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Atualizado: 9 minutos 9 segundos atrás

Trump confirma encontro entre diretor da CIA e Kim Jong-un

qua, 18/04/2018 - 13:05

O presidente Donald Trump confirmou hoje (18) que Estados Unidos e Coreia do Norte tiveram um encontro entre o diretor da CIA, Mike Pompeo, e o líder norte-coreano Kim Jong-un na semana passada. Este foi o primeiro encontro de alto nível entre os dois países em 18 anos.  A reunião, realizada em caráter sigiloso, faz parte do contexto de aproximação entre os dois países e tem como objetivo preparar um eventual encontro entre Trump e Kim Jong-un.

"Mike Pompeo se encontrou com Kim Jong-un na Coreia do Norte semana passada. Foi um encontro. A reunião transcorreu de forma tranquila com a formação de um bom relacionamento", escreveu. Ele completou que agora estão sendo preparados detalhes para o encontro. "A desnuclearização será uma grande coisa para o mundo, mas também para a Coreia do Norte".

A notícia do encontro foi divulgada na noite dessa terça-feira (17) A informação havia sido divulgada anteriormente pelo jornal Washington Post e só foi confirmada hoje, pelo próprio presidente.

Desde março, Washington e Pyongyang estão dialogando. Um canal de comunicação foi estabelecido durante a gestão do ex-secretário de estado Rex Tillerson, que deixou o cargo naquele mesmo mês. O novo secretário será o diretor da CIA, Mike Pompeo.

No mês passado, Trump também aceitou um convite feito por Jong-un, para um encontro entre os dois países. Caso seja realizado, será o primeiro na história entre chefes de Estado dos dois países. O encontro realizado em 2000 foi entre a então secretária de estado dos Estados Unidos, Madeleine Albright e Kim Jong-il, pai e antecessor de Kim Jong-Un.

Foi com vista à preparação dessa cimeira histórica que Mike Pompeo se reuniu com o líder norte-coreano, na semana passada, no primeiro encontro de alto nível entre os dois países desde 2000, quando a então secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, se encontrou com Kim Jong-il, pai do atual líder da Coreia do Norte.

Economia mundial dá sinais favoráveis de crescimento, diz FMI

qua, 18/04/2018 - 12:37
Idioma Português, Brasil

Apesar de a economia mundial apresentar sinais favoráveis de crescimento, a estabilidade financeira global enfrentará obstáculos e permanecerá vulnerável no curto, médio e longo prazos devido à volatilidade do mercado de ações (curto prazo). A médio prazo, há risco para a estabilidade do sistema financeiro, e no longo, riscos elevados de desaceleração.  As informações são parte do Relatório Global de Estabilidade Financeira (GFSR, sigla em inglês), divulgado hoje (18) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O relatório mostrou três áreas de vulnerabilidade. "enfraquecimento da qualidade de crédito; instabilidades relacionadas à dívida externa em mercados emergentes e países de baixa renda; e descasamentos de liquidez em dólar entre bancos fora dos Estados Unidos. Vamos considerar cada um por sua vez", diz o texto.

Para países emergentes, o prognóstico do estudo é "um panorama de condições financeiras positivas externas", que deverá ser aproveitado oportunamente para "aprimorar suas políticas de regulação financeira para estabilidade monetária".

Preocupação

O cenário geopolítico instável do ponto de vista político e comercial também é um fator preocupante para investidores. O FMI recomenda que atores políticos aproveitem o momento favorável para tomar medidas que reduzam os riscos, sobretudo no caso de emergentes (categoria em que o Brasil se encaixa). Para estes países a recomendação do fundo é "fortalecer os fundamentos econômicos e amortecer os choques externos".

No caso de economias avançadas, países desenvolvidos a recomendação é "desenvolver suas ferramentas de política regulatória e financeira; e seguir os planos para fortalecer as instituições financeiras".

Segundo o estudo, as baixas taxas de juros, adotadas para promover o crescimento econômico em vários países, acabaram alimentando como efeito secundário, um ambiente no vulnerável e volátil do ponto de vista financeiro. Por isso o desafio é trabalhar "estas vulnerabilidades" para que os países estejam preparados para crises econômicas.

Equilíbrio

De acordo o FMI é preciso ajustar aspectos econômicos e financeiros, para evitar contratempos e problemas futuros. O texto cita como exemplo, que o aumento mais rápido do que o previsto na inflação dos Estados Unidos, pode fazer com que os Esse crescimento inflacional poderia fazer como que bancos centrais retirem a acomodação monetária (oferta de moeda), para equilibrar preços de produtos e serviços.

Para controlar o risco de alta inflação, puxada por preços de produtos e serviços, reguladores financeiros podem controlar a oferta monetária, e consequentemente a inflação. Contudo, este tipo de ação acaba abalando o próprio mercado financeiro e gerando instabilidade no sistema global.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019. As projeções fazem parte do relatório Panorama da Economia Mundial, publicado hoje (17), e representam 0,4 ponto percentual a mais do que as do último relatório, que havia sido divulgado em janeiro. Os números foram impulsionados pelo aumento do investimento e do consumo privado no país. Para 2017, no entanto, o fundo revisou para baixo o crescimento do país para 1%. O último relatório mostrava crescimento de 1,1%.

Ontem (17) o FMI elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019, em estimativa divulgada pelo relatório Panorama da Economia Mundial.

    

Assaltantes levam celulares avaliados em R$ 3,4 milhões do Galeão

qua, 18/04/2018 - 12:34
Idioma Português, Brasil

Em uma ação que durou cerca de uma hora, homens armados roubaram uma carga de telefones celulares avaliada em R$ 3,4 milhões no terminal de cargas do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, no último domingo (15). De acordo com Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), os assaltantes rumaram para a Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, na zona norte, localizada próxima do aeroporto.


A transportadora dos celulares, que já sabia da onda de roubo de cargas no Rio de Janeiro, precaveu-se e colocou rastreadores em alguns aparelhos, que indicaram que a carga foi levada para a favela.


