Em Pernambuco, escola referência adota educação em tempo integral e união às famílias

04:49 Educação, Especiais 26/09/2018 - 10h41 Recife Embed

Victor Ribeiro

Essa é a professora Lúcia Assis, explicando o papel da Escola de Referência em Ensino Médio Jarina Maia, que fica no Agreste pernambucano.

 

Lúcia estudou lá no fim da década de 1970 e, em 2002, voltou como gestora. Nove anos atrás foi a diretora que levou a escola se tornar referência e passar a admitir alunos em tempo integral.

 

Lúcia continua na gestão da Jarina e conta que as mudanças que ocorreram desde 2009 facilitaram o caminho de quem sonhava com o ensino superior.

 

De acordo com a diretora, dos quase 150 alunos que se formam todos os anos, cerca de 80 conquistam a vaga numa universidade.

 

Mas o papel da escola vai além do vestibular, como destaca a estudante Cibeli Rainara.

 

Todas as escolas de referência em Pernambuco têm uma coordenação socioeducativa.

 

A pessoa que ocupa esse cargo é quem faz a ponte entre a escola e a família de cada estudantes. O principal objetivo é evitar que os alunos abandonem a escola.

 

Esse é o papel de Cláudia Rodrigues na Jarina Maia, que não registra casos de evasão há cinco anos.

 

Durante nove anos, a Jarina Maia foi a única escola de referência no município de João Alfredo, que fica a duas horas e meia da capital do estado, Recife.

 

A cidade só tem duas escolas públicas de Ensino Médio.

 

Além da Jarina, tem a Nossa Senhora Auxiliadora, que passou por uma transformação de 2012 para cá, como conta a diretora Rosimere Fernanda.

 

A primeira mudança foi uma reforma geral, para que o ambiente de ensino se tornasse, de fato, um segundo lar para os estudantes.

 

Depois, foi a vez de trazer as famílias para dentro da escola, como lembra Rosimere.

 

A evasão escolar é uma das chagas do ensino no Brasil.

 

Nas contas do Ministério da Educação, quase 24% dos jovens abandonam os estudos no primeiro ano do Ensino Médio. 15% deixam a escola no segundo ano e 9% no terceiro ano.

 

Em cidades como João Alfredo, onde boa parte da população mora no campo, a distância da escola é um obstáculo. Mas lá, essa dificuldade foi superada, como afirma a estudante Aline Joana.

 

A transformação da Nossa Senhora Auxiliadora já se reflete na vida dos alunos. Um deles, Alex Silva, até bem pouco tempo era considerado um adolescente rebelde. Agora, é um dos mais populares da escola, querido por colegas e professores. Alex destaca o que motivou essa mudança.

 

O ensino médio é aquele momento em que é preciso escolher uma carreira a seguir. Os alunos entrevistados em João Alfredo acreditam que a melhora da educação pública nos últimos anos torna possíveis os sonhos de se realizar no trabalho e também na vida pessoal.

 

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique