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Atualizado: 15 minutos 10 segundos atrás

Brasil não é mais o Deus soberano do futebol, afirma Silvio Luiz

seg, 18/06/2018 - 07:05

Com 64 anos de coberturas de futebol e nove Copas do Mundo no currículo, o narrador esportivo Silvio Luiz é taxativo ao afirmar que o Brasil não tem mais a hegemonia do mundo da bola. “Nós, no futebol, não somos mais aquilo que nós éramos, os deuses soberanos. O futebol de hoje está muito nivelado”, avalia.

Em entrevista ao programa Conversa com Roseann Kennedy, que vai ao ar na TV Brasil, hoje (18), às 21h45, Silvio ressalta, porém, que é otimista em relação ao desempenho da seleção canarinho. “Digamos assim, 80%. Tudo depende do andar da carruagem. Gente, a gente tem, mas os outros também têm. A França tem, a Alemanha principalmente tem, a Espanha tem, a Inglaterra, apesar desses problemas políticos, tem”, pontua.

Para Silvio, é importante entrar na torcida. “Torcer, porque o futebol indo bem, a minha profissão vai bem, o país vai bem.”

Com experiência que vai além da cobertura jornalística, Silvio, que já atuou como bandeirinha e árbitro de futebol, apresenta uma lista de elogios ao comando da Seleção. “Há muito tempo, a gente não tinha um técnico como o Tite. Consciente, estudioso, trabalhador, compreensivo, educado”, diz o narrador, apostando que o técnico reuniu um grupo a sua maneira e não por pressões externas.

A opinião em relação às celebridades do futebol é bem diferente. “É muita frescura hoje. Jogador, hoje, só te procura quando tem interesse dele ou do empresário. Afora isso, se você quiser uma entrevista com um jogador, você tem que ligar para o assessor de imprensa, que por sua vez vai ligar para o empresário, que por sua vez vai consultar a secretária, para ver se a agenda está disponível”, reclama.

No passado, segundo ele, era bem diferente, lembrando que já entrevistou e viajou de avião junto com Pelé. “Agora eu estou preocupado com esses caras? Eu não quero nem saber. Quando o contrato dele está para terminar, ou quando ele faz uma besteira, querendo desmentir uma imagem, aí ele procura você. É assim que funciona”, enfatiza.

O jeito de falar sem meias palavras é uma das principais marcas de Silvio Luiz que criou bordões como o famoso “Olho no lance!”.

Na forma irreverente de narrar futebol, Silvio se recusa a gritar gol.  “Se a bola entra e a torcida grita gol, por que eu tenho que gritar gol? A minha função é dizer de quem foi. Não há necessidade de você gritar gol como um desesperado.”

Atualmente, ele está no ar no programa Bola Dividida, da RedeTV!, e na Rádio Transamérica. Sempre antenado com as novas tecnologias e super atuante nas redes sociais, o narrador expande seu campo de trabalho e sua legião de fãs.

O programa Conversa com Roseann Kennedy vai ao ar na TV Brasil, nesta segunda (18), às 21h45.



 

Colômbia: nova geração chega para governar com todos, diz Ivan Duque

seg, 18/06/2018 - 06:45

O direitista Ivan Duque, de 41 anos, assume no próximo dia 7 de agosto a presidência da Colômbia – um país que está começando a sair de meio século de guerra civil e sofre o impacto da crise humanitária na vizinha Venezuela, com milhares de pessoas cruzando a fronteira para fugir da hiperinflação e do desabastecimento. Ele foi eleito em segundo turno, nesse domingo (17), com 53,9% dos votos – 12 pontos a mais que seu rival, o esquerdista Gustavo Petro.

“Uma nova geração chega para governar, com todos e para todos”, prometeu Duque, ao saber dos resultados. Ele será o presidente mais jovem dos 132 anos de história da República da Colômbia, e ao seu lado estará Marta Ramírez, a primeira mulher na vice-presidência do país.

Gustavo Petro, que obteve o apoio de 41,8% do eleitorado, também cantou vitória. Em um país historicamente governado por uma elite conservadora, o ex-guerrilheiro do M-19 obteve votação histórica para a esquerda. “Oito milhões de colombianos e colombianas livres e de pé. Aqui não há derrota. Por agora não seremos governo”, escreveu Petro em sua conta no Twitter. Ele prometeu fazer oposição a qualquer tentativa de Duque de fazer o país retroceder à guerra.

Acordo de paz

A campanha polarizada refletiu a divisão da sociedade colombiana em relação ao acordo de paz de 2016, entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Sete mil rebeldes aceitaram depor as armas em troca de anistia e do direito de formar um partido político, com oito assentos garantidos no novo Parlamento. Petro defende a implementação das medidas acordadas: antes de ser prefeito da capital, Bogotá, ele foi guerrilheiro do M-19. O grupo depôs as armas em 1990 e formou um partido politico.

Já Duque prometeu “rever o acordo”, negociado pelo atual presidente Juan Manuel Santos, que ganhou um Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para acabar com décadas de violência. O padrinho politico de Duque - o ex-presidente Álvaro Uribe -  foi um dos maiores críticos do documento, por considerar que tinha sido demasiado generoso com os ex-guerrilheiros.   

O líder das Farc, Rodrigo Londoño (conhecido como Timochenko, nos seus tempos de guerrilheiro), também reagiu pelo Twitter. Ele disse que as eleições presidenciais deste ano foram as “mais tranquilas das últimas décadas”, graças ao acordo de paz. “É momento de grandeza e de reconciliação”, disse. “Respeitamos a decisão das maiorias e felicitamos o novo presidente”.

Uribismo

Para muitos colombianos, a vitória de Duque representa o retorno ao uribismo. Durante oito anos na presidência (2002-2010), Álvaro Uribe combateu as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país. Muitos colombianos consideram que essa política de linha dura enfraqueceu os guerrilheiros esquerdistas – motivo pelo qual acabaram aceitando negociar um acordo de paz. Mas o governo de Uribe também é associado a sérias violações de direitos humanos, cometidas pelas forças de segurança e grupos paramilitares.

Santos foi ministro de Defesa de Uribe, antes de assumir a presidência em 2010. Mas Uribe foi o mais duro crítico do acordo de paz que Santos negociou com as Farc. O atual presidente também está tentando negociar outro acordo com o ELN, antes de deixar o cargo. Mas, nos últimos dois anos, ele perdeu popularidade.

