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Atualizado: 14 minutos 13 segundos atrás

Carros fabricados a partir de 2020 terão de passar por teste de colisão lateral

seg, 22/01/2018 - 20:58

A partir de 2020, montadoras de carros vão ter que respeitar exigências na fabricação dos automóveis de modo a garantir a segurança dos motoristas no caso de choques laterais em acidentes. As regras foram definidas em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada hoje (22).

As novas normas só terão validade a partir de 2020 para novos projetos de veículos e em 2023 para carros, camionetas e utilitários, nacionais e importados. Os chamados novos projetos são aquelas marcas que não tiverem registro concedido pelo Contran em 2020.

Os testes para aferir a resistência do veículo contra choques laterais devem contemplar uma série de requisitos detalhados na resolução. O documento estabelece limites para o movimento de reação da cabeça, do peito e do estômago no caso de uma uma colisão na lateral do carro.

Durante os testes, as portas não podem abrir. Já após a colisão, estas devem poder ser abertas sem o uso de ferramentas. Nenhum elemento da parte interna pode ficar em posição de modo que perfure ou possa ocasionar uma lesão ao condutor.

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Fitch mantém nota de risco da Petrobras, com perspectiva negativa

seg, 22/01/2018 - 20:52

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou hoje (22) o nível de risco (rating) da dívida corporativa da Petrobras em BB e manteve a perspectiva negativa. A decisão foi divulgada por meio de comunicado ao mercado nesta segunda-feira.

A Fitch considera que o nível de risco da estatal “está fortemente correlacionado com o risco soberano” do Brasil, por causa do controle acionário exercido pela União, segundo informou a Petrobras.

No dia 12, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) também manteve o nível de risco (rating) da dívida corporativa da Petrobras, neste caso em BB-, com perspectiva estável.

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Ibovespa chega a 81.675 pontos e bate novo recorde

seg, 22/01/2018 - 20:46

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, bateu hoje (22) novo recorde. O índice encerrou o dia em 81.675 pontos, uma elevação de 0,56% em relação ao pregão da última sexta-feira (19), quando o Ibovespa atingiu 81.219 pontos. Essa é a décima vez que o recorde é quebrado desde o início do ano.

As ações que mais se valorizaram no pregão de hoje foram as Eletrobras ON (7,23%), Eletrobras PNB (42,5%), e Viavarejo UNT (3,15%). As maiores quedas foram registradas pela Localiza ON (-1,96%), CCR ON (-1,69%) e BRF ON (-1,68%).

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Vazamento de água inunda casas na zona oeste do Rio

seg, 22/01/2018 - 20:31

Os moradores do bairro de Santíssimo, na zona oeste do Rio de Janeiro, foram surpreendidos na noite desta segunda-feira (22) por um grande vazamento de água na Estrada do Lameirão. A força da água formou um chafariz que provocou inundação nas casas vizinhas, na altura do número 488. Em janeiro do ano passado, o estouro de uma adutora havia alagado a mesma estrada, perto do número 800.

Em nota, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) informa que já iniciou manobra para retirar a tubulação de carga, contendo o vazamento, e iniciar o reparo. “Equipe de segurança patrimonial da companhia também irá ao local avaliar eventuais danos”, diz ainda a nota da Cedae.

O Corpo de Bombeiros enviou uma equipe com nove homens ao local do Quartel de Campo Grande, mais próximo da região. A corporação foi comunicada do episódio às 19h05. As equipes permanecem no local.

Até 20h05, não havia relato sobre vítimas.

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Órgão de Proteção Ambiental do Amazonas apreende madeira ilegal na BR-174

seg, 22/01/2018 - 20:03

Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas e policiais do Batalhão Ambiental interceptaram neste fim semana um carregamento de madeira da espécie nobre maçaranduba. Foram apreendidos 22 metros cúbicos (m3) de madeira serrada na barreira da BR-174, rodovia que liga Manaus à capital de Roraima, Boa Vista. Esta foi a primeira apreensão de madeira neste ano.

A carga estava sendo transportada de Roraima para Manaus em um contêiner e tinha como destino final a cidade de Fortaleza.

De acordo com o gerente de Fiscalização Ambiental, Abener Brandão, a empresa contratada para o transporte declarou que levava tábuas, vigas e vigotas. Na conferência do carregamento, as tábuas não foram encontradas. “As pessoas sempre tentar burlar a fiscalização colocando espécies que não tem no saldo, ou colocando espécie a mais, madeira a mais. Sempre há um pouco de fraude nesse procedimento de transporte de madeira.”

O caminhão que transportava a carga ilegal para o Ceará foi apreendido, e a empresa transportadora terá de pagar uma multa de R$ 6 mil por crime ambiental, além de passar por processo judicial. A madeira e o caminhão só serão liberados mediante autorização da Justiça. O nome da transportadora não foi divulgado até o momento.

A fiscalização ambiental no Amazonas será reforçada nos próximos dias.

Denúncias sobre retirada, transporte ou processamento de madeira ilegal podem ser feitas no Instituto de Proteção Ambiental do estado, em Manaus, ou pelo telefone (92) 2123-6715.

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Nível do Rio Madeira sobe, e Porto Velho entra em estado de alerta

seg, 22/01/2018 - 19:47

Em 2014, capital de Rondônia enfrentou maior cheia da série histórica, com a cota do Madeira em 19,74m Medeiros/Divulgação/Prefeitura de Porto Velho

A Defesa Civil de Porto Velho decretou estado de alerta após a elevação da cota do Rio Madeira. Na sexta-feira (19), a cota atingiu 14,55m. Nesta segunda-feira (22), após as chuvas do fim de semana, o nível do rio chegou a 14,78m. Cerca de mil famílias estão em áreas consideradas de risco, localizadas em diferentes bairros da capital de Rondônia.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil de Porto Velho, Marcelo Santos, pede atenção da comunidade, mas afirma que não há motivo para pânico. “Quando o rio ultrapassa 15 metros, já começa a inundar algumas casas. Nós já temos quais são, quem são, quem tem mais objetos em relação a facilitar o trabalho de retirada com caminhões. Isso aí é trabalhar preventivamente”, disse Santos.

