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Atualizado: 15 minutos 44 segundos atrás

Comissão especial começa a discutir hoje relatório da reforma da Previdência

ter, 25/04/2017 - 11:09

O relatório sobre a reforma da Previdência apresentado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) será discutido esta semana na comissão especial criada para analisar a proposta na Câmara. A primeira reunião de discussão está marcada para a tarde de hoje (25).

Depois de fechar acordo com parlamentares da oposição, que tentavam obstruir a sessão de leitura do parecer do relator, o presidente da comissão especial, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), designou que todas as reuniões desta semana sejam para discutir o relatório e apresentar pedido de vista.

O acordo com a oposição ainda definiu que a votação do relatório pelos membros da comissão deve ocorrer na próxima semana, dia 2 de maio. E na semana seguinte, a partir do dia 8, o relatório já poderia ser votado no plenário. Mas, depois da apresentação do relatório final de Arthur Maia, o governo continua buscando adesão da base aliada para garantir a aprovação da proposta.

Seguindo algumas reivindicações, o parecer do relator preservou o teor da proposta do governo, mas flexibilizou alguns pontos.

Cronograma

O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC), afirmou hoje à TV Brasil que não cabe mais mudanças na proposta da reforma da Previdência. Segundo Moura, as modificações solicitadas pela base já foram feitas, e o texto a ser trabalhado para aprovação é o que já foi apresentado pelo relator na comissão especial. "Esse é o entendimento do governo. Agora é esperar que a base, já que foi atendida, possa votar o texto apresentado pelo relator”, disse.

Sobre a possibilidade de adiamento da data de votação da proposta, o líder garantiu que o cronograma está mantido e não será prorrogado. "Não tem uma semana a mais. O cronograma estabelecido é o que será cumprido", destacou.

O líder reiterou que o plenário deve votar a reforma trabalhista nesta semana e, na próxima, a da Previdência. “Nesta terça, [devemos] concluir a votação da recuperação fiscal dos Estados, em plenário, e votar a Reforma Trabalhista amanhã [27], na comissão especial. Na quarta-feira [28], [votar] em plenário. Já na próxima semana, após o feriado, votar a reforma da Previdência na comissão especial, e, logo em seguida, no plenário”, afirmou.

O relatório ainda pode ser alterado durante as discussões na Câmara. Veja os principais pontos do texto:

*Colaborou Renato Aguiar, produtor da TV Brasil.

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Gastos de brasileiros no exterior sobem 50% no primeiro trimestre

ter, 25/04/2017 - 11:01

Os gastos de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,530 bilhão em março deste ano, informou hoje (25) o Banco Central (BC). O resultado é 18,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os brasileiros gastaram US$ 1,291 bilhão. No primeiro trimestre, as despesas ficaram em US$ 4,469 bilhões, 50,4% acima dos gastos registrados de janeiro a março de 2016 (US$ 2,972 bilhão).

As receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 650 milhões, em março, e em US$ 1,846 bilhão nos três meses do ano. Como as despesas de brasileiros no exterior são maiores do que as receitas de estrangeiros, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 880 milhões, no mês passado, e em US$ 2,623 bilhões, no primeiro trimestre.

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Bolívia quer discutir com Brasil e Paraguai onda de assaltos

ter, 25/04/2017 - 10:59

O governo da Bolívia pedirá ao Brasil e ao Paraguai a realização de uma reunião “de alto nível” para avaliar a atuação de membros da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) em recentes assaltos ocorridos nos três países. Além da troca de informações, o encontro, segundo as autoridades bolivianas, permitirá a tomada de decisões conjuntas.

“Vamos pedir às autoridades brasileiras e paraguaias uma reunião para decidir sobre os casos de roubos na região”, anunciou ontem (24) o ministro de governo da Bolívia, Carlos Romero. O pedido oficial, no entanto, ainda não foi encaminhado à embaixada da Bolívia no Brasil, a quem compete contactar o Itamaraty.

A preocupação das autoridades bolivianas decorre das semelhanças entre um roubo a carro-forte no último dia 30, na cidade de Roboré, próximo à fronteira com o Brasil, e o milionário assalto à sede da empresa de transportes de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai, ontem (24).

Tanto os órgãos de segurança pública da Bolívia, quanto os do Paraguai, acusaram a participação de brasileiros, integrantes do PCC, nos violentos ataques. Na Bolívia, criminosos roubaram um carro-forte da empresa Brinks, no último dia 30.

Armamento pesado

Assim como no Paraguai, os bandidos que atacaram o carro-forte boliviano usaram armamento militar e três veículos que abandonaram após incinerá-los. “Este é um procedimento típico de uma organização criminosa muito bem preparada e experiente”, afirmou Romero à imprensa, um dia após a ocorrência.

“Estamos convencidos de que esta é uma perigosa organização criminosa que ingressou [na Bolívia vindo] do território brasileiro”, afirmou o ministro, lembrando que, durante a perseguição para impedir que a quadrilha atravessasse a fronteira de volta ao Brasil, os bandidos abriram fogo e feriram cinco agentes.

“Sabemos que os delinquentes têm armas militares poderosas. Inclusive, durante as buscas, descartamos empregar aeronaves justamente porque os bandidos têm armamento com alcance de 3 mil metros e não teriam dificuldades para atingir os aviões,” finalizou.

Contatos com bandidos

No último dia 10, o vice-ministro de Segurança Cidadã da Bolívia, Carlos Aparicio, negou que haja células do PCC instaladas em território boliviano, mas confirmou que a organização criminosa brasileira tem contatos com bandidos bolivianos, como Mariano Tardelli, apontado como o mentor da quadrilha que assaltou o carro-forte da Brinks.

“Temos informação de que Mariano Tardelli e sua facção faziam negócios com o PCC, por intermédio de Luis Monteiro Duarte, que seria o emissário da organização criminosa do Brasil, mas negamos que o PCC esteja instalado na Bolívia", disse Aparicio durante entrevista coletiva em que confirmou que, durante o roubo ao carro-forte, os bandidos levaram US$ 2,6 milhões de dólares e 350 mil bolivianos.