A maioria das vítimas da guerra entre as Farc e as forças de segurança colombianas é de civis – muitos deles camponeses, que foram obrigados a abandonar suas terras para fugir da violência ou cujos filhos foram recrutados à força pela guerrilha. Eles acham que o governo premiou os guerrilheiros para conseguir a paz, em vez de punir os responsáveis pelos crimes e indenizar os inocentes prejudicados.

Desafios

Duque assume a presidência com o desafio de reunificar a Colômbia e combater o narcotráfico, que está avançando sobre áreas antes controladas pela guerrilha. Mesmo depois do acordo de paz, a violência permanece: o ELN continua atuando e alguns dissidentes das Farc se somaram aos narcotraficantes.

O presidente eleito prometeu reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados e estimular a produção. Ele quer que a economia colombiana volte a crescer 4,5% ao ano, depois de dois anos de crescimento médio de 1,9%. Duque tem apenas quatro anos de experiência politica, como senador, patrocinado por Uribe. Mas ele trabalhou uma década no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com sede em Washington, e sua eleição é bem vista pelo mercado. 

Inglaterra e Bélgica são os destaques no quinto dia de Copa

seg, 18/06/2018 - 06:17

Nesta segunda-feira (18) é a vez da Inglaterra e da Bélgica entrarem em campo na Copa do Mundo. As duas seleções estão no mesmo grupo, o G, e são favoritas para avançar à próxima fase. No outro jogo do dia, Suécia e Coreia do Sul se enfrentam pelo grupo F.

Suécia x Coreia do Sul

A vitória do México sobre a Alemanha deixou o grupo F mais imprevisível. A Suécia entra em campo com boas credenciais. Chegou à Copa do Mundo depois de eliminar a Itália na repescagem das eliminatórias. Uma vitória sueca é fundamental para as pretensões do país na Copa. A Coreia do Sul é, teoricamente, a seleção mais fraca do grupo, mas a vitória mexicana mostrou que o favoritismo precisa ser confirmado. Suécia e Coreia do Sul se enfrentam às 9h, em Nizhny Novgorod.

Bélgica x Panamá

A Bélgica é uma das seleções da qual mais se espera uma boa Copa do Mundo. Hazard, Dembélé, Fellaini, De Bruyne, além do goleiro Courtois, são destaques nos clubes onde jogam. Em 2014, a Bélgica parou na Argentina, nas quartas-de-final, mas quer ir mais longe. Já o Panamá é um estreante em copas do mundo. Espera-se uma participação tímida da seleção da América Central. As duas seleções se enfrentam em Sochi, às 12h.

Tunísia x Inglaterra

Na Copa de 1990, na Itália, os ingleses chegaram à semifinal e perderam para a Alemanha. Desde então, o país tem decepcionado em copas e nunca mais chegou tão longe. Em 2014, os ingleses não ganharam nenhuma partida, conseguindo apenas um ponto no grupo e voltando cedo para casa. A Inglaterra deposita esperança em Sterling, Harry Kane e na maior promessa do time, o jovem Delle Ali, de 22 anos. O jogo começa às 15h, em Volgogrado.

MEC divulga hoje resultado do Sisu

seg, 18/06/2018 - 05:55

O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (18) o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nesta edição, o programa oferece 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O resultado será divulgado na página do programa na internet.

Os estudantes selecionados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino entre 22 e 28 de junho. Aqueles que não foram selecionados poderão participar da lista de espera. O prazo para que isso seja feito é de 22 a 27 de junho. A convocação dos candidatos em lista de espera será de 3 de julho a 21 de agosto.

Podem concorrer às vagas os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 e obtiveram nota acima de zero na redação.

As vagas serão oferecidas em oito instituições públicas estaduais, uma faculdade pública municipal e 59 instituições públicas federais, com dois centros de Educação Tecnológica, 27 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e 30 universidades.

Ivan Duque é eleito presidente da Colômbia

dom, 17/06/2018 - 19:50

O ex-senador Ivan Duque, candidato da direita, foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (17), derrotando seu rival da esquerda, o ex-guerrilheiro do M-19 e ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro. Com 99,67% dos votos apurados, Duque conquistou 53,95% dos votos e Petro, 41,83%.

Essa foi a primeira eleição desde a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016, que colocou fim a meio século de guerra entre o governo a maior guerrilha do país. Sete mil rebeldes aceitaram depor as armas em troca de anistia e do direito de formar um partido político, com oito assentos garantidos no novo Parlamento.

Simpatizantes do candidato Ivan Duque comemoram ao saber os resultados oficiais do segundo turno da corrida presidencial  - Mauricio Duenas Castaneda/EFE

Durante a campanha, Duque prometeu “rever o acordo”, negociado pelo atual presidente Juan Manuel Santos, que ganhou o prêmio Nobel da Paz. Seu padrinho político, o ex-presidente Álvaro Uribe, foi um dos maiores críticos do documento, por considerar que tinha sido demasiado generoso com os ex-guerrilheiros.

Já Petro defende o acordo. Antes de ser político, ele foi guerrilheiro do M-19, que depôs as armas em 1990 e formou um partido.

Os dois candidatos defendiam posições econômicas muito diferentes. Duque pretende reduzir os impostos para as empresas com o intuito de incentivar a produção e atrair capital privado. Petro estava mais preocupado com a dependência da economia colombiana do petróleo.

Uribismo

Para muitos colombianos, a vitória de Duque representa o retorno ao Uribismo. Durante seus oito anos na presidência, Álvaro Uribe combateu as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país. Muitos colombianos consideram que a política de linha dura enfraqueceu os guerrilheiros esquerdistas – motivo pelo qual acabaram aceitando negociar um acordo de paz. Mas o governo de Uribe também é associado a sérias violações de direitos humanos, cometidas pelas forcas de segurança e grupos paramilitares.

Santos foi ministro de Defesa de Uribe, antes de ser eleito presidente em 2010. Uribe, entretanto, foi o mais duro critico do acordo de paz negociado com as Farc. Santos ainda tenta negociar um acordo com o ELN, antes de deixar o cargo.

Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017

dom, 17/06/2018 - 19:24

Com meta de déficit primário de R$ 159 bilhões neste ano e com um teto de gastos pelas próximas duas décadas, o governo teria melhores condições de sanear as contas públicas, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), concedendo menos incentivos para determinados setores da economia. O relatório do TCU das contas do governo em 2017, aprovadas com ressalvas na última quarta-feira (13), revelou que as renúncias fiscais somaram R$ 354,7 bilhões no ano passado.

O montante equivale a 30% da receita líquida do governo no ano e supera os déficits da Previdência Social e do regime de aposentadorias dos servidores federais, que somaram R$ 268,8 bilhões em 2017. Segundo o TCU, 84% das renúncias têm prazo indeterminado, o que faz a perda de arrecadação ser incorporada às contas do governo.