As informações sobre o assalto foram confirmadas pelo diretor de Segurança do Sindicarga, coronel Venâncio Moura, que disse que essa mesma quadrilha já tinha agido da mesma forma, uma semana antes, também no setor de cargas do Galeão, quando roubaram uma carga de iphones da Apple, avaliada em RS 2 milhões.


Segundo o Sindicarga, o grupo entrou pelo portão principal do setor, rendeu os funcionários e após o roubo saiu tranquilamente do local. De acordo com o diretor de Segurança do sindicato, em apenas uma semana o prejuízo é superior a R$ 5 milhões com os dois roubos.


O roubo será investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC).


Em nota, o consórcio RIOgaleão, que administra o aeroporto, informou que “está à disposição para apoiar as investigações".

 

 

    

Lucro de imóvel para quitar outro é isento de imposto, decide STJ

qua, 18/04/2018 - 12:32

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ser isenta de Imposto de Renda a parte do lucro obtido com a venda de um imóvel que seja usada para quitar dívida com a compra de outro imóvel.

No julgamento, o STJ confirmou entendimento anterior do próprio tribunal e do Tribunal Regional Federal da 3a Região (TRF3), que havia reconhecido o direito de um casal em não recolher o Imposto de Renda sobre a parte do lucro ganho na venda de uma casa própria que foi usada para abater um financiamento na Caixa Econômica Federal.

O direito está previsto no artigo 39 da chamada Lei do Bem (11.196/2005), mas havia sido questionado pela Fazenda Nacional com base em uma instrução normativa da Receita Federal, também de 2005, segundo a qual a isenção não se aplicaria se o financiamento a ser quitado fosse de um imóvel adquirido antes da venda da casa própria.

A relatora do caso na Primeira Turma do STJ, ministra Regina Helena Costa, considerou ilegal a norma da Receita, por ir de encontro à lei.

“Com efeito, a lei nada dispõe acerca de primazias cronológicas na celebração dos negócios jurídicos, muito menos exclui da hipótese isentiva a quitação ou amortização de financiamento, desde que observado o prazo de 180 dias e recolhido o imposto sobre a renda proporcionalmente ao valor não utilizado na aquisição”, disse a ministra em seu voto.

Monitor do PIB aponta retração em fevereiro, diz FGV

qua, 18/04/2018 - 12:22

O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getúlio Vargas aponta retração do PIB de 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano. O indicador mensal faz uma estimativa da variação da economia brasileira e mostra que, apesar da queda, o trimestre dezembro/janeiro/fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro/outubro/novembro de 2017.

O coordenador da pesquisa , Claudio Considera avalia que a economia continua apresentando taxas superiores a 2017. A estimativa da FGV é que o PIB do trimestre encerrado em fevereiro cresceu 1,7% em relação aos mesmos três meses de 2017 e 2016.

 

Na comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016, o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7% - Marcello Casal jr/Agência Brasil

"Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica", afirma o economista.

Na comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016, o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7%. Com exceção da transformação, todas as atividades da indústria tiveram queda.

A agropecuária teve queda nessa mesma base de comparação, com recuo de 1,7% após 13 meses consecutivos de crescimento.

Os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram uma alta de 4,4% no trimestre, puxados por uma alta de 17,2% nas máquinas e equipamentos. Por outro lado, a construção teve retração de 1,8%.

Pela ótica do consumo, houve crescimento de 2,5% do consumo das famílias na mesma base de comparação. Segundo a FGV, todos os componentes dessa parte do índice apresentaram variação positiva, mas houve desaceleração da média trimestral. Na contramão dessa tendência, destacou-se o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro, uma taxa que representa aceleração em relação aos 8,9% registrados no período novembro/dezembro/janeiro.

No que diz respeito ao comércio exterior, a pesquisa indica um crescimento de 2,8% nas importações no período trimestral que termina em fevereiro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

 

Inflação dos aluguéis avança menos na segunda prévia de abril

qua, 18/04/2018 - 11:57

A inflação - medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) - subiu 0,4% no segundo decêndio de abril (de 21 de março a 10 de abril), um avanço menor 0,19 ponto percentual do que o 0,59% do mesmo período de março. Os dados foram divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O índice é usado para o reajuste de aluguéis.

O aumento foi puxado pela elevação dos preços ao consumidor e da construção civil, porque os preços no atacado – que responde por 60% do IGP-M - fecharam com forte queda em relação a igual período de março.

 

Segundo o levantamento do IGP-M, os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), registraram variação de 0,46% no segundo decêndio de abril, resultado 0,37 ponto percentual inferior ao 0,83% do segundo decêndio de março.

 

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 0,58% em abril, após alta de 0,41% em março. A taxa de variação do grupo Bens Intermediários cresceu 0,86% em abril. Em março, esse grupo havia acusado elevação de 0,58%.

 

Já a taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,69% em março para uma deflação (inflação negativa) de 0,18% em abril.

 

Preços ao consumidor

 

Os dados divulgados pela FGV indicam ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,15 ponto percentual em relação a igual período de março, passando de 0,12% para 0,27%, entre um decêndio e outro.

 

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice tiveram acréscimo nas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que passou de uma deflação de 0,16% para uma alta de 0,13%. Nesta classe de despesa, o item frutas pulou de 2,49% para 4,53%.

Também o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu entre o segundo decêndio de março e o de abril, passando de 0,2% para 0,37%.

Sobe percentual de homens que fazem tarefas domésticas, diz IBGE

qua, 18/04/2018 - 11:48
Idioma Português, Brasil

Em 2017, 84,4% da população de 14 anos de idade ou mais tinham afazeres domésticos em casa ou em endereços de parentes, o que correspondia a 142,4 milhões de pessoas. Os dados integram o estudo Outras Formas de Trabalho 2017, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (18), no Rio de Janeiro, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).