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Com 35 deputados, PSB se posiciona contra reformas do governo

ter, 25/04/2017 - 10:53

A Executiva Nacional do PSB se posicionou oficialmente contra as propostas de reformas trabalhista e da Previdência que tramitam na Câmara dos Deputados. Com o fechamento da questão, a liderança do partido poderá orientar os parlamentares a votarem contra a aprovação das propostas em plenário. A bancada do PSB na Câmara tem 35 deputados.

Em reunião realizada na noite de ontem (24), em Brasília, o colegiado aprovou, por 20 votos a cinco, uma resolução contrária a “qualquer reforma trabalhista que promova a diminuição dos direitos conquistados, a precarização e que estabeleça supremacia do negociado sobre o legislado”. E por 21 votos a 2 (com uma abstenção), o partido se posicionou contra a reforma da Previdência em discussão na Câmara.

Os integrantes do partido decidiram também adotar posição contrária ao sistema de voto em lista fechada. A Executiva, no entanto, manifestou apoio à proposta de emenda à Constituição (PEC 36/2016) que põe fim às coligações partidárias nas eleições de vereadores e deputados e que estabelece cláusula de barreira para partidos.

A liderança do PSB afirmou que reconhece a necessidade de reformas, mas justificou que a decisão do colegiado leva em consideração a história do partido. Segundo a liderança, a bancada deve apresentar ao Congresso uma proposta alternativa de reforma da Previdência.

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A 3 dias do prazo, confira documentos necessários para declarar Imposto de Renda

ter, 25/04/2017 - 10:35

Mais de 16 milhões de declarações de Imposto de Renda foram recebidas pela Receita Federal até ontem (24). A expectativa é que 28,3 milhões de contribuintes entreguem o documento até o fim do prazo, na próxima sexta-feira (28).

A Receita alerta que os contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal. A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado. Saiba como fazer a declaração completa aqui.

Caso você tenha que declarar Imposto de Renda, é importante reunir os documentos necessários para fazer a declaração. Apesar de nenhum comprovante ser anexado no programa do IRPF, é bom ter os seguintes documentos em mãos (ou pelo menos cópias):

– Cópia da declaração do IR de 2016, impressa, arquivada na memória do computador, gravada em CD ou em pen drive

– Título de Eleitor para o contribuinte que for declarar pela primeira vez Informes de rendimentos recebidos das fontes pagadoras (no caso de assalariados)

– Cópias de recibos/notas fiscais fornecidos a pacientes/clientes (no caso de autônomos)

– Livro-caixa, no caso de autônomos

– Informe de rendimentos do INSS (no caso de quem recebe benefícios previdenciários) ou de entidades de previdência privada

– Informes de rendimentos financeiros fornecidos por bancos

– Informes de pagamento de contribuições a entidades de previdência privada. É preciso nome e CNPJ da entidade

– Recibos/carnês de pagamento de despesas escolares dos dependentes ou do próprio contribuinte. É preciso nome e CNPJ dos estabelecimentos de ensino

– Recibos de aluguéis pagos/recebidos em 2016

– Nome e CPF dos beneficiários de despesas com saúde, como médicos, dentistas e psicólogos

– Nome e CNPJ dos beneficiários de pagamentos a pessoas jurídicas, como hospitais, planos de saúde, clínicas de exames laboratoriais, entre outros

– Nome e CPF de beneficiários de doações/heranças e respectivo valor

– Nome e CPF dos dependentes maiores de 14 anos, completados até 31 de dezembro de 2016. Para os menores de 14 anos, não é preciso indicar o CPF

– Nome e CPF de ex-cônjuges e de filhos para comprovar o pagamento de pensão alimentícia

– Dados do empregado doméstico com os recolhimentos das contribuições ao INSS. É preciso nome, CPF e NIT do empregado e o valor total pago em 2016

– Escrituras ou compromissos de compra e/ou venda de imóveis, terrenos, adquiridos ou vendidos em 2016

– Documento de compra e/ou venda de veículos em 2016, além de marca, modelo, placa e nome e CPF/CNPJ do comprador ou do vendedor

– Documento de compra de veículos ou de bens por consórcios em 2016 Documentos sobre rescisões trabalhistas, com valores individualizados de salários, férias, 13º salário, FGTS, entre outros.

Restituição

A Receita Federal pagará a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2017 em sete lotes, entre junho e dezembro deste ano. O primeiro lote sairá em 16 de junho, o segundo em 17 de julho e o terceiro em 15 de agosto. O quarto, quinto e sexto lotes serão pagos, respectivamente, em 15 de setembro, 16 de outubro e 16 de novembro. O sétimo e último lote está previsto para ser pago em dezembro.

Ao fazer a declaração, o contribuinte deve indicar a agência e a conta bancária na qual deseja receber a restituição. Idosos, pessoas com deficiência física, mental ou doença grave têm prioridade para receber a restituição.

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Adolescente morre baleado no Complexo do Alemão, no Rio

ter, 25/04/2017 - 10:29

Confrontos no Complexo do Alemão deixaram quatro baleados na tarde de ontem (24), entre eles, um adolescente e três policiais militares. Paulo Henrique Oliveira de Morais, de 13 anos, levou um tiro na barriga e foi levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de hoje (25). A Polícia Militar (PM) não informou em que circunstâncias ele foi atingido.

Os três policiais militares feridos continuam internados. Um deles foi baleado na perna e está em situação estável, no Hospital Getúlio Vargas. Outro foi ferido no braço e também está estável, no Hospital Central da Polícia Militar. No entanto, um terceiro, ferido no rosto e no braço, está em estado grave, no Hospital Getúlio Vargas, segundo informações da PM.

Na manhã de hoje, três escolas e sete unidades de educação infantil da prefeitura, que atendem a quase 4 mil alunos, estão fechadas devido ao risco de confrontos na comunidade.

Os conflitos no Complexo do Alemão começaram na última sexta-feira (21) depois que a Polícia Militar começou a instalar uma torre de observação blindada no alto da comunidade da Nova Brasília, uma das favelas que integram o complexo.

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Hospital de Bonsucesso diz que ampliou atendimento a pacientes com câncer

ter, 25/04/2017 - 09:53

O Hospital Federal de Bonsucesso informou, por meio de nota, que ampliou em 20% o atendimento a pacientes com câncer, entre 2015 e 2016. Para atender a demanda, o número de oncologistas da unidade aumentou em 40%. Todos os pacientes que buscam o hospital, segundo a assessoria da unidade, estão conseguindo o atendimento necessário.

