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Atualizado: 4 minutos 5 segundos atrás

MPE vai apurar suspeita de doações ilegais à campanha de Bolsonaro

qui, 18/10/2018 - 18:54

O Ministério Público Eleitoral (MPE) vai apurar a suspeita de que empresas privadas estejam fazendo doações ilegais para a campanha do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Pelo menos dois pedidos de investigação já foram protocolados hoje (18) na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). A expectativa é que outras representações sejam apresentadas diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com reportagem publicada hoje (18) pelo jornal Folha de S.Paulo, empresas que apoiam Jair Bolsonaro estariam pagando pelo serviço de disparo de mensagens pelo WhataApp a fim de favorecer o candidato Jair Bolsonaro. Procurado para comentar a denúncia publicada pelo jornal, o vice-procurador eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros informou, por meio da assessoria do MPE, que não concederá entrevistas pois o órgão não pode antecipar qualquer posicionamento sobre casos em análise. A atuação dos pedidos de investigação apresentados ao órgão será feita no âmbito das demais representações que forem encaminhadas ao TSE.

A reportagem diz ter apurado que alguns contratos podem chegar a R$ 12 milhões. A prática, conforme lembra o jornal, é ilegal, pois, se confirmada, trata-se de doação de campanha vedada por lei e, evidentemente, não declarada à Justiça Eleitoral.

Ainda segundo o jornal, as empresas de marketing digital se valem da utilização de números no exterior para enviar centenas de milhões de mensagens, burlando as restrições que o WhatsApp impõe a usuários brasileiros. As atividades envolvem o uso de cadastros vendidos de forma irregular. A legislação eleitoral só permite o uso de listas elaboradas voluntariamente pelas próprias campanhas. O financiamento empresarial de campanha também é proibido.

Bolsonaro defendeu-se da acusação por meio de sua conta no Twitter. “O PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela verdade. Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”, escreveu o candidato, alegando que o PT “desconhece e não aceita apoio voluntário”.

Representações

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), em representação na Procuradoria-Geral Eleitoral, classifica o resultado da apuração do jornal como uma “grave denúncia” envolvendo a “ocorrência de ao menos três atos ilícitos de gravidade avassaladora, uma vez que podem viciar a vontade do eleitor e, assim, fraudar o resultado da eleição”.

O PDT também anunciou que ingressará ainda esta semana com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra a candidatura de Bolsonaro. A decisão foi tomada no início da tarde de hoje, durante reunião do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, com a assessoria jurídica e outros integrantes da sigla. Lupi, que declarou "apoio crítico" a Haddad no segundo turno, definiu a suspeita de que um dos candidatos esteja sendo favorecido pela suposta compra de pacotes de divulgação em massa de notícias falsas como crime de abuso do poder econômico. 

Mais cedo, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, defendeu que, diante da gravidade das suspeitas, o correto seria que a candidatura de Bolsonaro fosse impugnada e que o candidato Ciro Gomes (PDT), que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, disputasse com ele o cargo. Ciro obteve 12,47% dos votos válidos, terminando atrás de Haddad.

*Colaboraram André Richter e Paulo Victor Chagas

Governo decide manter data do leilão da Amazonas Energia

qui, 18/10/2018 - 18:25

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse hoje (18) que o governo vai manter o leilão de privatização da Amazonas Energia, agendado para o dia 25 de outubro, mesmo depois de o Senado ter rejeitado o projeto que melhorava a segurança jurídica para a venda de distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras.

Na avaliação do ministro e da Eletrobras, o projeto não era autorizativo para a venda das empresas, mas, sim, criava “mais atrativos” para os possíveis interessados. O anúncio da manutenção do certame foi feito durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), primeira das seis distribuidoras da Eletrobras a ser vendida, ainda no mês de julho.

“O leilão da Amazonas está marcado, a decisão de manutenção da data permanece. Nós vamos agir da mesma maneira que agimos com relação às outras todas distribuidoras que estão em processo de preparação para a assinatura de contrato”, disse o ministro.

De acordo com Moreira Franco, a rejeição do projeto no Senado causou uma certa inquietação, porque o governo confiava na aprovação da proposta. Para o ministro a decisão de manter o leilão busca demonstrar “segurança jurídica”.

“A decisão de manter o leilão mostra a importância da segurança jurídica para dar tranquilidade às pessoas e às instituições”, disse. “O projeto procurava criar condições para que as empresas se tornassem mais atraentes, para que o ágio melhorasse, para que a competição se desse mais entusiasmo”, acrescentou.

Na noite de terça-feira (16), o Senado rejeitou por 34 votos a 18, o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. No dia seguinte, o assunto causou impactos, inclusive no Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que abriu o dia em baixa, teve oscilação e fechou em leve alta.

Durante a manhã desta quinta-feira, o governo realizou diversas reuniões para discutir uma solução para o impasse. O presidente Michel Temer se reuniu com Moreira Franco e os ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Valter Casimiro (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo da Presidência da República), além do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior.

Em conversa com jornalistas, antes da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Cepisa, vendida para o grupo Equatorial, Moreira Franco disse ainda que o governo acompanhou a decisão da Eletrobras de manter o leilão.

“Fizemos uma avaliação muito cuidadosa e pesamos uma decisão que a Eletrobras coloca: seus conselhos, tanto de acionistas quanto de administração, entendem que não devem ficar com essa empresa, pois ela representa um prejuízo muito grande para a Eletrobras”, disse.

A Eletrobras vai administrar os contratos das distribuidoras que não forem vendidas até o dia 31 de dezembro de 2018. Ao final desse prazo, a assembleia de acionistas deve decidir se aceita uma nova prorrogação do prazo de administração provisória das empresas ou liquidar as que não tiverem sido privatizadas, o que levaria a União a assumir o serviço de distribuição de energia.

“Temos até o dia 31 de dezembro e para isso estamos procurando tomar todas as medidas. Primeiro, para preservar a manutenção do serviço. Ao governo cabe essa responsabilidade da preservação dos serviços”, disse o ministro. “Queremos manter esse mesmo compromisso com a população do Amazonas, mas temos a convicção de que o ambiente para a realização do leilão permanece o mesmo”, acrescentou.

