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Atualizado: 13 minutos 40 segundos atrás

Presidente do STF suspende posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho

seg, 22/01/2018 - 06:38

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu, na madrugada de hoje (22), a posse da deputada Cristiane Brasil (PRB-RJ) como ministra do Trabalho. Ela analisou reclamação do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Mati), que contestou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizando a posse da deputada. A cerimônia estava prevista para esta segunda-feira de manhã.

No documento, o Mati, que reúne cerca de 300 advogados especializados em direito do trabalho, argumenta que a decisão do vice-presidente do STJ, ministro Humberto Martins, é inconstitucional, pois fere competência do STF. Na reclamação, os advogados reforçam o entendimento de que a eventual nomeação e posse da deputada como ministra do Trabalho representará afronta ao princípio da moralidade administrativa.

Em trecho de sua decisão, a ministra Cármen Lúcia diz que "pelo exposto, com base no poder geral de cautela (caput do Artigo 297 do Código de Processo Civil) e nos princípios constitucionais da segurança jurídica e da efetividade da jurisdição, que seriam comprometidos com o ato de posse antes de se poder examinar a suspensão das decisões de primeira e de segunda instâncias que a impediam neste momento, defiro parcialmente a providência liminar para a suspensão do ato de posse até que, juntadas as informações, incluído o inteiro teor do ato reclamado, seja possível a análise dos pedidos formulados na presente reclamação, sem prejuízo de reexame desta decisão precária e urgente".

Entenda o caso

Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer ministra do Trabalho em 3 de janeiro, mas foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar (provisória) do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro. O magistrado acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas.

Contra a liminar, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a defesa da parlamentar apresentaram agravos de instrumento. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou, liminarmente, os pedidos da União e de Cristiane Brasil.

*Colaborou Felipe Pontes

 

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Número de bilionários teve aumento histórico em 2017: um a cada dois dias

seg, 22/01/2018 - 05:54

De toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% ficaram concentrados nas mãos dos que estão na faixa de 1% mais rica, enquanto a metade mais pobre – o equivalente a 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com nada. Os dados fazem parte do relatório Recompensem o trabalho, não a riqueza, da organização não governamental (ONG) Oxfam, divulgado hoje (22). A entidade participa do Fórum Econômico Mundial, que começa amanhã (23) em Davos, na Suíça.

O documento destaca que houve um aumento histórico no número de bilionários no ano passado: um a mais a cada dois dias. Segundo a Oxfam, esse aumento seria suficiente para acabar sete vezes com a pobreza extrema no planeta. Atualmente há 2.043 bilionários no mundo. A concentração de riqueza também reflete a disparidade de gênero, pois a cada dez bilionários nove são homens.

O Brasil ganhou 12 bilionários a mais no período, passando de 31 para 43. “Isso significa que há mais pessoas concentrando riqueza. A gente não encontrou ainda um caminho para enfrentar essa desigualdade”, disse Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

O patrimônio dos bilionários brasileiros alcançou R$ 549 bilhões no ano passado, um crescimento de 13% em relação a 2016. Por outro lado, os 50% mais pobres tiveram a sua fatia na renda nacional reduzida de 2,7% para 2%. Um brasileiro que ganha um salário mínimo precisaria trabalhar 19 anos para ganhar o mesmo que recebe em um mês uma pessoa enquadrada entre o 0,1% mais rico.

Cinco bilionários brasileiros concentram o equivalente à metade da população mais pobre do país. “O Brasil chegou a ter 75 bilionários, depois caiu, muito por causa da inflação, e depois, nos últimos três anos, a gente viu uma retomada no aumento do número de bilionários. Esse último aumento – de 12 bilionários – é o segundo maior que já houve na história. E o patrimônio geral também está aumentando”, afirmou Rafael Georges, coordenador de campanhas da entidade.

Geração de emprego

A Oxfam aposta na geração de empregos decentes como mecanismos de diminuição das desigualdades, sendo uma das recomendações da entidade. “O que o relatório aponta é que está acontecendo um movimento contrário, inclusive com vários países regredindo em proteção trabalhista”, disse Georges.

A organização recomenda ainda limitar os lucros de acionistas e altos executivos de empresas, garantindo salário digno a todos os trabalhadores. Indica também a eliminação das diferenças salariais por gênero. No ritmo atual, seriam necessários 217 anos para reduzir as disparidades entre homens e mulheres.

O relatório pede que os ricos paguem uma “cota justa” de impostos e tributos e que sejam aumentados os gastos públicos com educação e saúde. “A Oxfam estima que um imposto global de 1,5% sobre a riqueza dos bilionários poderia cobrir os custos de manter todas as crianças na escola.”

“Recompensem o trabalho, não a riqueza”

Em referência ao título desta edição do relatório, a Oxfam afirma que atualmente “os níveis de desigualdade extrema excedem em muito o que poderia ser justificado por talento, esforço e disposição de assumir riscos”. Segundo a organização, a maioria das riquezas acumuladas se deve a heranças, monopólios ou relações clientelistas com o governo.

“É um círculo vicioso do qual a gente precisa se livrar. A desigualdade gera desigualdade, quanto mais rico você é, mais dinheiro consegue gerar para você mesmo”, criticou o coordenador de campanhas da Oxfam Brasil.

O documento diz que mantendo o mesmo nível de desigualdade, a economia global precisaria ser 175 vezes maior para permitir que todos passassem a ganhar mais de US$ 5 por dia. “O que seria ambientalmente catastrófico”, afirma a entidade.

Kátia destaca que a entidade participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, com o objetivo de levar esse debate para a elite econômica mundial. Ela acredita que é possível reduzir a desigualdade por meio de ações de responsabilidade das grandes corporações. “Essa concentração extrema é também acelerada por diferentes setores da sociedade, então está nas nossas mãos fazer o enfrentamento disso e buscar construir um mundo um pouco mais igualitário, onde as pessoas sejam tratadas de forma mais justa”.

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Pesquisadores comprovam que fumaça das queimadas da Amazônia pode causar câncer

dom, 21/01/2018 - 19:17

A pesquisa comprovou que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o controle e evoluir para câncer de pulmãoDivulgação/Doug Morton/Nasa

As partículas carregadas de toxinas, liberadas durante queimadas na Amazônia, se inaladas involuntariamente por longo período, podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis, resultando até mesmo em câncer de pulmão.

A descoberta é resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal de Rondônia(Ufro).

A pesquisa é referente a tese de doutorado da bióloga Nilmara de Oliveira Alves, da USP. A equipe coletou amostras de material particulado fino em Porto Velho, uma das áreas mais afetadas pelas queimadas na região amazônica.

Para entender como ocorre a contaminação, os pesquisadores expuseram em laboratório linhagem de células pulmonares às partículas, compostas por material tóxico, em concentração semelhante com as encontradas nas queimadas da Amazônia, analisadas com técnicas bioquímicas avançadas.

Essas análises permitiram medir o grau de inflamação e de lesão no DNA. Foi comprovado que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o controle e começar a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão.

Para a pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública, as conclusões do trabalho são inéditas. Segundo ela, pela primeira vez foi possível demonstrar que as partículas de queimadas da Amazônia, ao entrarem nos alvéolos pulmonares, causam danos genéticos nas células, podendo leva ao câncer de pulmão.

Sandra Hacon e o pesquisador Christovam Barcellos coordenaram o projeto Clima & Saúde da sub Rede de Mudanças Climáticas do INPE/INCT Rede Clima. O estudo foi publicado na revista Nature Scientific Reports.

O projeto da Rede Clima envolve os efeitos das queimadas com alterações climáticas. Sandra informou que algumas medidas podem ser adotadas pelas autoridades ambientais e de saúde, no sentido de evitar o agravamento de doenças respiratórias na população, exposta a fumaça das queimadas.

“ É uma questão de bom senso. Não faz sentido continuar esse processo de queimadas na Amazônia. A situação estava controlada, mas houve aumento acentuado nos últimos três anos. Uma alternativa é a montagem, pelas secretarias municipais de Saúde, de um sistema de vigilância das doenças respiratórias, de modo a ajudar a população das cidades onde as queimadas vem ocorrendo de forma sistemática.”

