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Atualizado: 18 minutos 9 segundos atrás

Manifestantes protestam em frente à antiga embaixada dos EUA em Teerã

dom, 04/11/2018 - 11:44

Em celebração aos atos ocorridos há 39 anos, quando um grupo de estudantes invadiu e fez reféns na Embaixada dos Estados Unidos em Teerã, no Irã, houve um protesto hoje (4) em frente à antiga representação diplomática norte-americana. Manifestantes ocuparam o local em Teerã e gritavam palavras de ordem, inclusive “antro da espionagem”, gritando slogans contra os Estados Unidos.

Protestos semelhantes ocorrem em mais cidades e vilarejos de todo país, segundo a emissora pública de televisão PressTV. As reações são motivadas pelo endurecimento das sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo início está marcado para amanhã (5).

Há informações que Trump pretenda isolar o Irã, a partir do desligamento do país do sistema Swift, rede que reúne instituições financeiras no mundo todo, além da inclusão de mais de 700 pessoas e entidades à lista de alvos das sanções. O alvo das sanções é o petróleo iraniano, que representa 80% da receita do país.

Memória

Em 4 de novembro de 1979, um grupo de estudantes universitários assumiu a embaixada, que eles acreditavam ter se tornado um centro de espionagem, planejando derrubar a nascente República Islâmica e detido 52 diplomatas americanos por 444 dias.

Na ocasião, o fundador da República Islâmica, Ruhollah Musavi Khomeini,, comemorou o ato, como "segunda revolução", depois que a Revolução Islâmica de 1979 derrubou o Xá Mohammad Reza Pahlav, aliado dos Estados Unidos.

O líder da Revolução Islâmica, Seyyed Ali Khamenei, disse ontem (3) que os EUA tentam nos últimos 40 anos recuperar a dominação que tinham sobre o Irã.

"Há um fato importante aqui, que neste desafio de 40 anos, o lado americano foi derrotado e o lado da República Islâmica foi vitorioso", disse ele, dirigindo-se a um grupo de estudantes em Teerã.

* Com informações da PressTV, emissora pública de televisão do Irã.

Inep desmente notícia falsa de que o Enem foi cancelado

dom, 04/11/2018 - 11:11

Circula nas redes sociais uma notícia falsa de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi cancelado, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O exame começa a ser aplicado hoje (4), às 13h30, horário de Brsília.

Segundo nota divulgada pelo Inep, circula nas redes sociais uma imagem falsa, simulando uma notícia do G1, informando que as provas do Enem 2018 foram canceladas após suspeitas de fraudes nas regiões Norte e Nordeste.

"A imagem é #FAKE [falsa]", diz o Instituto que confirma a aplicação do exame em todas as unidades da federação neste e no próximo domingo, 4 e 11 de novembro.

"Apenas os portais e redes sociais do Ministério da Educação e do Inep são fontes oficiais de informações sobre o Enem", esclarece o Inep.

Os portões do Enem abrem às 12h, no horário de Brasília, e fecham às 13h. É preciso estar atento ao horário de verão, que começou hoje.

Três pessoas morrem em acidente com helicóptero em Mogi das Cruzes

dom, 04/11/2018 - 10:59

Equipes da Força Aérea Brasileira e da Polícia Civil foram deslocadas na manhã de hoje (4) para os trabalhos de perícia no local da queda de um helicóptero no início da noite de ontem (3), na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Segundo o 17º Grupamento do Corpo de Bombeiros, pelo menos três pessoas morreram. Elas ainda não foram identificadas.

Na manhã de hoje foi feita uma varredura na área onde a aeronave caiu. De acordo com os bombeiros, ainda não se sabe as causas, mas no final do dia de ontem ventava muto forte na região.

Bolsonaro diz que seu governo marcará “um novo momento para o Brasil”

dom, 04/11/2018 - 10:52

Às vésperas da sua primeira viagem a Brasília, depois do segundo turno das eleições, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) avisou hoje (4), nas redes sociais, que a partir da sua gestão surgirá “um novo momento para o Brasil”. Segundo ele, o “Estado servirá à população” e não o contrário.

“Surge um novo momento, onde o Estado servirá à população e não o historicamente destrutivo oposto”, afirmou o presidente eleito na sua conta no Twitter.

Sem mencionar o nome do adversário Fernando Haddad (PT), Bolsonaro comparou de forma crítica sua campanha com a do petista. “Gastamos cerca de 20 vezes menos que o segundo colocado, sem prefeitos, governadores ou máquinas. Todo o possível quadro foi mudado graças a conexão com o que almeja a população.”

