Força-tarefa encontra 3 novos focos de peste suína no Ceará

02:51 Economia, Notícias 17/10/2018 - 19h40 Fortaleza Embed

Edwirges Nogueira, da Agência Brasil

O Ceará registrou quatro focos de peste suína clássica desde agosto, quando o primeiro caso foi encontrado no município de Forquilha, a duzentos quilômetros de Fortaleza.

 

As autoridades sanitárias locais montaram uma força-tarefa para conter a propagação da doença. Ao todo, são dois casos notificados em Forquilha e os outros dois em Groaíras e Santa Quitéria, na mesma região.

 

A peste suína clássica não atinge humanos, mas causa prejuízos para os produtores, pois os porcos precisam ser sacrificados para que a doença não chegue a animais sadios. O vírus é contagioso e causa alta mortalidade entre os suínos.

 

A força-tarefa com vinte técnicos faz inspeções nas propriedades e em feiras livres que ficam em um raio de três quilômetros a partir dos focos. De acordo com o diretor de Sanidade Animal da Adagri, Agência de Defesa Agropecuária do Ceará, Amorim Sobreira, a principal preocupação é impedir o trânsito de animais para que o vírus não se propague.

 

Os quatro focos foram encontrados em pequenas propriedades, onde os porcos são usados pelas famílias e são vendidos entre outros pequenos produtores. Esses produtores de suínos, no entanto, não implementavam medidas de biosseguridade, como a inspeção frequente de um veterinário, a alimentação adequada dos animais e a comercialização com guia de trânsito animal, que permite o rastreio de porcos doentes, por exemplo.

 

A ABPA, Associação Brasileira de Proteína Animal, garante que não há risco de o vírus da peste suína clássica se espalhar para a zona livre da doença, que é formada por quinze estados mais o Distrito Federal.

 

Isso porque o Ceará não é um grande produtor de carne suína, não mantém fluxo comercial com os estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul nem realiza exportação desse produto. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a zona livre concentra mais de noventa e cinco por cento de toda a suinocultura brasileira.