Incêndio no Museu Nacional do Rio completa um mês ainda sem inventário do acervo que sobrou

03:37 Cultura, Notícias 01/10/2018 - 17h18 Rio de Janeiro Embed

Tâmara Freire

Um mês depois da tragédia do Museu Nacional ainda não sabe se alguma coisa resistiu ao fogo. Do prédio histórico construído, há 200 anos, por Dom João VI e que foi residência da família real, restou a fachada.

 

Quanto aos milhões de itens dos acervos de exposição e pesquisa, ainda é preciso aguardar que o escoramento das paredes internas seja feito para o início da operação de resgate.

 

Mas, além de exibir itens de história natural para o público, composto principalmente por estudantes e famílias, o Museu Nacional também é um importante centro de pesquisa ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. E de acordo com o diretor da instituição, Alexander Kellner, ainda que muitos pesquisadores tenham perdido material de estudo, depois do luto o trabalho continua.

 

Mas, enquanto isso, o museu está pedindo a contribuição de instituições do Brasil e do mundo para recompor um acervo mínimo, tanto para exposição quanto para o trabalho dos pesquisadores. Mas, a solidariedade externa depende de uma iniciativa interna.


 
De acordo com Kellner, as negociações estão avançadas com a União para que o museu possa ocupar um terreno ao lado da Quinta da Boa Vista e mover os departamentos que estão sem casa para lá.

 

Por enquanto, as atividades estão sendo mantidas no Horto Botânico e em um anexo do museu que não foram atingidos pelas chamas.

 

Pesquisadores como Mariza Soares, curadora da exposição sobre a África, tentam redirecionar seus trabalhos. Ela acredita que nenhum item sobreviveu ao incêndio, incluindo um raro conjunto de artefatos, dados pelo rei Adendozan de Daomé  a Dom João, em 1811.

 

E enquanto espécimes semelhantes de animais e plantas podem ser buscados, muitos itens arqueológicos e etnológicos se perderam para sempre.


 
Ainda não se sabe o que provocou o incêndio que, destruiu o mais antigo museu do Brasil, na noite do dia 2 de setembro, e a Polícia Federal afirmou que não comenta investigações em andamento.

 

A instituição que sofria, há anos, com a falta de recursos, pelo menos, já recebeu quase R$ 9 dos R$ 10 milhões prometidos pelo governo federal para a reconstrução do museu.

 

Nesta terça-feira (02), o marco de um mês será lembrado com um grande abraço ao redor dos escombros.

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