Relatório aponta redução de imigrantes no mercado de trabalho

03:10 Direitos Humanos, Notícias 11/11/2019 - 16h10 Brasília Embed

Sayonara Moreno

O “Relatório de Conjuntura: tendências da imigração e refúgio no Brasil”, divulgado nesta segunda-feira, aponta para a redução na participação dos imigrantes venezuelanos, no mercado de trabalho formal brasileiro, mesmo sendo os campeões em emissão de carteira de trabalho.

 

Desde 2018, são os haitianos que lideram o número de novas admissões no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o coordenador estatístico do observatório das migrações internacionais do Ministério da Justiça, Tadeu Oliveira, os refugiados, no Brasil, são os últimos afetados pelas crises econômicas e também os primeiros a se recuperarem.

 

Ainda em relação à ocupação no mercado de trabalho, São Paulo e Santa Catarina e Paraná são os estados que mais absorvem a mão-de-obra de imigrantes. O relatório mostra que, no ano passado,136 mil trabalhadores imigrantes atuavam no mercado de trabalho formal brasileiro. E quase 70% vieram da América Latina, especialmente Haiti e Venezuela. Segundo Tadeu Oliveira, a força de trabalho desses imigrantes, no país, tem pouco efeito. No entanto, ele avalia essa participação como “fundamental”.

 

O número de pedidos de refúgio, no Brasil, apresentou uma leve queda entre maio e agosto deste ano, se comparado ao período de janeiro a abril. Mesmo assim, o observatório notou um leve crescimento nos pedidos de refúgio vindos dos haitianos, apesar de que o maior número de solicitações seja dos venezuelanos, que somaram, entre janeiro e agosto de 2019, quase 35 mil das 52 mil solicitações de todas as nacionalidades.

 

Segundo o observatório, a redução de pedido de refúgio dos venezuelanos se explica pelo fato de que deixaram de pedir refúgio, e passaram a pedir residência, no Brasil, desde que o governo retirou a obrigatoriedade do pagamento de taxa, nesta modalidade.

 

Exceto o Amapá, todos os demais estados brasileiros receberam refugiados, em 250 cidades. No entanto, Roraima continua liderando, justamente pela localização de fronteira com a Venezuela. Depois, com o processo de interiorização, passaram a ser recebidos em maior escala por São Paulo e Mato Grosso do Sul.

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