O estado de alerta em Porto Velho tem vigência de 90 dias e representa o reconhecimento, pelo Poder Público, de uma situação atípica e tem como objetivo mobilizar todos os órgãos e entidades da administração pública.

Em 2014, a capital rondoniense registrou a maior cheia da série histórica, com a cota do Rio Madeira em 19,74m. A expectativa para este ano é que a cota fique entre 16m e 17m. Em caso de inundação, para solicitar apoio, a população deve ligar para o número 199.

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Uerj retoma aulas do primeiro semestre do ano passado

seg, 22/01/2018 - 19:35

Vestibular deste ano atraiu cerca de 37 mil candidatos. Em 2017, foram 80 milTomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Ueej) retomou hoje (22) as aulas após o fim da greve de três meses dos docentes, técnicos administrativos e parte dos estudantes. O pagamento dos salários atrasados dos funcionários e bolsistas possibilitou o retorno do calendário, que ainda está no primeiro semestre do ano passado.

A retoria da universidade estima que as aulas do semestre terminem em 20 de março, para que, após provas e lançamento de notas, o segundo semestre de 2017 tenha início em 11 de abril. Ainda não há uma previsão oficial de quando o calendário deve ser normalizado, o que ainda está em análise na comunidade acadêmica da Uerj.

Ao longo dos últimos dois anos, a Uerj vinha sofrendo com atraso no pagamento de servidores e, segundo a reitoria, continua com dívidas com empresas prestadoras de serviços como limpeza, segurança e coleta de lixo. O restaurante universitário ficou sem funcionar durante praticamente todo o ano passado, e os repasses ao Hospital Universitário Pedro Ernesto tiveram que ser garantidos por uma decisão judicial obtida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Apesar de os salários terem sido quitados, o diretor da Associação dos Docentes da Uerj, Guilherme Abelha, afirma que o clima é de apreensão quanto à capacidade de o estado manter os pagamentos em dia. De acordo com Abelha, embora apreensiva com as condições do governo de manter os salários em dia no futuro, a categoria decidiu retomar as atividades. "Sabemos que a qualquer momento podemos ser surpreendidos por uma notícia negativa que deixe comprometido o nosso trabalho", diz Abelha, que é professor do curso de ciência da computação.

Ele relata que a reposição de equipamentos e insumos em laboratórios tem sido prejudicada pelo descumprimento de repasses à Uerj e reconhece que o cenário de crise, somado às duas greves do ano passado, gera impacto na vida acadêmica. "Estamos trabalhando para minimizar esse impacto, com aulas de revisão, promovendo atividades extra para tentar de alguma forma ajudar os estudantes, mas essa situação de instabilidade foge ao nosso controle."

Segundo o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, a universidade tem conseguido fazer pagamentos pontuais às empresas contratadas, e, no momento, os serviços essenciais estão em funcionamento. "Isso não foi equacionado. Temos conseguido pagar algumas dessas empresas pontualmente. Foram pagas duas faturas na última sexta [19]  à empresa de limpeza, porque havia várias faturas em atraso e estava ficando difícil para a empresa honrar os salários." O reitor diz que há atraso no pagamento de todas as prestadoras. "Em 2016, dos R$ 7,5 milhões necessários para os pagamentos mensais a essas empresas, recebemos só R$ 15 milhões. Em 2017, nem isso."

Procura cai

Entre os efeitos gerados pela falta de recursos para a Uerj está a queda da procura de candidatos ao vestibular da instituição. Em 2017, o processo seletivo atraiu cerca de 37 mil candidatos, contra 80 mil no ano anterior. Para o reitor, os problemas desgastam a imagem da Uerj.

"A pessoa que passou para o segundo semestre de 2017 ainda não começou o curso, o que deveria ter acontecido em agosto do ano passado; 2018 ainda não tem calendário. Tudo isso desgasta o nome da universidade perante a população e faz com que haja uma procura menor", lamenta Marques. Ele pondera, no entanto, que a posição da Uerj como universidade de excelência ainda não está ameaçada.

"A Uerj continua em todos os rankings nacionais e internacionais sendo apontada como uma das 10 melhores universidades brasileiras e uma das 20 ou 25 da América Latina. Não se perde isso de uma hora para a outra", destaca o reitor.

Para Marques, a situação atual aponta para a volta da normalidade à instituição. "Só vamos conseguir recuperar isso com o nosso trabalho, a partir da volta à normalidade. Se continuarmos em uma crise intensa, isso tende a se agravar, mas eu não acredito que isso vá acontecer. Estamos inaugurando um possível retorno à normalidade institucional. Podemos estar fazendo isso a partir de hoje."

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Capital paulista antecipa vacinação fracionada contra febre amarela para dia 25

seg, 22/01/2018 - 19:33

A prefeitura de São Paulo antecipou a campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela para o dia 25 de janeiro, feriado de aniversário da cidade. A nova data acompanha o calendário estadual de imunização, que incluirá 54 municípios prioritários por integrarem corredores ecológicos. Inicialmente, as aplicações iniciariam na capital paulista no dia 26 por causa do feriado.

A campanha, que se estenderá até o dia 24 de fevereiro, tem como público-alvo moradores de 16 distritos das zonas leste e sul. Eles deverão apresentar nos postos de vacinação a senha distribuída previamente nas residências por agentes de saúde. A vacina será aplicada em todas as unidades básicas de Saúde (UBS) dos distritos que fazem parte desta etapa da campanha. Não haverá entrega de senhas nas unidades de saúde.

Os distritos da zona leste são Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael. Na zona sul, serão vacinados os moradores das seguintes localidades: Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luís, Pedreira, Socorro, Campo Limpo e Vila Andrade.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que o fracionamento da dose segue os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com uma dose integral, poderão ser vacinadas até cinco pessoas. A eficácia tem duração de oito anos.

