Trocando em Miúdo: Mercado editorial tem prejuízo de R$ 500 milhões em 10 anos

03:32 Economia, Programetes 06/09/2016 - 02h00 Brasília Embed

Apresentação Eduardo Mamcasz

Olá, prezada pessoa ouvinte cidadã.

 

Economia em crise pelo segundo ano em seguida com queda na produção interna de riquezas, o famoso PIB. E a gente proseia hoje o que isto tem a ver com o que o brasileiro anda lendo de livro, aliás, sempre foi muito pouco. Então, vamos nessa.
 

A prosa aqui não trata da minha opinião, mas, caso ela exista, sem querer, sempre é em cima de fatos e nada melhor do que comprovar o que acontece através de pesquisas.

 

A de hoje, por exemplo, em cima do prejuízo de R$ 500 milhões que o mercado de livros, chamado de editorial, teve desde o ano de 2006, tem como base a pesquisa “Dez anos de produção e vendas do setor editorial brasileiro”, feita pela Fipe-USP, ou seja, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo.

 

Antes de continuar me permita um puxão de orelhas no ouvinte por causa da pesquisa do Ibope que concluiu o seguinte, e isto não é nada bom: 44%, ou quase metade das pessoas brasileiras, não costumam ler nada. Pior ainda: 30% confessam que nunca compraram um livro nesta vida.

 

E ficar fuçando no celular, hoje dito smartphone, também não vale. Caçar não sei o que pela internet, menos ainda. Não tem dinheiro, pode até ter ser, mas tem biblioteca pública, querendo pegar emprestado, faz um grupo de leitura. Alimento para a alma.


Continuando a prosa em cima da nossa economia combalida. Desde 2006, as quase 700 editoras de livro no Brasil anotam uma queda nas vendas, que representa R$ 500 milhões a menos.

 

Descontada a inflação acumulada na mesma época, a queda no preço dos livros é de 36%. E mesmo assim não vende, a pessoa continua ser ler. Mas tem uma coisa que parece estranha na pesquisa. No mesmo tempo, houve um aumento de 32% no número de livros vendidos. E por que será?


Aos números da pesquisa. Se pegar no total, tem dois setores que continuam fazendo e vendendo livros. O primeiro é o setor de livros religiosos.

 

Mesmo com a crise econômica, o setor de livros religiosos, independente da fé de cada um, foi o único que cresceu mais do que a economia, nestes últimos dez anos.

 

O outro, são aqueles livros de escola, para os alunos das públicas e também para o Programa Nacional de Bibliotecas da Escola.

 

Então, tá.
Inté e Axé.

 

Trocando em Miúdo: Quadro do programa "Em Conta", da Rádio Nacional da Amazônia. Aborda temas relacionados a economia e finanças, traduzidos para o cotidiano do cidadão. É distribuído em formato de programete, de segunda a sexta-feira, pela Radioagência Nacional. Acesse aqui as edições anteriores.

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