Além da Cepisa, em agosto foram vendidas as Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, em Roraima. A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) está com a venda suspensa por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). No caso da Amazonas Energia, os interessados pela compra da distribuidora têm até o dia 22 de outubro para apresentar propostas.

 

MTE encontra 1,2 mil em situação semelhante à escravidão este ano

qui, 18/10/2018 - 18:17

Até outubro deste ano, foram encontrados 1.246 trabalhadores em situação semelhante à escravidão. O balanço foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), responsável por coordenar a fiscalização deste tipo de prática e as operações de libertação. Destes, 620 foram resgatados pelas equipes de auditores fiscais.

A três meses do fim do ano, o número de encontrados já é quase o dobro do registrado em todo o ano passado, quando foram descobertas 645 pessoas em condições insalubres, sendo 639 resgatadas. Em 2016 foram 917 encontrados e 777 resgatados. Do total encontrado neste ano, 651 trabalhadores foram formalizados e foram pagos R$ 1,7 milhão em verbas rescisórias. As ações chegaram a 159 estabelecimentos usando este tipo de trabalho.

Das fiscalizações, 869 encontraram situações análogas à escravidão em estabelecimentos no meio urbano e 377, no campo. Os três ramos econômicos onde essa condição foi mais encontrada foram a pecuária, a produção de café e o plantio de florestas. No recorte geográfico, Minas Gerais foi o estado com maior incidência do problema, com 754 casos. Em seguida vieram Pará, com 129, e Mato Grosso, com 128.

Seita evangélica

Dos 1.246 trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão, quase metade (565) foi descoberta em uma ação denominada Operação Canaã. Os fiscais do trabalho identificaram essas pessoas aliciadas pela seita evangélica Traduzindo o Verbo, com atuação em Minas Gerais e em mais dois estados. A operação também explica a discrepância do número registrado no estado em relação aos demais, com média de 10 a 20 pessoas.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Maurício Krepsky, os trabalhadores foram atraídos com a promessa de construir um “reino divino na terra” e depois passaram a ser colocados para trabalhar em estabelecimentos comerciais (como postos, restaurantes e lojas) e em fazendas.

Esses trabalhadores não foram resgatados por não terem aceitado deixar a seita e abandonar os trabalhos. “Eles continuaram nas fazendas que estavam submetidos a esta condição. Em alguns estabelecimentos houve orientação para interdição. Eles diziam que era para consumo próprio, mas a gente teve indícios de que o lucro ia para os coordenadores da seita”. A Polícia Federal prendeu 13 pessoas ligadas à seita.

Temer vai a São Paulo se encontrar com advogados

qui, 18/10/2018 - 18:15

O presidente Michel Temer viajou para São Paulo na tarde de hoje (18) para discutir com advogados o seu indiciamento no inquérito que apura o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos.

Temer deixou o Palácio do Planalto pouco antes das 17h. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse ontem (17) que o presidente está “abalado” com o seu indiciamento e de sua filha Maristela. O presidente nega as acusações de favorecimento da Rodrimar S/A na edição do decreto.

O decreto foi assinado em maio do ano passado com a justificativa de desburocratizar e flexibilizar operações, concessões e arrendamento de portos brasileiros. Atuante na área portuária, a Rodrimar tem diversos negócios no Porto de Santos, como agência marítima, armazéns alfandegados, terminal de granéis e terminal de contêineres.

Segundo a investigação da Polícia Federal, o pagamento de propina seria a contrapartida da Rodrimar para a edição do Decreto 9.048/2017. O caso veio à tona após o presidente ter sido gravado pela Polícia Federal (PF) em uma conversa telefônica na qual o ex-deputado e ex-assessor de Temer Rocha Loures questiona o andamento do decreto.

O Palácio do Planalto sempre defendeu o decreto e argumenta que foi resultado de “amplo debate” do setor. “Todos os dados são públicos. O assunto não comportava nenhum sigilo ou informação privilegiada, apenas a publicação do decreto que finaliza o longo processo de negociação entre o governo e o setor empresarial, como é comum e legítimo em uma democracia”, argumentou o Palácio do Planalto em outubro do ano passado.

Após três quedas seguidas, dólar sobe e fecha o dia em R$ 3,72

qui, 18/10/2018 - 18:15

A cotação da moeda norte-americana terminou o dia hoje (18) em alta, encerrando três pregões consecutivos de queda. O dólar subiu 1,11%, cotado a R$ 3,7222, invertendo o cenário de ontem, quando fechou em queda de 1,04%, cotado a R$ 3,68. O Banco Central manteve os leilões tradicionais de swaps cambiais, sem efetuar vendas extraordinárias futuras da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), terminou a sessão em queda de 2,24%, com 83.847 pontos. Os papéis das principais empresas, chamadas de blue chip, seguiram a mesma tendência, com Petrobras fechando em baixa de 2,84%, Vale com menos 3,91%, Itau desvalorizada em 2,97% e Bradesco com menos 2,76%.

Abertas inscrições para evento de economia criativa em SP

qui, 18/10/2018 - 17:52

Começaram a partir de hoje (18) as inscrições para a primeira edição do Mercado de Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), megasevento de economia criativa que será aberto ao público de 5 e 11 de novembro, em São Paulo. Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o encontro projeta um impacto de R$ 39,7 milhões na economia.

O encontro de negócios vai reunir milhares de empreendedores dos setores cultural e criativo do Brasil e de outros países. Segundo o ministério, o objetivo é impulsionar a internacionalização da produção cultural brasileira e o intercâmbio entre  países, em especial da América do Sul, como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Serão apresentadas produções nas áreas de artes cênicas (circo, dança e teatro), audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, música, museus e patrimônio, artes visuais, moda, editorial e gastronomia.

As atividades para o público vão ocorrer em diferentes locais da capital paulista e haverá palestras, oficinas, mesas-redondas, clínicas de mentoria, atividades culinárias e de networking, e atrações artísticas.

