Campanha Julho Negro denuncia morte e violações de direitos nas periferias

01:49 Direitos Humanos, Notícias 17/07/2017 - 17h59 Rio de Janeiro Embed

Tâmara Freire

Organizações de mães de vítimas da violência e outros movimentos sociais lançaram a segunda edição da campanha Julho Negro para denunciar as mortes e outras violações de direitos humanos ocorridas nas periferias.

 

Com uma programação que se estende até sexta-feira, a campanha discute o racismo e a violência institucional no Rio de janeiro, e também em outros estados do Brasil e também no Haiti e na Palestina.

 

A fundadora do grupo Mãe de Manguinhos, Ana Paula Oliveira, que perdeu o filho Jonhatan, morto pela polícia em 2014, diz que é preciso manter a memória das vítimas viva.

 

Além de debates e rodas de conversa, a campanha também lança o manifesto "Vidas nas Favelas Importam" e vai promover discussões dentro de algumas comunidades, além de atos para alertar sobre o aumento no número de vítimas em confrontos e intervenções policiais.

 

O membro do Fórum de Juventudes Fransérgio Goulart ressalta que as mortes não são acidentais, mas obedecem a uma política de exclusão social e militarização das periferias.

 

A campanha também esta convocando para um ato nesta terça-feira (18), no centro do Rio de Janeiro, em lembrança pelos 24 anos da Chacina da Candelária.