Viajantes

A partir da segunda-feira (29), as unidades de referência para viajantes em território nacional terão disponíveis apenas a dose fracionada da vacina contra a febre amarela. “A pasta recomenda que, se possível, quem não está imunizado contra a doença, não se desloque para áreas com risco de infecção”, disse a nota.

A secretaria orienta que os moradores que vão se deslocar apenas “em caso de extrema necessidade” para áreas de risco, em qualquer parte do país, devem procurar as seguintes unidades: UBS Boracéa (Santa Cecília), UBS Dr. Carlos O. de Souza L. Muniz (Ponte Rasa), UBS Vila Curuçá e Jardim Campos (Vila Curuçá),UBS Vila Jacuí, AMA/UBS Integrada Vila Palmeiras (Freguesia do Ó), AMB Especialidades Tucuruvi (Santana), AMA/UBS integrada Paulo VI (Raposo Tavares), UBS José Marcílio Malta Cardoso (Rio Pequeno), UBS Parque da Lapa (Vila Leopoldina), UBS Jardim Edite (Itaim Bibi), AMA/UBS Integrada São Vicente de Paula (Ipiranga), Hospital Dia da Rede Hora Certa (Penha), UBS Vila Prudente, UBS Jardim Miriam II (Cidade Ademar), UBS Vila Constância (Cidade Ademar) e UBS Chácara Santo Antônio (Santo Amaro).

Ampliação da campanha

O cronograma de vacinação preventiva na capital paulista deve incluir novos distritos nos próximos meses. Em março, estão previstas doses para os distritos de Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Helena, Lajeado, Ponte Rasa, São Miguel, Vila Curuçá, Vila Jacuí, Arthur Alvim, Cangaíba, Carrão, Penha, Tatuapé e Vila Matilde.

Depois serão atendidos os distritos da Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Santa Cecília, Sé; Oeste (Alto de Pinheiros, Barra Funda, Butantã, Itaim Bibi, Jaguará, Jaguaré, Jardim Paulista, Lapa, Morumbi, Perdizes, Pinheiros, Rio Pequeno, Vila Leopoldina, Vila Sônia); e Sul (Campo Belo, Campo Grande, Cidade Ademar, Santo Amaro)

Por fim, a campanha vai chegar aos distritos de Água Rasa, Aricanduva, Belém, Brás, Cursino, Ipiranga, Jabaquara, Moema, Mooca, Pari, Sacomã, São Lucas, Sapopemba, Saúde, Vila Formosa, Vila Mariana e Vila Prudente.

Dados estaduais

O último balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado na sexta-feira (19), mostra que 81 pessoas foram infectadas pelo vírus desde janeiro de 2017, sendo que 36 morreram em decorrência da doença. No balanço anterior eram 40 casos, com 21 mortes.

Metade dos casos foi contraída na cidade de Mairiporã, 11,1% em Atibaia e 6% em Amparo. As três cidades correspondem a dois terços dos casos de febre amarela silvestre no estado. Segundo o governo estadual, o reforço das ações de vacinação para esses municípios ocorre desde o ano passado.

No total, 20 cidades de São Paulo tiveram registros da doença, o equivalente a 3,1% do total de municípios. Não há caso registrado na capital paulista.

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Número de mortes por febre amarela no estado do Rio sobe para sete

seg, 22/01/2018 - 19:12

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro subiu para sete o número de mortos por febre amarela no estado. Dos 15 casos confirmados da doença em Valença, três pessoas morreram; em Miguel Pereira houve um óbito; em Teresópolis dois mortos; e em Nova Friburgo, uma pessoas morreu.

Em Niterói, na região metropolitana do Rio, foi confirmado um caso de febre amarela em macaco. 

A Secretaria de Saúde lembra que os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela. A doença é transmitida através da picada de mosquitos.

Ao encontrar macacos mortos ou doentes (animal que apresenta comportamento anormal, que está afastado do grupo ou com movimentos lentos), o cidadão deve informar o mais rápido possível às secretarias de Saúde do município ou do estado do Rio de Janeiro.

A secretaria reforça ainda a importância das pessoas que ainda não se vacinaram buscarem um posto de saúde próximo de casa para se imunizarem.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-01/sobe-pra-seis-nume...

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Advogado de Lula entrega resumo da apelação a desembargadores do TRF4

seg, 22/01/2018 - 18:44

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, entregou hoje (22) aos três desembargadores que vão julgar o recurso de Lula os memorais do caso, que são documentos com um resumo da apelação. Zanin explicou que, como o recurso tem cerca de 500 páginas, os memorais destacam os principais aspectos e argumentos dos defensores.

Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mas a defesa recorreu da decisão e a manifestação será julgada nesta quarta-feira (24) pelos desembargadores federais João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus.

De acordo com o advogado, a entrega do material é uma prática comum em julgamentos colegiados, pois auxilia o trabalho dos magistrados. Sobre o julgamento, o advogado se diz confiante.

“Os memorais, assim como o recurso, apontam uma série de ilegalidades cometidas não só na sentença, mas durante todo o processo em primeira instância. Nossa expectativa é de que o recurso seja acolhido. Acreditamos na força jurídica de todos os argumentos e fundamentos que foram apresentados ao tribunal. O caso não é só de ausência de provas ou de culpa. Mas é de que não há nenhum crime. Esperamos que o tribunal possa reconhecer”, disse Zanin.

Ajufe

Também hoje, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Carlos Veloso, visitou o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Thompson Flores, para prestar solidariedade aos magistrados que vão analisar o recurso e para assegurar que os desembargadores possam julgar o caso de acordo com suas consciências.

“É um processo complexo. Envolve muita alegação. Os advogados que militam dentro dos autos são muito preparados. Os procuradores do Ministério Público Federal são cuidadosos. E os juízes têm uma vasta experiência e um histórico de conhecimento acadêmico. Não é julgamento que já está definido. Há uma série de possibilidades que podem sair de lá. Estamos prestando solidariedade do ponto de vista institucional. O tribunal pode julgar da maneira que entender pertinente. Independentemente da decisão, nós vamos dar apoio”, disse Veloso.

Ao deixar o encontro, Veloso disse que manifestações pacíficas são bem-vindas, mas ponderou: “o que não se pode ter é violência e nem depredação de patrimônio público. O presidente do TRF4, desembargador Thompson Flores, detalhou as medidas de segurança e destacou que todas as providências para garantir a integridade física dos julgadores foram tomadas”.

Nesta segunda-feira (22), a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul informou que a Polícia Rodoviária Federal será responsável pelo transporte dos desembargadores até o tribunal. Segundo a PRF, agentes vão assegurar que os julgadores consigam se deslocar em tempo e poderão até utilizar aeronaves para esses deslocamentos.

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Cenipa: mau tempo e desorientação espacial provocaram acidente que matou Teori

seg, 22/01/2018 - 18:29

Brasília - O coronel aviador Marcelo Moreno, do Cenipa, apresenta o relatório do acidente com a aeronave que matou o então miinistro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki(Valter Campanato/Agência Brasil)

Mau tempo, pressão para operar em condições adversas, baixa visibilidade e desorientação espacial do piloto foram os fatores determinantes do acidente que causou a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, em 19 de janeiro do ano passado. As informações constam do resultado das investigações divulgadas hoje (22) pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com as investigações, não foi registrado nenhum tipo de pane ou mau funcionamento do avião. O Cenipa apontou que no momento do acidente, as condições para operações de pouso e decolagem no aeroporto de Paraty estavam abaixo dos mínimos meteorológicos estabelecidos.

Segundo o responsável pela investigação, coronel Marcelo Moreno, apesar de experiente, o piloto do avião, Osmar Rodrigues, "muito provavelmente teve uma desorientação espacial que acarretou a perda de controle da aeronave".

Marcelo Moreno citou o processo decisório do piloto como contribuinte para os eventos que culminaram no acidente. O aeroporto de Paraty não opera por instrumentos. Para as operações de pouso e decolagem é preciso haver visibilidade horizontal de 5 mil metros e de teto de voo de 450 metros.

“Entre as decisões tomadas e que não estão em conformidade com o que determina as regras, estavam a tentativa de pousar. O adequado seria o piloto, ao tomar conhecimento de que os mínimos meteorológicos estarem abaixo dos estabelecidos, ter arremetido e pousado em outro aeroporto em segurança”, disse Moreno.

Rodrigues, que pilotava o avião, era um piloto considerado experiente e respeitado por outros pilotos que operavam no aeroporto de Paraty. Ele era piloto há 30 anos, tinha quase 7,5 mil horas de voo, das quais quase 3 mil no modelo que caiu na Baía de Paraty.

Nos 12 meses anteriores ao acidente, Rodrigues realizou 33 voos para Paraty. De acordo com o Cenipa, todas as habilitações estavam válidas e não se evidenciaram informações do ponto de vista médico que pudessem indicar comprometimento do desempenho do piloto.

No dia do acidente, Rodrigues decolou do Campo de Marte, em São Paulo, as 13h01. “Às 13h36 a aeronave encontrava-se em descida e realizava trajetória condizente com desvios de uma área de chuva localizada na Baía de Paraty”, disse Marcelo Moreno.

No momento do acidente a visibilidade horizontal estava em 1,5 mil metros, bem abaixo do mínimo exigido. “As condições meteorológicas tornavam impraticável o pouso e decolagem no aeroporto de Paraty naquele momento”, disse.

Segundo o Cenipa, "a desorientação é definida como ocorrência em que o piloto entra em processo de confusão na interpretação dos parâmetros de voo, entrando ou não em atitude anormal. A desorientação pode ser causada por fatores como terreno homogêneo, com carência de referências visuais, e excesso de atuação da força gravitacional (força G) sobre o piloto."

“Estas ilusões desorientaram o piloto fazendo com que ele pensasse que estava mais alto do que na verdade estava. Com isso, ao tentar arremeter, houve perda de controle e a aeronave impactou contra a água, com grande ângulo de inclinação das asas”, acrescentou o coronel Marcelo Moreno.

 

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PF diz que uso de algemas em Cabral foi necessário para garantir “segurança”

seg, 22/01/2018 - 18:22

A Policia Federal (PF) informou hoje (22) ao juiz federal Sérgio Moro que o uso de algemas durante a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi necessário para garantir a segurança da operação. Os esclarecimentos da PF foram motivados por um pedido de explicação feito pelo juiz.

Na semana passada, Moro atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e autorizou a transferência de Cabral para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, diante da constatação da existência de regalias ao ex-governador em um presídio no Rio de Janeiro. Após chegar a Curitiba, Cabral foi transportado com algemas nas mãos e nos pés, e na parte traseira da viatura da PF. Além disso, as algemas das mãos estavam presas a um cinto, impedindo a livre movimentação dos braços. O ex-governador é réu em 20 processos e está preso preventivamente por acusações de corrupção. 

Na resposta enviada a Moro, o delegado responsável pelo caso disse que a transferência de Cabral foi realizada desta forma para garantir a segurança da operação. Segundo a PF, o mesmo procedimento foi adotado em situações semelhantes, “não fazendo distinção entre custodiados tendo em vista seu poder econômico ou status social”.

De acordo com os policiais responsáveis pelo caso, o uso de algemas nos pés e nas mãos é justificado diante da situação ocorrida durante a transferência do Rio para Curitiba, com vários repórteres e fotógrafos que estavam na saída do presídio e fizeram “perguntas que poderiam desencadear em agressão”.

“Não é excesso salientar que este núcleo de operações não procura humilhar qualquer preso ou agir de forma abusiva. Pautamos nossa atuação em dados técnicos visando sempre a segurança do preso, da equipe e de terceiros.", disse a PF.

