Ouça o perfil de Serguei, o Divino do Rock; cantor morreu nesta sexta aos 85 anos

00:51 Cultura, Notícias 07/06/2019 - 19h05 Brasília Embed

Victor Ribeiro

“Divino do Rock”. Era assim que o carioca Sérgio Augusto Bustamante gostava de ser tratado. Quem lhe deu essa alcunha foi um fã gaúcho e Serguei gostou, porque rejeitava outros títulos, como lenda, arquivo ou dinossauro.


Passou a adolescência em Nova York e teve contato com o rock desde o surgimento do ritmo, em meados do século passado. A sonoridade de suas músicas, muito influenciada pelo blues e o rockabilly, sempre remeteu aos primórdios do rock.

 

E Serguei chegou a homenagear um dos pais desse estilo, Chuck Berry, com uma versão da clássica “Roll Over Beethoven”.

 

Antes de seguir a carreira musical, Serguei tentou ser bancário e até comissário de bordo. De acordo com uma biografia, foi demitido da companhia aérea depois de usar o sistema de som da aeronave para cantar para os passageiros.

 

O músico dizia ter dois vícios: o rock e o sexo. Nos anos 2000, revelou, em uma entrevista, ser pansexual, capaz de se relacionar com qualquer pessoa, independente do gênero. E afirmava ter tido um relacionamento com a estrela do rock Janis Joplin.

 

Serguei era fã dela e acreditava que ninguém jamais cantou ou cantará como Janis. Em 1991, participou do Rock in Rio e foi para o meio do público, prestar homenagem a ela.

 

No começo dos anos 80, fixou residência na cidade de Saquarema, no litoral fluminense. E tornou-se figura fácil nos encontros de motociclistas e festivais independentes na Região dos Lagos.

 

A casa dele era chamada de Templo do Rock. Além de receber os fãs em casa, Serguei permitia que eles acampassem no quintal.

 

Fazia parte de um grupo de artistas chamados “malditos”: quase sem espaço nos meios de comunicação de massa, mas que conquistaram um público fiel. Com performances sempre marcantes,

 

Serguei deixa um legado artístico de 11 discos, entre compactos, LP e CDs. O primeiro, em 1966 e o mais recente, em 2009.

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