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai a Brasília na terça-feira (6) - Tomaz Silva/Agência Brasil
Viagem

Bolsonaro deve desembarcar com parte de sua equipe na terça-feira (6), em Brasília, para uma série de reuniões. Ele pretende ficar na capital até o dia 8.

Segundo o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmado para assumir como ministro-chefe da Casa Civil, o presidente eleito terá reuniões com representantes dos três Poderes – Judiciário, Legislativo e Executivo.

A expectativa é que as reuniões de Bolsonaro ocorram, separadamente, com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Na quarta-feira (7), Bolsonaro se reúne com o presidente Michel Temer com quem já conversou algumas vezes por telefone e disse estar grato por se colocar à disposição para colaborar na transição.

Transição

O governo de transição começa a trabalhar ativamente esta semana em Brasília, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), que fica próximo ao Palácio do Planalto e à Esplanada dos Ministérios.

Para o futuro governo, Bolsonaro confirmou cinco nomes: o general da reserva Augusto Heleno para a Defesa; Paulo Guedes, para o superministério da Economia; o juiz Sérgio Moro, para a Justiça; Onyx Lorenzoni, para a Casa Civil, e Marcos Pontes, para Ciência e Tecnologia.

O presidente eleito confirmou que pretende reduzir o número de ministérios de 29 para 15 ou 17. O número exato ainda não foi definido.

Horário de verão começou à 0h deste domingo

dom, 04/11/2018 - 10:39

O horário de verão de 2018 começou à 0h deste domingo (4) para moradores de 10 estados e do Distrito Federal. Nesses locais, os moradores tiveram de adiantar o relógio em uma hora.

O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e vai vigorar até o terceiro domingo de fevereiro de 2019 (dia 17).

Com a vigência do horário especial, o Brasil terá quatro fusos diferentes, uma vez que os estados das regiões Norte e Nordeste permanecerão no horário normal. 

Mudanças

Até o ano passado, o horário de verão tinha início no terceiro domingo de outubro. Atendendo um pedido do TSE, o governo alterou o início do horário de verão este ano para que não coincidisse com o primeiro e o segundo turno da eleição.

No começo do mês, o governo federal chegou a anunciar que iria adiar o início do horário de verão para o dia 18 de novembro a pedido do Ministério da Educação que não queria prejudicar os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Palácio do Planalto acabou recuando e decidiu manter a data em 4 de novembro.  

Relógios de celulares

As mudanças na data de início do horário de verão chegaram a causar confusão. No dia 15 de outubro, usuários de telefone celular, em especial da operadora TIM, acordaram uma hora mais cedo em função de um problema do sistema da operadora que adiantou o relógio dos telefones celulares para o horário de verão automaticamente.

Na semana seguinte, mais clientes de operadoras de celular passaram pela mesma situação, em que os relógios de seus aparelhos foram adiantados de forma automática para o horário de verão.

Condenado brasileiro acusado de matar família na Espanha

dom, 04/11/2018 - 10:23

Na Espanha, o júri popular, formado por nove pessoas, declarou culpado o brasileiro Patrick Nogueira, de 22 anos, pelos assassinatos dos tios e dois primos (duas crianças), em Pioz, na província de Guadalajara, em 17 de agosto de 2016. A pena ainda será definida pela Justiça. O júri recomendou prisão perpétua, mas a defesa quer 25 anos de detenção.

O julgamento começou no último dia 24 em Guadalajara.

Patrick confessou ter matado e esquartejado os tios Marcos Santos e Janaina Santos e os primos de um e quatro anos. Para o júri, o brasileiro teve a intenção de cometer os crimes, agiu com crueldade com os menores e, por isso, não terá direito a nenhuma desoneração.

Após oito horas de deliberações, o júri, composto por sete homens e duas mulheres, entregou hoje o veredicto à magistrada Elena Mayor para estipular a pena do acusado, que pode ser condenado à prisão perpétua.

"Peço perdão, não nego, não questiono", afirmou o acusado durante o julgamento, no qual reconheceu que causou "danos demais", por isso pediu tratamento especializado, pois quer "mudar".

A acusação pública e a privada solicitaram a condenação à prisão permanente revisável porque duas das vítimas eram menores e também porque consideram que os crimes foram planejados (como demonstra uma troca de mensagens pelo celular entre Patrick e um amigo no Brasil), na qual o jovem não demonstra arrependimento.