A informação foi divulgada depois de uma vistoria do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e a Defensoria Pública da União (DPU), feita ontem na unidade. O Cremerj e a DPU disseram que faltam insumos e medicamentos, sobretudo oncológicos, e que isso provocou a interrupção de mais de 50% dos tratamentos de câncer no hospital. Segundo os dois órgãos, problemas vêm sendo denunciados há meses e têm piorado.

Ainda durante a vistoria, constatou-se que alguns pacientes tiveram que interromper a quimioterapia por falta de insumos. Segundo o Hospital de Bonsucesso, a unidade conta com o apoio do restante da rede do Ministério da Saúde, inclusive o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para a realização das sessões de quimioterapia.

O hospital também informou que está buscando acelerar, ao máximo, junto a fornecedores, a entrega de medicamentos já comprados.

Por fim, segundo a nota divulgada pelo hospital, o Ministério da Saúde ampliou em 12% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 141,5 milhões para R$ 159,5 milhões, no estado do Rio de Janeiro.

 

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Receita alerta empresas sobre irregularidades na Contribuição Previdenciária

ter, 25/04/2017 - 09:34

Agencia Brasil

A Receita Federal iniciou hoje (25) a segunda etapa das ações do Projeto Malha Fiscal da Pessoa Jurídica em 2017, com foco em sonegação fiscal relativa à Contribuição Previdenciária. O total de indícios de sonegação verificado nesta operação, no período de junho de 2012 a dezembro de 2016, é de R$ 532,3 milhões, envolvendo 7.271 empresas em todo o país, informou a Receita, em Brasília.

A Subsecretaria de Fiscalização envia hoje cartas às empresas, alertando-as sobre inconsistências declaradas no Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP). Se as inconsistências forem confirmadas, vão gerar a necessidade de o contribuinte encaminhar o GFIP retificador e efetuar o recolhimento das diferenças de valores de Contribuição Previdenciária com os devidos acréscimos legais.

Constatado o erro nas informações fornecidas ou tributo pago a menor, o contribuinte poderá se autorregularizar até o início do procedimento fiscal, previsto para junho de 2017, explicou a Receita Federal.

As inconsistências encontradas pelo Fisco podem ser consultadas em demonstrativo anexo à carta, e as orientações para autorregularização no próprio corpo da carta que foi enviada pela Receita ao endereço cadastral constante do sistema de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Caixa postal dos contribuintes

Para confirmar a veracidade das cartas enviadas, a Receita encaminhou mensagem para a caixa postal dos respectivos contribuintes, que podem ser acessadas por meio do e-CAC.

Nesta segunda etapa, 7.271 contribuintes serão alertados por meio da carta, e aqueles que ainda não foram intimados, ao identificarem equívoco na prestação de informações à Receita Federal, podem também fazer a autorregularização.

Dessa forma, é possível evitar autuações com multas que chegam a 225% do valor devido, além de representação ao Ministério Público Federal por crimes de sonegação fiscal entre outros, acrescentou a Receita. 

"Os indícios constatados no referido projeto surgiram a partir do cruzamento de informações eletrônicas, com o objetivo de verificar a regularidade do cumprimento das obrigações previdenciárias, relativas à contribuição patronal destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (Gilrat), incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados", finaliza a Secretaria da Receita Federal.

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Chega a oito o número de suspeitos presos no Paraná após assalto no Paraguai

ter, 25/04/2017 - 09:33

Oito pessoas foram presas, até agora, no Paraná suspeitas de participar do assalto milionário ontem (24) à sede da empresa de transportes de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. De acordo com informações divulgadas hoje (25) pela Polícia Federal, as buscas na região de Foz do Iguaçu resultaram na apreensão de seis fuzis, munições, dois barcos e sete veículos.

Nessa segunda-feira, um grupo de cerca de 50 pessoas assaltou a sede da empresa na tríplice fronteira com o Brasil (Foz do Iguaçu) e a Argentina (Puerto Iguazú), para roubar cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 125 milhões). O dinheiro estava guardado em um cofre, que foi aberto com uso de explosivos e fuzis antiaéreos.

A Polícia Federal também confirmou que três suspeitos morreram durante confrontos com as forças de segurança no município paraguaio. Às 10h30, será concedida entrevista coletiva na Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu para detalhar as buscas.

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Índice de Preços ao Consumidor cai em sete capitais pesquisadas pela FGV

ter, 25/04/2017 - 09:19

A maior queda de preços ocorreu em Brasília: 0,24 ponto percentual ao recuar de 0,59% para 0,35%Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a segunda e a terceira semanas de abril. A maior queda foi observada em Brasília: 0,24 ponto percentual ao recuar de 0,59% para 0,35% no período.

São Paulo teve a segunda maior redução: 0,18 ponto percentual, indo de 0,25% para 0,07%. Em Belo Horizonte, a taxa caiu 0,14 ponto percentual e houve  deflação (queda de preços) de 0,12% na terceira semana de abril.

As demais capitais tiveram os seguintes recuos: Recife (0,12 ponto percentual, de 0,60% para 0,48%), Rio de Janeiro (0,12 ponto percentual, de 0,97% para 0,85%), Porto Alegre (0,05 ponto percentual, de 0,37% para 0,32%) e Salvador (0,04 ponto percentual, indo de 0,16% para 0,12%).

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Cientista brasileira está entre as cem pessoas mais influentes do mundo

ter, 25/04/2017 - 09:15

Entre as 100 pessoas mais influentes do mundo escolhidas este ano pela revista norte-americana Time figuram dois brasileiros. Um deles é o mundialmente conhecido jogador de futebol Neymar Jr. A outra é a médica epidemiologista Celina Turchi, de 64 anos, cientista brasileira nascida em Goiás que atua como pesquisadora convidada na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco.

Citada na categoria Pioneiros, Celina, é professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ganhou o título de influenciadora mundial pelo papel que desenvolveu na investigação dos casos de microcefalia e a relação com o vírus Zika. Foi ela a responsável por formar uma rede, com cerca de 30 de profissionais de diversas especialidades e instituições, reunidos no Merg – Microcephaly Epidemic Research Group (Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia). O grupo de pesquisadores conseguiu identificar como o vírus Zika e a microcefalia estavam associados em apenas três meses – em janeiro de 2016 os estudos começaram e em abril já havia fortes indícios da relação.

