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Atualizado: 13 minutos 56 segundos atrás

No último jogo deste sábado, Croácia e Nigéria jogam em Kalinigrado

sab, 16/06/2018 - 16:34

Com a arbitragem do brasileiro Sandro Meira Ricci, Croácia e Nigéria fazem o último jogo da rodada deste sábado (16), na Copa do Mundo da Rússia.

Integrantes do Grupo D, quem vencer assumirá a liderança, já que mais cedo Argentina e Islândia, que fazem parte do mesmo grupo, empataram em 1 x 1.

Copa 2018: Croácia e Nigéria. Ivan Rakitic da Croácia em ação com John Obi Mikel da Nigéria. - Murad Sezer/Reuters/Direitos reservados

O jogo está sendo realizado no Estádio de Kaliningrado. A Croácia está escalada com: Subasic; Vrsaljko, Vida, Lovren, Strinic; Ivan Rakitic, Luka Modric, Rebic, Kramaric, Perisic; Mario Mandzukic. O técnico é Zlatko Dalic.

Comandada por Gernot Rohr, a Nigéria joga com: Uzoho; Ekong, Balogun, Abdullahi, Idowu; Ndidi, Onazi, Mikel, Iwobi, Victor Moses; Ighalo.

Preço do diesel diminui, mas ainda não chega às bombas R$ 0,46 menor

sab, 16/06/2018 - 16:26

Pela segunda semana consecutiva o preço do diesel nos postos do Brasil recuaram, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda é resultado do programa de subsídios ao combustível que fez parte do acordo, entre o governo federal e caminhoneiros, que pôs fim à greve de 11 dias da categoria.

Ainda segundo a agência reguladora, o valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 registrados na semana anterior.

Apesar do recuo, o preço nas bombas dos postos do país ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias. Segundo a ANP, isso ainda é um reflexo de estoques antigos. Além disso, para que o corte chegue ao consumidor final, muitos estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do ICMS.

Gasolina

A gasolina registrou preço médio nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 3 centavos, se comparada ao preço da semana anterior, segundo dados da ANP. A Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar.

Consulta Pública

Na última semana o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, deu várias declarações afirmando que aguardará resultados de uma consulta pública – que termina no dia 2 de julho – sobre preços dos combustíveis anunciada pela ANP antes de decidir se será necessária uma mudança na frequência dos reajustes no preço da gasolina realizados pela estatal.

 

Com perdas de US$ 30 bi, indústria quer combater barreiras comerciais

sab, 16/06/2018 - 15:44

O setor industrial brasileiro é afetado diretamente por pelo menos 16 tipos de barreiras comerciais, sendo 12 não-tarifárias e quatro tarifárias, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, que encomendou uma pesquisa sobre o assunto para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), somente no ano passado exigências sanitárias e fitossanitárias requeridas por outros países reduziram em US$ 30 bilhões as exportações brasileiras de produtos e serviços. 

Para enfrentar o problema, a organização elaborou um documento chamado Agenda de Barreiras Comerciais e aos Investimentos, que será apresentado aos candidatos à Presidência, com propostas de quatro medidas administrativas por parte do governo. Entre elas, a criação de um comitê interministerial de acompanhamento; a redução de impostos para contratação de serviços jurídicos especializados em questões comerciais no exterior e a criação de um cargo de adido comercial em embaixadas brasileiras de países considerados estratégicos.

O objetivo é melhorar as condições de identificação, monitoramento e superação de barreiras, especialmente as não-tarifárias, "cada vez mais sofisticadas", que atingem o equivalente a 14% do total de exportações. "Barreiras tarifárias estão sendo reduzidas gradualmente por meio de acordos comerciais, embora ainda existam tarifas significativas em diversos mercados, principalmente para bens agrícolas. Por outro lado, as barreiras não tarifárias seguem o fluxo contrário, com aumento em número e tipo, com destaque para barreiras relacionadas à sustentabilidade", diz um trecho do documento.

Mecanismo investigação

A indústria se queixa de que, atualmente, os empresários brasileiros não dispõem de um canal de comunicação único e centralizado com as autoridades federais quando são afetados por barreiras ao comércio de bens, serviços, propriedade intelectual e investimentos. Além disso, há uma sobreposição de competências em matéria de comércio internacional, que envolve diferentes pastas e órgãos governamentais, como os ministérios das Relações Exteriores (MRE); da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outros, fazendo com que as demandas apresentadas pelo setor industrial se percam em um "limbo".

Uma das conclusões do estudo da CNI é de que as principais economias exportadoras do mundo, incluindo Estados Unidos e União Europeia, implementam procedimentos legais pelos quais o setor privado pode requerer formalmente ao governo a abertura de um contencioso internacional ou medida equivalente, com o objetivo de eliminar eventuais barreiras em mercados externos. Para o caso brasileiro, o setor propõe a criação do Mecanismo de Investigação de Barreiras (MIB), que seria um canal unificado e integrado para atender às demandas da indústria brasileira em temas de acesso a mercados. 

"Para iniciar uma investigação formal, produtores representando parcela significativa da exportação nacional de determinado produto devem embasar sua solicitação, aduzindo as razões pelas quais consideram que determinada barreira é violatória das normas internacionais aplicáveis. Isto exigiria que o setor privado observasse requisitos mínimos para apresentação de uma demanda, e ao mesmo tempo permitiria ao governo brasileiro direcionar recursos apenas para os casos efetivamente meritórios, descartando eventuais demandas injustificadas", propõe a CNI. 

A decisão sobre a abertura de uma demanda internacional por parte do governo seria tomada a partir de critérios claros e transparentes, argumenta a indústria, com prioridade para negociações prévias com os parceiros comerciais antes mesmo da abertura de contenciosos. 

Comitê de Barreiras

A proposta que será levada aos candidatos é a criação de um Comitê de Barreiras Comerciais e aos Investimentos, que atuaria no âmbito da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e teria por objetivo orientar, coordenar e supervisionar as atividades dos órgãos e das entidades da administração pública federal relacionadas às barreiras comerciais praticadas por outros países contra os produtos brasileiros. Além de acompanhar a Divisão de Contenciosos Comerciais do Ministério das Relações Exteriores, o Comitê atuaria em ações de cooperação regulatória com outros países para a superação de barreiras. 

O Comitê de Barreiras também seria responsável pela gestão do Mecanismo de Investigação de Barreiras (MIB), fazendo a articulação direta com o Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras (SEM Barreiras), estrutura criada por decreto presidencial, no ano passado, para monitorar as barreiras comerciais impostas ao Brasil por outros países.

Adido comercial

A CNI sugere a criação, por meio de decreto, da função de Adido de Indústria e Comércio nas representações diplomáticas brasileiras em mercados considerados prioritários pela indústria. "O setor industrial brasileiro enfrenta acirrada concorrência nos mercados externos devido ao forte crescimento das exportações asiáticas e à venda dos excedentes de produção de empresas europeias e americanas. Para enfrentar essa situação, é necessária uma ação governamental para articular e promover, de forma direta e objetiva, os interesses da indústria em mercados prioritários. (...) A disponibilidade de uma estrutura de apoio especializado no exterior, que funcione como posto avançado para os interesses da indústria brasileira, mostra-se imprescindível", avalia a entidade. 

Pela proposta, a função de Adido de Indústria e Comércio seria exercida por servidores de carreira do quadro do MDIC, que possui um corpo técnico especializado no tema. Considerando os mercados tidos como prioritários pela indústria brasileira, a CNI sugere que o governo federal indique a função para as representações diplomáticas em Bruxelas (União Europeia), Buenos Aires (Argentina), Moscou (Rússia), Cidade do México (México), Genebra (Suíça, sede da OMC), Pequim (China), Pretória (África do Sul) e Washington (EUA). Em uma segunda etapa, seriam contemplados postos adicionais em Assunção (Paraguai), Berlim (Alemanha), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Montevidéu (Uruguai), Seul (Coréia do Sul), Nova Déli (Índia), Santiago (Chile) e Tóquio (Japão).  