Destaques

Um dos destaques é a palestra Pensamento Criativo, ministrada por John Newbigin, CEO da Creative England e embaixador das indústrias criativas da Prefeitura de Londres. A palestra Raízes Culturais da Transformação Econômica e Política e Desafios, com a professora Vishakha Desai, da Universidade de Columbia, também é destaque.

Nas atividades de networking, o MicBR oferecerá sessões promovidas pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a fim de fomentar os diferenciais competitivos e a divulgação do trabalho entre os participantes. O evento terá quatro dias de rodadas de negócios com empreendedores experientes e iniciantes, além de um seminário de capacitação.

Também serão selecionados 120 participantes de sessões de "mentoria", que poderão passar 30 minutos com especialistas do segmento empresarial para tirar dúvidas e pedir orientações.

No ramo gastronômico, será oferecido o projeto de “Cozinha Show”, com oito aulas, cada uma comandada por um chef de cada país participante, que vão apresentar receitas, alimentos típicos e expressões culturais gastronômicas de cada parte do continente.

Os países convidados vão apresentar atrações artísticas como desfiles de moda, 16 shows musicais e oito apresentações teatrais no palco Sesc da Avenida Paulista,no Conjunto Nacional, e no Teatro Sesi.

Impacto Econômico

Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas,encomendado pelo MinC, o evento de economia criativa vai gerar um impacto de R$ 39,7 milhões na economia. “Cada real investido no MicBR tem potencial de retorno de R$ 9,93 à sociedade, em forma de geração de negócios, renda e tributos”, afirmou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Segundo ele, cerca de R$ 4 milhões foram investidos na realização do megaevento que é o primeiro a estimular todos os setores culturais e criativos brasileiros em um "grande mercado". De acordo com o ministro, as atividades culturais representam hoje 2,6% do PIB, geram 1 milhão de empregos diretos e englobam mais de 200 mil empresas e instituições.

“Há um vasto potencial de crescimento e isso passa também pela internacionalização dos nossos talentos e da nossa valiosa produção cultural", ressaltou Sá Leitão.

Programação

A programação do MicBR 2018 inclui dez showcases de artes cênicas; 20 showcases de música; seis showcases de gastronomia; um desfile de moda com dez estilistas; quatro palestras com keynote speakers; 37 seminários, mesas redondas, masterclasses; 24 oficinas; seis clínicas de mentoria (temas transversais); dois momentos meet ups setoriais/temáticos e dois momentos de speed dating. Confira a lista no site do evento.

*Estagiário sob a supervisão de Alexssander de Paula Soares

PF apreende seis pistolas semiautomáticas no Aeroporto de Congonhas

qui, 18/10/2018 - 17:51

A Polícia Federal apreendeu na manhã de hoje (18) seis pistolas Glock semiautomáticas e com a numeração raspada, no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. O homem que portava o armamento e fazia o trajeto de Curitiba para o Rio de Janeiro, com conexão em São Paulo, foi preso em flagrante.

A Polícia Federal afirmou que a apreensão foi feita durante uma fiscalização de rotina nas bagagens despachadas, onde foram localizados objetos metálicos em uma das malas. Após a identificação do passageiro, a mala foi aberta e as armas foram encontradas escondidas em embalagens de perfumes.

Ao todo foram apreendidas seis pistolas semiautomáticas Glock calibre ponto 40, de uso restrito, todas com a numeração raspada. De acordo com a PF, esse tipo de arma somente pode ser adquirido por forças de seguranças e portadores regularmente registrados.

A prisão em flagrante foi decretada por ocultação, transporte e adulteração de armas de fogo de uso restrito, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento. A pena prevista é de 6 a 12 anos de prisão. O homem será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Federal prossegue nas investigações para identificar os vendedores e os destinatários do armamento apreendido.

*Estagiário sob supervisão de Alexssander Soares

MPF denuncia estudante de economia da Ufopa por racismo no Facebook

qui, 18/10/2018 - 17:36

A Procuradoria da República no Pará (PR-PA) denunciou à Justiça Federal, pelo crime de racismo, o estudante de economia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) que, em maio deste ano, escreveu um comentário racista na página que a instituição de ensino mantém em uma rede social, ofendendo a população indígena e quilombola.

Identificado como Francisco Albertino Ribeiro dos Santos, o estudante entrou na página da Ufopa durante a transmissão ao vivo de um ritual indígena celebrado para recepcionar os novos alunos indígenas e quilombolas e, segundo o procurador Luis de Camões Lima Boaventura, escreveu a seguinte mensagem: “Povo besta se fazendo de coitado. Levanta a cabeça e estuda. Mostra que embaixo dessa pele negra tem cérebro e não um estômago faminto”.

Para o procurador, o comentário publicado pelo estudante foi ofensivo e, ao menosprezar a inteligência de índios e quilombolas e tratá-los como “famintos”, “traz à tona realidades que o estado brasileiro tende a ultrapassar, e vai de encontro aos esforços sociais e institucionais que visam ao combate da discriminação e à justiça social”.

Ao pedir a condenação do estudante à pena de reclusão de no mínimo dois anos por induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito racial por intermédio de meios de comunicação, o procurador defendeu a competência federal para julgar o caso devido ao fato do comentário ter sido postado em uma página pertencente a uma universidade pública federal, em rede social de grande alcance, “de mofo que o alcance do crime ultrapassa as fronteiras do território nacional”.

O procurador também encaminhou à direção da Ufopa as informações disponíveis – incluindo imagens da tela de computadores nas quais é possível ler a mensagem atribuída ao estudante – para que a instituição adote as medidas “administrativas e institucionais que entender cabíveis”.

A Agência Brasil entrou em contato com a Ufopa, mas ainda não recebeu respostas às perguntas feitas por e-mail. A reportagem também não conseguiu localizar o estudante denunciado ou seu advogado.

Em meio a suspeitas de irregularidades, Haddad quer Ciro no 2º turno

qui, 18/10/2018 - 17:27

Em meio às suspeitas do envolvimento de empresas no envio de mensagens falsas contra o PT no WhatsApp, o candidato do partido à Presidência da República, Fernando Haddad, disse hoje (18) que o correto seria Ciro Gomes (PDT) concorrer com ele no segundo turno. Ciro ficou em terceiro lugar no primeiro turno ao obter 12,47% dos votos válidos.