No fim do ano passado, Celina Turchi foi citada na lista dos dez cientistas mais importantes de 2016 da revista Nature (uma das publicações científicas mais importantes do mundo), pelo mesmo motivo. Apesar da notoriedade no meio científico, a pesquisadora se considera apenas uma “representante” do setor, que até hoje trabalha em conjunto para responder as tantas questões ainda em aberto sobre o vírus Zika e suas consequências.

Em entrevista à Agência Brasil, a cientista fala sobre o reconhecimento que recebe hoje (25), no Lincoln Center, em Nova Iorque, defende a manutenção de recursos para o meio científico, opina sobre o setor público de saúde no Brasil, além, é claro, de comentar sobre o assunto que lhe rendeu fama internacional: o vírus Zika e a síndrome congênita causada por essa arbovirose.

A pesquisadora Celina Turchi foi citada na lista de 100 pessoas mais influentes no mundo, pela revista Time. Ela trabalhou com o grupo de cientistas que descobriu a relação entre casos de grávidas com Zika e o nascimento de bebês com microcefaliaImagem de divulgação/Ascom Fiocruz PE

Agência Brasil: Você foi um dos destaques da revista Nature em 2016 e agora está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. O que passa pela sua cabeça ao ser reconhecida dessa forma? Até pensando de outro jeito: uma mulher cientista é uma das representantes brasileiras em listas de pessoas que fazem a diferença no mundo.

Celina Turchi: Eu gosto quando você coloca “representante”. É isso que eu me sinto, uma representante do grupo de investidagores e profissionais de saúde brasileiros que se empenharam tanto, desde o início dos acontecimentos extraordinários, do ponto de vista científico, que ocorreram no Brasil no segundo semestre de 2015 e que estamos acompanhando até agora.

Agência Brasil: E para o meio científico brasileiro como um todo, esse reconhecimento influencia?

Celina Turchi: Eu acho que todo o reconhecimento de algum dos pares é bem-vindo, porque traz à tona essa possibilidade de visibilidade. Normalmente o grupo de cientistas almeja, quando muito, o reconhecimento entre os próprios cientistas. Dificilmente existe esse reconhecimento social. Mas eu acho que esse reconhecimento é importante principalmente em momentos onde se há menção de retirada de recursos para a pesquisa. Para que se entenda que a manutenção e o aprimoramento de instituições de ensino e pesquisa públicas, não só no Brasil, mas no mundo, são essenciais para dar respostas a ameaças em saúde, como essa que ocorreu.

Agência Brasil: Você é pesquisadora convidada da Fiocruz e, em outras entrevistas, falou que tem consciência do investimento feito pelo Estado brasileiro na formação da sua carreira, já que teve bolsa para estudar no exterior, trabalhou na Federal de Goiás. Seria possível avançar tão rápido nas descobertas com o seu grupo, o MERG, sem que o Brasil tivesse uma estrutura pública na área de saúde que tem atualmente? Como você avalia o setor público de saúde no país?

Celina Turchi: Eu acho que as evidências que tivemos nessa epidemia é que o setor público de saúde do Brasil, não só de atendimento, como de pesquisa, ele têm áreas de excelência. Basta lembrar que os primeiros casos foram notificados por neurologistas, a doutora Ana Van der Linden e a doutora Vanessa Van der Linden, que trabalhavam em hospitais públicos do Recife. Também teve a contribuição enorme do doutor Carlos Brito, um médico infectologista que formulou essa primeira hipótese, da possibilidade de que uma epidemia [de Zika] pudesse estar causando microcefalia. E a quantidade de pesquisadores que tinham uma experiência, um trânsito internacional muito grande com laboratórios produzindo antígenos, testes laboratoriais que pudessem ser aplicados.

Então, eu vejo que a manutenção de institutos de saúde públicos, de centros de excelência no país, isso é parte esssencial até de uma estratégia de segurança. Porque as epidemias, principalmente de saúde pública, são uma ameaça local e podem ser uma ameaça global, como foi essa, que ainda persiste. E também por uma de redução do impacto econômico que as epidemias causam, acho que a gente tem que no mínimo manter e reforçar essas instituições e a formação de pessoal.

Agência Brasil: O setor privado não conseguiria substituir essa rede?

Celina Turchi: As estruturas que eu conheço de pesquisa no mundo inteiro são – principalmente em áreas de doenças infecciosas – de responsabilidade e considerada estratégicas para o país. Os Estados Unidos têm uma rede, um Centro para Controle e Prevenções de Doenças, o CDC [na sigla em inglês], que é quem dá as diretrizes e normativas, que é uma instituição pública gerenciada pelo governo, porque isso faz parte da segurança do país.

Agência Brasil: Você falou sobre a epidemia de vírus Zika como uma ameaça que ainda persiste. Como ela está se configurando atualmente? A gente pode considerar que houve um pico no passado e existem menos casos de fato, ou ainda não chegou o tempo de uma nova epidemia?

Celina Turchi: Acho, sim, que houve uma redução de casos, em relação ao Nordeste. As epidemias virais se traduzem por aumentos e depois reduções do número de casos, então essa redução pós epidêmica é esperada. Mas como isso vai evoluir, se a gente vai ter outros picos epidêmicos, só vamos saber com um monitoramento. Nós não temos ainda todos os elementos para fazer uma predição: população infectada, introdução de outros vírus que podem potencializar a ação deste, quantidade de vetores, como as pessoas se mobilizam.

Agora, eu não tenho dúvida nenhuma de que as arboviroses [como a dengue e a zika] passaram a ser uma ameça nas cidades pela desigualdade, por esse mosaico que a gente tem nas nossas cidades, de ilhas de riqueza rodeadas por extrema pobreza e habitação muito precária, o que facilita a proliferação de vetores em áreas urbanas.

Agência Brasil: Essa seria uma das questões para entender como foi o surgimento da microcefalia em diferentes regiões do país? Porque o Nordeste foi mais afetado, registrou mais casos.

Celina Turchi: Nós não temos ainda muita clareza... esse parece ser um dos fatores, mas não temos ainda evidências muito sólidas. Temos alguns estudos que mostram que existem diferenças intraurbanas na distribuição dos casos da síndrome de zika congênita, sendo que os locais com mais casos têm piores condições socioeconômicas. Isso ficou muito claro pra cidade do Recife.