Serviços especializados

Outra proposta da CNI para enfrentar as barreiras comerciais é a redução ou eliminação de impostos federais que incidem na contratação de serviços jurídicos para atuar em contenciosos comerciais no exterior. "Esses serviços são muito caros e o impacto do câmbio sobre esses valores, somado à elevada carga tributária, inviabiliza a contratação de serviços jurídicos especializados. Sem a possibilidade de se valer dos conhecimentos e da experiência de profissionais que atuam regularmente no sistema de solução de controvérsias da OMC, há prejuízo para defesa dos interesses brasileiros", afirma a CNI.

Segundo dados apresentados pela entidade, atualmente incidem até cinco impostos federais e um municipal sobre esse tipo de serviço, que encarecem o preço final do trabalho em até 40%. Para a indústria, ao menos as tarifas federais, como Cide, PIS/Cofins e Imposto de Renda deveriam ser eliminadas para esse tipo de contratação. 

Peru perde de 1 x 0 para a Dinamarca

sab, 16/06/2018 - 15:21

No terceiro jogo da Copa, na rodada deste sábado Peru e Dinamarca fizeram um jogo marcado por muita movimentação na região central do gramado, com forte atuação dos jogadores de meio de campo.

Os peruanos Yotún, Carrillo e Cueva ficavam à frente da zaga, dando o primeiro combate aos atacantes dinamarqueses, principalmente Pulsen e o camisa dez Eriksen.

Mais uma vez o árbitro de vídeo (VAR) voltou a ser usado pelo árbitro central. Na jogada de ataque do Peru, em que Cueva passa a bola para Advíncula e a recebe de volta dentro da área, vai em direção ao gol, mas é derrubado pelo defensor da Dinamarca. Eram 43 minutos do primeiro tempo.

Copa 2018: Peru e Dinamarca. Christian Cueva, do Peru, perde uma penalidade. - Carlos Garcia Rawlins/ Direitos reservados

O árbitro Bakary Bassama confirma o pênalti, após consultar o VAR. O pênalti batido por Cueva é desperdiçado pelo peruano, que chuta a bola por cima do gol adversário. Logo depois o juiz termina o primeiro tempo.

Segundo Tempo

O jogo no segundo tempo apresentou as duas seleções com um futebol mais ofensivo e com chances de gols para os dois lados. Aos 11 minutos, o peruano Trauco coloca Cueva em condições de marcar. Ele entra em velocidade na área, passa por um zagueiro e passa a bola para Cueva, que chuta distante do gol da Dinamarca.

Dois minutos depois, é a vez da seleção dinamarquesa ir ao ataque. Sisto recebe a bola no seu campo de defesa, avança em velocidade e passa a bola para Eriksen, que dá uma assistência para Poulsen livre na área peruana. Este só teve o trabalho de chutar para o gol na saída do goleiro Gallese, fazendo 1 x 0 para a Dinamarca.

Copa 2018: Peru e Dinamarca. Comemoração do primeiro gol da Dinamarca. - Max Rossi/Reuters/ Direitos reservados

Com o gol da Dinamarca, o treinador peruano decide fazer mudanças na equipe. Na mais aguardade delas, Ele tira Edison Flores e coloca Paolo Guerrero. A entrada do craque peruano, que quase ficou da Copa por causa de uma punição por doping, melhorou um pouco o desempenho do ataque. O time chegou a ter várias chances de gols, mas sem sucesso.

Os dinamarqueses se fecharam na defesa e conseguiam rechaçar as jogadas de ataque do Peru. O jogo foi nesse ritmo até o árbitro apitar o fim da partida.

Festa do Imigrante em SP une heranças de mais de 50 nacionalidades

sab, 16/06/2018 - 14:48

A Festa do Imigrante continua neste sábado (16) no Museu da Imigração em São Paulo, reunindo tradições e heranças de mais de 50 nacionalidades. Consolidada no calendário cultural da cidade de São Paulo, a 23ª Festa do Imigrante oferece ao público 49 expositores de alimentação, 29 de artesanato e 46 grupos de dança e música, que ocuparão o complexo histórico onde funcionava a antiga Hospedaria dos Imigrantes do Brás, no fim do século XIX e início do século XX.

Os visitantes poderão prestigiar apresentações artísticas no palco localizado no jardim do Museu, além de participar de oficinas de artesanato, como pintura de ovos com técnica da Lituânia, a pintura em vidro do Senegal, pompons peruanos para decoração, entre outros. Os workshops de dança apresentarão diversos ritmos estrangeiros: entre eles, a polca do Paraguai, a marrabenta de Moçambique, as tradições madeirenses e o Flamenco, tão característico da Espanha.

O destaque dessa edição é o Empório, um novo espaço idealizado especialmente para oferecer produtos artesanais que poderão ser levados para casa. Nesse local, o público encontrará pães e doces italianos, cervejas japonesas exclusivas, vinhos portugueses, itens da charcutaria espanhola, como morcilla e chorizo, e potes de homus, coalhada e babaganuche, da Síria.

Valorizando ainda mais a diversidade gastronômica de São Paulo, os interessados poderão participar de oficinas ministradas por cozinheiros de comunidades imigrantes. Entre as receitas, o público poderá aprender por exemplo, preparar o spätzle com molho quatro queijos (Alemanha), o tandoori chicken (Índia), o missô lámen (Japão) e a torta mil hojas (Chile).

No espaço Faz e Conta, a criançada vai se divertir e aprender sobre outras culturas com as contações de histórias. Entre as narrativas, que abordarão temáticas ligadas à migração, estão os contos sobre Frida Kahlo, mitologia japonesa e sobre um menino que faz uma viagem com seu amigo Inca.

As histórias são apresentadas pelos grupos As Clês, Agrupamento Teatral e Teatro por um Triz às 12h00 e às 15h00. Os pequenos poderão também brincar com piscina de bolinhas, amarelinha, jogos educativos e desenhos para colorir. A programação completa da 23ª Festa do Imigrante está disponível no site.

Serviço:

23ª Festa do Imigrante

Data: 16 de junho de 2018
Hora: 10h às 17h
Local: Rua Visconde Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo
Preço: R$ 10 (Meia-entrada: R$ 5)

 

Emoções em jogos de Copa aumentam em até 8% número de infartos

sab, 16/06/2018 - 14:40

Começa neste domingo (17), às 15h contra a Suíça, mais uma participação brasileira em Copas do Mundo. E com ela, um turbilhão de emoções a cada lance e a cada disputa de bola culmina naquele momento único, onde o coração parece não se aguentar: o gol da Seleção Brasileira. Ele dispara e, em meio a essa carga de adrenalina, detalhes como suor frio, palpitações e respiração ofegante passam despercebidamente pelo torcedor ou torcedora.

É tanta a magia que envolve esse momento que parece ser natural a vista ficar turva, um aperto no peito, uma palidez no rosto. Pois bem, segundo cardiologistas consultados pela Agência Brasil esses sintomas que parecem até naturais em meio a um jogo de Copa do Mundo na verdade podem indicar que há algo de errado no coração desse torcedor. “Nesse caso, é de extrema importância que se procure uma emergência cardiológica”, alerta o cardiologista especialista em arritmia Benhur Henz.

Dados do estudo Copa do Mundo de Futebol como Desencadeador de Eventos Cardiovasculares, da Universidade de São Paulo (USP), o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Anderson Rodrigues, explica que as ocorrências de infarto aumentam de 4% a 8% entre brasileiros, durante os jogos da Copa -Marcello Casal Jr/ArquivoAgência Brasil

“Sem dúvida as emoções [de uma Copa] podem aumentar os eventos cardiovasculares. Grandes momentos de tensão ocasionam descargas adrenérgicas [de adrenalina] aumentando risco de crises hipertensivas, angina, arritmias. Inclusive existem estudos observacionais que correlacionam período de Copa com um maior número de eventos cardiovasculares, especialmente em jogos do Brasil, quando ocorre um aumento de infarto agudo do miocárdio”, acrescentou.