A defesa argumentou que Patrick sofre de transtorno mental transitório.

* Com informações da Agência EFE

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 22 milhões no próximo sorteio

dom, 04/11/2018 - 09:56

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas no concurso 2094 da Mega-Sena, realizado na noite de ontem (3) em Arapiraca (AL).

As dezenas sorteadas foram: 04 -16 - 19- 31- 33 - 44.

Para o próximo sorteio, que será realizado na quarta-feira (07), o prêmio pode chegar a R$ 22 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer casa lotérica.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50.

Chuva castiga Itália e deixa pelo menos 12 vítimas

dom, 04/11/2018 - 09:45

O mau tempo na Itália castiga várias regiões do país e pelo menos 12 pessoas morreram em consequência de incidentes registrados. Os jornais e as emissoras de televisão italianas informam que as áreas mais afetadas são a Sicília, ao Sul, e Vêneto, ao Norte. De acordo com a imprensa italiana, dez pessoas morreram em consequência dos temporais.

Na sua conta no Twitter, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, avisou hoje (4) que vai à Sicília e está em contato permanente com as autoridades locais. A região é considerada a mais atingida pelos fortes temporais, embora no Norte do país também haja registros de incidentes.

“Estou indo para a Sicília, onde o mau tempo causou pelo menos 10 vítimas. Eu estou em contato contínuo com o governo para ter atualizações constantes também sobre a situação dramática nas regiões do norte.”

O ministro do Interior, Matteo Salvini, irá à região do Vêneto, uma das mais afetadas pelas tempestades.

Nove das vítimas morreram na cidade de Casteldaccia, outra em Vicari - ambas na província de Palermo -, e duas na cidade de Cammarata, na província de Agrigento. Essas 12 pessoas se somam às 15 mortes registradas na última semana por causa das chuvas.

As autoridades italianas ainda buscam em Corleone, na província de Palermo, um médico que desapareceu quando dirigia rumo ao hospital onde trabalhava. O carro foi encontrado em um trecho da estrada do município, mas o médico não estava dentro.

Desde sexta-feira (2) chove de forma intensa em vários locais na Itália, registrando alagamentos, desmoronamentos e queda de árvores. Voos foram cancelados em todo o país, e há vários aeroportos fechados. As aulas também foram suspensas.

 

 

*Com informações da Agência EFE

EUA: eleitores vão às urnas escolher novo Congresso e 36 governadores

dom, 04/11/2018 - 09:15

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá parte do seu destino político definido na próxima terça-feira (6), quando haverá eleições para a Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, e para o Senado, além de 36 dos 50 governadores. O esforço de Trump é para manter a maioria republicana nas duas Casas do Parlamento, assim como no comando executivo dos estados.

As eleições legislativas costumam ser uma espécie de baliza política para o presidente norte-americano, que está na metade do mandato e a dois anos de uma eventual tentativa de reeleição. Se perder a maioria republicana para os democratas no Congresso, Trump pode esbarrar em dificuldades para levar adiante projetos prioritários para o governo, como os temas relacionados à migração.

Parlamento

Os números atuais são favoráveis ao presidente norte-americano. Os republicanos têm 235 das 435 cadeiras na Câmara dos Representantes e 51 das cem, no Senado. A manutenção dessa tendência a partir do dia 6, no entanto, é incerta.

As 435 vagas da Câmara dos Representantes estão em disputa e os democratas, que fazem dura oposição a Trump, tentam ganhar mais espaço. Já no Senado, dos cem assentos, 35 serão renovados.

Estados

Dos 36 estados onde haverá disputa para o Executivo, 26 estão atualmente sob poder dos republicanos. A Flórida é um dos destaques do pleito, pois pode eleger o democrata Andrew Gillum que, se vitorioso, será o primeiro afro-americano no cargo. Ele disputa com o republicano Ron DeSantis, aliado de Trump.

O Texas também está no foco das atenções, pois tradicionalmente é governado por republicanos. A campanha é apontada como uma das mais caras do país e tem na disputa o democrata Beto O'Rourke, um cantor de rock-punk que ocupa um assento na Câmara, e o republicano Ted Cruz.

Influências

A política de imigração de Trump, que atinge os latinos em geral, influenciará principalmente as regiões fronteiriças com o México, como caso de Distrito 2 do Arizona. Os eleitores vão escolher entre duas candidatas mulheres: a republicana de origem latina Lea Marquez Peterson e a ex-parlamentar democrata Ann Kirkpatrick.