Agência Brasil: Quais as outras questões que o grupo que você coordena estão tentando responder atualmente? Existe alguma resposta nova? Por exemplo: por que o vírus afeta alguns bebes e outros não?

Celina Turchi: Atualmente tem um grupo coordenado pelo doutor Ricardo Ximenes [professor da Universidade Federal e da Universidade Estadual de Pernambuco] que está acompanhando um grupo grande de gestantes para responder perguntas em relação a que semestre ou trimestre gestacional a infecção viral afeta mais o bebê. Essas crianças nascidas de mães infectadas durante a gestação, independente de ter ou não microcefalia, estão sendo acompanhadas em outros projetos. Esses projetos são grandes consórcios internacionais. Um deles é o Zika Plan, com 25 universidades e instituições de pesquisa públicas do mundo. Outro grupo - o CNPQ junto com o Ministério da Saúde e a Capes - também fez um grande esforço colaborativo para projetos que estão sendo coordenados em diferentes áreas por outros membros desse grupo, que estão investigando o que acontece com essas crianças nascidas de mães infectadas, independentemente se apresentam alterações ou não no momento do nascimento, para saber se, a longo prazo, serão afetadas.

Agência Brasil: As descobertas feitas pelo grupo que você coordena ajudaram os serviços de saúde do mundo e, no Brasil, a gente teve um momento de expansão de serviços do SUS para atender gestantes e bebês que não estavam somente na capitais. Mas ainda há limitações. Mães que entrevistei este ano falam da dificuldade de encontrar serviços especializados no interior, por exemplo, ainda mais porque novas consequências do vírus são descobertas na medida em que os bebês vão crescendo.

Celina Turchi: Exatamente.

Agência Brasil: Que resposta o Estado brasileiro, pensando em governo federal, estadual e municipal, devem dar daqui pra frente? Qual o grande desafio da organização do atendimento?

Celina Turchi: Eu acho que é inserir o atendimento às crianças não só com infecção congênita por zika, mas também por sífilis. Um programa de atendimento que tenha continuidade, que seja adequado e entenda também essa necessidade de apoio aos familiares. Essas crianças são um impacto de grande monta na vida das famílias, principalmente das mulheres.

Agência Brasil: E uma pergunta para inspirar pessoas, especialmente mulheres fora do eixo Rio-São Paulo, que queiram seguir carreira científica: como foi sua trajetória até se deparar com esse desafio histórico?

Celina Turchi: Eu diria que a vida das mulheres da minha geração não foi diferente. Eu casei, tive filhos, tive que em algum momento interromper a minha formação. Contei, durante a minha trajetória acadêmica, com o apoio incondicional dos meus familiares e dos meu filhos. Fui bolsista do CNPq na London School como o que eles chamam de “mature student”, um estudante não tão jovem. Então eu diria para os mais jovens e, especialmente para as mulheres, que embora as carreiras femininas possam não parecer às vezes tão linerares quanto às masculinas, por causa da gestação, de alguns anos de menor produtividade, que a vida é sempre surpreendente.

É isso, não sei se... não me sinto exemplo, mas sinto muito orgulho de fazer parte desse grupo de pessoas que trabalha, na maioria das vezes no anonimato, e que vez por outra se vêem em situações extraordinárias. Poder contribuir numa situação extraordinária, do ponto de vista científico, e numa situação trágica, do ponto de vista social, e se sentir fazendo parte dos eventos, acho que é tudo que a gente pode almejar de uma trajetória profissional.

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Brasileiros estimam inflação de 7,5% nos próximos 12 meses, diz FGV

ter, 25/04/2017 - 08:51

Queda da inflação pode reduzir preços de produtos alimentícios  Tânia Rêgo/Agência Brasil

A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes, medida este mês, ficou em 7,5%. Esse é o terceiro mês consecutivo em que a estimativa fica em 7,5%, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela pesquisa.

Em abril do ano passado, os consumidores esperavam uma inflação de 10,7%. Segundo a FGV, a queda da taxa foi provocada pela repercussão das notícias de redução da inflação oficial na imprensa.

A FGV acredita que, nos próximos meses, a taxa esperada pelos consumidores caia ainda mais, por conta da expectativa de que a inflação oficial continuará recuando.

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Crianças do Laos irão receber cuidados de saúde gratuitos

ter, 25/04/2017 - 07:32

Crianças receberão cuidados médicos gratuitos nos hospitais do governo do Laos este ano, de acordo com uma nova política governamental com o objetivo de reduzir a taxa de mortalidade de menores de cinco anos, informou o jornal local Vientiane Times. O Laos fica no sudeste da Ásia.

A política - conhecida como Estratégia e Plano de Ação para o Serviço Integrado de Saúde Reprodutiva Materno-Infantil - enfoca as mulheres grávidas e seu acesso a mais serviços de saúde em hospitais e dispensários em todo o país e também fornece cuidados gratuitos a crianças, particularmente recém-nascidos e menores de cinco anos.

O diretor do Departamento de Higiene e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Phath Keungsaneth, disse que a nova política visa permitir que todas as crianças com menos de cinco anos em todas as províncias do país desfrutem de um melhor acesso aos serviços de saúde, incluindo exames gratuitos de saúde e tratamento em hospitais e dispensários governamentais, não apenas para crianças carentes..

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Mostra no Museu do Amanhã, no Rio, tem inovações de 40 artistas brasileiros

ter, 25/04/2017 - 07:05

Os caminhos, muitas vezes tortuosos, que levam brasileiros à inovação poderão ser percorridos a partir de hoje (25) no espaço do Rio de Janeiro dedicado à ciência e ao futuro. De forma lúdica e com linguagem audiovisual e interativa, Inovanças – Criações à Brasileira, a nova exposição temporária do Museu do Amanhã proporciona ao visitante uma viagem pelo mundo das criações nacionais, apresentando grandes feitos e, em alguns casos, talentos poucos reconhecidos.

A mostra é a primeira de caráter temporário integralmente concebida pela equipe do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), que administra o Museu do Amanhã, e tem como curadores Luiz Alberto Oliveira e Leonardo Menezes.