Citando dados do estudo Copa do Mundo de Futebol como Desencadeador de Eventos Cardiovasculares, da Universidade de São Paulo (USP), o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Anderson Rodrigues, explica que as ocorrências de infarto aumentam de 4% a 8% entre brasileiros, durante os jogos da Copa.

Emoções boas ou ruins

As emoções que aumentam os riscos de problemas no coração, citados pelos cardiologistas, podem ser tanto boas como ruins. “Ansiedade, rancor, alegria, tristeza ou mesmo amor são emoções que resultam em descargas de adrenalina na circulação sanguínea, e acabam causando sinais como suor frio, palpitações e alterações na pressão arterial”, disse Rodrigues.

Essas alterações na pressão podem ser silenciosas, mas também podem resultar em derrame ou infarto. “Entre esses dois extremos, tudo pode acontecer”, ressalta Rodrigues, referindo-se a sintomas como uma dor de cabeça que pode ou não incidir mais especificamente na nuca, até palidez facial, turvação visual e os chamados escotomas [pontos brilhosos na vista].

“Diante de qualquer sintoma ou sinal suspeito, o torcedor não deve, em hipótese alguma, esperar acabar o jogo para procurar atendimento médico”, enfatiza o diretor da SBC ao incluir, também entre os sintomas, dores no peito que podem irradiar para o braço ou dor na mandíbula.

No caso de pessoas que estejam sozinhas e sintam esses sintomas, o mais indicado é que, de imediato, acione o Samu, pelo telefone 192, ou o corpo de bombeiros, pelo 196.

Prevenir e remediar

De acordo com os cardiologistas, uma estratégia boa a ser adotada para evitar que a emoção coloque em risco o coração é a de tentar assistir ao jogo com tranquilidade; evitar o uso de álcool e tabaco; fazer uma alimentação leve, pobre em gorduras; e buscar lugares arejados ou frescos. “O excesso de estresse, sem dúvida, atrapalha. Devemos agir de forma racional, evitando a paixão excessiva e discussões sem necessidade”, sugere Benhur.

“Claro que, diante de um jogo muito disputado, muitas pessoas podem não conseguir se manter suficientemente tranquilas. Nesses casos, o recomendável, pelo menos para quem já tem diagnosticado algum problema desse tipo [cardíacos, de pressão ou que já tenha passado por infarto], é falar antes com um médico para saber o que fazer, casos eles ocorram. Há medicações e terapias que podem minimizar os riscos”, disse Rodrigues.

A prática rotineira de atividades esportivas e meditação pode ajudar, mas em muitos casos elas podem não ser suficientes. Por isso, é aconselhável que torcedores que já têm acompanhamento médico não deixem de tomar seus remédios nos dias dos jogos.

“Em algumas pessoas, o grau de ansiedade não será controlado apenas com tratamento não-medicamentoso, como Yoga, meditação, esportes e demais atividades físicas. Essas pessoas precisarão de tratamentos medicamentosos, mas é fundamental que essa medicação seja usada conforme orientação médica”, orienta Rodrigues.

Mesmo com redução da Selic, juros do crédito caem em ritmo lento

sab, 16/06/2018 - 14:37

Mesmo com a redução da taxa básica de juros do país, a Selic, para o menor nível histórico, os juros do crédito ao consumidor caem em ritmo lento. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) vai definir a Selic novamente e a expectativa do mercado financeiro é de manutenção da taxa em 6,5% ao ano.

Em maio, após um ciclo de cortes que começou em outubro de 2016, o Copom optou por manter a Selic em 6,5% ao ano. No início desse ciclo de reduções, a taxa passou de 14,25% para 14% ao ano. Entre outubro de 2016 e março deste ano, quando ocorreu o último corte, a Selic caiu 54,4%. Enquanto isso, a taxa média de juros para as famílias caiu 23,6%, ao passar de 74,33% ao ano, em outubro de 2016, para 56,79% ao ano, em abril de 2018. A taxa do cheque especial, uma das modalidades de crédito mais caras, passou de 328,52% para 320,96% ao ano.

No Relatório de Econômica Bancária, divulgado esta semana, o BC explicou que a Selic afeta os juros do crédito por meio de seu efeito no custo de captação, que é o custo que as instituições têm para conseguir dinheiro. “Entretanto, o custo de captação é uma média de diversas taxas de captação, que possuem maior ou menor ligação com a taxa Selic”, diz o BC.

Por exemplo, quando o dinheiro para os empréstimos vêm das cadernetas de poupança, o custo de captação está “bastante” ligado à taxa básica, quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano. Isso acontece porque a remuneração da poupança muda quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano. “O custo médio de captação depende também do volume de depósitos à vista, que não possuem qualquer remuneração – e, portanto, nenhuma conexão com a taxa Selic. Mas o custo de captação das instituições financeiras envolve também a remuneração de instrumentos de captação bastante ligados à taxa Selic, como CDBs [Certificados de Depósito Bancário] indexados ao CDI [Certificado de Depósito Interbancário]”, diz o BC.

Segundo a instituição, mesmo que reduções na taxa Selic sejam repassadas integralmente para as taxas de juros das operações de crédito, a queda nos custos do crédito será menor que dos juros básicos. Isso porque a Selic é apenas um dos ingredientes na formação do custo de crédito. “E, quanto menor for a participação da Selic no custo do crédito, como no caso de modalidades com altas taxas de inadimplência, menor será o impacto em termos percentuais”, diz o relatório.

Na composição das taxas de juros, segundo o BC, o custo da inadimplência responde pela maior parte (38,27%), depois vêm as despesas administrativas (25,55%) dos bancos, os tributos (22,13%) e o lucro (14,04%).

Concentração bancária

Para o professor de Finanças da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV) Fabio Gallo, os juros poderiam estar mais baixos porque além de a Selic estar menor, a inadimplência das pessoas físicas também caiu: passou de 6,16%, em outubro de 2016, para 5,08%, em abril de 2017. “Realmente a inadimplência é alta, mas tem sido estabilizada para baixo nos últimos anos. Ainda temos perto de 60 milhões de brasileiros negativados, mas esse número não tem crescido”, disse Gallo.

Para o professor, o problema está na concentração bancária, com poucos bancos atuando no mercado. Em 2017, os quatro maiores bancos do país – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – concentraram 78,51% do crédito do país. “A concentração bancária explica muito isso. Os bancos podem manter o nível de ganhos como desejarem”, diz Gallo.

O diretor executivos de estudos e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, também atribui à concentração bancária a dificuldade em reduzir os juros mais rapidamente para o consumidor. Ele destaca que houve muitas incorporações de bancos nos últimos anos, reduzindo o número de participantes no mercado. Ele cita também outros fatores, como baixa oferta de crédito, carga tributária alta e os depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC). No caso dos depósitos compulsórios, ele lembra que recentemente o BC reduziu o volume que precisa ser recolhido pelos bancos.

Para o BC, maior concorrência entre os bancos não requer necessariamente menor nível de concentração bancária. “O Banco Central monitora a concentração do Sistema Financeiro Nacional e está atento aos riscos para o sistema e aos possíveis efeitos sobre o spread [diferença entre taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a taxa cobrada dos clientes] bancário e outros preços. Entretanto, a relação entre concentração e spreads não é tão direta quanto o senso comum pode sugerir”, pondera no Relatório de Economia Bancária. De acordo com o BC, outros fatores estruturais são importantes para se explicar o custo do crédito: despesas administrativas, impostos, margem financeira (lucro) e inadimplência. De acordo com o relatório, em 2016, o Brasil estava no grupo de países com os sistemas bancários mais concentrados, o que inclui Austrália, Canadá, França, Holanda e Suécia.