As informações indicam, porém, a existência de uma grande diferença nas taxas de afazeres domésticos entre homens e mulheres. Enquanto 91,7% das mulheres faziam essas atividades, a proporção era de 76,4% entre os homens no mesmo período – uma diferença de 15,3 pontos percentuais. O percentual caiu em relação a 2016 quando houve aumento da taxa de afazeres domésticos, mas com maior intensidade entre os homens, cujo crescimento foi de 4,5 pontos percentuais.O percentual caiu em relação a 2016 quando houve aumento da taxa de afazeres domésticos, mas com maior intensidade entre os homens, cujo crescimento foi de 4,5 pontos percentuais.

A maior taxa de afazeres domésticos no domicílio ou em domicílio de parente, por idade, ocorreu entre o grupo de 25 a 49 anos, onde o percentual atingiu 88,4%, seguido pelo grupo de 50 anos ou mais de idade, com 85,6%.

Sexo, raça e instrução

Verificou-se o mesmo comportamento quando os dados foram analisados por sexo. Em 2017, a taxa de tarefas domésticas entre as mulheres de 25 a 49 anos era de 95,4%, já entre as de 50 anos ou mais, 90,8%, e, entre as jovens de 14 a 24 anos de idade, 85,2%.

Para os homens, a taxa era 80,9% no grupo de 25 a 49 anos, de 79,3% para os de 50 anos ou mais, e 63,5% para quem tinha de 14 a 24 anos de idade.

Por região do país, a pesquisa mostra que no Sul foi registrado o maior percentual de pessoas com afazeres domésticos no domicílio ou em domicílio de parente, na população em idade de trabalhar: 88,2% do total. O  Nordeste anotou o menor percentual: 79,7%.

A pesquisa do IBGE observou que, entre 2016 e 2017, houve aumento da taxa de afazeres domésticos em todos os grupos de idade, mas a alta foi mais intensa entre os jovens do sexo masculino de 14 a 24 anos, com crescimento de 6,7%, e de 25 a 49 anos (6,6%).

Quando a análise da pesquisa se dá por cor ou raça percebe-se que as taxas de tarefas domésticas eram menores entre as mulheres brancas, segmento onde 90,9% executavam esses afazeres. Já entre as mulheres pretas o percentual era de 93,5% e de 92,3% entre as pardas.

Ainda analisando por cor e sexo, a pesquisa mostrou que os homens pardos apresentaram as menores taxas de tarefas domésticas: em 2017, 77,8% dos homens brancos, 77,7% dos pretos e 74,7% dos pardos. No entanto, os homens pardos exibiram a maior elevação desta taxa: 7% entre 2016 e 2017.

Quando a pesquisa abrange o segundo nível de instrução, constata-se que a taxa de afazeres cresce conforme aumenta o nível de instrução. O estudo apurou que, em 2017, 81,6% daqueles que não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto faziam afazeres domésticos, enquanto 89,1% daqueles com ensino superior completo executavam as tarefas. No período, o maior aumento de taxa de realização ocorreu entre as pessoas com superior completo (5,1%) e o menor, entre os sem instrução ou com fundamental incompleto (3,3%).

O IBGE informou que a taxa de realização mensura apenas se a pessoa realizou ou não algum tarefa doméstica. “A intensidade em número de horas semanais dedicadas a tais tarefas deve ajudar a diferenciar ainda mais sua realização por homens e mulheres. Contudo, essas informações são investigadas em conjunto com os cuidados de pessoas, uma vez que tais atividades, em geral, são realizadas concomitantemente”, esclareceu o instituto.

Se consideradas as pessoas em idade produtiva que cuidaram de pessoas, o percentual sobe para 86% em 2017, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. O maior percentual regional foi no Sul do país (89,3%) e o menor, no Nordeste (81,8%). O percentual também é maior entre as mulheres (92,6%) do que entre os homens (78,7%). A maior discrepância entre os sexos acontece no Nordeste (27,1%) e a menor, no Sul (11,8%).

(*) Matéria alterada às 12h05 para acréscimo de informações

 

    

Número de brasileiros que realizam trabalho voluntário cresce 12,9%

qua, 18/04/2018 - 11:38
Idioma Português, Brasil

A pesquisa Outras Formas de Trabalho 2017, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 7,4 milhões de pessoas realizaram trabalho voluntário, o equivalente a 4,4% da população de 14 anos ou mais de idade. O aumento foi de 12,9% em comparação a 2016. 

Os dados são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), da mesma instituição, que considera trabalho voluntário aquele não compulsório, realizado por pelo menos uma hora na semana, sem receber remuneração ou benefícios em troca, e realizado em apoio a pessoas que não moram no mesmo domicílio do entrevistado e não são de sua família.

Voluntários entregam alimentos para a população em situação de rua na Rodoviária do Plano Piloto no dia do Natal (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O perfil dos voluntários no país é prioritariamente de mulheres que têm uma série de atividades extras, além de trabalho e afazeres domésticos. Os que desenvolviam atividades voluntárias em 2017 eram 5,1% das mulheres e 3,5% dos homens, fato observado em todas as grandes regiões.

Para analisar a intensidade do trabalho voluntário, o IBGE considera a média de horas despendidas na semana em tais atividades. Em 2017, a média foi de 6,3 horas semanais, inferior às 6,7 horas constatadas no ano anterior. A região com maior média de horas foi a Norte (7,1 horas) e a com menor média, a Sudeste (6 horas). A única região com aumento da dedicação ao trabalho voluntário foi a Sul. A região Norte ficou estável e as demais tiveram queda.

Detalhamento

A quantidade de horas dedicadas ao trabalho voluntário é equivalente entre os homens e as mulheres que realizam esse tipo de atividade.

A dedicação ao trabalho voluntário é maior entre os que têm uma ocupação (4,7% do total) do que entre os não ocupados (3,9%).

Em relação à idade, a participação nessas atividades é maior entre as pessoas mais velhas: em 2017, 2,9% dos que têm 14 a 24 anos faziam trabalho voluntário; a proporção sobe para 4,6% entre os de 25 a 49 anos; e para 5,1% entre os que têm 50 anos ou mais. Nas regiões Norte e Nordeste, no entanto, a maior taxa foi a do grupo de pessoas de 25 a 49 anos de idade (6,9% e 3,6%, respectivamente).