Inspirada no cenário do filme Dogville, do cineasta dinamarquês Lars von Trier, o espaço, de 600 m², foi idealizado sem paredes, numa alusão à fluidez do processo criativo.

De acordo com o curador Leonardo Menezes, a ideia é mostrar que não há limites, nem barreiras ao conhecimento e à inventividade, além de apoiar ações que promovam a sustentabilidade e contribuam para a popularização e difusão da ciência e da tecnologia.

“Os processos naturais são fonte de inovação que inspiram os humanos a buscarem soluções de forma criativa. Desvios representam oportunidades na busca por soluções inéditas. Por tentativa e acerto, brasileiros e brasileiras criaram soluções que inovaram o país e o mundo”, disse ele, também gerente de Conteúdo, de Exposições e do Observatório do Amanhã do museu.

O visitante é apresentado a cerca de 40 inovações – do high ao low tech, com destaque para as tecnologias sociais – que transformam e beneficiam indivíduos e grupos em todas as regiões do Brasil e do exterior. As invenções são mostradas em vídeos, com declarações de seus criadores, e presencialmente, com a exposição dos objetos.

As criações estão distribuídas por sete áreas, que remetem a diferentes conceitos que caracterizam a inovação brasileira. Essas áreas receberam os nomes de Pyahu-Açu (“novidade grande”, em tupi-guarani), Inspirais, Errâncias, Brasilianxs, Inexspectata ("inesperado, em latim) Impromptu ("improviso", em latim) e Awani Jö (“estamos juntos”, em iorubá).

A inspiração na natureza, a história do Brasil contada a partir da inovação, o “jeitinho brasileiro” utilizado de forma positiva na busca de soluções com profundo rigor técnico e a criatividade compartilhada entre profissionais heterogêneos são algumas das várias temáticas das sete áreas expositivas.

Imprevisto e improviso

“A inovação pode ocorrer no encontro entre imprevisto e improviso. A inovação é um contínuo de aprimoramento a partir de novas colaborações”, explicou Leonardo. Na exposição Inovanças, o Museu do Amanhã conta com a parceria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública federal de fomento à ciência, tecnologia e inovação.

“A parceria vem coroar um instante histórico em que arte, cultura e inovação se unem para construir o Brasil sonhado por todos os brasileiros. Esperamos que os cases da exposição possam inspirar os inovadores de amanhã”, destacou o presidente da Finep, Marcos Cintra.

Inovanças – A exposição Criações à Brasileira fica em cartaz até 22 de outubro e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. O ingresso para a mostra temporária está incluído no valor da entrada para o museu, que custa R$ 20, a inteira, e R$ 10, a meia. O Museu do Amanhã fica na Praça Mauá, 1, no centro do Rio.

 

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STJ recebe pedido de investigação contra governadores de Minas e do Tocantins

ter, 25/04/2017 - 00:43

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu nessa segunda-feira (24)  requerimentos de abertura de investigação contra os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e de Tocantins, Marcelo Miranda. Os dois pedidos são oriundos das delações da construtora Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que têm como alvo governadores com prerrogativa de foro na Corte e tiveram o sigilo levantado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os pedidos de abertura de investigação contra os dois governadores foram apresentados pela Procuradoria-Geral da República ao STF no dia 14 de março. Após análise, o relator da Operação Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, encaminhou duas petições ao STJ, ao qual caberá investigar e processar eventual ação penal. Mais 12 sindicâncias ainda devem ser remetidas pelo Supremo.

O ministro Luis Felipe Salomão foi considerado prevento (mantém a competência de um magistrado em relação a determinada causa, pelo fato de tomar conhecimento da mesma em primeiro lugar) para relatar os casos no âmbito do STJ. Salomão aguardará o recebimento dos outros requerimentos para análise em conjunto, procedimento idêntico ao adotado pelo ministro Edson Fachin no STF. O vice-procurador-geral da República Bonifácio de Andrada atuará nos processos.

 

* Com informações do site do STJ

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Acesso a mercados da União Europeia é prioridade do Mercosul, diz Aloysio Nunes

seg, 24/04/2017 - 23:17

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse hoje (24) que o acesso aos mercados da União Europeia é uma prioridade do Mercosul. “Estamos trabalhando muito intensamente para fazer um acordo do Mercosul com a União Europeia, para ter acesso aos mercados da União Europeia, receber mais investimentos. Hoje é uma prioridade nossa, da nossa diplomacia, concretizar esse acordo, que está indo muito bem”, disse.

Aloysio Nunes participou do 1º Fórum Espanha-Brasil na tarde desta segunda-feira, no Hotel Hilton, na capital paulista, com a presença de representantes dos governos, das empresas e da sociedade civil de ambos os países, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento das relações entre as duas nações. Após os painéis e exposições de convidados, foi feito um jantar de encerramento com a presença do presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e do ministro brasileiro.

O ministro comparou a situação econômica dos dois países. “A Espanha teve uma queda do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas em um país] de 10% em cinco anos. Nós perdemos 10% em dois anos no Brasil. E o caminho é esse, é controlar a inflação, controlar o gasto público, modernizar o estado, fazer as reformas trabalhistas que precisam ser feitas, a Previdência também. Lá [na Espanha], eles têm hoje o Orçamento do governo central, [do qual] 40% é despesa previdenciária. Também pesa muito e eles estão precisando mudar isso”, avaliou.

FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou do fórum e falou das consequências da globalização na distribuição de emprego. “A globalização, fruto desse desenvolvimento tecnológico, aumenta a produtividade, aumenta a renda e não aumenta o emprego. Esse é um problema. Nós vamos ter que enfrentar essa questão que não é diretamente econômica. É política, social e econômica, vem tudo junto”, disse.

Sobre essa questão, FHC citou uma conversa que teve com o empresário mexicano Carlos Slim. “Há algum tempo atrás ele me disse 'eu vou tentar convencer meus amigos na Europa que eles têm que reduzir a jornada de trabalho'. Pode parecer absurdo reduzir a jornada de trabalho, mas como é que nós vamos dar emprego para essa gente, com o aumento da produtividade que vem pela frente?”.

