Trocando em Miúdo: Conflitos no mundo do trabalho podem trazer novas soluções, diz especialista

04:13 Economia, Programetes 31/01/2018 - 01h50 Brasília Embed

Apresentação Eduardo Mamcasz

Olá, prezada pessoa ouvinte cidadã.

 

Ontem a prosa aqui foi sobre a convivência com pelo menos quatro tipos diferentes de colegas no mesmo ambiente de trabalho. Falamos sobre a parte boa, respeito às diferenças e até namoro e casamento. Mas ficou faltando a outra parte, quando acontecem brigas, desculpe, conflitos. Vamos nessa.

 

Continuamos a prosa com Felipe Carvalho. Ele é gerente de negócios da Thomas Case & Associados, uma empresa voltada para a consultoria de gestão de carreiras. Colegas do mesmo trabalho discutindo, brigando, ou como se diz, tendo conflitos de interesse. Me diga uma coisa. Esses conflitos no trabalho, dependendo dos casos, podem até ser positivos, é isso mesmo?

 

Sonora: “Sim, claro. O conflito é positivo. Ele existe para encontrarmos novas soluções, formas de fazer diferente. O conflito existe para resolver um problema. Ele precisa ser trabalhado em grupo. As pessoas têm que trazer pontos de vista diferentes. Isso é que faz o negócio acontecer.”

 

Deixa ver se eu entendi. Uma empresa traça as metas que precisam ser alcançadas. Por isso, então, a concorrência entre colegas pode ser legal, pelo menos para a empresa?

 

Sonora: “Exatamente isso. As pessoas acabam ficando mais à vontade e sendo mais individualistas. Então, expõem de forma mais pontual seu pensamento e, talvez, isso possa criar algum tipo de conflito. Então, é realmente importante que isso seja avaliado.”

 

Mas tem o principal, Felipe Carvalho, você que é gerente da Thomas Case & Associados sabe disso. O principal, queira ou não, para a equipe e para empresa, é conseguir os resultados. Certo?

 

Sonora: “O importante até dentro dos perfis que eu falei, uma equipe, é importante que tenha… até porque não existe um perfil correto. Não existe um perfil perfeito. O importante é ter um mix daqueles perfis...”

 

Só para fechar a prosa. Com os colegas discutindo ou não, mas, no meio do caminho, tem uma pessoa, ou mais, chamada de chefe, líder, gestor e tal. Se essa peça não souber fazer o papel certo pode botar tudo a perder, não é mesmo, Felipe Carvalho? Qual é o papel dessa pessoa na chefia?

 

Sonora: “Só há o conflito entre as pessoas porque algo não está bem claro. Então, o líder tem que entender muito bem desses perfis dos profissionais que compõem sua equipe pra que ele consiga fazer uma liderança situacional. O que é uma liderança situacional? Esse líder tem que entender exatamente o perfil de cada um desses profissionais. O que ele vai exigir de um não, necessariamente, será o que ele vai exigir do outro. Porque são perfis diferentes, pessoas diferentes. Se esse líder passa a  entender essas diferenças, ele consegue exigir aquilo que o outro consegue trazer e, assim, ele minimiza conflitos, com certeza.”

 

Então, tá. Inté e axé.

 

 

Trocando em Miúdo: Quadro do programa "Em Conta", da Rádio Nacional da Amazônia. Aborda temas relacionados a economia e finanças, traduzidos para o cotidiano do cidadão. É distribuído em formato de programete, de segunda a sexta-feira, pela Radioagência Nacional. Acesse aqui as edições anteriores.