Após a transferência de Cabral para Curitiba, a defesa do ex-governador disse que vai recorrer à segunda instância da Justiça Federal para derrubar a decisão que permitiu a saída dele do sistema prisional do Rio. Os advogados também classificaram o uso de algemas como “espetáculo”.

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Grupo ambiental vai restaurar 210 hectares de Mata Atlântica em parques da Bahia

seg, 22/01/2018 - 17:52

Recursos não reembolsáveis, no valor de R$ 3,66 milhões, serão liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a restauração de 210 hectares de Mata Atlântica no sul da Bahia. O financiamento corresponde a 97,5% do investimento total do projeto Corredor Ecológico Monte Pascoal-Pau Brasil, que está localizado no Mosaico de Unidades de Conservação do Extremo Sul da Bahia (MPES). O anúncio foi feito hoje (22) pelo banco.

O projeto foi apresentado ao BNDES pelo Grupo Ambiental Natureza Bela, fundado em 2001 no município baiano de Itabela como organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). A instituição trabalha pela recuperação de áreas degradadas por meio do plantio de mudas nativas, monitoramento de áreas e formação de corredores ecológicos no extremo sul baiano. Até o momento, já foram restaurados pela Oscip 653 hectares.

A diretora executiva do Grupo Ambiental Natureza Bela, Geysa Bonfim Betti, informou à Agência Brasil que os recursos serão aplicados na região situada dentro do Parque Nacional do Pau Brasil (100 hectares), no Parque Nacional do Monte Pascoal (53 hectares) e na Terra Indígena Barra Velha (57 hectares), localizados no município de Porto Seguro. Segundo o BNDES, o projeto permitirá que o crescimento da floresta reduza a emissão de cerca de 46 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Educação ambiental

O projeto engloba também integração do Grupo Ambiental Natureza Bela com a população das áreas a serem beneficiadas. Geysa Betti disse que “dentro do projeto, há um setor de educação ambiental, que é o que a gente mais trabalha com a comunidade”. De acordo com o BNDES, isso possibilitará capacitar funcionários dos parques, produtores rurais do entorno e indígenas em técnicas de restauração, o que vai gerar oportunidades de trabalho, renda e qualificação para a cadeia de restauração florestal da região.

O contrato deve ser assinado nos próximos dias. Geysa disse que a expectativa é que o projeto comece a ser implantado ainda neste primeiro semestre.

Carteira

A carteira de restauração ambiental do BNDES soma, desde 2010, apoio de R$ 293 milhões para 29 projetos que envolvem a restauração de 29,1 mil hectares, dos quais 7,1 mil hectares com recursos não reembolsáveis e 22 mil hectares com recursos reembolsáveis. O apoio do banco para a recuperação de biomas brasileiros obedece ao Código Florestal de 2012 e à Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg), instituída em 2017.

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Prefeitura do Rio quer estimular contrato com microempreendedores em 2018

seg, 22/01/2018 - 17:16

Entre os projetos que a prefeitura do Rio de Janeiro pretende implementar este ano estão a Zona Franca Social e os parques sobre linha férrea. Os detalhes foram dados na apresentação do balanço de um ano da gestão de Marcelo Crivella, em evento na manhã de hoje (22) na Cidade das Artes, zona oeste do Rio.

Segundo o secretário municipal da Casa Civil, Paulo Messina, o projeto de lei que instituiu o programa Zona Franca Social, aprovado em dezembro na Câmara de Vereadores, deve ser posto em prática ainda no primeiro semestre. O objetivo é descentralizar gastos de até R$ 8 mil feitos pelos gestores de unidades da prefeitura, como escolas e postos de saúde, para incentivar compras e contratação de serviços de microempreendedores e empreendedores individuais que atuam na própria região atendida.

O secretário explica que ainda falta a regulamentação do programa, mas ele se baseia no conceito de zonas sociais, incentivando o comércio e o serviço local nas áreas de menor índice de desenvolvimento social, conforma o mapeamento já feito pelo Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos.

“Qualquer unidade da prefeitura que tenha o SDP [Sistema Descentralizado de Pagamentos, para gastos sem licitação de até R$8 mil] vai poder comprar diretamente de um pequeno produtor local. Está numa comunidade, alguém que está fazendo um reparo, um bombeiro hidráulico, alguém que esteja produzindo uniforme. Você incentiva a economia local, principalmente nessas áreas de baixo desenvolvimento social”.

Novos parques

Já os parques sobre a linha férrea ocuparão áreas em uma total de 850 mil metros quadrados em sete bairros, em um processo de operação urbana consorciada com a revitalização dos locais atualmente divididos por muros que cercam a linha do trem. Segundo a prefeitura, o modelo já foi adotado em cidades como Paris e Nova York e o investimento será privado, baseado na venda dos certificados do Potencial Adicional de Construção (Cepacs), o mesmo utilizado no Porto Maravilha.

Segundo o prefeito, o investimento será estrangeiro e já foram empregados de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões para a elaboração do projeto, com a contratação de empresas brasileiras, a ser apresentado em quatro meses. “Fui à Rússia e conversei com o prefeito de Moscou para pegar informações sobre uma empresa que nós gostaríamos que fizesse o projeto. Será um marco na linha do tempo no progresso da nossa cidade, econômico, social, cultural, porque leva investimentos extraordinário para a zona norte e para a zona oeste da nossa cidade. Essa empresa russa estudou durante todo o ano de 2017, no final do ano vieram aqui, assinaram um acordo conosco e investiram milhões de reais para contratar empresas de engenharia, de arquitetura, urbanismo, advogados, consulta imobiliária”.

Balanço

No balanço de um ano de gestão, a prefeitura informou que havia uma estimativa de déficit de R$ 4 bilhões para este ano, devido a compromissos assumidos pela gestão anterior e aumento de salários do funcionalismo. Mas que, com medidas como ajuste fiscal, diminuição de 35 para 11 secretarias, corte de 2 mil cargos comissionados, diminuição em 50% no custo dos conselhos administrativos e devolução de imóveis alugados, foi possível terminar o ano com todas as contas e salários pagos em dia.