“É o que a legislação prevê, porque ele [Jair Bolsonaro, do PSL] tentou fraudar a eleição, felizmente não deu primeiro turno. Se desse, isso tudo ia pra baixo do tapete”, disse Haddad referindo-se às informações publicadas hoje na imprensa sobre a suposta existência de um grupo de empresários que financia o envio em massa de mensagens falsas via WhatsApp.

O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, fala com a imprensa no hotel Matsubara, em São Paulo. - Rovena Rosa/Agência Brasil

O petista defendeu ainda que pelo menos um dos empresários suspeitos de participar do grupo fosse preso para que os demais fossem delatados. Segundo ele, o grupo reúne de 20 a 30 pessoas.

“Basta prender um empresário que vai ter delação premiada e vai entregar a quadrilha toda. Nós estamos falando de 20 a 30 empresários envolvidos nesse esquema. Se prender um, em menos de 10 dias a gente vai ter a relação de todos os empresários que estão financiando com caixa 2 uma campanha difamatória.”

Haddad indicou que tem conhecimento sobre um dos empresários, a empresa contratada e os valores negociados.

"Nós vamos levar ao conhecimento da Justiça todos os indícios. Alguns que estão nos chegando agora de reuniões que ele [Bolsonaro], de viva-voz, pediu apoio via WhatApp. Ou seja, ele próprio, em jantares com empresários, fez o pedido para que a doação fosse feita dessa maneira, de forma ilegal", disse.

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Denúncias

A reportagem publicada pela Folha de S.Paulo hoje informa que empresas estão contratando o serviço de disparo de mensagens por aplicativo de celular com contratos que podem chegar a R$ 12 milhões. O serviço, segundo o jornal, se vale da utilização de números no exterior para enviar centenas de milhões de mensagens, burlando as restrições que o WhatsApp impõe a usuários brasileiros.

As atividades envolvem o uso de cadastros vendidos de forma irregular. A legislação eleitoral só permite o uso de listas elaboradas voluntariamente pelas próprias campanhas. O financiamento empresarial de campanha também é proibido.

Apoio

Haddad recebeu uma moção de apoio de um grupo de intelectuais das mais distintas áreas em um documento intitulado “às lideranças democráticas”. Assinam o documento Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-PSDB e ministro do governo do Fernando Henrique Cardoso, Paulo Sérgio Pinheiro, que também participou do ato com juristas, Maria Hermínia Tavares de Almeida, professora de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) e o historiador Luiz Felipe Alencastro.

Também subscrevem a moção André Singer, Roberto Schwarz, Rubens Ricupero, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, Celso Amorim, Belisário dos Santos Jr, José Carlos Dias e Paulo Nogueira Batista Jr.

“O que nós vemos como perspectiva é um período de fechamento profundo da sociedade brasileira se for eleito o senhor [Jair Bolsonaro, PSL]”, disse Bresser-Pereira. Ele defendeu a formação de uma frente democrática, com candidatos que participaram do primeiro turno. “Claro que eles querem o governo se abra para eles”, disse, dirigindo-se ao petista.

O candidato disse que se comprometia com um pacto “pela governabilidade, pela democracia e por mais direitos”. “Um pacto por um governo amplo, faço questão de frisar, que realmente responda à nacionalidade do país, isolando essas forças retrógradas”, declarou no ato de entrega da carta que ocorreu no saguão de hotel no bairro Paraíso.

Fronteira

Haddad se reuniu hoje com representantes de entidades que atuam em defesa dos animais. Antes do encontro, ele afirmou que, uma vez eleito, vai antecipar a entrega do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) em dez anos, de 2035 para 2025.

“Ele já está em operação em algumas localidades. Ele vai ficando pronto à medida que o tempo passa e já vai colhendo os frutos”, propôs. O candidato disse ainda que o sistema tem a vantagem de aumentar a arrecadação pelo combate ao contrabando. “Isso promove evasão de divisas muito grande. Com Sisfron, aumenta arrecadação, então dá lucro, não dá prejuízo”, apontou.

Haddad reiterou sua proposta de colocar a Polícia Federal no combate ao crime organizado. “As organizações criminosas estão atuando em rede nacional, se não tiver uma polícia nacional para combater o crime organizado, as polícias locais não terão fôlego para combater homicídio, roubo, estupro, que é o desejo da população.”

Animais

No encontro com entidades que atuam em defesa da causa animais, o candidato se comprometeu a criar um órgão federal que atue para garantir direitos como a regulamentação do transporte de carga viva. Ele recebeu um documento com sugestões de 48 organizações.

“Temos que ver como desenhá-lo, mas me comprometo a criar”, disse. “Nos últimos dois meses rodei muito o país e conheci pessoas diferentes, de lugares distantes, que me entregaram documentos parecidos com este relacionado ao transporte de animais, de carga viva.”

 

Recursos para centro de inteligência no CE saem este ano, diz Jungmann

qui, 18/10/2018 - 17:12

O primeiro Centro Integrado de Inteligência e Controle para o Combate ao Crime Organizado do Brasil deverá iniciar sua operação em 2019 no Ceará e terá liberação de recursos federais para o equipamento ainda este ano. O anúncio foi feito pelo ministro da Segurança Pública Raul Jungmann em reunião com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) e com o governador reeleito do Ceará, Camilo Santana, em Brasília.

A oficialização do estado como sede do primeiro centro de inteligência foi feita em março e atende à deliberação do último Encontro de Governadores do Nordeste, realizado no mesmo mês em Teresina. São previstos R$ 2 milhões oriundos da União para instalar o equipamento, que já tem sede definida por meio da cessão de um prédio público pelo governo do Ceará na capital, Fortaleza.

“O centro será fundamental para integrar as informações de todos os estados do Nordeste, para que a gente possa dar respostas efetivas ao enfrentamento do crime organizado no Brasil e no Ceará”, declarou Camilo Santana, após o encontro com Jungmann, ocorrido nesta quarta-feira (17).

