Alunos do Distrito Federal terão método de ensino inovador espelhado na Escola da Ponte

02:39 Educação, Notícias 10/02/2018 - 08h03 Brasília Embed

Lucas Pordeus León

Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, terá escola pública sem salas tradicionais, provas ou disciplinas isoladas.

 

Já imaginou uma escola em que os alunos definem os projetos que querem realizar, e a partir deles aprendem o conteúdo que normalmente é ensinado em disciplinas tradicionais? Pois esse é o modelo de Ensino que vai ser implementado na escola pública Comunidade de Aprendizagem do Paranoá, no Distrito Federal.

 

Enquanto o espaço físico está em obras, os 560 alunos ficarão na Escola Classe 8, no Cruzeiro. A previsão é que a estrutura seja inaugurada até abril.

 

A escola foi idealizada por um grupo de professores da secretaria de Educação, inspirados por outras escolas que usam metodologia parecida, como a escola da Ponte, em Portugal, e o Projeto Âncora, no município de Cotia, em São Paulo.

 

A coordenadora pedagógica da escola, Marina Teatini, diz que o objetivo é descobrir os interesses dos estudantes e contextualizá-los na comunidade em que vivem.

 

Sonora: “Ela [a criança] quer aprender a montar uma bicicleta. Então, esse é o projeto de vida dela. Além dela aprender todo o conteúdo dentro disso, sobre mecânica, química, física, roldanas...”.

 

Inicialmente, a escola do Paranoá vai atender crianças até o 3º ano do ensino fundamental. A escola é dividida em dois núcleos: o de iniciação, onde os alunos serão introduzidos no novo modelo de ensino; e o núcleo de desenvolvimento, onde os estudantes terão mais autonomia para colocar em prática os projetos, tanto os individuais quanto os coletivos. Os conteúdos de biologia, história e física, por exemplo, serão passados durante a construção desses projetos.

 

A ideia é acabar com o ensino em salas fechadas, com cadeiras enfileiradas, e fazer educação em mesas redondas discutindo os projetos escolhidos, unindo alunos que tem interesses semelhantes. A professora Marina Teatini diz que, mesmo assim, as aulas tradicionais poderão ser dadas para tirar dúvidas.

 

Sonora: “A gente não trabalha só com sala de aula, nem só com aula. Então, quando precisar de uma aula. Então, por exemplo, se ela tem uma dúvida em matemática, ela vai ter uma aula de matemática junto com alguém que estiver tendo a mesma dificuldade.”

 

A coordenadora pedagógica explica ainda que todo o conteúdo exigido pelo Ministério da Educação será oferecido aos alunos.

 

Sonora: “Esses conteúdos vão ser dados tanto quanto é dado em uma escola tradicional. As duas diferenças são a ordem em que esse conteúdo é dado e a intensidade com que esse conteúdo é apreendido. E encaixar esses conteúdos dentro do objetivo de vida delas”.

 

A avaliação também não será por provas. O tutor responsável é quem vai avaliar, em relatórios periódicos, o desenvolvimento dos alunos nos projetos empreendidos.