Trocando em Miúdo: Brasileiros podem ter R$ 1,4 bilhão em moedas guardadas em porquinhos

04:13 Economia, Notícias 01/09/2017 - 02h16 Brasília Embed

Apresentação Eduardo Mamcasz

Olá, prezada pessoa ouvinte cidadã.

 

Neste setembro, o governo, através do Banco Central, faz uma campanha para que o povo volte a usar aquelas moedas que todo mundo gosto de deixar esquecidas em algum vidro, gaveta ou mesmo nos famosos porquinhos que servem de cofrinhos para as crianças aprenderem a poupar. Vamos nessa!

 

Palavra do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao lançar a campanha chamada Busca ao Tesouro. Nesse discurso, já dá para a gente entender a importância da volta das moedas às ruas. Começando pelos custos que a fabricação das moedas representa. Só para você ter uma ideia, em 2016, o governo pagou R$ 243 milhões para a Casa da Moeda fabricar, só no ano passado, 761 milhões de unidades de moedas.

 

Pois vamos aos cálculos. Dizem que existem, hoje, circulando por aí, 6,3 bilhões de moedas, de todos os valores e cores. Só neste ano, pelos dados do Banco Central, foram fabricadas 434 milhões de moedas. Em 2015, foram 685 milhões de unidades, como se diz tecnicamente. Então, precisa ou não dizer por que é bom a gente tirar as moedinhas do fundo da gaveta e voltar a usar nos pagamentos das compras de todo dia? Facilita o troco e diminui os gastos do governo que, aliás, está gastando mais do que está arrecadando. Precisa cortar despesa.

 

Mas de volta ao discurso do presidente do Banco Central: 35% das moedas colocadas em circulação estão escondidas. Se pegar desde 1994, quando, desde lá até hoje, foram fabricadas 25 bilhões de moedas, então, fazendo as contas, quer dizer que, só neste tempo, sem contar as antigas, tem 8,7 bilhões de moedas dormindo em algum cofrinho, gaveta ou vidro. Não é nada, não é nada, essas moedas escondidas representam, no valor, R$ 1,4 bilhão. Está me acompanhando?

 

Completando a prosa. Só no ano passado, 2016, o governo gastou R$ 243 milhões para, como se diz, suprir o mercado com número suficiente de moedas. Mais uma coisa importante. Não vá confundir, na hora da procura do tesouro, alguma moeda antiga que, aí sim, se for do tipo Olho de Boi, lá da época do dom João VI, porque, aí sim, sua moeda pode valer milhão.

 

Então, tá. Inté e axé.

 

 

 

Trocando em Miúdo: Quadro do programa "Em Conta", da Rádio Nacional da Amazônia. Aborda temas relacionados a economia e finanças, traduzidos para o cotidiano do cidadão. É distribuído em formato de programete, de segunda a sexta-feira, pela Radioagência Nacional. Acesse aqui as edições anteriores.