O anúncio da criação do equipamento em março do ano passado ocorreu dentro de um contexto de conflitos atribuídos às facções. Em janeiro, duas chacinas provocaram a morte de 24 pessoas: 10 dentro da Cadeia Pública de Itapajé, no interior do Ceará; e 14 durante uma festa na periferia de Fortaleza. Em fevereiro, dois homens apontados como líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram mortos na região metropolitana de Fortaleza.

A unidade do Ceará será a primeira de um total de cinco centros regionais de inteligência que contarão, segundo o ministro, com representantes das polícias do Nordeste, das polícias Federal e Rodoviária Federal (PRF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Eles serão interligados com o Centro Nacional Integrado de Inteligência, Comando e Controle, que ficará em Brasília.

Com os R$ 2 milhões para o centro regional, o Ministério da Segurança Pública também vai liberar recursos para a construção de dois presídios no Ceará. O ministro, no entanto, não detalhou valores. Atualmente, o estado possui um déficit de quase 12 mil vagas no sistema penitenciário.

Mostra Internacional de Cinema começa hoje em São Paulo

qui, 18/10/2018 - 17:09

A 42ª edição da Mostra Internacional de Cinema começa hoje (18) e vai até o dia 31 de outubro, em São Paulo. O evento terá a exibição de 336 títulos em diversos endereços, incluindo projeções gratuitas no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). As exibições especiais embaixo do museu, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, ocorrem entre os dias 23 e 27 de outubro.

A seleção exibida no Masp inclui as cópias do acervo da Cinemateca Brasileira de Matar ou Correr (1954), de Carlos Manga, e Ópera do Malandro (1986), de Ruy Guerra, além das exibições de Uma Vida em Segredo (2001), de Suzana Amaral, e As Canções (2011), de Eduardo Coutinho.

O longa Invictus, de Clint Eastwood, também será exibido no local em homenagem ao centenário de Nelson Mandela. O filme mostra como o governante sul-africano aproveitou a Copa do Mundo de Rúgbi, realizada pela primeira vez no país, para unir a população, que estava rachada pelo regime de segregação racial, o apartheid.

Outro momento esperado da mostra ocorre no próximo dia 27, às 19h30, com a sessão ao ar livre no parque Ibirapuera. A obra escolhida para esta edição é o longa mudo alemão A Caixa de Pandora (1928), do diretor Georg Wilhelm Pabst. A projeção terá o acompanhamento musical da Orquestra Jazz Sinfônica, regida pelo maestro Fábio Prado. Wilhelm Pabst, que assinou a direção do filme, nasceu no antigo Império Austro-Húngaro, hoje República Tcheca, em 1885, e ganhou fama como diretor da era do cinema mudo.

A 42ª Mostra vai exibir os longas que ganharam os prêmios de melhor filme em grandes festivais estrangeiros neste ano, como o mexicano Roma, de Alfonso Cuáron, que levou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e encerra a programação no dia 31; o cingapuriano Uma Terra Imaginada, de Siew Hua Yeo, que recebeu o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; e o romeno Não Me Toque, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.

A programação completa da mostra está no site do evento

Em crescimento, bancada evangélica terá 91 parlamentares no Congresso

qui, 18/10/2018 - 17:01

As urnas reforçaram a bancada evangélica no Congresso Nacional. Para a Câmara dos Deputados foram eleitos 84 candidatos identificados com a crença evangélica – nove a mais do que na última legislatura. No Senado, os evangélicos eram três e, em 2019, serão sete parlamentares. No total, o grupo que tinha 78 integrantes ficará com 91 congressistas.

O levantamento é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nos dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2014, o Diap identificou 75 deputados seguidores da doutrina evangélica. Em 2010, a bancada tinha 73 representantes na Câmara.

 

 

Para o Diap, integram a bancada os parlamentares que se declaram evangélicos ou se alinham ao grupo na votação de temas ligados à religião e aos costumes, além dos que ocupam cargos nas estruturas das instituições religiosas, como bispos, pastores, missionários e sacerdotes, e dos cantores de música gospel.

Formada por parlamentares de diferentes partidos, a bancada evangélica atua de forma organizada no Congresso. Em 2003, foi registrada como Frente Parlamentar Evangélica, renomeada como Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional.

Embora não seja expressiva em números, a bancada evangélica é forte em votos. Entre os 84 deputados eleitos, nove são campeões de votos em seus estados. Por exemplo, o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) teve 1.843.735 votos, a maior votação nominal registrada no país.

Raça  

A próxima legislatura terá 5% a mais de deputados que se autodeclararam pretos e pardos, em relação à atual composição da Câmara. Dos 513 eleitos, 385 se declaram brancos, 104 pardos, 21 pretos, dois amarelos e um indígena. Os negros representam 24,4% da Câmara, mas, na população brasileira, são 54,9%. Dos 54 senadores eleitos, 40 se reconhecem como brancos, onze pardos e três pretos.

 

Além da sub-representação da população negra no Congresso, Ana Flávia Magalhães, professora do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), destaca que parte dos que se declaram pretos e pardos não tem comprometimento com o combate à exclusão dos negros e ao racismo. “Alguns não se identificam com a agenda de combate ao racismo e ainda desqualificam a luta negra no Brasil.”

Para reverter esse quadro, Ana Flávia, pesquisadora da atuação político-cultural dos negros no país, defende as políticas afirmativas, como a destinação de parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) aos candidatos da comunidade negra. Ela cita também a necessidade de comprometimento dos partidos com o debate da desigualdade que atinge a população negra no país, excluindo-a dos principais postos políticos.

“As candidaturas negras não são priorizadas nem pelos partidos de esquerda nem de direita. Não adianta termos grupos artificiais que não levam adiante a questão do racismo”, argumentou. Segundo a historiadora, “é preciso debater com seriedade e responsabilidade, pois o racismo é uma chaga profunda na democracia brasileira”.

Bolsonaro pode participar de debate rápido, diz médico 

qui, 18/10/2018 - 16:41

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, pode, sob ponto de vista clínico, participar de debates, se assim desejar. Porém, com a condição de que seja rápido, no máximo de 20 a 30 minutos, e numa posição confortável, como por exemplo sentado em uma poltrona. A avaliação é do médico responsável pelo tratamento do candidato.