Se considerado o grau de escolarização, a participação é maior entre os que têm nível superior completo (8,1%) do que os que não têm instrução ou têm o fundamental incompleto (2,9%). Para a analista de Trabalho e Rendimento do IBGE, Alessandra Brito, este aumento "pode ser por causa do maior acesso à informação da população graduada, que sabe onde realizar esse tipo de trabalho, uma vez que as pessoas com nível superior completo costumam estar melhor inseridas no mercado, com mais tempo livre, e podem por isso mesmo ter uma maior conscientização frente aos menos escolarizados".

Vínculo com associações

A maioria dos que desempenham trabalho de voluntariado mantém vínculos com instituições, 91% do total. Pelos dados, 79,8% das pessoas que realizaram trabalho voluntário o fizeram em congregação religiosa, sindicato, condomínio, partido político, escola, hospital ou asilo. O percentual de vínculo com instituições reduziu 1,7 ponto percentual de 2016 para 2017. Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior percentual (86,1%), enquanto o Sul teve o menor (74,8%).

Por outro lado, aumentou em 0,6 ponto o percentual de realização de trabalho voluntário vinculado associação de moradores, associação esportiva, organização não governamental (ONG), grupo de apoio ou outra organização, fechando em 13% em 2017.

Para aprimorar a pesquisa, Alessandra ressaltou que é necessária uma maior disseminação do conceito de trabalho voluntário. "Muitas pessoas ainda relacionam voluntariado a apenas fazer algo para um asilo ou uma organização não governamental. Precisamos lembrar que levar a vizinha ao médico, ajudar um amigo com alguma tarefa ou ficar com a neta do vizinho para ele ir trabalhar também são exemplos de trabalho voluntário individual", disse, em referência aos 9% que se voluntariam sem estar vinculados a instituição.

      

Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 8.500.000 na sexta-feira

qua, 18/04/2018 - 11:02

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas nesta terça-feira (17), em Governador Valadares (MG) e o prêmio ficou acumulado, podendo chegar a R$ 8.500.000. Com o feriado de sábado (21), o próximo sorteio será sexta-feira (20).

 

Mega-Sena poderá pagar R$ 8.500.000 na próxima sexta-feira  (Arquivo Agência Brasil)

Eis as dezenas do concurso nº 2032, sorteadas ontem: 06 - 14 - 19 - 20 - 39 - 53.

A Quina teve 27 apostas ganhadoras com R$ 41.286,89 para cada uma.

A Quadra  foi acertada por 2.075 apostas com R$ 767,46 para cada ganhador.

 

Judeus comemoram 70 anos de criação do Estado de Israel

qua, 18/04/2018 - 11:01
Idioma Português, Brasil

Hoje (18), a partir do pôr do sol, os judeus dão início às comemorações dos 70 anos da criação do Estado de Israel. Apesar de a data histórica da fundação ter sido em 14 de maio, os judeus comemoram hoje pois seguem o calendário judaico, que é diferente do calendário gregoriano e baseado nos ciclos da Lua.

A comemoração da fundação do Estado de Israel é antecedida pelo Yom Hazikaron, que é o Dia em Memória dos Soldados Caídos de Israel. As celebrações começaram às 20h de ontem (17), após o soar de uma sirene durante um minuto. Durante o toque da sirene, os israelenses ficam de pé, em silêncio, em sinal de respeito pelos mortos. A homenagem relembra os soldados que morreram no conflito arábe-israelense, em 1948, e as vítimas de terrorismo.

História

A história do povo judeu, que passou dois mil anos sem ter um território fixo, começou a mudar no final do século 19, quando milhares de judeus começaram a retornar ao antigo reino de Israel (então território da Palestina), em um movimento conhecido como sionismo.

No entanto, o território em questão era ocupado por árabes. Com a chegada dos judeus à região, em ondas migratórias que se prolongaram até o final dos anos 30, deu-se início a um período de muitos conflitos entre judeus e palestinos.

Além disso, com a ascensão do nazismo na década de 1930, houve um grande fluxo de judeus para a região, fugidos do Holocausto, que exterminou cerca de 6 milhões de judeus.

Estado de Israel

Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu criar o Estado de Israel, dividindo o território da Palestina, que estava sob mando britânico à época, em dois. O brasileiro Oswaldo Aranha era presidente da Assembleia Geral da ONU e foi ele quem anunciou a aprovação da Resolução 181, que decretava a formalização de Israel.

Os judeus ficaram satisfeitos com a proposta, mas os palestinos não. Em 1948, logo após a declaração de independência de Israel, começou o conflito conhecido pelos judeus como a Guerra da Independência; e pelos palestinos como a Catástrofe (Nakba), pois milhares deles tiveram que fugir ou foram expulsos de suas casas. O conflito acabou em 1949, após um cessar-fogo.

Apesar dos conflitos que fazem parte da história e do cotidiano da região, Israel conseguiu se estabelecer como uma democracia estável, tem a economia mais desenvolvida da região e um PIB de cerca de 318 bilhões de dólares.

    

Cuba elege 1º presidente após 60 anos de governo dos irmãos Castro

qua, 18/04/2018 - 10:31

A Assembleia Nacional de Cuba se reúne nesta quarta-feira (18) para escolher o próximo presidente da pequena ilha caribenha que, nas últimas seis décadas, foi governada pelos irmãos Castro: Fidel, que morreu aos 90 anos, e Raúl, que prometeu se aposentar aos 86. O novo líder será o primeiro, desde a Revolução Cubana, com outro sobrenome e representando uma geração mais jovem do que aquela que pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1959) e desafiar os Estados Unidos (EUA), estabelecendo um regime socialista a 150 quilômetros de sua costa.

O novo presidente de Cuba assume em um momento delicado. A Venezuela, que fornece petróleo e sustentava o regime cubano, hoje enfrenta grave crise econômica, marcada pela hiperinflação, o desabastecimento e o isolamento internacional. Com a mudança de governo em 2017, os Estados Unidos voltaram atrás no processo de reaproximação – primeiro passo para o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro que continua impondo à ilha. O presidente Donald Trump, (eleito também com o voto dos cubanos que imigraram para os EUA e que exigem a derrubada do comunismo na ilha) voltou a limitar as viagens e os investimentos dos norte-americanos no país caribenho.