A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que cada renúncia fiscal seja custeada com alguma receita, seja com o aumento de outros tributos ou com a alta da arrecadação gerada pelo desenvolvimento da economia. O TCU, no entanto, constatou que 44% dos incentivos fiscais não são fiscalizados por nenhum órgão, o que levou o ministro Bruno Dantas a recomendar que os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil montem um grupo de trabalho para verificar a eficácia das renúncias fiscais.

Segundo a Receita Federal, as desonerações (que compõem uma parte das renúncias fiscais) estão estabilizadas em 2018, depois de caírem levemente em 2017. De janeiro a abril deste ano, segundo os dados mais recentes, somaram R$ 27,577 bilhões, contra R$ 27,631 bilhões no mesmo período do ano passado. Os números da Receita são inferiores aos do TCU porque o Fisco leva em conta apenas as renúncias mais recentes e incorpora ao fluxo normal de arrecadação as perdas com regimes especiais instituídos há bastante tempo.

Ineficácia

Tributarista do escritório Peixoto & Cury Advogados, Renato Faria diz que a equipe econômica precisará, em algum momento, rediscutir as renúncias fiscais para continuar a fornecer serviços públicos num cenário de restrição cada vez maior de recursos. “Um dado importante é que o valor da renúncia fiscal que se estimava ter com desoneração da folha de pagamentos superava o investimento da pasta da saúde. Tudo isso quando temos um SUS [Sistema Único de Saúde] deficitário”, critica.

Além das desonerações, o advogado critica os sucessivos programas de renegociação de dívidas de contribuintes, apelidados de Refis, que representam perda de arrecadação por causa dos descontos nas multas e nos juros aprovados pelo Congresso. “Nos últimos anos, muitas empresas passaram por dificuldades para quitar impostos, mas as renegociações sistemáticas nos últimos 15 anos premiam o sonegador e punem o empresário que paga os tributos em dia e tem a competitividade prejudicada”, reclama.

Tributarista do escritório Simões Advogados, Thiago Taborda Simões defende o aumento na fiscalização de contrapartidas por parte das empresas de setores beneficiados por regimes especiais. “A fiscalização não deveria se restringir ao pagamento de impostos, mas também abranger o cumprimento das condições para receberem o incentivo, como geração de empregos, investimentos em tecnologia”, cita.

Segundo ele, a isenção de impostos no meio da cadeia produtiva não beneficia a sociedade. “Esse tipo de isenção bagunça o sistema tributário e cria distorções, porque o custo é assumido pelo setor seguinte da cadeia e repassado para o consumidor, que no fim é quem paga a conta no preço final”, acrescenta.

Reversão

Parte dos benefícios fiscais foi diminuída em maio, para custear a redução de tributos para o diesel após a greve dos caminhoneiros. No total, R$ 4,01 bilhões de desonerações foram revertidos da seguinte forma: R$ 2,27 bilhões da redução do Reintegra (programa de apoio a exportadores), R$ 830 milhões com a reoneração da folha de pagamentos, R$ 740 milhões com o aumento de imposto sobre preparados para a elaboração de refrigerantes e R$ 170 milhões com a revogação do regime especial de produtos destinados à indústria petroquímica.

A disposição em avançar na retirada de incentivos enfrenta resistência da equipe econômica. Em estudo divulgado no fim do ano passado, a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) informou ser contrária à retomada da tributação sobre lucros e dividendos e à reversão parcial do Simples Nacional, regime especial para micro e pequenas empresas que fez o governo perder R$ 13,7 bilhões no ano passado. Para a pasta, as medidas resultariam em elevação da carga tributária e reduziriam a competitividade do Brasil.

Saiba como foi o quarto dia da Copa do Mundo 2018

dom, 17/06/2018 - 19:09

No quarto dia de Copa do Mundo, dois gigantes tropeçaram. A Alemanha perdeu para o México, pelo grupo F e o Brasil não passou de um empate contra a Suíça, pelo grupo E.

No outro jogo do dia, a Sérvia venceu por 1 a 0 a Costa Rica e lidera o grupo do Brasil.

Brasil tropeça Brasil e Suíça se enfrentam pelo grupo E da Copa do Mundo 2018 REUTERS/Damir Sagolj - DAMIR SAGOLJ

A zebra passeou pelos gramados russos neste domingo. O empate do Brasil na estreia não estava nos planos dos jogadores e torcedores brasileiros. Depois de uma série de boas exibições em amistosos, a seleção brasileira se abalou com o gol de empate suíço e não teve forças para marcar o segundo gol.

O destaque positivo foi o golaço de Philippe Coutinho no primeiro tempo. O meio-campo foi eleito o melhor jogador da partida pela Fifa.

O Brasil buscará a recuperação contra a Costa Rica, na próxima sexta-feira (22), às 9h.

Alemanha cai Jogo Alemanha contra México, pelo Grupo F da Copa do Mundo 2018, em Moscou - Maxim Shemetov/Reuters/Direitos reservados

No duelo entre alemães e mexicanos, esperava-se um espetáculos dos atuais campeões mundiais, o que não aconteceu.

O México fez gol em um contra-ataque rápido, com Lozano, e passou o restante do jogo se defendendo, apenas ameaçando em contra-ataques esporádicos.

O time do técnico Joachim Löw pressionou os mexicanos, mas teve poucas chances reais de marcar.

Sérvia comemora Pelo jogo do Grupo E da Copa do Mundo 2018, Costa Rica vence a Sérvia - Michael Dalder/Reuters/Direitos reservados

O empate brasileiro foi bom para a Sérvia, que ganhou da Costa Rica na primeira partida do dia. Kolarov, de falta, fez o único gol do jogo.

Com os resultados de hoje, a Sérvia lidera de forma isolada o grupo E aumentandoas chances de avançar às oitavas de final.

Na próxima rodada, Sérvia e Suíça duelam e uma vitória da Sérvia garante a classificação do país para a próxima fase.

Moradores do bairro de Gabriel Jesus comemoram participação do jogador

dom, 17/06/2018 - 18:50

Apesar do empate na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o clima no Jardim Peri, bairro da zona norte paulistana onde o atacante Gabriel Jesus cresceu, era de vitória pela participação do jogador no Mundial.

“Há quatro anos, eu estava aqui assistindo ao jogo com ele. A sensação é que ainda há esperança, que o Peri é lembrado por uma coisa boa, não só nas estatísticas criminais. Você vê que ele vingou, é muito gratificante”, disse Joelson Faria de Oliveira, 26 anos, que jogou bola com Gabriel.