No Kansas, a disputa está entre a democrata Sharice Davids, candidata de origem indígena e o republicano Kevin Yoder, que teve parte dos recursos de campanha suspensos pelo partido.

Battisti diz confiar nas instituições brasileiras

dom, 04/11/2018 - 09:09

O italiano Cesare Battisti, 63 anos, condenado na Itália por homicídios, reafirmou que confia nas instituições democráticas do Brasil e negou que tenha intenção de fugir de São Paulo, onde vive. A reação é uma resposta às indicação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) que sinalizou que pretende extraditá-lo.

"Reafirmo minha confiança nas instituições democráticas brasileiras, que desde que me encontro aqui garantiram o pleno funcionamento do Estado de Direito. Estado de Direito este que no presente momento faltou em minha ex-pátria, a Itália", ressaltou Battisti em comunicado.

O italiano, ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, afirmou que não "tem razões" para fugir porque "está amparado pelo Supremo Tribunal Federal".

Alguns meios de comunicação da Itália chegaram a informar que Battisti teria fugido do Brasil para evitar sua extradição, prometida por Bolsonaro para quando assumir Presidência, no dia 1º de janeiro.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, dos quais se declara inocente. Passou 30 anos como fugitivo entre o México e a França e em 2004 fugiu para o Brasil, onde permaneceu escondido três anos até ser detido em 2007.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição em 2009 em uma decisão não vinculativa que dava a palavra final ao então chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, que a rejeitou em 31 de dezembro de 2010, o último dia de seu mandato. 

 

*Com informações da Agência EFE

Enem: mais de 5,5 milhões de inscritos farão provas em 1,7 mil cidades

dom, 04/11/2018 - 08:01

Mais de 5,5 milhões de estudantes farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em mais de 1,7 mil municípios. Hoje (4), os inscritos farão provas de linguagem, ciências humanas e redação. O tempo de prova neste domingo será de 5 horas e 30 minutos.

Os estudantes devem estar atentos ao horário de verão, que começou hoje. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília, que segue o horário de verão.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30. A partir das 13h, os alunos devem estar em sala de aula e serão realizados procedimentos de segurança.

O participante não poderá deixar o local de prova antes das duas primeiras horas e só poderá levar o seu Caderno de Questões caso deixe a sala 30 minutos antes do fim da prova.

Os candidatos deverão ter em mãos um documento válido, oficial e com foto; e guardar no envelope porta-objetos fornecido pelo aplicador o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados. O candidato deve levar também caneta de tubo transparente e tinta preta. Lápis, borracha, lapiseira e canetas sem transparência não podem ser usados no dia da prova.

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Inep até 14 de novembro. Já o resultado deverá ser divulgado no dia 18 de janeiro de 2019.

Enem 2018

O Enem 2018 será aplicado nos dias 4 e 11 de novembro, em 1.725 municípios brasileiros, 70 deles de difícil acesso. Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos. No dia 11 de novembro, os estudantes farão provas de ciências da natureza e matemática.

A estrutura para aplicação do Enem envolve 10.718 locais de aplicação, 155.254 salas e mais de meio milhão de colaboradores. Foram impressas 11,5 milhões de provas de doze Cadernos de Questões diferentes. Haverá ainda uma videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, são quase 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do exame.

A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Armamento confiscado na Argentina iria para Comando Vermelho

sab, 03/11/2018 - 19:53

Um enorme esquema de segurança está sendo montado na capital argentina, Buenos Aires, que no próximo dia 30 acolherá os chefes de estado e de governo do G20 – o grupo das 20 maiores economias mundiais. Já confirmaram presença os presidentes da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; e dos Estados Unidos, Donald Trump, que viajará acompanhado por 1 mil guarda-costas pessoais. O aumento da vigilância nas fronteiras, as vésperas do encontro, contribuiu para a apreensão de 300 armas de guerra, na última quinta-feira (1º), cujo destino final seria o Brasil.

Segundo o jornal argentino La Nación, o armamento foi embarcado em Miami, nos Estados Unidos, como “roupa de esporte”, para ser triangulada, por meio de empresas fantasmas, ao Comando Vermelho, facção criminosa que atua no Rio de Janeiro. A apreensão foi realizada depois que as autoridades argentinas receberam uma alerta do Homeland Security, o Departamento de Segurança dos Estados Unidos.