Queda gradual

Mesmo que a Selic seja mantida no atual patamar nesta semana, Oliveira acredita que os juros ao consumidor vão continuar a cair, mas seguirão em ritmo lento de redução. “As taxas de juros sobem de elevador, bem rápido, e caem como se estivessem de escada, com um passo de cada vez, muito lentamente”, disse Oliveira. Segundo ele, os juros do crédito devem cair porque ainda estão muito altos. “Como subiram muito antes e tem gordura para queimar, a tendência é que as taxas de juros caiam mesmo com a manutenção da Selic. Serão pequenas quedas, gradualmente, a não ser que o quadro externo ou político se agrave. Isso pode trazer insegurança”, avaliou.

Para o professor da FGV, os consumidores só devem pegar empréstimos se houver realmente necessidade. “Não é momento para ficar tomando crédito. É um momento de muito risco, um grau de incerteza muito grande”, disse.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que as instituições financeiras seguem “comprometidas com a melhoria do ambiente de crédito no Brasil, contribuindo com estudos, propostas e ações concretas para reduzir estruturalmente o spread”. “Para isso, é preciso atacar os custos excessivos que oneram a concessão de crédito no Brasil, com ações que envolvam, também, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”, destacou.

Para a Febraban, um estudo recente indicou que a razão principal pela qual os spreads são mais altos no Brasil, em comparação a outros países, está nos custos elevados da intermediação financeira. “Os custos associados a inadimplência, tributação, depósitos compulsórios e outros elementos do sistema de regulação são bem mais altos no Brasil que em países emergentes relevantes, como Chile e Turquia, por exemplo”, diz a federação.

Roubo a caixa eletrônico termina em tiroteio na zona norte do Rio

sab, 16/06/2018 - 13:43

Várias pessoas ficaram no meio de um tiroteio entre policiais e criminosos durante um roubo de caixa eletrônico no bairro do Cachambi, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Os bandidos chegaram à agência do Banco do Brasil, na avenida Dom Hélder Câmara, na madrugada de hoje (16).

Antes de explodir os caixas eletrônicos, eles renderam pessoas que estavam nas proximidades. Policiais militares foram chamados e houve um intenso tiroteio com os criminosos. Não há informações de feridos.

De acordo com a Polícia Militar, os criminosos conseguiram fugir. Buscas foram feitas na região depois dos confrontos, mas ninguém foi preso. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil do Méier (23ª DP).

 

Policiais do Espírito Santo prendem suspeito de chefiar tráfico no Rio

sab, 16/06/2018 - 13:37

Policiais civis do Espírito Santo prenderam Luiz Carlos Moraes de Souza, apontado como chefe da quadrilha que controla a venda de drogas no Morro do Urubu, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Conhecido como Monstro, ele também é apontado pela polícia como líder do tráfico nas comunidades de Malvinas e Nova Holanda, ambas na cidade de Macaé, no norte fluminense.

Ele foi preso ontem (15) em Guarapari, no litoral capixaba, por equipes da 5ª Delegacia Regional, localizada no município. A coordenação da operação ficou a cargo da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.

Segundo o Disque Denúncia, programa não governamental que trabalha em parceria com as polícias do Rio, ele foi preso em flagrante com dinheiro em espécie e drogas, em uma casa de luxo alugada. Contra ele, havia cinco mandados de prisão em aberto. Ele estava foragido no Espírito Santo, para escapar das operações policiais no Morro do Urubu e em Macaé.

Morte de inspetor

No Rio, policiais civis prenderam um dos suspeitos de envolvimento na morte do inspetor Ellery Ramos de Lemos, na última terça-feira (12), durante operação na comunidade de Acari, na zona norte do Rio.

Ele foi preso durante uma operação da Polícia Civil para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão nas favelas de Acari, Amarelinho, Parada de Lucas, Vigário Geral e Pedreira.

Peru e Dinamarca fazem neste momento o 3º jogo deste sábado

sab, 16/06/2018 - 13:31

A seleção do Peru e da Dinamarca já estão no gramado da Mordovia Arena, em Saransk. Quem apita o jogo é o árbitro Bakary Gassama, da Gâmbia, auxiliado por Jean Claude Birumushahu, de Burundi, e Abdelhak Etchiali, da Argélia. A seleção peruana está de volta à Copa do Mundo depois de 36 anos. A sua última participação foi na Copa de 1982, na Espanha.

Copa 2018: Peru e Dinamarca. Nicolai Jorgensen da Dinamarca em ação. - Carlos Garcia Rawlins/Direitos reservados

O treinador do Peru Ricardo Gareca escalou a seleção com: Gallese, Advíncula, Alberto Rodríguez, Christian Ramos,Trauco e Tapia; Yotún, Carrillo e Cueva; e Édison Flores e Farfán.

A Dinamarca joga com: Dalsgaard, Kjaer, Christensen, Stryger Larsen, e Kvist; Delaney, Eriksen e Poulsen; Jorgensen e Sisto. O técnico é Age Hareide.
 


 

Quilombo a 50 km de Brasília luta para manter território e identidade

sab, 16/06/2018 - 13:21

Em uma área sossegada, a cerca de 50 quilômetros de Brasília, vive a quinta geração de remanescentes quilombolas na comunidade do Mesquita, com resquícios centenários e costumes tradicionais. Pouco conhecido pelos brasilienses e moradores do entorno da capital, o Quilombo do Mesquita, situado na Cidade Ocidental (GO), completou 272 anos no último 19 de maio com o desafio de manter seu território e identidade.

O quilombo ganhou certa visibilidade nas últimas semanas depois da publicação de uma resolução do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que aprovou a redução do território quilombola em mais de 80% da extensão original. A resolução foi publicada em 24 de maio no Diário Oficial da União, mas ainda passa por processo de análise. A notícia gerou muita polêmica e surpreendeu os quilombolas que agora se mobilizam para impedir a redução drástica do território.

Importância

Em meio ao desenvolvimento urbano, a comunidade rural resiste às pressões política e econômica sobre o território. O tempo ali ainda corre mais devagar. O silêncio e a beleza da vegetação nativa do cerrado dominam a área onde foram erguidas as habitações rústicas dos mesquitenses.

A presença predominante é de negros. Nas estradas de terra, pouquíssimos carros e ônibus escolares levantam a poeira típica do período da seca no Centro-Oeste. E nascentes de água são preservadas em meio a hortas comunitárias e animais domésticos.

Muitos idosos, alguns centenários, ainda vivem no quilombo do Mesquita. São eles que mantêm a relação estreita com a terra e transmitem os relatos sobre a origem e história da comunidade aos mais jovens. Segundo o testemunho oral corrente, que está registrado nos relatórios da Fundação Palmares e do Incra, o quilombo nasceu quando três escravas herdaram parte das terras do fazendeiro José Correia de Mesquita.

As propriedades da época haviam se desenvolvido em meio à busca pelo ouro, atividade econômica que predominou em Goiás no século 17 e entrou em decadência no final do século 18. No entorno das propriedades surgiu a cidade de Santa Luzia, atual Luziânia, onde viviam em meados de 1760 cerca de 13 mil negros escravizados e 3,5 mil pessoas livres que compunham a elite do município.

Libertas do regime escravocrata, as mulheres beneficiadas pela doação de Mesquita permaneceram no território onde formaram suas famílias e mantiveram as tradições do plantio e costumes da cultura negra. Elas também abrigaram nas terras herdadas negros escravizados que fugiam de outras propriedades da região.

Memória

O primeiro registro da terra ocorreu em 1746. O reconhecimento como quilombo, no entanto, chegou apenas em 2006, quando a Fundação Cultural Palmares concluiu os estudos antropológicos para delimitar a região. Hoje, o quilombo abriga na área rural 785 famílias que tentam manter as tradições deixadas pelos ancestrais. Outras 435 famílias quilombolas do Mesquita vivem nas cidades do entorno de Brasília.

