Pará busca parceria com empresas para gerar trabalho dentro de presídios

02:19 Direitos Humanos, Notícias 04/10/2019 - 16h29 Brasília Embed

Daniel Costa*

No Pará, o projeto Unidades Prisionais Produtivas recebeu a visita de empresários e representantes de indústrias de mineração, agricultura, pecuária e construção no Complexo Penitenciário de Santa Isabel.

 

O projeto da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará utiliza o espaço das unidades prisionais para executar atividades produtivas com a mão de obra carcerária, capacitando os presos e promovendo a reinserção social.

 

Na ocasião, os visitantes conheceram os espaços da unidade prisional, e aprenderam sobre o funcionamento do projeto.

 

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Pará, Alex Carvalho, o uso de mão de obra carcerária é bom para ambos os lados.

 

“Com isso, quem ganha? A sociedade, à medida que se tem capacidade de produção de insumos e utilização de mão-de-obra barata. Capacidade de poder ressocializar e dar a esses apenados a condição de retomar as suas vidas quando estiverem novamente em convívio com a sociedade e como o setor da construção civil tem a capacidade de absorver de forma massificada esses empregos, nós nos sentimos honrados de poder participar”.

 

Segundo o diretor de reinserção social da Susipe, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará, Belchior Machado, a intenção é aumentar a quantidade de presos que trabalham e estudam, já que assim, eles podem ser capacitados para trabalhar depois de cumprir pena.

 

“Todas as atividades desenvolvidas aqui pela Susipe objetivam contribuir para a reinserção social daquelas pessoas que estão privadas de liberdade. Na forma que encontramos aqui, nós temos tentado realizar parcerias com empresas para que a gente consiga educação e trabalho para os internos. Essa é a perspectiva para garantir os direitos que estão preconizados na Constituição Federal e na Lei de Execução Penal”.

 

De acordo com a Susipe, o pagamento que os internos recebem é separado em quatro partes. Uma vai para ele mesmo, outra vai para a família, uma parte fica com o Estado, e o restante é depositado em uma poupança que é liberada no momento de soltura do preso.

 

*Estagiário, com supervisão de Jéssica Gonçalves

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