A prefeitura destacou também que, das 50 promessas de governo feitas no início de 2017, 26 eram para o próprio ano de 2017 e 46% foram cumpridas na integralidade. Entre elas, a de melhorar as clínicas da família e não construir nenhuma nova enquanto as existentes não estiverem funcionando bem; dar mais autonomia pedagógica para a gestão escolar; reduzir o número de radares de trânsito na cidade; e redirecionar a Guarda Municipal para a segurança pública.

Entre os 31% cumpridos parcialmente estão os compromissos de contratar todos os agentes de educação especial; concluir as obras do BRT TransBrasil; e interromper a implantação da racionalização das linhas de ônibus. Nos 23% de promessas a cumprir, estão planos como concluir a construção da estação de metrô na Gávea; alocar mais recursos para a saúde e implantar um novo plano de cargos e salários para os servidores da saúde.

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No Rio, bairros da zona norte terão mosquitos com bactéria que combate a dengue

seg, 22/01/2018 - 16:39

Mosquitos com Wolbachia no insetário da FiocruzFoto: Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz

Mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia serão liberados em fevereiro em mais 14 bairros da zona norte do Rio de Janeiro, em nova etapa de experimento coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo é o cruzamento com insetos infectados com os que estão na natureza, substituindo a população original.

A bactéria não faz mal ao organismo humano e tem a capacidade de bloquear o ciclo da zika, da dengue e da chikungunya no mosquito Aedes, responsável pela transmissão para o ser humano. Com a substituição, a tendência é a queda na incidência das doenças. Ainda não é possível afirmar que a bactéria pode impedir também o ciclo do vírus da febre amarela que circula no Brasil.

O projeto da Fiocruz Eliminar a Dengue: Desafio Brasil está de olho no possível aumento de casos das doenças nos meses mais quentes e chuvosos do verão, conforme alertou a Secretaria Estadual de Saúde. Recentemente, o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe disse que é chegado o período de maior risco de transmissão.

Na primeira etapa, em agosto de 2015, foram soltos mais de 3 milhões de mosquitos com Wolbachia em Tubiacanga, na Ilha do Governador, na zona norte, e em Jurujuba, em Niterói, na região metropolitana. As áreas foram escolhidas por fatores científicos e, não endêmicos. Ambas são pequenas vilas de pescadores próximas ao mar.

O coordenador da pesquisa, o infectologista Luciano Moreira, informou que os mosquitos com a bactéria já procriaram nas regiões, dando origem a uma nova população de insetos com a Wolbachia. Segundo ele, sso foi possível porque, no cruzamento, a fêmea transmite a bactéria às larvas. Não há mutação genética. “Visitamos as mesmas áreas e percebemos que, passados 18 meses, 100% dos mosquitos têm a bactéria.” O monitoramento ocorre por meio de visitas regulares a 900 casas cadastradas.

Os mosquitos com a bactéria Wolbachia são criados no insetário da Fiocruz, na zona norte, e a liberação deles ocorre semanal ou quinzenalmente, dez vezes, em pontos pré-estabelecidos. A técnica é uma das principais apostas para diminuir as infecções e foi descoberta na Austrália.

O médico Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, especialista em arboviroses, destacou que, no momento, é o método mais moderno e inovador para combater as doenças mencionadas. “Estávamos combatendo a dengue, em 2017, com fumacê, larvicida, como na época de Oswaldo Cruz. Mas o país mudou”, disse.

O médico, que também é professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, afirmou que ainda é cedo para descartar nova onda de casos das doenças, principalmente de zika e de chikungunya, uma vez que os vírus encontraram a população sem imunidade, por nunca ter circulado em todo o país.

Os próximos bairros a receberem mosquitos com Wolbachia, no Rio, são Bonsucesso, Brás de Pina, Complexo do Alemão, Manguinhos, Olaria, Penha, Penha Circular, Ramos, Colégio, além de Irajá, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos e Vista Alegre. As localidades foram escolhidas de acordo com as características socioambientais e populacionais.

No fim do ano passado, os especialistas soltaram Aedes infectados com a bactéria na Ilha do Governador, na Cidade Universitária e nas regiões do Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara e Portuguesa e 13 bairros de Niterói, cobrindo toda a Região Oceânica e Charitas. Em 2018, há previsão de liberar os mosquitos com Wolbachia no centro do Rio, nos bairros da zona sul e na favela da Rocinha.

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Sobe pra seis número de mortes por febre amarela no estado do Rio

seg, 22/01/2018 - 16:27

Sobe para seis número de mortes por febre amarela no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Rio tinha registrado cinco mortes pela doença: três em Valença, uma em Miguel Pereira e outra em Teresópolis.

O caso mais recente também ocorreu em Teresópolis. Trata-se de um morador do bairro Água Quente, de 64 anos, que morreu neste domingo (21) no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, onde estava internado. O outro caso em Teresópolis foi de um morador do bairro Prata do Aredes, de 48 anos, que morreu na semana passada.

Outros dois moradores do município continuam internados no Centro de Infectologia da Fiocruz em decorrência de febre amarela. Um deles é um jovem de 18 anos, do bairro Fonte Santa; o outro tem 54 anos e mora na Fazenda Ermitage. A Fiocruz investiga ainda o caso de uma moradora do bairro Tijuca, de 63 anos, com sintomas da febre amarela, mas que ainda não teve o diagnóstico confirmado. Uma moradora do bairro Frades, de 45 anos, teve a suspeita da doença descartada por especialistas.

A Secretaria de Saúde de Teresópolis informa que durante esta semana vai mobilizar os profissionais da área e também da Defesa Civil e do 16º Grupamento de Bombeiro Militar para atuação conjunta neste sábado, 27 de janeiro, instituído como Dia D de combate à Febre Amarela, pelo governo do estado.