A região se destaca pela produção artesanal da marmelada. O doce do marmelo, fruto típico da região, é uma das principais fontes de renda das famílias. Há mais de 100 anos, a comunidade celebra todo mês de janeiro a tradicional Festa do Marmelo, que atrai de cinco a seis mil pessoas por ano. Os moradores relatam que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi um dos principais compradores de doces do quilombo.

Na área, também se planta milho, feijão, cana, mandioca, hortaliças, entre outras culturas, e são criados porcos, galinhas e gado.

A religiosidade, outra marca da comunidade, também é preservada na rotina dos quilombolas, principalmente nos meses de agosto, quando ocorre a Folia de Nossa Senhora da Abadia, padroeira do quilombo. É na Igreja que leva o nome da padroeira que a comunidade mantém um acervo com objetos, fotografias e documentos históricos.

Apesar do processo intenso de desmatamento que já desfigurou boa parte do território, os quilombolas ainda conseguem manter algumas áreas naturais preservadas. A água, no entanto, já não é um bem tão farto como antigamente e motiva alguns conflitos. Uma das principais minas está contaminada pelo aterro sanitário que foi construído irregularmente na região. Mas, algumas nascentes ainda estão quase intocadas.

Um dos pontos mais ricos do território é o da chamada Fazenda Água Quente, que corre o risco de sair do quilombo se o Incra efetivar a decisão de reduzir o território. “Aqui é uma santa paz, um lugar muito maravilhoso. Se vir esses condomínios pra cá, acabou o sossego. E outra, as áreas de reserva e nascentes de água vão acabar tudo.” alerta Erismar Braga Ramos, bisneto de escravos que vive com a família na primeira sede da fazenda.

Preconceito

Além da luta pela terra, a comunidade enfrenta o desafio de ser respeitada como quilombola pelos próprios vizinhos. As cidades do entorno ignoram a identidade dos quilombolas, mesmo com a presença deles há mais de duzentos anos na região. Os quilombolas reclamam que a comunidade é vista como um “povoado” e não há nenhuma sinalização com a referência quilombola nas vias de acesso ao território.

“Nas escolas daqui, as professoras não podem falar de quilombo, não podem trabalhar a identidade, não tratam do tema como deveria. O quilombo é invisível”, conta Sandra Braga, uma das principais lideranças do Mesquita e da Coordenação Nacional de Comunidades Rurais Quilombolas (Conaq),

No território tem uma escola de ensino fundamental e uma unidade de saúde, mas os quilombolas querem melhorar o acesso a políticas públicas na região para diminuir a dependência de Brasília.

Assim como no início da história do quilombo, hoje são as mulheres que lideram as principais ações em busca de melhorias para a comunidade. “Minha mãe conta que mesmo criança eu ficava sempre com os mais velhos. Fui crescendo e sabendo a importância da terra. O que me ajudou muito foram os contos, os relatos deles”, relembra Sandra, formada em turismo e sociologia.

Plenária nacional

Na última semana, o Mesquita sediou pela primeira vez a Plenária Nacional da Conaq, que terminou ontem (15) e contou com a presença de mais de 90 lideranças quilombolas de 24 estados que relataram diferentes desafios enfrentados pelas comunidades de todo o país. Os remanescentes também expressaram a solidariedade e preocupação com o risco de redução do território de Mesquita.

“Você não está reduzindo a terra, você está reduzindo sua história. E o que me entristece é a maneira como eles abordam as pessoas da comunidade como se não fosse direito do quilombola lutar pelo seu território, como se fosse buscar o que não é dele. E grande parte dos territórios quilombolas foram usurpados”, relata Antônio Crioulo, líder da Comunidade das Crioulas, em Pernambuco.

Já Bernardete Pacífico, líder do quilombo da Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA), teme que o caso do Mesquita possa aumentar a violência na região. Ela perdeu seu filho de 31 anos no ano passado. O rapaz foi assassinado em meio a disputa contra grileiros de terra. “Eu estou preocupada com o Mesquita, porque a mesma ameaça que eles estão recebendo foi a que meu filho recebeu e que eu estou recebendo”, relatou Bernardete.

Sesc Avenida Paulista abre celebrações do Dia Mundial do Refugiado

sab, 16/06/2018 - 12:42

Um tapete de 150 metros quadrados, com frases de refugiados que residem no Brasil, será estendido neste domingo (17), a partir das 10h, na entrada do Sesc Avenida Paulista, em comemoração ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho. No tapete, estarão impressas frases de refugiados sobre se sentir em casa no Brasil.

Uma programação cultural, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), envolvendo estrangeiros que vieram reconstruir suas vidas na cidade de São Paulo, está prevista para ter início às 10h30. O quarteto de músicos Os Escolhidos apresenta as músicas tradicionais da República Democrática do Congo, país de origem dos seus componentes. Os visitantes poderão também participar de uma oficina sobre turbantes com mulheres do Congo, Senegal e de Angola.

Ritmos da Colômbia marcam uma oficina de música e dança com a artista Margarita Maria Milagros, às 11h30. Uma hora depois, às 12h30, o coral infantil Coração Jolie, da organização não-governamental IKMR, composto por crianças de oito nacionalidades, faz o encerramento das apresentações artísticas, cantando música popular brasileira. As atividades são gratuitas.

De acordo com a Acnur, há em todo o mundo mais de 65 milhões de pessoas que se encontram fora de seus locais de origem devido a guerras, conflitos armados, perseguições e violações dos direitos humanos.

Dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) mostram que, até o fim de 2017, mais de 10 mil pessoas de várias nacionalidades foram reconhecidas como refugiadas pelo Brasil. Desses, 5.134 continuam vivendo no país na condição de refugiado, sendo que 52% dessa população moram em São Paulo.

Incra estuda reduzir área de quilombo na Cidade Ocidental, em Goiás

sab, 16/06/2018 - 12:42

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estuda reduzir em cerca de 80% a área do Quilombo do Mesquita, situado na Cidade Ocidental (GO), entorno do Distrito Federal. Medida instituindo a redução de 4,2 mil hectares para menos de 1 mil foi publicada há pouco mais de três semanas no Diário Oficial.

De acordo com a resolução, o Conselho Diretor do Incra, órgão responsável pela titulação das terras quilombolas no país, aprovou no dia 17 de maio um requerimento apresentado por uma associação de moradores para declarar como território do Mesquita apenas o espaço onde vivem os remanescentes de quilombolas e uma área de vegetação, hidrografia e sistema viário que totalizam 971,4 hectares.

A resolução estabelece ainda que só será publicada portaria com a nova delimitação de território se a associação apresentar, no prazo de três meses, comprovação de que submeteu a proposta de redução do território à deliberação e aprovação da maioria dos integrantes da entidade.

Herança ancestral

Parte da comunidade recebeu a informação com surpresa e se mobiliza para reverter a tentativa de redução do território herdado de ancestrais. Eles explicam que a nova área não é suficiente para manter o plantio e a sobrevivência da comunidade.

“São 4,2 mil hectares que nós temos hoje no nosso território. Não concordamos com essa redução, estamos já nos movendo com a assessoria jurídica. Isso não impactará só o Quilombo Mesquita, isso abre precedente para todos os quilombos do Brasil, é uma questão de garantia de direitos”, declarou Sandra Braga, liderança do Quilombo do Mesquita.

O temor de redução da área do Mesquita se espalhou pelas comunidades do país. Quilombolas de vários estados acreditam que a medida, se for concretizada, pode se repetir em outras terras. O assunto foi um dos mais debatidos na Plenária Nacional da Coordenação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), realizada esta semana no Mesquita, que recebeu mais de 90 líderes de quilombos de vários estados do Brasil.

