História Hoje: Conheça a trajetória da compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga

02:44 Cultura, Programetes 17/10/2017 - 07h00 Brasília Embed

Apresentação Carmen Lúcia

Dezessete de outubro de 1847, nascia Francisca Edwiges Neves Gonzaga.

 

Natural do Rio de janeiro, Chiquinha Gonzaga deixou sua marca na história da Música Popular Brasileira. De personalidade criativa e revolucionária, participou do movimento pela abolição da escravatura, lutou pela liberdade de pensamento e em prol das causas humanitárias e culturais.

 

Era uma mulher a frente de seu tempo. Com coragem, enfrentou a sociedade conservadora, despertando a rejeição de uns e a admiração de outros.

 

Em 1914, a música Corta-jaca, de Chiquinha Gonzaga e Machado Careca, foi executada em uma recepção no Palácio do Catete. Era a primeira vez que ouvia-se música popular brasileira em um salão nobre.

 

Nem todos apreciaram. Os jornais comentaram. No Senado, Rui Barbosa discursou, assegurando que o maxixe era a dança mais chula, baixa e grosseira de todas as danças selvagens; irmã gêmea do cateretê, do batuque e do samba.

 

Para entender a obra de Chiquinha Gonzaga, é preciso mergulhar em suas origens. Em 1899, sentou-se ao piano e compôs, em homenagem ao cordão Rosa de Ouro, a primeira canção carnavalesca: “Abre Alas”.

 

A revolução proposta pela primeira maestrina e primeira pianista de choro, fundadora da sociedade protetora dos direitos autorais encantou gerações, ultrapassando os limites impostos pelo tempo. E ainda introduziu a música popular nos elegantes salões da época. 

 

O casamento veio aos 16 anos, por imposição dos pais. Pouco tempo depois, a separação e um novo casamento. E, mais uma vez a separação. Intimada a escolher entre a música e o marido, Chiquinha não teve dúvida e, assim, sofreu muito preconceito por desafiar antigos padrões e lutar por sua felicidade.

 

Aos 52 anos de idade, já consagrada, Chiquinha conheceu o jovem português João Batista Fernandes Lage, que mais tarde mudou seu nome para João Batista Gonzaga. Joãozinho foi seu companheiro até o final da vida e garantiu a preservação do acervo da compositora.

 

Chiquinha Gonzaga faleceu aos 87 anos de idade, no dia 28 de fevereiro de 1935, no Rio de Janeiro.

 

História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados a cada dia do ano. É publicado de segunda a sexta-feira. Acesse aqui as edições anteriores.

 

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