“Conheço o Gabriel Jesus desde pequeno, ele sempre jogou aqui com a gente. Quando ele tinha 5 anos, ele já ia para o campo com a gente. Jogávamos aqui na rua, tem vídeos nossos”, disse.

Sobre o jogo de estreia, Oliveira avaliou que foi uma partida “truncada” e que Gabriel não teve chance de gol. “Espero que durante a competição ele alcance [a chance de fazer gol]. A bola não chegou nele, mas se chegar ele coloca para dentro [do gol]. Foi um jogo truncado, a Suíça está no mesmo patamar que o Brasil”, comentou.

Primeiro treinador de Gabriel Jesus, Francisco de Assis da Silva, 52 anos, disse que o atacante é um orgulho para ele. “O meu orgulho é que ele não esqueceu a comunidade”, disse, lembrando que da última vez que o jogador visitou o bairro, em 20 de maio, a rua ficou lotada.

Durante a partida, Silva estava atento e apreensivo. “O coração está a mil por hora. O coração ainda vai aguentar [para ver Gabriel fazendo gol]. É como se eu estivesse lá na beira do campo, gritando 'vai, filho'. É como se fosse um filho meu”, destacou.

Neste ano, o filho do treinador, que jogou com Gabriel Jesus nos campos do bairro e pintou as ruas na última Copa, foi para a Rússia acompanhar de perto a atuação do camisa 9 da seleção.

“Como eles saíam cedo para o treino, dormia ele e meus filhos juntos aqui. Eu fazia uma massa, tipo um bolinho, para eles comerem. De manhãzinha, eles pegavam esse bolinho e saíam para o treino. Eu ia com eles de ônibus para o campo porque era perigoso. Saía cedo, 4h30 ou 5h, porque de lá eu já ia para o meu serviço”, lembrou Silva. “Ele na seleção, para mim, é um sonho. Eu fiz parte da vida dele.”

Para Tite, ansiedade atrapalhou jogadores do Brasil

dom, 17/06/2018 - 18:38

O técnico da Seleção Brasileira, Tite, afirmou que a ansiedade atrapalhou o desempenho do time na estreia hoje (17), em Rostov. Para ele, os atacantes precisam ser mais “frios” na hora da finalização. “A ansiedade bateu forte. Quando apressa demais, a finalização fica imprecisa”, disse.

“Nesse momento, em uma Copa do Mundo, temos que absorver quando toma um gol. Então, serve de aprendizado”, completou o treinador na coletiva de imprensa após o empate de 1 a 1 com a Suíça.

Tite evitou atrair os holofotes para o erro do árbitro, que não marcou falta em Miranda no gol da Suíça, mas afirmou que um erro como aquele “não pode acontecer em um jogo de alto nível”.

Ele também defendeu os jogadores, que reclamaram de forma tímida da falta no lance do gol. Para ele, o time não pode perder o equilíbrio emocional pressionando o árbitro. “Não tem que pressionar a arbitragem. Tem todo um processo [de arbitragem], pessoas que avaliam [os lances] e eu não posso fazer da equipe do Brasil uma equipe desequilibrada”.

Melhor em campo

Autor de um golaço de fora da área, Philippe Coutinho recebeu o troféu de melhor jogador da partida e participou da coletiva de imprensa após o jogo. O camisa 11 brasileiro evitou remoer o resultado ruim de hoje. “Tivemos muitas coisas positivas e agora temos que pensar no próximo jogo”.

No Rio, torcedores culpam juiz e apagão de Neymar pelo empate

dom, 17/06/2018 - 18:16

O empate em 1 a 1 com a Suíça saiu com um gosto amargo para muitos brasileiros. No Rio, dois locais concentraram torcedores, a Praça Mauá, no centro, e o Alzirão, tradicional espaço de torcida nos jogos da seleção, na Tijuca, zona norte. Olhando o jogo em telões de alta resolução e com sistema de som de alta definição, a impressão era quase de se estar dentro de campo.

Após um primeiro tempo em que os rostos transmitiam alegria pela vitória parcial, com um Brasil dominante, o que se viu depois foram torcedores angustiados desde o início do segundo tempo, com o gol de empate da Suíça.

Ao final do jogo, o público escolheu dois responsáveis pelo empate: o juiz mexicano Cesar Ramos e o atacante Neymar, que pouco apareceu e deixou muito a desejar, proporcionalmente à expectativa que se tinha em cima dele, considerado pelo próprio técnico Tite como um dos “top três” do mundo, ao lado de Cristiano Ronaldo e de Lionel Messi.

“Não era o resultado que eu esperava. Achava que o Brasil ia ganhar. Acho que temos de nos recuperar no próximo jogo, porque este foi ruim. Neymar não apareceu. Não joga nada na seleção. Estava de salto alto”, protestou o funcionário público Marco Aurélio Pacheco, à saída do Alzirão.

Outros resolveram descontar no árbitro o mau desempenho brasileiro. “O juiz roubou para caramba. O árbitro de vídeo não serviu de nada. O juiz influenciou no resultado. Falta no lance do gol suíço e pênalti para o Brasil ele não deu. Neymar estava um pouco apagado, segurando muito a bola. Vamos ver no segundo jogo”, analisou Alan de Almeida Basílio, que trabalha com educação física.

“Eu esperava 2 a 1. Mas a Suíça foi muito forte. Achei o Brasil um pouco tímido, pelo futebol que vem apresentando. Tinha que ter vindo mais para cima”, disse Jéferson José Cabral, que trabalha no setor financeiro. “Eu esperava mais na estreia. A gente vai passar de fase, porque o grupo é fraco. Já o Neymar é muito estilo. Melhor é ele vir com a cabeça raspada e jogar um futebol melhor. Ele pensa muito na imagem. Se ele jogar bonito, vai aparecer mais do que o penteado”, cobrou Flávio Sampaio Sanchez, que também trabalha no setor financeiro.

Torcedores comemoram primeiro gol do Brasil na Copa do Mundo 2018, na região central do Rio - Tomaz Silva/Agência Brasil

O resultado foi tão decepcionante para alguns torcedores, que até a classificação para a próxima fase parece ameaçada. “Achei no início um jogo bom. O Brasil estava com a posse de bola, mas depois deu uma relaxada e se desestabilizou, ficou nervoso e desandou. Neymar não conseguiu mostrar jogo. Ele apanhou muito e não teve oportunidade de botar a bola para jogo. Eu não acredito que o Brasil vai passar de fase”, previu Andrezza de Souza Piccoli, funcionária pública.