Nos meses de agosto, setembro e outubro os focos de incêndios dissipam uma nuvem de fumaça tóxica sobre a região amazônica. A população mais vulnerável é formada por crianças e idosos.

De acordo com Sandra Hancon, as crianças menores de cinco anos, prejudicadas pelo impacto das partículas com componentes cancerígenos da fumaça das queimadas, desenvolvem alergias respiratórias, que comprometem o aprendizado escolar.

Conforme a pesquisadora, os mais atingidos são principalmente famílias de baixa renda, que estão em áreas de risco sem alternativa de sair.

Sandra Hacon disse ainda que a divulgação do trabalho pode incentivar as autoridades a instituir na região um programa de melhoria da qualidade do ar e monitoramento dessas partículas finas provenientes das queimadas, decorrentes da ocupação desordenada para atender a interesses econômicos .

Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indicam que em 2017 ocorreram mais de 275 mil focos de incêndio em todo o território nacional, sendo mais de 132 mil em estados amazônicos.

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Melhora quadro clínico de australiano atropelado em Copacabana

dom, 21/01/2018 - 17:54

Oito vítimas do atropelamento em Copacabana continuam internadasAndrea Useto/Agência EFE

Boletim divulgado esta tarde (21) pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro revela melhoras no quadro clínico do australiano que sofreu traumatismo craniano, vítima de atropelamento na quinta-feira (18), na Praia de Copacabana, zona sul da capital fluminense. Ele permanece internado, em estado gravíssimo na UTI do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Oito vítimas continuam internadas, incluindo o australiano que reside no Brasil há cerca de 20 anos. Quatro pessoas atropeladas estão no Miguel Couto e três no Hospital Municipal Souza Aguiar, região central da cidade. No acidente, morreu a bebê de oito meses Maria Louize, sepultada ontem (20).

Um menor de sete anos e três adultos de 36, 38 e 41 anos foram declarados clinicamente estáveis e têm cirurgias ortopédicas marcadas para amanhã (22). Eles estão internados no Miguel Couto.

No Hospital Souza Aguiar permanecem dois argentinos, de 34 e 61 anos. Eles estão em recuperação, após cirurgias ortopédicas realizadas sexta-feira (19). Outra vítima, de 32 anos, foi inscrita no Sistema Estadual de Regulação, com pedido de transferência para hospital de alta complexidade em ortopedia. 

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Dia de Combate à Intolerância Religiosa homenageia Abdias Nascimento

dom, 21/01/2018 - 17:42

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, comemorado neste domingo (21), o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) homenageou um dos nomes mais famosos no combate à intolerância religiosa no Brasil. O poeta, dramaturgo, político, professor universitário e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras Abdias Nascimento, também fundador do Teatro Experimental do Negro, do Museu de Arte Negra, foi um dos ícones do combate ao racismo no país.

Viúva de Abdias Nascimento, a professora Elisa Larkin Nascimento participa do Dia Nacional de Combate à Intolerância ReligiosaFernando Frazão/Agência Brasil

A programação envolveu exibição gratuita de filmes sobre a vida e obra de Abdias Nascimento, no Memorial Municipal Getúlio Vargas, no Largo do Russell, na Glória, zona sul do Rio, seguida de mesa redonda abordando o combate à intolerância religiosa.

Aberta ao público, o programa teve participação de acadêmicos, religiosos e estudiosos do tema. As homenagens serão encerradas à noite com performance artística

Valorização

Viúva de Abdias Nascimento, Elisa Larkin Nascimento informou que, como parte dessa luta, o homenageado combatia também a discriminação contra as religiões de matriz africana. “Em seu trabalho, ele sempre procurou valorizar as matrizes culturais africanas, coisa que até hoje o Brasil tende a desprezar, menosprezar ou subvalorizar e designar apenas as áreas de atuação estereotipadas”.

Para Elisa, o Brasil ainda está muito atrasado no que se refere ao combate à intolerância religiosa. Nos últimos dois anos, salientou que a sociedade tem assistido a uma onda de violência contra comunidades religiosas de matriz africana, com ataques, invasões, depredações, violência “e, inclusive, até apedrejamento de meninas que vão às escolas”.

A discriminação contra crianças dessas religiões africanas nas escolas é uma coisa acintosa, apontou. “Na verdade, até hoje, essas religiões são vistas pela maioria das pessoas de forma preconceituosa e pejorativa”, afirmou Elisa.

No último dia 19, decreto do governador Luiz Fernando Pezão, publicado no Diário Oficial, criou o Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa, inédito no país. Elisa Larkin afirmou que toda tentativa de criar mecanismos de combater a intolerância religiosa “é positiva e importante”.

Advertiu, porém, que um conselho estadual tem limitações na sua possibilidade de atuação. Externou seu desejo de que o conselho tenha sucesso na formulação de políticas públicas que possam, de fato, diminuir a intolerância no Brasil.

Números

No ano passado, a cidade do Rio de Janeiro registrou pelo menos um caso de intolerância religiosa por semana, segundo informação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), cujas equipes atenderam ao todo 67 vítimas, em 2017.

A maioria dos casos ocorreu por discriminação (29%), seguida por depredação de templos (26%) e difamação (18%). As agressões verbais e físicas correspondem a 6%. A maior predominância dos casos ocorreu no município de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, que ocupa o segundo lugar no ranking de intolerância, com 14%, depois da capital fluminense (43,5%).

Em terceiro lugar aparece o município de Duque de Caxias, também na Baixada, com 6%. A SEDHMI destacou que 12% dos casos acompanhados ocorreram em ambiente virtual.

A maioria dos ataques teve como alvo religiões de matriz africana. Candomblé (45%) e umbanda (16%) foram as maiores vítimas de intolerância religiosa no último ano, revelou a secretaria.

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Curador da Mostra de Tiradentes pede editais para filmes dirigidos por negros

dom, 21/01/2018 - 17:40

 

O debate sobre a presença de diretores e  produtores negro ganhou espaço na 21ª  Mostra de Cinema de TiradentesLéo Rodrigues/Agência Brasil

Um dos curadores da Mostra de Cinema de Tiradentes defendeu durante o evento que o Poder Público crie editais para fomentar a produção de filmes dirigidos por homens e mulheres negras. Para Cléber Eduardo, ainda é raro no audiovisual brasileiro o lançamento de filmes onde atores negros não estão interpretando papéis que remetem a sua condição social. Segundo ele, a diversificação dessa representação só vai ocorrer quando houver mais diretores e produtores negros.

"Acho que precisa ter mais proponentes negros, homens e mulheres. Isso é o que vai mudar de verdade. Não serão os diretores e produtores brancos filmando negros que vão mudar a imagem dos negros no cinema. Aí tem de ter edital para proponentes negros. Também há poucos filmes dirigidos por negros, porque eles não estão tendo acesso aos incentivos", afirmou Cléber.

De acordo com o curador, o cinema muitas vezes reforça um estereótipo. "A maioria dos filmes coloca os negros em lugar que já habituamos vê-los. Sofrendo como escravos, apanhando na favela. Não vai acontecer uma mudança por osmose e nem da noite para o dia. Precisa de incentivo. Mas está ainda tudo na mão dos homens brancos", afirmou. Para Cléber, é possível notar avanços em curtas-metragens. Em longas, a dificuldade é maior devido a questões estruturais e exigências financeiras.

O debate sobre a questão ganhou espaço na 21ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, iniciada sexta-feira (19) e vai até o próximo sábado (27). O grande homenageado do evento é o ator Babu Santana, que traz no currículo a participação em filmes como Cidade de Deus (2002), Uma Onda no Ar (2002), Quase Dois Irmãos (2004), Batismo de Sangue (2006), Estômago (2007), Meu Nome Não é Johnny (2008) e Tim Maia (2014), no qual interpretou o cantor. Além disso, a abertura do festival realizou a pré-estreia de Café com Canela, filme dirigido por uma mulher negra, Glenda Nicácio, em parceria com Ary Rosa.

