Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte pedem Forças Armadas nos presídios

02:09 Geral, Notícias 19/01/2017 - 00h44 Brasília Embed

Maíra Heinen

Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte já solicitaram ao governo federal a atuação das Forças Armadas dentro de presídios estaduais. Autorizada na terça-feira pelo presidente Michel Temer por um prazo de um ano, a medida emergencial tem como objetivo resolver parte da crise penitenciária que se agravou nas últimas semanas, após rebeliões com massacres de mais de 100 detentos.

 

Nesta quarta-feira, governadores de nove estados das regiões Norte e Centro-Oeste, em reunião com Temer, assinaram um termo de anuência, concordando com a ida do Exército para a atuação nos presídios. Após este aval, cada estado deve pedir formalmente essa atuação das Forças Armadas.

 

Michel Temer fez um resumo do que está sendo feito no país na área de segurança pública e disse que estados e governo federal estão atuando juntos para acabar com o que chamou de “tormentoso drama”.

 

Sonora: "Para que nós possamos resolver esse tormentoso drama pelo qual a população brasileira está passando, porque, convenhamos, quando estas imagens chegam à televisão e mais dramaticamente muitas vezes por whatsapp, por internet, são cenas pavorosas, muitas vezes inimagináveis. Nós precisamos acabar com isso."

 

Os governadores também aderiram ao Plano Nacional de Segurança. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes também participou do encontro e disse que ações do plano serão implementadas na segunda quinzena de fevereiro no Rio Grande do Sul, em Sergipe e no Rio Grande do Norte. Na sequência, os nove estados que participaram do encontro serão contemplados com ações que têm foco no combate ao narcotráfico e ao crime transnacional.

 

O Plano, segundo o ministro, não vai superlotar as cadeias.

 

Sonora: "É um plano paralelo entre tirar dos presídios quem não precisa estar e deixar quem precisa. Eu repito isso há muitos anos que o Brasil prende muito, mas prende mal."

 

Alexandre de Moraes disse ainda que a adesão ao plano não vai significar mais gastos para os governos locais porque essas medidas já estão previstas no orçamento da pasta.

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