Além do atendimento à população em 16 postos da Estratégia de Saúde da Família e em cinco unidades Básicas de Saúde, na cidade e no interior, também será intensificada a circulação de unidades volantes para atender aos moradores de áreas mais distantes.

De acordo com balanço da secretaria, de abril de 2017 até 18 de janeiro de 2018, o município de Teresópolis imunizou 160,1 mil pessoas, sendo 144.090 na área urbana e 16.010 na zona rural. Este número corresponde a 91% do público-alvo, entre moradores da cidade e turistas. A meta é imunizar 100% de toda a população que não possua contraindicação para a vacina.

No final da tarde, a Secretaria de Estado de Saúde divulgará mais um boletim sobre os casos da febre amarela no estado do Rio.

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Vidas Secas no país das águas: veja a série de reportagens especiais

seg, 22/01/2018 - 16:22

No fundo do balde, a gota de água estala. No fundo do poço, ecoa. Na plantação, colore. No copo, ilumina e rebrilha. O Brasil, que se ergueu à beira do mar e em volta dos rios, também escreveu histórias de sede, de muita sede. Graciliano Ramos, em 1938, chamou atenção com Vidas Secas e tudo o que simbolicamente a água, ou a falta dela, pode significar.

Apesar de um país rico em água, milhares de brasileiros ainda sofrem com a falta dela e com a seca severaArquivo/Agência Brasil

Na literatura ou na vida real, eis um dos maiores contrastes: um país de muita sede e de muita água. Oito décadas depois, as linhas escritas por Graciliano Ramos são o fio condutor para a série de reportagens especiais que a EBC publica no ano em que o Brasil recebe o Fórum Mundial da Água.

Nas reportagens, são contadas as histórias de quem sofre com a falta de água e as avaliações de gestores e pesquisadores do tema.

Confira as duas primeiras reportagens especiais:

>> Acesse aqui a reportagem completa -  Vidas Secas: catástrofes atravessaram os séculos

Os infelizes estão nas primeiras palavras de Vidas Secas e não são apenas personagens do olhar de Graciliano Ramos, em meio ao sertão, no ano de 1938. Oito décadas depois da descrição dura de um dos gênios da literatura brasileira, o caminho tem outras curvas de dor e de luta em busca de um mesmo bem: a água.

Se o espaçar do tempo é remontado para presente e futuro, as páginas podem ser reconstruídas para muito antes da obra clássica do século 20, com narrativas de pestes, de doença, de sede e de fome. Fato é que não há novidade nesse percurso. Nada acontece pela primeira vez na imensa planície avermelhada brasileira, principalmente a nordestina. Registros de secas brasileiras refazem uma viagem no mínimo ao século 16. 

>> Acesse aqui a reposrtagem completa - Seca Excepcional: o retrato do sofrimento pela falta de água

Em um município no qual até órgãos públicos sofrem com a escassez de água, a população de Boa Viagem (CE) é a principal atingida pela seca. Moradora de uma comunidade rural chamada Riacho dos Porcos, a produtora Francisca Rodrigues Amorim, 39 anos, teve que mudar a previsão de plantação por causa da falta de chuvas. “Quando chove a gente planta milho e feijão. Mas como está na seca, a gente acaba plantando coisas menores como acerola”, diz.

A produtora é uma das brasileiras que vivem em um cenário de “seca excepcional” ou S4, como define a Agência Nacional de Águas (ANA), por intermédio de um sistema chamado Monitor das Secas. A excepcionalidade é caracterizada pela situação de emergência na cidade, falta de água sistemática em reservatórios, córregos e poços, perdas de plantações e seca generalizadas nas pastagens. Palavras e siglas não conseguem dar a real dimensão do sofrimento causado pela seca, mas são importantes no alerta para políticas públicas e providências.

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MPRJ denuncia empresa por fraude tributária no valor de R$ 3,315 milhões

seg, 22/01/2018 - 16:05

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos Contra a Ordem Tributária (GAESF/MPRJ) denunciou à Justiça, na última quinta-feira (18), os administradores da empresa Intercade Alimentos por crimes contra a ordem tributária que somam cerca de R$ 3,315 milhões.

De acordo com a denúncia, Kleiton Venisio de Sousa Fagundes, Jailson Pereira dos Santos, Antonio Julio Meireles e Rui Jorge Meireles Cardoso reduziram o valor do ICMS devido e incidente sobre as operações comerciais realizadas pela empresa. A fraude à fiscalização tributária ocorreu no período entre dezembro de 2008 e maio de 2010, com a inserção de elementos inexatos em livro exigido pela lei fiscal, informou o GAESF. Foram identificadas por auditores da Receita Estadual “inconsistências na escrita fiscal da empresa”, em especial nos lançamentos que “supostamente” conferiam direito à obtenção de créditos do ICMS em operações de entrada de mercadorias tributadas. Em decorrência das ilegalidades, a Receita Estadual lavrou autos de infração que totalizam R$ 3.315.065,87.

Os promotores do GAESF/MPRJ informaram hoje (22) que não há informação nos autos se a partir de maio de 2010 foram praticadas novas irregularidades pela empresa. “O período especificado foi objeto da denúncia porque foi identificado por meio de fiscalização da Receita Estadual, que formalizou a representação fiscal para fins penais a partir da lavratura dos autos de infração”. Segundo o GAESF, a denúncia somente foi oferecida no dia 18 deste mês porque era necessário o esgotamento das vias administrativas para a implementação da condição objetiva de punibilidade e o exercício da pretensão punitiva estatal.

Na denúncia, o MPRJ ressalta que a fraude causou “grave dano à coletividade” e provocou significativa redução das receitas destinadas à implementação de políticas públicas e investimento estatal. Para a reparação do prejuízo causado à Fazenda Pública, o MPRJ requer a condenação dos denunciados ao pagamento de quantia mínima não inferior ao valor do imposto sonegado.

