CCBB Rio diz que tomará providências com relação a caso de lesbofobia praticada contra frequentadora

03:24 Direitos Humanos, Notícias 02/01/2017 - 18h06 Rio de Janeiro Embed

Priscila Thereso

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio divulgou nota em manifestação de repúdio ao episódio de lesbofobia relatado por uma frequentadora do local, no último sábado (31). Segundo a mulher, ela estava com a namorada em um dos ambientes recreativos do centro cultural quando o namorado de uma das funcionárias do CCBB montou um quadro com insultos ao casal.

 

Segundo a nota do CCBB, o fato narrado contraria os valores e o trabalho educativo e afirmativo que a instituição realiza ao longo da sua história contra a intolerância e a favor da diversidade étnica, sexual, de gênero e religiosa.

 

O CCBB Rio informa que está apurando internamente o fato e tomará todas as medidas legais e judiciais cabíveis. Também lamenta que o caso tenha acontecido em suas dependências e reafirma o compromisso de atuar em prol do respeito às diferenças, repudiando toda e qualquer manifestação de preconceito.

 

De acordo com Yone Lindgren, coordenadora da Política Nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas, esse tipo de preconceito é frequente e ocorre sem motivação.

 

Sonora: “Na verdade, basta a nossa presença. Posso falar isso com tranquilidade. Porque eu ando muito de bermuda e camiseta. Mas se eles percebem que as mulheres estão de mãos dadas e trocam um olhar carinhoso, não precisa mais que isso não. Eu passo por isso com minhas filhas, quando saio com minha irmã. Não pode ter uma mais feminina que a outra e demonstrar algum tipo de carinho, que se parte para a lesbofobia. As pessoas têm agora, acho que ficou modinha pra esses 'boyzinhos' machistas, quando veem um casal de lésbicas sozinhas, não com turma, com amigos, fazer esse tipo de gracinha como aconteceu lá. E o pior é que mulheres hetero ou não apoiam isso.”

 

Yone lindgren lembra que esse tipo de agressão psicológica pode evoluir para agressão física contra as mulheres, o que é preocupante.

 

Sonora: “Nós tivemos casos que evoluíram para agressão física, inclusive em locais que eram LGBT, como aconteceu em uma boate no centro, na Lapa. As duas meninas estavam na fila do banheiro. É mais comum do que se imagina. Muitas estão dentro do armário ainda, infelizmente., outras têm medo de denunciar e sofrer uma revanche, por causa da publicidade, das consequências no trabalho ou por causa de onde estudam. Tem sempre um porém que a heteronormoatividade poda você poder pelo menos denunciar e colocar um processo em quem está fazendo isso.”

 

Na próxima quarta-feira (4), a partir das 18h, será promovido um ato no CCBB Rio contra o preconceito contra a população LGBT.

 

A equipe do Rio sem Homofobia também pediu uma retratação do centro cultural às mulheres ofendidas no sábado e que a instituição eduque os funcionários para que esse tipo de atitude não volte a acontecer.

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