Mercado de trabalho: população subutilizada chega a 28,3 milhões no trimestre até março, diz IBGE

03:02 Economia, Notícias 30/04/2019 - 14h49 Rio de Janeiro Embed

Raquel Júnia

As pessoas que estão desocupadas, que desistiram de procurar trabalho ou que trabalharam menos horas do que estariam disponíveis somaram no país 28,3 milhões no trimestre terminado em março.

 

A taxa de subutilização chegou a 25%, também a maior desde o início das pesquisas em 2012. Indicadores como o do número de trabalhadores empregados com carteira de trabalho assinada não apresentaram avanços.

 

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua, a Pnad Contínua, foram divulgados, nesta terça-feira (30), pelo IBGE.

 

A taxa de desocupação no pais cresceu 1,1 ponto percentual em comparação ao trimestre terminado em dezembro, atingindo 12,7%, e teve uma ligeira queda de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2018.

 

A população desocupada cresceu 10,2% frente ao trimestre terminado em dezembro.

 

Ao mesmo tempo, 873 mil pessoas perderam seus postos de trabalho.

 

O coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explica que é comum haver perda de postos de trabalho na passagem de dezembro para janeiro por conta das contratações temporárias de final de ano. No entanto, a expectativa era de uma retenção maior no mercado. Ele ressalta o número recorde de subutilizados que mostra a dimensão real do desemprego no país.

 

A ocorrência de carteira assinada no setor privado se manteve estável e desde junho de 2014 não cresce. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado caiu 3,2% em relação ao trimestre anterior e subiu 4,4% na comparação anual.

 

O número de pessoas desalentadas, que desistiram de procurar trabalho, também subiu, tanto em relação ao trimestre terminado em dezembro, quanto na comparação com o mesmo trimestre de 2018.

 

Os desalentados somaram 4,8 milhões de pessoas e o percentual atingiu 4,4%, mantendo o recorde da série histórica.

 

A pesquisa mostra que não houve aumento de ocupação em nenhum grupamento de atividade.

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