Presos mais de 200 em depredação de sindicato no Rio

03:04 Geral, Notícias 17/06/2015 - 16h56 Rio de Janeiro Embed

Tâmara Freire

Mais de 200 pessoas foram presas na madrugada desta quarta-feira (17), após depredarem a sede do Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro, que fica no Centro da cidade. De acordo com a polícia, o grupo veio de São Paulo e foi contratado para inviabilizar as eleições para a nova diretoria do sindicato.

 

Diversos documentos, móveis e equipamentos foram destruídos, incluindo os utilizados em consultórios médicos e odontológicos e o prejuízo estimado é de cerca de R$ 3 milhões. Apesar disso, o pleito foi mantido.

 

O sindicato, que representa 400 mil trabalhadores da capital e dos municípios de Paty de Alferes e Miguel Pereira, está sob administração do interventor José Carlos Nunes, nomeado pela Justiça desde setembro do ano passado. De acordo com ele, o ataque também tinha o objetivo de destruir provas de atividades criminosas cometidas por antigos diretores do sindicato.

 

Junto com a intervenção, a Justiça determinou o afastamento de quatro membros da diretoria, incluindo o presidente Otton Mata Roma, que teriam desviado a quantia de R$ 10 milhões apenas entre os anos de 2009 e 2014.

 

Otton é filho de Luisant Mata Roma, que foi presidente do sindicato por 40 anos até falecer em 2006, e de acordo com a Justiça ele se manteve na diretoria graças a assembleias eleitorais fraudadas. No entanto, segundo o procurador do MPT, João Carlos Teixeira, a auditoria que está sendo realizada no sindicato investiga apenas os últimos dez anos.

 

O advogado de Otton Mata Roma, Fábio Curi, negou que seu cliente tenha desviado recursos do sindicato e, apesar das denúncias e do ataque durante a madrugada, muitos filiados compareceram à votação. A aposentada Maria da Penha Vieira acredita em renovação.

 

As mais de 200 pessoas que participaram do ataque à sede do sindicato foram levadas para a Cidade da Polícia, onde foram identificadas e ouvidas. Até a tarde desta quarta (17), a Polícia Civil ainda não havia determinado para onde elas seriam encaminhadas após prestar depoimento.

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