Foi o primeiro longa-metragem da carreira de ambos. Café com Canela traz uma história protagonizada por negros que se passa no município de Cachoeira (BA). No filme, as questões sociais não são levadas para as telas de forma explícita. Os personagens vivem romances e dramas pessoais, com a perda de pessoas próximas.

"É uma história que nós queríamos contar. E o lugar era importante para gente. Então, partiu de uma naturalização. Não há lógica de contar uma história em Cachoeira interpretada por brancos. É uma cidade negra. Mas claro que acabou virando uma ação política. Hoje, os dados mostram um cenário preocupante no Brasil", diz Ary Rosa.

Em 2016, um levantamento divulgado pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), mostrou que nenhum dos 20 filmes nacionais com as maiores bilheterias entre 2002 e 2014 foi dirigido por uma mulher negra e apenas 2% por homens negros.

A mesma pesquisa também destacou que, nessas produções, os elencos tiveram 45% de homens brancos, 35% de mulheres brancas, 15% de homens negros e 5% de mulheres negras.

Para a diretora Glenda Nicácio, não dá para negar o papel político de Café com Canela. "Um grande passo foi conseguirmos trazer a esfera dessas crônicas cotidianas para o filme. Podemos fazer arte falando de afeto, de amor, de outras coisas que não sejam ligadas necessariamente às questões sociais".

Para Glenda, a visibilidade alcançada pelo filme fortalece o debate sobre o negro no cinema. "Acho que estar nos lugares é fundamental. Ter o Babu aqui, a família do Babu aqui. Estou aqui na Mostra de Cinema de Tiradentes, alguém está me vendo. É assim que a gente começa".

A 21ª edição do festival celebra o aniversário de 300 anos da cidade mineira. O evento é produzido pela Universo Produções, com apoio do Ministério da CulturaLéo Rodrigues/Agência Brasil

O ator Babu Santana falou sobre a importância de filmes como Café com Canela. "Como cidadão negro, sinto falta de filmes que colocam o negro como personagem, sem precisar falar da cor da pele ou da condição social. Você vê aquele romance tão lindo como o do Marcos e da Violeta no Café com Canela. Não fiquei pensando que era um romance lindo de dois negros. Eram dois seres humanos. Nós somos seres humanos. Nossas histórias são tão interessantes como qualquer outra. Nós brigamos, amamos, nos emocionamos."

Ao mesmo tempo, Babu destacou que não vê problemas em trabalhar em filmes onde a condição social do negro é uma questão. "Não tenho problema em fazer o porteiro ou o empregado, desde que se mostre as complexidades desses personagens. Depois do Cidade de Deus, tinha esse debate do negro como bandido. Na sequência, veio o convite para fazer Quase Dois Irmãos, um filme da Lúcia Murad. Não ia deixar de trabalhar com ela porque o personagem era um bandido. O filme falava da década de 1970. Tinha um trabalho de pesquisa e eu adoro as mensagens que a Lúcia passa".

Coordenadora-geral da Mostra de Tiradentes, Raquel Hallak destaca a importância que o evento está dando ao tema. "Nessa edição temos um fato inédito que são quatro mulheres negras ocupando a direção de filmes. Três de curta-metragem e um de longa, que foi o filme de abertura Café com Canela. Na programação, teremos esta semana um debate sobre a representatidade da mulher negra no audiovisual, porque é uma coisa quase que inexistente se formos buscar na história do cinema brasileiro", acrescentou.

Mulheres

No ano passado, a 20ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes recebeu o maior número de inscrições de filmes dirigidos por mulheres. Foram 37 longas-metragens, o que representa 19% do total de inscritos. Os números refletiram na programação. Numa programação com 108 títulos, incluindo os curtas-metragens, foram exibidos 43 que contavam com uma mulher na direção, cerca de 40%, também um recorde.

Este ano, porém, esses indicadores foram menos expressivos. "Sentimos um recuo. Pode ser cíclico ou os filmes não ficaram prontos. O fato é que dimuniu o número de mulheres", disse o curador Cléber Eduardo. A programação desta edição envolve 102 produções, sendo 72 curtas-metragem e 30 longas. Deste total, 32 tiveram mulheres na direção, o que representa 31%.

Além dos filmes, a Mostra de Cinema de Tiradentes traz em nove dias de evento diversos debates, intervenções e performances artísticas, apresentações musicais e outras atividades, todas gratuitas.

A 21ª edição do festival debate a  temática "chamado realista". Também está sendo celebrado o aniversário de 300 anos da cidade mineira. O evento é produzido pela Universo Produções, com apoio do Ministério da Cultura.

*O repórter viajou a convite dos organizadores da 21º Mostra de Cinema de Tiradentes

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Distribuidora de energia recomenda cautela com rede elétrica durante o carnaval

dom, 21/01/2018 - 15:08

 

Para o gerente da Light, qualquer contato com a rede elétrica pode ser fatal para os foliõeslFábio Pozzebom/Agência Brasil

O carnaval já está nas ruas, mas os foliões devem estar atentos para não provocarem acidentes que transformem a festa em problemas para si e para outras pessoas. O alerta é do gerente de Operações da distribuidora de energia Light, Leonardo Brito.

Em entrevista à Agência Brasil, o gerente disse que a companhia pede que os foliões não lancem serpentinas metálicas na rede elétrica, evitem tirar fotos usando “pau de selfie” em cima de trio elétrico, porque o contato com a rede elétrica pode ser fatal. “É muito perigoso”, advertiu Brito.

Ele recomendou também que as pessoas não coloquem enfeites em postes, muito menos na fiação elétrica. “Não subam em postes, árvores ou marquises que fiquem perto da rede elétrica, não joguem jatos de água na rede elétrica, porque a água é um bom condutor e pode provocar curto-circuito e ser fatal”.

Para os organizadores de trios elétricos, a Light pede que verifiquem o caminho por onde o caminhão com aparelhos de sonorização vai passar e, caso haja rede elétrica, entrem em contato com a empresa para solicitar uma análise técnica sobre a necessidade de retirada da rede ou aumentar a altura, de modo a evitar acidentes no percurso. “Como são muitos lugares, é fundamental que os organizadores estejam atentos”.

Ligações temporárias

Em relação às ligações temporárias do comércio ambulante em locais próximos aos desfiles, Leonardo Brito recomendou que o interessado tem de procurar uma agência da companhia e declarar quais são os equipamentos, eletrodomésticos ou lâmpadas que pretende utilizar.

Esse cálculo é feito na agência, que emite um boleto a ser pago pelo interessado. A partir daí, a ligação é feita em até três dias. Com isso, a distribuidora garante não só a legalidade do serviço, como a segurança de todos os envolvidos.

“Nós recomendamos que ninguém faça ligações clandestinas, conhecidas como “gatos” na rede elétrica, porque pode provocar acidentes, choque elétrico e até incêndio.” Segundo ele, o contato com a companhia é importante, porque vai um profissional avaliar a rede elétrica e fazer a instalação adequada para evitar que qualquer tipo de transtorno ocorra com a população.

O maior risco para quem não cumpre essas orientações é o curto-circuito. A ligação clandestina, desordenada, pode provocar uma sobrecarga na instalação elétrica da Light e no transformador, o que pode gerar acidentes. “Um cabo pode partir, um transformador pode soltar fagulha, pode vazar óleo. Essa sobrecarga só ocorre em caso de ligações feitas de forma clandestina”.

Leonardo Brito confirmou que o contato com rede elétrica por pessoas sem equipamentos adequados pode provocar desde um desmaio até queimaduras graves, amputação e, eventualmente, óbito. “E ainda pode atingir outras pessoas. Uma barraca irregular pode pegar fogo e incendiar outras, provocando um desastre”, advertiu.

Emergência

Durante todo o carnaval, a Light funcionará em esquema de plantão 24 horas, com técnicos e equipes de especialistas, que se revezarão em turnos a cada oito horas, apoiados por carros de grande porte e caminhões, conforme previsto no plano emergencial. No caso de acidentes, a Light pode ser acionada por meio do telefone gratuito 0800 021 0196.

A Light está presente em 31 municípios do estado do Rio de Janeiro, distribuindo energia para 4 milhões de clientes. 