“Não houve um processo democrático nem consulta à comunidade. Nós sabemos que tem instruções internacionais que garantem que qualquer interferência em território quilombola ou indígena tem que passar por consulta deliberativa e isso não aconteceu aqui [no Mesquita]. A gente está preocupado, porque cria uma jurisprudência”, relatou Antônio Crioulo, liderança do Quilombo Conceição das Crioulas (PE), que também passou por uma tentativa de redução de território.

Reconhecimento

A Comunidade Remanescente de Quilombo do Mesquita foi reconhecida pela Fundação Cultural Palmares em 2006. Após processo de estudo técnico e antropológico, o território foi delimitado em 4,2 mil hectares. Em 2011, foi publicada a certificação do território reconhecendo a área identificada. O quilombo ainda aguarda a conclusão do processo final de titulação.

O primeiro registro do quilombo data de maio de 1746 e a área inicial chegava à extensão de 8 mil hectares. Atualmente, o quilombo abriga 785 famílias que mantêm a agricultura como principal meio de subsistência. No território, é possível encontrar casarões centenários e resquícios seculares do tempo da escravidão.

A partir da década de 50, com a construção de Brasília, a área do quilombo começou a ser invadida devido ao avanço da especulação imobiliária e de grandes propriedades rurais. O território é cobiçado pela posição privilegiada e por ter muitas nascentes de água, inclusive águas termais, o que atrai empreendimentos de luxo, seja para moradia ou lazer.

“Tem uma disputa política grande, os ruralistas querem deixar para os quilombolas somente a área que eles estão morando em cima. Só que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que o território quilombola é aquele necessário para reprodução física, social, cultural e econômica das comunidades”, explicou Fernando Priosti, advogado organização de Direitos Humanos Terra de Direitos.

Advogados e integrantes do quilombo também relatam que o Incra expôs em algumas reuniões que a falta de verbas para pagar indenização pela desocupação dos não quilombolas poderia dificultar a titulação da área originalmente delimitada de 4 mil hectares.

A indenização aos fazendeiros da região estaria estimada em R$ 1 bilhão, os quilombolas contestam e afirmam que os estudos de delimitação apontaram que o valor da desintrusão não passaria de R$ 60 milhões.

Providências

Os advogados de defesa do quilombo recorreram ao Incra para tentar anular a resolução. A defesa argumenta que para reduzir o território seria necessário refazer todo o estudo técnico e antropológico da área, além de consulta à comunidade, procedimentos que ainda não foram seguidos pelo Incra.

“Todos os encaminhamentos necessários para a demarcação e delimitação do território já foram realizados. O nosso entendimento é que a ação de redução do território é absolutamente ilegal e nula, porque passa por cima de todo um procedimento que já foi realizado”, explica o advogado Cleuton de Freitas.

A defesa do quilombo também solicitou apoio do Ministério Público Federal de Luziânia (GO) que enviou um ofício ao Incra solicitando os documentos e as informações que basearam a resolução. Segundo o MPF, o Incra já respondeu à solicitação e os procuradores responsáveis pelo caso estão analisando o material.

No Congresso Nacional, alguns parlamentares também enviaram pedido de esclarecimentos ao Incra e apresentaram um projeto de lei que anula os efeitos da resolução.

Incra

Em nota, o Incra confirmou que a extensão original do território é de 4.292 hectares, mas alegou que a resolução que prevê a redução do Quilombo Mesquita para 971 hectares “acatou o pedido” da Associação Renovadora Quilombo de Mesquita, que reivindica ser a principal representante da comunidade.

O órgão destacou que “a resolução não acarreta automaticamente a diminuição do território” e que isso só deve ocorrer após publicação de portaria e de decreto presidencial.

A resolução publicada no dia 24 de maio estabelece que a portaria só será publicada se a referida associação apresentar, no prazo de três meses, comprovação de que submeteu a proposta à deliberação e aprovação da maioria dos integrantes da entidade.

O Incra informou ainda que, depois de questionamentos, o processo foi submetido a nova análise do Conselho Diretor e da Procuradoria Federal Especializada (PFE) da instituição.

Messi perde pênalti e Argentina empata com Islândia

sab, 16/06/2018 - 12:25

A Argentina dependia de Messi e saiu frustrada. O camisa 10 teve a chance da vitória em uma cobrança de pênalti, mas a bola parou nas mãos do goleiro Halldorsson. Em um jogo tenso, a Argentina teve 73% de posse de bola, controlou a maior parte da partida, fez um gol mas sofreu com sua defesa insegura. Do outro lado, a Islândia estreou em Copas do Mundo com um empate heroico contra os vice-campeões do mundo.

O jogo

Foi um primeiro tempo com mais volume de jogo da Argentina e muita posse de bola, 74%. Mas a Islândia não abria mão de jogar. Com marcação firme, mas leal, os vikings assustaram em várias oportunidades, diante de uma defesa argentina afobada.

A Argentina começou com intensidade no ataque. Aos 7 minutos, Messi cobrou falta na área. Tagliafico cabeceou e por pouco a bola não entrou. A reposta da Islândia veio em seguida. Finnbogason entrou na área em velocidade e bateu por cima do gol. Na reposição de bola, a defesa da argentina saiu mal, a Islândia roubou a bola, e quase marcou com Bjarnason. Cara a cara com Caballero, ele chutou pra fora, à esquerda do gol.

Aos 18 minutos, veio o gol da Argentina. Rojo chutou mal para o gol, mas Aguero dominou a bola com categoria, girou e bateu alto no canto direito de Halldorsson. A Islândia, porém, não se assustou e continuou seu jogo, explorando as falhas do adversário. E foi exatamente assim que chegaram ao empate, aos 23 minutos.

Em uma bobeira da defesa argentina, Sigurdsson arriscou para o gol em um chute cruzado, Caballero rebateu para o meio da área e Finnbogason pegou o rebote para marcar o primeiro gol da Islândia em uma Copa do Mundo. Festa viking em Moscou.

Aos 41 minutos, os argentinos pediram pênalti após a bola bater na mão de Sigurdsson dentro da área. O árbitro ignorou as queixas dos argentinos, que pediam a conferência pelo VAR. Três minutos depois, a Islândia teve nova oportunidade frente a frente com Caballero. Sigurdsson bateu, o goleiro espalmou e a zaga argentina impediu o rebote islandês em cima da hora.

Segundo tempo

Aos 5 minutos, foi a vez da Islândia reclamar um toque de mão. Após bola alçada na área, Árnason escorou de cabeça e a bola bateu no braço de Salvio. O juiz mandou seguir o jogo.

Aos 17 minutos, a Argentina teve sua chance de voltar à frente do placar, com um pênalti a seu favor. Messi caiu na área, empurrado por Magnusson. Mas, para desespero de milhares de argentinos presentes no estádio, Messi perdeu o pênalti, o que fez a Argentina se lançar para o ataque e pressionar ainda mais o adversário. A Islândia se limitava a afastar o perigo, sem conseguir encaixar um ataque eficiente.

Aos 33, Messi quase marcou. O camisa 10 recebeu um lançamento na pequena área, armou o chute, mas o defensor apareceu no último segundo e tocou pra escanteio. Aos 41, Halldorsson salvou um gol certo ao espalmar uma bola cruzada a meia altura, que passou por todo mundo e só parou nas mãos do camisa 1.

Foi um verdadeiro Deus-nos-acuda na defesa islandesa. O ataque comandado por Messi rondava a área adversária, chutava a gol, jogava a bola dentro da área, mas ela não entrava. No último lance, falta perto da área para Messi cobrar. O camisa 10 jogou a bola na barreira, enterrando as chances de vitória Argentina na estreia.