O cirurgião Antônio Luiz Macedo, chefe da equipe médica que operou o candidato, no Hospital Albert Einstein em São Paulo, e responsável pelo tratamento do presidenciável, falou em entrevista exclusiva à Agência Brasil, .

Questionado se Bolsonaro poderia participar de debates, Macedo respondeu: "Com certeza". Mas fez ressalvas do tempo máximo de duração do debate. Segundo ele, o candidato não poderia, por exemplo, ficar em pé, como tem sido o formato da maioria dos debates televisivos. "Teria que ser acomodado em uma poltrona confortável", estipulou o médico.

Exames

Pela manhã, os médicos Antônio Luiz Macedo e Leandro Echenique chegaram à casa de Bolsonaro por volta de 9h45 e deixaram o local às 11h20. Eles evitaram falar com a imprensa. Em seguida, houve duas notas da equipe médica informando que o candidato está com evolução clínica e nutricional, mas sem esclarecer se ele poderia voltar às atividades normais

A cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia está prevista para ser feita a partir do dia 12 de dezembro e requer duas semanas de recuperação.

Bolsonaro foi alvo de um atentado em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 6 de setembro, quando Adélio Bispo o atingiu com uma faca no abdômen. O candidato foi submetido a duas cirurgias, uma em Juiz fora, e outra em São Paulo.

CPI identifica no DF rede de abuso sexual virtual contra adolescentes

qui, 18/10/2018 - 16:40

A CPI da Pedofilia da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) identificou uma rede de abuso sexual de adolescentes por meio de troca, armazenamento e disponibilização de imagens e vídeos na internet. Foram encontrados 145 grupos com até 200 participantes envolvidos na disseminação de fotos de meninos e meninas em atos sexuais.

Comissão investiga denúncias de abuso sexual virtual de crianças e adolescentes - Arquivo/Agência Brasil

A informação foi prestada pela CPI nesta quinta-feira (18), em entrevista coletiva. A ação, que começou há seis meses, é parte da segunda etapa da Operação Erástes, que investiga o compartilhamento e divulgação de pornografia infantil em redes sociais na web. A CPI conduz as investigações.

Depois da identificação dos grupos e participantes, a operação apreendeu, no início do mês, 15 aparelhos celulares de administradores de grupos. Os telefones serão periciados para identificar se houve armazenamento e transmissão de imagens e vídeos, práticas caracterizadas como crime. Caso sejam constatadas essas condutas, as provas serão repassada à Polícia Civil para indiciamento dos responsáveis.

O delegado Haandel Fonseca, à frente das investigações da CPI, informou que a polícia vai investigar também outros participantes dos grupos para verificar se há indícios de atividades ilícitas que possam levar à inclusão deles entre os denunciados. “Vamos dar sequência às investigações, pois há relatos de que integrantes participam de vários grupos de troca de imagens com conteúdo sexual.”

Operação Crisálida

A CPI da Pedofilia da CLDF também deflagrou a segunda etapa da Operação Crisálida, com foco no combate ao aliciamento de adolescentes em regiões e no entorno do DF. Os policiais identificaram sites de relacionamento e salas de bate-papo virtuais que eram usados para prostituição infantil.

Sites encontrados vendiam a troca de apoio financeiro a mulheres por serviço de acompanhante. Segundo o delegado Haendel Fonseca, os responsáveis pelo site estão sendo investigados. Em um deles, foi identificada uma adolescente. A operação teve início com denúncias recebidas pela CPI. Na primeira etapa, foi identificada uma jovem sendo abusada em apartamentos na região central de Brasília.

Resultados

O presidente da CPI, deputado Delmasso (PRB), informou que a comissão deve entregar o relatório final até o fim do ano e destacou as ações realizadas. “Esta CPI fez operações de busca e apreensão em busca de provas para possíveis indiciamentos. O relatório deve trazer informações novas e importantes de denúncias de crimes de abusos sexuais de crianças e adolescentes, um crime subdenunciado”, disse.

Delmasso acrescentou que a CPI também solicitou uma auditoria do Tribunal de Contas do DF sobre o uso do fundo para políticas voltadas à infância e adolescência. De acordo com o deputado, o governo do Distrito Federal teria contingenciado recursos, o que não seria permitido. O parlamentar defendeu o endurecimento das penas de pessoas condenadas por crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100, do 190 da Polícia Civil, e da própria CPI, pelo telefone 3348-8821. Não é preciso se identificar.

TRF4 nega recurso de Eduardo Cunha

qui, 18/10/2018 - 16:28

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região rejeitou hoje (18) o recurso protocolado pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha, condenado a 14 anos e seis meses pelos crimes de corrupção, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, na Operação Lava Jato.

A defesa de Cunha requereu ao tribunal o direito a mais um recurso contra a condenação após ter conseguido baixar a pena inicial, definida em 15 anos de prisão.

Ao julgar o caso, a 8ª sessão do TRF seguiu voto do relator desembargador Leandro Paulsen, e rejeitou o recurso por entender que ele não é cabível.

Cunha está preso no Complexo-Médico Penal (CMP), na região metropolitana de Curitiba. O tribunal julgou a apelação de Eduardo Cunha, que tentava reverter a sentença do juiz federal Sérgio Moro, que o condenou pelo recebimento de 1,3 milhão de francos suíços em propina em um contrato para exploração da Petrobras no campo de petróleo no Benin, na África.

Polícia identifica autores de pichação em igreja de Nova Friburgo

qui, 18/10/2018 - 16:27

A Polícia Civil de Nova Friburgo (RJ) identificou hoje (18) o grupo que fez uma pichação de símbolos nazistas na fachada de uma capela histórica de São Pedro da Serra, distrito de Nova Friburgo. Os suspeitos foram identificados após a análise de imagens encontradas em câmeras de segurança que registraram a ação de três pessoas pichando calçadas e muros com ofensas ao candidato do PSL à Presidência Jair Bolsonaro e com as mensagens “#Ele não” e “Ele jamais”.