O GAESF/MPRJ esclareceu que os denunciados serão citados para responder à acusação formalizada. Em seguida, é designada uma audiência de instrução e julgamento, onde serão ouvidas as testemunhas e os acusados. Os promotores não têm como precisar quando sairá uma decisão judicial, porque depende da tramitação do processo perante o Poder Judiciário. “Não é uma pauta ou agenda estabelecida pelo Ministério Público”. Informou, ainda, que o Código de Processo Penal dispõe que a audiência de instrução e julgamento deve ser realizada no prazo máximo de 60 dias. Deixou claro que esse prazo somente é observado com rigidez em hipóteses de acusados presos.

A empresa pode recorrer da denúncia, tão logo ela seja recebida pelo Judiciário. Havendo o recebimento, os acusados serão citados para responder à acusação, por escrito, no prazo de dez dias. “O juízo de admissibilidade da acusação não possui previsão recursal. Todavia, pode ser impetrado um habeas corpus buscando o trancamento da ação penal.”

À época em que os fatos aconteceram, a Intercade Alimentos atuava na exploração do ramo de industrialização, entreposto de carnes e derivados, desossa de carnes em geral e seus subprodutos, bem como a comercialização destes produtos no atacado e no varejo, informou o GAESF/MPRJ.

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Mercosul e Reino Unido negociam acordo de livre comércio, diz Meirelles

seg, 22/01/2018 - 15:56

Acordo pode ser concluído após saída do Reino Unido da União Europeia, diz o ministro Henrique Meirelles Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Mercosul e o Reino Unido negociam um acordo de livre comércio que pode ser implementado após a saída do país da União Europeia, disse hoje (22) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O ministro deu as declarações na residência do embaixador brasileiro em Londres após reunião com o ministro de Finanças do Reino Unido, Philip Hammond.

“[O acordo] poderá ser efetivado depois do Brexit [processo de saída do Reino Unido da União Europeia], mas as negociações estão andamento. A negociação formalmente será Mercosul com Reino Unido. É o interesse maior ainda”, afirmou Meirelles, em entrevista coletiva cujo áudio foi divulgado pelo Ministério da Fazenda.

As negociações de um tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) se arrastam há vários anos. No fim do ano passado, as duas partes avançaram nas discussões, mas a assinatura do acordo foi adiada para este ano.

Por causa do Brexit, o Mercosul terá de negociar um acordo comercial separado com o Reino Unido. Caso o tratado de livre comércio com a UE saia do papel neste ano, o Reino Unido deixará de se beneficiar com o acordo assim que sair do bloco econômico.

Meirelles fez uma escala em Londres para participar de reuniões de negócios com investidores e o ministro das Finanças britânico antes de seguir para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Neste ano, o presidente Michel Temer também estará no fórum, que reúne políticos, empresários, investidores e banqueiros todos os anos em janeiro.

Rebaixamento

Sobre o rebaixamento da nota brasileira pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), o ministro da Fazenda reafirmou que o governo continuará trabalhando para que a economia cresça 3% e crie 2,5 milhões de empregos formais este ano. Ele, no entanto, disse que a aprovação da reforma da Previdência, cuja votação está prevista para 19 de fevereiro, é essencial para que as estimativas sejam alcançadas.

“Acreditamos que será aprovada [a reforma da Previdência]. É uma necessidade. O que se discute não é se haverá uma reforma da Previdência, mas quando haverá. Idealmente, agora em fevereiro. Se não for agora, depois. Que será feita, não tem dúvida, porque a situação atual de evolução das despesas e do déficit da Previdência não é sustentável no médio e no longo prazos”, disse Meirelles. Segundo o ministro, as chances de aprovação da reforma em fevereiro são superiores a 50%.

Caixa

O ministro da Fazenda considerou um avanço muito grande a aprovação do novo estatuto da Caixa Econômica Federal, na última sexta-feira (19). O estatuto restringe as indicações políticas de vice-presidentes e de diretores da instituição financeira, cujos nomes passarão a ser avaliados pelo Conselho de Administração do banco. Quanto à necessidade de injetar R$ 15 bilhões para capitalizar a Caixa, Meirelles disse que o governo está procurando alternativas para evitar usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como a possibilidade de que o banco não distribua dividendos ao Tesouro Nacional este ano para ampliar o capital.

“O que eu tenho dito é que existe a possibilidade de que a capitalização não demande o uso dos fundos do FGTS. Porque a Caixa tem fontes outras de capitalização, seja na área de retenção de dividendos, ou cessão de carteiras [venda de operações de crédito para outros bancos], tem uma série de coisas em andamento”, concluiu o ministro.

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Moro pede que PF justifique uso de algemas durante transferência de Cabral

seg, 22/01/2018 - 15:26

O juiz federal Sérgio Moro pediu hoje (22) esclarecimentos à Polícia Federal (PF) sobre os motivos da utilização de algemas nas mãos e nos pés do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, durante a transferência de um presídio no Rio de Janeiro para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Na semana passada, Moro atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) que, após constatar a existência de regalias ao ex-governador no cárcere, decorrentes da ação de uma organização criminosa comandada por ele dentro da administração penitenciária, solicitou a transferência.

Ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio CabralAntônio Cruz/Arquivo Agência Brasil

Após chegar a Curitiba, Cabral foi transportado com algemas nas mãos e nos pés, na parte traseira da viatura da PF.  Ao tomar conhecimento do caso pela imprensa, Moro pediu que os policiais responsáveis pela transferência justifiquem o uso das algemas. Segundo o juiz, uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) impede o uso das algemas em casos em que o preso não ofereça risco de fuga.

“De todo modo, em conduções anteriores de presos no âmbito da Operação Lava Jato, inclusive de Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho, vinha a Polícia Federal evitando o uso de algemas em pés e mãos. Não raramente presos foram conduzidos até mesmo sem algemas”, argumentou o juiz.

Após a transferência de Cabral para Curitiba, a defesa do ex-governador disse que vai recorrer à segunda instância da Justiça Federal para derrubar a decisão que permitiu a saída dele do sistema prisional do Rio.

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