FHC comparou a fala de Slim ao pensamento de Karl Marx: “no futuro, a produtividade vai aumentar, cada um vai ser o que quiser, um vai pescar, outro vai rezar, outro vai plantar. Isso é uma utopia, não vai ser assim”, disse o ex-presidente. “Mas o fato é que estamos diante de um momento em que o aumento da produtividade é colossal, essa produtividade aumenta a renda, a renda se concentra e a capacidade de oferecer emprego [diminuiu]”.

 

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Atuação da PM no Complexo do Alemão é discutida em audiência pública

seg, 24/04/2017 - 22:17

O trabalho da Polícia Militar no Complexo do Alemão, principalmente a utilização de imóveis para servir de base de operações dos militares, foi discutido nesta segunda-feira (24) em audiência pública na Defensoria Pública do Estado. O conjunto de favelas está ocupado pela PM desde novembro de 2010, o que reduziu substancialmente os enfrentamentos, mas recentemente voltou ao noticiário com mortes de moradores, traficantes e policiais.

A defensora pública Lívia Casseres destacou que o principal direito violado, quando os PMs invadem um imóvel, ainda que desocupado, é a inviolabilidade do domicílio e o próprio direito à posse dessas famílias, que não residiam diretamente naquele imóvel, mas tiveram esbulho possessório praticado pelos agentes públicos.

Moradores protestam durante audiência sobre ocupação de casas no Complexo do Alemão pela Polícia Militar Tomaz Silva/Agência Brasil

“Uma das recomendações [da Defensoria] é a expedição nos boletins internos da Polícia Militar deixando claro a todos os membros da corporação que a invasão de casas particulares para utilizá-las como base militar não é uma conduta legal. É uma conduta ilícita, com violação dos direitos fundamentais daqueles moradores”, disse Lívia.

Um dos moradores que sofreu com a ocupação da laje de sua casa por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) é o pastor Jorge Félix, morador do Alemão há 23 anos, mas que precisou se mudar para outro bairro, por causa dos constantes tiroteios.

“Eu tive a minha casa invadida, ilicitamente, fui procurar como tirar o pessoal de lá e não teve resposta desde o dia 7 de março. Ficam seis policiais todos os dias na laje, onde é a área de lavar roupa. Eles alegam que o momento é de guerra e têm ordem superior para ficar lá. Disseram que só iriam sair após a instalação da cabine blindada no local. Ninguém aguenta mais morar lá. Eu saí porque a minha família já não estava suportando psicologicamente”, disse o pastor, que se mudou para o bairro de Campo Grande, na zona oeste, distante do Alemão.

O comandante da UPP Nova Brasília, major Leonardo Zuma, admitiu que deu a ordem para os policiais se abrigarem na laje, que estava abandonada, segundo ele, para se protegerem dos ataques dos traficantes, que usavam fuzis e até granadas.

“Legalmente, não houve invasão de domicílio, porque não havia ninguém morando ali. Existe mais de cinco imóveis abandonados lá dentro. Como lá havia várias casas abandonadas, eu autorizei que ficassem nelas para se protegerem. A casa, que estava vazia, já está sendo desocupada. O nosso planejamento prevê a instalação de cabines e torres blindadas para impedir que os traficantes possam trafegar livremente lá dentro”, explicou o major.

Uma cabine blindada foi instalada neste final de semana no local. Segundo o comandante, o projeto de UPP é irrevogával, apesar dele ter ouvido de alguns moradores, durante a audiência pública, pedidos para a saída dos policiais da comunidade: “Hoje nós ouvimos aqui o pedido de retirada da UPP. A hora que isso ocorrer, nenhuma viatura mais passará na Estrada do Itararé ou na Estrada de Itaoca [que circundam o Alemão]. Todas as comunidades lá dentro vão ficar com trilhos fincados na entrada, como era antigamente”.

 

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Sem quórum, Câmara adia votação da MP que prorroga contratos de concessões

seg, 24/04/2017 - 21:18

Plenário da Câmara dos Deputados Wilson Dias/Agência Brasil

Por falta de quórum, a Câmara dos Deputados adiou a votação da Medida Provisória (MP) 752/16, que cria regras para a prorrogação e relicitação de contratos de concessões de ferrovias, rodovias e aeroportos. Não há data para nova votação. A MP tranca a pauta impedindo a análise de outras matérias, em sessões ordinárias, o que pode dificultar a votação da reforma trabalhista ainda nesta semana.

A sessão de hoje (24) foi encerrada às 20h01 sem que fosse atingido o quórum de 257 deputados, necessário para iniciar a Ordem do Dia. No plenário, dos 513 deputados, apenas 247 marcaram presença.

Com isso, as sessões da Câmara de amanhã (25) serão destinadas à votação dos destaques ao Projeto de Lei (PLP) 343/17, que trata da recuperação fiscal dos estados. 

Concessões

A MP 752/16 prorroga contratos com concessionárias de rodovias e aeroportos concedidos ao setor privado, além de relicitar contratos. A medida vale para os administradores dos aeroportos do Galeão (RJ), de Brasília, Viracopos (SP), de Confins (MG), de São Gonçalo do Amarante (RN) e de Guarulhos (SP).

No setor rodoviário, poderá ser feito novo cronograma de investimentos com extensão por até 12 anos do prazo, contados da assinatura do contrato original.

O governo queria pelo menos iniciar a discussão da MP na noite desta segunda-feira. No entanto, mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já havia admitido a dificuldade em obter o quórum mínimo.

Maia pretende votar a reforma trabalhista em plenário até quinta-feira (27). Antes, o texto do relator Rogério Marinho (PSDB-RN) terá que ser aprovado na comissão especial que analisa o mérito da reforma.

Relatório

A discussão e votação do relatório na comissão vai começar amanhã às 10h. Marinho deverá apresentar uma nova versão do seu substitutivo. A proposta deverá acolher algumas emendas de deputados.

Pelo acordo firmado na semana passada com a oposição, por ocasião da aprovação do requerimento de urgência ao projeto, Marinho se comprometeu a acolher parte das emendas. Em troca, a oposição disse que não vai obstruir os trabalhos nem fará pedido de vista.

O texto apresentado modifica mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecendo que os acordos entre patrões e empregados prevaleçam sobre a lei nas negociações trabalhistas em temas como banco de horas, parcelamento de férias e plano de cargos e salários, entre outros.

