Inflação medida pelo IPC-S aumenta em julho mas alimentos vêm pesando menos no bolso

02:00 Economia, Notícias 09/07/2018 - 13h37 Rio de Janeiro Embed

Raquel Junia

A alimentação puxou para baixo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal, o IPC-S, que ficou em 1,01%, 0,18 ponto percentual abaixo da medição anterior.

 

A pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, levou em conta os preços praticados entre 08 de junho e 7 de julho. O resultado anterior, medido entre 08 de maio a 07 de junho, captou, portanto, os preços ainda mais altos dos alimentos em função da greve dos caminhoneiros realizada no final de maio.Já o resultado divulgado nesta segunda-feira (09) registra sobretudo a queda dos alimentos.

 


Cinco das oito classes de despesas medidas apresentaram variação negativa. A queda mais significativa dentro do grupo alimentação foi em hortaliças e legumes cuja taxa passou de menos 1,90% para menos 10,27%, com destaque para o tomate, a cebola, a batata inglesa e o alface.

 

Também tiveram queda nos preços os grupos habitação, com a redução da tarifa de energia elétrica, transportes, com a redução no preço dos combustíveis, vestuário, com destaque para as roupas, e saúde e cuidados pessoais, cujo ítem que mais baixou foi o perfume.

 


No entanto, os grupos Educação, Leitura e Recreação, Comunicação e Despesas Diversas tiveram acréscimo, com destaque para o aumento do preço da passagem aérea, que passou de 7,20% para 19,90%, a mensalidade de internet e os serviços religiosos e funerários.

 

Apesar da queda verificada na tarifa de energia elétrica em relação à última medição, o preço alto do item é o principal influenciador positivo do índice, seguido pelo leite longa vida, a gasolina, o condomínio residencial e o frango inteiro.