Cai percentual de estudantes que querem ser professores, diz OCDE

sab, 16/06/2018 - 11:43

Gina Vieira Ponte tinha 8 anos quando decidiu o que queria ser quando crescesse: professora. Foi pelo cuidado e atenção dados a ela, criança negra vítima de racismo na escola, pela professora Creusa Pereira, que Gina decidiu: queria também dar atenção e, quem sabe mudar a vida de crianças e adolescentes. Hoje, professora premiada e reconhecida em todo o país, ela faz parte de uma categoria profissional cada vez menor. Relatório divulgado esta semana pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que a porcentagem de estudantes que querem ser professores passou de 5,5% em 2006 para 4,2% em 2015.

O relatório Políticas Eficazes para Professores é baseado nas respostas de estudantes de 15 anos no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), avaliação da qual participaram 70 países. No Brasil, de acordo com o questionário do último Pisa, em 2015, a porcentagem dos que esperam ser professores é ainda menor que a média dos países da OCDE, 2,4%. Os números excluem aqueles que querem ser professores universitários e considera apenas os que desejam ser mestres em escolas do ensino básico e médio.

“Vivemos em um país que representações sobre o que é ser professor são muito ruins. É muito recorrente que se replique casos de professores agredidos, de enfrentamento com alunos, com pais. Tem greve de professores, que precisam se organizar para garantir melhores salários. O aluno, dentro da escola, percebe o quão desafiador é para o professor realizar o trabalho dele”, diz Gina.

Após atuar como professora por 27 anos em escolas públicas, Gina hoje trabalha com formação de professores no Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação, da Secretaria de Educação do Distrito Federal. A educadora ganhou diversos prêmios pelo projeto Mulheres Inspiradoras, que busca incentivar a leitura de obras literárias escritas por mulheres e sobre mulheres.

Segundo Gina, o que a move é o contato com crianças e adolescentes. “Aprendo muito, me sinto renovada”, diz. Mas, com muitos professores, também passou por momentos difíceis e precisou reduzir o tempo em sala de aula. “Adoeci porque vi que os estudantes não se engajavam. Temos um modelo educacional esgotado, que não dialoga com a especificidade de uma geração de nativos digitais”.

Como formadora de professores, ela busca sempre levar o questionamento: "O que estou fazendo faz sentido? O que estou propondo gera engajamento, envolvimento?"

Carreira não atrai os melhores

O relatório mostra ainda que os estudantes que escolhem ser mestres têm, em geral médias menores no Pisa que os estudantes que escolhem outras carreiras formais como cientistas, engenheiros, profissionais da saúde, cientistas sociais, entre outras.

Segundo a OCDE, a diferença é maior entre países com pior desempenho no Pisa. O Brasil está entre eles. Dentre os 70 países, ficou 63ª posição em ciências; a 59ª posição em leitura e a 65ª posição em matemática - competências avaliadas no Pisa.

Enquanto os estudantes que querem ser professores no Brasil tiraram em média 354 pontos em matemática e 382 em leitura, aqueles que querem seguir outras profissões formais ficaram em média com 390 em matemática e 427 em leitura. De acordo com os critérios da OCDE, de 30 a 40 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos. Isso significa que os estudantes que querem ser professores estão cerca de um ano atrás dos demais.

Segundo o diretor do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Ernesto Martins Faria, o que mostra a atratividade da carreira docente é "se os melhores alunos querem ser professores, se consegue atrair os alunos de alto índice de proficiência. Se um aluno que pode entrar em qualquer faculdade, diz que espera ser professor, então isso significa que deve haver valorização da sociedade por essa carreira", ressalta. "O Brasil precisa pensar em como tornar a carreira docente mais atrativa. Ter mecanismos de atração sem desvalorizar os professores que já estão atuando", acrescenta.

O problema não está restrito ao Brasil. As maiores diferenças de desempenho em matemática foram observadas na Bulgária, Geórgia, em Israel, na Letônia, no Líbano, Peru, em Portugal, na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos e no Uruguai. Nesses países, os estudantes que querem ser professores tiraram pelo menos 40 pontos a menos que os demais que desejam seguir carreiras formais.

Na outra ponta, no Japão e na Coreia do Sul, estudantes que querem ser professores tiveram desempenho melhor em matemática que os demais e não houve diferença significativa entre os grupos em leitura. Na Áustria e and Eslovênia, estudantes que querem ser professores tiveram melhor desempenho em leitura e não houve diferença significativa em matemática.

Professores desvalorizados

O relatório da OCDE, mostra também que o salário é uma das principais causas que levam os estudantes a não se interessar pela carreira de professor. “Em países onde os salários dos professores é mais alto, estudantes de 15 anos tendem a desejar mais seguir a profissão. O mesmo ocorre em países onde os professores acreditam que a profissão é valorizada pela sociedade”, diz o texto.

Em média, entre os países da OCDE, o salário dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, com formação superior, é o equivalente a 81% dos salários de outros profissionais com o mesmo nível de formação. Entre os professores do 6º ao 9º ano, o salário equivale a 85% e, entre os do ensino médio, a 89%, dos salários das demais carreiras.

No Brasil, professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas, ou seja, cerca de 25% a menos, de acordo com o relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Essa porcentagem era, em 2012, 65,2%.

“Acho que é consenso de todos os lados, de todos os campos políticos, que política educacional é caminho para o desenvolvimento do país”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. “A educação muda a vida da pessoa e, para ter educação de qualidade, tem que ter pessoas animadas com autoestima elevada, com alegria e disposição para fazer o trabalho no dia a dia”.

A OCDE recomenda que os governantes “considerem melhorias nas condições de trabalho dos professores para tornar a carreira mais atrativa para os melhores estudantes. Ao mesmo tempo, poderiam aumentar o nível de autonomia e responsabilidade, as oportunidades de crescimento intelectual e possibilidades de progressão de carreira que agradem os professores”.

Justiça Federal aceita 24ª denúncia contra ex-governador Sérgio Cabral

sab, 16/06/2018 - 11:28

O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, aceitou nessa sexta-feira (15) uma nova denúncia contra o ex-governador fluminense Sérgio Cabral.

A 24ª denúncia contra o político, que está preso desde novembro de 2016, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, é no processo que tem origem na Operação Câmbio, Desligo, da Polícia Federal.

A operação investiga um esquema de contratação de doleiros, por Cabral, para organizar propinas recebidas enquanto era governador do Rio de Janeiro, no período de 2007 a 2014.

Segundo a denúncia, a suposta organização criminosa chefiada pelo ex-governador contratou os doleiros Vinícius Claret Vieira Barreto, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Fernando Barboza de Souza, conhecido como Tony ou Peter.

Claret e Cláudio Fernando tinham amplo conhecimento do mercado de câmbio paralelo e operavam com Dario Messer, conhecido como “o doleiro dos doleiros”.

Os três também se tornaram réus na ação penal, junto com outras 58 pessoas. Tanto Claret quanto Fernando recorreram à delação premiada.

O juiz Marcelo Bretas também desmembrou o processo em três. Além da ação principal, haverá uma ação para julgar os réus que estão foragidos e outra para processar aqueles que estão no exterior.

 

 

 

Aeroportos de São Paulo ficam sem operar por mais de uma hora

sab, 16/06/2018 - 10:53

O desligamento de um radar de controle de voos às 8h12 deste sábado (16) fez com que os aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos ficassem fechados para pousos e decolagens no início da manhã deste sábado (16), por pouco mais uma hora.

Segundo a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos, às 9h29, o radar foi restabelecido e a situação está se normalizando no terminal. Durante esse período só Guarulhos teve 11 decolagens atrasadas e oito voos redirecionados para outros aeroportos.

Em Congonhas dois voos foram cancelados. Já em Campinas, segundo a assessoria do Aeroporto de Viracopos, houve dois remanejamentos de voos e um cancelamento.

A Agência Brasil aguarda retorno da Aeronáutica sobre o que causou o desligamento do equipamento.

