Brasil melhora posição no ranking do trabalho escravo

03:19 Direitos Humanos, Notícias 17/11/2014 - 16h50 Brasília Embed

Kariane Costa

O Brasil melhorou a posição no ranking global de trabalhadores escravos e passou para a posição número 143, de um total de 167 países. No ano passado, o Brasil ocupava a posição número 94 .

 

Mesmo assim, os números assustam: 155 mil pessoas ainda estão em situação de trabalho escravo no país. Os dados são do relatório mundial da Fundação Walk Free.

A pesquisa mostra que, pela primeira vez no Brasil, o número de trabalhadores em situação de escravidão nas áreas urbanas é maior do que no setor rural.

Do total de resgatados no ano passado, 38% estavam trabalhando em situação desumana em obras da construção civil. O que pode ter sido consequência do grande número de construções realizadas no país para a copa do mundo.

 

O documento destacou que somente Estados Unidos, Brasil e Austrália estão tomando medidas para eliminar o trabalho escravo na contratação pública.


A pesquisa chama atenção também para o alto número de crianças e adolescentes exploradas sexualmente, principalmente em cidades que foram sedes da copa, como Fortaleza.

O estudo alerta ainda para a quantidade de menores explorados pelo tráfico de drogas, e o alto índice de crianças trabalhando como domésticas em casa de família.

 

Assim como no ano passado, peruanos e bolivianos são citados como vítimas de trabalho escravo em indústrias de roupa das grandes capitais.

 

O trabalho escravo nos dias atuais ocorre por meio do tráfico de seres humanos, do trabalho forçado, da servidão por dívida, do casamento forçado ou pela exploração sexual comercial. Ele afirma que o cidadão tem um papel importante para combater essa dura realidade.

O número de pessoas escravizadas no mundo todo aumentou 20% em relação ao levantamento de 2013. Hoje, são quase 36 milhões de pessoas nessa situação.


No ranking das Américas, o Brasil ocupa o lugar número 24 em um total de 27 países avaliados. Uzbequistão, república da Mauritânia, Haiti, Qatar e India ocupam os primeiros lugares da lista.

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