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Governo entrega unidades habitacionais em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

dom, 21/01/2018 - 14:52

O ministro Moreira Franco participa da entrega de 253 unidades residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida em Noca Iguaçu (RJ) -Beth Santos/Secretaria Geral da PR

Os ministros Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Alexandre Baldy, das Cidades, entregaram hoje (21) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, 253 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, que faz parte do Programa Agora, É Avançar.

Durante a cerimônia, Baldy e Moreira Franco falaram sobre as diretrizes do Programa Agora, É Avançar, que busca retomar obras paralisadas, gerar empregos e promover renda e melhoria na qualidade de vida das pessoas. “Só com emprego, com a renda e obras entregues, como a de hoje em Nova Iguaçu, haverá melhoria na qualidade de vida de todos os cidadãos”, afirmou o ministro das Cidades.

Moreira Franco lembrou que a orientação dada pelo presidente Temer é de que os empreendimentos que estavam parados sejam inaugurados. “Estamos aqui hoje e vamos voltar em 30 dias para inaugurar mais 3 mil unidades, garantindo a casa própria”.

Baldy anunciou que nos próximos dias, o Ministério das Cidades estará retomando 73 mil moradias que estavam paralisadas em todo o país e que serão concluídas com o apoio da Caixa.

Residencial Nice

O Residencial Nice, entregue pelo governo na Baixada Fluminense -Beth Santos/Secretaria Geral da PR

Casa moradia do empreendimento entregue hoje, com 40 metros quadrados, tem dois quartos, banheiro, sala, cozinha e área de serviço. Também foram construídos equipamentos de uso comum, como parque infantil, quadra de esportes, centro comunitário e uma guarita.

Financiado pela Caixa, o Residencial Nice recebeu investimentos de R$ 18 milhões e vai beneficiar 1.012 pessoas. Oito unidades foram adaptadas para pessoas com deficiência. Segundo a assessoria da Secretaria da Presidência, os donos vão pagar prestações que variam de R$ 80 a R$ 270 mensais. O empreendimento conta com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) - Faixa 1, destinado a atender famílias com renda mensal de até R$ 1.800.

 

Vice-presidentes

Em entrevista durante a cerimônia, Moreia Franco disse que o caso dos quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal afastados na última terça-feira (16), "já está resolvido".

O afastamento de quatro dos 12 vices-presidentes da Caixa foi determinado pelo presidente Michel Temer após o Ministério Público Federal do Distrito Federal e o Banco Central recomendarem ao governo o afastamento. Temer deu a ordem ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, para que procedessem com os afastamentos.

Os vice-presidentes são suspeitos de participar de irregularidades envolvendo os fundos de investimento da Caixa. As irregularidades foram apontadas na Operação Greenfield, da Polícia Federal, que investiga desvios em fundos de pensão de bancos e de estatais.

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Advogados trabalhistas recorrem ao Supremo contra posse de Cristiane Brasil

dom, 21/01/2018 - 14:05

 

O ministro Gilmar Mendes vai relatar a reclamação que pretende impedir a posse da deputada Cristiane Brasil como ministra do TrabalhoGilmar Felix/ Câmara dos Deputados

Autor da ação popular que impediu a nomeação e a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho, o Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Mati) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de liminar contra a decisão do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, que suspendeu ontem (20) a decisão da 4ª Vara Federal de Niterói, que impedia a posse da deputada.

O ministro Gilmar Mendes foi escolhido relator da reclamação, protocolada na noite desse sábado no STF.

No documento, o Mati, que reúne cerca de 300 advogados especializados em direito do trabalho, argumenta que a decisão do vice-presidente do STJ é inconstitucional, pois fere competência do STF.

“Prova maior, portanto, de que a ofensa [à Constituição] é direta, e não reflexa. Observe-se que o debate que se travou nas instâncias originárias avaliou e cotejou diretamente e tão somente comandos e princípios constitucionais”, afirma o movimento na reclamação.

De acordo com o Mati, a ação popular que impedida a nomeação e posse da deputada Cristiane Brasil tem como base os artigos 2º (independência entre os poderes), 37º (princípio da moralidade administrativa) e 87º (competência para escolha de ministros) da Constituição Federal.

“É, portanto, a reclamação ao Supremo Tribunal Federal a única via para que a ordem jurídica seja reestabelecida e os autos encaminhados para análise do seu juízo natural, o que se requer”. Além disso, o Mati ressalta a urgência da liminar visto que o Palácio do Planalto marcou para amanhã (22) a posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho.

“Fato é, público e notório, aliás, noticiado pelo oficialmente governo federal, que a posse da ministra está agendada para segunda-feira. Não há, portanto, tempo hábil para se aguardar dilação probatória ou oferecimento do contraditório”.

Na reclamação, os advogados reforçam o entendimento de que a eventual nomeação e posse da deputada como ministra do Trabalho representará afronta ao princípio da moralidade administrativa.

“Efetivamente, choca a sociedade ter uma ministra do Trabalho com condenações trabalhistas, assim como chocaria um presidente de Departamento de Trânsito que acumula infrações de trânsito ou um presidente de Banco estatal com restrições no Serasa. A hipótese, portanto, é de avaliação da pertinência temática entre a restrição apontada e o cargo pretendido como fato gerador de imoralidade”.

Entenda o caso

Indicada ao cargo pelo pai e presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer ministra do Trabalho em 3 de janeiro, mas foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar (provisória) do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro.

Contra a liminar, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a defesa da parlamentar apresentaram agravos de instrumento. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou, liminarmente, os pedidos da União e de Cristiane Brasil.

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Autoridades afegãs confirmam morte de 18 pessoas em ataque a hotel de luxo

dom, 21/01/2018 - 13:44

As autoridades do Afeganistão informaram hoje (21) que 14 estrangeiros e quatro afegãos morreram durante o ataque talibã contra hotel Intercontinental de Cabul, que terminou neste domingo, após 12 horas de enfrentamento. Seis insurgentes foram mortos. As informações são da Agência EFE.

"Confirmamos que, no ataque de ontem (20) à noite, 18 pessoas morreram, 14 delas estrangeiras e quatro afegãos", disse o porta-voz do Ministério de Interior, Nasrat Rahimi. Ele acrescentou que as vítimas eram de países como Ucrânia, Grécia, Quirguistão e Venezuela, e que outros três estrangeiros ainda não foram identificados.

Rahimi disse que 11 mortos são funcionários da companhia aérea afegã Kam Air. Uma fonte da companhia aérea disse à Efe que a empresa confirmou até agora a morte de dez funcionários estrangeiros, oito ucranianos e dois venezuelanos. 

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Em sete anos, hospital fluminense faz 2 mil cirurgias bariátricas

dom, 21/01/2018 - 13:35

Mesmo com a crise financeira enfrentada pelo estado do Rio de Janeiro que afetaou os investimentos em diversas áreas, como a saúde, o Hospital Estadual Carlos Chagas fechou o ano passado com 2 mil cirurgias bariátricas realizadas em sete anos.

 

Único da rede estadual a realizar esse tipo de procedimento, o hospital iniciou o programa de cirurgia bariátrica em 2010.

Para se inscrever no programa, o paciente precisar pesar até 380 quilos. A cirurgia é feita por laparoscopia e todos os pacientes são acompanhados por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O acompanhamento pós-cirúrgico é feito mensalmente no primeiro ano, depois de forma esporádica, mas até o quinto ano todos os pacientes recebem acompanhamento. Depois desse prazo, o paciente é avaliado em caso de necessidade.

O chefe da equipe do programa, cirurgião Cid Pitombo, informou que o índice de mortalidade nas cirurgias é inferior a 1% e o de intercorrências fica abaixo de 3%.

“É uma cirurgia extremamente segura, porque a gente prepara muito bem o paciente antes de ser operado. Para ser operado, ele perde peso, regulariza exames, passa por uma equipe de médicos, nutricionistas, psicólogos. Há todo um preparo adequado para que minimize o risco de a cirurgia ter alguma intercorrência”, disse o especialista.