Ela veio assistir ao jogo no Alzirão na companhia do amigo João Paulo Sabino de Morais, que mora no Recife. “O Brasil começou bem, estava dando muita pressão, mas relaxou e deixou a Suíça chegar. Este empate não teve cara de derrota, mas de vitória. O Brasil teve muita chance de gol, principalmente da metade para o final, e poderia ter saído vários gols. Foi mais uma questão de azar”, analisou João Paulo, que trabalha como desenvolvedor de software. Ao contrário da amiga Andrezza, ele diz ter certeza de que o Brasil vai participar da próxima fase.

Brasil joga mal e empata em estreia na Copa da Rússia

dom, 17/06/2018 - 17:20

A Seleção Brasileira jogou mal e apenas empatou com a Suíça por 1 a 1, pela primeira rodada do grupo E da Copa do Mundo. O Brasil fez um bom primeiro tempo, quando abriu o placar com Philippe Coutinho que fez um golaço de fora da área. No entanto, sofreu um gol logo no início do segundo tempo e não teve volume de jogo suficiente para chegar ao segundo gol.

Apesar do segundo tempo ruim do Brasil, o árbitro mexicano César Ramos foi determinante para o resultado. Ele não marcou uma falta em Miranda no lance do gol.

Neymar também não esteve bem no jogo e sofreu várias faltas.

O jogo

O primeiro ataque foi da Suíça, aos 3 minutos. Após cruzamento na área, Dzemaili finalizou por cima do gol, sem perigo. Aos 10 minutos, veio a resposta do Brasil. Após troca de passes na entrada da área, Paulinho recebeu de Neymar e tocou para o gol. A bola passou raspando pela trave direita. Aos 16 minutos, o Brasil chegou bem mais uma vez. Coutinho tocou para Gabriel Jesus no lado esquerdo. O atacante brasileiro passou para o meio da área, mas o goleiro Sommer defendeu.

Aos 19 minutos, veio o gol brasileiro, e um golaço. Philippe Coutinho pegou a sobra de bola no lado esquerdo e chutou de fora da área. A bola fez uma curva, bateu na trave esquerda de Sommer e morreu no fundo da rede.

Depois do gol, a Suíça passou a atacar mais e ter o domínio da bola. Ao Brasil restava os contra-ataques em roubadas de bola. No final do primeiro tempo, o Brasil chegou de novo com perigo em uma cobrança de escanteio. Thiago Silva cabeceou por cima do gol.

Segundo tempo

Aos 4 minutos do segundo tempo, em uma cobrança de escanteio, Zuber cabeceou livre para empatar o jogo. Os jogadores brasileiros reclamaram de um empurrão de Zuber em Miranda, mas o árbitro mexicano ignorou os protestos.

Aos 12 minutos, o Brasil chegou com perigo. Neymar driblou na pequena área, mas chutou prensado e a bola saiu a escanteio. A Seleção Brasileira ficou visivelmente nervosa após o gol sofrido. Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus estavam discretos em campo. Só aos 24 minutos o Brasil chegou com perigo novamente. Neymar deu um bom passe para Coutinho, que driblou o defensor, mas bateu mal para gol.

Aos 28 minutos, Gabriel Jesus recebeu na área, mas não conseguiu finalizar. Ele caiu na área pedindo pênalti, mas o juiz não marcou. Aos 42 minutos, outra chance: Neymar aproveitou cruzamento na área, mas cabeceou no meio do gol, para defesa fácil de Sommer. Aos 44, quase o segundo gol do Brasil. Em bola alçada na área, Firmino quase marcou de cabeça, mas o goleiro defendeu.

No último minuto de jogo, o Brasil tentou pressionar, mas sem organização.

Com o empate, Brasil e Suíça estão em segundo lugar no grupo com um ponto cada. A Sérvia, que venceu a Costa Rica por 1 a 0 no primeiro jogo do dia, é a líder do grupo E, com três pontos. O Brasil enfrenta os costarriquenhos na próxima rodada, na sexta-feira (22), às 9h.

Embaixada recebe suíços em Brasília na primeira disputa da Copa

dom, 17/06/2018 - 16:26

Desde o início da tarde, o clima na embaixada da Suíça, primeiro adversário do Brasil na Copa da Rússia, era de amizade e descontração. Ao oferecer um almoço para os suíços que moram em Brasília, o embaixador Andrea Semadeni arriscou um placar de vitória da Suíça por 2 a 1 ou um empate de 1 a 1. Os bonés vermelhos, painéis solares e a grama verde ajudaram a aplacar o sol entre os torcedores que estavam em frente ao telão montado para a ocasião.

A acolhida de Semadeni à comunidade suíça em Brasília contou com distribuição de brindes para quem acertasse perguntas sobre as seleções brasileira e suíça. Quem fazia as perguntas era o cônsul-geral da Suíça no Brasil, Gabriel Torrent, estimulando os convidados a responderem perguntas sobre as campanhas dos dois times nas Eliminatórias e em Mundiais anteriores.

“A expectativa é que seja um jogo bem jogado, animado e, é claro, que a gente espera que seja um resultado ótimo e positivo para nós, assim como o lado brasileiro para eles”, disse o embaixador, apontando para o bolão em que os visitantes podiam estimar o resultado. As mais de 58 apostas feitas até os primeiros minutos da partida eram diversas, mas a aposta modesta de Semadeni se repetiu entre a torcida presente.

Emmily Flügel Mathias Maia, 52 anos, que nasceu no Brasil mas é filha de suíça, estimou o mesmo resultado que o marido brasileiro, José Carlos Maia, 55. "O coração está dividido. É claro que, como eu nasci aqui, o coração bate um pouco mais forte pelo Brasil. Mas a vontade era que fosse um empate, aí não tem briga", brinca.

Com a mesma opinião do embaixador, ela acredita que as duas seleções vão se classificar para a segunda fase da competição. “Todo mundo está dizendo que é o melhor time que a Suíça já teve. Acho que essa característica da Suíça ser mais defensiva, junto com os jogadores que atacam mais, parece que vai ter uma chance melhor do que em outras Copas”, diz a suíço-brasileira, acrescentando que o Brasil também está melhor.

O empresário Uriel Ceresa, 27, que é brasileiro mas filho de suíço, prefere seguir a tradição paterna.

“Eu torço primeiro para a Suíça, é o primeiro jogo que a gente tem essa rivalidade. O primeiro é sempre a Suíça, mas depois que passar a gente vai para o Brasil. Vim prestigiar o convite da embaixada. Não sou tão fã de Copa nem de futebol, mas quando tem jogo da Suíça dá uma vibração a mais”, anima-se o empresário, vestindo uma camiseta vermelha.

