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PMs e policiais civis do Rio Grande do Norte mantêm mobilização por salários atrasados

Sumaia Vilela

Depois da volta de parte dos policiais militares para as ruas do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira, o movimento foi retomado nesta quarta-feira pelos PMs. Eles se mantém nos quarteis, com argumento que viaturas e equipamentos de trabalho não estão dentro do padrão de segurança necessário.

 

Mas o impasse é também com o atraso no pagamento dos salários, de acordo com o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares, subtenente Eliabe Marques.

 

Até agora o vencimento de novembro não foi pago pelo governo. Desde o dia 19 de dezembro a PM está aquartelada, assim como os bombeiros.

 

Existe uma decisão judicial de domingo, que determina a prisão de incentivadores da greve e multa de R$ 100 mil reais para entidades que representam a categoria, mas o subtenente entende que a decisão está sendo cumprida, porque os policiais comparecem ao trabalho, mas não possuem condições de ir para a rua.

 

Os policiais civis também realizam paralisação. Nesta terça, em assembleia, foi decidido que o movimento vai continuar. A categoria se reuniu com a delegada-geral da Polícia Civil para tentar uma solução.

 

De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis, Pedro Chaves, seria preciso que o governo apresentasse um calendário de regularização dos pagamentos e que cumprisse a promessa.

 

Sobre o pagamento dos salários atrasados, o governo do Rio Grande do Norte respondeu que a folha do pagamento de novembro será acertada até o dia 06 de janeiro.

 

Quanto aos vencimentos de dezembro e o décimo terceiro, o governo afirma que permanece com o trabalho para confirmar as receitas disponíveis, e que não existe data prevista. Em relação à continuidade dos movimentos dos policiais, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar não responderam à reportagem.

 

* Matéria atualizada às 15h49 para acréscimo de informação.

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