Trocando em Miúdo: Programa de Proteção ao Emprego abre adesões nesta quarta

03:17 Economia, Programetes 21/07/2015 - 02h00 Brasília Embed

Brasília

A partir desta quarta (22), já pode ser feita a redução da jornada de trabalho com o corte de até 30% do salário do trabalhador, em cima da medida provisória já assinada e que trata do Programa de Proteção ao Emprego, ou seja, reduzir o salário para não demitir*. Vamos nessa?


Alguns pontos: a redução da jornada de trabalho com o corte no salário tem que ser temporária e aprovada em assembléia coletiva dos empregados com o sindicato da classe. O que estava faltando e que o comitê interministerial, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, terminou foram alguns detalhes técnicos e, principalmente, as regras a serem seguidas pelas empresas interessadas. Assina-se o acordo e está aberta a temporada de adesão de redução da jornada de trabalho. E dos salários também.

 

Segundo o ministro Manoel Dias, do Trabalho, mais de dez setores empresariais já se mostraram interessados.


Tem mais um detalhe importante nesta prosa. Nos setores que forem escolhidos, o governo se compromete a pagar 15% do salário que for reduzido, que pode chegar até 30%. Na verdade, não é o governo quem vai pagar um pedaço da redução. É o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

 

O ministro Manoel Dias, do Trabalho e Emprego, acha que sai mais barato do que com a demissão dos 50 mil trabalhadores que, segundo previsão, podem ser atingidos pela medida, atingidos ou beneficiados. Daí, o ministro diz que fazendo a conta com esses 50 mil, caso fossem demitidos, a despesa do governo seria de R$ 168 milhões. Com este programa que permite a redução da jornada, a despesa será de R$ 100 milhões.


As empresas que poderão ser escolhidas pelo governo para seus empregados terem direito aos 15% serão, na verdade, aquelas que já estão em lay-off, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho, sem qualquer salário, ou as que já deram férias coletivas. Mas o que importa é a situação de aperto dos patrões por causa da crise econômica.

 

Mas tem o principal: de acordo com a última Sondagem Especial de Emprego, da Confederação Nacional da Indústria, 60% das empresas tomaram medidas extraordinárias para reduzir o uso de mão de obra.


Fechando a prosa. O setor com o maior percentual de empresas, 73%, que já demitiram foi o automotivo.

 

*A partir desta quarta-feira (22), as empresas poderão aderir ao Programa de Proteção ao Emprego.

Trocando em Miúdo: Programete sobre temas relacionados a economia e finanças, traduzidos para o cotidiano do cidadão. É publicado de segunda a sexta-feira.

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