De acordo com a Polícia Civil, depois de diligências dos agentes da unidade, os três suspeitos foram identificados, autuados, ouvidos na delegacia e depois liberados. As investigações preliminares indicam que o crime foi motivado após um padre manifestar-se favoravelmente ao candidato Jair Bolsonaro.

Conforme a Polícia Civil, um dos envolvidos também foi autuado por uso de drogas. Os agentes encontraram na casa dele uma pequena quantidade de maconha. As investigações que estão em andamento apuram crime de preconceito.

Segundo a polícia, o grupo é o mesmo, que na madrugada de domingo (14), pichou uma cruz suástica nazista na fachada de uma capela histórica de São Pedro da Serra, distrito de Nova Friburgo. O templo católico de 150 anos é a mais antiga igreja católica do município e tem um sino de bronze doado pelo imperador Pedro II.

Brasil tem 477 presas grávidas e lactantes no sistema carcerário 

qui, 18/10/2018 - 16:25

Entre as cerca de 31 mil mulheres que cumpriam pena em todo o país em setembro deste ano, 477 estavam grávidas ou amamentando. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o total representa um aumento superior a 12% em comparação a agosto, quando havia, no interior do sistema prisional, 425 grávidas e lactantes.

De acordo com o Cadastro Nacional de Presas Grávidas e Lactantes, criado e mantido pelo CNJ, 302 presas estavam grávidas e 175 estavam amamentando, em setembro. São Paulo é a unidade da federação com o maior número (164) de gestantes e lactantes, seguida por Minas Gerais (39), Ceará (38), Goiás (33), Rio de Janeiro (26) e Pará (22).

Mais cedo, o CNJ chegou a divulgar que o total de mulheres nestas condições, no mês passado, era de 466 grávidas ou lactantes, mas o cadastro nacional foi atualizado com a inclusão de 11 casos registrados em estados onde, inicialmente, o conselho informou não haver detentas grávidas ou lactantes: nove no Maranhão e duas em Alagoas. 

Segundo o CNJ, o Cadastro Nacional de Presas Grávidas e Lactantes é uma importante ferramenta para que os juízes possam cobrar dos governos estaduais as providências necessárias para a custódia dessas mulheres, com o objetivo de garantir a proteção das crianças que vão nascer ou que nasceram enquanto as mães cumprem pena em unidades prisionais.

Em vigor desde 1984, com alterações, a Lei de Execução Penal diz que os estabelecimentos prisionais destinados a custodiar mulheres devem ser dotados de berçários onde as condenadas possam cuidar de seus filhos, inclusive amamentá-los por, no mínimo, até os seis meses de idade.

A lei também exige que as penitenciárias de mulheres sejam dotadas de seção para gestantes e parturientes e de creche para abrigar crianças maiores de seis meses de idade e menores de sete anos, “com a finalidade de assistir a criança desamparada cuja responsável estiver presa”. Além disso, o sistema penal deve assegurar acompanhamento médico às presas, principalmente no pré-natal e no pós-parto. Tais cuidados são extensivos ao recém-nascido.

Em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus coletivo para substituir a prisão preventiva pela domiciliar às gestantes ou mães de crianças até 12 anos e deficientes.

Inspeções

Entre janeiro e maio deste ano, uma equipe do CNJ visitou 34 estabelecimentos penais de todo o país, com exceção ao Amapá que, no período, não contabilizava nenhuma presa grávida ou amamentando. O objetivo das visitas coordenadas pela então juíza auxiliar da presidência do órgão, Andremara Santos, era verificar as condições de custódia das mulheres e das crianças em fase de amamentação que se encontravam no interior dos estabelecimentos prisionais.

De acordo com a equipe do CNJ, mais de 75% dos estabelecimentos apresentaram condições gerais de conservação inadequadas. Trinta dos estabelecimentos são destinados exclusivamente às mulheres, mas apenas 25 dos 34 visitados têm segurança interna feita exclusivamente por agentes penitenciárias. 

Nenhum estabelecimento visitado pelo CNJ era dotado de creche e apenas 12 presídios estavam com a lotação dentro da capacidade projetada. Quatro presídios extrapolaram sua capacidade em mais de duas vezes. Entre 18 estabelecimentos, o CNJ encontrou ao menos dois que autorizam a permanência infantil até os dois anos de idade.

Por outro lado, todos os estabelecimentos visitados asseguraram oferecer acompanhamento médico, especialmente no pré-natal e pós-parto. Os responsáveis pela maioria (27 estabelecimentos, ou 79,4%) dos estabelecimentos visitados declarou haver, na unidade, acompanhamento psicológico às presas grávidas. Mais da metade dos estabelecimentos tem berçário e pouco mais da metade (53%) afirmou contar com seção para gestante e parturiente.

A equipe do CNJ apontou que todos os partos são realizados em hospitais públicos, fora dos estabelecimentos prisionais, mas que apenas 20% dos estabelecimentos prisionais afirmaram ter condições de assegurar o cumprimento do ponto da Lei de Execução Penal que proíbe o uso de algemas durante o parto e pelos 40 dias que sucedem o nascimento da criança (puerpério). Poucos estabelecimentos providenciam o registro imediato dos recém-nascidos. Motivo pelo qual foram encontrados 33 crianças ainda sem registro de nascimento.

CNM diz que municípios não podem pagar novo piso dos agentes de saúde

qui, 18/10/2018 - 16:23

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez um alerta sobre o risco do enfraquecimento da Estratégia Saúde da Família após o Congresso Nacional retornar com o reajuste do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que havia sido vetado pelo presidente Michel Temer. De acordo com a entidade, os municípios não têm recursos para bancar o aumento.

Ontem (17), o Congresso Nacional derrubou o veto ao reajuste, previsto no projeto de conversão oriundo da Medida Provisória (MP) 827/2018, aprovado em julho. No veto, o presidente Michel Temer justificou que o reajuste criava despesas obrigatórias sem estimativa de impacto orçamentário.

