MPT investiga trabalho escravo em pastelarias chinesas no Rio

02:08 Direitos Humanos, Notícias 13/04/2015 - 18h19 Rio de Janeiro Embed

Lígia Souto

Após três inquéritos instaurados para investigar a prática do trabalho análogo ao escravo em pastelarias chinesas no Rio, o Ministério Público do Trabalho chama a atenção para a importância da denúncia.

 

A procuradora Guadalupe Louro Couto, que acompanhou o primeiro caso, já concluído, afirma que a sociedade precisa se conscientizar e identificar as condições de submissão impostas a alguns trabalhadores.

 

Nos três casos notificados, as vítimas foram convencidas a vir para o Brasil com a promessa de um salário de 2 mil reais por mês. Ao chegar, no entanto, descobrem que terão que trabalhar por três anos sem pagamento para cobrir as despesas das passagens aéreas.

 

Na situação que desencadeou as demais denúncias, um trabalhador chinês além de ter sido escravizado, era frequentemente torturado pelo empregador. Hoje, ele faz parte do programa de proteção a testemunhas.

 

A investigação já finalizada resultou na prisão de um dos envolvidos. De acordo com a procuradora, o Ministério Público do Trabalho conseguiu firmar acordos determinado o pagamento de indenização às vítimas nos três casos denunciados.

 

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio, deputado estadual Marcelo Freixo, afirmou que a condição degradante de trabalho em pastelarias chinesas não é novidade.

 

Ainda segundo ele, será criada uma força tarefa para reunir os casos de violações dos direitos humanos cometidos nesses estabelecimentos.

 

As denúncias sobre trabalho escravo podem ser feitas pelo site do Ministério Público do Trabalho, pelo disque 100 ou pelo 0800-0221-331.