca de 8 quilômetros tomados pelos rejeitos.

“Não tem maneira de restaurar o ecossistema e o que tinha aí embaixo”, lamenta, apontando para o local onde viu as filhas crescer e brincar.

O casal que mora na região há 35 anos tem vários amigos desaparecidos e afirma que viu a lama tomar conta de grande parte da história de vida da família.

Momento do desastre

Sandra Maria afirma que estava em casa no momento em que a barragem estourou. Ela diz que ouviu um barulho de árvores caindo como se tivesse passando um trator e correu para a janela. “Eu vi a lama subindo em uma velocidade absurda, arrancando tudo. Pedaços enormes de barranco. Ouvi um estrondo quando, provavelmente, a lama atingiu a casa dos meus vizinhos em uma parte mais baixa da rua”, conta Sandra afirmando que ficou três dias afastada do local por orientação da Defesa Civil e dos bombeiros.

Já Mário Lúcio estava voltando de Belo Horizonte com uma das filhas que tinha ido ao médico quando ficou sabendo do rompimento da barragem. Ele conta que dirigiu pelo alto da serra, desviando da estrada convencional que estava interditada.

“Foram 30, 40 minutos de terror, pensando na minha mulher, no meu neto que estavam em casa e sem saber se a lama tinha atingido o local.”

Custos da União com Brumadinho serão cobrados da Vale, diz AGU

sab, 02/02/2019 - 16:34

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, hoje (2) que vai cobrar da mineradora Vale os custos operacionais e logísticos que o governo federal está tendo com a operação de resgate às vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), no último dia 25.

“Absolutamente todo o gasto que o governo federal tiver por conta do desastre de Brumadinho é passível de cobrança judicial pela AGU em face da Vale”, informou a AGU, em nota. Uma delegação do órgão visitou o local da tragédia. O número de mortos já chega a 121 pessoas – 93 dos quais já identificados. Outras 226 pessoas continuam desaparecidas.

“Toda a mobilização do Exército, da Defesa Civil, dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, isso vai ser computado e vai ser passível de cobrança judicial por parte da União, das autarquias e fundações em relação à empresa Vale”, garantiu a AGU.

A exemplo da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o advogado-geral da União, André Mendonça também defendeu soluções extrajudiciais como forma de agilizar a solução de questões legais, incluindo reparações civis e ambientais. Para Mendonça, as soluções extrajudiciais são mais rápida, uma vez que na Justiça há possibilidade de recursos, o que torna a tramitação mais lenta.

Na nota divulgada pela AGU, Mendonça também destaca a necessidade de uma atuação conjunta das instituições.

* Com informações da Ascom AGU

Número de mortos em Brumadinho sobe para 121

sab, 02/02/2019 - 16:26

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atualizou os números dos trabalhos de resgate de vítimas em Brumadinho (MG). O número de mortes confirmadas subiu de 115 para 121, com 93 corpos identificados. Além disso, são 226 desaparecidos e 395 pessoas localizadas.

Os bombeiros trabalham na região com 294 militares, 15 aeronaves, 22 cães farejadores e seis drones.

Segundo já adiantou o Corpo de Bombeiros Militar do estado, não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas. “A perspectiva é que, ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vá mudando as técnicas operacionais e, a partir daí, a gente tenha um panorama. Hoje, é impossível cravar uma data final das operações. Infelizmente, não”, afirmou ontem (2) em coletiva de imprensa o chefe da equipe, coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho.

Diversas diligências têm sido estabelecidas pelas autoridades governamentais e pela mineradora, após o incidente, que provocou, inclusive, o adiamento do início do período letivo das escolas do município, que abrangem cerca de 6 mil alunos.

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, indicou os membros de uma força-tarefa para investigar as responsabilidades do rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, da mineradora Vale.

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