Artefato em forma de sapo mostra cultura amazônica no período pré-colonial

02:48 Cultura, Notícias 01/11/2018 - 13h19 Brasília Embed

Michelle Moreira

Artefato talhado em pedra verde, em formato de rã ou sapo, pequeno cabe na palma da mão. Estamos falando da forma mais conhecida do muiraquitã.

 

Símbolo de sorte, proteção e amor, ele também ajuda a entender um período em terras amazônicas que começou bem antes do contato com os europeus e teve continuidade durante a colonização.

 

O arqueólogo do Instituto Mamirauá, Márcio Amaral, pesquisa há muitos anos o objeto e sua história no baixo Amazonas, que inclui municípios como Santarém e Prainha.

 

A região é considerada um dos mais importantes centros de produção desses amuletos.

 

Usando como referência os achados arqueológicos da coleção Juma Janaína, pertencente à Universidade Federal do Oeste do Pará, Márcio conta que é possível identificar as peças produzidas na região mesmo que sejam encontradas em outro local, como em algum país que apresente floresta amazônica em sua extensão.

 

Em sua pesquisa, o arqueólogo buscou ainda identificar as ferramentas utilizadas para fabricar os muiraquitãs, alguns do século 8 depois de Cristo.

 

Em laboratório, ele tentou reconstruir a cadeia de produção e disse que é possível perceber o avanço tecnológico na confecção dos objetos.

 

No último dia 25 de outubro, o estudo dos muiraquitãs foi premiado.

 

O reconhecimento veio com o prêmio Luiz de Castro Faria, realizado pelo IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em parceria com o Centro Nacional de Arqueologia.