UFRJ anuncia racionamento de recursos em função de bloqueio orçamentário do governo federal

02:30 Educação, Notícias 09/09/2019 - 15h54 Rio de Janeiro Embed

Raquel Júnia

Começa nesta segunda-feira uma política de racionamento na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, a maior do país, em função do bloqueio orçamentário realizado pelo governo federal nas verbas das universidades.

 

Foram anunciadas seis medidas principais: o racionamento do uso de veículos oficiais, o que inclui a dispensa de motoristas terceirizados; a suspensão dos celulares para reitora, pró-reitores e representantes das unidades; suspensão de passagens internacionais e limitação de viagens e diárias nacionais para atividades de campo dos cursos de graduação; a suspensão provisória do serviço de manutenção externa e jardinagem; e uma nova licitação para ônibus para transportes internos do campus da Cidade Universitária e entre os campi.

 

A UFRJ vai fazer cem anos em 2020, e conta com 176 cursos de graduação, 130 de mestrado e 94 de doutorado. A universidade mantém ainda nove hospitais universitários, 13 museus, 1200 laboratórios e 45 bibliotecas.

 

Paralelamente ao anúncio do racionamento, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade publicou uma nota de repúdio sobre a redução dos recursos de custeio, além dos cortes anunciados nas últimas semanas das bolsas de estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes.

 

A nota reforça que as bolsas têm sido primordiais para assegurar a formação, dedicação e manutenção de todos os pesquisadores, e destaca que sem conhecimento, não há progresso e nem nação.

 

Procurado para se manifestar sobre o racionamento na UFRJ, o MEC afirmou, por meio de nota, que destinou para a Universidade, até o dia 2 de setembro, R$ 209,6 milhões em limite de empenho.

 

Deste montante, já foram empenhados R$ 183,7 milhões, e que ainda restam R$ 25,9 milhões em orçamento disponível para a universidade neste ano.

 

A nota diz que, em decorrência da situação fiscal do governo federal, o Poder Executivo vem todos os anos emitindo decretos impondo limites à execução orçamentária e financeira, e que as organizações públicas em um contexto de restrições devem se adaptar.

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