Após três semanas de investigação, em Buenos Aires e em outras três cidades argentinas, as autoridades apreenderam as armas de grosso calibre. Quatro suspeitos foram presos, segundo a imprensa local.

Declarações de Bolsonaro sobre política externa preocupam diplomatas

sab, 03/11/2018 - 19:36

A declaração do presidente eleito Jair Bolsonaro de que pretende romper laços diplomáticos com países com governos de esquerda e de fechar a embaixada brasileira em Cuba foi recebida com preocupação entre os diplomatas. “Qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio – no Brasil, como os médicos cubanos – seria extraditado. Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira?”, afirmou nesta sexta (2) o presidente eleito em entrevista ao jornal Correio Braziliense e à televisão Rede Vida.

O ex-embaixador Rubens Ricupero classifica o fechamento da embaixada brasileira em Cuba como um retrocesso para os tempos de Guerra Fria. “É uma volta ao espírito da Guerra Fria que acabou há mais de 30 anos. A Guerra Fria terminou com a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo. Naquela época é que havia esse tipo de atitude. A política externa brasileira sempre teve como princípio a universalidade nas relações. Nós procuramos ter relações com todos os países, qualquer que seja a orientação de cada um. É um imperativo da convivência entre as nações”, afirmou o diplomata em entrevista à Agência Brasil.

O ex-embaixador Rubens Barbosa ressalta que o Brasil tem interesses comerciais com Cuba e defende que as relações diplomáticas sejam avaliadas com base no interesse brasileiro. “O Brasil tem uma tendência a ter relações com todos os países e, no caso de Cuba, nós temos interesses lá. Exportamos para Cuba e fazemos investimentos lá. Cuba tem uma dívida para com o Brasil, então a gente precisa colocar as relações do Brasil com Cuba e com todos os outros países dentro de um interesse maior do Brasil. Pegando o caso de Cuba, nós temos interesse em receber o dinheiro que o Brasil emprestou”, disse à Agência Brasil.

Barbosa acredita que, por ser um governo com posição clara de direita, haverá uma mudança de ênfase com relação à política externa. “Temos de esperar o governo assumir para ver a intensidade dessa mudança de ênfase na política externa. A gente tem que esperar para ver se há um interesse maior do Brasil. Não é uma questão ideológica, não é uma questão só política. Há também consequências econômicas e financeiras para o Brasil. Isso tudo vai ter que ser avaliado quando o governo tomar posse”, declarou.

Reavaliação

Rubens Ricupero também acredita que haverá uma reavaliação em torno dessas questões quando o novo governo tomar posse, mas considera que a política externa até agora apresentada por Bolsonaro está pautada pelo ponto de vista ideológico. “Eu espero que, com a escolha do ministro das Relações Exteriores, no momento em que o presidente tiver tomado posse, conhecendo melhor as questões, ele vai ter uma orientação diferente. Mas, até agora, parece uma política muito ideológica em contradição com o que ele mesmo diz. Ele declarou que teria uma orientação pragmática, não ideológica como ele entende que havia sido no passado”, aponta.

Na visão do diplomata, as intenções declaradas pelo presidente eleito com relação a países como Estados Unidos e Israel demonstram o viés ideológico de sua política externa. Bolsonaro declarou que pretende mover a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”, escreveu em sua conta no Twitter na última quinta-feira. Para Ricupero, essa decisão não se sustenta do ponto de vista pragmático. “Nessa região do Oriente Médio, estão grandes interesses brasileiros, sobretudo de exportação de carne de frango e de carne bovina. Estão todos concentrados nos países árabes, que são contrários a essa atitude”, explica.

Em relação ao alinhamento político com os Estados Unidos, o diplomata também aponta para um componente ideológico. “Os Estados Unidos têm interesses diferentes dos interesses brasileiros, em muitas coisas eles são até concorrentes do Brasil. Em comércio, por exemplo, em soja, em carne, carne bovina, carne suína, carne de frango, os EUA competem com o Brasil pelos mercados de fora. Então uma atitude como essa, de alinhar-se aos EUA é uma atitude ideológica”, pontua Ricupero.

China

Entre as declarações do presidente eleito com relação à política externa, a afirmação de que “a China quer comprar o Brasil” também gerou repercussão no meio diplomático por causa da importante relação comercial entre os países, sendo a China hoje o maior mercado para as exportações brasileiras.

Em entrevista para o canal de televisão norte-americano Fox News nesta sexta-feira (2), Sérgio Amaral, embaixador brasileiro em Washington enfatizou a importância da relação entre os dois países.

“A China tem muitos investimentos no Brasil e tornou-se o parceiro comercial mais importante. Mas a diferença na relação entre China e Brasil em comparação com a que a China tem com outros países é, que sempre que dizemos algo, eles aceitam. Isso depende de nós e nós temos de decidir que tipo de política queremos ter com a China. Não tem razão para não continuarmos mantendo isso”, afirmou.

Ricupero considera que qualquer atitude de hostilizar a China por parte do novo governo traria graves consequências econômicas para o Brasil, em especial em relação às exportações de soja, minério de ferro e carnes.

“Não há outro mercado dessa dimensão mesmo porque, nessa área, os Estados Unidos concorrem com o Brasil, sobretudo em soja e em carnes. Então, mais uma vez, isso prejudicaria o comércio exterior. Se o novo governo seguir essa linha, em pouco tempo vamos perder boa parte dos nossos mercados, sem possibilidade de compensar com outros. Creio que isso traria um prejuízo gigantesco à economia brasileira”, afirma o diplomata.

Twitter apaga 10 mil perfis falsos na véspera das eleições nos EUA

sab, 03/11/2018 - 18:52

A rede social Twitter apagou mais de 10 mil perfis automatizados que postavam mensagens desencorajando os eleitores a irem às urnas nas eleições legislativas dos Estados Unidos que serão realizadas na próxima terça-feira (6). As postagens eram falsamente atribuídas a membros do Partido Democrata.  As informações são do site alemão Deutsche Welle.

O Twitter afirma ter removido uma série de perfis entre o final de setembro e o início de outubro por "se envolverem em tentativas de compartilhar desinformação de maneira automatizada". "Para essas eleições, estabelecemos linhas abertas de comunicação e acessos diretos e simples para as autoridades eleitorais nos estados, o Departamento de Segurança Interna e organizações de campanha de ambos os partidos majoritários", afirmou a empresa em comunicado divulgado nesta sexta (2).

Na próxima terça-feira (6), os americanos vão eleger parlamentares para todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 novos senadores de um total de 100, 36 governadores e dezenas de legislaturas estaduais. O pleito poderá transformar o cenário político do país, com um possível avanço da oposição democrata no Congresso.

* Com informações da Deutsche Welle

Incêndio de grandes proporções destrói UPA no Rio

sab, 03/11/2018 - 18:24

Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente o prédio da Coordenação de Emergência Regional da Barra. O prédio é anexo ao Hospital Lourenço Jorge, um dos maiores da zona oeste do Rio, e funcionava como uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), fazendo triagem para possíveis atendimentos no hospital.

O incêndio começou por volta das 16h. Não há notícias de feridos e todos os funcionários e pessoas que estavam sendo atendidas conseguiram deixar o local. A fumaça preta pôde ser vista de vários pontos da Barra da Tijuca.

O prédio fica no início da Avenida Ayrton Senna, em direção à Linha Amarela e a Transolímpica. A avenida teve a pista lateral fechada para a circulação de carros do Corpo de Bombeiros. A interdição formou um grande engarrafamento nas imediações do Terminal de Ônibus da Alvorada e na Avenida das Américas, na altura do Barrashopping.

Ministros vão à China em busca de negócios

sab, 03/11/2018 - 18:12

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, inicia neste domingo (4) uma missão na China com o objetivo de aumentar e diversificar as exportações brasileiras com o país asiático, que é o maior parceiro comercial do Brasil. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil vendeu para a China um total de US$ 47,2 bilhões em produtos, principalmente soja, petróleo e minério de ferro. Esse volume comercializado representa 26,3% do total das exportações brasileiras para o exterior.

Entre as principais agendas de trabalho de Marcos Jorge no país, está uma visita ao ministro chinês da Indústria e Tecnologia da Informação, Miao Wei, e uma visita à Feira Internacional de Importação da China, em Xangai. Também participam da viagem os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e da Agricultura, Blairo Maggi, além de representantes da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Ainda neste domingo, os ministros deverão se encontrar, em Xangai, com a delegação de 120 representantes de 72 empresas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). À noite, está previsto um jantar oferecido pelo presidente chinês, Xi Jinping.

Feira internacional

Na segunda-feira (5), o Brasil inaugura o pavilhão na 1ª edição da Feira Internacional de Importação e Exportação da China, cujo objetivo é promover as exportações de produtos estrangeiros ao país asiático. Coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), a delegação brasileira será composta por cerca de 90 empresas do setor de alimentos e agrícola, equipamentos médicos e de saúde, comércio de serviços (software, engenharia e serviços esportivos) e de bens de consumo (moda e vestuário).

Maior comprador de produtos brasileiros, a China também é o segundo maior mercado consumidor e importador entre todos os países do mundo. No total, mais de 3 mil expositores de mais de 130 países apresentarão seus produtos em uma área de exibição de 240 mil metros quadrados entre os próximos dias 5 e 10.

São esperadas mais de 2,8 mil empresas de 140 países, que reúnem cerca de 150 mil compradores durante o evento em busca de bens e serviços estrangeiros. Em nível governamental, 82 países e três organismos internacionais promoverão exposições institucionais e está confirmada a presença de chefes de estado, de governo, de ministros e de vice-ministros, cujo número supera 200 integrantes, segundo o MDIC.

Oportunidades

Essa é uma das poucas feiras do planeta em que o foco é a importação. As empresas estarão na disputa por uma fatia dos US$ 10 trilhões que os chineses estão dispostos a gastar, nos próximos cinco anos, na compra de produtos industriais e agropecuários. Integram a delegação brasileira empresas de economia criativa, setor no qual o Brasil já é reconhecido em especial pelo design, pela criatividade e pela inovação. Também serão destaque os setores de editoração, games, música e futebol.

“O Brasil é um país criativo, diverso e sustentável, com empresas e marcas de destaque mundial que oferecem produtos e soluções tecnológicas de vanguarda para os desafios globais da nossa sociedade”, afirmou o presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, ex-embaixador brasileiro na China. Ele disse ter certeza que o público que for à feira vai se encantar com o que o Brasil tem para mostrar.

O Brasil pode aproveitar a feira para se posicionar melhor no mercado chinês, disse a ministra conselheira para assuntos econômicos e comerciais da Embaixada da China, Xia Xiaoling. “A China tem 1,3 bilhão de consumidores e esse é um mercado enorme que o Brasil não pode perder”, acrescentou.

As commodities respondem por grande parte das exportações do Brasil para a China, mas a diplomata lembra que o Brasil não tem apenas commodities e que a China está disposta a comprar vários outros produtos como aviões executivos, vinhos brasileiros, cachaça, produtos derivados de leite, artigos de moda como sandálias e vestuário, biocombustíveis, veículos flex, entre outros.

Pesquisa constata desinformação de médicos sobre homossexualidade

sab, 03/11/2018 - 17:10

Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos.

Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos.

O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos.

Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica.

Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.

Riscos

O estudo constatou problemas como falta de treinamento de profissionais de saúde, que têm dificuldade de abordar questões relacionadas à sexualidade, presença de barreiras e práticas institucionalizadas consideradas preconceituosas. Segundo os autores, a desinformação dos profissionais de saúde aumenta o risco de adoecimento mental, suicídio, câncer e de contração de doenças sexualmente transmissíveis.

Em alguns casos, apontou a pesquisa, a rejeição dos profissionais de saúde leva à evitação ou ao atraso no atendimento, ao ocultamento da orientação sexual, ao aumento da automedicação ou à busca de informações fora da rede médica, por meio de farmácias, de revistas, de amigos e da internet. Alguns pacientes só procuram o médico em situações de emergência ou em casos extremos, por receio de enfrentarem discursos homofóbicos, humilhações, ridicularizações e quebra de confidencialidade.

Erros

A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder.

Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo", escreveu o grupo de cientistas.

Violência contra LGBTI no Brasil

Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por LGBTIfobia. O número, apurado pelo Grupo Gay da Bahia, é o maior desde o início da série do monitoramento, que começou a ser elaborado pela entidade há 38 anos. O índice representa um aumento de 30% em relação a 2016.

Pelo mundo, a comunidade LGBTI tem conseguido galgar avanços na proteção a seus membros contra perseguições e ataques. Em setembro, a Índia descriminalizou a homossexualidade. A despenalização, que tinha como fundamento uma lei britânica de 150 anos, foi garantida por decisão da Suprema Corte do país.

Confira abaixo as respostas dos médicos pesquisados
Pesquisadores da UnB ouviram 224 médicos atuantes no Distrito Federal sobre homossexualidade - Reprodução

 

PRF apreende mais de 100 quilos de cocaína no Rio

sab, 03/11/2018 - 15:32

Mais de 100 quilos de cocaína foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Seropédica, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado. A droga estava escondida em meio a uma carga de sucata. Segundo a PRF, a cocaína seria entregue no Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense.