O embaixador ofereceu uma camiseta estampando a bandeira dos dois países aos convidados. “Mais que um jogo, uma grande amizade”, lê-se na parte de trás da vestimenta. O intuito, de acordo com Semadeni, é promover o trabalho de união entre Suíça e Brasil não somente na festa de hoje mas em outras ocasiões também. E promete: “Se a Suíça continuar no torneio, de repente eu faço de novo”.

 

Gol contra a Alemanha causa “terremoto artificial” na Cidade do México

dom, 17/06/2018 - 16:07

O gol do México contra a Alemanha causou um terremoto "artificial" na Cidade do México, segundo informações do Instituto de Investigações Geológicas e Atmosféricas A.C., em seu perfil no Twitter.

O abalo, segundo a rede de monitoramento sísmico do México, foi originado de maneira artificial e foi causado, provavelmente, por “saltos massivos” durante o gol de Hirving Lozano, 22 anos, o mais jovem da atleta da seleção mexicana, ocorrido aos 35 minutos do 1º tempo, na tarde deste domingo (17), durante a Copa da Rússia.

O tremor de terra gerado pela comemoração dos torcedores mexicanos também foi identificado pela Sismologia Chile, instituto que investiga abalos. "Devemos desativar alguns sensores para evitar que isso continue ocorrendo durante o Mundial", informou o instituto chileno.

No Jardim Peri, amigos de Gabriel Jesus acompanham estreia do Brasil

dom, 17/06/2018 - 15:49

Amigos e familiares de Gabriel Jesus estão reunidos na Rua Capitão Ulisses Soares, no Jardim Peri, zona norte da capital paulista, onde o jogador morava, para acompanhar o primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Nascido no bairro, Jesus foi fotografado há quatro anos pintando a rua, na torcida pelo Brasil na Copa de 2014. Desta vez, Gabriel Jesus estreia como atacante da seleção na Rússia e é destaque da equipe brasileira. O Bar da Gisele, que fica no bairro e era frequentado pelo jogador, também reúne a vizinhança para acompanhar a partida.

O jogador, que começou na base do Palmeiras, venceu o campeonato brasileiro pelo clube, no qual foi escolhido o melhor do torneio, e conquistou o ouro olímpico inédito nos Jogos do Rio, ambos em 2016. Atualmente defende o time inglês Manchester City.

O tio de Gabriel, Luiz Antonio Diniz, também morador da mesma rua, lembrou orgulhoso dos tempos em que o jovem jogava futebol na rua: “ele já era bom de bola”. A vizinhança, com quem Gabriel assistiu aos jogos da Copa em 2014, agora veem o rapaz pela televisão. “Estamos reunidos aqui a turma que ajudou a pintar a rua neste ano e há quatro anos atrás. Todo mundo de quatro anos atrás. Esse ano ele mandou a tinta para gente pintar, pintamos essa rua onde ele morava e a rua lá embaixo, do ponto final [do ônibus], onde ele frequentava lá para jogar bola, ficava jogando bola lá de madrugada”, disse o tio.

“É um orgulho [vê-lo na seleção]. Há quatro anos, ele estava na categoria de base do Palmeiras, chegou do treino e ajudou a pintar a rua. E hoje ele está lá no mundial, na Rússia. É um orgulho, principalmente para os amigos dele, para meu filho, que jogavam bola com ele. Era tudo praticamente criança na época. Hoje estão todos contentes, a vizinhança toda gosta dele”, acrescentou.

Diniz, que é irmão da mãe do jogador, lembrou do apoio que Vera Lúcia Diniz de Jesus deu ao filho Gabriel para que pudesse continuar jogando bola. “O que a mãe dele batalhou, trabalhava demais para cuidar dos quatro filhos, hoje, graças a Deus, tem uma vida melhor”, disse Luiz Antonio. “Cuidou dos quatro filhos e de mais dois netos. Ela era doméstica, trabalhava em casa de família. Quando ele assinou o primeiro contrato [2015], ele falou para a mãe dele não trabalhar mais e ela ia trabalhar escondida. Ela falava 'não, eu tenho que trabalhar'”.

Cariocas e turistas lotam Praça Mauá para empurrar Brasil à vitória

dom, 17/06/2018 - 15:14

Milhares de torcedores lotam a Praça Mauá, no centro do Rio, acompanhando a partida do Brasil contra a Suíça. Os primeiros torcedores começaram a chegar antes do meio-dia, para garantir um lugar mais próximo do telão gigante, de 10 metros de largura por 5,5 metros de altura. montado junto ao palco.

A expectativa dos organizadores é a presença de 30 mil pessoas. O otimismo dos torcedores é visível, pois ninguém admite outro resultado que não uma vitória brasileira sobre a Suíça.

Torcedores lotam Praça Mauá, na região central da cidade para ver o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2018 - Tomaz Silva/Agência Brasil

“Esperamos que o Brasil demonstre tudo o que vem mostrando nas eliminatórias e faça um bom jogo. Queremos os três pontos e uma vitória convincente. De um a dez, a chance de termos o Brasil na final é nove”, disse o carioca Itamar Figueira.

As gaúchas Bruna Hansen e Gabriela Zorzi, de Gramado, vieram torcer para o Brasil, mas com as camisas do Grêmio. “O Brasil vai fazer um jogo bom, quero a vitória, para entrarmos confiantes para a copa”, disse Bruna. “Tem grande chance do Brasil ganhar esta copa. Estamos esperando muito este ano. Estamos todos ansiosos pela vitória. Espero que os adversários temam o Brasil”, disse Gabriela.

Depois do jogo, a torcida poderá se divertir ao som dos cantores Buchecha e Iza.

Operação do Bope na Rocinha deixa um morto

dom, 17/06/2018 - 15:00

Um homem ainda não identificado foi morto em troca de tiros entre policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e traficantes da Rocinha, na zona sul da cidade, uma das maiores favelas da América Latina.

Segundo informações da Polícia Militar, as guarnições patrulhavam a comunidade no final da noite de ontem (16), “quando foram recebidas a tiros nas proximidades da Rua do Valão e houve confronto.”

A nota da PM informa que após o tiroteio foi encontrado um “criminoso” gravemente ferido. Levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade hospitalar.

Segundo a PM , foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, duas granadas, carregadores, munições e drogas.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios da Capital (DH).