Marinho propôs também o fim da contribuição sindical obrigatória e incorporou normas para reduzir o número de ações na Justiça do Trabalho. O relator incluiu ainda a possibilidade de negociação do aumento na jornada de trabalho, que poderá chegar a 12 horas.

Além da reforma trabalhista, os deputados devem começar na tarde desta terça-feira a discussão do relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) sobre a reforma da Previdência. As discussões devem prosseguir na quarta e quinta-feira. A votação do parecer na comissão está prevista para a próxima semana.

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Fãs dão adeus a Jerry Adriani cantando sucessos do artista

seg, 24/04/2017 - 20:51

O corpo do cantor Jerry Adriani foi enterrado no final da tarde de hoje (24) no Cemitério Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Ídolo da Jovem Guarda, o artista enfrentava um câncer e morreu nesse domingo (23), vítima da doença. Centenas de fãs que acompanharam a cerimônia de despedida cantaram músicas do artista ao longo do cortejo até o jazigo da família.

Discos de vinil e uma guitarra do músico foram levados pelos fãs ao velório, que durou todo o dia. Jerry Adriani era o mais jovem integrante da Jovem Guarda e estava com a agenda de shows lotada até setembro.

Ídolo da Jovem Guarda, Jerry Adriani lançou seu último disco em 2008 Reprodução TV Brasil

O cantor Neguinho da Beija-Flor disse que visitou Jerry no hospital na sexta-feira passada (21) e ficou conversando com ele por quase duas horas. “Ele era meu amigo há mais de 40 anos. Vou ficar bom para a gente fazer um show junto na quadra da Beija-Flor'”, lembrou.

A cantora Adriana disse que a morte de Jerry Adriani é uma perda irreparável. “Primeiro show que eu fiz na vida ele me apresentou como irmã. Ele é muito importante para mim. Estive no aniversário dele e a gente fez a maior farra. Estou muito abalada.”

A fã Sonia Maria, de 66 anos, disse que gostava do cantor desde que era criança. “Assisti vários shows do Jerry quando era mais jovem. Ele foi meu ídolo e vai ser para sempre. Estou aqui para prestar as últimas homenagens.”

O cantor Flávio Miranda, também lamentou a morte do amigo. “É um momento muito triste para mim. Eu já o conhecia há muitos anos, mas fiquei amigo íntimo dele há 10 anos, quando convivi com ele, a mulher, a família. Foi uma das maiores honras que eu tive na minha vida, com essa pessoa especial que Deus nos colocou.”

Trajetória

Nascido Jair Alves de Souza em 29 de janeiro de 1947 no bairro do Brás, na cidade de São Paulo, Jerry Adriani começou a vida profissional em 1964, com a gravação do seu primeiro disco, Italianíssimo. No mesmo ano gravou seu segundo LP, Credi a Me. Seu nome foi inspirado em dois artistas estrangeiros: o ator americano Jerry Lewis e o cantor italiano Adriano Celentano.

Em 1965 lançou Um Grande Amor, seu primeiro disco gravado em português. Tornou-se apresentador do programa Excelsior a Go Go, na antiga TV Excelsior de São Paulo. Ao lado do comunicador Luís Aguiar, apresentava músicas dos Vips, Os Incríveis, Trini Lopez, entre outros. Entre 1967 e 1968, já na TV Tupi de São Paulo, passou a apresentar A Grande Parada, ao lado de artistas como Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marília Pera. O programa era um musical ao vivo que apresentava grandes nomes da música popular brasileira.

Depois se transferiu para o Rio de Janeiro e trouxe Raul Seixas para a capital fluminense. Os dois eram amigos desde a época em que Raul tinha uma banda em Salvador, chamada Raulzito e os Panteras, que posteriormente foi a banda de apoio de Jerry e o acompanhou em sucessos como Tudo Que É Bom Dura Pouco, Tarde Demais e Doce Doce Amor.

Em 1975, participou do musical Brazilian Follies, dirigido por Caribé Rocha, e exibido no Hotel Nacional por um ano e meio. Dali em diante, fez shows por todo o Brasil e em vários países do exterior.

No começo dos anos 1990, gravou um disco que trazia de volta as origens do rock and roll, intitulado Elvis Vive, um tributo a Elvis Presley, o 24º de sua carreira.

*Colaborou Fabiano Sampaio, repórter do Radiojornalismo

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Após morte por febre amarela, Maricá quer vacinar 130 mil pessoas em 30 dias

seg, 24/04/2017 - 20:32

Após a morte por febre amarela de um morador em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro, na semana passada, a cidade alcançou hoje (24) 80% dos moradores imunizados, segundo Secretaria de Saúde do município.  Este foi a terceira morte causada pela doença no estado. A meta do município é vacinar 130 mil pessoas em até 30 dias. A secretaria recebeu nesta manhã novo lote com 17 mil doses e a previsão é que o estado envie um total de 50 mil até o fim da semana.

A busca ativa nas residências hoje foi na Serra do Caboclo, região rural do Silvado, onde vivem 80 famílias. As equipes – com enfermeiros, técnicos de enfermagem, guardas ambientais e pessoas que conhecem a região – continuam as ações de imunização indo de casa em casa no Vale da Figueira (Ponta Negra) e Limão (Bambuí) e nos bairros do Bananal, Espraiado, Jaconé, Manoel Ribeiro, Guaratiba e Marinelândia.

Mais quatro unidades de vacinação foram abertas para ampliar a área de bloqueio. Em parceria com a Secretaria de Educação, foram montados pontos de imunização nas escolas municipais João Pedro Machado (Manoel Ribeiro), Brasilina (Silvado) e Alfredo Nicolau (Marquês), além da Igreja Batista de Ubatiba – a vacinação nesses locais começa às 10h.

No Posto Central (Rua Clímaco Pereira, s/nº), a vacinação prossegue com distribuição diária de 500 senhas (250 na parte da manhã e 250 à tarde). O atendimento ocorre das 8h às 17h.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde informou que foram confirmados 11 casos de febre amarela silvestre em humanos no Rio de Janeiro: sete em Casimiro de Abreu, com uma morte; um caso em São Fidélis; um em São Pedro da Aldeia – mas o paciente contraiu a doença em viagem à zona rural de Casimiro de Abreu; um caso em Porciúncula, em que o paciente morreu; e o caso de morte em Maricá.  Foram confirmados casos de febre amarela em macacos em São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.

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