A descoberta da droga aconteceu durante uma blitz na BR 465, antiga rodovia Rio-São Paulo. Os policiais desconfiaram do motorista de um caminhão e resolveram abordá-lo. Ele demostrou nervosismo e caiu em contradição sobre o motivo da viagem.

PRF apreende cocaína escondida em caminhão - Direitos reservados/Divulgação PRF

Para inspecionar a carga, foi então usado cães farejadores que identificaram a presença da droga escondida em meio a 20 toneladas de sucata. Os policiais encontraram vários tabletes de cocaína. O motorista, de Arujá, cidade da Grande São Paulo, disse que pegou o caminhão em Volta Redonda, na região sul do estado.

Ele contou ainda que receberia R$ 2 mil para levar a carga até Ramos, bairro da zona norte da cidade. O suspeito, de 42 anos, foi encaminhado para a Polícia Federal, no centro do Rio. O motorista foi indiciado por tráfico de entorpecentes.

ONG socorre 2,6 mil vítimas de violência sexual em cidade da África

sab, 03/11/2018 - 14:13

Entre maio de 2017 e setembro deste ano, a organização não governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) atendeu a cerca de 2,6 mil vítimas de violência sexual somente na cidade de Kananga, na República Democrática do Congo, na África Central. De acordo com a ONG, 80% delas relataram ter sido forçadas a manter as relações sexuais sob a mira de homens armados.

Do total, 162 pacientes socorridos nessas condições eram crianças com menos de 15 anos de idade, sendo que 22 tinham menos de 5 anos.

Apesar de a maioria das vítimas ser do gênero feminino, o levantamento da entidade também registrou casos de homens que foram coagidos a estuprar membros de sua própria comunidade. Um total de 32 homens alegam ter sido sujeitados a essa situação.

Em nota, o coordenador-geral da unidade do MSF instalada no país, Karel Janssens, avalia que a incidência de violência sexual na região evidencia circunstâncias que persistiram ao longo de todo o ano passado. Segundo ele, os chocantes depoimentos de sobreviventes descrevem como a comunidade e a vida das pessoas foram separadas, tornando muito difícil sua reconstrução e seu avanço.

Localizado na província de Kasai, o município congolês de Kananga passou a dispor da assistência oferecida pela MSF a vítimas de violência sexual apenas em setembro do ano passado. A estrutura foi montada em maio de 2017, mais de um ano após o início da crise humanitária na região, com o propósito inicial de ser um núcleo de procedimentos cirúrgicos para pacientes de trauma.

O perfil da unidade foi sendo alterado à medida que as equipes identificaram a frequente demanda por atendimento de vítimas de crimes sexuais. Com a adaptação nos serviços, a MSF já cuida de mais de 200 pacientes por mês, em média.

Segundo a organização, três a cada quatro vítimas de violações sexuais só chega ao posto de atendimento. A situação encontra-se distante da ideal, já que o acolhimento médico até 72 horas após o estupro torna possível a administração de contracepção de emergência e de medicamentos profiláticos, que diminuem significativamente a suscetibilidade da vítima a doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.

Panorama

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem acompanhado, desde o início de outubro, um aumento no fluxo de entrada de congoleses pela fronteira de Angola com as províncias de Kasai, Kasai Central e Kwango. Conforme dados divulgados no último dia 29, cerca de 330 mil pessoas retornaram à República Democrática do Congo por essa zona, após o governo angolano ordenar a deportação de migrantes irregulares.

Recentemente, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, fez um apelo às autoridades congolesas, mencionando ocorrências de violência registradas desde 2016. Ela pediu que o governo do país garanta que membros das forças da segurança possam ser investigados por violações, no passado ou no presente, contra pessoas – independentemente da etnia. Segundo ela, isso é necessário para fazer justiça às vítimas e evitar a repetição dos ciclos de violência que ocorreram em Kasai em 2016.

No fim de agosto, Emmerson Mnangagwa, do partido Zanu-PF, assumiu o poder, como o primeiro presidente eleito após quase 40 anos de regime do presidente Robert Mugabe, que governou o país desde a independência, em 1980, até novembro do ano passado, após ser derrubado em um golpe de Estado. O pleito foi marcado pela contestação de Nelson Chamisa, líder do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), que disputou a corrida presidencial com Mnangagwa e apresentou recurso contra os resultados das urnas, alegando ter havido fraude eleitoral.

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