Raúl Castro diz que foi eleito presidente para “defender, manter e continuar aperfeiçoando o socialismo cubano -  e não para destruí-lo”.

A eleição representa o fim de uma era, mas muitos observadores acham que, na prática, pouca coisa mudará na vida dos 11,5 milhões de cubanos: o Partido Comunista de Cuba (PCC) continua sendo o único e Raúl Castro seu chefe.

“O Partido Comunista é o órgão máximo de decisão política, de acordo com a Constituição cubana. Raúl Castro deixa a presidência do país, mas não o cenário politico”, disse Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Anistia Internacional, uma organização de defesa dos direitos humanos. “Lamentavelmente, Cuba continua sendo um país que violenta, de forma massiva, as liberdades civis, políticas e de expressão”, acrescentou, em entrevista à Agência Brasil, ao lembrar que é o único país do continente que não permite acesso oficial à Anistia Internacional. 

A expectativa é de que o cargo seja ocupado pelo atual vice-presidente, Miguel Díaz-Canel, de 57 anos, que nasceu depois da revolução, não usa farda, mas defende os ideais do Partido Comunista Cubano (PCC), onde atua desde jovem. “Sou como muitos neste país”, disse Díaz-Canel. “Formamos parte de uma geração que nasceu nos anos 60 e agradecemos muito toda a formação e as possibilidades brindadas pela revolução. Tivemos a oportunidade de participar dos processos de decisão nas organizações de base estudantis e da juventude”.

Reformas

Até agora, só houve uma sucessão presidencial na Cuba revolucionária e ela foi programada. Em 2006, Fidel Castro entregou o comando do país ao irmão caçula – primeiro interinamente, depois oficialmente. Fidel estava doente e morreu dez anos depois. Nos últimos 12 anos, Raúl Castro adotou algumas medidas de abertura. Meio milhão de cubanos hoje trabalham no setor privado. Desde 2013, quem quiser pode deixar o país, sem precisar de autorização para viajar ou ter que fugir de barco, numa perigosa travessia para a costa da Flórida. A compra e venda de imóveis e carros, mesmo limitada, foi permitida. E a internet chegou à ilha, onde existem mais de 600 áreas publicas com conexão wifi.

No cenário internacional, Cuba participou da 7ª Cúpula das Américas em 2015. Foi a primeira reunião de líderes dos 35 países do Continente Americano com a participação do governo cubano, que até então tinha sido vetada pelos Estados Unidos. A notícia foi o histórico aperto de mão entre Raúl Castro e o então presidente norte-americano, Barak Obama, marcando a reaproximação dos dois países, depois de mais de meio século de guerra fria.

Apontada como responsável por disseminar revoluções comunistas na região, Cuba patrocinou o acordo de paz entre o governo colombiano de centro-direita, do presidente Juan Manuel Santos, e os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Sete mil rebeldes entregaram as armas, depois de 50 anos de conflito, para formar um partido político, que este ano disputou as primeiras eleições legislativas.

Com a morte de Fidel em 2016, a pergunta era sobre o futuro do país. Raúl Castro propôs ao partido limitar a idade (70 anos) e o mandato (dois períodos de cinco anos) dos dirigentes do PCC, além de uma reforma constitucional. E anunciou que deixaria a presidência, por decisão própria, em abril deste ano.

Renovação

Para ex-combatentes da revolução, o sucessor de Raúl Castro representa a renovação da cúpula do regime comunista cubano, mas a continuidade de seus ideais. Alejandro Ferras Pellicer, de 94 anos, aposta nesta nova geração que, ao contrário da anterior, nasceu com direito à educação e que, segundo ele, estará mais preparada – intelectualmente e tecnologicamente - para lutar por uma sociedade mais igualitária.

O próprio Raúl já sinalizou, em mais de uma ocasião, que a ideologia não está em jogo – não importa quem seja o novo presidente de Cuba ou que pressões ele terá de enfrentar. “O substituto de Fidel só pode ser o Partido Comunista”, disse, quando os cubanos tentavam imaginar o futuro sem o pai da revolução.

O analista politico cubano Rafael Hernández acredita que o novo governo enfrentará pressões internas por mudanças, porque as expectativas de melhores condições de vida vêm de longa data e cresceram com o tempo. Segundo ele, apesar de Cuba enfrentar hoje uma conjuntura internacional menos favorável, a ilha não está na mesma encruzilhada dos anos 90, quando a União Soviética (principal fornecedora de petróleo a Cuba e financiadora de partidos comunistas no hemisfério internacional) se dissolveu em 15 repúblicas separadas – entre elas, a Rússia.  

“Nesses 60 anos, Cuba demonstrou ser capaz de sobreviver a várias crises – até à pior delas, nos anos 90, quando muitos pensavam que ficaria isolada e seria obrigada a mudar”, disse, em entrevista à Agência Brasil, o analista político argentino Rosendo Fraga. “Com a saída de Castro, uma nova geração subirá ao poder. Mas a renovação será feita para manter o mesmo sistema em vigor”.

Teto de escola infantil desaba no interior de São Paulo

qua, 18/04/2018 - 10:29
Idioma Português, Brasil

O teto da escola infantil Diomira Napoleone Paschoal, localizada em Agudos (a 310 quilômetros de São Paulo, no centro-oeste do estado), desabou nesta manhã (18) deixando, segundo informações preliminares, cerca de 13 crianças feridas e quatro adultos. As vítimas estão sendo socorridas em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, que fica na região de Bauru.

Teto de escola desaba no interior de São Paulo - Corpo de Bombeiros/Divulgação

A escola fica localizada na rua Faustino Ribeiro, no centro. Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil, além de pais dos alunos, estão no local.

Temer manifesta apreensão

Na conta do Twitter, o presidente Michel Temer disse que está acompanhando com apreensão as consequências do desabamento e que “calamidades dessa natureza não podem acontecer impunemente”.

