Manifestantes foram às ruas do Rio para protestar contra morte de Ágatha

02:21 Direitos Humanos, Notícias 24/09/2019 - 10h03 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

Manifestantes voltaram às ruas nessa segunda-feira (23) para protestar contra a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, morta com um tiro nas costas, no Complexo de Favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.


Eles levaram faixas, cartazes, velas e pediram justiça para as mortes de inocentes, no estado.


O protesto aconteceu em frente à Assembleia Legislativa (Alerj), no centro da cidade.


Também na noite dessa segunda-feira, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Luciano Bandeira, entregou uma representação ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, solicitando que sejam adotadas medidas de redução de danos em operações policiais, nas comunidades da capital fluminense.


No texto, a OAB-RJ reforça que o caso da menina Ágatha Felix, não é uma exceção à regra. E que só em agosto, 170 pessoas morreram em decorrência da letalidade policial, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado.


Desde janeiro deste ano, foram 1.249 mortes, um aumento de 16,2%, em relação ao mesmo período de 2018.


Policiais militares que participaram da ação que resultou na morte de Ágatha, no Complexo do Alemão, compareceram à Delegacia de Homicídios da capital para prestar depoimento.


As armas dos policiais militares foram recolhidas para confronto balístico. A Polícia Militar informou que não havia operação policial na sexta-feira (20) quando a menina foi atingida por tiros e que agentes faziam patrulhamento.


Ágatha estava em uma Kombi, na Comunidade Fazendinha, acompanhada do avô. A Polícia Civil já ouviu parentes da menina, o motorista da Kombi e outras testemunhas.


Também foi realizada perícia no veículo. Ao longo da semana, os investigadores devem fazer uma reconstituição do crime.


A Corregedoria da PM abriu processo de investigação sobre a atuação dos policiais envolvidos no episódio.


Ágatha foi a quinta criança vítima de tiros, no estado, este ano, segundo dados da plataforma Fogo Cruzado e a 16º criança baleada no Grande Rio.


A Ong Rio de Paz também realizou manifestação nessa segunda-feira, no Aterro do Flamengo.


Voluntários instalaram 57 cartazes, em cruzes brancas, para homenagear as crianças mortas por bala perdida, no Rio, entre 2007 e 2019.

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