Mortes maternas no DF são quase três vezes mais que o aceitável pela OMS

03:11 Geral, Notícias 28/05/2015 - 17h10 Brasília Embed

Sayonara Moreno

A cada cem mil nascidos vivos no Distrito Federal, morreram 54 mulheres em 2013. As informações são da pesquisa realizada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), com base em dados do Datasus, Sistema de Informações do Ministério da Saúde, de 2009 a 2013. Com esse índice, o DF é a unidade da federação que ocupa o décimo lugar em número de mortes maternas, no Brasil.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mortalidade materna é toda morte causada por problemas relacionados à gravidez ou ao parto, até 42 dias depois. De acordo com a organização, o índice só é aceitável até 20 mortes por cem mil nascidos vivos, mas o DF tem a taxa considerada alta, por estar entre 50 e 149.

 

O número sobe em casos de mortes de mulheres em idade fértil (considerada, no Brasil, entre dez e 49 anos). São 84 mortes para cem mil mulheres.

 

Em relação ao cuidado com a gestação, os dados apontam que 5% das mulheres no DF não fizeram nenhum exame pré-natal até o parto. Para a chefe de gabinete da Secretaria de Saúde do DF, Mônica Reis, o exame é importante no combate à mortalidade materna.

 

Entre as maiores vítimas no DF estão as solteiras, com mais da metade de mortes maternas, e as negras, vítimas de 75% dos casos. A pesquisa aponta que o câncer é o principal causador das mortes, seguido de causas externas, como acidentes e violência; e doenças cardiovasculares, como hipertensão.

 

A pesquisa aponta, ainda, que 54,5% dos partos feitos no Distrito Federal são cesáreos. A gerente de estudos da Codeplan, Jamila Zgiet, destaca a importância do parto normal como forma de diminuir os riscos de morte materna.

 

Segundo a Codeplan, os dados apontam a necessidade de estratégias para ampliar o percentual de gestantes com acesso à saúde da mulher e ao pré-natal; reduzir o número de partos cesáreos, reduzir os acidentes de trânsito e a violência contra as mulheres, investir em ações de prevenção ao suicídio e melhorar o registro de informações das equipes de atenção à saúde.

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