“Estou acompanhando com muita apreensão as consequências do desabamento do teto de uma escola infantil em Agudos, São Paulo. Calamidades desta natureza não podem acontecer impunemente. Mas primeiro vamos dar atenção às crianças e adultos atingidos. E rezar por eles”, registra a mensagem.

*Colaborou a redação da Agência Brasil em São Paulo

    

Cristian Cravinhos é preso no interior de São Paulo

qua, 18/04/2018 - 10:23
Idioma Português, Brasil A Polícia Militar prendeu na madrugada desta quarta-feira (18) Cristian Cravinhos, 42 anos, um dos irmãos condenados pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen. Cristian foi preso em flagrante na cidade de Sorocaba (a 100 quilômetros de São Paulo) por portar arma de fogo, tentar subornar os policiais e agredir a ex-mulher.   Segundo os agentes, no ato da prisão em flagrante, Cristian teria oferecido R$ 1 mil para ser liberado, e disse que seu irmão, Daniel Cravinhos, também condenado no assassinato dos pais de Suzane, traria mais R$ 2 mil de São Paulo. A mulher que estava com ele foi liberada.   Segundo o boletim de ocorrência, os policiais atenderam denúncia anônima sobre uma briga de casal na qual o homem estaria armado. No local, Cristian se apresentou como um dos irmãos Cravinhos. Durante a busca, a equipe encontrou a arma de fogo e munição. Ele negou que portava a arma, alegando apenas uma discussão com a ex-mulher.   Cristian foi preso por corrupção ativa e posse ilegal de arma de fogo, sendo conduzido para uma delegacia de Sorocaba para aguardar a audiência de custódia.  A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa dele. Histórico Em 2002, quando o casal von Ricthtofen foi assassinado, o irmão de Cristian, Daniel Cravinhos, era namorado de Suzane. Os três planejaram o crime executado na casa da família, na zona sul de São Paulo.   O assassinato causou comoção nacional, na época, pelos requintes de crueldade. Os irmãos Cristian e Daniel foram condenados a 39 anos de prisão em regime fechado e seis no sistema semiaberto. Suzane também recebeu a mesma pena. Condenada a 39 anos, ela cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé, em regime semiaberto, com direito a saídas em ocasiões especiais e para estudar... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/04/18/cristian-cravinhos-e-preso-no-interior-de-sp.htm?cmpid=copiaecola Condenada a 39 anos, ela cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé, em regime semiaberto, com direito a saídas em ocasiões especiais e para estudar... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/04/18/cristian-cravinhos-e-preso-no-interior-de-sp.htm?cmpid=copiaecola     

Dodge quer arquivamento de inquérito sobre algemas de Cabral

qua, 18/04/2018 - 10:18
Idioma Português, Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ontem (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação em que pede o arquivamento do inquérito aberto para apurar o uso indevido de algemas na prisão e deslocamento de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou abertura de inquérito. Em despacho na última segunda-feira (16), ele marcou o depoimento de Cabral para amanhã (19).

A investigação foi aberta após Mendes ter se manifestado sobre o que seria um abuso no uso de algemas nas mãos e nos pés de Cabral durante a transferência dele, pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, para um presídio no Paraná, em janeiro deste ano.

Para Dodge, ao abrir o inquérito por conta própria e se autodesignar relator do caso, Gilmar Mendes violou o princípio do juiz natural, que estabelece regras de competência para a investigação de modo a garantir a imparcialidade do órgão julgador.

“O ordenamento jurídico vigente não prevê a hipótese de o mesmo juiz que entende que um fato é criminoso, determinar a instauração da investigação e presidir essa investigação”, escreveu Dodge.

A procuradora-geral da República acrescentou que o fato é investigado em um inquérito policial próprio, e que a iniciativa para a abertura de inquérito seria exclusiva do Ministério Público.

“Para além da não observância das regras constitucionais de delimitação de poderes ou funções no processo criminal, o fato é que tal conduta [de Mendes] transforma a investigação em um ato de concentração de funções, e que põe em risco o próprio sistema acusatório e a garantia do investigado quanto à isenção do órgão julgador”, disse Dodge.

A procuradora-geral da República destacou ainda que sequer foram apontadas, na autuação do inquérito, quais autoridades seriam investigadas, não se podendo assim saber de quem seria a competência de supervisionar a apuração do caso.

    

Trump confirma encontro entre diretor da CIA e Kim Jong-un

qua, 18/04/2018 - 10:05
Idioma Português, Brasil

O presidente Donald Trump confirmou hoje (18) que Estados Unidos e Coreia do Norte tiveram um encontro entre o diretor da CIA, Mike Pompeo, e o líder norte-coreano Kim Jong-un na semana passada. Este foi o primeiro encontro de alto nível entre os dois países em 18 anos.  A reunião, realizada em caráter sigiloso, faz parte do contexto de aproximação entre os dois países e tem como objetivo preparar um eventual encontro entre Trump e Kim Jong-un.

"Mike Pompeo se encontrou com Kim Jong-un na Coreia do Norte semana passada. Foi um encontro. A reunião transcorreu de forma tranquila com a formação de um bom relacionamento", escreveu. Ele completou que agora estão sendo preparados detalhes para o encontro. "A desnuclearização será uma grande coisa para o mundo, mas também para a Coreia do Norte".

A notícia do encontro foi divulgada na noite dessa terça-feira (17) A informação havia sido divulgada anteriormente pelo jornal Washington Post e só foi confirmada hoje, pelo próprio presidente.

Desde março, Washington e Pyongyang estão dialogando. Um canal de comunicação foi estabelecido durante a gestão do ex-secretário de estado Rex Tillerson, que deixou o cargo naquele mesmo mês. O novo secretário será o diretor da CIA, Mike Pompeo.

No mês passado, Trump também aceitou um convite feito por Jong-un, para um encontro entre os dois países. Caso seja realizado, será o primeiro na história entre chefes de Estado dos dois países. O encontro realizado em 2000 foi entre a então secretária de estado dos Estados Unidos, Madeleine Albright e Kim Jong-il, pai e antecessor de Kim Jong-Un.

