Auditores resgatam mais de mil pessoas do trabalho escravo em 2015

01:57 Direitos Humanos, Notícias 28/01/2016 - 09h43 Brasília Embed

Andreia Verdélio

O Ministério do Trabalho e Previdência Social resgatou, em 2015, 1.010 trabalhadores que estavam em condições análogas à escravidão no Brasil.


As 140 operações realizadas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel e por auditores fiscais do trabalho identificaram trabalhadores nesta situação em 90 dos 257 estabelecimentos fiscalizados, segundo balanço do ministério divulgado para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado nesta quinta-feira (28).


Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, os resgates na área urbana aconteceram principalmente em empresas dos setores da construção civil e têxtil.


O maior avanço nos últimos anos, para Carlos Silva, foi a promulgação da Emenda Constitucional 81, de 2014, que prevê a expropriação de imóveis nos quais for comprovada a exploração de trabalho escravo.


Para o presidente do Sinait, o Brasil precisa transformar o crime de submeter alguém ao trabalho escravo em um crime oneroso.


Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a extração de minérios concentrou 31% dos trabalhadores resgatados no ano passado, com 313 vítimas trabalhando na extração e britamento de pedras, extração de minério de ferro e extração de minérios de metais preciosos.


O ramo da construção civil representa 18% do total. Em seguida, aparece a agricultura e a pecuária.


Além do resgate dos trabalhadores em condições análogas à escravidão, as operações coordenadas pelo ministério beneficiaram um total de 7.616 trabalhadores.


Além de afastá-los das graves situações de violação de seus direitos humanos, os auditores fiscais do trabalho, também encaminham os resgatados para a formalização dos contratos, a adequação das condições de segurança no trabalho, o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o acesso ao seguro-desemprego a que tem direito a vítima e o pagamento das verbas trabalhistas devidas pelos empregadores.

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique