Confira os fatos marcantes da Amazônia em julho e agosto

04:19 Geral, Notícias 01/01/2015 - 09h36 Brasília Embed

Graziele Bezerra

JULHO
Em julho, o risco de desastre ambiental resultante de queimadas e incêndios fez o governo do Tocantins decretar situação de emergência no Estado.

 

Somente naquele mês, a Defesa Civil Estadual registrou 1.372 focos de calor. O número foi mais da metade do registrado nos cinco primeiros meses do ano, quando foram contabilizados 1.031 focos.

 

As cidades que ficaram em situação mais crítica foram Mateiros, Lagoa da Confusão, Lizarda, Peixe e Formoso do Araguaia. Em cada um desses lugares foram registrados mais de 100 focos de calor.

 

No mesmo mês, o Tribunal de Contas de Mato Grosso identificou fissuras nos viadutos do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos - em Cuiabá.

 

A construção seria a principal obra de mobilidade urbana do estado. Foi planejada para a Copa do Mundo e deveria ter sido entregue antes do mundial. Mas até hoje as obras não foram concluídas.

O contrato do VLT tem vigência até dezembro de 2014 e a garantia para as obras é de 5 anos.

Ainda em julho, uma operação da Polícia Civil do Amapá registrou a presença de pelo menos 10 mil brasileiros trabalhando de forma ilegal na Guiana Francesa, na fronteira do Brasil pelo Oiapoque, no Amapá.

 

Os policiais civis visitaram cerca de 500 garimpos na região.

 

O aumento do preço do ouro no mercado internacional é o que impulsiona esses brasileiros a partirem para o exterior em busca do metal. A maioria dos trabalhadores sai do Amapá, Pará e do Maranhão.

 

Existe um acordo entre Brasil, França e governo da Guiana para combater a exploração ilegal de ouro em zonas protegidas e de interesse patrimonial.

 

Esse documento foi assinado em 2008 e está em vigor internacionalmente desde o início de 2014. Aqui no Brasil a norma segue em análise no Ministério da Justiça e depois será encaminhada à Casa Civil para publicação.

 

AGOSTO
Em agosto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou o fim do embargo russo à carne bovina e suína de cinco frigoríficos brasileiros.

 

O mercado russo é um dos principais consumidores da carne brasileira. Segundo dados do Ministério da Agricultura, no ano passado, de quase três bilhões de dólares em produtos agrícolas brasileiros vendidos para a Rússia, mais de um bilhão foram da venda de carne bovina – o equivalente a 44% do total.

 

Já as vendas de carne suína totalizaram mais de quatrocentos milhões de reais, cerca de 15%.

 

Ainda nesse mês, a Vigilância em Saúde no Acre descartou o risco da entrada do vírus ebola no Brasil, mesmo diante do grande número de imigrantes entrando no país pelas fronteiras daquele estado.

 

Por causa das ameaças do ebola, o Ministério da Saúde reforçou, naquele período, a vigilância em todo o Brasil para evitar que doença chegasse ao país.

 

Apenas um caso suspeito de ebola foi registrado no Brasil, em outubro deste ano, mas depois de análises feitas no Instituto Evandro Chagas, no Pará, foi descartado.

 

Ainda em agosto, o governo do Mato Grosso disponibilizou cerca de cinco mil tornozeleiras eletrônicas para o Poder Judiciário do estado.

 

O equipamento é destinado a detentos do regime fechado selecionados para trabalhar na recuperação de praças e vias públicas de Cuiabá.

 

As tornozeleiras também estão disponíveis para presos que saem do regime fechado para o semiaberto.

 

O Mato Grosso possui atualmente 9800 presos no regime fechado e 3700 no semiaberto.

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