Em média, em seis meses, o paciente perde de 70% a 80% do peso após a cirurgia. “Em um ano, o paciente perde de 90% a 100% do peso que deveria perder”, disse, ressaltando que o paciente precisa seguir as orientações nutricionais e começar a realizar alguma atividade física. “A cirurgia, por si só, é um mecanismo de proteção eterna. Tem que ter acompanhamento para ter uma dieta adequada e realizar exercícios”. 

Moradora de Bangu, na zona oeste da cidade, Carla Cristina Jardim da Silva, de 28 anos, foi a paciente de número 2.000. Com 147 quilos, queixando-se de dores e dificuldade de andar, Carla foi encaminhada para o programa. Ela conta que já perdeu 18 quilos desde a cirurgia, feita em dezembro. Do total de pacientes, 80% são mulheres, por procurarem mais os serviços médicos em comparação aos homens.

Para se candidatar à cirurgia bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, o interessado deve procurar uma unidade básica de saúde ou uma clínica da família e pedir para ser inscrito na Central Estadual de Regulação. A central faz o encaminhamento para o programa. As regras da fila são estipuladas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.

O programa estadual atende, em média, por mês, de 160 a 200 pacientes de primeira vez. Atualmente, 4 mil estão em preparação para a cirurgia. Na fila, na Central de Regulação, estão 1.8 mil pessoas.

Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro a setembro do ano passado, foram realizadas 6.687 cirurgias bariátricas em todo o Brasil, ao custo de R$ 42,73 milhões. Em 2016, foram 8.821 procedimentos ao custo de R$56,38 milhões.

Em todo o país, há 80 serviços habilitados para a realização de cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O estado do Rio de Janeiro dispõe de dois serviços federais habilitados: o Hospital Geral de Ipanema e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No acumulado janeiro a setembro de 2017 foram realizadas no estado, nessas duas instituições, 49 cirurgias bariátricas, ante 60 procedimentos no ano anterior.

O SUS, conforme o ministério, oferece cirurgias bariátricas e reparadoras aos brasileiros maiores de 16 anos diagnosticados com obesidade grave. Para ser submetido à cirurgia bariátrica, o paciente precisa “apresentar Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 50 Kg/m²; IMC maior que 40 Kg/m², quando não há sucesso no tratamento clínico ao longo de dois anos; e IMC superior a 35 Kg/m², quando associado a comorbidades (diabetes, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, entre outros) e não há resultado positivo no tratamento clínico”.

Os procedimentos cirúrgicos são os últimos recursos para esses casos, e devem ser adotados somente para pacientes que passaram por avaliação clínica e acompanhamento com equipe multidisciplinar por, pelo menos, dois anos, e enquadram-se nos critérios estabelecidos. A cirurgia bariátrica ou reparadora não poderá ser realizada se os resultados obtidos na preparação não forem positivos.

Às secretarias estaduais e municipais de Saúde cabe organizar o serviço e os pacientes que, por indicação médica, serão submetidos às cirurgias.

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Especialista diz que doenças vasculares aumentam em até 30% no verão

dom, 21/01/2018 - 13:23

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), indicam que as altas temperaturas, comuns da época do verão, aumentam entre 20% e 30% o risco de doenças vasculares, ou venosas, nos membros inferiores. De acordo com os números, normalmente elas são associadas a varizes.

“O motivo de as altas temperaturas piorarem as doenças vasculares no verão é porque o calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, afirmou o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa.

Segundo ele, pessoas com doença vascular prévia tendem a piorar no verão, enquanto as demais podem sentir edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, caimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Alimentação desregulada pode agravar os sintomas vascularesVinícius Lisboa/Agência Brasil

Desidratação

Breno Caiafa explicou que nesse período aumenta a secreção de suor e isso pode ser associado à desidratação. Lembrou ainda que, como estão em férias, muitas pessoas desregulam sua alimentação, ampliando o consumo de sal e de bebidas alcoólicas, que também agravam os sintomas vasculares.

Para Caiafa, a população brasileira é propensa a ter varizes. A estimativa é que isso ocorra em 35% da população, envolvendo todas as faixas etárias. Avaliando apenas a população adulta, o percentual pode chegar até 70% de mulheres e a 50% de homens.

Para evitar o agravamento dos sintomas no verão, Caiafa informou que o ideal é que as pessoas com doença vascular procurem um angiologista ou cirurgião para um tratamento anterior à chegada da estação, a fim de, pelo menos, receber orientação.

Além do fator prévio da doença, existem agravantes, como a permanência em longos períodos com as pernas para baixo, em posição sentada ou em pé. Outros agravantes são excesso de peso e falta de exercício.

Evolução

“A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Entre os principais sintomas, a evolução da doença apresenta inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela. A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

Breno Caiafa destacou que a hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais. As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia. Se forem consumir cerveja, devem alternar a ingestão de água. Para recuperar sais minerais perdidos, podem beber sucos de frutas, isotônicos ou água de coco.

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Projeto modelo de preservação ambiental do Rio será reproduzido em todo o país

dom, 21/01/2018 - 12:31

 

A partir de março, uma das ações do projeto será a limpeza das pixações da Pedra do ArpoadorIsabela Vieira

O projeto em defesa do meio ambiente Sou Rio Sustentável, iniciado hoje (21) com ações ambientais e sociais na Praia do Arpoador, zona sul carioca, servirá de modelo para todo país. Durante este domingo, participantes do projeto limparão o lixo flutuante do mar, na Pedra do Arpoador e no Parque Garota de Ipanema.

A limpeza do mar tem apoio logístico da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que dará destino adequado ao lixo coletado, enquanto resgatistas profissionais ajudarão nos cuidados com gatos abandonados, que serão encaminhados para tratamento veterinário, castração e doação.

O criador do projeto, Flavio Costaleites, decidiu trazer para o Rio de Janeiro a experiência piloto desenvolvida no Rio Grande do Sul e Santa Catarina por causa dos inúmeros problemas ambientais da cidade. O Sou Rio Sustentável será replicado para várias cidades brasileiras, onde ganhará o nome de cada localidade. “Ele é tipo o pai de todos”, disse Costaleites.

Segundo Flávio Costaleites, a expectativa é ativar, em março, o projeto Sou POA Sustentável, em Porto Alegre, contra o despejo de lixo no Rio Guaíba; e Sou Floripa Sustentável, na capital de Santa Catarina, implantando em seguida em outras partes do país. A ideia é atacar um problema ambiental, com destaque para o desmatamento nas cidades.

Guarda-chuva

O ambientalista informou que o Sou Rio Sustentável inclui vários projetos que serão implantados ao longo do ano, entre eles o Praia sem Guimba e o Praia sem Plástico. “A gente vai ter Bichos do Rio, para proteção de animais de rua, e o Planta Rio, para plantio de alimentos orgânicos e árvores", acrescentou.

Costaleites pretende desenvolver produtos que possam ser vendidos para captar recursos privados para financiar os projetos, uma vez que ele prefere trabalhar sem recursos públicos. “A gente não quer, de forma alguma, dinheiro do município para atacar problemas de meio ambiente”.

No próximo dia 28, nova ação será promovida com a Comlurb. É a limpeza das pixações da Pedra do Arpoador. “A gente vai fazer uma grande ação para limpar os mais de 300 pontos de pixação na pedra”. Será feita ainda a recuperação da cerca de proteção no local. Todas as ações de recuperação de áreas degradadas contarão com participação de profissionais. Voluntários serão bem-vindos em determinadas ações que não necessitem de especialistas, como resgate de animais. “Toda semana terá uma ação”, prometeu Flavio Costaleites.

Experiência piloto

A primeira iniciativa do ambientalista foi o POA Sem Bituca, em 2015, para diminuir a quantidade de guimbas de cigarro descartadas no chão de Porto Alegre. Costaleites bancou sozinho a ação e instalou equipamentos coletores junto às lixeiras. O material recolhido foi levado para o município de Nova Santa Rita, onde foi reciclado e usado para substituir o carvão como energia na produção de cimento.

O segundo projeto, em 2016, foi o Praia sem Bituca, lançado na Praia do Rosa, em Imbituba, Santa Catarina. O objetivo foi sensibilizar os frequentadores a dar destino correto às guimbas de cigarro, que foram usadas na produção de cimento. 

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Homenageado em Tiradentes, ator Babu Santana cobra mais negros no cinema e na TV

dom, 21/01/2018 - 11:47

O ator Babu Santana é o grande homenageado da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Além de ter recebido o troféu barroco na cerimônia de abertura, que ocorreu sexta-feira (19), Babu atua em quatro filmes da programação, dois deles em pré-estreia nacional.

O homenageado do festival carrega no currículo participações em mais de 20 longas-metragens, além de dezenas de curtas e novelas. Entre seus trabalhos estão os filmes Cidade de Deus (2002), Uma Onda no Ar (2002), Quase Dois Irmãos (2004), Batismo de Sangue (2006), Estômago (2007), Meu Nome Não é Johnny (2008) e Tim Maia (2014), no qual interpretou o cantor. É com essa vasta experiência que Babu levanta o debate sobre a baixa presença de negros em algumas produções, não apenas do cinema mas também na televisão.

"Nós temos vários Lázaros Ramos que ainda não tiveram oportunidade. Tem programa de televisão que levanta a questão do racismo e tem 80% do elenco branco. Não entendo. Aparece só o branco falando do racismo. Já teve diretor que não me deu papel em filme porque disse que não tinha personagem com o meu perfil. Perguntei a ele se não tinha homem na história", disse.

O filme da abertura do festival foi Café com Canela (2017), o primeiro longa-metragem dirigido pelos jovens Ary Rosa e Glenda Nicácio. O trabalho, que teve pré-estreia nacional, conta com Babu no elenco e é protagonizada por ele e mais quatro atores negros.

Glenda é a única mulher negra que dirige um longa-metragem em exibição na mostra. Ela também levanta a bandeira da necessidade de mais espaço aos negros no audiovisual. "Pois não existe [diretores negros na história do cinema brasileiro]. É um crime falar, porque nós temos por exemplo Adélia Sampaio, que agora está sendo rememorada. E nem digo rememorada. É memorada, porque até pouco tempo ela simplesmente não existia no cinema nacional. Falem o nome de diretores negros marcantes na história. Digam", desafia Glenda.

A mineira Adélia Sampaio foi a primeira negra a dirigir no Brasil um longa-metragem: Amor Maldito, lançado em 1984. A cineasta também tem no currículo a direção de curtas-metragens. Os primeiros deles datam da década de 1970.

Convite

Os diretores de Café com Canela contam que fizeram o convite a Babu depois de assistir a uma entrevista onde o ator expressava o desejo de interpretar um homossexual. No roteiro do filme, Ivan é um gay que vive a dor da perda do marido. "Ele pediu o papel ao vivo", brinca Ary Rosa.

O cineasta afirma ter se surpreendido com a aceitação de Babu. "Ele estava no centro das atenções. Havia acabado de interpretar Tim Maia, estava em novela da Rede Globo. Eu não achava que fosse topar participar do primeiro longa de dois jovens diretores e foi uma das negociações mais tranquilas".

Babu, por sua vez, diz que gosta de trabalhar com iniciantes. "A pessoa, quando está começando, não tem a experiência, mas tem uma vontade. E eu quero sempre beber dessa vontade, sempre ter a impressão de que estou começando", afirma.

Além de Café com Canela, a programação da Mostra de Cinema de Tiradentes traz Babu Santana também em Tim Maia (2014) e em Uma Onda no Ar (2002), filme que leva para as telas a história da Rádio Favela, uma emissora comunitária de Belo Horizonte sediada no Aglomerado da Serra. A outra pré-estreia que conta com a participação do ator é Bandeira de Retalhos (2017), do diretor e músico Sérgio Ricardo, que será exibido na noite de hoje (21).

Para o cineasta, a interpretação de Babu deu nova dimensão ao filme. "Eu dei um texto pra ele decorar e ele improvisou um texto completamente diferente. O pior é que o texto dele era melhor do que aquele que estava escrito. Ele é indisciplinado. E fez um personagem genial, muito melhor do que tínhamos bolado inicialmente. Eu, como diretor, fiquei sem ter o que dizer. Foi terrível", brincou Sérgio Ricardo.

Sob o tema "chamado realista", a 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes exibe 102 filmes, sendo 72 curtas-metragens e 30 longas. Em nove dias de programação, serão realizados também debates, intervenções e performances artísticas, apresentações musicais e outras atividades, todas gratuitas. O evento, que vai até o dia 27 de janeiro, é produzido pela Universo Produções, com o apoio do Ministério da Cultura. Nesta edição, se celebra também o aniversário de 300 anos da cidade mineira.

*O repórter viajou a convite dos organizadores da 21º Mostra de Cinema de Tiradentes

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Australiano vítima de atropelamento em Copacabana continua em estado gravíssimo

dom, 21/01/2018 - 11:23

O quadro de saúde das pessoas atropeladas na Praia de Copacabana na última quinta-feira (18), pelo motorista Antônio de Almeida Anaquim, de 41 anos, não sofreu alterações de ontem para hoje (21), informou a Secretaria Municipal de Saúde neste domingo. As vítimas estão internadas internadas em hospitais da rede municipal.

O australiano de 68 anos, morador do Rio de Janeiro há cerca de 20 anos, que sofreu traumatismo craniano, continua em estado gravíssimo, na UTI no Hospital Municipal Miguel Couto, respirando por aparelhos.

Nessa mesma unidade estão internados um menino de 7 anos, em situação clinicamente estável, com cirurgia ortopédica prevista para amanhã (22), e três adultos, de 36, 38 e 41 anos de idade, também com procedimentos ortopédicos marcados para essa segunda-feira.

No Hospital Municipal Souza Aguiar, dois adultos, de 34 e 61 anos, que tiveram fraturas já foram operados e se recuperam bem, de acordo com a secretaria. Outra vítima, de 32 anos, teve fratura no braço e deverá ser transferida para hospital de alta complexidade em ortopedia para fazer a cirurgia necessária. A cirurgia já foi inserida no Sistema Estadual de Regulação, com pedido de transferência.

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Eventos gratuitos fazem a alegria das crianças no carnaval do Rio

dom, 21/01/2018 - 11:01

Recreações culturais, bailes e desfiles de blocos fazem a alegria da criançada no carnaval do Rio de Janeiro, em iniciativas gratuitas que ocorrem a partir da próxima semana. Um dos blocos infantis mais tradicionais da cidade, o Gigantes da Lira, participa no sábado (27) do programa de verão do Museu de Arte do Rio (MAR), intitulado O MAR de Música especial MAR que Calor. O MAR fica na Praça Mauá, zona portuária da cidade.

No período das 15h às 20h, crianças e adultos participarão de um grande baile circense, que ocorrerá nos pilotis do museu. Enquanto a Banda Gigantes, de batuques e metais, comandada pelo maestro Edimar Lima, tocará marchinhas, malabaristas e bailarinas farão a alegria das crianças com espetáculos aéreos. Haverá também palhaços, bonecos de pernas de pau e o Bobo da Corte Gigante, com 3 metros de altura, que é o símbolo do bloco, entre outras atrações.

Ainda no dia 27, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul, a festa está garantida com o bloco Spantinha, que desfila a partir das 9h, precedendo o bloco dos mais velhos, Spanta Neném, com concentração a partir das 12h no Corte do Cantagalo, em outro ponto da Lagoa.

No dia 3 de fevereiro, às 10h, o desfile é do bloco Sá Pereira Infantil, em Botafogo. No mesmo dia, às 9h, o Mini Bloco se apresenta na Praça Xavier de Brito, na Tijuca, zona norte. No dia 4 será a vez do Gigantes da Lira se apresentar em Laranjeiras.

Casa de Rui

Também no dia 4 as crianças têm data e local marcados para brincar antecipadamente o carnaval e aprender um pouco de história. Com início a partir das 14h, elas poderão passar “Um domingo na Casa de Rui Barbosa”, onde morou o famoso jurista brasileiro, em Botafogo, zona sul da cidade.