 

Ao vivo: Brasil estreia na Copa do Mundo contra a Suíça

dom, 17/06/2018 - 14:33

Quatro anos após a derrota nas semifinais na Copa do Mundo de 2014, a seleção brasileira inicia uma nova busca pelo hexacampeonato mundial. O primeiro desafio dos brasileiros na Copa da Rússia é hoje (17), na Arena Rostov, contra a Suíça. A partida começa às 15h (horário de Brasília). A Radio Nacional do Rio de Janeiro já iniciou a trasmissão dos preparativos do jogo. Você pode acompanhar a partida no player abaixo:

A Agência Brasil vai acompanhar todos os lances da partida em tempo real.

Confira:

 

O Brasil chega à Copa do Mundo com uma sequência de bons resultados, além de ter se classificado com antecedência nas eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial. Nas duas últimas partidas, o país conseguiu duas vitórias (2 a 0 contra a Croácia e 3 a 0 contra a Áustria).

Entra em campo a mesma seleção que derrotou a Áustria: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda, Marcelo, Casemiro, Paulinho, Philippe Coutinho, Willian, Neymar e Gabriel Jesus. A formação ofensiva tem como principal objetivo vencer uma possível retranca da seleção da Suíça.

Os suíços chegam ao mundial como a segunda força do Grupo E. Com 90% de aproveitamento nas eliminatórias europeias e em sexto lugar no Ranking da Fifa, a Suíça tentar buscar um bom resultado contra o Brasil para poder se manter na disputa de uma vaga nas oitavas de final contra Sérvia e Costa Rica.

Dentro de campo, a Suíça conta com alguns jogadores que atuam em grandes clubes da Europa como Lichtsteiner (Juventus), Embolo (Schalke 04), Ricardo Rodriguez (Milan), Bürki (Borrussia Dortmund) e Xhaka (Arsenal). O time que entra em campo é formado por Sommer, Lichtsteiner, Akanji, Seferovic, Xhaka, Behrami, Rodriguez, Zuber, Dzemaili, Schär e Shaqiri.

A arbitragem de Brasil e Suíça ficará por conta de um trio mexicano. Cesar Ramos (que apitou a final do Mundial de Clubes do ano passado, entre Real Madrid e Grêmio) será o árbitro. Os auxiliares serão Marvin Torrentera e Miguel Hernandez. O quarto árbitro será John Pitti (Panamá). Será o primeiro jogo da história da seleção brasileira com o uso do VAR.

Em toda história, Brasil e Suíça se enfrentaram em oito oportunidades. O Brasil venceu três vezes, a Suíça venceu em duas oportunidades e as equipes empataram três vezes. Em Copas do Mundo, as equipes se enfrentaram uma vez: em 1950, houve empate por 2 a 2. No último confronto entre as equipes, vitória da Suíça por 1 a 0 em 2013.

Atual campeã mundial, Alemanha perde de 1 a 0 para o México

dom, 17/06/2018 - 14:24

Os atuais campeões do mundo caíram diante do México na estreia da Copa do Mundo. Os mexicanos fizeram 1 a 0, gol de Lozano, no primeiro tempo e se defenderam com eficiência durante o restante do jogo. A Alemanha passou a maior parte do jogo no campo do adversário, mas teve poucas chances reais de gol. Com a vitória, o México lidera o Grupo F com 3 pontos. A Alemanha é a lanterna, com uma derrota e nenhum ponto ganho. O Grupo F cruzará com o Grupo E, o grupo do Brasil, nas oitavas de final.

O jogo

O primeiro tempo foi bastante disputado. O México não se intimidou com o adversário e explorou os contra-ataques. Foram pelo menos três bons avanços em velocidade, contra uma defesa lenta da Alemanha. Até que aos 34 minutos, um contra-ataque rápido pegou a defesa alemã desprevenida. Eram dois mexicanos contra dois alemães. Lozano recebeu na área, tirou Özil da jogada com um corte e bateu firme, no canto direito de Neuer.

Depois do gol, os alemães, que até então atacavam sem muita objetividade, tentaram ser mais agressivos. Aos 37, Kroos cobrou falta na entrada da área. Ochoa se esticou todo e deu um leve tapa na bola, que ainda bateu no travessão. O Camisa 1 mexicano salvou um gol praticamente certo dos atuais campeões do mundo. O primeiro tempo terminou com a torcida mexicana gritando “olé”.

Segundo tempo

A segunda etapa foi um jogo de ataque contra defesa. Aos nove minutos, a Alemanha chegou com perigo. Draxler bateu para o gol, a bola desviou no zagueiro e passou perto da trave, saindo a escanteio. Os alemães continuaram a pressão, enquanto os mexicanos se fechavam na defesa. Aos 19 minutos, a Alemanha assustou novamente. Boateng cruzou pela direita e Kimmich emendou uma meia-bicicleta dentro da área. A bola passou por cima, bem perto do travessão.

Aos 25 minutos, Reus emendou dois chutes. Um bateu no rosto de Gallardo e sobrou novamente para o alemão, que chutou para fora. Aos 36, os mexicanos perderam uma boa chance de definir o jogo. Em contra-ataque rápido, Layún recebeu e chutou de fora da área, longe do gol de Neuer. A partir dos 30 minutos, o técnico alemão encheu o time de atacantes, para tentar o gol, sem sucesso.

No último minuto de jogo, até o goleiro alemão foi para a área mexicana tentar uma cabeçada na cobrança de escanteio, mas não adiantou. Ao final do jogo, a vibração mexicana foi intensa, dentro de campo e nas arquibancadas. A comemoração foi digna de uma final de Copa.

Na próxima rodada, o México enfrenta a Coreia do Sul, e os alemães jogam contra a Suécia.

Brasil e Suíça, rivais só no futebol

dom, 17/06/2018 - 14:24

Ao estrearem daqui a pouco, na Copa do Mundo da Rússia, Brasil e Suíça são rivais apenas no futebol. Os dois países têm fortes laços que os unem há séculos. Uma história de união que começa com a chegada dos primeiros suíços ao Brasil entre 1819 e 1820.

Eles deixaram para trás uma Europa mergulhada em uma grande crise econômica, desemprego e fome em todo o continente. A maioria proveniente do cantão de Friburgo, na Suíça, beneficiados por decreto humanitário de Dom João VI. O decreto previa a vinda ao país de 100 famílias, “mas, na prática, vieram 430 famílias”, disse à Agência Brasil o presidente da Colônia Suíça em Nova Friburgo, Geraldo Thurler.

A viagem não foi fácil. O navio mais rápido chegou nas terras brasileiras depois de 55 dias. Um quarto dos colonos morreu durante a travessia. “De 2.006 pessoas, chegaram 1.600”, conta Thurler. A primeira comitiva chegou à região serrana fluminense, onde se instalaram, no dia 16 de novembro de 1819.

