Brasileiros com renda acima de R$ 5.214 estão entre os 10% mais ricos; desigualdade persiste

03:42 Economia, Notícias 11/04/2018 - 15h54 Rio de Janeiro Embed

Tâmara Freire

Quem recebe mais do que R$ 5.214 por mês já está entre os 10% mais ricos do Brasil. Isso é quase sete vezes mais do que a média do rendimento real de metade da população, que foi de apenas R$ 754 no ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11).

 

A pesquisa mostra, ainda, que a desigualdade ficou estável no Brasil e diminuiu no Sudeste, mas aumentou nas outras quatro regiões entre 2016 e 2017.

 

No Nordeste, os 1% mais ricos ganhavam quase 45 vezes mais do que a metade mais pobre, no ano passado. De acordo com o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo, isso se refletiu também no índice de Gini, um dos principais indicadores para medir a desigualdade no país.

 

Em 2017, as pessoas que possuíam algum tipo de rendimento receberam, em média, R$ 2.112, o que é R$ 12 a menos do que o cálculo feito em 2016.

 

Já a população ocupada que tinha rendimento proveniente de algum tipo de trabalho recebeu, em média, R$ 2.178, o que também foi menos do que os R$ 2.223 recebidos no ano anterior. E a porcentagem de pessoas com algum tipo de rendimento também caiu de 60,5% para 60,2%, sendo que 41,9% de toda a população recebia proventos de algum tipo de trabalho contra 42,4% em 2016.

 

Já a quantidade de pessoas que tinha renda com aluguéis, pensão, doação ou fontes semelhantes subiu de 24% para 24,1%.

 

A publicação também mostra a manutenção de desigualdades sociais, enquanto a média de rendimento dos homens foi de R$ 2.410 reais, a das mulheres ficou em apenas R$ 1.868. Já as pessoas brancas, com proventos de, em média, R$ 2.814, receberam 75% a mais que as pardas e 79% a mais do que as pretas.

 

A Pnad aponta, ainda, para incremento de renda com o aumento da instrução já que pessoas com ensino superior completo receberam três vezes mais do que aquelas que concluíram apenas o ensino médio.