Impacto da redução da Selic na vida do cidadão é "insignificante", diz professora da FGV

02:37 Economia, Notícias 11/01/2017 - 10h25 Brasília Embed

Danyele Soares

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide hoje (11) se corta, aumenta ou mantém a taxa básica de juros da economia (Selic) em 13,75%. Nesta primeira reunião do ano, a expectativa do mercado é de que os representantes do Copom anunciem a redução da Selic.


Nas duas últimas reuniões, no ano passado, os representantes do Banco Central diminuíram o juro em 0,25 pontos percentual.


Para a professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Virene Matesco a redução ainda é tímida.


Ela explica que apesar de o Brasil ter capacidade de cortar a Selic em 0,5 ponto percentual, fatores internacionais como as promessas de campanha do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar produtos importados influenciam na decisão.


Virene Matesco diz, ainda, que a possível queda dos juros não deve mexer tanto com a vida dos brasileiros.


“Para o consumidor, esse impacto é muito insignificante, às vezes nem ocorre, porque quando o Banco Central sobe a taxa Selic imediatamente os juros de ponta, chamados juros de mercado, aumentam no mesmo dia”, disse a professora da FGV. No entanto, destacou, quando a taxa de juros cai, a queda da Selic é muito mais lenta do que a subida.


Virene Matesco afirmou, ainda, que para quem tem em bancos e o costume de poupar, os juros das aplicações caem também.