A programação ocorrerá no Museu Casa de Rui Barbosa e no jardim. Embaladas por marchinhas de carnaval, as crianças terão a oportunidade de confeccionar as próprias máscaras que vão usar durante o dia. Além disso, os pequenos farão uma visita dramatizada ao museu em duas sessões, que ocorrerão às 15h30 e às 16h30, para as quais serão distribuídas 30 senhas.

A visita será conduzida por atores que interpretarão os filhos de Rui Barbosa, Baby e João. Eles explicarão às crianças que durante a época em que Rui Barbosa viveu, entre 1849 e 1923, o divertimento para o carnaval era as pessoas se manterem no anonimato durante a folia, usando máscaras e disfarces. A procura pelas máscaras da família de Rui Barbosa dará às crianças a oportunidade de conhecer cada cômodo da casa onde ele viveu.

No Parque Madureira, no bairro do mesmo nome, na zona norte do Rio, o dia 4 de fevereiro será marcado pela segunda edição da Corrida Pira Run, seguida da apresentação de minidesfile de bloquinhos carnavalescos e de brincadeiras com equipe de recreação, incluindo piscina de bolas infláveis parede de escalada, tobogã com arco grande, arco e flecha, corrida maluca e cama elástica.

Mais blocos

Os festejos carnavalescos continuam no dia 8, com desfile do bloco infantil Cobra Sarada, às 18h, no Parque Guinle, Laranjeiras. Já no domingo de carnaval (11) desfila o bloco Fanfinha, na Praça Chaim Weizmann, em Botafogo, às 10h; e a Banda do Lidinho, às 14h, na Praça do Lido, em Copacabana. Haverá ainda, no dia 11, o Bloco dos Palhacinhos, que desfila na Estrada do Quitungo, em Brás de Pina, zona norte, às 14h. O bloco promove cultura e inclusão social dos moradores do Quitungo, com objetivo de estimular e socializar crianças e jovens para despertar o conhecimento na educação, cultura e assistência social.

No dia 12, no Largo do Machado, no Catete, as crianças começarão a se concentrar às 9h para o desfile do bloco Largo do Machadinho, Mas não Largo do Suquinho. Fechando a programação infantojuvenil do carnaval 2018, a Banda de Ipanema promove baile infantil na Praça General Osório, em Ipanema, zona sul, a partir das 16h.

No dia 13, haverá o desfile das escolas de samba mirins, na Marquês de Sapucaí, região central do Rio. A partir das 18h, desfilam, pela ordem, no Sambódromo, as escolas Tijuquinha do Borel, Golfinhos do Rio de Janeiro, Inocentes da Caprichosos, Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy, Miúda do Cabuçu, Nova Geração do Estácio, Pimpolhos da Grande Rio, Filhos da Águia, Império do Futuro, Aprendizes do Salgueiro, Estrelinha da Mocidade, Corações Unidos do Ciep, Herdeiros da Vila, Petizes da Penha, Infantes do Lins e, encerrando as atrações, a escola Mangueira do Amanhã.

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Mega-sena acumula e pode pagar R$ 20 milhões na quarta-feira

dom, 21/01/2018 - 09:29

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2006 da Mega-sena, realizado na noite de ontem (20) em Itupeva (SP), e o prêmio de R$ 15 milhões acumulou. Para o próximo sorteio, na quarta-feira (24), a previsão da Caixa Econômica Federal é de R$ 20 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 01, 09, 14, 20, 25 e 54. Ao todo, 71 apostas acertaram cinco dezenas e levarão o prêmio de R$ 31.319,78 cada. Na quadra, foram premiadas 5.500 apostas, com prêmio de R$ 577,58 cada.

Para concorrer, a aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50. Os sorteios da Mega-Sena ocorrem duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.

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Roda de choro em praça pública pode se tornar patrimônio imaterial no Rio

dom, 21/01/2018 - 09:22

Uma tradicional roda de choro em um dos pontos mais boêmios do bairro de Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, pode se tornar patrimônio do estado. Criada há quase dez anos por músicos amadores que se reúnem na Praça São Salvador, a “Arruma o Coreto”, se tornou tema de projeto de lei que transforma a roda em patrimônio cultural imaterial. Com a medida, músicos e moradores esperam garantir a permanência do movimento, que já é parte da praça.

Desde maio de 2007, aos domingos, músicos tocam clássicos do chorinho para um público que pode chegar até a 300 pessoas. A maioria é de moradores do bairro, que se juntam em volta do coreto. Alguns, de tão acostumados, nem saem de seus apartamentos para ouvir a música, apenas abrem a janela. “Não tem nada como deitar na rede e ler o jornal de domingo ouvindo chorinho”, conta o jornalista Paulo Virgílio, morador da São Salvador desde 2011.

A ideia da “Arruma o Coreto” surgiu da musicista Ana Cláudia Caetano. Moradora da região, ela lembra que a praça, do tamanho de dois campos de futebol de salão, ficava vazia nos finais de semana. Junto com sete amigos também músicos, ela teve então a ideia de se reunir no local para tocar e, com o tempo, a roda de choro estava formada. Hoje, cerca de 30 músicos se revezam aos domingos, das 11h às 14h. O nome da roda é uma brincadeira com o bloco de carnaval “Bagunça o meu Coreto”, que sai às terças-feiras de carnaval e termina na praça.

Feira

Com o passar dos anos, a roda passou a atrair ambulantes que vendiam bebidas e comidas e, nos últimos anos, por comerciantes vinculados a uma feira de rua. Mesmo sem autorização da prefeitura, o comércio local chegou a reunir 120 barracas e também a atrair problemas. “De tanta barraca, tem dia que não tem como entrar ou sair da praça”, afirma Ana Caetano. Ela defende que o número de comerciantes seja limitado e que a feira seja mais organizada para não atrapalhar a roda de choro, atração principal da praça, a presença do público e das famílias.

“Tem dia que a praça fica entupida de barracas e isso nos incomoda muito, para entrar ou sair só fica livre a passagem para pessoas com deficiência”, reclama. “Tem gente que faz comida aqui, traz botijão de gás. É perigoso, não há estrutura para isso”. Ela explicou que ninguém é contra a feira, mas que o comércio ali precisa ser melhor gerenciado, dentro da lei.

Outra preocupação dos músicos é com a atual organização da feira, que cobra dos expositores e impede que o comércio ambulante, original, fique na praça. “Ou seja, é um evento que não tem nada a ver com a gente, mas que surgiu por causa da gente e que, hoje, de maneira ilegal, tenta impedir até que a esposa de um dos músicos possa vender brigadeiros. Esse loteamento de uma praça que é pública, sem autorização legal, não pode continuar”.

Por causa das reclamações e desentendimentos, no ano passado, no Dia Nacional do Choro, em 23 de abril, quando Pixinguinha era homenageado, a Guarda Municipal tentou proibir a roda de choro. Foi necessária uma intermediação, por meio de vereadores.

Para resolver os problemas, foi criado um grupo de trabalho entre a prefeitura, moradores, músicos e trabalhadores da praça, com a participação da Câmara de Vereadores. A partir daí, para garantir a permanência da roda, surgiram os projetos de lei para tombar a “Arruma o coreto”, apresentados pelo município e pelo governo do estado.

O deputado estadual Waldeck Carneiro, autor de um dos projetos, argumenta que o choro na São Salvador é um exemplo de atividade que revitaliza praças públicas. “A praça é um local de encontro, de convivência, do qual as pessoas devem se apropriar”, disse. A expectativa dele é que o projeto de tombamento imaterial, em nível estadual, seja votado até 23 de abril deste ano. “O choro está na cultura desta praça”, acrescenta o vereador Reimont, também autor de um projeto, em entrevista na internet.

A prefeitura informou que, por enquanto, “reordenará” a feira de maneira que “exageros que geram reclanações sejam coibidos”. Entre as medidas, está o recadastramento de feirantes. “A gente tem todo interesse em ficar, em trabalhar, em conseguir nosso sustento”, disse um dos 70 expositores, que preferiu não se identificar. “Estamos aguardando os documentos”.

