Rondônia e TO lideram crescimento de despesas com inativos

03:39 Economia, Notícias 15/05/2019 - 10h43 Brasília Embed

Juliana Cézar Nunes

O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) concluiu um levantamento sobre a folha de pagamento de 23 unidades da federação, em 2018. A pesquisa revela que os gastos com pessoal tiveram um aumento real médio de 2,9% no ano passado, na comparação com 2017. Esse resultado é quase três vezes superior ao crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2018.

 

As despesas com inativos seguem em crescimento e correspondem a dez vezes mais que os gastos com os servidores públicos em atividade. Rondônia e Tocantins foram os estados que registraram maior crescimento despesas com inativos. Rondônia com quase 23% de aumento e Tocantins com 17%.


O coordenador da pesquisa do Ipea, Cláudio Santos, lembra que não é possível reduzir esses indicadores porque, com o passar dos anos mais servidores irão se aposentar.

 

A solução seria evitar a repetição do problema, priorizando as novas contratações para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública.

 

O pesquisador do Ipea acredita que os estados com o maior crescimento no número de inativos, em 2018, Rondônia e Tocantins, têm em comum o fato de serem estados mais novos, que precisaram contratar e incorporar aos seus quadros um grande número de servidores nas décadas de 1980 e 1990. São esses servidores que agora estão se aposentando.


O presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins, Sharlles Lima, conta que o estado criou um sistema previdenciário, em 2012, para abrigar os novos servidores e aplicar as contribuições no mercado financeiro, buscando uma maior rentabilidade.

 

Ainda assim, essa alteração não resolve o problema do aumento de aposentados pelo sistema anterior.

 

Ainda de acordo com levantamento do Ipea, considerando apenas servidores ativos, 14 estados tiveram crescimento nos gastos, em 2018. Lideram a lista o Ceará, com 12,79%, e o Pará com 8,52% de aumento na folha de pagamento dos servidores em atividade.

 

A situação é considerada mais grave em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde o número de inativos já é maior que o de ativos.

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