Agentes de saúde ajudam no combate a focos do Aedes aegypti - Tomaz Silva/Agência Brasil

O piso atual de R$ 1.014 passará a ser de R$ 1.250 em 2019 (reajuste de 23,27%); de R$ 1.400 em 2020 (+12%); e de R$ 1.550 em 2021 (+10,71%). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, de junho 2014, data do último reajuste, até setembro de 2018, é de 25,46%. A partir de 2022, o reajuste será anual.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, reconhece a importância do trabalho dos agentes de saúde e de endemias, mas disse que os municípios não têm recursos para arcar com o reajuste concedido. Segundo ele, o impacto financeiro será de R$ 9 bilhões para União e municípios, em reajuste e encargos.

“A grande maioria dos municípios está com limite de pessoal estourado, vários já atingiram 80% do orçamento com investimento em pessoal. Os gestores vão acabar diminuindo o número de pessoas na equipe [de Saúde da Família] e têm municípios que podem acabar com o programa”, argumentou. “Corre o risco de isso acontecer, sim”.

Federalização

Com a dificuldade de financiamento do programa, Aroldi propõe a federalização total do Saúde da Família, deixando a gestão local apenas como a executora das ações. “A União, ao longo dos anos, se afastou dos serviços prestados à população e, através desses programas, transferiu a responsabilidade para os municípios. Ela subfinancia esses programas e, ao longo dos últimos dez anos, acabou diminuindo o percentual de investimento em pessoal e nós, nos municípios, aumentamos consideravelmente. Isso tem machucado muito a gestão municipal”, afirmou.

O governo federal cobre 95% do pagamento do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de endemias, até um número máximo de agentes definido para cada município. Segundo Aroldi, hoje o país conta com 43 mil equipes de Saúde da Família com 244 mil agentes de saúde. “Também estamos preocupados com a desassistência que a população vai ter se tivermos que diminuir o número de agentes”, disse.

Previsão de impacto

De acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, se o número de agentes de saúde continuar o mesmo, o impacto fiscal do novo piso salarial será da ordem de R$ 1 bilhão em 2019, R$ 1,6 bilhão em 2020, e R$ 2,2 bilhões em 2021. A pasta não esclareceu, entretanto, como esse valor será encaixado no orçamento do próximo ano.

Em mensagem nas redes sociais, a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ilda Angélica dos Santos Correia, disse que a derrubada do veto traz dignidade para a categoria, ao garantir o reajuste do piso salarial dos agentes. “Aos prefeitos que vieram aqui dizer 'sim' ao veto e 'não' ao reajuste, quero pedir que venham para o nosso lado para que possamos dar condições dignas de saúde para o nosso povo”, disse.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda o retorno da assessoria.

Revisão do programa

A Estratégia Saúde da Família é o modelo prioritário de atendimento na atenção básica de saúde do Sistema Único de Saúde e é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde. Entretanto, no ano passado, o Ministério da Saúde editou uma portaria de revisão da Política Nacional de Atenção Básica, possibilitando que o governo federal financie outras equipes de atenção básica, de acordo com características e necessidades locais, desde que tenham, ao menos, médico, enfermeiro e técnico de enfermagem.

Mesmo sem a obrigatoriedade de essas equipes terem agentes comunitários de saúde, para não haver prejuízo à população que mais precisa, as áreas de risco e vulnerabilidade não sofreram com a mudança da política. Nesses locais, o número de agentes comunitários deve ser suficiente para cobrir 100% da população, sendo um agente para cada 750 pessoas, considerando critérios epidemiológicos e socioeconômicos. Os agentes comunitários de endemia também podem compor as equipes com os de saúde, integrando as ações de vigilância em saúde com atenção básica.

UnB é pichada com ameaça de massacre em caso de vitória de Bolsonaro

qui, 18/10/2018 - 15:27

Sem revelar muitos detalhes, a Universidade de Brasília (UnB) confirmou a denúncia de uma pichação na porta de um dos banheiros da instituição com a ameaça de um massacre no campus caso o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, vença as eleições. 

Na foto postada nas redes sociais que chegou à administração da universidade, e que viralizou na internet, a mensagem escrita à caneta faz referência ao atentado cometido por alunos de uma escola do Colorado, nos Estados Unidos, há quase 20 anos.

“Se Bolsonaro for eleito, é Columbine na UnB”, estampa o ato de vandalismo, lembrando o nome da instituição americana onde 12 alunos e um professor foram mortos.

De acordo com a assessoria da UnB, a pichação não foi identificada pela equipe de manutenção dos espaços da instituição que continua investigando o caso. “O caso foi reportado à Polícia Federal”, informou em nota.

Nas redes sociais, a universidade publicou respostas de repúdio a atos de vandalismo e a mensagens de incitação à violência.

No início do mês, a UnB informou que cinco livros sobre direitos humanos do acervo da Biblioteca Central (BCE) tinham sido propositalmente danificados, tendo algumas páginas rasgadas e riscadas. No dia, a instituição divulgou nota informando que estava fazendo uma varredura em outros títulos que tratam do mesmo assunto para verificar se havia mais obras vandalizadas.

Ativistas defendem demolição da sacada onde Hitler discursou

qui, 18/10/2018 - 15:16

Ativistas ligados à organização Memory Gaps lideram um movimento para demolição de uma sacada, construída em 1938, para Adolf Hitler discursar. A sacada faz parte de um edifício histórico que atualmente pertence à prefeitura de Viena, na Áustria.

A varanda, construída às pressas para Hitler discursar, foi remodelada para ficar de acordo com a fachada neogótica do edifício. Para os ativistas, além do peso da origem de sua construção, a obra não combina com a linha arquitetônica da torre principal.

Varanda onde Hitler discursou  Divulgação/Google Maps

De acordo com a imprensa austríaca, as autoridades do país foram surpreendidas com o pedido dos ativistas. Não há consenso sobre a proposta; muitos defendem a manutenção da varanda por motivações históricas.

A diretora da comissão responsável por pesquisar e devolver bens roubados pelos nazistas, Eva Blimlinger, disse que, como tudo o que resultou do nacional-socialismo, a varanda também faz parte da história.

A relação da Áustria com seu passado nazista continua sendo uma questão difícil, ainda mais com a legenda de extrema direita Partido da Liberdade (FPÖ) que assumiu o governo no ano passado.

*Com informações da Deutsche Welle, agência pública de notícias da Alemanha.

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