Assim que chegaram, os suíços batizaram a região em que passaram a habitar de Nova Friburgo, hoje uma cidade com 186 mil habitantes, situada a 140 quilômetros do Rio de Janeiro. A cidade foi fundada por suíços de 11 cantões. Existem 26 cantões na Suíça, que são áreas independentes e integrantes do Estado Federal Suíço.

O presidente do Parlamento Suíço, Dominique de Buman, esteve recentemente no Brasil participando das comemorações dos 200 anos da imigração suíçal - Swiss Parliament

Deve-se aos suíços, segundo Thurler, a importação das primeiras matrizes de gado nelore para o país. “Foi a origem de praticamente 80% do gado de corte do país”. A colonização acabou se expandindo para municípios vizinhos, como Cantagalo, Duas Barras e Santa Maria Madalena. Geraldo Thurler destacou que nessa caravana de imigrantes vieram profissionais, como carpinteiros, queijeiros, ferreiros, que contribuíram para o desenvolvimento local. “Trouxeram a 'expertise' da mão de obra suíça para cá. A partir daí, houve uma adaptação deles à realidade local”.

Parceria

O Brasil é o maior parceiro comercial da Suíça na América Latina, com um volume de negócios entre as duas economias equivalente a R$ 12 bilhões. Produtos da indústria farmacêutica e da indústria química estão no topo das exportações suíças para o Brasil, enquanto metais, pedras preciosas e agrícolas são os produtos brasileiros mais importados pela Suíça. Cerca de 370 empresas suíças atuam no Brasil e geram mais de 60 mil empregos diretos.

Até a década de 1920, o Brasil foi o destino preferido de muitos suíços, que se espalharam também por fazendas de café do oeste Paulista, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Hoje, o Brasil abriga a maior comunidade suíça da América Latina, com cerca de 15 mil suíços. A presença de brasileiros na Suíça é maior, com cerca de 20 mil pessoas.

Acordos

Recentemente, importantes acordos têm dado dinamismo às relações bilaterais, como o que põe fim à dupla tributação de empresas suíças que atuam no Brasil e vice-versa. Também estão em andamento negociações para um acordo de livre comércio entre a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e o Mercosul, blocos econômicos dos quais fazem parte os dois países. Nas áreas de pesquisa e inovação, um novo plano de ações foi firmado para garantir intercâmbio de pesquisadores e apoio a instituições e programas de pesquisa.

O presidente do Parlamento Suíço, Dominique de Buman, que esteve recentemente no Brasil participando das comemorações dos 200 anos da imigração suíça no Brasil, em Nova Friburgo, cidade conhecida como "Suíça brasileira", não quis arriscar um placar. Ele  disse à Agência Brasil que, seja quem for o vencedor, o futebol é que vai ganhar.

 “Não haverá nenhum tipo de surpresa, porque é o futebol que vai ganhar. Sabemos que a Suíça é um país muito pequeno. E o Brasil tem história, com seu DNA orientado para o futebol. Mas a Suíça pode provocar um resultado surpreendente porque somos uma nação fundada com base numa imensa força de vontade. Mas é o princípio de cada jogo: cada um sai com chances iguais, cada um pode ganhar e o essencial é que as relações entre as duas equipes se intensifiquem após a partida”.

 

*Colaborou José Romildo

No DF, torcedor divide espaço com quem prefere não acompanhar a Copa

dom, 17/06/2018 - 14:06

Com poucas pessoas nas ruas, a capital do país amanheceu se preparando para o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, que começa logo mais às 15h. Bares e restaurantes começaram a abrir somente no fim da manhã. Em parques e demais espaços de lazer, os fanáticos por futebol dividem espaço com brasilienses que preferem não acompanhar o campeonato.

A reportagem da Agência Brasil percorreu a área central da cidade e encontrou em uma banca de jornais a maior aglomeração de torcedores. Com camisas da seleção brasileira, acompanhados de crianças e com álbuns de figurinhas da Copa em mãos, diferentes grupos se formaram nos arredores da chamada Banca do Brito, que há 20 anos estimula o hábito dos colecionadores.

O procurador federal Igor Guimarães, de 34 anos, levou o filho Fernando, de 3 anos, para participar da troca de figurinhas e elogiou o clima. Debaixo de árvores e em rodinhas formadas mais por adultos do que crianças, ele se diz animado com a conquista do hexacampeonato pelo Brasil, apesar do histórico da Copa passada, quando a seleção perdeu por 7 a 1 da Alemanha dentro de casa.

“Estou muito feliz, muito confiante na seleção, acho que esta é a melhor equipe que temos dos últimos dez anos. Acho que desta vez vai! Esse time é muito melhor do que o de 2014”, avaliou. A proprietária da banca, Aldinha Pereira Brito, explica que a brincadeira começou com o filho quando ainda era criança. Ele e os colegas iam para o local toda vez que saíam da escolinha de futebol que frequentavam. A disputa pelas figurinhas, conhecida como jogo de bafo, acabou atraindo mães e filhos de outras regiões, e a mania se espalhou.

“Já é tradicional, estamos aqui de domingo a domingo e há dias que a gente consegue receber mais de 400 pessoas por dia”, disse Aldinha, que reuniu as figurinhas numeradas em um balcão para facilitar a venda dos adesivos e ajudar os clientes que já estão com muitas repetidas. A pequena Luiza Duarte, de 11 anos, que estava toda enfeitada, gostou da estratégia.

“Acho que fiquei um mês e meio tentando achar as figurinhas. A gente comprava os pacotinhos e quando faltavam as brilhantes, a gente comprava, comprava e não vinha as brilhantes. Aí a gente começou a comprar aqui”, disse, ao lado da irmã mais nova e do pai.

Mas nem todos os brasilienses vão acompanhar o Mundial com a mesma empolgação. Caminhando ao lado do companheiro, a gestora de Áreas Protegidas Suelene Couto, de 46 anos, disse que a Copa do Mundo desta vez será preocupação secundária. Segundo ela, é preciso ter cuidado em períodos de grandes eventos, quando são tomadas “decisões que não necessariamente o povo escolheu”.

“Antes era festa total, mas agora é uma questão de escolha mesmo. Eu acho que a Copa não vai conseguir mascarar a situação por que o país está passando. A gente precisa colocar os pés no chão e ficar mais alerta”, argumentou.

Na avenida conhecida como Eixão, que fica fechada em domingos e feriados, várias pessoas praticavam exercícios. Já nas ruas, era possível notar pessoas com camisetas amarelas e alguns carros com bandeiras do Brasil.

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