Após 20 anos, camponesas relembram massacre de Eldorado dos Carajás

04:50 Direitos Humanos, Especiais 17/04/2016 - 12h49 Brasília, DF Embed

Renata Martins

Não havia mulheres entre os mortos. Mas elas estavam lá. E eram muitas. No dia 17 de abril de 1996, Maria Jesuíta Oliveira, Rita Monteiro e Isabel Rodrigues testemunharam um dos piores episódios da história agrária do Brasil: o Massacre de Eldorado dos Carajás.



Naquele dia, um trecho da rodovia PA-150, no Pará, estava interditado por sem terras participantes da Marcha Pela Reforma Agrária. Cercam de 1.500 pessoas seguiam de Marabá e Belém.

 

“Nós estávamos na pista gritando, cantando, e a gente pensava que os ônibus eram para nós. Mas desceu a polícia.” O relato é de Maria Jesuíta Oliveira, de 51 anos. Ela estava no grupo de trabalhadores rurais que fechava a rodovia, quando 155 policiais militares se posicionaram dos dois lados da pista. A ação para desobstruir o trecho conhecido como “Curva do S” terminou de forma trágica. Muitos feridos - quase 70 - e 19 sem-terra mortos no local pela polícia. Outros dois trabalhadores morreram em decorrência dos ferimentos.

 

Por conta do Massacre de Eldorado dos Carajás, o 17 de abril passou ser lembrado como Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

 

Confira a reportagem especial de Renata Martins para a Rádio Nacional da Amazônia

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