Exposição mostra aos paulistas vida de Mundurukus na Amazônia

03:27 Cultura, Notícias 19/06/2017 - 09h30 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

A sala do Centro Cultural dos Correios, em São Paulo, foi decorada com plantas e fotos da Amazônia. No começo, parece uma exposição como outra qualquer.


Primeiro, o mestre de cerimônias, como são chamados os monitores, apresenta ao visitante as fotos do povo Munduruku, que vive às margens do Rio Tapajós, no Pará. 


Em seguida, as pessoas vão parar dentro de cápsulas sensoriais. A partir daí o visitante experimenta novas sensações. As cápsulas são individuais e revestidas por uma espécie de biombo de tecido, o que isola a pessoa das sensações externas. 


Dentro da cápsula, usando óculos de realidade virtual e em uma cadeira que se movimenta ao longo da experiência, o visitante experimenta o cotidiano dos Munduruku e os desafios e viver em uma terra indígena que espera pela demarcação.


O passeio passa pela cozinha indígena, atravessa o rio em uma canoa e acompanha a derrubada de uma árvore. 


Cheiros, sons e mudanças de temperatura ajudam a construir a sensação de que a pessoa está em plena floresta amazônica. Tudo isso, bem no centro antigo de São Paulo, um lugar marcado por edifícios históricos e às margens do ribeirão Anhagabaú, que foi canalizado  há mais de 100 anos.


A enfermeira Elaine Cristina, que vive em São Paulo e nunca colocou os pés na Amazônia, saiu impressionada com a experiência. 


A exposição "Experiência Munduruku" foi organizada pela organização não governamental (ONG) ambientalista Greenpeace e pensada para sensibilizar quem vive nas cidades sobre os problemas dos povos das florestas, segundo a mestre de cerimônias e engenheira ambiental Marina Bellato.


Faz parte do cotidiano dos Munduruku o conflito fundiário, o desmatamento da floresta por madeireiros e a ameaça de perder as terras para as usinas hidrelétricas.


Como alternativa de geração de energia, o Greenpeace termina fazendo a campanha em defesa de fontes alternativas, como a eólica e solar. 


Vitor Saldanha, um estudante de 14 anos, saiu da exibição se sentindo um ambientalista. 


A exposição segue em cartaz no Centro Cultural dos Correios até o dia 25 de junho.