Saque de contas inativas do FGTS: 36% dos recursos usados para quitar dívidas

02:42 Economia, Notícias 17/07/2017 - 19h15 Brasília Embed

Marcia Wonghon

Os saques de contas inativas do FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, chegaram a R$ 41,8 bilhões de 10 de março, quando tiveram início as liberações, pela Caixa Econômica Federal, até 12 de julho. A procura pelos recursos supera a previsão inicial do banco, que era de R$ 35 bilhões.

 

O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Planejamento, juntamente com uma pesquisa sobre o impacto dos recursos na redução do endividamento das famílias e a retomada do consumo.

 

O estudo aponta que os trabalhadores usaram o dinheiro para comprar principalmente de celulares, cosméticos, eletrodomésticos, calçados, roupas, produtos farmacêuticos e itens encontrados nos supermercados.

 

De acordo com a pesquisa, 36% dos recursos foram empregados para quitar dívidas.

 

Ficou constatada também uma redução do uso do cheque especial, cheque pré datado e do cartão de crédito, além de um aumento da concessão de crédito para financiar veículos.

 

O trabalho mostra ainda que houve uma elevação de depósitos na caderneta de poupança.

 

Segundo o secretário-adjunto da Seplan, Júlio Alexandre, o principal objetivo da medida foi reduzir o endividamento para tirar as famílias do sufoco.

 

O último grupo de beneficiários ainda poderá sacar até o dia 31 deste mês, assim como os remanescentes dos meses anteriores.

 

O número de trabalhadores que sacaram os recursos chegou a 24 milhões, 799 mil e 499, o que representa 82% do total de 30 milhões e 200 mil beneficiados pela lei.

 

Tem direito ao saque o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015. Os estados com maior número de saques foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O total de recursos a serem resgatados pode chegar a R$ 43,6 bilhões.