As discussões entre moradores, trabalhadores da praça, em defesa da organização das atividades na São Salvador, é feita aos domingos, paralelamente à roda de choro e à feirinha, na própria praça.


*Colaborou Carol Barreto, do Radiojornalismo.

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Curadores da Mostra de Tiradentes veem cinema nacional interagindo com o real

dom, 21/01/2018 - 09:14

Organizadores e curadores da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes avaliam que a produção recente do cinema nacional vem se debruçando sobre elementos da realidade. A análise leva em conta as características observadas nos filmes que foram inscritos na edição deste ano. Por essa razão, o evento traz a temática "chamado realista", que pautará as discussões ao longo da programação que se encerra no dia 27 de janeiro.

"É uma observação do que os filmes inscritos estavam nos dizendo. Uma certa continuidade daquilo que começamos a moldar em 2017, que é, em alguma medida, o cinema como retrato da nossa vida cotidiana, representando nas telas um pouco das crises políticas e sociais, a questão da representatividade das minorias", diz a coordenadora-geral da mostra, Raquel Hallak.

Na 20ª edição, realizada no ano passado, o tema abordado foi "cinema em reação, cinema em reinvenção". Especialistas convidados discutiram os desafios de se fazer cinema em um período de crise econômica e política.

Cléber Eduardo, que neste ano divide a curadoria de longa-metragem com Lila Foster, destaca que o chamado realista não envolve apenas filmes que trazem questões políticas e sociais. "É um tipo de cinema que não necessariamente está reportando o que acontece na esfera macro, na esfera política, na esfera dos noticiários. Não há essa relação direta. Quando falamos dessa chamada realista, também estamos falando de filmes onde as questões são muito individuais. É menos uma questão de tema e mais de como você se aproxima de certas personagens, de certos ambientes, de certas situações. Eu posso fazer, por exemplo, um filme realista sobre brincadeira de criança, onde nenhuma questão social vai estar explícita".

Ele destaca a importância dos procedimentos cinematográficos. "Se é uma direção de arte realista, você quer que ela seja crível, verossimilhante. Ela tem que estar adequada ao espaço social da personagem. Se ela não é realista, há muito mais liberdade. Se está dentro do pressuposto do código realista, muito dificilmente você vai usar uma fotografia com filtros vermelhos ou amarelos. A interpretação dos atores dificilmente será teatral, exagerada, excessiva. Será mais recuada, pensando as personagens como seres humanos. Se vai fazer uma ficção onde está querendo se aproximar das convenções realistas, você tentará mostrar que aquilo que você filmou é possível na vida, e isso reivindica uma série de procedimentos", acrescenta.

Segundo Cléber Eduardo, o que se observa na produção brasileira recente não se trata de um realismo puro, a exemplo de correntes clássicas do cinema, mas de uma interação com o real que está indo em diversas direções. Ele avalia que há filmes que ilustram a realidade sem intervir no que é observado e outros que se contaminam por aquilo que filma e reinventam as dinâmicas sociais. O curador disse que o grande desafio era a abertura para a heterogeneidade das intenções dos proponentes dos filmes em estabelecer essa relação com as questões que existem anterior ao filme.

Entre os curtas-metragens, houve 772 curtas inscritos, dos quais 72 foram escolhidos. Um dos três curadores, Francis Vogner dos Reis, avalia que devido ao grande volume de produções, qualquer diagnóstico mais preciso sobre o cinema brasileiro precisa levar em conta os curtas-metragens. Ele lembra que a primeira vez que participou do evento, há cerca de dez anos, os filmes em geral tinham outras características.

"Era muito forte a presença de produções que tentavam trabalhar elementos de estilos e códigos contemporâneos. Filmes relacionados às artes visuais, a um universo imagético. E eu me lembro de ter uma conversa com um crítico, de que não via nos filmes discussões sobre o momento do país. Era um diagnóstico de uma demanda. De lá pra cá, cada vez mais os filmes foram se aproximando de um recorte que tentava entender experiências contemporâneas de país. Algumas experiências muito particulares relacionadas a etnia e ao gênero ou a traumas históricos", avalia.

Para Camila Vieira, outra curadora de curtas-metragens, a conexão com a realidade não pressupõe necessariamente um engajamento. "Nessa curadoria, nós percebemos filmes que não se enjagam com o real e sim que provocam tensão com o real. Um deles, por exemplo, parte de um certo dado concreto a respeito de um município do interior de São Paulo com o menor número de habitantes do país. E também usa um texto real publicado nas redes sociais pelo prefeito. Mas houve uma reelaboração desse texto, que é dito por um ator. Então há um tensionamento a ponto de você pensar que este Brasil que o filme tenta dar conta é real, mas também é inventado. É quase uma situação de um Brasil que não existe".

A Mostra de Cinema de Tiradentes é responsável por abrir anualmente o calendário audiovisual brasileiro, o que faz com que suas discussões influenciem outros festivais ao longo do ano. O evento é produzido pela Universo Produções, com o apoio do Ministério da Cultura. Nesta edição, é comemorado também o aniversário de 300 anos da cidade mineira. Ao longo de nove dias de programação, serão exibidos 102 filmes, sendo 72 curtas-metragens e 30 longas. Há ainda debates, intervenções e performances artísticas, apresentações musicais e outras atividades, todas gratuitas.

*O repórter viajou a convite dos organizadores da 21º Mostra de Cinema de Tiradentes

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Ceará é líder entre estados exportadores de crustáceos e peixes

dom, 21/01/2018 - 07:54

Com um total de US$ 54,2 milhões comercializados em 2017, o Ceará assumiu a liderança na exportação entre os estados que produzem crustáceos e peixes congelados e refrigerados. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em valores, o estado ficou atrás do Pará, com US$ 32,8 milhões exportados, do Rio Grande do Sul, com US$ 23,2 milhões, e da Bahia, com US$ 20,4 milhões.

Durante o ano passado, o Ceará exportou 4,8 mil toneladas dos produtos. Do total, 3 mil toneladas são de peixes congelados e 1,7 mil toneladas são de crustáceos, sobretudo lagosta. O estado também lidera o volume de exportação desse produto. O segundo maior exportador, o Pará, comercializou 226 toneladas.

Para o presidente da Câmara Temática de Comércio e Investimentos Estrangeiros, Rômulo Alexandre Soares, o destaque do Ceará se deve ao desenvolvimento recente de outras culturas, como a pesca do atum e a criação de camarão e tilápia em cativeiro.

“O Ceará atraiu uma importante indústria alimentícia, que fez com que a pesca do atum passasse a ser industrial. Esse peixe é abundante em parte do litoral cearense e tem valor agregado. Parece-me acertado o investimento na pesca marinha do atum, dotando os pescadores dos recursos necessários para a pesca e divulgando esse produto no mercado.”

Mesmo sendo responsável por 80% do valor comercializado, a lagosta vem se recuperando de uma redução de preços que ocorre há pelo menos dez anos. Segundo Soares, em 2007 o quilo do crustáceo era vendido a US$ 46. No ano passado, o valor pago pela mesma quantidade foi de apenas US$ 26.

Ele disse que um dos fatores da recuperação é a ampliação do mercado comprador do produto, que tem os Estados Unidos como principal consumidor, seguido pelo Japão, a China,o  Vietnã e a Austrália, por exemplo. Considerando todo o crustáceo brasileiro exportado, os Estados Unidos adquiriram cerca de um terço da produção de 2017.

No ano passado, o governo do Ceará regularizou a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a comercialização da lagosta, equiparando o tributo à média nacional, que é de 12%. Antes, o tributo pago era de apenas 1,7% o que, segundo o setor, deixava o Ceará sem competitividade frente a outros estados exportadores.

Para este ano, além da continuidade dos investimentos na pesca marítima, a questão climática do Ceará será um dos focos de atenção. Isso porque a seca, que já dura seis anos, reduziu a produção de camarão e de tilápia, que tem nos açudes um dos principais espaços de criação. A câmara temática estima que o volume de pescados exportados teve redução de 15% em 2017, comparado com 2016, o equivalente a US$ 1 milhão a menos comercializado.

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