Argentina e Islândia já estão em campo

sab, 16/06/2018 - 10:17

A bola já está rolando para Argentina x Islândia, em Moscou. As duas seleções se enfrentam pela primeira rodada do grupo D da Copa do Mundo. A torcida argentina está em bom número no estádio e faz muito barulho. A torcida islandesa, sensação na Eurocopa de 2016, também está presente.

Depois de sentir o terceiro título mundial muito perto na Copa de 2014, a atual vice-campeã do mundo ainda precisa mostrar que a geração de craques como Messi, Di Maria e Aguero é capaz de ganhar um título. Muito eficazes nos clubes, esses jogadores carregam desconfiança do povo argentino, sobretudo após se classificarem com dificuldade para esta Copa do Mundo. Mas uma boa estreia pode fazer o otimismo voltar.

O time argentino começa com Messi, Aguero, Di Maria no ataque. O goleiro será Caballero, que substitui Romero. O goleiro titular da seleção foi cortado após se lesionar dias antes do início da Copa.

Brasil é país mais preocupado com notícias falsas, diz estudo global

sab, 16/06/2018 - 10:00

O Brasil aparece como o país mais preocupado com as chamadas “notícias falsas” (fake news) em um estudo global que analisou a realidade de 37 nações. Dos entrevistados brasileiros, 85% manifestaram preocupação com a veracidade e a possibilidade de manipulação nas notícias lidas. A lista é seguida por Portugal (71%), Espanha (69%), Chile (66%) e Grécia (66%). Na opinião dos autores, a polarização política nesses países provocada por eleições, referendos e outros grandes processos de disputa na sociedade podem ter favorecido essa percepção.

Já os menos preocupados com a possibilidade de uma notícia não ser verdadeira ou contar algum tipo de desinformação são Holanda (30%), Dinamarca (36%), Suécia (36%), Alemanha (37%) e Áustria (38%). Os autores destacaram na análise que, diferentemente dos Estados Unidos, a Alemanha passou recentemente por eleições em que a disseminação de notícias falsas não apareceu como um problema grave.

Quando tomada a amostra de forma conjunta, a média geral das pessoas consultadas pelo levantamento preocupadas com a veracidade das informações lidas na Internet ficou em 54%.

O Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, uma das mais importantes pesquisas do mundo sobre o tema, foi divulgado nesta semana. O levantamento fez entrevistas para identificar hábitos de consumo da população em relação a veículos de mídia e produtos jornalísticos.

Percepção

Os autores da pesquisa apontam uma percepção maior do que a realidade vivida pelas pessoas. Do total dos entrevistados, 58% disseram estar preocupados com notícias “fabricadas” mas apenas 26% conseguiram identificar casos concretos. Essa diferenciação, entretanto, não foi feita por país, não permitindo identificar se essa disparidade ocorre nas nações onde a preocupação foi maior, como no Brasil.

“Quando olhamos para os resultados do nosso estudo, descobrimos que quando consumidores falam sobre ´fake news´ eles estão preocupados também com mau jornalismo, práticas de caça de cliques e enviesamento”, argumentam os autores da pesquisa.

Providências

Mesmo assim, as pessoas consultadas colocaram a necessidade de providências sobre o assunto. Na avaliação dos entrevistados, os principais responsáveis por adotar medidas de combate às chamadas notícias falsas deveriam ser os veículos tradicionais de mídia (75%) e as plataformas digitais (71%).

Na compreensão dos autores, essa percepção estaria relacionada ao fato de muitas reclamações com foco na veracidade ou manipulação estarem relacionadas a mídias tradicionais, e não a conteúdos fabricados por sites desconhecidos.

A adoção de alguma regulação pelo Estado para atacar o problema ganhou aceitação sobretudo entre asiáticos (63%) e europeus (60%). Na Europa, a regulação do tema tem ganhado espaço. No último ano, a Alemanha aprovou uma lei que passa a responsabilidade pela fiscalização de conteúdos falsos e ilegais às plataformas. No Brasil, já há diversos projetos de lei tramitando no Congresso visando estabelecer regras sobre o tema. 

VAR entra em campo pela primeira vez e garante vitória da França

sab, 16/06/2018 - 09:40

França e Austrália fizeram um jogo histórico, mas não pela fraca atuação dos campeões de 1998. A tecnologia foi a responsável por garantir a vitória da França por 2 a 1. O primeiro gol dos “Bleus”, como os franceses também chamam a sua seleção, foi marcado pelo árbitro após a usar o VAR, o árbitro de vídeo.

Foi a primeira vez na história que o recurso foi usado em uma Copa do Mundo. O segundo gol foi também confirmado graças à tecnologia da linha de gol.

Copa 2018:França e Austrália. Árbitro Andres Cunha revê lance em VAR (sistema de vídeo-arbitragem) antes de conceder uma penalidade para a França. - John Sibley/Reuters/Direitos reservados

A Austrália não se intimidou com a presença em campo de jogadores como Griezmann, Mbappé e Pogba, foi para frente e teve várias chances de gol, mas esbarrou em sua própria deficiência técnica. Já os franceses ficaram devendo, foram “salvos” pelo VAR em um pênalti, ainda assim, polêmico.

O jogo

Com pouco mais de um minuto, o atacante Mbappé recebeu um passe preciso na frente da área australiana. O camisa 10 da França bateu com perigo, para defesa de Ryan, que espalmou a bola para escanteio.

Aos 5 minutos, foi a vez de Griezmann. Em contra-ataque rápido pela esquerda, o camisa 7 foi acionado e, da entrada da área, chutou para defesa de Ryan mais uma vez.

Mas a primeira grande chance de gol foi australiana. Em cobrança de falta pela esquerda do ataque, Mooy jogou na área e, na tentativa de afastar o perigo, o francês Tolisso quase faz contra. A bola só não entrou porque o goleiro Lloris se esticou todo e deu um tapinha para escanteio.

Aos 30 minutos, o atacante Griezmann recebeu dentro da grande área, mas quando ia finalizar, foi desarmado pelo zagueiro australiano. Foi um primeiro tempo no qual a Austrália se defendeu muito bem, fechando os espaços da França, que não conseguiu exercer a pressão que gostaria.

Segundo tempo

Aos 8 minutos, muita reclamação da torcida francesa e, o VAR entrou em ação pela primeira vez na história das Copas. Pogba deu um passe para Griezmann, que entrou a área e caiu após toque do zagueiro da Austrália. O árbitro não marcou a falta, mas decidiu acionar o árbitro de vídeo, que confirmou o pênalti. Griezmann foi para a cobrança, chutou firme no canto esquerdo de Ryan, e marcou o primeiro gol francês 12 minutos.

Mas o alívio francês durou pouco. Aos 15 minutos, mais um pênalti marcado, dessa vez para a Austrália. Após cruzamento pelo alto na área francesa, Umtiti deu um soco na bola e o juiz nem precisou de ajuda do vídeo. Jedinak cobrou o pênalti e empatou o jogo. O gol animou a Austrália, que equilibrou mais a partida, passando a atacar mais e sentir que o empate – e talvez até mesmo uma vitória – era possível.

Pogba faz 2 x 1 para França. O gol foi confirmado pelo recurso eletrônico da linha de gol - Sergio Perez/Reuters/Direitos reservados

E foi justamente quando a Austrália melhorava no jogo que a França fez o segundo gol. Após uma boa tabela no ataque, Pogba chutou para o gol, dividindo com o zagueiro. A bola encobriu Ryan, tocou o travessão e caiu apenas 1 centímetro atrás da linha. Os franceses só puderam comemorar após o árbitro confirmar o lance. A tecnologia da linha de gol entrou em ação, avisando no relógio do juiz que a bola havia entrado.

Ao fim da partida, alívio da seleção francesa que, com um time favorito a se classificar em primeiro no grupo C, fez uma partida morna, com poucos momentos de brilho coletivo. Na próxima quinta-feira (21), a França enfrenta o Peru e a Austrália joga contra a Dinamarca.

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