Foi com vista à preparação dessa cimeira histórica que Mike Pompeo se reuniu com o líder norte-coreano, na semana passada, no primeiro encontro de alto nível entre os dois países desde 2000, quando a então secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, se encontrou com Kim Jong-il, pai do atual líder da Coreia do Norte.

    

Lucro de imóvel para quitar outro é isento de imposto, decide STJ

qua, 18/04/2018 - 09:32
Idioma Português, Brasil

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ser isenta de Imposto de Renda a parte do lucro obtido com a venda de um imóvel que seja usada para quitar dívida com a compra de outro imóvel.

No julgamento, o STJ confirmou entendimento anterior do próprio tribunal e do Tribunal Regional Federal da 3a Região (TRF3), que havia reconhecido o direito de um casal em não recolher o Imposto de Renda sobre a parte do lucro ganho na venda de uma casa própria que foi usada para abater um financiamento na Caixa Econômica Federal.

O direito está previsto no artigo 39 da chamada Lei do Bem (11.196/2005), mas havia sido questionado pela Fazenda Nacional com base em uma instrução normativa da Receita Federal, também de 2005, segundo a qual a isenção não se aplicaria se o financiamento a ser quitado fosse de um imóvel adquirido antes da venda da casa própria.

A relatora do caso na Primeira Turma do STJ, ministra Regina Helena Costa, considerou ilegal a norma da Receita, por ir de encontro à lei.

“Com efeito, a lei nada dispõe acerca de primazias cronológicas na celebração dos negócios jurídicos, muito menos exclui da hipótese isentiva a quitação ou amortização de financiamento, desde que observado o prazo de 180 dias e recolhido o imposto sobre a renda proporcionalmente ao valor não utilizado na aquisição”, disse a ministra em seu voto.

    

Monitor do PIB aponta retração em fevereiro, diz FGV

qua, 18/04/2018 - 09:22
Idioma Português, Brasil

O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getúlio Vargas aponta retração do PIB de 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano. O indicador mensal faz uma estimativa da variação da economia brasileira e mostra que, apesar da queda, o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro,outubro e novembro de 2017.

O coordenador da pesquisa , Claudio Considera avalia que a economia continua apresentando taxas superiores a 2017. A estimativa da FGV é que o PIB do trimestre encerrado em fevereiro cresceu 1,7% em relação aos mesmos três meses de 2017 e 2016.

 

O trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7% o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7% , em comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016 - Marcello Casal jr/Agência Brasil

"Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica", afirma o economista.

Na comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016, o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7%. Com exceção da transformação, todas as atividades da indústria tiveram queda.

A agropecuária teve queda nessa mesma base de comparação, com recuo de 1,7% após 13 meses consecutivos de crescimento.

Os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram uma alta de 4,4% no trimestre, puxados por uma alta de 17,2% nas máquinas e equipamentos. Por outro lado, a construção teve retração de 1,8%.

Pela ótica do consumo, houve crescimento de 2,5% do consumo das famílias na mesma base de comparação. Segundo a FGV, todos os componentes dessa parte do índice apresentaram variação positiva, mas houve desaceleração da média trimestral. Na contramão dessa tendência, destacou-se o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro, uma taxa que representa aceleração em relação aos 8,9% registrados no período novembro/dezembro/janeiro.

No que diz respeito ao comércio exterior, a pesquisa indica um crescimento de 2,8% nas importações no período trimestral que termina em fevereiro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

 

    

Inflação do aluguel avança menos na segunda prévia de abril

qua, 18/04/2018 - 08:57
Idioma Português, Brasil

A inflação - medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) - subiu 0,4% no segundo decêndio de abril (de 21 de março a 10 de abril), um avanço menor 0,19 ponto percentual do que o 0,59% do mesmo período de março. Os dados foram divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O índice é usado para o reajuste de aluguéis.

O aumento foi puxado pela elevação dos preços ao consumidor e da construção civil, porque os preços no atacado – que responde por 60% do IGP-M - fecharam com forte queda em relação a igual período de março.

 

Segundo o levantamento do IGP-M, os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), registraram variação de 0,46% no segundo decêndio de abril, resultado 0,37 ponto percentual inferior ao 0,83% do segundo decêndio de março.

 

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 0,58% em abril, após alta de 0,41% em março. A taxa de variação do grupo Bens Intermediários cresceu 0,86% em abril. Em março, esse grupo havia acusado elevação de 0,58%.

 

Já a taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,69% em março para uma deflação (inflação negativa) de 0,18% em abril.

 

Preços ao consumidor

 

Os dados divulgados pela FGV indicam ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,15 ponto percentual em relação a igual período de março, passando de 0,12% para 0,27%, entre um decêndio e outro.

 

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice tiveram acréscimo nas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que passou de uma deflação de 0,16% para uma alta de 0,13%. Nesta classe de despesa, o item frutas pulou de 2,49% para 4,53%.

Também o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu entre o segundo decêndio de março e o de abril, passando de 0,2% para 0,37%.

    

Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 8.500.000 na sexta-feira

qua, 18/04/2018 - 08:02
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Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas nesta terça-feira (17), em Governador Valadares (MG) e o prêmio ficou acumulado, podendo chegar a R$ 8.500.000. Com o feriado de sábado (21), o próximo sorteio será sexta-feira (20).

 

Mega-Sena poderá pagar R$ 8.500.000 na próxima sexta-feira  (Arquivo Agência Brasil)

Eis as dezenas do concurso nº 2032, sorteadas ontem: 06 - 14 - 19 - 20 - 39 - 53.

A Quina teve 27 apostas ganhadoras com R$ 41.286,89 para cada uma.

A Quadra  foi acertada por 2.075 apostas com R$ 767,46 para cada ganhador.

