Total de ocupados no Brasil cresce 1,7 milhão de 2012 a 2017, segundo IBGE

02:54 Economia, Notícias 08/11/2018 - 13h02 Rio de Janeiro Embed

Raquel Júnia

O número de ocupados no Brasil aumentou de 89,7 milhões em 2012 para 91,4 milhões em 2017. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo IBGE.

 

A pesquisa indica que o pico de pessoas ocupadas no país ocorreu em 2015, com 92,6 milhões, tendo caído 1,5% em 2016 e apresentando uma “discreta” recuperação de 0,3% em 2017.

 

A leve recuperação não se reflete no setor privado, já que o número de trabalhadores com carteira assinada teve queda de 1,1 milhão de postos de trabalho enquanto aumentaram em 600 mil os trabalhadores por conta própria e e também em 600 mil os empregados sem carteira assinada. 

 

Os dados indicam que, apesar do predomínio masculino permanecer, a expansão na ocupação se deu apenas entre as mulheres no ano passado, o que fez com que a diferença de ocupação chegasse ao menor valor na série analisada.

 

Adriana Beringuy, economista técnica da coordenação de trabalho e rendimento do IBGE, explica que desde o início da série histórica se verifica o predomínio dos homens entre os ocupados e agora a queda acentuada na ocupação masculina reduziu a diferença entre os gêneros.

 

O IBGE aponta também que a proporção de pessoas que trabalham no turno diurno na ocupação principal caiu de 93,3% em 2012 para 92,5% em 2017. 

 

Por grupamento de atividade, o setor que mais perdeu postos de trabalho de 2015 para 2016 foi a indústria geral, com um 1,3 milhão de pessoas a menos empregadas, mas também foi um dos setores que teve a maior recuperação em 2017, ganhando 335 mil pessoas empregadas. 

 

O destaque da recuperação do ano passado foi o grupamento de alojamento e alimentação, que recebeu 500 mil pessoas.