 

    

Cuba elege 1º presidente após 60 anos de governo dos irmãos Castro

qua, 18/04/2018 - 07:31
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A Assembleia Nacional de Cuba se reúne nesta quarta-feira (18) para escolher o próximo presidente da ilha caribenha que, nas últimas seis décadas, foi governada pelos irmãos Castro: Fidel, que morreu aos 90 anos, e Raúl, que prometeu se aposentar aos 86. O novo líder será o primeiro, desde a Revolução Cubana, com outro sobrenome e representando uma geração mais jovem do que aquela que pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1959) e desafiar os Estados Unidos (EUA), estabelecendo um regime socialista a 150 quilômetros de sua costa.

O presidente de Cuba, Raúl Castro - Arquivo Agência Brasil

O novo presidente de Cuba assume em um momento delicado. A Venezuela, que fornece petróleo e sustentava o regime cubano, hoje enfrenta grave crise econômica, marcada pela hiperinflação, o desabastecimento e o isolamento internacional.

Com a mudança de governo em 2017, os Estados Unidos recuaram no processo de reaproximação – primeiro passo para o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro que continua impondo à ilha. O presidente norte-americano, Donald Trump, (eleito também com o voto dos cubanos que imigraram para os EUA e que exigem a derrubada do comunismo na ilha), limitou viagens e investimentos (dos norte-americanos) em Cuba.

Raúl Castro diz que foi eleito presidente para “defender, manter e continuar aperfeiçoando o socialismo cubano -  e não para destruí-lo”.

A eleição representa o fim de uma era, mas muitos observadores acham que, na prática, pouca coisa mudará na vida dos 11,5 milhões de cubanos: o Partido Comunista de Cuba (PCC) continua sendo o único e Raúl Castro seu chefe.

“O Partido Comunista é o órgão máximo de decisão política, de acordo com a Constituição cubana. Raúl Castro deixa a presidência do país, mas não o cenário politico”, disse à Agência Brasil Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Anistia Internacional, uma organização de defesa dos direitos humanos. “Lamentavelmente, Cuba continua sendo um país que violenta, de forma massiva, as liberdades civis, políticas e de expressão.” Cuba é o único país do continente que não permite acesso oficial à Anistia Internacional. 

A expectativa é de que o cargo seja ocupado pelo atual vice-presidente, Miguel Díaz-Canel, de 57 anos, que nasceu depois da revolução, não usa farda, mas defende os ideais do Partido Comunista Cubano (PCC), onde atua desde jovem. “Sou como muitos neste país”, disse Díaz-Canel. “Formamos parte de uma geração que nasceu nos anos 60 e agradecemos muito toda a formação e as possibilidades brindadas pela revolução. Tivemos a oportunidade de participar dos processos de decisão nas organizações de base estudantis e da juventude”.

Reformas

Só houve uma sucessão presidencial na Cuba revolucionária e ela foi programada. Em 2006, Fidel Castro entregou o comando do país ao irmão caçula – primeiro interinamente, depois oficialmente. Fidel estava doente e morreu dez anos depois. Nos últimos 12 anos, Raúl Castro adotou algumas medidas de abertura. Meio milhão de cubanos hoje trabalham no setor privado. Desde 2013, quem quiser pode deixar o país, sem precisar de autorização para viajar ou ter que fugir de barco, numa perigosa travessia para a costa da Flórida. A compra e venda de imóveis e carros, mesmo limitada, foi permitida. E a internet chegou à ilha, onde existem mais de 600 áreas publicas com conexão wifi.

No cenário internacional, Cuba participou da 7ª Cúpula das Américas em 2015. Foi a primeira reunião de líderes dos 35 países do Continente Americano com a participação do governo cubano, que até então tinha sido vetada pelos Estados Unidos. A notícia foi o histórico aperto de mão entre Raúl Castro e o então presidente norte-americano, Barak Obama, marcando a reaproximação dos dois países, depois de mais de meio século de guerra fria.

Apontada como responsável por disseminar revoluções comunistas na região, Cuba patrocinou o acordo de paz entre o governo colombiano de centro-direita, do presidente Juan Manuel Santos, e os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Sete mil rebeldes entregaram as armas, depois de 50 anos de conflito, para formar um partido político, que este ano disputou as primeiras eleições legislativas.

Com a morte de Fidel em 2016, a pergunta era sobre o futuro do país. Raúl Castro propôs ao partido limitar a idade (70 anos) e o mandato (dois períodos de cinco anos) dos dirigentes do PCC, além de uma reforma constitucional. E anunciou que deixaria a presidência, por decisão própria, em abril deste ano.

Renovação

Para ex-combatentes da revolução, o sucessor de Raúl Castro representa a renovação da cúpula do regime comunista cubano, mas a continuidade de seus ideais. Alejandro Ferras Pellicer, de 94 anos, aposta nesta nova geração que, ao contrário da anterior, nasceu com direito à educação e que, segundo ele, estará mais preparada – intelectualmente e tecnologicamente - para lutar por uma sociedade mais igualitária.

Raúl Castro sinalizou, em mais de uma ocasião, que a ideologia não está em jogo – não importa quem seja o novo presidente de Cuba ou que pressões ele terá de enfrentar. “O substituto de Fidel só pode ser o Partido Comunista”, disse, quando os cubanos tentavam imaginar o futuro sem o pai da revolução.

O analista politico cubano Rafael Hernández acredita que o novo governo enfrentará pressões internas por mudanças, porque as expectativas de melhores condições de vida vêm de longa data e cresceram com o tempo. Segundo ele, apesar de Cuba enfrentar hoje uma conjuntura internacional menos favorável, a ilha não está na mesma encruzilhada dos anos 90, quando a União Soviética (principal fornecedora de petróleo a Cuba e financiadora de partidos comunistas no hemisfério internacional) se dissolveu em 15 repúblicas separadas – entre elas, a Rússia.  

“Nesses 60 anos, Cuba demonstrou ser capaz de sobreviver a várias crises – até à pior delas, nos anos 90, quando muitos pensavam que ficaria isolada e seria obrigada a mudar”, disse, em entrevista à Agência Brasil, o analista político argentino Rosendo Fraga. “Com a saída de Castro, uma nova geração subirá ao poder. Mas a renovação será feita para manter o mesmo sistema em vigor”.

    

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